{"id":6302,"date":"2014-06-07T17:02:52","date_gmt":"2014-06-07T17:02:52","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6302"},"modified":"2014-06-07T17:02:52","modified_gmt":"2014-06-07T17:02:52","slug":"pcb-presente-na-comemoracao-dos-50-anos-das-farc-ep-na-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6302","title":{"rendered":"PCB presente na comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos das FARC-EP na Venezuela"},"content":{"rendered":"\n<p>Como parte do firme compromisso do PCB com o internacionalismo prolet\u00e1rio e a solidariedade internacional com os povos que lutam contra o imperialismo e a barb\u00e1rie capitalista, nosso partido participou da atividade de comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos de funda\u00e7\u00e3o das FARC-EP, Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia \u2013 Ejercito del Pueblo, realizada em Caracas.<\/p>\n<p>Foi uma atividade de solidariedade cheia, emocionante e muito importante politicamente, pelo papel chave que joga hoje o conflito colombiano no cen\u00e1rio politico latinoamericano. Hoje o futuro da Am\u00e9rica Latina est\u00e1 sendo jogado na luta do povo colombiano e venezuelano contra as oligarquias locais e o imperialismo e nos di\u00e1logos de paz entre as FARC-EP e o governo colombiano em Havana. Assim, foi importante que, desde a Venezuela, desde um teatro e uma pra\u00e7a publica de Caracas lotados de lutadores sociais de v\u00e1rios pa\u00edses pud\u00e9ssemos mostrar ao mundo inteiro aquilo que o mesmo Estado terrorista, fascista e paramilitarista da Col\u00f4mbia foi obrigado em reconhecer, que as FARC n\u00e3o s\u00e3o nenhuma organiza\u00e7\u00e3o terrorista mas sim uma for\u00e7a politica encarnada no povo colombiano que defende um projeto politico do qual nos sentimos parte, projeto da classe trabalhadora colombiana contra os interesses olig\u00e1rquicos e imperialistas.<\/p>\n<p>A atividade se desenvolveu em v\u00e1rios momentos ao longo do dia, entre o Teatro Cantaclaro, na sede do Partido Comunista de Venezuela, um dos principais organizadores da atividade junto com o Movimento Continental Bolivariano, e o 23 de Enero, conjunto de favelas basti\u00e3o da revolu\u00e7\u00e3o, de onde desceu em 2002 o povo a resgatar Ch\u00e1vez e derrotar o golpe de estado. A celebra\u00e7\u00e3o come\u00e7ou no Teatro Cantaclaro com uma apresenta\u00e7\u00e3o fotogr\u00e1fica e de v\u00eddeos em que p\u00f4de-se dar a conhecer a hist\u00f3ria e o trabalho politico das FARC ao longo desses 50 anos. \u00c0 continua\u00e7\u00e3o, se realizou um ato pol\u00edtico, no mesmo teatro lotado, com a interven\u00e7\u00e3o de varias organiza\u00e7\u00f5es politicas venezuelanas e de outros pa\u00edses, entre outras a do nosso partido que reportamos abaixo, com uma linha politica unificada de apoio firme \u00e0 insurg\u00eancia, a sua forma de luta e ao projeto politico por esta defendido, assim como de cr\u00edtica forte ao reformismo e \u00e0 aquela esquerda que de forma irrespons\u00e1vel pede \u00e0s FARC que deponha as armas.<\/p>\n<p>No mesmo ato houve a participa\u00e7\u00e3o em videoconfer\u00eancia (<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FMYrYZoLPaE&amp;feature=share&amp;list=PL4BUlQBKuHemBgA5JEUAimjdyGknZDO04\" target=\"_blank\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=FMYrYZoLPaE&amp;feature=share&amp;list=PL4BUlQBKuHemBgA5JEUAimjdyGknZDO04<\/a>) da comand\u00e2ncia das FARC atrav\u00e9s de seu Comandante e chefe da delega\u00e7\u00e3o de Paz, Ivan Marquez, que saudou a emocionante atividade que est\u00e1vamos realizando em Caracas e enviou uma mensagem sobre o atual momento hist\u00f3rico que se vive hoje em Col\u00f4mbia. O Comandante Marquez destacou a import\u00e2ncia desse atual momento onde as FARC e o povo colombiano est\u00e3o travando a batalha decisiva e mais importante dos \u00faltimos 50 anos, chamando a unidade dessas for\u00e7as para integrar uma frente ampla e um s\u00f3lido bloco de poder que permita exercer o direito de ser governo. Sobre os di\u00e1logos de paz em Havana, relatou que as bandeiras radicais contra a injusti\u00e7a se mantem vivas e fortalecidas pelo forte movimento popular que enche hoje as ruas colombianas. Tamb\u00e9m que estamos frente a uma disjuntiva, que antes a situa\u00e7\u00e3o de crise em todo os n\u00edveis que vive hoje Col\u00f4mbia, ou se produzir\u00e1 a consolida\u00e7\u00e3o do regime fascista e de suas pol\u00edticas neoliberais ou entraremos num processo constituinte capaz de produzir uma for\u00e7a social para uma transforma\u00e7\u00e3o radical da Col\u00f4mbia. Sinalizou a necessidade de lutar por uma Assembleia constituinte como condi\u00e7\u00e3o para refundar o Estado colombiano mas ao mesmo tempo destacou um elemento importante, que manda um recado \u00e0quelas for\u00e7as politicas presas a uma f\u00e9 nas constitui\u00e7\u00f5es, nas leis e as reformas politico-jur\u00eddicas do Estado burgu\u00eas: \u201cnossa vis\u00e3o de pais n\u00e3o est\u00e1 limitada a uma nova Constitui\u00e7\u00e3o\u201d, assinalou Marquez, e chamou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um processo constituinte que n\u00e3o termine nos marcos da Assembleia mas que encontre nela um lugar para potencializar o bloco de poder revolucion\u00e1rio e levar a luta a um outro patamar, num contexto caracterizado pela continuidade do conflito e do antagonismo de classe. Essas reflex\u00f5es limpam o terreno de vis\u00f5es oportunistas sobre a paz que utilizam esse termo com fins eleitorais e nos lembram que s\u00f3 conseguiremos a paz com a extin\u00e7\u00e3o das classes, o que sup\u00f5e muita luta e enfrentamento dos trabalhadores ao poder burgu\u00eas. Finalmente o Comandante Marquez apresentou a plataforma program\u00e1tica que as FARC foram construindo junto com as diferentes organiza\u00e7\u00f5es populares colombianas: 1) democratiza\u00e7\u00e3o real e participa\u00e7\u00e3o na vida social; 2) reestrutura\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica do Estado; 3) desmilitariza\u00e7\u00e3o da vida social; 4) desmonte dos poderes mafiosos e das estruturas narcoparamilitares; 5) justi\u00e7a para a paz e materializa\u00e7\u00e3o dos direitos das vitimas do conflito; 6) desprivatiza\u00e7\u00e3o e desmercantiliza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4mico-sociais; 7) recupera\u00e7\u00e3o socioambiental dos recursos naturais e reapropia\u00e7\u00e3o social dos bens comuns; 8) reorganiza\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica dos territ\u00f3rios urbanos e rurais; 9) novo modelo econ\u00f4mico e instrumentos de dire\u00e7\u00e3o da economia para o bem-estar e bom viver; 10) reestabelecimento da soberania e integra\u00e7\u00e3o da Nuestra America.<\/p>\n<p>Sucessivamente, a atividade teve continuidade numa pra\u00e7a publica no 23 de Enero, num clima de festa, com a apresenta\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios grupos musicais e a participa\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios coletivos e organiza\u00e7\u00f5es populares das favelas que foram e s\u00e3o ainda hoje chave para a consolida\u00e7\u00e3o de um poder popular revolucion\u00e1rio e comprometido com a radicaliza\u00e7\u00e3o do processo venezuelano para a transi\u00e7\u00e3o ao socialismo: entre outras, lembramos algumas dessas organiza\u00e7\u00f5es como o Movimento Tupamaru, o Coletivo Alexis Vive, o Coletivo Fabricio Ojeda, a Coordenadora Simon Bolivar, a Radio \u201cAl son del 23\u201d com as quais nosso partido estabeleceu \u00f3timas rela\u00e7\u00f5es de solidariedade. Fomos j\u00e1 convidados duas vezes em programas de r\u00e1dio da \u201cAl son del 23\u201d e em um cine-forum e esperamos manter e fortalecer nossos la\u00e7os de solidariedade com todas essas organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias do povo venezuelano e colombiano com as quais, hoje mais do que nunca, precisamos refor\u00e7ar nossa a\u00e7\u00e3o internacionalista.<\/p>\n<p>Interven\u00e7\u00e3o do PCB no ato pol\u00edtico<\/p>\n<p>Companheiros presentes, lutadores sociais e militantes das diferentes organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias recebam um forte, c\u00e1lido e solid\u00e1rio saludo de parte do Partido Comunista Brasileiro. \u00c9 para n\u00f3s um grande orgulho participar desse importante ato de comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia \u2013 Ejercito del Pueblo. O que celebramos hoje s\u00e3o os 50 anos de luta heroica do povo colombiano, 50 anos de uma guerrilha encarnada em seu povo e com um claro projeto pol\u00edtico, projeto do qual nos sentimos parte, o da supera\u00e7\u00e3o de toda forma de explora\u00e7\u00e3o humana e opress\u00e3o e a constru\u00e7\u00e3o do socialismo, a supera\u00e7\u00e3o da ordem capitalista que na Col\u00f4mbia assume as facetas mais fascistas e barbaras.<\/p>\n<p>N\u00e3o quero me estender em minhas palavras, pois gostaria de ler uma mensagem do nosso Secret\u00e1rio Geral do Partido Comunista Brasileiro, assim como membro da Presid\u00eancia Coletiva do Movimiento Continental Bolivariano, Ivan Pinheiro:<\/p>\n<p>Viva o cinquenten\u00e1rio das FARC-EP<\/p>\n<p>As comemora\u00e7\u00f5es pelo anivers\u00e1rio de 50 anos das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia \u2013Ex\u00e9rcito do Povo (FARC-EP) coincidem com um momento em que ocorrem os Di\u00e1logos de Havana, em que a insurg\u00eancia e o governo colombiano buscam caminhos para uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica para o conflito militar e social que marca esse pa\u00eds desde muito antes da constitui\u00e7\u00e3o formal da guerrilha.<\/p>\n<p>Surgiu como consequ\u00eancia da necessidade, muitos anos antes, que os camponeses colombianos tiveram de criar organiza\u00e7\u00f5es de autodefesa armada, para enfrentar a viol\u00eancia dos latifundi\u00e1rios e da oligarquia colombiana na defesa de suas fam\u00edlias, seus lares e suas pequenas lavouras que garantiam o seu sustento. Surgiu na esteira do assassinato do l\u00edder da luta contra os conservadores,o liberal Jorge Eli\u00e9zer Gait\u00e1n e a consequente grande revolta popular que ficou conhecida como El Bogotazo, em 1948.<\/p>\n<p>Na primeira d\u00e9cada do presente s\u00e9culo, o imperialismo e a oligarquia a seu servi\u00e7o coincidiram em montar contra as FARC um aparato militar sem precedentes em nosso continente. Haviam resolvido exterminar a insurg\u00eancia a qualquer custo e fazer da Col\u00f4mbia um bunker militar na regi\u00e3o, para exercer papel semelhante ao que Israel desempenha no Oriente M\u00e9dio e seu entorno.<\/p>\n<p>As For\u00e7as Armadas colombianas chegaram a um contingente de 400 mil efetivos; os Estados Unidos instalaram sete bases militares no pa\u00eds e o transformaram num dos principais destinos da \u201cajuda militar\u201d norte-americana. O estado terrorista colombiano criou e armou bandos paramilitares, assessorou-se de agentes da Cia e do Mossad. Foram assassinados centenas de militantes dos movimentos sociais, expulsos de suas terras dezenas de milhares de camponeses. At\u00e9 hoje, s\u00e3o mantidos 9.500 presos pol\u00edticos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Mas esse macabro plano do imperialismo fracassou. As FARC sobreviveram. Apesar de algumas perdas significativas, como a morte natural do Comandante Manuel Marulanda V\u00e9lez, o covarde assassinato de Raul Reys e as perdas em combate dos comandantes Jacobo Arenas, Ivan Rios, Alfonso Cano, Jorge Brice\u00f1o e de centenas de heroicos guerrilheiros e guerrilheiras, a insurg\u00eancia n\u00e3o se abateu. Resistiu de forma organizada e imp\u00f4s duras baixas aos inimigos, mostrando se tratar de uma organiza\u00e7\u00e3o enraizada na massa, firme ideologicamente e com dire\u00e7\u00e3o pol\u00edtica coletiva. Entre perdas e ganhos em duras batalhas, mant\u00e9m-se invicta na guerra.<\/p>\n<p>O fato de o estado colombiano procurar sentar-se \u00e0 mesa, em Havana, com uma delega\u00e7\u00e3o oficial das FARC significa o reconhecimento de sua for\u00e7a e da impossibilidade de resolver o conflito pela via militar. Em toda a hist\u00f3ria \u2013 e o Vietn\u00e3 \u00e9 o maior exemplo \u2013 o imperialismo e a burguesia s\u00f3 negociam com os que n\u00e3o se deixam derrotar.<\/p>\n<p>Com o advento dos di\u00e1logos, as FARC se transformaram em porta-voz da pauta dos trabalhadores e prolet\u00e1rios colombianos, o que contribuiu para o ressurgimento e crescimento do movimento de massas mais expressivo da hist\u00f3ria da Col\u00f4mbia, qui\u00e7\u00e1 da Am\u00e9rica Latina. O imperialismo e as oligarquias colombianas, ao que parece, fizeram um c\u00e1lculo errado, achando que a guerrilha estava derrotada e a ponto de depor suas armas. Achavam que conseguiriam uma paz r\u00e1pida e sem custos sociais, econ\u00f4micos e pol\u00edticos. E que depois exterminariam os insurgentes e militantes pol\u00edticos e sociais, como fizeram nos anos 80, no genoc\u00eddio da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, quando o estado burgu\u00eas traiu o acordo de paz que havia firmado.<\/p>\n<p>A vit\u00f3ria do povo colombiano, no rumo ao socialismo, n\u00e3o depende do resultado eleitoral deste dia 25 de maio, mas da manuten\u00e7\u00e3o da capacidade de resist\u00eancia das guerrilhas e da organiza\u00e7\u00e3o e do protagonismo das massas populares.<\/p>\n<p>O PCB tem militado no apoio internacionalista \u00e0 luta do povo colombiano, por entender que nesse pa\u00eds se joga uma batalha decisiva contra o imperialismo e pelo futuro da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Ivan Pinheiro<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio Geral do PCB (Partido Comunista Brasileiro) e membro da Presid\u00eancia Coletiva do MCB (Movimento Continental Bolivariano)<\/p>\n<p>Para terminar, queria ler um poema de outro heroico guerrilheiro e poeta salvadorenho, Roque Dalton; um poema que gostar\u00edamos dedicar a todos os heroicos guerrilheiros e lutadores sociais que ca\u00edram nesses 50 anos de luta contra o Estado terrorista colombiano e para a constru\u00e7\u00e3o de uma nova sociedade. Sabemos que suas mortes n\u00e3o foram em v\u00e3o e que seu exemplo de luta refloresce todos os dias nos milhares de combatentes que hoje enchem as ruas e as montanhas da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>El Descanso Del Guerrero<\/p>\n<p>Los muertos est\u00e1n cada d\u00eda m\u00e1s ind\u00f3ciles.<\/p>\n<p>Antes era f\u00e1cil con ellos:<\/p>\n<p>les d\u00e1bamos un cuello duro una flor<\/p>\n<p>lo\u00e1bamos sus nombres en una larga lista:<\/p>\n<p>que los recintos de la patria<\/p>\n<p>que las sombras notables<\/p>\n<p>que el m\u00e1rmol monstruoso.<\/p>\n<p>El cad\u00e1ver firmaba en pos de la memoria:<\/p>\n<p>iba de nuevo a filas<\/p>\n<p>y marchaba al comp\u00e1s de nuestra vieja m\u00fasica.<\/p>\n<p>Pero qu\u00e9 va<\/p>\n<p>los muertos<\/p>\n<p>son otros desde entonces.<\/p>\n<p>Hoy se ponen ir\u00f3nicos<\/p>\n<p>preguntan.<\/p>\n<p>Me parece que caen en la cuenta<\/p>\n<p>de ser cada vez m\u00e1s la mayor\u00eda.<\/p>\n<p>Companheiros combatentes ca\u00eddos na luta\u2026. presentes, presentes\u2026 <a name=\"0.2__GoBack\"><\/a>agora e sempre!!!<\/p>\n<p>Que Viva a heroica luta do povo colombiano!!! Que Viva os 50 anos das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia!!!<\/p>\n<p>*Stefano Motta \u00e9 militante do PCB do Rio de Janeiro<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nStefano Motta*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6302\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-6302","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1DE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6302"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6302\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}