{"id":6317,"date":"2014-06-10T21:14:51","date_gmt":"2014-06-10T21:14:51","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6317"},"modified":"2014-06-10T21:14:51","modified_gmt":"2014-06-10T21:14:51","slug":"colombia-posicao-das-farc-sobre-o-segundo-turno-das-eleicoes-colombianas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6317","title":{"rendered":"Col\u00f4mbia: posi\u00e7\u00e3o das FARC sobre o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es colombianas"},"content":{"rendered":"\n<p>\u201c<em><strong>N\u00e3o se trata de escolher entre a guerra representada por Zuluaga e a paz encarnada por Santos. \u00c9 claro que qualquer dos dois significar\u00e1 a guerra \u201d.<\/strong><\/em><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/pazfarc-ep.org\/index.php\/articulos\/opinion\/timoleon-jimenez.html\" target=\"_blank\">Timoshenko<\/a><\/p>\n<p>No domingo, dia 15 de junho, ocorrer\u00e1 o segundo turno das elei\u00e7\u00f5es para Presid\u00eancia da Rep\u00fablica, que se definir\u00e1 entre o candidato do Centro Democr\u00e1tico, Oscar Iv\u00e1n Zuluaga, e o candidato da Unidade Nacional, o atual Presidente Juan Manuel Santos. Diversos meios de comunica\u00e7\u00e3o e analistas concordam que nesse dia os colombianos se encarregar\u00e3o de escolher entre a guerra e a paz.<\/p>\n<p>Em grande medida, tal afirma\u00e7\u00e3o tem origem nas palavras pronunciadas pelo Presidente Santos, ante seus seguidores, uma vez que teve conhecimento dos resultados desfavor\u00e1veis no primeiro turno. Com um tom en\u00e9rgico, anunciou que a campanha iniciada a partir desse momento aconteceria entre aqueles que se empenhavam em continuar a guerra e os que apostavam na paz. Desde ent\u00e3o, comentaristas e imprensa come\u00e7aram a difus\u00e3o da matriz midi\u00e1tica, segundo a qual o que ser\u00e1 definido nas urnas \u00e9, nem mais nem menos, a continuidade ou n\u00e3o do processo de di\u00e1logos que ocorre atualmente em Havana.<\/p>\n<p><strong>Falso plebiscito<\/strong><\/p>\n<p>Da\u00ed a disputa eleitoral, a celebrar-se em 15 de junho, ter adquirido o car\u00e1ter de um plebiscito, que definir\u00e1 se a maioria dos colombianos prefere a continuidade do conflito armado, neste caso representado pelo candidato Zuluaga, ou o seu breve t\u00e9rmino, por conta da reelei\u00e7\u00e3o de Santos. Achamos conveniente advertir que tal escolha n\u00e3o corresponde \u00e0 verdade. O plebiscito mencionado n\u00e3o \u00e9 mais que uma farsa, um cen\u00e1rio midi\u00e1tico que pretende transferir \u00e0 imensa maioria de colombianos, a responsabilidade de uma guerra da qual os \u00fanicos respons\u00e1veis s\u00e3o as duas fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas olig\u00e1rquicas e violentas que disputam hoje o controle do Estado na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><strong>A diferen\u00e7a \tentre Santos e Zuluaga<\/strong><\/p>\n<p>Basta recordar que o Presidente Santos foi o principal Ministro do segundo governo de \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez, que foi ele quem anunciou orgulhosamente ao pa\u00eds o ataque de 8 de mar\u00e7o de 2008, em Sucumb\u00edos, que n\u00e3o pode fugir de sua responsabilidade pelos crimes conden\u00e1veis denominados falsos positivos, que foi ele quem, no momento de comunicar a morte do Comandante Jorge Brice\u00f1o, ordenou furioso a rendi\u00e7\u00e3o e entrega das FARC, que foi ele quem ordenou o assassinato do Comandante Alfonso Cano enquanto trocavam mensagens sobre um poss\u00edvel processo de conversa\u00e7\u00e3o, e que, inclusive, reconheceu ter chorado de felicidade ao receber a not\u00edcia. Mal pode apresentar-se como o homem da paz.<\/p>\n<p>Inclusive, poder\u00edamos ir mais longe. Seu atual chefe de campanha, C\u00e9sar Gaviria Trujillo, o Presidente que submeteu o pa\u00eds \u00e0s pol\u00edticas neoliberais impostas pelas entidades multilaterais de cr\u00e9dito, o mesmo que p\u00f4s fim ao processo da Casa Verde com um ataque trai\u00e7oeiro, o mesmo personagem que colocou fim \u00e0s conversa\u00e7\u00f5es de paz de Tlaxcala com o conjunto da Coordenadoria Guerrilheira Sim\u00f3n Bol\u00edvar, o mandat\u00e1rio que decretou a guerra integral, pensando colocar fim \u00e0 exist\u00eancia das guerrilhas na Col\u00f4mbia em um ano e meio, designou Juan Manuel Santos como seu Ministro de Com\u00e9rcio Exterior, para que fosse ele quem come\u00e7asse a concretizar e implantar a chamada abertura econ\u00f4mica, entregando ao capital estrangeiro grande parte do patrim\u00f4nio nacional e retirando dos trabalhadores suas conquistas de quase um s\u00e9culo de lutas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m lembramos Juan Manuel Santos como Ministro da Fazenda do governo de Andr\u00e9s Pastrana, anunciando ao povo colombiano um longo per\u00edodo de suor e l\u00e1grimas, no momento em que destinava bilh\u00f5es de pesos do tesouro p\u00fablico para salvar o setor financeiro mergulhado na crise gerada por sua pr\u00f3pria corrup\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 de agora que o pa\u00eds conhece Juan Manuel Santos como agente do capital transnacional e importante funcion\u00e1rio de governos belicistas. Ele desempenhou importante papel em todas as \u00faltimas administra\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de car\u00e1ter nacional, sejam eles conservadores, liberais ou uribistas, sempre desfrutando das benesses do poder, servindo aos interesses das classes mais poderosas, e desprezando e reprimindo os setores populares afetados por essas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>As contradi\u00e7\u00f5es de Juan Manuel Santos e o ex-Presidente Uribe n\u00e3o s\u00e3o da profundidade apresentada. Os dois guardam identidade e fidelidade absoluta com o neoliberalismo econ\u00f4mico e a doutrina de guerra dominante, inclinam suas cabe\u00e7as e servem com devo\u00e7\u00e3o aos interesses econ\u00f4micos e pol\u00edticos da Am\u00e9rica do Norte, experimentam igual repugn\u00e2ncia para os processos democratizantes e renovadores que ocorrem em v\u00e1rios pa\u00edses sul-americanos e, sobretudo, conferem o mesmo tratamento violento \u00e0s aspira\u00e7\u00f5es das grandes maiorias marginalizadas do pa\u00eds. Os dois representam poderosos setores do capital e da terra.<\/p>\n<p>O que os diferencia \u00e9 o enfoque com que assumem a realidade do conflito interno colombiano, pois, enquanto o primeiro deles, hoje magistralmente interpretado por seu candidato Oscar Iv\u00e1n Zuluaga, decididamente opta pela intoler\u00e2ncia absoluta e a solu\u00e7\u00e3o exclusiva pela for\u00e7a, o segundo aposta, primeiramente, em conseguir a rendi\u00e7\u00e3o da insurg\u00eancia na Mesa de Havana, reservando-se paralelamente o direito de esmag\u00e1-la pela for\u00e7a. As posi\u00e7\u00f5es do uribismo, radicalmente sect\u00e1rias na defesa dos setores econ\u00f4micos e pol\u00edticos relacionados com o paramilitarismo, assim como na intangibilidade dos setores militaristas mais cruelmente comprometidos com a viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos, o conduziram a travar uma luta acirrada com o governo de Juan Manuel Santos, precisando enfrentar as press\u00f5es do grupo pecuarista e dos empres\u00e1rios agroindustriais benefici\u00e1rios da viol\u00eancia.<\/p>\n<p>O fato de Oscar Iv\u00e1n Zuluaga n\u00e3o se importar em aparecer como defensor da guerra, n\u00e3o faz de Juan Manuel Santos um homem da paz. Assim como seu rival na disputa eleitoral, Santos menospreza qualquer reforma de amplo conte\u00fado democr\u00e1tico ou que implique na menor mudan\u00e7a na desigual distribui\u00e7\u00e3o da terra e da riqueza no pa\u00eds. Em sua recente campanha, preocupou-se em tranquilizar os setores poderosos, esclarecendo que nenhum de seus privil\u00e9gios ou interesses estava em risco na Mesa de Havana, com a mesma \u00eanfase com que procurou convencer as for\u00e7as armadas e setores militaristas de que nem um s\u00f3 peso do or\u00e7amento militar, do gasto de guerra, das aquisi\u00e7\u00f5es planejadas ou compromissos adquiridos, nem sequer o contingente ou os planos de investimento sofreriam a menor altera\u00e7\u00e3o na eventual assinatura final de um acordo com as FARC em Havana. \u00c9 claro que a paz, para os setores que representa, implica necessariamente que tudo continue igual. Que n\u00e3o se toquem nas causas que originaram o confronto do \u00faltimo meio s\u00e9culo na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Enquanto o Presidente Santos corria o pa\u00eds tranquilizando os donos da fortuna e as camadas benefici\u00e1rias da guerra, n\u00e3o escutamos uma s\u00f3 palavra de seus l\u00e1bios que significasse algum est\u00edmulo esperan\u00e7oso ou que tivesse a aptid\u00e3o de inspirar confian\u00e7a nos setores populares afetados pelas pol\u00edticas de seu governo. Se esteve em Buenaventura foi para dar prosseguimento a seus conhecidos an\u00fancios de mais oferta de trabalho, que garanta de modo absoluto as opera\u00e7\u00f5es do lucrativo setor portu\u00e1rio ligado ao grande com\u00e9rcio exterior. Nada para as negritudes miser\u00e1veis ou os pescadores assediados pela viol\u00eancia atroz que os removem das \u00e1reas da cidade, onde se projeta a amplia\u00e7\u00e3o das atividades exportadoras. Com posi\u00e7\u00e3o id\u00eantica no resto do pa\u00eds, era l\u00f3gico que a vota\u00e7\u00e3o a seu favor ficaria seriamente prejudicada.<\/p>\n<p><strong>Ningu\u00e9m ganhou<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o se pode dizer que Oscar Iv\u00e1n Zuluaga ganhou. Simplemente, como benefici\u00e1rio da m\u00e1quina de terror do uribismo, da decad\u00eancia moral de seus apoiadores pol\u00edticos e de toda a podrid\u00e3o alimentada pelos oito anos cont\u00ednuos de governo de seu mentor, ocupou o primeiro lugar nas vota\u00e7\u00f5es, como consequ\u00eancia do extraordin\u00e1rio desprest\u00edgio do governo de Juan Manuel Santos, que n\u00e3o foi isento do clientelismo, da marmelada e da corrup\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do regime pol\u00edtico colombiano. O elevado \u00edndice de absten\u00e7\u00e3o, ao qual cabe somar tamb\u00e9m o voto em branco, coloca em voga a ilegitimidade, a descren\u00e7a e a falta de apoio real por parte do povo colombiano a todos os candidatos oficiais.<\/p>\n<p>Nessas condi\u00e7\u00f5es, \u00e9 preciso dizer, cabe destacar e valorizar a vota\u00e7\u00e3o obtida pela esquerda, representada pela alian\u00e7a entre o Polo Democr\u00e1tico e a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica. N\u00e3o cabe d\u00favida que as duas mulheres que postularam seu nome \u00e0 Presid\u00eancia e \u00e0 Vice-Presid\u00eancia capitalizaram, em meio \u00e0 putrefa\u00e7\u00e3o do regime eleitoral e do debate pol\u00edtico, uma poderosa corrente de opini\u00e3o independente, consciente, limpa e livre. Ningu\u00e9m que tenha escolhido votar nessa op\u00e7\u00e3o o fez movido pela ambi\u00e7\u00e3o pessoal ou pela esperan\u00e7a de regalias. Num pa\u00eds insuflado diariamente pelo \u00f3dio e pela polariza\u00e7\u00e3o promovidos pela ultradireita, adquire um enorme valor o posicionamento dessa reserva moral e pol\u00edtica de corte autenticamente popular. Pode ser que sua pureza moral se mantenha intacta ante os cantos da sereia de C\u00e9sar Gaviria.<\/p>\n<p>Marta Luc\u00eda Ram\u00edrez, candidata oficial do Partido Conservador, coloca abertamente em evid\u00eancia o car\u00e1ter oportunista e negociador de sua corrente pol\u00edtica. Seu apoio pode ir para qualquer um dos dois candidatos finalistas, o qual depender\u00e1 t\u00e3o somente das garantias e regalias econ\u00f4micas e pol\u00edticas oferecidas por cada um. \u00c9 a velha t\u00e1tica de seu partido, corrupto e alheio a qualquer princ\u00edpio, gra\u00e7as a qual prosperou em todos os \u00faltimos governos. Sua virtude est\u00e1 \u00e0 venda pelo melhor pre\u00e7o e isso basta para faz\u00ea-la ainda pior que qualquer deles. Nem sequer vale a pena falar de Pe\u00f1alosa. O arquip\u00e9lago que o rodeou j\u00e1 come\u00e7ou sua dispers\u00e3o.<\/p>\n<ul>\n<li>\n<p><strong>O verdadeiro dilema e as op\u00e7\u00f5es \tno segundo turno<\/strong><\/p>\n<\/li>\n<\/ul>\n<p>Assim que os colombianos, sim, estamos diante de um verdadeiro dilema. Por\u00e9m, n\u00e3o o de escolher entre a guerra representada por Oscar Iv\u00e1n Zuluaga e a paz encarnada por Juan Manuel Santos. \u00c9 claro que qualquer um deles dois significar\u00e1 a guerra. Com Zuluaga \u00e9 evidente o assunto. Para julgar Santos basta observar sua insist\u00eancia de que n\u00e3o pactuar\u00e1 nenhum cessar-fogo apesar da exist\u00eancia dos di\u00e1logos em Havana e de seus avan\u00e7os, sua ordem permanente de aumentar o confronto e os ataques at\u00e9 conseguir a assinatura da paz na Mesa, sua repetida negativa em pactuar qualquer reforma econ\u00f4mica, pol\u00edtica, militar ou social, sua incessante cantiga de que nada est\u00e1 acordado at\u00e9 que tudo esteja acordado, suas mensagens tranquilizadoras aos poderes estabelecidos. A verdadeira encruzilhada tem uma natureza distinta. Trata-se de escolher entre a continuidade im\u00f3vel das pol\u00edticas de despojo e viol\u00eancia que representam os dois candidatos, e a possibilidade de imprimir mudan\u00e7as urgentes e profundas na institucionalidade e na sociedade colombianas. Para o primeiro, basta votar em qualquer uma das candidaturas apresentadas, enquanto para o segundo, a gama de op\u00e7\u00f5es \u00e9 mais ampla.<\/p>\n<p>A primeira delas seria a espont\u00e2nea e maci\u00e7a vota\u00e7\u00e3o em branco, capaz de deslegitimar, inclusive juridicamente, as duas op\u00e7\u00f5es militaristas e neoliberais. N\u00e3o existe d\u00favida de que uma surpreendente vota\u00e7\u00e3o que superasse os sufr\u00e1gios de ambas as candidaturas seria capaz de gerar um terremoto pol\u00edtico no pa\u00eds. Contra ela, jogariam o curto prazo para promov\u00ea-la, da mesma forma que o car\u00e1ter amorfo, desorganizado, espont\u00e2neo e difuso de sua promo\u00e7\u00e3o, que teria a dificuldade de expressar-se, conseguindo a vit\u00f3ria numa op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica medianamente definida e unit\u00e1ria. Nesse caso, precisamente, a tarefa consiste em trabalh\u00e1-la.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, poderia considerar-se um urgente reagrupamento de todos os setores insatisfeitos e de oposi\u00e7\u00e3o, ao qual se uniria, de maneira firme, o conjunto dos movimentos sociais enfrentando o governo de Santos, numa poderosa coaliz\u00e3o com a esquerda pol\u00edtica t\u00e3o bem posicionada no recente primeiro turno, com o apoio pol\u00edtico do conjunto da insurg\u00eancia, em torno de consignas simples como a solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica ao conflito interno, o cessar-fogo, a assembleia nacional constituinte, o contundente rep\u00fadio a todas as formas de politicagem tradicional e pelas reformas urgentes de car\u00e1ter social, com o prop\u00f3sito de enfrentar, de maneira decidida, com uma for\u00e7a s\u00f3lida de massas o novo governo, que ser\u00e1 empossado em 7 de agosto.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que esse governo, qualquer que seja, por baixo de sua cobertura institucional ou legal, assumir\u00e1 o poder em condi\u00e7\u00f5es de debilidade pol\u00edtica, com s\u00e9rias contradi\u00e7\u00f5es com o grupo do candidato perdedor. Uma forte agita\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica poderia produzir consequ\u00eancias inesperadas, que fossem suficientes para derrot\u00e1-lo. Sim, poderiam contar com condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o crescimento de um verdadeiro movimento alternativo capaz, em curto ou m\u00e9dio prazo, de precipitar, de modo ou de outro, mudan\u00e7as, fundamentais na vida nacional, inclusive a paz.<\/p>\n<p>Uma f\u00f3rmula a ser considerada seria, formada essa coaliz\u00e3o, pactuar com um dos candidatos, de maneira seria, um programa progressista de mudan\u00e7as. Mesmo que a ideia possa soar atraente, parece nascer mais do desejo que de possibilidades reais. \u00c9 preciso analisar o car\u00e1ter precipitado da coaliz\u00e3o e do pr\u00f3prio pacto que resultaria na parceria, al\u00e9m da confian\u00e7a e credibilidade que pode envolver tal alian\u00e7a com inimigos declarados do povo colombiano.<\/p>\n<p><strong>A raz\u00e3o da Mesa de Di\u00e1logos<\/strong><\/p>\n<p>E o que dizer da Mesa? Fundamentalmente, \u00e9 preciso considerar que ela tem toda sua import\u00e2ncia na medida em que possibilite, viabilize ou catalise um grande movimento nacional pelas mudan\u00e7as b\u00e1sicas. O \u00fanico Acordo que, como revolucion\u00e1rios, podemos aspirar em assinar nela, \u00e9 aquele que conte com o respaldo desse grande movimento popular que, por sua vez, impe\u00e7a o seu desmonte. Nos demais casos, poder\u00edamos viver realidades intoler\u00e1veis. Um assunto para considerar seriamente.<\/p>\n<p><strong>Montanhas da Col\u00f4mbia, 27 de maio de 2014.<\/strong><\/p>\n<p><em><strong>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6317\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-6317","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1DT","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6317","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6317"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6317\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6317"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6317"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6317"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}