{"id":6337,"date":"2014-06-21T16:49:32","date_gmt":"2014-06-21T16:49:32","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6337"},"modified":"2014-06-21T16:49:32","modified_gmt":"2014-06-21T16:49:32","slug":"a-nato-e-a-agressora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6337","title":{"rendered":"A NATO \u00e9 a agressora"},"content":{"rendered":"\n<p>Desde o golpe na Ucr\u00e2nia em 22 de Fevereiro de 2014 e, em especial, na sequ\u00eancia dos desenvolvimentos na pen\u00ednsula da Crimeia, no Mar Negro, come\u00e7ou a correr uma campanha pol\u00edtica nos meios de comunica\u00e7\u00e3o nos EUA, na NATO e nos pa\u00edses da UE, que acusa histericamente a R\u00fassia e, em particular, o presidente russo, Vladimir Putin, duma pol\u00edtica implac\u00e1vel pelo poder e de &#8220;roubar territ\u00f3rios&#8221; violando o direito internacional. A incorpora\u00e7\u00e3o da Crimeia na Federa\u00e7\u00e3o Russa foi classificada como &#8220;anexa\u00e7\u00e3o em viola\u00e7\u00e3o do direito internacional&#8221; por importantes governos da NATO.<\/p>\n<p>Com esta campanha, pretende-se esconder o verdadeiro car\u00e1cter da crise na Ucr\u00e2nia com uma manobra anti-russa e est\u00e3o a ser preparadas psicologicamente mais a\u00e7\u00f5es hostis contra a Federa\u00e7\u00e3o Russa.<\/p>\n<p>Primeiro que tudo, \u00e9 espantoso que pa\u00edses, que at\u00e9 aqui t\u00eam violado continuadamente o direito internacional, incluindo o ataque \u00e0 Rep\u00fablica Federal da Jugosl\u00e1via em 1999, a invas\u00e3o do Afeganist\u00e3o em 2001 e a do Iraque em 2003, o reconhecimento da soberania do Kosovo em 2008, adotem t\u00e3o obviamente um duplo padr\u00e3o quando se trata de ajuizar das a\u00e7\u00f5es russas.<\/p>\n<p>As mesmas pessoas que nos querem fazer crer que os interesses de seguran\u00e7a da Alemanha est\u00e3o a ser defendidos no distante Afeganist\u00e3o, negam \u00e0 R\u00fassia o direito de zelar pelos seus indiscut\u00edveis direitos de seguran\u00e7a na sua vizinhan\u00e7a pr\u00f3xima. Mas \u00e9 o que acontece, perante a flagrante diferen\u00e7a de que, na defesa dos interesses alem\u00e3es no Afeganist\u00e3o, um tal general Klein ordenou em tempos um massacre de mais de 100 civis, enquanto a ades\u00e3o da Crimeia \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa ocorreu sem um \u00fanico ato violento por parte da R\u00fassia e em total acordo com uma grande maioria da popula\u00e7\u00e3o da Crimeia.<\/p>\n<p>As mesmas pessoas que reconheceram o Kosovo com base numa declara\u00e7\u00e3o unilateral de independ\u00eancia pelo governo provincial, contra a vontade do leg\u00edtimo governo central na S\u00e9rvia, negam \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa o direito de satisfazer a vontade de incorpora\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o da Crimeia, um desejo expresso atrav\u00e9s de um referendo com um resultado que fala por si, numa altura em que n\u00e3o existe na Ucr\u00e2nia um governo central leg\u00edtimo.<\/p>\n<p><strong>A soberania da Ucr\u00e2nia violada por um golpe inspirado pela NATO <\/strong><\/p>\n<p>Os argumentos que supostamente provam que a R\u00fassia violou o direito internacional baseiam-se abstratamente no pressuposto de que a R\u00fassia conquistou do nada um peda\u00e7o de um estado soberano. Por\u00e9m, o que aconteceu realmente na Ucr\u00e2nia foi que o governo de Kiev, formado legalmente e reconhecido internacionalmente, foi derrubado num golpe violento. As for\u00e7as leais \u00e0 NATO apoiaram esse ato de viol\u00eancia por meio de v\u00e1rios canais. O intitulado &#8220;chefe interino do governo&#8221;, Arseniy Yatseniuk, \u00e9 um conhecido colaborador da NATO.<\/p>\n<p>Isto constituiu uma agress\u00e3o oculta da NATO contra a Ucr\u00e2nia. Desde o in\u00edcio, ficou claro que o governo golpista n\u00e3o tinha controlo sobre grandes partes do pa\u00eds. Apesar disso, foi rapidamente reconhecido como o representante leg\u00edtimo do pa\u00eds pelos EUA e pelos pa\u00edses da NATO e da UE. A soberania e a integridade territorial da Ucr\u00e2nia foram violadas pelos governos da NATO.<\/p>\n<p>Porque foram os EUA, a NATO e a UE que, na realidade, puseram uma parte da Ucr\u00e2nia sob a sua influ\u00eancia, em viola\u00e7\u00e3o do direito internacional e violando a constitui\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia. Ningu\u00e9m elegeu o intitulado &#8220;governo interino&#8221; em Kiev; foi ali colocado em substitui\u00e7\u00e3o do anterior governo nacional atrav\u00e9s de meios ilegais e violentos. Logo a seguir, a UE concluiu a primeira parte dum acordo de associa\u00e7\u00e3o com os l\u00edderes do golpe \u2013 um tratado em linha com o direito internacional que at\u00e9 inclui a &#8220;integra\u00e7\u00e3o&#8221; da Ucr\u00e2nia nas estruturas militares da UE. E \u00e9 esse o caso, apesar de haver partes do pa\u00eds que ainda s\u00e3o controladas pelos anteriores \u00f3rg\u00e3os leg\u00edtimos do estado. Na realidade, isso significa que os pa\u00edses ocidentais referidos separaram basicamente o oeste da Ucr\u00e2nia do resto do pa\u00eds. S\u00e3o eles que, na verdade, &#8220;criaram fatos&#8221; \u2013 uma acusa\u00e7\u00e3o que incessantemente atiram contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Nestas circunst\u00e2ncias, n\u00e3o se pode falar de anexa\u00e7\u00e3o no que se refere \u00e0 incorpora\u00e7\u00e3o da Crimeia na Federa\u00e7\u00e3o Russa. Reflete o ato volunt\u00e1rio de ades\u00e3o \u00e0 R\u00fassia pela parte soberana restante da Ucr\u00e2nia. Porque a Crimeia foi a \u00fanica parte do pa\u00eds em que ainda havia lei e ordem sem restri\u00e7\u00f5es, depois do golpe. Quando tanto a popula\u00e7\u00e3o da Crimeia como os interesses estrat\u00e9gicos da R\u00fassia no Mar Negro ficaram em perigo depois dos acontecimentos em Kiev, foi necess\u00e1rio agir rapidamente. A consulta aos &#8220;parceiros&#8221; ocidentais estava fora de quest\u00e3o, porque estes j\u00e1 tinham, sem qualquer considera\u00e7\u00e3o pela R\u00fassia e pelo povo ucraniano, apoiado o golpe recusando o di\u00e1logo e reconhecendo o governo golpista, for\u00e7ando assim a Crimeia e a R\u00fassia a agir.<\/p>\n<p>Se a Crimeia n\u00e3o tivesse aderido \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa, conforme o presidente Putin disse a 18 de Mar\u00e7o de 2014, &#8220;a armada da NATO teria aparecido em Sebastopol, a cidade da gl\u00f3ria russa; o que n\u00e3o seria um perigo nebuloso, mas um perigo muito concreto para todo o sul da R\u00fassia&#8221;.<\/p>\n<p>Veio a saber-se que a acusa\u00e7\u00e3o de que a Crimeia aderiu \u00e0 R\u00fassia depois duma &#8220;invas\u00e3o&#8221; russa foi uma mentira. \u00c9 um fato conhecido que a armada russa no Mar Negro estava fundeada em Sebastopol, ao abrigo de um tratado v\u00e1lido entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia e que a R\u00fassia tinha permiss\u00e3o para ter 25 mil efetivos estacionados na Crimeia. N\u00e3o h\u00e1 qualquer prova que confirme as acusa\u00e7\u00f5es de que este n\u00famero foi ultrapassado depois do golpe em Kiev, e a R\u00fassia tamb\u00e9m nega essas acusa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas o facto mais importante \u00e9 que os soldados russos n\u00e3o s\u00f3 estavam na Crimeia legalmente, mas tamb\u00e9m com o consentimento da autoridade regional e os \u00f3bvios desejos da popula\u00e7\u00e3o e mantiveram-se totalmente pac\u00edficos. Durante a alegada &#8220;invas\u00e3o russa&#8221; n\u00e3o houve um \u00fanico ato de viol\u00eancia, e nem sequer uma tentativa para provocar o inimigo \u2013 um sinal da estreita liga\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia por parte da popula\u00e7\u00e3o da Crimeia.<\/p>\n<p>As for\u00e7as de autodefesa na Rep\u00fablica Aut\u00f3noma da Crimeia tamb\u00e9m foram usadas como mais um sinal duma &#8220;invas\u00e3o russa&#8221;. Diretamente depois do golpe em Kiev, tomaram posi\u00e7\u00f5es em frente de edif\u00edcios p\u00fablicos e instala\u00e7\u00f5es militares com o claro objetivo de defender a lei constitucional contra os apoiantes do golpe. Como usavam uniformes &#8220;sem crach\u00e1s de identifica\u00e7\u00e3o&#8221;, os ocidentais conclu\u00edram que tinham que ser soldados russos. Em contrapartida, os &#8220;manifestantes em Maidan&#8221; em Kiev, cuja maioria tamb\u00e9m usava uniformes sem crach\u00e1s de identifica\u00e7\u00e3o, n\u00e3o foram identificados como soldados da NATO.<\/p>\n<p>A R\u00fassia sublinhou que n\u00e3o tinha qualquer comando sobre as for\u00e7as de autodefesa da Crimeia. Mas a principal diferen\u00e7a \u00e9 que estavam a agir com pleno acordo da grande maioria da popula\u00e7\u00e3o para prote\u00e7\u00e3o da lei constitucional e n\u00e3o como os arruaceiros em Kiev para a violar. \u00c9 um excelente exemplo das duas caras dos nossos meios de comunica\u00e7\u00e3o demag\u00f3gicos, que celebram o golpe sangrento em Kiev como uma vit\u00f3ria para a democracia e, ao mesmo tempo, agitam a prote\u00e7\u00e3o puramente passiva de \u00f3rg\u00e3os do estado na Crimeia como uma interven\u00e7\u00e3o russa.<\/p>\n<p><strong>Direito internacional: a Crimeia e Kosovo-Metogija <\/strong><\/p>\n<p>Da Jugosl\u00e1via \u00e0 S\u00edria, os EUA\/NATO\/UE t\u00eam andado continuamente a travar guerras \u2013 e sempre com um desprezo manifesto e a viola\u00e7\u00e3o do direito internacional. E agora, de repente, armam-se em protetores do direito internacional e reclamam repetidamente a &#8220;integridade territorial da Ucr\u00e2nia&#8221;.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 dos Pensadores Livres sempre sublinhou a defesa do direito internacional como a tarefa mais importante do movimento antiguerra e continua a faz\u00ea-lo no que se refere \u00e0 aparente mudan\u00e7a no papel dos defensores da guerra da NATO. Embora, entretanto, o antigo chanceler alem\u00e3o Gerhard Schr\u00f6der tenha admitido abertamente que o direito internacional tinha sido violado com a agress\u00e3o da NATO contra a Jugosl\u00e1via em 1999 (muito embora ainda tenha que aceitar um processo legal contra si mesma), a maioria dos comentadores continua a insistir que a NATO &#8220;fez o que estava certo&#8221; no Kosovo \u2013 um argumento em que a R\u00fassia n\u00e3o pode confiar porque a situa\u00e7\u00e3o na Crimeia \u00e9 totalmente diferente.<\/p>\n<p>Na verdade, os dois casos s\u00e3o totalmente diferentes \u2013 mas por raz\u00f5es exatamente opostas \u00e0s que os defensores da guerra apresentam. \u00c9 basicamente v\u00e1lido que o direito internacional n\u00e3o pro\u00edbe a secess\u00e3o ou uma declara\u00e7\u00e3o de independ\u00eancia. Nesse aspeto, Vladimir Putin, no seu discurso de 18 de Mar\u00e7o de 2014, cita o memorando dos EUA de 17 de Abril de 2009 para o Tribunal Internacional de Justi\u00e7a no Kosovo: &#8220;Declara\u00e7\u00f5es de independ\u00eancia podem, como \u00e9 frequentemente o caso, violar a lei interna. Mas isso n\u00e3o significa que o direito internacional tamb\u00e9m seja violado&#8221;.<\/p>\n<p>Embora o direito internacional encare a secess\u00e3o como uma quest\u00e3o interna dum estado, n\u00e3o permite que um grupo qualquer se separe do estado original sem o seu acordo. No entanto, em consequ\u00eancia da agress\u00e3o estrangeira contra a Ucr\u00e2nia, deixou de existir qualquer autoridade ucraniana leg\u00edtima e em funcionamento que pudesse contrariar a ades\u00e3o da Crimeia \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa \u2013 uma tomada de posi\u00e7\u00e3o que de facto foi tomada como medida de prote\u00e7\u00e3o contra a dita agress\u00e3o.<\/p>\n<p>O que o direito internacional pro\u00edbe explicitamente \u00e9 a mudan\u00e7a na soberania territorial de um estado soberano com a ajuda de agress\u00e3o exterior. No Kosovo, os EUA e a NATO montaram primeiro uma organiza\u00e7\u00e3o terrorista, armaram-na e treinaram-na, infiltraram mercen\u00e1rios islamitas reacion\u00e1rios e depois, enquanto for\u00e7a a\u00e9rea dessa organiza\u00e7\u00e3o terrorista, em flagrante viola\u00e7\u00e3o do direito internacional, desencadearam bombardeamentos sobre a Jugosl\u00e1via durante 79 dias. Apesar disso, o seu \u00eaxito militar manteve-se limitado e tiveram que aceitar a integridade territorial do estado atacado, incluindo o Kosovo, no acordo de paz, que foi selado com a Resolu\u00e7\u00e3o 1244 da ONU.<\/p>\n<p>Sob a sua prote\u00e7\u00e3o militar, a NATO permitiu que se realizasse uma limpeza \u00e9tnica na prov\u00edncia s\u00e9rvia do Kosovo e em Metohija e elevou as estruturas terroristas e da mafia a &#8220;governo&#8221; de um estado separado, cujo reconhecimento internacional j\u00e1 tinha organizado h\u00e1 muito. Esta secess\u00e3o foi inv\u00e1lida desde o in\u00edcio porque foi iniciada por uma guerra de agress\u00e3o exterior e porque viola a resolu\u00e7\u00e3o 1244, v\u00e1lida do Conselho de Seguran\u00e7a das Na\u00e7\u00f5es Unidas. Nunca foi travada nenhuma guerra de agress\u00e3o contra a Crimeia ou a Ucr\u00e2nia, nem \u00e9 poss\u00edvel encontrar nenhuma norma no direito internacional que exija que a Crimeia perten\u00e7a eternamente \u00e0 Ucr\u00e2nia. Na verdade, num ato de autodetermina\u00e7\u00e3o nacional, a popula\u00e7\u00e3o da Crimeia tornou-se independente da Ucr\u00e2nia e constituiu-se como um estado soberano. O novo estado cumpriu todas as exig\u00eancias segundo a lei internacional para o reconhecimento legal por outros estados. Nenhuma norma no direito internacional pro\u00edbe a Federa\u00e7\u00e3o Russa de aceitar o pedido do novo estado para aderir \u00e0 sua federa\u00e7\u00e3o. Portanto, a secess\u00e3o do Kosovo da S\u00e9rvia viola o direito internacional; por outro lado, a ades\u00e3o da Crimeia \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa n\u00e3o o faz.<\/p>\n<p>Tudo o que tem acontecido na Crimeia nas \u00faltimas semanas, incluindo a ades\u00e3o \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa e a integra\u00e7\u00e3o, que vai prosseguindo lentamente o seu curso, tem sido uma rea\u00e7\u00e3o ao golpe em Kiev e \u00e0 nega\u00e7\u00e3o dos direitos de soberania da Ucr\u00e2nia atrav\u00e9s da NATO e da UE. Esta rea\u00e7\u00e3o era de esperar e foi conscientemente calculada pelos apoiantes externos do &#8220;Euromaidan&#8221;, incluindo as san\u00e7\u00f5es impostas \u00e0 R\u00fassia como uma &#8220;penaliza\u00e7\u00e3o&#8221; e o &#8220;agravamento do tom de voz&#8221;, o sintoma lingu\u00edstico da agress\u00e3o crescente.<\/p>\n<p><strong>Luta contra o fascismo na Ucr\u00e2nia <\/strong><\/p>\n<p>A partir da ades\u00e3o pac\u00edfica da Crimeia \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa, o conflito na Ucr\u00e2nia assumiu uma forma violenta. Outras partes do pa\u00eds, em que h\u00e1 uma maioria de habitantes de l\u00edngua russa t\u00eam continuado a sua resist\u00eancia contra o regime golpista de Kiev. O regime chama &#8220;terroristas&#8221; aos combatentes da resist\u00eancia; os meios de comunica\u00e7\u00e3o, leais \u00e0 NATO, e no mesmo comprimento de onda, chamam-lhes &#8220;separatistas pr\u00f3-russos&#8221;. Os dois termos viram a situa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica na Ucr\u00e2nia de pernas para o ar \u2013 conforme a propaganda contra a ades\u00e3o da Crimeia \u00e0 R\u00fassia j\u00e1 tinha feito: os atuais dirigentes em Kiev subiram ao poder usando o terrorismo e foram os l\u00edderes golpistas que criaram um estado separado no oeste da Ucr\u00e2nia porque, desde o in\u00edcio, apenas conseguiram assumir o controlo da parte ocidental da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>A Junta em Kiev est\u00e1 a tentar quebrar a resist\u00eancia com a for\u00e7a militar. Formou gangues de arruaceiros fascistas a partir dos servos &#8220;Euromaidan&#8221; do estado, armou-os e mascarou-os de &#8220;guardas nacionais&#8221;. Enviaram-nos em tanques contra o povo do leste e do sul da Ucr\u00e2nia, incendiaram o edif\u00edcio dos sindicatos em Odessa, e exerceram o terror contra os comunistas, sindicalistas, a popula\u00e7\u00e3o de l\u00edngua russa e membros das minorias. Expulsaram a fa\u00e7\u00e3o comunista das reuni\u00f5es do parlamento, tentaram matar o l\u00edder do Partido Comunista da Ucr\u00e2nia, Petro Simonenko, incendiando o carro dele e est\u00e3o a trabalhar para proibir totalmente o Partido Comunista. A &#8220;comunidade ocidental baseada em valores&#8221; apoia este terrorismo fascista para vencer a resist\u00eancia para que a NATO assuma o controlo da Bacia Donetsk, de grande import\u00e2ncia estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Como rea\u00e7\u00e3o e medida de prote\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas em volta de Donetsk e Lugansk decidiu formar estados independentes com as op\u00e7\u00f5es duma autonomia extensiva dentro duma Ucr\u00e2nia federal ou da ades\u00e3o \u00e0 Federa\u00e7\u00e3o Russa. A resist\u00eancia n\u00e3o nasceu duma tend\u00eancia para a separa\u00e7\u00e1o, mas da defesa da ordem constitucional, que at\u00e9 ao golpe tinha vigorado em toda a Ucr\u00e2nia. Seria factualmente correto e mais honesto falar de separatistas em Kiev, leais \u00e0 NATO. \u00c9 f\u00e1cil de ver que a avalia\u00e7\u00e3o pol\u00edtica destes acontecimentos e em rela\u00e7\u00e3o ao direito internacional \u00e9 a mesma que em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Crimeia: atrav\u00e9s do golpe em Kiev a 22 de Fevereiro, o territ\u00f3rio nacional da Ucr\u00e2nia foi dividido; com base no direito internacional, a Ucr\u00e2nia deixou de existir como um estado dentro das suas fronteiras anteriores e, se algu\u00e9m pode reclamar o direito de ser seu sucessor legal, s\u00e3o as \u00e1reas de leste que mostram resist\u00eancia.<\/p>\n<p>Seja qual for a crise que continue a desenvolver-se na Ucr\u00e2nia, deve dizer-se que foi provocada pelas pol\u00edticas dos EUA e dos seus aliados na NATO e na UE e continua a intensificar-se. Com a Ucr\u00e2nia, \u00e9 mais um pa\u00eds que se abre aos grandes bancos e grupos de empresas que operam globalmente e que se esfor\u00e7am por submeter a riqueza de todo o mundo ao seu sistema monopolista de tributo. A &#8220;ordem mundial&#8221; supranacional que a NATO e a UE est\u00e3o a tentar \u00e9 a supremacia global de uma meia d\u00fazia de pessoas super-ricas no mundo ocidental e noutros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Na sua procura pela supremacia global, assumir\u00e3o, se necess\u00e1rio for \u2013 conforme j\u00e1 foi feito antes historicamente \u2013 a forma de dom\u00ednio fascista. \u00c9 uma implac\u00e1vel declara\u00e7\u00e3o de guerra sobre os interesses vitais de todas as popula\u00e7\u00f5es e significa que os objetivos nacionais de autodetermina\u00e7\u00e3o, soberania do povo e democracia s\u00f3 podem ser atingidos na luta irreconcili\u00e1vel contra o dom\u00ednio global do capital financeiro<\/p>\n<p><strong>Uma nova guerra mundial? <\/strong><\/p>\n<p>A agress\u00e3o militar direta da NATO contra a R\u00fassia parece estar a tornar-se mais clara no horizonte, e isso n\u00e3o \u00e9 mais do que a perspetiva de um caminho para uma nova guerra mundial.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de h\u00e1 cem anos, quando, na I Guerra Mundial, duas alian\u00e7as de superpot\u00eancias igualmente gananciosas lutaram uma contra a outra com o objetivo de redistribuir o mundo, atualmente os centros hist\u00f3ricos do imperialismo, os EUA, a UE e o Jap\u00e3o, formam um sistema global de alian\u00e7a. No entanto, isso n\u00e3o significa que as contradi\u00e7\u00f5es internas do imperialismo e a competi\u00e7\u00e3o tenham desaparecido e que os participantes n\u00e3o venham tentar conquistar vantagens \u00e0 custa uns dos outros. A chamada tr\u00edade sob a lideran\u00e7a de Washington tem vindo a desenvolver uma estrat\u00e9gia da &#8220;nova ordem mundial&#8221; desde a queda dos estados socialistas na Europa.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie de interven\u00e7\u00f5es e agress\u00f5es desencadeada ao abrigo desta estrat\u00e9gia \u00e9 dirigida contra os pa\u00edses que aparecem nesta constela\u00e7\u00e3o, quer como &#8220;rivais&#8221; (R\u00fassia, China, \u00cdndia, Brasil, etc.) e\/ou &#8220;perturbadores&#8221; (Jugosl\u00e1via, Coreia do Norte, S\u00edria, Ir\u00e3o, Cuba, Venezuela, etc.). Este novo cen\u00e1rio que pode levar a outra guerra mundial \u00e9 a express\u00e3o das metamorfoses do imperialismo. O capitalismo monopolista do s\u00e9culo passado evoluiu, passando pela fase de capitalismo monopolista de estado e para o atual capitalismo monopolista transnacional.<\/p>\n<p>Os capitalistas monopolistas que operam transnacionalmente e que dominam o imperialismo de hoje contam com o aparelho do poder de estados-na\u00e7\u00f5es e no entanto, simultaneamente, est\u00e3o em flagrante contradi\u00e7\u00e3o com o que \u00e9 nacional. Corroem assim a autodetermina\u00e7\u00e3o nacional e a soberania dos povos como alicerces de qualquer forma de democracia; desestabilizam os estados e nem sequer se abst\u00eam de os destruir totalmente.<\/p>\n<p>Por\u00e9m os grupos transnacionais n\u00e3o formam associa\u00e7\u00f5es monol\u00edticas, mas continuam a pertencer a diferentes fa\u00e7\u00f5es capitalistas, por vezes, com interesses contradit\u00f3rios. Estes conflitos de interesses tamb\u00e9m levam a posi\u00e7\u00f5es diferentes sobre a quest\u00e3o da guerra e da paz, e os ativistas pela paz podem e devem tirar partido dessas diferen\u00e7as para defender a paz.<\/p>\n<p>H\u00e1 sinais crescentes de que o capitalismo est\u00e1 a entrar na sua fase final, em que deixar\u00e1 de ter a capacidade de integrar toda a popula\u00e7\u00e3o mundial organicamente no sistema capitalista mundial. O fosso entre ricos e pobres est\u00e1 a aumentar. O desenvolvimento desigual de pa\u00edses e estados est\u00e1 a piorar. O sistema econ\u00f3mico capitalista s\u00f3 pode oferecer \u00e0 massa da popula\u00e7\u00e3o rural da Terra, pelo menos ainda metade da popula\u00e7\u00e3o rural da terra, pelo menos a metade da popula\u00e7\u00e3o mundial, o destino da marginaliza\u00e7\u00e3o e do empobrecimento.<\/p>\n<p>A crise mundial cont\u00e9m a hip\u00f3tese de mudan\u00e7as revolucion\u00e1rias para um desenvolvimento cont\u00ednuo para uma sociedade socialista mas, simultaneamente, um perigo real: que uma destrui\u00e7\u00e3o militar maci\u00e7a da capacidade de produ\u00e7\u00e3o e da popula\u00e7\u00e3o &#8220;excedent\u00e1ria&#8221; possa aparecer \u00e0s pot\u00eancias imperialistas como a \u00fanica &#8220;sa\u00edda&#8221; se quiserem manter a sua &#8220;ordem mundial&#8221;.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o h\u00e1 nenhum segredo quanto aos interesses russos <\/strong><\/p>\n<p>Nem mesmo a desestabiliza\u00e7\u00e3o imperialista da S\u00edria, que alberga a \u00fanica base mediterr\u00e2nica da marinha russa, deixa de ser dirigida contra a R\u00fassia. A tomada de controlo da Ucr\u00e2nia \u00e9 acima de tudo uma declara\u00e7\u00e3o de ataque \u00e0 R\u00fassia. Os atos anti-russos da NATO, que come\u00e7aram com o ataque \u00e0 Jugosl\u00e1via em 1999 e continuaram com a expans\u00e3o da NATO para leste, depois o escudo de m\u00edsseis e o ataque georgiano na Oss\u00e9cia sudeste em 2008, chegaram agora a uma nova qualidade com o isolamento da Crimeia dado que, pela primeira vez, foi amea\u00e7ado um importante pilar da arquitetura de seguran\u00e7a da R\u00fassia.<\/p>\n<p>Exatamente da mesma maneira que em guerras anteriores, os propagandistas da guerra em pa\u00edses da NATO est\u00e3o a tentar convencer as popula\u00e7\u00f5es de que a agress\u00e3o na realidade \u00e9 uma defesa contra a R\u00fassia, que \u00e9 apresentada como o verdadeiro agressor.<\/p>\n<p>Os ativistas da paz devem tomar consci\u00eancia do contexto real e explicar consequentemente os factos. Essa explica\u00e7\u00e3o tem que incluir a rejei\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica de todas as opini\u00f5es de que a R\u00fassia deve ser acusada, pelo menos parcialmente, pela escalada da crise. Muitos dos que honestamente rejeitam a agress\u00e3o da NATO, afirmam que, em princ\u00edpio, a R\u00fassia &#8220;n\u00e3o \u00e9 melhor&#8221; porque apenas procura os seus pr\u00f3prios interesses.<\/p>\n<p>Mas quais s\u00e3o os interesses da Federa\u00e7\u00e3o Russa? O seu interesse priorit\u00e1rio \u00e9 a estabilidade, tanto internamente como nas rela\u00e7\u00f5es internacionais. Tamb\u00e9m precisa de manter a sua arquitetura de seguran\u00e7a para a sua estabilidade; \u00e9 por isso que a R\u00fassia tem um especial interesse na estabilidade de pa\u00edses que albergam bases militares russas. A R\u00fassia tem interesse no desenvolvimento da sua economia. Isto est\u00e1 em linha com os interesses j\u00e1 referidos porque a economia russa precisa de seguran\u00e7a e de estabilidade para o desenvolvimento da sua economia. S\u00e3o estes os interesses da R\u00fassia. Ningu\u00e9m pode acusar um pa\u00eds de ter e de perseguir este tipo de interesses.<\/p>\n<p>Mas de que modo a Federa\u00e7\u00e3o Russa persegue esses interesses? A R\u00fassia ataca e ocupa outros pa\u00edses \u2013 como faz a NATO? A R\u00fassia financia, arma, alberga e treina terroristas que praticam massacres da popula\u00e7\u00e3o civil de pa\u00edses estrangeiros a fim de provocar o caos \u2013 conforme uma coliga\u00e7\u00e3o de pa\u00edses dos EUA e da NATO e de pa\u00edses do Golfo est\u00e1 a fazer atualmente na S\u00edria? A R\u00fassia permite-se estrangular outros pa\u00edses com san\u00e7\u00f5es a fim de impor a sua vontade sobre eles? Vladimir Putin publica uma lista de pessoas todas as semanas para as eliminar atrav\u00e9s de &#8220;drones&#8221; em territ\u00f3rio de pa\u00edses soberanos estrangeiros \u2013 como faz Barack Obama? A R\u00fassia usa navios sob bandeiras de pa\u00edses estrangeiros em \u00e1guas internacionais \u2013 como faz Israel?<\/p>\n<p>A pol\u00edtica da R\u00fassia para manter os seus referidos interesses tem sido at\u00e9 agora marcada pela conten\u00e7\u00e3o e por concess\u00f5es. Sempre que foi necess\u00e1rio tomar medidas para conter uma medida hostil, a R\u00fassia nunca chegou a utilizar exaustivamente o arsenal de contramedidas leg\u00edtimas. Os interesses da R\u00fassia coincidem com o desejo de paz da maior parte da humanidade. Os ativistas pela paz t\u00eam que reconhecer este facto.<\/p>\n<p><strong>Evitar a guerra \u2013 solidariedade com a R\u00fassia! <\/strong><\/p>\n<p>A perspetiva duma guerra contra a R\u00fassia tem caracter\u00edsticas apocal\u00edpticas para a Alemanha e para a Europa. A \u00fanica hip\u00f3tese de defender a paz est\u00e1 na aproxima\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia. A Federa\u00e7\u00e3o Russa \u00e9 protetora da paz na Europa. \u00c9 este o importante facto pr\u00e1tico de conhecimento que deve ser usado para contrariar a propaganda anti-russa da NATO, permanentemente intensificada.<\/p>\n<p>Uma terceira guerra mundial s\u00f3 pode ser evitada do lado da R\u00fassia. S\u00f3 solidariamente com a R\u00fassia \u00e9 que o movimento pela paz, em especial na Alemanha, pode tornar-se num fator a ser levado a s\u00e9rio. S\u00f3 em alian\u00e7a com a R\u00fassia a nossa exig\u00eancia de &#8220;Alemanha fora da NATO \u2013 NATO fora da Alemanha&#8221; tem uma perspetiva realista de ser implementada.<\/p>\n<p>Uma posi\u00e7\u00e3o a meio caminho &#8220;equidistante&#8221; algures no meio entre a NATO e a R\u00fassia nunca foi t\u00e3o errada e perigosa como atualmente. Quando muito poderia prejudicar um pouco a propaganda desencadeada para criar xenofobia entre as massas, mas acima de tudo prejudica a resist\u00eancia contra a guerra. Porque, se a mentira sobre a R\u00fassia ser uma amea\u00e7a n\u00e3o for contestada decididamente, manter-se-\u00e1 a raz\u00e3o central e psicologicamente mais eficaz da NATO para a escalada da guerra. Perante o perigo de tamb\u00e9m serem afetadas por uma guerra, mais pessoas, especialmente na Alemanha, ficaram alarmadas com as campanhas anti R\u00fassia; querem saber a verdade sobre esses contextos vitais. Sondagens e colunas de opini\u00e3o mostram que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o rejeita o curso do Ocidente de confronta\u00e7\u00e3o contra a R\u00fassia.<\/p>\n<p>A Associa\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 dos Livres Pensadores alerta para o agravamento da confronta\u00e7\u00e3o entre o Ocidente e a R\u00fassia. Exigimos o fim da cria\u00e7\u00e3o de conceitos de inimigo e a desinforma\u00e7\u00e3o, assim como das campanhas anti russas e a demoniza\u00e7\u00e3o do presidente Putin.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia dos EUA dirige-se para uma divis\u00e3o da Europa e para a confronta\u00e7\u00e3o com a R\u00fassia e prejudica os interesses dos pa\u00edses europeus. A Europa pertence a todos os povos e na\u00e7\u00f5es da Europa; precisa duma coexist\u00eancia pac\u00edfica entre todos os pa\u00edses e na\u00e7\u00f5es. Isso exige que se tomem em considera\u00e7\u00e3o os interesses m\u00fatuos e as parcerias tanto com a Ucr\u00e2nia como com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Somos solid\u00e1rios com os comunistas, os antifascistas e os democratas da Ucr\u00e2nia que, apesar da persegui\u00e7\u00e3o, se levantam contra o revisionismo da hist\u00f3ria, a russofobia e o chauvinismo nacional. Defendemos a amizade com a R\u00fassia, juntamente com eles.<\/p>\n<p>Portanto, reivindicamos:<\/p>\n<p><strong>1. Nenhum apoio \u00e0 estrat\u00e9gia dos EU de dividir a Europa, reconstruindo uma Cortina de Ferro. <\/strong><\/p>\n<p><strong>2. Nenhumas san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia \u2013 em especial porque prejudicam interesses econ\u00f3micos e prejudicam o mercado do trabalho na Alemanha e nos pa\u00edses europeus; tamb\u00e9m prejudicam o interesse em rela\u00e7\u00f5es e parcerias est\u00e1veis. <\/strong><\/p>\n<p><strong>3. Fim \u00e0 expans\u00e3o da NATO para leste e ao isolamento militar da R\u00fassia, por meio de um cerco; a NATO n\u00e3o deve avan\u00e7ar para as fronteiras da R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia n\u00e3o deve ser incorporada na estrutura militar da UE. <\/strong><\/p>\n<p><strong> 4. Apoio a uma Ucr\u00e2nia democr\u00e1tica, sem fascismo e revanchismo, com os mesmos direitos humanos e civis e total liberdade de religi\u00e3o e cosmovis\u00e3o <em>(weltanschauung)<\/em>para todos, independentemente da sua origem \u00e9tnica, e com boas rela\u00e7\u00f5es de vizinhan\u00e7a com a Europa ocidental e a R\u00fassia. <\/strong><\/p>\n<p><strong>5. Nenhum dinheiro dos contribuintes para o apoio financeiro e log\u00edstico \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es fascistas e nenhum apoio financeiro para o seu treino.<\/strong><\/p>\n<p>08\/Junho\/2014<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/milosevic.co\/517\/nato-is-the-aggressor-the-german-freethinkers-association-on-the-crisis-in-ukraine\/\" target=\"_blank\">milosevic.co\/&#8230;<\/a> . Tradu\u00e7\u00e3o de Margarida Ferreira. <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este documento encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Associa\u00e7\u00e3o Alem\u00e3 de Livres-Pensadores*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6337\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[125],"tags":[],"class_list":["post-6337","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c138-ucrania"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Ed","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6337","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6337"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6337\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6337"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6337"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6337"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}