{"id":6192,"date":"2014-05-02T00:27:51","date_gmt":"2014-05-02T00:27:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6192"},"modified":"2014-05-02T00:27:51","modified_gmt":"2014-05-02T00:27:51","slug":"comunicado-da-comuna-amarildo-de-souza-em-santa-catarina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6192","title":{"rendered":"COMUNICADO DA COMUNA AMARILDO DE SOUZA, EM SANTA CATARINA"},"content":{"rendered":"\n<p>Comunicado 17 &#8211; Unidade Popular x Podres Poderes<\/p>\n<p>Comuna Amarildo de Souza, 30 de abril de 2014<\/p>\n<p>Unidade na a\u00e7\u00e3o ou na solidariedade, mas unidade! Este \u00e9 na Am\u00e9rica Latina o desafio fundamental dos trabalhadores e trabalhadoras em seus movimentos, sindicatos, partidos e outras formas de organiza\u00e7\u00e3o na luta por justi\u00e7a social e pela Revolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Desde que invadiu nosso continente o Imperialismo atrav\u00e9s da viol\u00eancia do Estado e da Mentira midi\u00e1tica usa a milenar t\u00e1tica dos dominadores: dividir para reinar. E assim faz tamb\u00e9m ao tentar jogar Sem Terra contra \u00cdndio e vice-versa. Ao tentar isolar as lutas dos Afrodescendentes por terra ou contra o racismo, criminalizando a pobreza, entre tantas outras divis\u00f5es que s\u00e3o sistematicamente implantadas \u00e0 for\u00e7a ou pela mentira que gera ignor\u00e2ncia, preconceito, corporativismo e sectarismo.<\/p>\n<p>Para despejar a Ocupa\u00e7\u00e3o Amarildo da \u00e1rea p\u00fablica de 900 hectares na rodovia SC 401, em Florian\u00f3polis, SC, dia 15 de abril, o Estado cuspiu na Constitui\u00e7\u00e3o Federal e continuou n\u00e3o garantindo nenhum direito fundamental aos cidad\u00e3os e cidad\u00e3s que ousam lutar por terra, trabalho e teto. N\u00e3o considerou nossas 70 crian\u00e7as matriculadas nas escolas mais pr\u00f3ximas. N\u00e3o considerou tamb\u00e9m nossas centenas de trabalhadores(as) espalhados pela regi\u00e3o. N\u00e3o cedeu sequer uma \u00e1rea provis\u00f3ria at\u00e9 que avance a Reforma Agr\u00e1ria, e o tempo todo tentou nos dividir com intimida\u00e7\u00f5es militares, mentiras midi\u00e1ticas, criminaliza\u00e7\u00e3o da luta, press\u00f5es pessoais e etc.<\/p>\n<p>H\u00e1 in\u00fameras \u00e1reas p\u00fablicas para onde poder\u00edamos ter ido com o aval constitucional do Estado. Por\u00e9m, s\u00f3 pudemos contar com a solidariedade de um particular que emprestou um terreno que fica em \u00e1rea ind\u00edgena Guarani, em processo de homologa\u00e7\u00e3o. Da\u00ed o Estado babou! Mais uma vez os servi\u00e7ais do capital estariam trabalhando. Apoiou nossa ida para a reserva ind\u00edgena do Morro dos Cavalos, cidade de Palho\u00e7a, afim de que n\u00f3s atrapalh\u00e1ssemos a luta ind\u00edgena ou vice-versa. O Estado errou, n\u00f3s nos somamos!<\/p>\n<p>No Dia do \u00cdndio, 19 de abril, ocupamos em Florian\u00f3polis outra \u00e1rea p\u00fablica da Uni\u00e3o (Brasil), provando que nosso interesse nas terras ind\u00edgenas \u00e9 lutar ao lado dos Guarani pela homologa\u00e7\u00e3o de suas terras e que as nossas terras podem ser muitas outras.<\/p>\n<p>Imediatamente ap\u00f3s levantarmos a bandeira vermelha na nova Ocupa\u00e7\u00e3o chegaram policiais tentando intimidar para que sa\u00edssemos. Em v\u00e3o tentaram, pois n\u00e3o sair\u00edamos sem ter uma ordem judicial. A burguesia come\u00e7ou ent\u00e3o a agir atrav\u00e9s da m\u00eddia com mentiras e pagando R$ 100,00 por pessoa a uma d\u00fazia de provocadores que beiravam a loucura xingando e atirando pedras. Resistimos ao primeiro dia de Ocupa\u00e7\u00e3o e no segundo j\u00e1 havia toda uma orquestra\u00e7\u00e3o contra os lutadores e lutadoras. A PM nada fazia para impedir os provocadores e ainda os estimulava a atacar por tr\u00e1s, entrando por uma determinada ch\u00e1cara que foi colocada \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos est\u00fapidos.<\/p>\n<p>Num ato de sadismo, o Estado permitiu que a situa\u00e7\u00e3o chegasse ao limite de um confronto direto, esperando que os provocadores tivessem coragem de adentrar \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o. Caso eles o fizessem, n\u00f3s os derrubar\u00edamos, se preciso, mas o Governo teria ent\u00e3o argumentos para massacrar-nos com a for\u00e7a policial.<\/p>\n<p>Para que n\u00e3o houvesse sangue derramado nem dos est\u00fapidos e muito menos nosso, aceitamos pela for\u00e7a das armas nos retirar das terras. Mas deixamos claro que se os burgueses locais e seus pol\u00edticos cupinchas da extrema direita n\u00e3o tivessem mobilizado os provocadores, tamb\u00e9m o Governador para que deixasse a PM em frente \u00e0 Ocupa\u00e7\u00e3o e a m\u00eddia insuflando a viol\u00eancia a todo instante, n\u00f3s ter\u00edamos permanecido o tempo necess\u00e1rio nas terras p\u00fablicas. Toda a confus\u00e3o que a m\u00eddia passou ocorreu apenas do lado de fora.<\/p>\n<p>Por diversas vezes assistimos brigas entre os que estavam do lado de fora, demonstra\u00e7\u00e3o clara da diverg\u00eancia de opini\u00f5es. Estimada em 60 mil habitantes a popula\u00e7\u00e3o do Rio Vermelho, Ingleses e Santinho n\u00e3o estava de forma alguma ali representada. Inclusive a presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Moradores do bairro esteve na Ocupa\u00e7\u00e3o e declarou apoio e solidariedade \u00e0 nossa luta. Nitidamente, o mesmo dinheiro que compra elei\u00e7\u00f5es financiou tamb\u00e9m a viol\u00eancia contra o povo organizado.<\/p>\n<p>Diante dos fatos esperamos que as Institui\u00e7\u00f5es que tanto nos cobram o respeito ao &#8220;Estado Democr\u00e1tico de Direito&#8221; cumpram suas obriga\u00e7\u00f5es constitucionais e n\u00e3o sejam coniventes com o que consideramos o exerc\u00edcio de podres poderes!<\/p>\n<p>Comuna Amarildo de Souza<\/p>\n<p>At\u00e9 a vit\u00f3ria e sempre!<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6192\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[20],"tags":[],"class_list":["post-6192","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c1-popular"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1BS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6192","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6192"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6192\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6192"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6192"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6192"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}