{"id":6239,"date":"2014-05-16T03:57:13","date_gmt":"2014-05-16T03:57:13","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6239"},"modified":"2014-05-16T03:57:13","modified_gmt":"2014-05-16T03:57:13","slug":"na-colombia-a-vida-esta-em-marcha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6239","title":{"rendered":"Na Col\u00f4mbia, a vida est\u00e1 em Marcha"},"content":{"rendered":"\n<p>Quando recebeu o pr\u00eamio Nobel de Literatura, Gabriel Garc\u00eda M\u00e1rquez utilizou os minutos que lhe foram concedidos para revelar ao mundo uma face escondida da Am\u00e9rica Latina. Na ocasi\u00e3o, referia-se ao continente como possuidor de uma hist\u00f3ria marcada por dores e viol\u00eancias desmesuradas, por injusti\u00e7as e amarguras hist\u00f3ricas, desaparecimentos pol\u00edticos, ex\u00edlios e incont\u00e1veis mortes cotidianas.<\/p>\n<p>Como em seus livros, o autor transita entre a hist\u00f3ria, a pol\u00edtica, o cotidiano e a fantasia. Em determinada altura do discurso, vai al\u00e9m. Dirigindo-se a um p\u00fablico europeu, Gabo faz considera\u00e7\u00f5es sobre o m\u00e9todo: frente \u00e0 Academia Sueca de Letras, critica os europeus por tentarem adequar nossa realidade a um inv\u00e1lido m\u00e9todo de an\u00e1lise, por compararem nossas realidades diferentes com as mesmas medidas, desconsiderando que os estragos da vida n\u00e3o s\u00e3o id\u00eanticos a todos. O discurso \u00e9 breve, no entanto, assim como toda a sua obra, um grande trabalho de reflex\u00e3o sobre a realidade latino-americana. Atrav\u00e9s de poucas linhas revela a grande solid\u00e3o de um continente, que j\u00e1 dura muito mais de cem anos.<\/p>\n<p>Possivelmente, a sensibilidade do autor para traduzir em palavras toda essa solid\u00e3o e sua raz\u00e3o para se fazer uma cr\u00edtica ao m\u00e9todo vinham de suas pr\u00f3prias observa\u00e7\u00f5es cotidianas em seu pa\u00eds de origem, onde todos esses tra\u00e7os parecem ser potencializados, onde a dor, a injusti\u00e7a, as amarguras e os crimes pol\u00edticos parecem assumir sua forma mais dura, partindo assim de seu particular para chegar ao universo latino.<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias estive na Col\u00f4mbia junto com outros camaradas do PCB e companheiros de outras organiza\u00e7\u00f5es para uma visita de solidariedade internacional promovida pela Marcha Patri\u00f3tica. O objetivo da visita era claro, levar uma delega\u00e7\u00e3o internacional para ter contato com a realidade do pa\u00eds, realizar um interc\u00e2mbio pol\u00edtico e garantir uma ampla rede de solidariedade internacional ao povo colombiano, uma vez que esse apoio \u00e9 fundamental para ajudar na correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>O constatado n\u00e3o foi diferente do esperado, mas nem por isso menos preocupante; afinal, a Col\u00f4mbia \u00e9 um dos pa\u00edses mais perigosos do mundo para aqueles que se atrevem a lutar. Colecionando mais de 9.500 presos pol\u00edticos, bate recordes em n\u00famero de persegui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, assassinato a camponeses, pris\u00f5es a l\u00edderes estudantis e montagens judiciais. De todos os pa\u00edses, \u00e9 o mais perigoso para se fazer trabalho sindical.<\/p>\n<p>Assim \u00e9 a Col\u00f4mbia, um pa\u00eds marcado por uma forma autocr\u00e1tica de domina\u00e7\u00e3o burguesa, onde sempre se coibiu e reprimiu qualquer tentativa de participa\u00e7\u00e3o popular nos processos pol\u00edticos e sociais. Processos de repress\u00e3o que podem assumir distintas formas, desde a desapari\u00e7\u00e3o f\u00edsica de militantes at\u00e9 tentativas de silenciamento mais sofisticadas que passam pela estigmatiza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais at\u00e9 as toscas montagens judiciais, claramente forjadas, que fazem com lideran\u00e7as populares.<\/p>\n<p>Em dezembro do ano passado, durante o Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes, me encontrei no Equador com algumas dessas lideran\u00e7as sociais da Col\u00f4mbia. Sempre pela noite, ap\u00f3s uma intensa jornada de trabalho com dezenas de reuni\u00f5es, articula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e debates, por acaso nos encontr\u00e1vamos sempre no mesmo bar. Ao lado da nossa delega\u00e7\u00e3o, claramente esgotada, estava a colombiana, sempre disposta a dan\u00e7ar at\u00e9 a \u00faltima m\u00fasica. Em determinada altura do Festival algum de n\u00f3s perguntou a um dos que dan\u00e7ava da onde vinha tanta for\u00e7a. A resposta veio de pronto: o camarada disse que dan\u00e7ava daquela maneira pois n\u00e3o sabia quando poderia dan\u00e7ar de novo.<\/p>\n<p>Dias depois, esse mesmo camarada seria preso em mais um desses claros casos de montagens judiciais. O grau de profundidade dessa resposta e seu significado pol\u00edtico s\u00f3 pude compreender h\u00e1 poucos dias, vivenciando a realidade colombiana.<\/p>\n<p>Provavelmente, \u00e9 essa mesma incerteza em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida que t\u00eam os camponeses das \u00e1reas rurais que visitamos, que nos apresentaram queixas das explora\u00e7\u00f5es de empresas transnacionais que, construindo hidrel\u00e9tricas ou explorando min\u00e9rio nas margens dos rios, destroem todo um ecossistema, degradando pouco a pouco as condi\u00e7\u00f5es de vida desses camponeses.<\/p>\n<p>Entre as empresas citadas pelos camponeses estava a Petrobras que, com financiamento e apoio do governo brasileiro e do Estado, se expande para pa\u00edses vizinhos na Am\u00e9rica Latina, causando s\u00e9rios problemas sociais. Os avi\u00f5es tucanos, produzidos no Brasil e exportados para a Col\u00f4mbia por meio de um acordo militar entre esses pa\u00edses, s\u00e3o apelidados por esses mesmo camponeses como \u201cavi\u00f5es caveira\u201d, respons\u00e1veis por centenas de bombardeios a vilas camponesas.<\/p>\n<p>A isso somam-se as constantes amea\u00e7as, tanto por parte dessas empresas quanto do governo, que, atrav\u00e9s do ex\u00e9rcito e do paramilitarismo, \u00e9 respons\u00e1vel pela pris\u00e3o e assassinatos de centenas de seus l\u00edderes. Durante nossa viagem ao campo, paramos para fazer uma visita a uma escola rural. Al\u00e9m das prec\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es materiais da escola, ao seu lado despontava-se um campinho de futebol, onde cerca de meia d\u00fazia de crian\u00e7as jogava bola de maneira despreocupada. Dif\u00edcil olhar pra essas crian\u00e7as e enxergar os \u201cterroristas\u201d estigmatizados pelos grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o. Duro saber que uma parte delas, em pouco tempo, pode perfeitamente virar estat\u00edstica entre os falsos positivos.<\/p>\n<p>Parte desses camponeses que conseguem escapar da pris\u00e3o ou da morte vem sendo sistematicamente separada de suas terras em um processo de expropria\u00e7\u00e3o extremamente violento. Hoje, o problema agr\u00e1rio na Col\u00f4mbia consiste em um dos pontos centrais de qualquer projeto de transforma\u00e7\u00e3o e \u00e9 onde se d\u00e1 o maior acirramento das lutas.<\/p>\n<p>Essa mesma sensa\u00e7\u00e3o de desrespeito \u00e0 vida e viola\u00e7\u00e3o de seus direitos pude perceber nos depoimentos das m\u00e3es de Oscar Eduardo Gasca, Fabian Gonz\u00e1lez Sierra e Jorge Eliecer Gait\u00e1n, jovens estudantes que h\u00e1 anos j\u00e1 amargam nas piores condi\u00e7\u00f5es carcer\u00e1rias uma pris\u00e3o injusta, com acusa\u00e7\u00f5es infundadas, e que sequer t\u00eam o direito de uma ampla defesa. Eles s\u00e3o apenas uma pequena parte da lista de 400 presos de consci\u00eancia que possui a Marcha Patri\u00f3tica.<\/p>\n<p>Por mais paradoxal que possa parecer, foi justamente nesse pa\u00eds de descaso \u00e0 vida que vi uma de suas manifesta\u00e7\u00f5es mais bonitas, mais humanas. Retomando o discurso de Garc\u00eda M\u00e1rquez, \u00e9 como se frente \u00e0 opress\u00e3o, ao saque, ao abandono, o povo colombiano respondesse com a vida. Assim respondeu na manifesta\u00e7\u00e3o do dia 01 de maio, levando \u00e0 rua milhares de trabalhadores e estudantes. Comparada aos atuais eventos do 01 de maio no Brasil, onde cada central faz seu ato separado, onde se sorteiam carros, faz-se show com subcelebridades, cabendo apenas \u00e0 esquerda mais combativa discutir pol\u00edtica, essa experi\u00eancia foi sem d\u00favidas uma aula de unidade pol\u00edtica entre os diversos.<\/p>\n<p>\u00c0s persegui\u00e7\u00f5es aos camponeses contrasta-se um alto grau de mobiliza\u00e7\u00e3o desse setor, hoje um dos principais respons\u00e1veis por impulsionar os processos de transforma\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Chegamos ao campo justamente no momento em que se preparava o Paro Agr\u00e1rio, \u00c9tnico e Popular, paralisa\u00e7\u00e3o organizada pelos camponeses n\u00e3o somente para reivindicar suas demandas mais imediatas, mas, para a partir delas, colocar em discuss\u00e3o um projeto de poder, de transforma\u00e7\u00f5es sociais.<\/p>\n<p>Essa mesma clareza da necessidade de um projeto pol\u00edtico de disputa de poder combinado a um discurso extremamente bem articulado, vi nas lideran\u00e7as estudantis, algumas com idade suficiente para fazer-me sentir um veterano. O simples ato de estar dentro da universidade nos faz sentir vivos: os cartazes colados, os muros pintados, estudantes discursando ao microfone e convocando para atividades pol\u00edticas, mostram a import\u00e2ncia que t\u00eam na luta os estudantes que se identificam com o sofrimento de seu povo.<\/p>\n<p>Unificando as mais distintas express\u00f5es dos movimentos sociais no pa\u00eds, est\u00e1 a bandeira da Paz. Para n\u00f3s, pode soar um pouco estranho, j\u00e1 que ao falar das manifesta\u00e7\u00f5es pela paz rapidamente lembramos das passeatas na praia de Copacabana, da classe m\u00e9dia vestida de branco clamando pelo aumento do efetivo policial, por mais UPP, por uma pol\u00edtica de controle de natalidade para os pobres, etc.<\/p>\n<p>Na Col\u00f4mbia, dada a particular trajet\u00f3ria de sua forma\u00e7\u00e3o social, onde, de forma autocr\u00e1tica, a burguesia sempre se utilizou das formas mais violentas de coer\u00e7\u00e3o, onde atrav\u00e9s de um discurso \u201cantiterror\u201d criminaliza o conjunto dos movimentos sociais e tenta obter um respaldo para sua pol\u00edtica de massacre social, pedir a paz \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para abrir caminho para qualquer tipo de transforma\u00e7\u00e3o radical.<\/p>\n<p>Claro que \u00e9 uma bandeira em disputa. O termo figura no programa pol\u00edtico de todos os partidos pol\u00edticos e candidatos \u00e0 presid\u00eancia, ainda que seu conte\u00fado seja totalmente diferente. Se de um lado Zuluaga, candidato de Uribe, assim como os outros candidatos da ordem, defendem uma paz de cemit\u00e9rio, em que seja silenciada a voz dos trabalhadores e dos movimentos sociais organizados, uma paz extremamente funcional aos interesses do desenvolvimento do capitalismo na Col\u00f4mbia, os setores de esquerda, tendo \u00e0 frente a Marcha Patri\u00f3tica, prop\u00f5em a paz com justi\u00e7a social, que \u00e9 dizer uma paz em que sejam levadas em considera\u00e7\u00e3o todas as demandas hist\u00f3ricas do povo colombiano. \u00c9 necess\u00e1rio, pois, acabar n\u00e3o somente com a guerra, mas com todas as condi\u00e7\u00f5es sociais que a engendra, ainda que tenhamos a ci\u00eancia de que isso n\u00e3o seria poss\u00edvel nos atuais marcos da sociedade do capital, mas t\u00e3o somente no socialismo.<\/p>\n<p>Os gritos de paz com justi\u00e7a social da rua s\u00e3o fortes o suficiente para atravessar o mar do Caribe e ecoarem na mesa de negocia\u00e7\u00e3o de Havana, onde as FARC-EP e o governo colombiano tentam uma sa\u00edda para o conflito, iniciativa que s\u00f3 foi tomada, pelo governo, devido \u00e0s grandes manifesta\u00e7\u00f5es de massa e \u00e0 for\u00e7a pol\u00edtica que h\u00e1 mais de 50 anos as FARC representam. H\u00e1 anos, os heroicos insurgentes das FARC j\u00e1 sinalizam sua vontade de estabelecer uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito, dando inclusive provas unilaterais desse desejo. O avan\u00e7o das negocia\u00e7\u00f5es, assim como a abertura de di\u00e1logos com outros setores em luta, s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es fundamentais para o aprofundamento das lutas.<\/p>\n<p>Saindo da Col\u00f4mbia e retomando o cen\u00e1rio da Am\u00e9rica Latina, vemos que h\u00e1 anos nosso pa\u00eds vizinho vem recebendo contingente e bases militares, se tornando uma esp\u00e9cie de Israel da Am\u00e9rica Latina. Nas recentes tentativas de desestabiliza\u00e7\u00e3o do processo venezuelano, ficou claro o apoio militar e financeiro dado pelas elites colombianas aos grupos de extrema direita.<\/p>\n<p>A luta do povo colombiano, portanto, ultrapassa as fronteiras geogr\u00e1ficas que nos s\u00e3o impostas. A\u00ed se est\u00e1 jogando o futuro de um continente. Para n\u00f3s, aqui no Brasil, nos cabe exercer aquele que considero ser o sentimento mais humano que se pode alcan\u00e7ar, o internacionalismo prolet\u00e1rio, reconhecer no sofrimento de um povo irm\u00e3o sua pr\u00f3pria luta e, sem esperar nada em troca, oferecer nossa solidariedade militante.<\/p>\n<p>Gabo, por sua vez, terminava seu discurso de maneira esperan\u00e7osa. Dizia ainda acreditar na arrasadora utopia da vida, em um mundo no qual o ser humano fosse livre, e que tivesse a oportunidade de, de fato, decidir sobre as quest\u00f5es essenciais de sua hist\u00f3ria. Por vezes, confesso, quase perco essa esperan\u00e7a, pois n\u00e3o s\u00e3o poucos os fatos que me levam a crer que estamos cada vez mais pr\u00f3ximos da barb\u00e1rie, ainda que tamb\u00e9m me recuse a admitir o fim da humanidade e da hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>O que vi na Col\u00f4mbia, por\u00e9m, refor\u00e7a o desejo de lutar, mostra que seu caminho passa por uma \u00e1rdua tarefa de constru\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de uma plataforma unit\u00e1ria e da necessidade de uma organiza\u00e7\u00e3o coesa que expresse as demandas hist\u00f3ricas dos trabalhadores. Na Col\u00f4mbia, pelo menos, os primeiros passos foram dados. A vida, a rebeldia, a necessidade de transforma\u00e7\u00e3o social, um programa pol\u00edtico claro, se unem numa perspectiva comum e se colocam em Marcha. Daqui do Brasil, esperamos em breve que essa Marcha ganhe mais for\u00e7a, que encha de gente as principais avenidas do continente e, sob os gritos de paz com justi\u00e7a social, abram caminho para um novo futuro, aquele que chamamos de socialismo.<\/p>\n<p>Viva a luta e a resist\u00eancia do povo colombiano!<\/p>\n<p><strong><em>*Militante do PCB. Respons\u00e1vel por Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da UJC<\/em><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nBernardo Soares*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6239\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-6239","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1CD","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6239","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6239"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6239\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6239"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6239"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6239"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}