{"id":6279,"date":"2014-05-26T20:34:45","date_gmt":"2014-05-26T20:34:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6279"},"modified":"2014-05-26T20:34:45","modified_gmt":"2014-05-26T20:34:45","slug":"o-que-diria-lenin-sobre-os-movimentos-separatistas-na-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6279","title":{"rendered":"O que diria L\u00eanin sobre os movimentos separatistas na Ucr\u00e2nia?"},"content":{"rendered":"\n<p>L\u00eanin nos deixou h\u00e1 d\u00e9cadas. Pereceu assim um dos maiores guias do proletariado e dos oprimidos de todo o mundo. Um dos poucos que entendeu a novidade do materialismo dial\u00e9tico e foi capaz de dar saltos e mais saltos em frente em sua elabora\u00e7\u00e3o, mantendo-o n\u00e3o s\u00f3 vivo, mas tamb\u00e9m criativo e \u00fatil. Suas elabora\u00e7\u00f5es e li\u00e7\u00f5es n\u00e3o pereceram e n\u00e3o perecer\u00e3o nunca enquanto a luta pela supera\u00e7\u00e3o do sistema capitalista que mata o mundo e os povos continuar. Elas est\u00e3o cristalizadas em seus textos, discursos e a\u00e7\u00f5es. S\u00e3o parte fundamental do patrim\u00f4nio te\u00f3rico que permite guiar os nossos passos em meio a um cen\u00e1rio de trevas e confus\u00e3o, de reviravoltas e perigos. Ajudam-nos a escrever novos cap\u00edtulos na hist\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o do proletariado. E, ajudam a iluminar os desafios atuais, como saber qual deve ser a postura dos revolucion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao movimento separatista na Ucr\u00e2nia Oriental.<\/p>\n<p>O que diria L\u00eanin sobre os referendos que declararam a independ\u00eancia das Rep\u00fablicas Populares de Lugansk e de Donetsk e a anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia \u00e0 R\u00fassia e que podem ser repetidos em outras regi\u00f5es do Leste e do Sul da Ucr\u00e2nia? Claro que n\u00e3o podemos ter certeza de seu posicionamento, afinal n\u00e3o existem esp\u00edritos para consultarmos. Mas, sobre a quest\u00e3o nacional, como noutras quest\u00f5es, L\u00eanin sempre foi extremamente coerente e manteve a mesma postura. Por isso, recorremos aos seus textos para entender qual seria seu posicionamento.<\/p>\n<p>O tema foi muito trabalhado por L\u00eanin, pois ele refletia sobre a R\u00fassia Czarista, que era chamada \u201ccom raz\u00e3o \u00abpris\u00e3o de povos\u00bb\u201d[i].Ele seguia fielmente \u201cos maiores representantes da democracia consequente do s\u00e9culo XIX, Marx e Engels, que se tornaram os mestres do proletariado revolucion\u00e1rio\u201d[ii] quando estes afirmavam que \u201cN\u00e3o pode ser livre um povo que oprime outros povos\u201d[iii]. E, afirmava que n\u00e3o havia contradi\u00e7\u00e3o na defesa da p\u00e1tria e na defesa da igualdade e das na\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias, pois est\u00e3o intrinsecamente ligadas estas lutas, bem como a luta socialista, a luta contra a classe dominante: \u201cn\u00e3o se pode, no s\u00e9culo XX, na Europa (ainda que seja na Europa extremo-oriental), \u00abdefender a p\u00e1tria\u00bb de outra forma que n\u00e3o seja lutando com todos os meios revolucion\u00e1rios contra a monarquia, os latifundi\u00e1rios e os capitalistas da pr\u00f3pria p\u00e1tria, isto \u00e9, contra os piores inimigos da nossa p\u00e1tria; [&#8230;] pois o tsarismo n\u00e3o s\u00f3 oprime econ\u00f3mica e politicamente estes 9\/10 da popula\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m a desmoraliza, humilha, desonra, prostitui, habituando-a a oprimir outros povos, habituando-a a encobrir a sua vergonha com frases hip\u00f3critas, pretensamente patri\u00f3ticas\u201d[iv]. Por isso afirmava que os revolucion\u00e1rios russos, oper\u00e1rios \u201cpenetrados pelo sentimento de orgulho nacional, queremos, aconte\u00e7a o que acontecer, uma Gr\u00e3-R\u00fassia livre e independente, aut\u00f3noma, democr\u00e1tica, republicana e orgulhosa, que assente as suas rela\u00e7\u00f5es com os vizinhos no princ\u00edpio humano da igualdade, e n\u00e3o no principio feudal do privil\u00e9gio, que humilha uma grande na\u00e7\u00e3o\u201d[v].<\/p>\n<p>E, \u00e9 pela unidade indissol\u00favel da luta socialista internacional e da luta nacional, da luta do proletariado e da luta das nacionalidades oprimidas que se pode afirmar que em \u201cnossos dias, s\u00f3 o proletariado defende a verdadeira liberdade das na\u00e7\u00f5es e a unidade dos oper\u00e1rios de todas as nacionalidades\u201d[vi]. E, \u00e9 por isso que \u00e9 \u201cnecess\u00e1ria a plena democracia, defendida pela classe oper\u00e1ria, para que as diferentes na\u00e7\u00f5es convivam ou se separem (quando isso mais lhes convenha) livre e pacificamente, formando diferentes Estados. Nada de privil\u00e9gios para nenhuma na\u00e7\u00e3o, para nenhum idioma! Nem a menor persegui\u00e7\u00e3o, nem a m\u00ednima injusti\u00e7a para com uma minoria nacional!: tais s\u00e3o os princ\u00edpios da democracia oper\u00e1ria\u201d[vii]. Por isso ele defendia como princ\u00edpio dos revolucion\u00e1rios do reconhecimento a cada na\u00e7\u00e3o do \u201cdireito de separar-se livremente e formar Estados independentes\u201d[viii]. Mais do que isso, \u201cS\u00f3 o reconhecimento pelo proletariado do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 separa\u00e7\u00e3o garante a plena solidariedade dos oper\u00e1rios das diferentes na\u00e7\u00f5es e permite uma aproxima\u00e7\u00e3o verdadeiramente democr\u00e1tica das na\u00e7\u00f5es\u201d[ix]. Mais ainda: que a \u201cnega\u00e7\u00e3o deste direito e a n\u00e3o adop\u00e7\u00e3o de medidas destinadas a garantir a sua realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica equivalem a apoiar a pol\u00edtica de conquistas ou anexa\u00e7\u00f5es\u201d[x]. E, afirmava que para \u201ca revolu\u00e7\u00e3o do proletariado \u00e9 necess\u00e1ria uma longa educa\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios no esp\u00edrito da mais plena igualdade e fraternidade nacionais\u201d[xi].<\/p>\n<p>Por todos os fatos acima, \u201cdo ponto de vista dos interesses precisamente do proletariado gr\u00e3o-russo, \u00e9 necess\u00e1ria uma longa educa\u00e7\u00e3o das massas no sentido da defesa mais decidida, consequente, corajosa e revolucion\u00e1ria da plena igualdade de direitos e do direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o de todas as na\u00e7\u00f5es oprimidas pelos gr\u00e3o-russos\u201d[xii].<\/p>\n<p>L\u00eanin se bateu permanentemente pela defesa do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, lutando contra a posi\u00e7\u00e3o dos poloneses e do grupo de Bukh\u00e1rine, Piatakov e Boch que se opunham \u00e0 mesma. Como ele dizia, j\u00e1 \u201cque existem res\u00edduos de quest\u00f5es n\u00e3o resolvidas pela revolu\u00e7\u00e3o burguesa, somos partid\u00e1rios de que elas se resolvam. Em face do movimento separatista somos indiferentes, neutrais. Se a Finl\u00e2ndia, se a Pol\u00f3nia e a Ucr\u00e2nia se separarem da R\u00fassia, n\u00e3o h\u00e1 nenhum mal nisso. Que mal pode haver? <em>Quem o afirmar \u00e9 um chauvinista<\/em>\u201d[xiii]. N\u00f3s comunistas somos sempre os que \u201cdizemos que as fronteiras se fixam por vontade da popula\u00e7\u00e3o\u201d[xiv].<\/p>\n<p>Lembra, no entanto L\u00eanin que \u201c\u00c9 inadmiss\u00edvel confundir a quest\u00e3o do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 livre separa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o da conveni\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o desta ou daquela na\u00e7\u00e3o neste ou naquele momento. O partido do proletariado dever\u00e1 resolver esta \u00faltima quest\u00e3o de modo absolutamente independente em cada caso particular, do ponto de vista dos interesses de todo o desenvolvimento social e dos interesses da luta de classe do proletariado pelo socialismo\u201d[xv]. Mas, o que L\u00eanin disse \u00e9 clar\u00edssimo: os revolucion\u00e1rios sempre, a qualquer tempo ou lugar, defende o direito das nacionalidades oprimidas \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, <em>isto \u00e9 um princ\u00edpio<\/em>. A posi\u00e7\u00e3o em torno \u00e0 defesa da independ\u00eancia num poss\u00edvel processo de autodetermina\u00e7\u00e3o <em>\u00e9 um problema t\u00e1tico<\/em>. T\u00e1ticas variam, princ\u00edpios n\u00e3o. Logo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser revolucion\u00e1rio sem defender o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional. Ser contra um referendo ou plebiscito que permita o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 ser contrarrevolucion\u00e1rio. Ao menos para L\u00eanin. Ser contra o referendo de independ\u00eancia na Crimeia ou no Leste da Ucr\u00e2nia \u00e9 ser contra um princ\u00edpio revolucion\u00e1rio, \u00e9 ser contrarrevolucion\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para os fascistas do Svoboda, mas \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para os revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode em s\u00e3 consci\u00eancia negar o fato que nas regi\u00f5es que se tornaram independentes ou na Crimeia anexada \u00e0 R\u00fassia os russos \u00e9tnicos s\u00e3o maioria. Ningu\u00e9m pode negar em s\u00e3 consci\u00eancia que, com mais de 60% de russos na Crimeia, com tropas russas ou n\u00e3o, no referendo haveria maioria esmagadora pr\u00f3-anexa\u00e7\u00e3o. Na verdade, a Crimeia s\u00f3 se tornou ucraniana por um ato burocr\u00e1tico de Nikita Kruschev, sendo o retorno da regi\u00e3o \u00e0 R\u00fassia apenas um ajuste dessa decis\u00e3o burocr\u00e1tica, onde se \u201cbrincou\u201d com a vida de milh\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 que se negar a pol\u00edtica do novo governo de Kiev e das fac\u00e7\u00f5es que o apoiam, em particular as mil\u00edcias fascistas do Pravy Sektor e do Svoboda, de opress\u00e3o \u00e0s minorias nacionais. Viraram o aparato estatal pouco democr\u00e1tico que j\u00e1 existia contra as minorias nacionais russas, contudo majorit\u00e1ria nessas regi\u00f5es. Negam o direito \u00e0 igualdade lingu\u00edstica e nacional aos ucranianos russ\u00f3fonos, oprimindo-os[xvi]. Logo, por princ\u00edpio, seguindo o que nos ensinou L\u00eanin, temos que ser favor\u00e1veis aos referendos. Qualquer coisa diferente disso \u00e9 ir contra um dos princ\u00edpios dos comunistas.<\/p>\n<p>Podem, contudo, alguns objetar que Lugansk e Donetsk se tornarem independentes \u00e9 devido a uma incita\u00e7\u00e3o pr\u00f3-russa. Na verdade, n\u00e3o \u00e9. O imperialismo russo nem est\u00e1 ajudando&#8230; pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 jogando pela rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, para as elei\u00e7\u00f5es do dia 25 de maio e contra referendos de independ\u00eancia e a uma anexa\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia[xvii]. Sua pol\u00edtica \u00e9 uma finlandiza\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da Ucr\u00e2nia. N\u00e3o quer \u00e9 \u00f3bvio que o movimento revolucion\u00e1rio no Leste e no Sul da Ucr\u00e2nia cres\u00e7a e avance com o movimento oper\u00e1rio, como tem feito, inclusive expropriando oligarcas locais, pois isto poderia se espalhar para a R\u00fassia e atingir os oligarcas que sustentam Putin. A pol\u00edtica de Putin e de Merkel era o governo de unidade nacional, mas os EUA e os fascistas impediram isso, por seus interesses pr\u00f3prios. S\u00f3 que n\u00e3o previam que iriam desatar um processo revolucion\u00e1rio na Ucr\u00e2nia Oriental. Hoje, dia 21 de maio, a Rep\u00fablica Popular de Donetsk anunciou a nacionaliza\u00e7\u00e3o de todas as propriedades dos oligarcas[xviii]! Uma revolu\u00e7\u00e3o antifascista que se converte pela necessidade do combate, cada vez mais, numa revolu\u00e7\u00e3o anticapitalista.<\/p>\n<p>Na verdade, desde os tempos da URSS a pol\u00edtica do setor governantes foi a manuten\u00e7\u00e3o das fronteiras europeias estabelecidas nos Acordos de Ialta (curiosamente localizada na Crimeia). Com o esfacelamento da URSS Moscou se tornou o basti\u00e3o contra o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, como se v\u00ea na Chech\u00eania. No caso da Oss\u00e9tia do Sul e da Abkh\u00e1sia que fizeram parte da Ge\u00f3rgia, o Kremlin s\u00f3 reconheceu a independ\u00eancia dessas rep\u00fablicas ap\u00f3s a Guerra dos Cinco Dias, depois de quase duas d\u00e9cadas que se tinham declarado independentes. Nunca prop\u00f4s a anexa\u00e7\u00e3o destas, pois poderia aumentar as tens\u00f5es no C\u00e1ucaso Norte. A Crimeia foi uma exce\u00e7\u00e3o, por seu papel central geopol\u00edtico e militar. Mas, ainda assim, essa era a vontade do povo, e como dizia L\u00e9nine, n\u00f3s comunistas \u201cdizemos que as fronteiras se fixam por vontade da popula\u00e7\u00e3o\u201d[xix].<\/p>\n<p>Para encerrar, \u00e9 preciso lembrar um dado importante: a URSS n\u00e3o existe mais. A opress\u00e3o nacional que se estabeleceu com o tempo dentro da URSS sobre a Ucr\u00e2nia n\u00e3o existe mais, o que n\u00e3o significa que n\u00e3o existe o imperialismo russo agindo sobre ela. Mas, a opress\u00e3o nacional que existe hoje \u00e9 dos ucranianos ocidentais contra os ucranianos orientais com maioria russa. Se a opress\u00e3o russa do passado sobre os ucranianos explica a raiva dos ucranianos ocidentais contra Moscou, n\u00e3o justifica a opress\u00e3o atual contra os russos da Ucr\u00e2nia oriental. E, frente a estas regi\u00f5es os revolucion\u00e1rios, concordando ou n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a se a independ\u00eancia \u00e9 a melhor ou pior pol\u00edtica, pois isto \u00e9 t\u00e1tico, n\u00e3o podem se furtar a apoiar o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dessas minorias. Isto \u00e9 uma quest\u00e3o de princ\u00edpios. E, n\u00e3o h\u00e1 nada acima para os comunistas que princ\u00edpios.<\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong><em>*Carlos Serrano Ferreira \u00e9 pesquisador do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia da UFRJ (LEHC-UFRJ) e militante do PCB-RJ. <\/em><\/strong><\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p>[i] L\u00e9nine, V.I. <em>Acerca do Orgulho Nacional dos Gr\u00e3o-Russos<\/em>. Publicado originalmente em 12 de Dezembro de 1914. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1914\/12\/12.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1914\/12\/12.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[ii] Idem.<\/p>\n<p>[iii] Idem.<\/p>\n<p>[iv] Idem.<\/p>\n<p>[v] Idem.<\/p>\n<p>[vi] L\u00e9nine, V.I. <em>A Classe Oper\u00e1ria e a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 10 de Maio de 1913. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1913\/05\/10.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1913\/05\/10.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[vii] Idem.<\/p>\n<p>[viii] L\u00e9nine, V.I. <em>Resolu\u00e7\u00e3o Sobre a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 16 (3) de Maio de 1917. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/16-02.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/16-02.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[ix] Idem.<\/p>\n<p>[x] Idem.<\/p>\n<p>[xi] L\u00e9nine, V.I. <em>Acerca do&#8230;<\/em> . Ver nota i.<\/p>\n<p><strong><em>Carlos Serrano Ferreira *<\/em><\/strong><\/p>\n<p>L\u00eanin nos deixou h\u00e1 d\u00e9cadas. Pereceu assim um dos maiores guias do proletariado e dos oprimidos de todo o mundo. Um dos poucos que entendeu a novidade do materialismo dial\u00e9tico e foi capaz de dar saltos e mais saltos em frente em sua elabora\u00e7\u00e3o, mantendo-o n\u00e3o s\u00f3 vivo, mas tamb\u00e9m criativo e \u00fatil. Suas elabora\u00e7\u00f5es e li\u00e7\u00f5es n\u00e3o pereceram e n\u00e3o perecer\u00e3o nunca enquanto a luta pela supera\u00e7\u00e3o do sistema capitalista que mata o mundo e os povos continuar. Elas est\u00e3o cristalizadas em seus textos, discursos e a\u00e7\u00f5es. S\u00e3o parte fundamental do patrim\u00f4nio te\u00f3rico que permite guiar os nossos passos em meio a um cen\u00e1rio de trevas e confus\u00e3o, de reviravoltas e perigos. Ajudam-nos a escrever novos cap\u00edtulos na hist\u00f3ria da liberta\u00e7\u00e3o do proletariado. E, ajudam a iluminar os desafios atuais, como saber qual deve ser a postura dos revolucion\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao movimento separatista na Ucr\u00e2nia Oriental.<\/p>\n<p>O que diria L\u00eanin sobre os referendos que declararam a independ\u00eancia das Rep\u00fablicas Populares de Lugansk e de Donetsk e a anexa\u00e7\u00e3o da Crimeia \u00e0 R\u00fassia e que podem ser repetidos em outras regi\u00f5es do Leste e do Sul da Ucr\u00e2nia? Claro que n\u00e3o podemos ter certeza de seu posicionamento, afinal n\u00e3o existem esp\u00edritos para consultarmos. Mas, sobre a quest\u00e3o nacional, como noutras quest\u00f5es, L\u00eanin sempre foi extremamente coerente e manteve a mesma postura. Por isso, recorremos aos seus textos para entender qual seria seu posicionamento.<\/p>\n<p>O tema foi muito trabalhado por L\u00eanin, pois ele refletia sobre a R\u00fassia Czarista, que era chamada \u201ccom raz\u00e3o \u00abpris\u00e3o de povos\u00bb\u201d[i].Ele seguia fielmente \u201cos maiores representantes da democracia consequente do s\u00e9culo XIX, Marx e Engels, que se tornaram os mestres do proletariado revolucion\u00e1rio\u201d[ii] quando estes afirmavam que \u201cN\u00e3o pode ser livre um povo que oprime outros povos\u201d[iii]. E, afirmava que n\u00e3o havia contradi\u00e7\u00e3o na defesa da p\u00e1tria e na defesa da igualdade e das na\u00e7\u00f5es minorit\u00e1rias, pois est\u00e3o intrinsecamente ligadas estas lutas, bem como a luta socialista, a luta contra a classe dominante: \u201cn\u00e3o se pode, no s\u00e9culo XX, na Europa (ainda que seja na Europa extremo-oriental), \u00abdefender a p\u00e1tria\u00bb de outra forma que n\u00e3o seja lutando com todos os meios revolucion\u00e1rios contra a monarquia, os latifundi\u00e1rios e os capitalistas da pr\u00f3pria p\u00e1tria, isto \u00e9, contra os piores inimigos da nossa p\u00e1tria; [&#8230;] pois o tsarismo n\u00e3o s\u00f3 oprime econ\u00f3mica e politicamente estes 9\/10 da popula\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m a desmoraliza, humilha, desonra, prostitui, habituando-a a oprimir outros povos, habituando-a a encobrir a sua vergonha com frases hip\u00f3critas, pretensamente patri\u00f3ticas\u201d[iv]. Por isso afirmava que os revolucion\u00e1rios russos, oper\u00e1rios \u201cpenetrados pelo sentimento de orgulho nacional, queremos, aconte\u00e7a o que acontecer, uma Gr\u00e3-R\u00fassia livre e independente, aut\u00f3noma, democr\u00e1tica, republicana e orgulhosa, que assente as suas rela\u00e7\u00f5es com os vizinhos no princ\u00edpio humano da igualdade, e n\u00e3o no principio feudal do privil\u00e9gio, que humilha uma grande na\u00e7\u00e3o\u201d[v].<\/p>\n<p>E, \u00e9 pela unidade indissol\u00favel da luta socialista internacional e da luta nacional, da luta do proletariado e da luta das nacionalidades oprimidas que se pode afirmar que em \u201cnossos dias, s\u00f3 o proletariado defende a verdadeira liberdade das na\u00e7\u00f5es e a unidade dos oper\u00e1rios de todas as nacionalidades\u201d[vi]. E, \u00e9 por isso que \u00e9 \u201cnecess\u00e1ria a plena democracia, defendida pela classe oper\u00e1ria, para que as diferentes na\u00e7\u00f5es convivam ou se separem (quando isso mais lhes convenha) livre e pacificamente, formando diferentes Estados. Nada de privil\u00e9gios para nenhuma na\u00e7\u00e3o, para nenhum idioma! Nem a menor persegui\u00e7\u00e3o, nem a m\u00ednima injusti\u00e7a para com uma minoria nacional!: tais s\u00e3o os princ\u00edpios da democracia oper\u00e1ria\u201d[vii]. Por isso ele defendia como princ\u00edpio dos revolucion\u00e1rios do reconhecimento a cada na\u00e7\u00e3o do \u201cdireito de separar-se livremente e formar Estados independentes\u201d[viii]. Mais do que isso, \u201cS\u00f3 o reconhecimento pelo proletariado do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 separa\u00e7\u00e3o garante a plena solidariedade dos oper\u00e1rios das diferentes na\u00e7\u00f5es e permite uma aproxima\u00e7\u00e3o verdadeiramente democr\u00e1tica das na\u00e7\u00f5es\u201d[ix]. Mais ainda: que a \u201cnega\u00e7\u00e3o deste direito e a n\u00e3o adop\u00e7\u00e3o de medidas destinadas a garantir a sua realiza\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica equivalem a apoiar a pol\u00edtica de conquistas ou anexa\u00e7\u00f5es\u201d[x]. E, afirmava que para \u201ca revolu\u00e7\u00e3o do proletariado \u00e9 necess\u00e1ria uma longa educa\u00e7\u00e3o dos oper\u00e1rios no esp\u00edrito da mais plena igualdade e fraternidade nacionais\u201d[xi].<\/p>\n<p>Por todos os fatos acima, \u201cdo ponto de vista dos interesses precisamente do proletariado gr\u00e3o-russo, \u00e9 necess\u00e1ria uma longa educa\u00e7\u00e3o das massas no sentido da defesa mais decidida, consequente, corajosa e revolucion\u00e1ria da plena igualdade de direitos e do direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o de todas as na\u00e7\u00f5es oprimidas pelos gr\u00e3o-russos\u201d[xii].<\/p>\n<p>L\u00eanin se bateu permanentemente pela defesa do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, lutando contra a posi\u00e7\u00e3o dos poloneses e do grupo de Bukh\u00e1rine, Piatakov e Boch que se opunham \u00e0 mesma. Como ele dizia, j\u00e1 \u201cque existem res\u00edduos de quest\u00f5es n\u00e3o resolvidas pela revolu\u00e7\u00e3o burguesa, somos partid\u00e1rios de que elas se resolvam. Em face do movimento separatista somos indiferentes, neutrais. Se a Finl\u00e2ndia, se a Pol\u00f3nia e a Ucr\u00e2nia se separarem da R\u00fassia, n\u00e3o h\u00e1 nenhum mal nisso. Que mal pode haver? <em>Quem o afirmar \u00e9 um chauvinista<\/em>\u201d[xiii]. N\u00f3s comunistas somos sempre os que \u201cdizemos que as fronteiras se fixam por vontade da popula\u00e7\u00e3o\u201d[xiv].<\/p>\n<p>Lembra, no entanto L\u00eanin que \u201c\u00c9 inadmiss\u00edvel confundir a quest\u00e3o do direito das na\u00e7\u00f5es \u00e0 livre separa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o da conveni\u00eancia da separa\u00e7\u00e3o desta ou daquela na\u00e7\u00e3o neste ou naquele momento. O partido do proletariado dever\u00e1 resolver esta \u00faltima quest\u00e3o de modo absolutamente independente em cada caso particular, do ponto de vista dos interesses de todo o desenvolvimento social e dos interesses da luta de classe do proletariado pelo socialismo\u201d[xv]. Mas, o que L\u00eanin disse \u00e9 clar\u00edssimo: os revolucion\u00e1rios sempre, a qualquer tempo ou lugar, defende o direito das nacionalidades oprimidas \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o, <em>isto \u00e9 um princ\u00edpio<\/em>. A posi\u00e7\u00e3o em torno \u00e0 defesa da independ\u00eancia num poss\u00edvel processo de autodetermina\u00e7\u00e3o <em>\u00e9 um problema t\u00e1tico<\/em>. T\u00e1ticas variam, princ\u00edpios n\u00e3o. Logo, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel ser revolucion\u00e1rio sem defender o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional. Ser contra um referendo ou plebiscito que permita o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional \u00e9 ser contrarrevolucion\u00e1rio. Ao menos para L\u00eanin. Ser contra o referendo de independ\u00eancia na Crimeia ou no Leste da Ucr\u00e2nia \u00e9 ser contra um princ\u00edpio revolucion\u00e1rio, \u00e9 ser contrarrevolucion\u00e1rio. N\u00e3o \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para os fascistas do Svoboda, mas \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o para os revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m pode em s\u00e3 consci\u00eancia negar o fato que nas regi\u00f5es que se tornaram independentes ou na Crimeia anexada \u00e0 R\u00fassia os russos \u00e9tnicos s\u00e3o maioria. Ningu\u00e9m pode negar em s\u00e3 consci\u00eancia que, com mais de 60% de russos na Crimeia, com tropas russas ou n\u00e3o, no referendo haveria maioria esmagadora pr\u00f3-anexa\u00e7\u00e3o. Na verdade, a Crimeia s\u00f3 se tornou ucraniana por um ato burocr\u00e1tico de Nikita Kruschev, sendo o retorno da regi\u00e3o \u00e0 R\u00fassia apenas um ajuste dessa decis\u00e3o burocr\u00e1tica, onde se \u201cbrincou\u201d com a vida de milh\u00f5es. Tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 que se negar a pol\u00edtica do novo governo de Kiev e das fac\u00e7\u00f5es que o apoiam, em particular as mil\u00edcias fascistas do Pravy Sektor e do Svoboda, de opress\u00e3o \u00e0s minorias nacionais. Viraram o aparato estatal pouco democr\u00e1tico que j\u00e1 existia contra as minorias nacionais russas, contudo majorit\u00e1ria nessas regi\u00f5es. Negam o direito \u00e0 igualdade lingu\u00edstica e nacional aos ucranianos russ\u00f3fonos, oprimindo-os[xvi]. Logo, por princ\u00edpio, seguindo o que nos ensinou L\u00eanin, temos que ser favor\u00e1veis aos referendos. Qualquer coisa diferente disso \u00e9 ir contra um dos princ\u00edpios dos comunistas.<\/p>\n<p>Podem, contudo, alguns objetar que Lugansk e Donetsk se tornarem independentes \u00e9 devido a uma incita\u00e7\u00e3o pr\u00f3-russa. Na verdade, n\u00e3o \u00e9. O imperialismo russo nem est\u00e1 ajudando&#8230; pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 jogando pela rea\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica, para as elei\u00e7\u00f5es do dia 25 de maio e contra referendos de independ\u00eancia e a uma anexa\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia[xvii]. Sua pol\u00edtica \u00e9 uma finlandiza\u00e7\u00e3o pac\u00edfica da Ucr\u00e2nia. N\u00e3o quer \u00e9 \u00f3bvio que o movimento revolucion\u00e1rio no Leste e no Sul da Ucr\u00e2nia cres\u00e7a e avance com o movimento oper\u00e1rio, como tem feito, inclusive expropriando oligarcas locais, pois isto poderia se espalhar para a R\u00fassia e atingir os oligarcas que sustentam Putin. A pol\u00edtica de Putin e de Merkel era o governo de unidade nacional, mas os EUA e os fascistas impediram isso, por seus interesses pr\u00f3prios. S\u00f3 que n\u00e3o previam que iriam desatar um processo revolucion\u00e1rio na Ucr\u00e2nia Oriental. Hoje, dia 21 de maio, a Rep\u00fablica Popular de Donetsk anunciou a nacionaliza\u00e7\u00e3o de todas as propriedades dos oligarcas[xviii]! Uma revolu\u00e7\u00e3o antifascista que se converte pela necessidade do combate, cada vez mais, numa revolu\u00e7\u00e3o anticapitalista.<\/p>\n<p>Na verdade, desde os tempos da URSS a pol\u00edtica do setor governantes foi a manuten\u00e7\u00e3o das fronteiras europeias estabelecidas nos Acordos de Ialta (curiosamente localizada na Crimeia). Com o esfacelamento da URSS Moscou se tornou o basti\u00e3o contra o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, como se v\u00ea na Chech\u00eania. No caso da Oss\u00e9tia do Sul e da Abkh\u00e1sia que fizeram parte da Ge\u00f3rgia, o Kremlin s\u00f3 reconheceu a independ\u00eancia dessas rep\u00fablicas ap\u00f3s a Guerra dos Cinco Dias, depois de quase duas d\u00e9cadas que se tinham declarado independentes. Nunca prop\u00f4s a anexa\u00e7\u00e3o destas, pois poderia aumentar as tens\u00f5es no C\u00e1ucaso Norte. A Crimeia foi uma exce\u00e7\u00e3o, por seu papel central geopol\u00edtico e militar. Mas, ainda assim, essa era a vontade do povo, e como dizia L\u00e9nine, n\u00f3s comunistas \u201cdizemos que as fronteiras se fixam por vontade da popula\u00e7\u00e3o\u201d[xix].<\/p>\n<p>Para encerrar, \u00e9 preciso lembrar um dado importante: a URSS n\u00e3o existe mais. A opress\u00e3o nacional que se estabeleceu com o tempo dentro da URSS sobre a Ucr\u00e2nia n\u00e3o existe mais, o que n\u00e3o significa que n\u00e3o existe o imperialismo russo agindo sobre ela. Mas, a opress\u00e3o nacional que existe hoje \u00e9 dos ucranianos ocidentais contra os ucranianos orientais com maioria russa. Se a opress\u00e3o russa do passado sobre os ucranianos explica a raiva dos ucranianos ocidentais contra Moscou, n\u00e3o justifica a opress\u00e3o atual contra os russos da Ucr\u00e2nia oriental. E, frente a estas regi\u00f5es os revolucion\u00e1rios, concordando ou n\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o a se a independ\u00eancia \u00e9 a melhor ou pior pol\u00edtica, pois isto \u00e9 t\u00e1tico, n\u00e3o podem se furtar a apoiar o direito \u00e0 autodetermina\u00e7\u00e3o dessas minorias. Isto \u00e9 uma quest\u00e3o de princ\u00edpios. E, n\u00e3o h\u00e1 nada acima para os comunistas que princ\u00edpios.<\/p>\n<p><strong><\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong><strong><em>* Carlos Serrano Ferreira \u00e9 pesquisador do Laborat\u00f3rio de Estudos sobre Hegemonia e Contra-Hegemonia da UFRJ (LEHC-UFRJ) e militante do PCB-RJ. <\/em><\/strong><\/p>\n<hr width=\"33%\" size=\"1\" \/>\n<p>[i] L\u00e9nine, V.I. <em>Acerca do Orgulho Nacional dos Gr\u00e3o-Russos<\/em>. Publicado originalmente em 12 de Dezembro de 1914. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1914\/12\/12.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/www.marxists.org\/portugues\/lenin\/1914\/12\/12.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[ii] Idem.<\/p>\n<p>[iii] Idem.<\/p>\n<p>[iv] Idem.<\/p>\n<p>[v] Idem.<\/p>\n<p>[vi] L\u00e9nine, V.I. <em>A Classe Oper\u00e1ria e a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 10 de Maio de 1913. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1913\/05\/10.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1913\/05\/10.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[vii] Idem.<\/p>\n<p>[viii] L\u00e9nine, V.I. <em>Resolu\u00e7\u00e3o Sobre a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 16 (3) de Maio de 1917. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/16-02.htm\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/16-02.htm<\/a>.<\/p>\n<p>[ix] Idem.<\/p>\n<p>[x] Idem.<\/p>\n<p>[xi] L\u00e9nine, V.I. <em>Acerca do&#8230;<\/em> . Ver nota i.<\/p>\n<p>[xii] Idem.<\/p>\n<p>[xiii] L\u00e9nine, V.I. <em>Discurso Sobre a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 29 de Abril (12 de Maio) de 1917. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/12-01.htm#r4\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/12-01.htm#r4<\/a>. Grifos nossos.<\/p>\n<p>[xiv] Idem.<\/p>\n<p>[xv] L\u00e9nine, V.I. <em>Resolu\u00e7\u00e3o<\/em>&#8230; . Ver nota viii.<\/p>\n<p>[xvi] Sobre a a\u00e7\u00e3o fascista ver meu artigo <em>Ucr\u00e2nia: um balan\u00e7o de dois meses do golpe \u2013 Parte I: A ascens\u00e3o fascista<\/em>, de 8 de maio, onde trato da ascens\u00e3o do fascismo dispon\u00edvel entre outros sites em <em>Di\u00e1rio Liberdade<\/em> (<a href=\"http:\/\/www.diarioliberdade.org\/opiniom\/opiniom-propia\/48291-ucr%C3%A2nia-um-balan%C3%A7o-de-dois-meses-do-golpe-%E2%80%93-parte-i.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diarioliberdade.org\/opiniom\/opiniom-propia\/48291-ucr%C3%A2nia-um-balan%C3%A7o-de-dois-meses-do-golpe-%E2%80%93-parte-i.html<\/a>).<\/p>\n<p>[xvii] Traynor, I.; Walker, S.; Salem, H.; Lewis, P. \u201cPutin says eastern Ukraine referendum on autonomy should be postponed\u201d. <em>The Guardian<\/em>, 8 de maio 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2014\/may\/07\/ukraine-crisis-putin-referendum-autonomy-postponed?CMP=twt_gu\" target=\"_blank\">http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2014\/may\/07\/ukraine-crisis-putin-referendum-autonomy-postponed?CMP=twt_gu<\/a>.<\/p>\n<p>[xviii] <a href=\"http:\/\/5dias.net\" target=\"_blank\">5dias.net<\/a>. <em>Revolu\u00e7\u00e3o Social em Donetsk. Rep\u00fablica, Oligarcas e Oper\u00e1rios<\/em>. 21 de maio de 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/5dias.wordpress.com\/2014\/05\/21\/revolucao-social-em-donetsk-republica-oligarcas-e-operarios\/\" target=\"_blank\">http:\/\/5dias.wordpress.com\/2014\/05\/21\/revolucao-social-em-donetsk-republica-oligarcas-e-operarios\/<\/a>.<\/p>\n<p>[xix] L\u00e9nine, V.I. <em>Discurso Sobre&#8230; . <\/em>Ver nota XIII.<\/p>\n<p>[xii] Idem.<\/p>\n<p>[xiii] L\u00e9nine, V.I. <em>Discurso Sobre a Quest\u00e3o Nacional<\/em>. Publicado originalmente em 29 de Abril (12 de Maio) de 1917. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/12-01.htm#r4\" target=\"_blank\">http:\/\/marxists.org\/portugues\/lenin\/1917\/05\/12-01.htm#r4<\/a>. Grifos nossos.<\/p>\n<p>[xiv] Idem.<\/p>\n<p>[xv] L\u00e9nine, V.I. <em>Resolu\u00e7\u00e3o<\/em>&#8230; . Ver nota viii.<\/p>\n<p>[xvi] Sobre a a\u00e7\u00e3o fascista ver meu artigo <em>Ucr\u00e2nia: um balan\u00e7o de dois meses do golpe \u2013 Parte I: A ascens\u00e3o fascista<\/em>, de 8 de maio, onde trato da ascens\u00e3o do fascismo dispon\u00edvel entre outros sites em <em>Di\u00e1rio Liberdade<\/em> (<a href=\"http:\/\/www.diarioliberdade.org\/opiniom\/opiniom-propia\/48291-ucr%C3%A2nia-um-balan%C3%A7o-de-dois-meses-do-golpe-%E2%80%93-parte-i.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.diarioliberdade.org\/opiniom\/opiniom-propia\/48291-ucr%C3%A2nia-um-balan%C3%A7o-de-dois-meses-do-golpe-%E2%80%93-parte-i.html<\/a>).<\/p>\n<p>[xvii] Traynor, I.; Walker, S.; Salem, H.; Lewis, P. \u201cPutin says eastern Ukraine referendum on autonomy should be postponed\u201d. <em>The Guardian<\/em>, 8 de maio 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2014\/may\/07\/ukraine-crisis-putin-referendum-autonomy-postponed?CMP=twt_gu\" target=\"_blank\">http:\/\/www.theguardian.com\/world\/2014\/may\/07\/ukraine-crisis-putin-referendum-autonomy-postponed?CMP=twt_gu<\/a>.<\/p>\n<p>[xviii] <a href=\"http:\/\/5dias.net\" target=\"_blank\">5dias.net<\/a>. <em>Revolu\u00e7\u00e3o Social em Donetsk. Rep\u00fablica, Oligarcas e Oper\u00e1rios<\/em>. 21 de maio de 2014. Dispon\u00edvel em: <a href=\"http:\/\/5dias.wordpress.com\/2014\/05\/21\/revolucao-social-em-donetsk-republica-oligarcas-e-operarios\/\" target=\"_blank\">http:\/\/5dias.wordpress.com\/2014\/05\/21\/revolucao-social-em-donetsk-republica-oligarcas-e-operarios\/<\/a>.<\/p>\n<p>[xix] L\u00e9nine, V.I. <em>Discurso Sobre&#8230; . <\/em>Ver nota XIII.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nCarlos Serrano Ferreira *\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6279\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2},"jetpack_post_was_ever_published":false},"categories":[125],"tags":[],"class_list":["post-6279","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c138-ucrania"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Dh","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6279","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6279"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6279\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6279"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6279"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6279"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}