{"id":647,"date":"2010-07-13T15:17:56","date_gmt":"2010-07-13T15:17:56","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=647"},"modified":"2010-07-13T15:17:56","modified_gmt":"2010-07-13T15:17:56","slug":"comunismo-a-moda-da-casa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/647","title":{"rendered":"Comunismo \u00e0 moda da casa"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">\n<p align=\"justify\"><strong> Netinho de Paula se lan\u00e7a ao Senado para construir o &#8220;comunismo brasileiro&#8221;, um sistema, diz ele, mais inspirado em Lula do que em Marx <\/strong><\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Numa \u00e9poca <\/strong>em que o comunismo anda em baixa no mundo, ele diz que se filiou ao PC do B, em 2006, para ajudar a construir &#8220;o comunismo brasileiro&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8220;N\u00e3o o comunismo <\/strong>de L\u00eanin, de Marx, de s\u00e9culos passados&#8221;. Mas o de Lula, por exemplo. &#8220;O que o presidente fez nesses oito anos pode se chamar, sim, de comunismo brasileiro. \u00c9 o empres\u00e1rio feliz e o trabalhador tamb\u00e9m contente, sabe?&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Netinho acredita <\/strong>que \u00e9 comunista desde criancinha. &#8220;O pobre j\u00e1 nasce comunista. Ele n\u00e3o v\u00ea a hora de poder ter acesso \u00e0s coisas, de usufruir, de receber, de conhecer.&#8221; \u00d3rf\u00e3o de m\u00e3e aos 11 anos, vendia doces na esta\u00e7\u00e3o de trem de Carapicu\u00edba, para ajudar o pai no sustento da casa.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8220;Pra quem <\/strong>n\u00e3o gosta de mim, tudo \u00e9 motivo: se n\u00e3o \u00e9 porque t\u00f4 no Partido Comunista, \u00e9 porque sou pagodeiro. Se n\u00e3o \u00e9 porque sou pagodeiro, \u00e9 porque sou comunista.&#8221; O povo, diz, est\u00e1 &#8220;mais maduro, entende um pouco que essa coisa de comer criancinha nunca existiu&#8221;. J\u00e1 os comunistas&#8230;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Netinho diz <\/strong>que, quando chegou ao PC do B, pelas m\u00e3os do amigo e ministro Orlando Silva, do Esporte, viu narizes torcidos. &#8220;Tinha uma coisa assim: &#8220;Netinho comunista? Pagodeiro comunista?'&#8221;. Ele foi aprendendo. Frequentou o curso de teoria pol\u00edtica do partido e leu sobre &#8220;Marx, Engels, Weber e Maquiavel&#8221;. Tamb\u00e9m se matriculou na faculdade de sociologia, que trancou para se dedicar \u00e0 campanha.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8220;Lindo, tes\u00e3o, <\/strong>bonito e gostos\u00e3o!&#8221;, gritam sete meninas, cercando o Corolla preto que transporta Netinho pelas cidades da regi\u00e3o que visita neste dia -Sorocaba, Votorantim e Salto. &#8220;\u00c9 o Lula!&#8221;, grita uma delas. &#8220;N\u00e3o, \u00e9 o Netinho!&#8221;, diz outra. &#8220;Ai, meu Deus, \u00e9 s\u00e9rio! \u00c9 ele!&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Em poucos <\/strong>minutos, dezenas de pessoas, a maioria mulheres, se aglomera ao redor do candidato para uma caminhada. Ele tira fotos, ganha um pacote de granola, cartinhas. D\u00e1 aut\u00f3grafos em santinhos e em jornais do PC do B, que os assessores distribuem dizendo que \u00e9 &#8220;o jornalzinho do Netinho&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>&#8220;As pessoas <\/strong>n\u00e3o v\u00e3o jogar o jornal fora, porque est\u00e1 assinado&#8221;, ensina. A confus\u00e3o \u00e9 grande. &#8220;Vai atr\u00e1s dele pra bandeira sair nas fotos. O importante \u00e9 aparecer o vermelh\u00e3o [cor do partido]&#8221;, diz um assessor a outro que carrega a bandeira do PC do B. &#8220;Meu Deus, minha m\u00e3o t\u00e1 doendo. Levei at\u00e9 belisc\u00e3o no pandeiro!&#8221;, diz Netinho.<\/p>\n<p align=\"justify\"><strong>Eleito vereador <\/strong>com 84 mil votos em 2008, Netinho sonha alto. &#8220;N\u00e3o sei o que o destino me reserva. Mas, se eu conseguir ser eleito, desempenhar um bom papel no Senado, naturalmente voc\u00ea j\u00e1 \u00e9 colocado num protagonismo pol\u00edtico.&#8221; At\u00e9 \u00e0 Presid\u00eancia da Rep\u00fablica ele admite que um dia pode concorrer. &#8220;O c\u00e9u \u00e9 o limite.&#8221;<\/p>\n<p align=\"justify\"><em>Fonte: <\/em><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1107201006.htm\" target=\"_blank\"><em>http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq1107201006.htm <\/em><\/a><em>(para assinantes UOL e Folha de S.Paulo).<\/em><\/p>\n<p align=\"justify\"><em><\/p>\n<p><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: 1.bp.blogspot.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nM\u00f4nica Bergamo\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/647\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-647","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ar","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=647"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/647\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=647"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=647"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=647"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}