{"id":6122,"date":"2014-04-14T04:02:43","date_gmt":"2014-04-14T04:02:43","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6122"},"modified":"2014-04-14T04:02:43","modified_gmt":"2014-04-14T04:02:43","slug":"mulheres-na-linha-de-frente","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6122","title":{"rendered":"Mulheres na linha de frente"},"content":{"rendered":"\n<p>Campinas, 31 de mar\u00e7o de 2014 a 06 de abril de 2014 \u2013 ANO 2014 \u2013 N\u00ba 592<\/p>\n<p>A professora Margareth Rago acaba de lan\u00e7ar um livro baseado em depoimentos de feministas hist\u00f3ricas envolvidas na luta contra o regime militar e que contribu\u00edram para abrir novos espa\u00e7os para as mulheres na vida pol\u00edtica, p\u00fablica e cultural do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas ficou um tanto surpresa quando questionada sobre o \u201cp\u00f3s-feminismo\u201d, com a rep\u00f3rter deixando subentender que aquele movimento teria se esgotado. \u201cEu entendo o feminismo como uma grande for\u00e7a transformadora, um movimento extremamente cr\u00edtico do presente, tanto na academia em termos de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, como no campo social for\u00e7ando pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, afirma a docente do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas (IFCH) da Unicamp. \u201cAcho importante ressaltar as a\u00e7\u00f5es positivas que o movimento continua promovendo no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>De qualquer forma, para chegar aos dias de hoje Margareth Rago n\u00e3o se furta a refazer um hist\u00f3rico desde a d\u00e9cada de 1960, \u00e9poca em que as brasileiras viviam sob o forte impacto do feminismo americano, da contracultura e da revolu\u00e7\u00e3o sexual. \u201cObviamente, muitas mudan\u00e7as estavam acontecendo, mas pela minha pr\u00f3pria experi\u00eancia na \u00e9poca de estudante da USP, ainda n\u00e3o se falava em feminismo no pa\u00eds, mesmo que tiv\u00e9ssemos atitudes feministas com cr\u00edticas imensas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es que a sociedade impunha contra as mulheres.\u201d<\/p>\n<p>A historiadora lembra que o feminismo viria a ser assumido como linguagem pol\u00edtica e bandeira de luta a partir de 1975, per\u00edodo em que muitas militantes vitimadas pela viol\u00eancia do regime sa\u00edam das pris\u00f5es, e decepcionadas com o machismo que experimentaram no interior das pr\u00f3prias organiza\u00e7\u00f5es e partidos pol\u00edticos. \u201cNeste mesmo per\u00edodo retornavam as militantes exiladas que tiveram contato com o feminismo nos Estados Unidos e sobretudo na Fran\u00e7a, onde grande n\u00famero delas se abrigou. S\u00e3o estas mulheres intelectualizadas que v\u00e3o se aglutinar e encontrar jovens nas universidades que come\u00e7avam a discutir e a assumir o feminismo.\u201d<\/p>\n<p>Segundo a professora do Departamento de Hist\u00f3ria, inicialmente o movimento parte de mulheres brancas e de classe m\u00e9dia, mas se expande e se fortalece com rapidez. \u201cEm meados dos 70 surge uma imprensa feminista, com duas publica\u00e7\u00f5es: em 75 o\u00a0<em>Brasil Mulher<\/em> e em 76 o\u00a0<em>N\u00f3s Mulheres<\/em>, jornais escritos por mulheres para mulheres. E, como elas s\u00e3o de esquerda, o feminismo no Brasil se caracteriza por ter nascido no contexto de luta contra a ditadura, com forte vi\u00e9s marxista. A maior expans\u00e3o do movimento acontece na d\u00e9cada de 80, per\u00edodo da redemocratiza\u00e7\u00e3o, impulsionado mais por quest\u00f5es sociais como a pobreza e a falta de creches e de emprego para as mulheres da periferia, e menos por quest\u00f5es que seriam priorizadas posteriormente, como da viol\u00eancia e do direito ao aborto.\u201d<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria masculina<\/strong><\/p>\n<p>No livro A aventura de contar-se: feminismos, escrita de si e inven\u00e7\u00f5es da subjetividade (publicado pela Editora da Unicamp e destacado pelo\u00a0<em><strong>Jornal da Unicamp<\/strong><\/em> na edi\u00e7\u00e3o 554), Margareth Rago pretende preencher o vazio na literatura em rela\u00e7\u00e3o a mem\u00f3rias e testemunhos de mulheres atuantes em epis\u00f3dios da ditadura e da contracultura. \u201cUm aspecto importante a observar \u00e9 que a hist\u00f3ria da ditadura militar \u00e9 uma hist\u00f3ria masculina: os livros trazem os homens como protagonistas e eventualmente tratam das mulheres, mas n\u00e3o enquanto mulheres. A escassez de autobiografias femininas se deve em parte \u00e0 educa\u00e7\u00e3o crist\u00e3, segundo a qual a mulher deve ser abnegada, dar lugar aos homens e pensar que sua vida n\u00e3o tem tanta import\u00e2ncia. Uma cultura em que falar dela mesma soa a narcisismo, o que n\u00e3o \u00e9 verdade, pois autobiografias nem sempre s\u00e3o autoelogios \u2013 podem ser den\u00fancias, acertos de contas, h\u00e1 in\u00fameros motivos para escrever sobre a pr\u00f3pria vida.\u201d<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o da docente da Unicamp, um livro que se destaca sobre a milit\u00e2ncia feminina na luta contra o regime e pela redemocratiza\u00e7\u00e3o foi escrito por uma cubana residente nos Estados Unidos, a professora Sonia Alvarez, ainda n\u00e3o traduzido para o portugu\u00eas:\u00a0<strong>Engendering democracy in Brazil<\/strong>, em que o \u201cengendrando\u201d do t\u00edtulo remete tamb\u00e9m a g\u00eanero. \u201cSonia Alvarez chama a aten\u00e7\u00e3o para um segundo aspecto relevante: que mesmo antes de o feminismo surgir como movimento organizado no Brasil, existia um movimento de mulheres ligado \u00e0 Igreja na luta contra a carestia e por melhorias como no transporte. Este movimento n\u00e3o feminista e o feminismo foram caminhando e crescendo em paralelo, at\u00e9 se juntarem no final dos 70, ent\u00e3o incorporando bandeiras como as do corpo, do ass\u00e9dio sexual e da viol\u00eancia contra a mulher\u201d.<\/p>\n<p>Margareth Rago atenta que muitas feministas hoje na faixa dos 60 e 70 anos de idade continuaram empenhadas no acerto de contas com o passado ditatorial, a exemplo das personagens do seu livro: as ex-presas pol\u00edticas Crim\u00e9ia Schmidt de Almeida e Maria Am\u00e9lia de Almeida Teles; a fil\u00f3sofa e te\u00f3loga feminista Ivone Gebara; a l\u00edder do Movimento Aut\u00f4nomo das Prostitutas e fundadora da Daspu Gabriela Silva Leite, falecida recentemente; a soci\u00f3loga feminista e professora da Unicamp Maria Lygia Quartim de Moraes; a antrop\u00f3loga e historiadora Norma Telles; e a escritora e historiadora Tania Navarro Swain. \u201c\u00c9 uma luta que n\u00e3o acabou, uma p\u00e1gina que vai demorar a ser virada.\u201d<\/p>\n<p>O pressuposto de que ter nascido em meio \u00e0 luta contra a ditadura politizou e fortaleceu o movimento feminista brasileiro, com um discurso cr\u00edtico e de esquerda, \u00e9 endossado pela pesquisadora. \u201cNo entanto, \u00e9 dif\u00edcil compar\u00e1-lo com o feminismo americano, que transformou profundamente aquela sociedade, na qual convivi por um ano. N\u00e3o h\u00e1 um programa de televis\u00e3o que n\u00e3o debata as quest\u00f5es das mulheres. A Universidade de Columbia oferece um servi\u00e7o de aborto para as alunas, enquanto as nossas tomam Cytotec para provocar hemorragia e serem atendidas no hospital; contraditoriamente, l\u00e1 existem grupos do tipo Ku Klux Klan atacando m\u00e9dicos que fazem abortos. Mas \u00e9 uma sociedade de muitas conquistas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Fen\u00f4meno novo<\/strong><\/p>\n<p>A historiadora ressalta que a sociedade brasileira tamb\u00e9m se transformou nas \u00faltimas d\u00e9cadas e agora temos um fen\u00f4meno novo protagonizado por jovens que n\u00e3o se veem como herdeiras do movimento feminista. \u201cElas n\u00e3o possuem essa consci\u00eancia hist\u00f3rica. S\u00e3o as filhas para as quais a independ\u00eancia pessoal ou a perda da virgindade n\u00e3o representam mais problemas. Apenas com o tempo vai caindo a ficha de que n\u00e3o est\u00e3o em ber\u00e7o espl\u00eandido do nada, o que as leva a buscar conhecer um pouco mais a hist\u00f3ria relativamente recente do pa\u00eds. O mesmo aconteceu conosco, que fomos descobrindo que as coisas do presente t\u00eam hist\u00f3ria gra\u00e7as a pessoas como Maria Lacerda de Moura, Emma Goldman e in\u00fameras outras. O feminismo permitiu tamb\u00e9m este encontro com o passado, a releitura da hist\u00f3ria e a transforma\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria coletiva.\u201d<\/p>\n<p>Contudo, Margareth Rago se diverte com as propostas bem humoradas das militantes de hoje, como a Marcha das Vadias \u2013 movimento internacional surgido no Canad\u00e1, em que o uso de trajes provocantes, como blusinhas transparentes e lingeries, serve para protestar contra a cren\u00e7a machista de que as mulheres \u00e9 que provocam o estupro por causa do seu comportamento.\u00a0 \u201c\u00c9 realmente engra\u00e7ado ver essas meninas bonitas de diferentes camadas sociais se chamando de vadias, assim como as integrantes da banda Pussy Riot [presas por entoar uma \u2018ora\u00e7\u00e3o punk\u2019 contra o presidente Vladimir Putin dentro da principal catedral de Moscou]. \u00c9 um protesto l\u00fadico, com toda uma performance corporal, que eu considero muito positivo e que aplaudo.\u201d<\/p>\n<p><strong>A hist\u00f3ria da vida privada <\/strong>Diante da quest\u00e3o colocada pela rep\u00f3rter sobre o p\u00f3s-feminismo, sugerindo que o movimento feminista perdeu sua for\u00e7a, a professora Margareth Rago afirma que acontece justamente o contr\u00e1rio. Argumenta que a\u00a0<em>TV Globo<\/em>, por exemplo, nunca abordou com tanta frequ\u00eancia a quest\u00e3o da viol\u00eancia contra as mulheres, contribuindo para alimentar o debate junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. \u201cA viol\u00eancia sempre aconteceu, mas n\u00e3o era assunto em que se tocasse, por pertencer ao dom\u00ednio da vida privada. Penso que uma das maiores conquistas do feminismo foi ter rompido com a ideia de que apenas o que \u00e9 p\u00fablico deve ser noticiado e historicizado; de que hist\u00f3ria \u00e9 a hist\u00f3ria da vida p\u00fablica, e n\u00e3o do privado.\u201d<\/p>\n<p>A historiadora acrescenta que este rompimento, que fez emergir quest\u00f5es como aborto, ass\u00e9dio sexual e viol\u00eancia de g\u00eanero para a esfera p\u00fablica \u00e9 um exemplo da for\u00e7a cr\u00edtica e transformadora do movimento feminista. \u201cQuando Dilma Rousseff foi eleita, o debate era se ela seria contra ou a favor do aborto; vinte anos antes, Luiza Erundina mal conseguia governar S\u00e3o Paulo, por ser mulher, de esquerda, solteira e nordestina. O que pretendo destacar \u00e9 que, se o feminismo come\u00e7a como um movimento pela derrubada do regime militar, em seguida a sua cr\u00edtica vai muito al\u00e9m, contra o autoritarismo cotidiano, como a ditadura do corpo, entre muitas outras quest\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 nesta dire\u00e7\u00e3o que a docente do IFCH coloca o trabalho de uma feminista radical, Eleonora Menicucci de Oliveira, atual ministra da Secretaria de Pol\u00edticas para Mulheres (SPM) da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica. \u201cEla possui um pouco o perfil de Dilma, ficou presa por tr\u00eas anos e foi submetida a torturas, aderindo depois ao feminismo. A sua secretaria tem promovido a\u00e7\u00f5es bem interessantes e acaba de convidar outra \u2018feminista hist\u00f3rica\u2019, Amelinha Telles, para produzir um diagn\u00f3stico junto a mulheres de popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas, no \u00e2mbito do F\u00f3rum de Enfrentamento \u00e0 Viol\u00eancia contra as Mulheres do Campo e da Floresta.\u201d<\/p>\n<p>Segundo Margareth Rago, como o acesso a estas popula\u00e7\u00f5es s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel por transporte fluvial, a SPM estabeleceu uma parceria com a Caixa Econ\u00f4mica Federal, que possui cinco embarca\u00e7\u00f5es para levar at\u00e9 elas a Bolsa Fam\u00edlia e outros servi\u00e7os banc\u00e1rios. \u201cAmelinha Teles participou da equipe que durante 20 dias, a partir de 20 de janeiro \u00faltimo, visitou nove munic\u00edpios da regi\u00e3o do Maraj\u00f3 para o diagn\u00f3stico das mulheres em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia de g\u00eanero, contatando prefeituras e sindicatos de trabalhadores rurais (geralmente presididos por mulheres). A equipe deu orienta\u00e7\u00f5es sobre a lei Maria da Penha e incorporou membros do Tribunal de Justi\u00e7a para dar celeridade a processos.\u201d<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia deste levantamento, conforme observa a professora, \u00e9 que enquanto nas cidades j\u00e1 existem v\u00e1rias formas de luta, o campo e a floresta ainda s\u00e3o uma zona livre onde se faz o que quer contra as mulheres. \u201cEm janeiro tivemos o caso do prefeito acusado de 70 estupros [Adail Pinheiro, de Coari (AM)]. Estupros na fam\u00edlia s\u00e3o constantes, por pais e padrastos. Nessas regi\u00f5es muito pobres, a Bolsa Fam\u00edlia \u00e9 apropriada pelos homens que se casam por interesse com as mulheres, que por sua vez t\u00eam filhos para garantir o benef\u00edcio \u2013 sendo delas 99% da titularidade, a bolsa poderia ser uma forma de empoderamento, o que n\u00e3o ocorre. E, quando procuradas pela equipe para discutir a viol\u00eancia dom\u00e9stica, elas simplesmente fogem com medo de apanhar no dia seguinte, como relatou Amelinha Teles.\u201d<\/p>\n<p>Margareth Rago explica que este programa da SPM est\u00e1 articulado com a Marcha das Margaridas, que re\u00fane 80 mil mulheres e reivindica do governo Dilma pol\u00edticas p\u00fablicas para as mulheres ribeirinhas focadas no trabalho, na terra, na educa\u00e7\u00e3o e na viol\u00eancia de g\u00eanero. Tamb\u00e9m participa deste movimento a Via Campesina, organiza\u00e7\u00e3o internacional de camponesas. \u201cAinda para mostrar que tem muita coisa acontecendo no \u00e2mbito das lutas feministas, em agosto deste ano o Brasil vai participar de um grande encontro na \u00cdndia, o Women\u2019s Worlds, que em 2017 ser\u00e1 realizado na Universidade Federal de Santa Catarina. A UFSC tem uma reitora feminista, assim como a vice-reitora, e tamb\u00e9m promove um importante encontro bianual, o Fazendo G\u00eanero, para cerca de 5 mil pessoas; no Women\u2019s Worlds pretende-se chegar a 20 mil participantes.\u201d<\/p>\n<hr \/>\n<p>Texto: LUIZ SUGIMOTO<\/p>\n<p>Fotos: Antonio Scarpinetti<\/p>\n<p>Arquivo Edgard Leuenroth (AEL-Unicamp)\/Cole\u00e7\u00e3o Brasil Nunca Mais<\/p>\n<p>Arquivo Edgard Leuenroth (AEL-Unicamp)\/Fundo Voz da Unidade<\/p>\n<p>Edi\u00e7\u00e3o de Imagens:<\/p>\n<p>Paulo Cavalheri<\/p>\n<p>http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/ju\/592\/mulheres-na-linha-de-frente<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nLuiz Sugimoto\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6122\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[50],"tags":[],"class_list":["post-6122","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c61-cultura-revolucionaria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1AK","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6122"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6122\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6122"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6122"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6122"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}