{"id":633,"date":"2010-07-07T19:51:03","date_gmt":"2010-07-07T19:51:03","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=633"},"modified":"2010-07-07T19:51:03","modified_gmt":"2010-07-07T19:51:03","slug":"obama-shimon-peres-e-netanyahu-ameacam-ira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/633","title":{"rendered":"OBAMA, SHIMON PERES E NETANYAHU AMEA\u00c7AM IR\u00c3"},"content":{"rendered":"\n<p>A Administra\u00e7\u00e3o expandiu a capacidade ofensiva dos EUA na ilha africana Diego Garcia, reclamada pelo Reino Unido, que expulsou a popula\u00e7\u00e3o a fim de que os EUA pudessem construir uma grande base para atacar o M\u00e9dio Oriente e a \u00c1sia Central.<\/p>\n<p>A Marinha estaduniense informou que tinha enviado para a ilha equipamento para apoiar os submarinos dotados de m\u00edsseis Tomahawk, com capacidade para transportar ogivas nucleares.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio de carga da Marinha, apanhado pelo Sunday Herald, de Glasgow, o equipamento militar inclui 387 destruidores de bunkers para fazerem explodir estruturas subterr\u00e2neas refor\u00e7adas.<\/p>\n<p>\u00abEst\u00e3o a activar a engrenagem para destruir o Ir\u00e3o\u00bb, disse a esse jornal o director do Centro de Estudos Internacionais e Diplom\u00e1ticos da Universidade de Londres, Dan Plesch. \u00abOs bombardeiros e os m\u00edsseis de longo alcance dos EUA est\u00e3o preparados para destruir 10.000 objectivos no Ir\u00e3o em poucas horas\u00bb.<\/p>\n<p>A imprensa \u00e1rabe informa que uma frota estadunidense (com um navio israelense) passou recentemente o canal do Suez a caminho do Golfo P\u00e9rsico, com a miss\u00e3o de fazer \u00abaplicar as san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3o e supervisionar os barcos que entram e saem desse pa\u00eds\u00bb.<\/p>\n<p>Alguns meios de comunica\u00e7\u00e3o brit\u00e2nicos e israelenses informam que a Ar\u00e1bia Saudita est\u00e1 a providenciar um corredor a\u00e9reo para um eventual bombardeamento israelense ao Ir\u00e3o (o que os sauditas negam).<\/p>\n<p>No seu regresso de uma visita ao Afeganist\u00e3o para tranquilizar os seus aliados da OTAN depois da demiss\u00e3o do general Stanley McChrystal, o almirante Michael Mullen, respons\u00e1vel m\u00e1ximo da Junta de chefes de Estado-Maior, visitou Israel para se encontrar com o chefe de Estado-maior das For\u00e7as de Defesa israelenses, Gabi Ashkenazi, e continuar um di\u00e1logo estrat\u00e9gico anual.<\/p>\n<p>A reuni\u00e3o centrou-se na \u00abprepara\u00e7\u00e3o de Israel e dos Estados Unidos perante a possibilidade de um Ir\u00e3o com capacidade nuclear\u00bb, de acordo com o Haaretz, que, al\u00e9m disso, informou que Mullen tinha enfatizado: \u00abProcuro sempre ver os desafios numa perspectiva israelense\u00bb.<\/p>\n<p>Alguns analistas descrevem a amea\u00e7a iraniana em termos apocal\u00edpticos. \u00abOs EUA dever\u00e3o enfrentar o Ir\u00e3o ou entregar o M\u00e9dio oriente\u00bb adverte Amitai Etzioni. Se o programa nuclear se concretiza, disse, a Turquia, a Ar\u00e1bia Saudita e outros Estados \u00abmover-se-\u00e3o\u00bb em direc\u00e7\u00e3o \u00e1 nova \u00absuperpot\u00eancia\u00bb iraniana. Numa ret\u00f3rica menos acalorada, isso significa que poderia dar forma a uma alian\u00e7a regional independente dos EUA.<\/p>\n<p>No jornal do Ex\u00e9rcito estadunidense Military Review, Etzioni pressiona os EUA para um ataque n\u00e3o s\u00f3 contra as instala\u00e7\u00f5es nucleares do Ir\u00e3o, mas tamb\u00e9m contra os seus activos militares n\u00e3o nucleares, incluindo infra-estruturas isto \u00e9, sociedade civil.<\/p>\n<p>\u00abEste tipo de ac\u00e7\u00e3o militar \u00e9 semelhante \u00e0s san\u00e7\u00f5es: provocar danos com o objectivo de mudar posturas, ainda que por meios mais poderosos\u00bb, escreve.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size: 10px; text-align: left;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/sionismo-07072010_1.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/> <\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/somostodospalestinos.blogspot.com\" target=\"blank\">Somos Todos Palestinos<\/a><\/em><\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Uma an\u00e1lise autorizada sobre a amea\u00e7a iraniana \u00e9 dada pelo relat\u00f3rio do departamento de Defesa dos EUA apresentado ao Congresso em Abril passado. Os gastos militares do Ir\u00e3o s\u00e3o \u00abrelativamente baixos em compara\u00e7\u00e3o com o resto da regi\u00e3o\u00bb sustenta o documento. A doutrina militar do Ir\u00e3o \u00e9 estritamente \u00abdefensiva (\u2026) concebida para atrasar uma invas\u00e3o e for\u00e7ar uma solu\u00e7\u00e3o diplom\u00e1tica das hostilidades\u00bb.<\/p>\n<p>O relat\u00f3ria diz ainda que \u00abo programa nuclear do Ir\u00e3o e a sua vontade de manter aberta a possibilidade de desenvolver armas nucleares (s\u00e3o) uma parte central da sua estrat\u00e9gia de dissuas\u00e3o\u00bb.<\/p>\n<p>Para Washington, a capacidade dissuas\u00f3ria do Ir\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio ileg\u00edtimo de soberania que interfere nos des\u00edgnios globais dos EUA. Concretamente, se amea\u00e7a o controlo estadunidense dos recursos energ\u00e9ticos do M\u00e9dio Oriente. Mas a amea\u00e7a do Ir\u00e3o vai mais al\u00e9m da dissuas\u00e3o. Teer\u00e3o tamb\u00e9m est\u00e1 a procurar expandir a sua influ\u00eancia na regi\u00e3o, o que \u00e9 visto como um factor de \u00abdesestabiliza\u00e7\u00e3o\u00bb, presumivelmente em contraste com a \u00abestabilizadora\u00bb invas\u00e3o e ocupa\u00e7\u00e3o militar estadunidense dos vizinhos do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Para al\u00e9m desses crimes prossegue o relat\u00f3rio do Pent\u00e1gono,o Ir\u00e3o est\u00e1 a apoiar o terrorismo com o seu apoio ao Hezbollah e ao Hamas, as maiores for\u00e7as pol\u00edticas do L\u00edbano e da Palestina (se \u00e9 que as elei\u00e7\u00f5es contam).<\/p>\n<p>O modelo de democracia no mundo mu\u00e7ulmano, apesar dos seus s\u00e9rios defeitos, \u00e9 a Turquia, que tem elei\u00e7\u00f5es relativamente livres. A Administra\u00e7\u00e3o Obama indignou-se quando a Turquia se aliou ao Brasil na procura de um compromisso com o Ir\u00e3o para que restringisse o seu enriquecimento de ur\u00e2nio.<\/p>\n<p>Os EUA minaram rapidamente o acordo promovendo uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU com novas san\u00e7\u00f5es contra o Ir\u00e3o, t\u00e3o carentes de sentido que a China logo as apoiou alegremente, assumindo que, quando muito, impediriam os interesses ocidentais de concorrer com a China nos recursos do Ir\u00e3o. E sem qualquer surpresa, a Turquia (tal como o Brasil) votou contra a iniciativa dos EUA. O outro membro do Conselho de Seguran\u00e7a da regi\u00e3o, o L\u00edbano, absteve-se.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size: 10px; text-align: left;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/sionismo-07072010_2.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/> <\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/somostodospalestinos.blogspot.com\" target=\"blank\">Somos Todos Palestinos<\/a><\/em><\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Estas actua\u00e7\u00f5es provocaram ainda maior consterna\u00e7\u00e3o em Washington. Philip Gordon, o diplomata mais prestigiado da Administra\u00e7\u00e3o Obama em assuntos europeus, advertiu a Turquia que as suas ac\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o compreendidas nos EUA e que deveria \u00abdemonstrar o seu compromisso de parceiro do Ocidente\u00bb, segundo informou a Associated Press. Uma admoesta\u00e7\u00e3o rara a um aliado crucial da NATO.<\/p>\n<p>A classe pol\u00edtica tamb\u00e9m assim pensa. Steven A. Cook, um perito do Conselho de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, defende que a pergunta cr\u00edtica \u00e9: \u00abComo manter os turcos dentro dos carris?\u00bb &#8211; ou seja, como bons democratas obedecerem \u00e0s ordens. N\u00e3o h\u00e1 ind\u00edcios de que outros pa\u00edses da regi\u00e3o sejam mais favor\u00e1veis \u00e0s san\u00e7\u00f5es promovidas pelos EUA que \u00e0s posi\u00e7\u00f5es da Turquia.<\/p>\n<p>O Paquist\u00e3o e o Ir\u00e3o, reunidos em Ancara, assinaram recentemente um acordo para um novo gasoduto. O mais preocupante para os EUA \u00e9 que o gasoduto possa estender-se \u00e0 \u00cdndia. O tratado de 2008 entre os EUA e a \u00cdndia, apoiando os seus programas nucleares, pretende evitar que este pa\u00eds se una ao gasoduto, de acordo com Moeed Yusuf, um assessor em assuntos subasi\u00e1ticos do Instituto da Paz dos EUA.<\/p>\n<p>A \u00cdndia e o Paquist\u00e3o s\u00e3o dois dos tr\u00eas pa\u00edses que recusaram assinar o Tratado de N\u00e3o Prolifera\u00e7\u00e3o (TNP). Israel \u00e9 o terceiro. Todos eles desenvolveram armamentos nucleares com o apoio dos EUA, e continuam a faz\u00ea-lo.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td style=\"font-size: 10px; text-align: left;\" width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/sionismo-07072010_3.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/> <\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/somostodospalestinos.blogspot.com\" target=\"blank\">Somos Todos Palestinos<\/a><\/em><\/p>\n<\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>Ningu\u00e9m de bom senso quer que o Ir\u00e3o, ou qualquer outro pa\u00eds, desenvolva armas nucleares. Uma maneira \u00f3bvia de mitigar ou eliminar esta amea\u00e7a consiste no estabelecimento de uma zona livre de armas nucleares no M\u00e9dio oriente. Este tema foi levantado (uma vez mais) na confer\u00eancia do TNP nas Na\u00e7\u00f5es Unidas em come\u00e7os de mar\u00e7o passado.<\/p>\n<p>O Egipto, como presidente do Movimento dos N\u00e3o Alinhados \u2013 constitu\u00eddo por 118 pa\u00edses &#8211; prop\u00f4s que a confer\u00eancia apoiasse um plano de in\u00edcio das negocia\u00e7\u00f5es em 2011 prop\u00f4s um M\u00e9dio Oriente livre de armas nucleares, como foi acordado pelos pa\u00edses ocidentais, inclu\u00eddos os EUA, na confer\u00eancia do TNP de 1995. Formalmente, Washington ainda est\u00e1 de acordo, mas insiste que Israel fique isento e n\u00e3o h\u00e1 qualquer elemento que permita dizer que as delibera\u00e7\u00f5es do pacto se apliquem aos EUA.<\/p>\n<p>Em vez de dar passos efectivos para a redu\u00e7\u00e3o da escaldante amea\u00e7a de prolifera\u00e7\u00e3o de armas nucleares no Ir\u00e3o ou em qualquer outra parte, os EUA movimentam-se no sentido do seu controlo das vitais regi\u00f5es produtoras de petr\u00f3leo do M\u00e9dio Oriente, de forma violenta, se n\u00e3o puder ser de outra maneira.<\/p>\n<p>* Noam Chomsky \u00e9 professor de lingu\u00edstica do MIT (Massachusetts Institute of Technology). &gt; Este texto foi publicado no di\u00e1rio espanhol P\u00fablico e pode ser consultado em <a href=\"http:\/\/blogs.publico.es\/noam-chomsky\/10\/nubes-de-tormenta-sobre-iran\/\" target=\"_blank\">http:\/\/blogs.publico.es\/noam-chomsky\/10\/nubes-de-tormenta-sobre-iran\/<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Paulo Gasc\u00e3o<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=1661\" target=\"_blank\">http:\/\/www.odiario.info\/?p=1661<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n \nCr\u00e9dito: Somos Todos Palestinos\n\n\n\n\n\n\n\n\n\nA grave amea\u00e7a do Ir\u00e3o \u00e9 a mais s\u00e9ria crise da pol\u00edtica externa que enfrenta a Administra\u00e7\u00e3o Obama. O Congresso acaba de endurecer as san\u00e7\u00f5es contra aquele pa\u00eds, com penas mais pesadas \u00e0s companhias estrangeiras que ali negoceiem.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/633\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-633","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ad","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/633","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=633"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/633\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=633"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=633"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=633"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}