{"id":6146,"date":"2014-04-17T21:46:25","date_gmt":"2014-04-17T21:46:25","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6146"},"modified":"2017-08-25T01:00:00","modified_gmt":"2017-08-25T04:00:00","slug":"a-versao-e-os-fatos-lagrimas-que-alimentam-meu-odio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6146","title":{"rendered":"A vers\u00e3o e os fatos: l\u00e1grimas que alimentam meu \u00f3dio"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Ao jovem Jefferson<\/em><\/p>\n<p>O jovem Jefferson Rodrigues da Silva, de dezoito anos, foi morto a tiros por fuzileiros navais no Complexo da Mar\u00e9, no Rio de Janeiro. Na vers\u00e3o oficial, trocou tiros com os soldados que responderam ao fogo causando a baixa.<\/p>\n<p>A Pol\u00edcia Militar e o Ex\u00e9rcito ficam sempre muito bravos quando se coloca em d\u00favida as vers\u00f5es oficiais. Mas, vejam bem, outras vers\u00f5es oficiais que nos foram apresentadas: Amarildo, pedreiro sequestrado, torturado e assassinado por policiais militares da UPP da Rocinha, teria, na vers\u00e3o oficial, sido morto por traficantes; Claudia, atingida por dois disparos da pol\u00edcia e que foi jogada na parte de tr\u00e1s de uma viatura e acabou sendo arrastada pelas ruas do Rio, teria sido apenas socorrida pela pol\u00edcia; Giovanni, jovem que foi atingido por tiros pelas costas ao sair de casa de bermuda e bon\u00e9 quando a Pol\u00edcia Militar entrava em seu bairro, e que, j\u00e1 ca\u00eddo, ao seu lado foi deixada uma quantidade de drogas e um revolver que n\u00e3o lhe pertencia, na vers\u00e3o das autoridades \u00e9 um traficante que trocou tiros e tentou fugir; Herzog se enforcou em sua cela, mesmo que de uma altura na qual seria imposs\u00edvel tal ato; o golpe burgu\u00eas e militar de 1964, que rompeu a Constitui\u00e7\u00e3o e abriu d\u00e9cadas de terror e arb\u00edtrio, teria sido, na vers\u00e3o oficial, a rea\u00e7\u00e3o das for\u00e7as democr\u00e1ticas contra a provoca\u00e7\u00e3o de comunistas que queriam fazer reformas de base, que amea\u00e7avam a fam\u00edlia, a religi\u00e3o e os bons costumes.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma perversidade extra na guerra das vers\u00f5es. Jefferson tinha 18 anos, morava em uma enorme \u00e1rea abandonada desde sempre pelos poderes p\u00fablicos, sem condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de saneamento, tampouco acesso a servi\u00e7os essenciais, esquecida pelas verbas de infraestrutura, na qual impera o medo permanente, seja do crime organizado, seja do aparato policial corrupto e violento que vive em simbiose com a criminalidade e dela se alimenta.<\/p>\n<p>O fato de Jefferson ser um trabalhador \u2013 alvejado como um efeito colateral (como tantos j\u00e1 foram) e agora tornado criminoso para ocultar sua morte \u2013 ou um jovem que naquela situa\u00e7\u00e3o descrita vivia dos rendimentos da lucrativa atividade do tr\u00e1fico e estava armado defendendo-se da invas\u00e3o militar, n\u00e3o muda a trag\u00e9dia do caso. Para boa parte da juventude estas s\u00e3o as op\u00e7\u00f5es: sobreviver em prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es e morrer de \u201cbala perdida\u201d, ou resistir armado e morrer em conflito com o aparato repressivo. Muitos decidem viver menos e viver melhor com os ganhos do tr\u00e1fico, o prest\u00edgio e poder de, pelo menos, estar armado.<\/p>\n<p>O BOPE quando subia os morros com o malfadado \u201ccaveir\u00e3o\u201d tocava em seus alto-falantes uma mensagem que dizia: \u201cem bandido a gente atira com fuzil, em trabalhador \u00e9 tapa na cara\u201d. \u00c9 compreens\u00edvel que alguns decidam por estar, pelo menos armados, ao inv\u00e9s de tomar tapa na cara, levantar as m\u00e3os e virar para o muro enquanto s\u00e3o revistados.<\/p>\n<p>Ali mesmo, no Complexo da Mar\u00e9, que margeia a Linha Vermelha que leva os turistas do Gale\u00e3o privatizado at\u00e9 a cidade maravilhosa, o poder p\u00fablico tomou uma iniciativa paradigm\u00e1tica. N\u00e3o foram obras de infraestrutura, de implanta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, ou mesmo de seguran\u00e7a p\u00fablica (de uma verdadeira seguran\u00e7a\u2026 p\u00fablica), do desenvolvimento dos servi\u00e7os b\u00e1sicos como saneamento, educa\u00e7\u00e3o ou sa\u00fade; foi, ao inv\u00e9s disso, o levantamento de anteparas sobre a murada da via que cobriam a vis\u00e3o das favelas e nestes pain\u00e9is foram colocadas reprodu\u00e7\u00f5es de desenhos, muitos feitos por crian\u00e7as, com uma imagem idealizada e id\u00edlica do Rio e da pr\u00f3pria favela.<\/p>\n<p>Parece que esta iniciativa representa bem uma concep\u00e7\u00e3o. Esconder o real com uma representa\u00e7\u00e3o idealizada que oculta e inverte a realidade. N\u00f3s, marxistas, chamamos isso de ideologia.<\/p>\n<p>Ocorre que o real oculto segue existindo e suas contradi\u00e7\u00f5es um dia explodem, fica imposs\u00edvel escond\u00ea-las. J\u00e1 tiramos do centro e jogamos para a periferia, j\u00e1 ocultamos por pain\u00e9is, j\u00e1 amenizamos com pol\u00edticas pontuais, fragment\u00e1rias e insuficientes, j\u00e1 tentamos calar as vozes dissidentes a golpes de balc\u00e3o de projetos e ONGs, bem ou mal intencionadas, mas simplesmente cresce o trafico, a repress\u00e3o policial, as mortes, os autos de resist\u00eancia\u2026 Como nada parece dar certo, ent\u00e3o, eles mandam o ex\u00e9rcito, seus tanques de guerra e seus soldados, treinados no Haiti \u2013 que, Caetano j\u00e1 alertava, \u00e9 aqui.<\/p>\n<p>Na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.defesa.gov.br\/arquivos\/File\/doutrinamilitar\/listadepublicacoesEMD\/md33_m_10_glo_1_ed2013.pdf\" target=\"_blank\">Portaria Normativa n. 3.461 do Minist\u00e9rio da Defesa<\/a>, que estabelece as chamadas Opera\u00e7\u00f5es de garantia da Lei e da Ordem (OpGLOs), encontramos uma esp\u00e9cie de confiss\u00e3o quando afirma que tais opera\u00e7\u00f5es \u201ctem por objetivo a preserva\u00e7\u00e3o da ordem p\u00fablica e da incolumidade das pessoas e do patrim\u00f4nio em<em>situa\u00e7\u00f5es de esgotamento dos instrumentos para isso previstos<\/em> no art. 144 da Constitui\u00e7\u00e3o ou em outras em que se presuma ser poss\u00edvel a perturba\u00e7\u00e3o da ordem\u201d [grifos meus].<\/p>\n<p>Ocorre que o \u201cesgotamento\u201d n\u00e3o \u00e9 dos instrumentos previstos, \u00e9 de toda a concep\u00e7\u00e3o de sociedade sobre a qual eles se assentam. Como \u00e9 dif\u00edcil encarar esta verdade, vamos nos enganando que um intensifica\u00e7\u00e3o da mesma l\u00f3gica pode um resolver nosso problema. \u00c9 como se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos um grande vazamento de \u00e1gua em nossa casa, causado pelo rompimento de uma tubula\u00e7\u00e3o, e acredit\u00e1ssemos que o problema \u00e9 o tamanho do balde e a qualidade do pano que usamos para enxugar o ch\u00e3o.<\/p>\n<p>O arremedo de pol\u00edtica social e gotas de empreendedorismo, assim como a presen\u00e7a repressiva militar n\u00e3o deu certo, ora, mandamos o BOPE, n\u00e3o deu certo, ora mandamos as For\u00e7as Armadas. E se n\u00e3o der certo? Vamos fazer campos de concentra\u00e7\u00e3o e fornos cremat\u00f3rios? Para que nenhum cidad\u00e3o de bem seja confundido com um \u201cmarginal\u201d vamos cortar seus cabelos, obrig\u00e1-los a usar pijamas listrados e pregar estrelas amarelas em seus peitos?<\/p>\n<p>A ordem capitalista j\u00e1 resolveu este dilema. A segrega\u00e7\u00e3o espacial de classes j\u00e1 criou os guetos modernos, a heran\u00e7a escravista colonial j\u00e1 pintou de preto as classes perigosas facilitando o trabalho da pol\u00edcia e das for\u00e7as armadas. \u00c0s vezes se mata uma dona de casa, uma crian\u00e7a, um jovem trabalhador, mas s\u00e3o efeitos colaterais na sagrada \u201cguerra\u201d contra o crime em defesa da lei e da ordem. Ningu\u00e9m mandou eles parecerem tanto com as \u201cfor\u00e7as oponentes\u201d, s\u00e3o pobres, pretos, andam provocativamente de bermuda e chinelo, moram nas favelas, olham para a pol\u00edcia com medo ou, pior, com o que lhes sobra de dignidade.<\/p>\n<p>Certo, nos sabemos que tem gente rica no comando, organizando e lucrando muito com o tr\u00e1fico de drogas e armas. Quando aparece na televis\u00e3o o \u201cgrande chefe\u201d do tr\u00e1fico, morando na favela, mesmo os mais convictos em sua ingenuidade n\u00e3o acreditam que por tr\u00e1s dele n\u00e3o tem algum figur\u00e3o com conex\u00f5es em altos escal\u00f5es, contatos com a pr\u00f3pria pol\u00edcia e pol\u00edticos influentes. Bom, ent\u00e3o, porque n\u00e3o vemos os tanques cercando a Vieira Souto, os condom\u00ednios de luxo na Barra, o caveir\u00e3o entrando no Congresso Nacional e aqueles deputados e senadores com a m\u00e3o na parede e pernas abertas sendo revistados sob a mira de um fuzil?<\/p>\n<p>\u00c9 que eles andam de terno, parecem gente de bem, da nossa \u201cmelhor sociedade\u201d. Guardamos a forma repressiva, violenta e arbitr\u00e1ria para nossa \u201cpior sociedade\u201d. Enquanto o lixo humano, os dejetos inc\u00f4modos de uma sociedade de riquezas e ostenta\u00e7\u00e3o de luxo, estiverem escondidos e em ordem, tudo bem. Mas, se quiserem ocupar um terreno no centro, abandonado por uma pirata (ou cors\u00e1ria, j\u00e1 que pratica pirataria oficialmente\u2026 Oi?) das telecomunica\u00e7\u00f5es, a\u00ed n\u00e3o, enfeia a cidade maravilhosa. A\u00ed chama a guarda pretoriana, chama a SS, chama os camisas pretas, chama a Gestapo e tira esse povo feio, preto e mau vestido, sem senso arquitet\u00f4nico adequado, sem licita\u00e7\u00e3o e, pior, sem caixinha ou financiamento de campanha para as autoridades constitu\u00eddas.<\/p>\n<p>No fundo \u00e9 o mesmo princ\u00edpio da reforma do prefeito Pereira Passos que eliminou os corti\u00e7os no in\u00edcio do s\u00e9culo e tentou imitar Paris e seus belos jardins, ou de outros que jogavam mendigos no mar, ou de Clinton que mandou tirar os pobres desempregados que dormiam sob a marquise do local no qual os democratas queriam fazer sua conven\u00e7\u00e3o e anunciar medidas importantes para combater a pobreza.<\/p>\n<p>Para realizar estas medidas de ocultamento da pobreza estruturalmente determinada, at\u00e9 pela viol\u00eancia explicita que envolve tal ato, \u00e9 preciso, assim como na Mar\u00e9, um tapume ideol\u00f3gico. A mesma portaria normativa citada prev\u00ea isso naquilo que denomina de \u201cBatalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Psicol\u00f3gicas\u201d (B Op Psico) que teria, entre seus objetivos \u201cobter a coopera\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o diretamente envolvida na \u00e1rea de opera\u00e7\u00f5es, desenvolvendo uma atitude contr\u00e1ria \u00e0s F Opn [For\u00e7as Oponentes] e outra favor\u00e1vel \u00e0s for\u00e7as empregadas\u201d.<\/p>\n<p>Um enorme tapume entorno da pobreza e das \u00e1reas de conflito, cercas protegendo os lugares nos quais se dar\u00e3o os grandes eventos esportivos, placas que impedem a vis\u00e3o da favela por toda a rota que leva os turistas at\u00e9 os hot\u00e9is e ruas cercadas at\u00e9 os est\u00e1dios. O problema \u00e9 que vai ser dif\u00edcil esconder todas as contradi\u00e7\u00f5es embaixo do tapete ideol\u00f3gico, mesmo com as For\u00e7as Armadas no comando da vassoura repressiva. Os pobres insistem em estar por todos os lados, como disse certa vez a rainha Elizabeth da Inglaterra \u201c<em>Pauper ubique jacet<\/em>\u201d (o pobre est\u00e1 prostrado em toda parte). Que fazer, ent\u00e3o? [ver: Karl Marx,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titles\/view\/o-capital\" target=\"_blank\"><em>O capital,<\/em> <em>livro I<\/em><\/a>, p. 793]<\/p>\n<p>Bom, sugerimos \u00f3culos com telas de cristal l\u00edquido e imagens editadas e transmitidas diretamente do centro de opera\u00e7\u00f5es da Policia Militar e da central Globo de jornalismo, que seriam distribu\u00eddos a cada um que chegasse ao Brasil. Melhor seria distribu\u00ed-los antes do desembarque para j\u00e1 operarem vendo aeroportos com as reformas conclu\u00eddas e funcionando perfeitamente.<\/p>\n<p>No pa\u00eds da Copa n\u00e3o pode ter pobre sendo espancado pela pol\u00edcia. N\u00e3o pode um representante da Lei e da Ordem chamar uma menina de \u201cmacaca favelada\u201d e desferir um murro em sua boca quebrando seus dentes, n\u00e3o pode um policial atirar e deixar uma pessoa cega ou mutilada, como na desocupa\u00e7\u00e3o do terreno da Oi. N\u00e3o pode ter greves, manifesta\u00e7\u00f5es e \u00f4nibus incendiados. N\u00e3o pode uma filha chorando com sua m\u00e3e baleada nos bra\u00e7os e perguntado ao policial que ria \u201cpor que\u2026 minha m\u00e3e n\u00e3o era bandida\u2026 por que?\u201d N\u00e3o pode o ex\u00e9rcito assassinar a tiros um jovem de 18 anos, seja ele ou n\u00e3o um infrator.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se o jovem Jefferson era ou n\u00e3o um criminoso. Recolho seu corpo e sinto em mim mesmo sua dor, \u00e9 meu sangue que se esvai no ch\u00e3o da Mar\u00e9. Sinto o tiro do fuzil assassino varando seu peito e abrindo um abismo de dor no cora\u00e7\u00e3o de seu pai. Posso, em um relance, ver os filhos que n\u00e3o ir\u00e3o buscar seu abra\u00e7o fantasma, as bocas que nunca sentir\u00e3o o calor de seus l\u00e1bios. Recolho mais este sacrif\u00edcio no intermin\u00e1vel mart\u00edrio de nossa classe e o engulo com as l\u00e1grimas que alimentam meu \u00f3dio profundo. Eu os acuso!<\/p>\n<p>N\u00e3o apenas o infeliz soldado que puxou o gatilho e seu comandante, engrenagens da m\u00e1quina de morte, mas tamb\u00e9m aqueles que se escondem atr\u00e1s de seus cargos: Senhor Ministro da Defesa que pediu aos militares que escrevessem a portaria, senhor Ministro da Justi\u00e7a de um pais injusto que permite que a Constitui\u00e7\u00e3o seja suspensa e desfigurada, senhora Presidente Dilma Rousseff que assinou os atos que tornou legal o massacre, senhor governador (o ex e o atual) escondido covardes em seus escrit\u00f3rios: eu os acuso! A vergonha os acompanhar\u00e1 para sempre. Suas m\u00e3os est\u00e3o sujas de sangue\u2026 jamais conseguir\u00e3o lav\u00e1-las desta ignom\u00ednia.<\/p>\n<p>Manifestantes fecham a pista central da Av.Brasil por alguns minutos depois de morte de Jefferson Rodrigues da Silva\u00a0(Foto:\u00a0Carlos Moraes \/ Ag\u00eancia\u00a0<em>O Dia<\/em>)<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Iasi assina o posf\u00e1cio do novo livro de Slavoj \u017di\u017eek,\u00a0<em><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/violencia\" target=\"_blank\">Viol\u00eancia: seis reflex\u00f5es laterais<\/a>.<\/em> A edi\u00e7\u00e3o brasileira, que chega \u00e0s livrarias em maio, vem acrescida ainda de um pref\u00e1cio in\u00e9dito do fil\u00f3sofo esloveno, escrito especialmente para o momento sombrio em que vivemos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p>Mauro Luis Iasi \u00e9 um dos colaboradores do livro de interven\u00e7\u00e3o <strong><em><a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/350#.Ulxbs1Ckqjg\" target=\"_blank\">Cidades Rebeldes: passe livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/a><\/em><\/strong>, organizado pela Boitempo. Com textos de David Harvey, Slavoj\u00a0\u017di\u017eek, Mike Davis, Ruy Braga, Erm\u00ednia Maricato entre outros. Confira, abaixo, o debate de lan\u00e7amento do livro no Rio de Janeiro, com os autores Carlos Vainer, Mauro Iasi, Felipe Brito e Pedro Rocha de Oliveira:<\/p>\n<p>***<\/p>\n<p><strong>Mauro Iasi <\/strong>\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/48#.Ul8Kh1Csh8E\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002) e colabora com os livros\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" target=\"_blank\"><em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em><\/a> e\u00a0<a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/gy%C3%B6rgy-lukacs-e-a-emancipacao-humana\" target=\"_blank\"><em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/a> (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o <strong>Blog da Boitempo <\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.]<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/2014\/04\/16\/a-versao-e-os-fatos-lagrimas-que-alimentam-meu-odio\/\">A vers\u00e3o e os fatos: l\u00e1grimas que alimentam meu&nbsp;\u00f3dio<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Mauro Iasi.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6146\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-6146","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1B8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6146\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}