{"id":6199,"date":"2014-05-04T03:06:01","date_gmt":"2014-05-04T03:06:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6199"},"modified":"2022-02-25T14:12:28","modified_gmt":"2022-02-25T17:12:28","slug":"os-comunistas-continuarao-ao-lado-dos-que-lutam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6199","title":{"rendered":"OS COMUNISTAS CONTINUAR\u00c3O AO LADO DOS QUE LUTAM!"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh5.googleusercontent.com\/-uQZrDEup5Po\/UjhJk2IV_cI\/AAAAAAAAG0E\/X_31VwsT6r4\/w529-h450-no\/XVCongresso%2BPCB.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><em><strong>Mauro Iasi<\/strong><\/em><\/p>\n<p>O Partido Comunista Brasileiro (<strong>PCB<\/strong>), reunido em S\u00e3o Paulo, em seu XV Congresso Nacional, em abril de 2014, apresenta aos trabalhadores brasileiros, aos jovens e a todos que lutam por transforma\u00e7\u00f5es socialistas em nosso pa\u00eds, nosso programa e nossa disposi\u00e7\u00e3o de luta.<!--more--><\/p>\n<p>Foram meses de debates e encontros, nos quais o anteprojeto de nossas teses foram discutidas em todas as bases, emendadas, remetidas novamente para nossa dire\u00e7\u00e3o e agora debatidas e aprovadas por nosso Congresso. Nossa reconstru\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria avan\u00e7a agora com um Partido renovado, din\u00e2mico, presente nas diferentes frentes de luta da classe trabalhadora e em todas as regi\u00f5es de nosso pa\u00eds, coeso em torno de formula\u00e7\u00f5es precisas e princ\u00edpios revolucion\u00e1rios, buscando organizar a classe trabalhadora em seus locais de trabalho e moradia, atento \u00e0 conjuntura nacional e internacional e ciente da imensa tarefa e responsabilidade de representar os ideais do comunismo no s\u00e9culo que se anuncia.<\/p>\n<p>\u00c0queles que tentaram nos destruir, desde o momento mesmo em que nascemos, em 1922, com a repress\u00e3o, as persegui\u00e7\u00f5es, os assassinatos, com as d\u00e9cadas de ilegalidade que nos obrigaram a passar mais de metade de nossa exist\u00eancia clandestinos, como na Ditadura burguesa e militar que prendeu, torturou e matou centenas de nossos militantes e treze membros de nosso Comit\u00ea Central. \u00c0queles que tentaram impor a noite eterna em nosso pa\u00eds para esconder seus interesses de classe e sua subordina\u00e7\u00e3o servil ao imperialismo, lhes respondemos:<\/p>\n<p><strong>SOBREVIVEMOS!<\/strong><\/p>\n<p>Carregamos as cicatrizes destes tempos e honramos a mem\u00f3ria de nossos mortos. Muitos foram os que tombaram, do <strong>PCB<\/strong> e de outras organiza\u00e7\u00f5es que vieram ou n\u00e3o de nossas fileiras. \u00c0queles que se distanciaram do <strong>PCB<\/strong>, mas que se mantiveram na trilha da revolu\u00e7\u00e3o buscando-a por outros caminhos, que regaram com seu sangue e coragem a \u00e1rvore da revolta \u00e0 espera dos frutos da emancipa\u00e7\u00e3o, recolhemos seu exemplo no vermelho de nossa bandeira e no abra\u00e7o de nosso reconhecimento.<\/p>\n<p>N\u00e3o conseguindo pela for\u00e7a e a arrog\u00e2ncia das armas, das c\u00e2maras de tortura e dos por\u00f5es da ditadura, dobrar nosso esp\u00edrito revolucion\u00e1ria, tentaram pela sedu\u00e7\u00e3o da ordem, pela coopta\u00e7\u00e3o, pela rendi\u00e7\u00e3o envergonhada e mesquinha, oferecendo um lugar subalterno nas hostes da direita. Houve os que abandonaram nossas fileiras para aderir \u00e0 ordem que desde sempre combatemos, abandonaram nossos princ\u00edpios e mais caros ideais, recha\u00e7aram o marxismo e a hist\u00f3ria das lutas socialistas do s\u00e9culo XX, para entregar-se \u00e0s fileiras da rea\u00e7\u00e3o ou a da acomoda\u00e7\u00e3o \u00e0 ordem capitalista.<\/p>\n<p>A estes nosso profundo desprezo e a firme decis\u00e3o de combat\u00ea-los como aqui renovamos nossa convic\u00e7\u00e3o de combater aos seus chefes burgueses e \u00e0 ordem capitalista \u00e0 qual aderiram. Trocaram nossos objetivos hist\u00f3ricos e revolucion\u00e1rios por cargos em governos burgueses, financiamentos de campanha e vantagens pessoais. N\u00e3o os esqueceremos, manteremos viva sua mem\u00f3ria para sempre nos alertar dos riscos do oportunismo e do canto de sereia da ordem moribunda que tenta nos arrastar para os penhascos da trai\u00e7\u00e3o ou para o p\u00e2ntano da concilia\u00e7\u00e3o de classes.<\/p>\n<p>A eles respondemos:<\/p>\n<p><strong>N\u00c3O DESISTIMOS!<\/strong><\/p>\n<p>Nossa resist\u00eancia se deve \u00e0 for\u00e7a e ao car\u00e1ter de muitos que aqui homenageamos, mas principalmente, \u00e0 nossa classe, aos trabalhadores da cidade e do campo, pois juramos uma vez lutar por nossa emancipa\u00e7\u00e3o e recha\u00e7amos qualquer alternativa que n\u00e3o toque na raiz os problemas de nossa classe. N\u00e3o aceitaremos qualquer pacto ou alian\u00e7a que mascare as ra\u00edzes da explora\u00e7\u00e3o e da mis\u00e9ria, que insista no caminho muitas vezes escolhido em nossa hist\u00f3ria de um desenvolvimento que acaba resultando em mais concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e propriedades nas m\u00e3os de uma minoria, enquanto condena milh\u00f5es ao desespero, \u00e0 mis\u00e9ria e nos privam dos servi\u00e7os essenciais \u00e0 vida como a moradia, o transporte, a educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade e tantos outros.<\/p>\n<p>Nunca aceitaremos uma ordem para poucos que condena a popula\u00e7\u00e3o pobre \u00e0s periferias e favelas, onde os jovens negros s\u00e3o abatidos a tiros, onde trabalhadores que lutam pela terra s\u00e3o assassinados, onde os povos ind\u00edgenas revivem seu mart\u00edrio a cada dia saqueados de suas terras e sua cultura.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos, tamb\u00e9m, a ilus\u00e3o da inclus\u00e3o na sociedade capitalista via consumo. Por esta via nossa heran\u00e7a s\u00e3o as d\u00edvidas. Queremos mudar pela raiz esta sociedade, encontrar os caminhos que nos levem a uma nova forma de vida muito diferente dessa que a\u00ed est\u00e1. Queremos produzir uma vida diferente na qual o trabalho de todos nos leve ao conjunto daquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para responder \u00e0s nossas reais necessidades e sabemos que isso s\u00f3 ser\u00e1 alcan\u00e7ado negando a forma mercadoria e o poder dos capitalistas que tudo transformam em meios para aumentar seus lucros.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s comunistas, sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria, assim como a educa\u00e7\u00e3o, a cultura, o transporte, a \u00e1gua, a moradia, o alimento, nossas roupas e nossos sentimentos. S\u00e3o direitos e, mais que isso, necessidades, que todos devem ter acesso gratuitamente e com qualidade, mantidos pela riqueza coletiva que uma sociedade pode gerar. O modelo capitalista faliu, na busca incessante de lucro, destr\u00f3i a natureza e transforma os seres humanos em coisas descart\u00e1veis, inviabiliza nossas cidades, expulsa as pessoas do campo, explora at\u00e9 a morte em suas f\u00e1bricas e empresas, condena milhares ao desemprego e \u00e0 vida nos bols\u00f5es de mis\u00e9ria, distribuindo migalhas ou balas de uma policia assassina, recolhendo as sobras nos hosp\u00edcios modernos, nas cadeias onde se amontoam seres humanos como bichos ou simplesmente eliminados pelo genoc\u00eddio da popula\u00e7\u00e3o pobre, jovem e negra.<\/p>\n<p>N\u00e3o estamos \u00e0 venda. Sobrevivemos e n\u00e3o nos rendemos, por que aquilo contra o que sempre lutamos ainda sobrevive e est\u00e1 cada vez mais forte, ainda mais quando se disfar\u00e7a com m\u00e1scaras de democracia, quando tenta encobrir os lucros monstruosos de um pequeno grupo de grandes monop\u00f3lios capitalistas sob a grossa maquiagem do interesse geral. O pacto social que tenta se legitimar oferecendo pol\u00edticas sociais aos miser\u00e1veis enquanto garante lucros bilion\u00e1rios aos capitalistas, que inviabiliza a agricultura em favor do agroneg\u00f3cio, que oferece vagas nas universidades e destr\u00f3i a universidade p\u00fablica privatizando-a e destruindo a carreira de professores e funcion\u00e1rios, que aumenta o n\u00famero de empregos por um lado para, de outro, precarizar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho retirando direitos, que diz promover o \u201cdesenvolvimento\u201d enquanto entrega os recursos do pa\u00eds como na minera\u00e7\u00e3o e no petr\u00f3leo, que faz campanhas em favor da natureza para destru\u00ed-la cotidianamente pela continuidade de um modelo predat\u00f3rio e desumano.<\/p>\n<p>Este crescimento n\u00e3o nos interessa, porque sabemos que n\u00e3o interessa \u00e0 maioria dos trabalhadores e aqueles que hoje se iludem com seus empregos e acesso ao consumo via endividamento, acordar\u00e3o deste pesadelo quando se aposentarem e tiverem que viver com uma previd\u00eancia privatizada, quando a crise do capital cobrar seu pre\u00e7o em vidas e destrui\u00e7\u00e3o, quando a humanidade solu\u00e7ar em agonia e o futuro do desenvolvimento n\u00e3o for a civiliza\u00e7\u00e3o brilhante que oferecem, mas a face horrenda da barb\u00e1rie que j\u00e1 se anuncia.<\/p>\n<p>N\u00e3o queremos cargos, recursos ou vit\u00f3rias eleitorais. A \u00fanica vit\u00f3ria que buscamos \u00e9 a da classe trabalhadora e da maioria de nossa popula\u00e7\u00e3o. Aonde houver mis\u00e9ria e explora\u00e7\u00e3o&#8230; ser comunista continua sendo nossa op\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p>A todos os que se venderam \u00e0 ordem, que aceitaram o pacto de morte com os inimigos hist\u00f3ricos da classe trabalhadora e que esperavam faz\u00ea-lo com o apassivamento dos trabalhadores pela via da coopta\u00e7\u00e3o, com as migalhas jogadas do banquete da burguesia, lhes alertamos:<\/p>\n<p><strong>NOS RECONSTRU\u00cdMOS!<\/strong><\/p>\n<p>As lutas de massas que eclodiram em 2013 mostram o caminho. Enquanto houver capitalismo n\u00e3o haver\u00e1 paz. Enquanto os trabalhadores, a juventude e todos aqueles que sofrem com a explora\u00e7\u00e3o do capital que amea\u00e7a a vida se rebelarem contra a ordem, o Partido Comunista Brasileiro (<strong>PCB<\/strong>) escolher\u00e1 o caminho da luta. Assim fizemos ao nascer em 1922 contra o pacto das oligarquias. Assim fizemos ao resistir ao canto de sereia do pacto populista de Get\u00falio e seu fascismo \u00e0 brasileira, nos levantamos em armas em 1935 e em outras oportunidades, assim fizemos ao somar nossos esfor\u00e7os com as massas trabalhadoras que impulsionaram a democratiza\u00e7\u00e3o lutando por sal\u00e1rios, direitos, por terra e pela vida at\u00e9 que a Ditadura do grande capital imp\u00f4s o regime de terror burgu\u00eas que tentou silenciar o clamor das massas e da classe trabalhadora. O <strong>PCB<\/strong> resistiu e renasceu, ferido e dessangrado, mas vivo, para escolher agora tamb\u00e9m o caminho da luta e recusar o caminho da concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o haver\u00e1 paz para os de cima enquanto n\u00e3o houver justi\u00e7a para os de baixo.<\/p>\n<p>Mas, n\u00e3o basta a revolta, \u00e9 necess\u00e1rio dar forma pol\u00edtica aos nossos anseios por transforma\u00e7\u00e3o, encontrar os caminhos reais por onde construir nossa liberta\u00e7\u00e3o da ordem do capital e da mercadoria. Por isso o <strong>PCB<\/strong> se reorganizou como um PARTIDO, n\u00e3o pelo apego a formas cl\u00e1ssicas e ortodoxias, mas porque hoje, mais que nunca, \u00e9 urgente que os trabalhadores se organizem, compreendam a natureza de nossa forma\u00e7\u00e3o social, os interesses de classe em jogo, a forma do Estado que imp\u00f5e os interesses da burguesia ainda que disfar\u00e7ado de um governo de todos, que seja capaz de compreendendo nosso pa\u00eds, de propor as estrat\u00e9gias e t\u00e1ticas que nos levem \u00e0 sua transforma\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>N\u00e3o para criar um partido \u00e0 parte da classe trabalhadora e das massas, n\u00e3o para criar um partido oposto aos outros partidos e organiza\u00e7\u00f5es oper\u00e1rias e prolet\u00e1rias, mas porque estamos convencidos que hoje mais que nunca as palavras de Marx e Engels seguem v\u00e1lidas. Porque \u00e9 necess\u00e1rio que em todo lugar, nas diferentes lutas nacionais, temos que apontar os interesses internacionais e gritar a plenos pulm\u00f5es que as fronteiras do capital que dividem os povos n\u00e3o s\u00e3o capazes de dividir a humanidade; porque em todo lugar em que trabalhadores lutam por seus interesses imediatos, por transporte, por moradia, por terra, por educa\u00e7\u00e3o, por condi\u00e7\u00f5es de trabalho, \u00e9 necess\u00e1rio apresentar os interesses gerais e hist\u00f3ricos de nossa classe, pois sabemos que a raiz de nossos problemas particulares \u00e9 a ordem capitalista.<\/p>\n<p>Por isso, quando no Brasil, as massas rompem sua in\u00e9rcia e saem as ruas, dizemos:<\/p>\n<p><strong>OS COMUNISTAS CONTINUAR\u00c3O AO LADO DOS QUE LUTAM!<\/strong><\/p>\n<p>As resolu\u00e7\u00f5es do XV Congresso do <strong>PCB<\/strong> reafirmam a linha geral de nossa Estrat\u00e9gia e de nossas t\u00e1ticas. O Brasil \u00e9 um pa\u00eds capitalista que consolidou uma ordem burguesa e uma hegemonia burguesa, governado por um governo de pacto social que procura amortecer as contradi\u00e7\u00f5es entre os interesses da burguesia e dos trabalhadores em benef\u00edcio dos interesses do grande capital monopolista em seus diferentes setores, oferecendo aos trabalhadores um papel subordinado neste desenvolvimento, em troca de mais empregos, ainda que mais prec\u00e1rios, acesso ao consumo e pol\u00edticas focadas na mis\u00e9ria absoluta para compensar as inevit\u00e1veis distor\u00e7\u00f5es sociais que o desenvolvimento capitalista produz e reproduz.<\/p>\n<p>Este governo de pacto social s\u00f3 pode amenizar as contradi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode elimin\u00e1-las, por isso tem que manter sob controle a explos\u00e3o social que tais contradi\u00e7\u00f5es causam. N\u00e3o nos surpreende que o governo petista aliado ao grande capital se apresente no quadro conjuntural como os defensores da LEI E DA ORDEM, operando instrumentos repressivos e antidemocr\u00e1ticos, refor\u00e7ando o poder dos aparatos policiais e militares para garantir os grandes eventos e o maior deles, a continuidade da acumula\u00e7\u00e3o de capitais em benef\u00edcio de uma minoria.<\/p>\n<p>Estamos convictos que n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o dentro da ordem capitalista. N\u00e3o ser\u00e1 com mais desenvolvimento da economia de mercado sob controle de capitais privados que as demandas da maioria da popula\u00e7\u00e3o e, principalmente, da classe trabalhadora, ser\u00e3o atendidas. Este \u00e9 o mito que estamos, finalmente, em condi\u00e7\u00e3o de superar. Basta de planos de desenvolvimento para aumentar os lucros da burguesia na esperan\u00e7a que o mesmo processo resulte em mais recursos para o Estado investir nas \u00e1reas que de fato interessam \u00e0 maioria e aos trabalhadores.<\/p>\n<p>Foi essa a promessa da d\u00e9cada de 1930, esta a ilus\u00e3o dos anos 1940 a 1960 e est\u00e1 a triste realidade do crescimento econ\u00f4mico da Ditadura. O Estado burgu\u00eas na forma de democracia reinventa o mito querendo nos fazer acreditar em um \u201ccrescimento sustent\u00e1vel\u201d que possa gerar um desenvolvimento preservando o meio ambiente e com base em um desenvolvimento socialmente justo. O resultado \u00e9 um mundo mais destru\u00eddo ambientalmente e ainda mais desigual.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 apenas a farsa que o capitalismo e a sociedade de mercado podem gerar um crescimento que atenda \u00e0s necessidades humanas; esgotou-se o ciclo hist\u00f3rico da moderniza\u00e7\u00e3o capitalista, como um caminho para a humanidade. N\u00e3o se trata de pa\u00edses subdesenvolvidos que podem vir a ser desenvolvidos, n\u00e3o se trata de pa\u00edses pobres que podem vir a ser ricos, n\u00e3o se trata de terceiro mundo que almeja chegar no primeiro como modelo de desenvolvimento industrial, de consumo irracional de massas e de harmonia social. A crise do capital se encarregou de destruir esta ilus\u00e3o no centro mesmo do sistema, mostrando a cara de uma nova mis\u00e9ria, de uma brutal explora\u00e7\u00e3o, da regress\u00e3o de direitos, mesmo os mais elementares, do aumento do racismo e da xenofobia, do crescimento da direita e da extrema direita que pinta com cores de barb\u00e1rie a civiliza\u00e7\u00e3o que nos ofereciam como alternativa de civiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00f3s, os povos latinoamericanos, africanos, asi\u00e1ticos, n\u00e3o queremos mais ser como eles, <strong>queremos ser n\u00f3s mesmos<\/strong>. \u00cdndios, negros, lationamericanos orgulhosos de nossa hist\u00f3ria e de nossa resist\u00eancia, cientes de nossos problemas e convictos que encontraremos nossas solu\u00e7\u00f5es. Generosamente erguemos nosso grito diante da arrog\u00e2ncia dos pa\u00edses imperialistas, para dizer: voc\u00eas n\u00e3o s\u00e3o uma alternativa para nossos povos, mas n\u00f3s somos uma alternativa para os seus. Reafirmamos nosso grito hist\u00f3rico que rasga as trevas que tentavam esconder o futuro e afirmamos, hoje, mais que nunca:<\/p>\n<p><strong>PROLET\u00c1RIOS DE TODO O MUNDO, UN\u00cd-VOS!<\/strong><\/p>\n<p>Para n\u00f3s, comunistas brasileiros do <strong>PCB<\/strong>, este futuro tem nome e tem cor: somos socialistas e comunistas e nossas bandeiras vermelhas carregam o sangue de todos aqueles que pelo futuro lutaram. Nosso s\u00edmbolo clama pela unidade dos que trabalham no campo e nas cidades. N\u00e3o s\u00e3o pe\u00e7as de propaganda descart\u00e1veis, tem for\u00e7a de princ\u00edpios e valores, de luta e de hist\u00f3ria que nunca renegaremos.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es que nosso Congresso reafirma ao estudar o Brasil e as caracter\u00edsticas fundamentais de nossa forma\u00e7\u00e3o social, que constada a determina\u00e7\u00e3o capitalista e a completude da ordem burguesa em nosso pais, nos levam \u00e0 convic\u00e7\u00e3o do CAR\u00c1TER SOCIALISTA DA REVOLU\u00c7\u00c3O BRASILEIRA. Dissemos n\u00e3o a etapas e desvios aos que ainda cr\u00eaem e querem que os trabalhadores acreditem que ainda necessitamos resolver as tarefas em atraso deixadas pela burguesia no estabelecimento de sua ordem, nas condi\u00e7\u00f5es de um pais dependente e inserido subordinadamente na ordem imperialista.<\/p>\n<p>A ordem capitalista est\u00e1 completa e a hegemonia burguesa logrou, depois de tortuoso processo, impor-se, infelizmente com a ajuda de setores oriundos da pr\u00f3pria classe trabalhadora, que cumpriram este triste papel. As contradi\u00e7\u00f5es que hoje se manifestam n\u00e3o s\u00e3o fruto de um suposto \u201catraso\u201d, pois isso remeteria a um p\u00f3lo \u201cavan\u00e7ado\u201d no qual quest\u00f5es como acesso \u00e0 terra, direitos, democracia das formas pol\u00edticas e legalidade de um ordenamento jur\u00eddico constitucional estariam resolvidas. N\u00e3o existe este padr\u00e3o, a ordem burguesa se reverte em todo o mundo na ditadura aberta do capital para salv\u00e1-lo de sua crise, mesmo que ao pre\u00e7o de uma revers\u00e3o civilizat\u00f3ria de propor\u00e7\u00f5es catastr\u00f3ficas.<\/p>\n<p>A contradi\u00e7\u00e3o principal da forma\u00e7\u00e3o social brasileira se d\u00e1 entre o capital, que se apropria dos meios de produ\u00e7\u00e3o social e da\u00ed das riquezas produzidas e os trabalhadores s\u00e3o obrigados a sobreviver em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias de trabalho e vida, privados de servi\u00e7os essenciais e precarizados em direitos e esperan\u00e7as quanto ao futuro.<\/p>\n<p>Recusamos a miopia que tenta afirmar que a contradi\u00e7\u00e3o hoje se d\u00e1 entre os neoliberais que querem mais mercado e os desenvolvimentistas que querem mais Estado. Isso \u00e9 falso, produziu-se no Brasil uma s\u00edntese que se expressa nas parcerias p\u00fablico\/privadas, no mercado a servi\u00e7o do Estado e o Estado a servi\u00e7o do mercado. N\u00f3s comunistas somos contra ambos: o mercado e o Estado Burgu\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos basta o mero desenvolvimento das for\u00e7as produtivas, \u00e9 preciso mudar radical e profundamente as formas de vida e somente a classe trabalhadora e todos aqueles que est\u00e3o sendo amea\u00e7ados e destru\u00eddos pela forma de vida subordinada ao capital e \u00e0s mercadorias, podem faz\u00ea-lo. O <strong>PCB<\/strong> sabe que isso \u00e9 o caminho do socialismo, mas este \u00e9 s\u00f3 uma transi\u00e7\u00e3o para a verdadeira emancipa\u00e7\u00e3o humana, isto \u00e9, a constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade sem classes e sem Estado. Por isso, ao afirmar que o caminho para o Brasil \u00e9 necessariamente um caminho socialista, reafirmamos que, por isso:<\/p>\n<p><strong>FOMOS, SOMOS e SEREMOS, SEMPRE, COMUNISTAS !<\/strong><\/p>\n<p>Nossa estrat\u00e9gia socialista e nossa convic\u00e7\u00e3o comunista n\u00e3o significam a desconsidera\u00e7\u00e3o para com os problemas imediatos dos trabalhadores, pelo contr\u00e1rio. \u00c9 o que nos permite fazer a cr\u00edtica do atual governo de pacto com a grande burguesia monopolista e denunciar que os caminhos por ele apontados n\u00e3o interessam aos trabalhadores e \u00e0 maioria do povo brasileiro. Nossa meta socialista e comunista \u00e9 que nos permite afirmar que n\u00e3o ser\u00e1 atrav\u00e9s de parcerias entre o poder p\u00fablico e formas diretas e indiretas de privatiza\u00e7\u00e3o que se resolver\u00e3o nossos problemas e por isso denunciamos o papel das entidades, organiza\u00e7\u00f5es e Funda\u00e7\u00f5es P\u00fablico Privadas e outras formas que infestam os servi\u00e7os de sa\u00fade e se alastram para outras \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica ou as universidades, mas n\u00e3o apenas, tamb\u00e9m na gest\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o de energia, na minera\u00e7\u00e3o, na \u00e1rea do petr\u00f3leo, nos transportes p\u00fablicos, na constru\u00e7\u00e3o de moradias e em tudo mais.<\/p>\n<p>O Socialismo n\u00e3o \u00e9 uma meta moral, \u00e9 um alternativa real e necess\u00e1ria para enfrentar de fato as contradi\u00e7\u00f5es de nosso pais e do mundo. Nossa estrat\u00e9gia socialista \u00e9 a \u00fanica que permite articular as lutas do passado com os problemas do presente, apontando claramente para uma alternativa humana de futuro. Para n\u00f3s n\u00e3o h\u00e1 tarefas em atraso da ordem burguesa ainda n\u00e3o realizadas, mas tarefas articuladas \u00e0 necess\u00e1ria revolu\u00e7\u00e3o socialista a ser constru\u00edda.<\/p>\n<p>A partir desta afirma\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica socialista, as lutas pela Reforma Agr\u00e1ria, pela moradia, por trabalho, sal\u00e1rios e condi\u00e7\u00f5es de vida, a luta contra a viol\u00eancia policial e o genoc\u00eddio contra os jovens, a luta ind\u00edgena por reconhecimento e terra, a luta de mulheres contra a opress\u00e3o, a luta contra qualquer preconceito e opress\u00e3o ligados \u00e0 regionalismos ou etnia, assim como contra as diferentes formas de exerc\u00edcio da sexualidade, identidades culturais e outras, devem se articular na luta geral contra a ordem capitalista e a hegemonia burguesa.<\/p>\n<p>A forma e a intensidade da luta de classes s\u00e3o determinadas pelo desenvolvimento da conjuntura e da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. No per\u00edodo que se abre, a ordem capitalista e os interesses burgueses se manifestam de forma did\u00e1tica nos grande eventos empresariais e midi\u00e1ticos que expressam a subordina\u00e7\u00e3o do esporte \u00e0 ditadura do capital. O Brasil explodiu em protestos que deixaram a nu esta l\u00f3gica mercantil e expuseram as mazelas e necessidades que este padr\u00e3o de desenvolvimento gostaria de jogar para debaixo do tapete. Por isso o <strong>PCB<\/strong> reafirma que o eixo central de sua t\u00e1tica \u00e9 o fortalecimento das a\u00e7\u00f5es de massa no momento em se realizar\u00e3o os grandes eventos e o compromisso com a defesa dos manifestantes e da resist\u00eancia popular contra o estado Burgu\u00eas que prepara uma repress\u00e3o acentuada e autorit\u00e1ria contra as massas atrav\u00e9s de suas opera\u00e7\u00f5es de garantia da Lei e da Ordem.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter geral da luta de classes n\u00e3o anula as particularidades dos diversos segmentos que lutam contra formas particulares de opress\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, a fortalecem e a substanciam como uma luta de toda a humanidade por sua afirma\u00e7\u00e3o contra a ordem do capital e da mercadoria. Por isso, ao mesmo tempo em que afirmamos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mudar a sociedade, sem mudar radicalmente a vida, afirmamos que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel mudar a vida sem mudar as formas de poder.<\/p>\n<p>Por isso os comunistas do <strong>PCB<\/strong> afirmam radicalmente sua convic\u00e7\u00e3o que as formas pol\u00edticas pr\u00f3prias da sociabilidade burguesa, o presidencialismo de coaliz\u00e3o e a democracia de representa\u00e7\u00e3o, faliram e precisam ser substitu\u00eddas por outras formas. Por isso dizemos:<\/p>\n<p><strong>LUTAR, CRIAR O PODER POPULAR.<\/strong><\/p>\n<p>O pacto de classes e a hegemonia burguesa lograram completar a transi\u00e7\u00e3o da Ditadura Burguesa na forma militar para a Ditadura Burguesa na forma civil. O meio pelo qual a consolida\u00e7\u00e3o da hegemonia burguesa foi poss\u00edvel \u00e9 insepar\u00e1vel da forma pol\u00edtica adotada.<\/p>\n<p>A grande burguesia esperava e conseguiu realizar uma transi\u00e7\u00e3o lenta, gradual, segura e sob controle. O desafio era como operar esta transi\u00e7\u00e3o numa sociedade t\u00e3o desigual e com tamanha concentra\u00e7\u00e3o de riqueza e poder como a nossa. A forma necess\u00e1ria foi encontrada num sistema pol\u00edtico que colocasse os partidos pol\u00edticos sob estrutural depend\u00eancia da grande burguesia via financiamentos, legais ou ilegais, que resultariam em uma representa\u00e7\u00e3o distorcida na qual a maioria da sociedade n\u00e3o corresse risco de ser uma maioria legislativa ou chegar a algum tipo de governo popular. O sistema se completa em uma forma de funcionamento do poder executivo que n\u00e3o corra o risco de alterar sua natureza de classe independente das for\u00e7as pol\u00edticas que venham a ocup\u00e1-lo.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de bancadas de sustenta\u00e7\u00e3o pela via da troca de cargos, recursos e favores, cria uma armadilha eficiente na qual as mesmas condi\u00e7\u00f5es que garantem a governabilidade impedem o exerc\u00edcio aut\u00f4nomo do governo.<\/p>\n<p>Quando marcamos o cinq\u00fcenten\u00e1rio do Golpe Burgu\u00eas Militar de 1964, o <strong>PCB<\/strong> relembra que, aos mais de 20 anos da ditadura, somam-se os quase trinta anos de democratiza\u00e7\u00e3o, demonstrando que a ordem burguesa que se manteve pela trucul\u00eancia coercitiva na Ditadura pode, talvez ainda melhor, se manter sob o manto de uma democracia controlada e segura para manter seus interesses de classe.<\/p>\n<p>O <strong>PCB<\/strong> n\u00e3o acredita na possibilidade de uma reforma pol\u00edtica que venha reverter este car\u00e1ter de classe do Estado Burgu\u00eas no Brasil. N\u00e3o ser\u00e1 com medidas cosm\u00e9ticas como uma reforma eleitoral, as alternativas de voto em lista ou nominal, distrital ou n\u00e3o, com a imposi\u00e7\u00e3o de cl\u00e1usulas de barreira que antecedam o financiamento p\u00fablico para os poucos partidos da ordem ou submissos a ela, que a quest\u00e3o se resolver\u00e1.<\/p>\n<p>Para o <strong>PCB<\/strong> o Brasil n\u00e3o precisa de alternativa eleitoral, mas de uma alternativa de Poder que seja capaz de enfrentar o poder das classes dominantes e seu eleito sobre o controle dos meios pol\u00edticos, assim como os demais meios que consolidam sua hegemonia conservadora, como o controle dos meios de comunica\u00e7\u00e3o e a organiza\u00e7\u00e3o da cultura. Para n\u00f3s a raiz deste poder \u00e9 o controle e a propriedade dos principais meios de produ\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>Por isso nossa estrat\u00e9gia socialista se articula com a luta pela constru\u00e7\u00e3o de um Poder Popular que se expressa em diferentes momentos: na resist\u00eancia e na luta dos trabalhadores contra as diversas opress\u00f5es e explora\u00e7\u00e3o capitalista\/burguesa; na capacidade de unidade e na constru\u00e7\u00e3o de uma contra-hegemonia que expresse em um programa de transforma\u00e7\u00f5es profundas; e, num momento mais avan\u00e7ado da luta de classe, como alternativa real e necess\u00e1ria de poder dos trabalhadores e de um conjunto mais amplo de classes e segmentos de classe dispostos a levar adiante as transforma\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria contra o bloco conservador e a constru\u00e7\u00e3o de um Poder Popular como express\u00e3o desta luta de classes contra a ordem do capital prepara o terreno para um verdadeiro Estado dos Trabalhadores da cidade e do campo, das massas populares urbanas e de todos os setores que se somem na constru\u00e7\u00e3o de uma radical mudan\u00e7a na forma de vida que nos leva \u00e0 emancipa\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Nossa estrat\u00e9gia socialista e o plano geral de nossa concep\u00e7\u00e3o t\u00e1tica precisa responder \u00e0s exig\u00eancias da conjuntura e da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as. No momento em que o bloco conservador se sente seguro em seu dom\u00ednio, prepara-se para disputar o controle do governo do Estado Burgu\u00eas. Nestes momentos os trabalhadores se veem confusos e s\u00e3o iludidos pelo discurso de manter o rumo ou escolher o menos pior para evitar um retrocesso de um governo diretamente controlado pelas representa\u00e7\u00f5es pol\u00edtico partid\u00e1rias preferidas pela grande burguesia.<\/p>\n<p>O fracasso da pol\u00edtica do pacto social como parte de uma suposta alternativa original favor\u00e1vel aos trabalhadores que evitasse a revolu\u00e7\u00e3o social n\u00e3o significa sua inviabilidade eleitoral, pelo contr\u00e1rio. A pol\u00edtica de concilia\u00e7\u00e3o de classe e a busca do apassivamento de parte da classe trabalhadora \u00e9, ao mesmo tempo, a condi\u00e7\u00e3o de seu sucesso eleitoral e de sua trag\u00e9dia pol\u00edtica. Esta pol\u00edtica se manifesta de uma forma perversa: buscar o apoio da grande burguesia e da pol\u00edtica tradicional e conservadora para governar e garantir seus governos; e o apoio da classe trabalhadora para ganhar as elei\u00e7\u00f5es e se perpetuar no governo.<\/p>\n<p>Esta \u00e9 a raiz do desgaste e da falta de legitima\u00e7\u00e3o da democracia representativa e do presidencialismo de coaliz\u00e3o. Parte da popula\u00e7\u00e3o, com raz\u00e3o, come\u00e7a a perceber a farsa eleitoral e isso se manifesta no crescimento da absten\u00e7\u00e3o eleitoral e do voto nulo, manifesta\u00e7\u00f5es que o <strong>PCB<\/strong> respeita e considera leg\u00edtimas.<\/p>\n<p>O <strong>PCB<\/strong> avalia em seu XV Congresso que \u00e9 de grande import\u00e2ncia em sua estrat\u00e9gia socialista e na aplica\u00e7\u00e3o de seu plano t\u00e1tico que o debate eleitoral n\u00e3o se restrinja aos setores do bloco conservador, que op\u00f5e de um lado a continuidade do pacto de classes com o PT, PMDB e outras siglas subalternas, a outro setor do mesmo bloco conservador liderado pelo PSDB e seus ap\u00eandices, com o risco do desgaste de ambos ter como \u00fanico contraponto a falsa alternativa do PSB aliado \u00e0 Rede que, com dificuldades, procuram se diferenciar da mesma lama de onde sa\u00edram recentemente. S\u00e3o uma alternativa para a manuten\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica conservadora, certamente n\u00e3o s\u00e3o uma alternativa para os trabalhadores. Politicamente \u00e9 preciso, ainda que com os limites impostos, que a proposta revolucion\u00e1ria e a necessidade de uma alternativa real de poder se apresentem no debate eleitoral.<\/p>\n<p><strong>CONTINUAMOS AO LADO DOS QUE LUTAM<\/strong><\/p>\n<p><strong>CONSTRUINDO O PODER POPULAR<\/strong><\/p>\n<p><strong>RUMO A UM BRASIL E UM MUNDO SOCIALISTA.<\/strong><\/p>\n<p><strong>FOMOS, SOMOS E SEREMOS, SEMPRE, COMUNISTAS!<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Mauro Iasi \u00e9 membro do Comit\u00ea Central do PCB <\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nViva o XV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro (PCB)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6199\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[120],"tags":[],"class_list":["post-6199","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c133-xv-congresso"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1BZ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6199"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6199\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}