{"id":6254,"date":"2014-05-20T17:57:42","date_gmt":"2014-05-20T17:57:42","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6254"},"modified":"2014-05-20T17:57:42","modified_gmt":"2014-05-20T17:57:42","slug":"estados-unidos-e-seus-mercenarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6254","title":{"rendered":"Estados Unidos e seus mercen\u00e1rios"},"content":{"rendered":"\n<p>Havana (Prensa Latina) A atual crise na Ucr\u00e2nia, provocada, entre outras coisas, pela inger\u00eancia ocidental e em especial dos Estados Unidos nesse pa\u00eds, destapa uma vez mais o tema dos mercen\u00e1rios e seu papel na cria\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es para conseguir objetivos geopol\u00edticos e de domina\u00e7\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p>Recentemente a organiza\u00e7\u00e3o acad\u00eamica canadense Global Research reiterou den\u00fancias conhecidas, de que a maioria dos mercen\u00e1rios na Ucr\u00e2nia provinham dos Estados Unidos e que seu objetivo era atacar os opositores.<\/p>\n<p>Um artigo que aparece no site dessa organiza\u00e7\u00e3o fez eco de uma den\u00fancia do jornal alem\u00e3o Bild am Sonntag, o qual assegurou que 400 mercen\u00e1rios estadunidenses trabalham com o governo de facto na Ucr\u00e2nia para suprimir a oposi\u00e7\u00e3o ao golpe de estado na parte oriental do pa\u00eds<\/p>\n<p>Os mercen\u00e1rios t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o ativa no esfor\u00e7o para eliminar os grupos anti-golpe em Slavyansk e possivelmente outras \u00e1reas da regi\u00e3o de Donetsk, agregou. Ainda que n\u00e3o tenha abordado se mercen\u00e1rios da organiza\u00e7\u00e3o estadunidense Blackwater participaram em confrontos contra os votantes no leste da Ucr\u00e2nia, o artigo indicou que a Ag\u00eancia Central de Intelig\u00eancia (CIA) e o Bureau Federal de Investiga\u00e7\u00e3o (FBI) est\u00e3o envolvidos no esfor\u00e7o para sufocar a resist\u00eancia \u00e0 junta.<\/p>\n<p>E ainda assinalou que a CIA mant\u00e9m v\u00ednculos com grupos ucranianos nacionalistas e fascistas desde fins de 1940, pelo que n\u00e3o \u00e9 de estranhar que se recorra a mercen\u00e1rios para conseguir objetivos que sob as leis internacionais s\u00e3o dif\u00edceis de atingir.<\/p>\n<p>Em mar\u00e7o, acrescentou o grupo canadense, foi informada a presen\u00e7a de mercen\u00e1rios em Greystone Donetsk, com ampla experi\u00eancia em opera\u00e7\u00f5es de combate no Iraque, Afeganist\u00e3o e outras na\u00e7\u00f5es, a maioria provenientes dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Global Research destaca que essas a\u00e7\u00f5es est\u00e3o dirigidas pela empresa Greystone Limited, registrada em Barbados e que provavelmente serve de fachada \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o Academi, que oculta o ex\u00e9rcito privado Blackwater, conhecido por suas viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos em diferentes regi\u00f5es, segundo uma den\u00fancia da chancelaria russa.<\/p>\n<p>A junta diretiva da Academi inclui o ex-fiscal geral estadunidense John Ashcroft e outros altos ex-funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O jornal estadunidense The New York Times abordou a 12 de maio, em um amplo artigo, um caso que revela as atividades da Blackwater e a impunidade que conseguem estes mercadores da morte nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Ainda hoje se procuram os culpados de a\u00e7\u00f5es violat\u00f3rias dos direitos humanos no Iraque, onde destacamentos de mercen\u00e1rios em um tiroteio em 2007 mataram 17 pessoas, precisa o Times.<\/p>\n<p>Em outubro de 2007 uma equipe do FBI, ao chegar a essa na\u00e7\u00e3o \u00e1rabe para pesquisar o tiroteio, deu-se conta que uma empresa privada proporcionava seguran\u00e7a aos estadunidenses em uma zona de guerra.<\/p>\n<p>Era outubro de 2007, Blackwater Worldwide n\u00e3o quis dizer nada aos agentes. Mas o que encontraram os surpreendeu, assinala o Times.<\/p>\n<p>As testemunhas disseram que um comboio de mercen\u00e1rios da Blackwater disparou selvagemente em uma rotunda cheia de gente em Bagd\u00e1 no m\u00eas anterior, matando 17 pessoas. Uma mulher iraquiana viu morrer a sua m\u00e3e enquanto subiam no \u00f4nibus. Outra morreu ninando a cabe\u00e7a de seu filho ferido de morte, indica a publica\u00e7\u00e3o nova-iorquina.<\/p>\n<p>&#8220;Esta \u00e9 o massacre de My Lai do Iraque&#8221;, recorda John Patarini, l\u00edder da equipe investigadora, ao fazer uma compara\u00e7\u00e3o com o criminoso acontecimento ocorrido em uma aldeia vietnamita durante a agress\u00e3o estadunidense a essa na\u00e7\u00e3o indochinesa.<\/p>\n<p>Segundo o Times esse tiroteio na pra\u00e7a Nisour, junto com o massacre pelos marines de 24 civis iraquianos em Haditha e os abusos na pris\u00e3o de Abu Ghraib, converteram-se em uma marca na guerra de Iraque.<\/p>\n<p>Cinco respons\u00e1veis de seguran\u00e7a da Blackwater foram acusados de homic\u00eddio e posse de armas, e um sexto entrou em um acordo com a promotoria para declarar contra seus antigos colegas.<\/p>\n<p>Em compensa\u00e7\u00e3o, a justi\u00e7a estadunidense uma vez mais foi debochada e um caso que antes parecia claro se viu socavado em v\u00e1rias ocasi\u00f5es pelos pr\u00f3prios erros do governo.<\/p>\n<p>As acusa\u00e7\u00f5es contra um dos mercen\u00e1rios foram eliminadas no ano passado devido \u00e0 falta de provas.<\/p>\n<p>Em abril um tribunal federal de apela\u00e7\u00f5es opinou que a promotoria tinha perdido uma data limite e permitiu que a lei de prescri\u00e7\u00e3o expirasse contra um segundo contratador, Nicholas A. Slatten, um ex-franco-atirador do ex\u00e9rcito residente no Tennessee que os pesquisadores creem que tenha disparado os primeiros tiros na pra\u00e7a Nisour.<\/p>\n<p>Em momentos em que est\u00e3o presentes no palco ucraniano, as autoridades estadunidenses se prestam a dar uma nova din\u00e2mica ao processo contra a Blackwater ao renovar o enfoque de um epis\u00f3dio que inflamou o sentimento antiestadunidense no estrangeiro.<\/p>\n<p>Os fatos do Iraque, e talvez agora sua participa\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia, cimentaram a imagem da Blackwater, cujos guardas de seguran\u00e7a estiveram envolvidos em dezenas de disparos, como uma empresa de gatilho f\u00e1cil que operou com impunidade devido a seus lucrativos contratos com o governo americano, assinala o Times.<\/p>\n<p>Agora conhecido como Academi, a empresa foi vendida por seu fundador, Erik Prince, a um grupo de investidores privados, tr\u00eas anos depois dos assassinatos da pra\u00e7a Nisour.<\/p>\n<p>Neste caso, as testemunhas disseram que foi uma a\u00e7\u00e3o horr\u00edvel, enquanto os guardas da Blackwater alegaram que o tiroteio come\u00e7ou com uma emboscada dos insurgentes, algo que militares estadunidenses negaram que tivesse ocorrido.<\/p>\n<p>Os acontecimentos na Ucr\u00e2nia e a repress\u00e3o desatada contra povoadores pac\u00edficos por grupos paramilitares, onde n\u00e3o deixam de estar presentes os mercen\u00e1rios, abrem interrogantes sobre at\u00e9 onde a justi\u00e7a estadunidense pode chegar.<\/p>\n<p>A mesa est\u00e1 servida para que a Casa Branca impulsione alguma a\u00e7\u00e3o contra estes grupos que sem aparente explica\u00e7\u00e3o se converteram em uma empresa que \u00e9 um bra\u00e7o do esfor\u00e7o de guerra de Washington na Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>*Chefe da reda\u00e7\u00e3o Am\u00e9rica do Norte da Prensa Latina.<\/p>\n<p>http:\/\/www.patrialatina.com.br\/editorias.php?idprog=163fd77a3b90502e0f3aa35e3ec14fae&#038;cod=13680<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6254\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6254","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1CS","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6254","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6254"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6254\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6254"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6254"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6254"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}