{"id":6319,"date":"2014-06-11T21:05:26","date_gmt":"2014-06-11T21:05:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6319"},"modified":"2014-06-11T21:05:26","modified_gmt":"2014-06-11T21:05:26","slug":"as-farc-ep-vencerao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6319","title":{"rendered":"As FARC-EP vencer\u00e3o"},"content":{"rendered":"\n<p>Pavel Blanco Cabrera*<\/p>\n<p>Cumprem-se 50 anos de luta das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia-Ex\u00e9rcito do Povo. N\u00e3o h\u00e1 for\u00e7a pol\u00edtica semelhante que tenha enfrentado o que a insurrei\u00e7\u00e3o fariana enfrentou, como sejam as mudan\u00e7as de \u00e9poca, a altera\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as internacional, e a confronta\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 com a oligarquia colombiana, mas tamb\u00e9m directamente com o imperialismo e com todo o seu aparelho b\u00e9lico e comunicacional, assim como com a incompreens\u00e3o de algumas for\u00e7as da esquerda.<\/p>\n<p>Cumprem-se 50 anos de luta das For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia-Ex\u00e9rcito do Povo, de pleno compromisso com a causa da Revolu\u00e7\u00e3o e com os explorados e oprimidos da Col\u00f4mbia, da Am\u00e9rica e do Mundo.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 for\u00e7a pol\u00edtica semelhante que tenha enfrentado o que a insurrei\u00e7\u00e3o fariana enfrentou, como sejam as mudan\u00e7as de \u00e9poca, a altera\u00e7\u00e3o da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as internacional, e a confronta\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 com a oligarquia colombiana, mas tamb\u00e9m directamente com o imperialismo e com todo o seu aparelho b\u00e9lico e comunicacional, assim como com a incompreens\u00e3o de algumas for\u00e7as da esquerda.<\/p>\n<p>Em 1964, seis anos ap\u00f3s a entrada vitoriosa do Movimento 28 de Julho em Havana, o Continente encontrava-se em ebuli\u00e7\u00e3o porque a t\u00e1ctica de guerra de guerrilhas atra\u00eda milhares ao combate revolucion\u00e1rio e com optimismo vislumbrava-se a possibilidade de mudan\u00e7as profundas e radicais em todos os pa\u00edses da Nossa Am\u00e9rica. No entanto as FARC-EP, embora contempor\u00e2neas de tal onda tinham outra origem, outra t\u00e1ctica e outra composi\u00e7\u00e3o social, que determina que prossigam na luta e na forma de luta abandonada por outros que, embora no seu tempo a tivessem absolutizado, se unem agora sem decoro \u00e0s novas pol\u00edticas.<\/p>\n<p>As FARC-EP t\u00eam a sua origem na realidade colombiana, nas contradi\u00e7\u00f5es s\u00f3cio-classistas que a explora\u00e7\u00e3o engendrar\u00e1, a concentra\u00e7\u00e3o da riqueza e da terra na minoria burguesa, que para manter os seus privil\u00e9gios recorre \u00e0 viol\u00eancia aberta, ao terrorismo de estado contra o povo, ao dia a dia do crime pol\u00edtico, \u00e0 posi\u00e7\u00e3o definitiva da oligarquia para exercer o dom\u00ednio. O assassinato de Gait\u00e1n e o Bogotazo, a viol\u00eancia da classe dominante originaram as guerrilhas liberais, que politicamente mostravam os seus limites, e levaram Manuel Marulanda e os seus compatriotas a ligar-se ao Partido Comunista Colombiano, a assumir a ideologia marxista-leninista e a fazer um trabalho de organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e militar sempre vinculado aos camponeses, aos trabalhadores, ao conjunto do povo trabalhador.<\/p>\n<p>Nessa altura, o PCC, aceitando a linha da combina\u00e7\u00e3o de todas as formas de luta, apoiou plenamente os camponeses em armas e destacou quadros excepcionais da JUCO e do Partido, entre eles um homem extraordin\u00e1rio, um prolet\u00e1rio, de grandes dotes intelectuais e organizativos, Jacobo Arenas, que juntamente com o Comandante Manuel Marulanda forjaria v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de verdadeiros comunistas, que fariam de um primeiro n\u00facleo focalizado numa regi\u00e3o um poderoso ex\u00e9rcito do povo que se estendeu a todo o territ\u00f3rio colombiano, e com um perfil que chama a aten\u00e7\u00e3o, de partido comunista, de vida org\u00e2nica onde j\u00e1 se notam elementos da nova sociedade, nas rela\u00e7\u00f5es sociais, culturais, na camaradagem, nas rela\u00e7\u00f5es homem-mulher e homem-natureza.<\/p>\n<p>Objectivamente, a onda guerrilheira dos anos 60 tinha como base a juventude radicalizada e estudantil, mas o certo \u00e9 que as FARC contavam nos seus primeiros anos com camponeses, homens e mulheres, trabalhadores do campo, e embora a onda guerrilheira, seguindo as teses negativas de Debray, criticasse o papel do partido revolucion\u00e1rio e tentasse prescindir dele, os guerrilheiros marquelianos aferravam-se \u00e0 vida org\u00e2nica e reconheciam a sua vanguarda no partido comunista. Enquanto a onda da guerrilha absolutizava a luta armada e qualificava como reformista quem n\u00e3o os seguisse, as FARC-EP enfatizavam que na pol\u00edtica revolucion\u00e1ria era necess\u00e1rio combinar todas as formas de luta.<\/p>\n<p>Na contagem que o Comandante Ernesto Guevara fazia das organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, na Col\u00f4mbia indicava a dirigida por Manuel Marulanda, porque as suas causas eram justas, as suas bandeiras expressavam os interesses populares e porque existiam coincid\u00eancias muito fortes. O Che foi consequente e morreu agindo como pensava na Bol\u00edvia, em Outubro de 1967. Mas muitos seguidores das teses de Debray abjuraram das suas absolutiza\u00e7\u00f5es e assim, com o passar do tempo, desqualificaram a luta armada e o direito do povo a exerc\u00ea-la.<\/p>\n<p>Na classifica\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, quando o vento soprava a favor dos povos, pelo papel do campo socialista e da URSS, pela descoloniza\u00e7\u00e3o, pela for\u00e7a do movimento oper\u00e1rio, pela vit\u00f3ria vietnamita, era normal que junto da URNG, o FMLN, o FSLN, o ELN e a grande diversidade de for\u00e7as revolucion\u00e1rias em armas se situassem as FARC-EP. Mas quando a contra-revolu\u00e7\u00e3o se imp\u00f4s, at\u00e9 levar ao derrube da constru\u00e7\u00e3o socialista na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e outros pa\u00edses, dando lugar a um retrocesso da luta de classes, as condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis, na verdade, levaram boa parte desses processos de guerrilha a negocia\u00e7\u00f5es que acabaram na desmobiliza\u00e7\u00e3o militar. Embora tenha havido casos de transfugismo, n\u00e3o podemos atribuir tudo a essa raz\u00e3o. A hist\u00f3ria est\u00e1 a\u00ed com os seus acervos como li\u00e7\u00f5es para o presente, e quando a consultamos encontramos discursos derrotistas, viragens na estrat\u00e9gia, que consideraram a participa\u00e7\u00e3o na democracia burguesa como um passo obrigat\u00f3rio. As FARC-EP, que sempre se bastaram nas suas condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias, mantiveram ao alto a bandeira revolucion\u00e1ria transformando-se num s\u00edmbolo mundial da luta armada pelo socialismo, em condi\u00e7\u00f5es nada f\u00e1ceis, muito complexas, semeadas de dificuldades.<\/p>\n<p><strong>As FARC-EP resistiram \u00e0 obscura noite contra-revolucion\u00e1ria e a des-ideologiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com necessidade marquetaliana, com firmeza marxista-leninista, com t\u00eampera comunista, as FARC-EP, de maneira org\u00e2nica, ou seja com a discuss\u00e3o leninista militante e resolu\u00e7\u00f5es emanadas do colectivo, continua a luta armada, com uma efici\u00eancia cada vez mais revolucion\u00e1ria, com um plano estrat\u00e9gico para a tomada do poder. As for\u00e7as da reac\u00e7\u00e3o e do imperialismo iniciaram uma cruzada para as exterminar.<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 que na Am\u00e9rica Latina, o imperialismo norte-americano envidou os seus esfor\u00e7os para conseguir a derrota militar das FARC-EP, com um investimento milion\u00e1rio do Plano Col\u00f4mbia e de planos subsequentes de interven\u00e7\u00e3o militar, mesmo directa com a presen\u00e7a de bases norte-americanas na regi\u00e3o e com o apoio sem escr\u00fapulos a criminosos como \u00c1lvaro Uribe que fez do genoc\u00eddio o seu estilo pessoal de governo e legalizou a actua\u00e7\u00e3o dos mafiosos paramilitares.<\/p>\n<p>Depois, os centros ideol\u00f3gicos do imperialismo, detentores do controlo absoluto dos meios de comunica\u00e7\u00e3o, lan\u00e7aram com paix\u00e3o goebeliana uma grotesca campanha de propaganda para semear na opini\u00e3o p\u00fablica a suspeita de um v\u00ednculo entre o narcotr\u00e1fico e a revolu\u00e7\u00e3o, criando o mito da narco-guerrilha, mito fabricado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. Al\u00e9m disso e devido \u00e0 histeria promovida por Bush ap\u00f3s o 11 de Setembro de 2001 tentaram meter no mesmo saco o leg\u00edtimo direito dos povos \u00e0 luta armada e o terrorismo, inscrevendo assim as FARC-EP nas listas que os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia emitem por essa raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas surgiram mais dificuldades no cen\u00e1rio de solidariedade internacionalista. Por um lado, muitos afogaram-se no desespero, milhares de pessoas que encontravam na solidariedade a sua forma de milit\u00e2ncia desencantaram-se pelo facto do esfor\u00e7o das suas vidas acabar numa relegitima\u00e7\u00e3o da democracia burguesa e da aceita\u00e7\u00e3o das regras da classe dominante, e como em alguns casos as antigas guerrilhas tornadas governo continuaram a gerir o capitalismo pela m\u00e3o de algumas pol\u00edticas assistencialistas. Por outro lado, a solidariedade com a luta armada foi criminalizada, levada a julgamento e perseguida.<\/p>\n<p>Somamos a isso a incompreens\u00e3o, resultado da assimila\u00e7\u00e3o do discurso ideol\u00f3gico do imperialismo no sentido de absolutizar a democracia burguesa e condenar tudo o que lhe n\u00e3o perten\u00e7a, for\u00e7as pol\u00edticas que dizem inserir-se na esquerda e que voltam as costas \u00e0 ac\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria fariana, que clamam pela sua desmobiliza\u00e7\u00e3o e que hoje garantem que n\u00e3o h\u00e1 outro caminho sen\u00e3o depor as armas, empenhados com veem\u00eancia por raz\u00f5es de geoestrat\u00e9gia progressista (a redund\u00e2ncia discursiva \u00e9 tamb\u00e9m uma das suas caracter\u00edsticas).<\/p>\n<p><strong>Mas nunca houve derrota das FARC-EP nem no campo pol\u00edtico nem no campo militar<\/strong><\/p>\n<p>Do ponto de vista militar foi demonstrada uma grande criatividade com a guerra de guerrilhas m\u00f3veis e sua aprendizagem constante que as leva a ajustar constantemente e com \u00eaxito a sua estrutura e operacionalidade.<\/p>\n<p>Do ponto de vista pol\u00edtico, as FARC -EP baseiam a sua solidez nos princ\u00edpios comunistas do marxismo-leninismo. Cada guerrilheiro \u00e9 militante do Partido, cada grupo \u00e9 uma c\u00e9lula do Partido. Entende-se a luta armada como uma forma que deve ser completada com o trabalho popular, estudantil, do campo. De resto, h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada optou-se por construir um movimento de massas, mas clandestino. Sendo as FARC-<\/p>\n<p>EP um partido comunista em armas, a vida de discuss\u00e3o pol\u00edtica marcada pelo centralismo democr\u00e1tico d\u00e1 ao conjunto da organiza\u00e7\u00e3o uma for\u00e7a indestrut\u00edvel. E h\u00e1 uma coes\u00e3o com o mundo, porque o mundo est\u00e1 no mesmo terreno da luta, aplicando o princ\u00edpio leninista de igualdade entre os comunistas.<\/p>\n<p>Assim, a guerrilha fariana deu contribui\u00e7\u00f5es aos comunistas e revolucion\u00e1rios do mundo:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">a) a luta pelo poder, ainda que nas condi\u00e7\u00f5es mais adversas, como bandeira program\u00e1tica para os revolucion\u00e1rios, em per\u00edodo de ebuli\u00e7\u00e3o e mistura do p\u00f3s-modernismo e neo-anarquismo.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">b) a reivindica\u00e7\u00e3o do direito inalien\u00e1vel dos povos \u00e0 rebeli\u00e3o armada, o papel da viol\u00eancia revolucion\u00e1ria como elemento insubstitu\u00edvel de transforma\u00e7\u00f5es profundas e radicais.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">c) o seu papel objectivo na derrota da ALCA, em conjunto com a Venezuela bolivariana e Cuba.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">d) a op\u00e7\u00e3o do car\u00e1cter continental da revolu\u00e7\u00e3o e a procura permanente da coordena\u00e7\u00e3o de for\u00e7as revolucion\u00e1rias e anti-imperialistas.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">e) a coer\u00eancia organizativa para juntar numa s\u00f3 torrente camponeses, trabalhadores, ind\u00edgenas, estudantes, intelectuais, etc.<\/p>\n<p>Hoje as FARC-EP encontram-se novamente, depois do Cagu\u00e1n, em busca de uma solu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. O her\u00f3ico comandante Alfonso Cano afirmou numa entrevista, pouco antes de morrer, a sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 desmobiliza\u00e7\u00e3o: reivindicava aquela que era uma posi\u00e7\u00e3o do conjunto da guerrilha comunista, ontem e hoje.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 espa\u00e7o para uma interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica aberta que n\u00e3o enfrente a repress\u00e3o que a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica viveu, seguramente as FARC-EP prosseguir\u00e3o por essa senda. Sim, na realidade h\u00e1 garantias e uma constituinte no horizonte. Mas se a burguesia colombiana se empenhar em continuar a torpedear o processo, a utiliz\u00e1-lo estritamente como engodo eleitoral, ficar\u00e1 claro que s\u00e3o inimigos da paz.<\/p>\n<p>H\u00e1 sem d\u00favida expectativas sobre a mesa em Havana. H\u00e1 vozes de \u00abesquerda\u00bb que pressionam para o desarmamento e a desmobiliza\u00e7\u00e3o. O Partido Comunista do M\u00e9xico n\u00e3o se junta a esse coro e garante respeitar a decis\u00e3o do partido comunista em armas, as FARC-EP, confiando como sempre em que pela sua hist\u00f3ria e pol\u00edtica os nossos camaradas colombianos saber\u00e3o caminhar erguendo alto a bandeira levantada h\u00e1 50 anos, procurando a participa\u00e7\u00e3o e o protagonismo do povo.<\/p>\n<p>Na luta por um mundo socialista, a classe trabalhadora e os povos t\u00eam nas FARC-EP e no Partido Comunista Clandestino Colombiano um destacamento seguro e um compromisso garantido.<\/p>\n<p><em>*Primeiro-Secret\u00e1rio do CC do PCM\u00e9xico<\/em><\/p>\n<blockquote data-secret=\"3Aon45VtuS\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3291\">Crise j\u00e1 afeta cria\u00e7\u00e3o de novas vagas<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3291\/embed#?secret=3Aon45VtuS\" data-secret=\"3Aon45VtuS\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;Crise j\u00e1 afeta cria\u00e7\u00e3o de novas vagas&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n50 Anos de luta revolucion\u00e1ria pelo socialismo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6319\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-6319","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1DV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}