{"id":6473,"date":"2014-07-21T02:09:46","date_gmt":"2014-07-21T02:09:46","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6473"},"modified":"2014-07-21T02:09:46","modified_gmt":"2014-07-21T02:09:46","slug":"o-terrorismo-sionista-contra-gaza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6473","title":{"rendered":"O terrorismo sionista contra Gaza"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>GENOC\u00cdDIO &#8211; At\u00e9 o dia 14, foram realizados 252 ataques a\u00e9reos e mais outros 97 pelo mar, que provocaram 17.200 refugiados e a morte de 34 crian\u00e7as, 15 adolescentes, 24 mulheres, 44 idosos e 63 homens adultos. Al\u00e9m disso, 1.023 palestinos ficaram gravemente feridos<\/strong><\/p>\n<p>AO MENOS 180 mortos e mais de 1.000 feridos palestinos e um bairro praticamente destru\u00eddo n\u00e3o s\u00e3o ainda suficientes para aplacar o desejo de vingan\u00e7a dos sionistas, ap\u00f3s o assassinato, no dia 12 de junho, de tr\u00eas jovens israelenses pelas m\u00e3os, provavelmente, de alguns militantes jihadistas da tribo dos Qawasameh \u2013 que na regi\u00e3o de Hebron fazem de tudo para desacreditar o grupo isl\u00e2mico Hamas.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o foi suficiente o linchamento do jovem palestino Mohamed Abu Jadair, que, aos 2 de julho, foi seq\u00fcestrado pelos colonos sionistas do bairro de Shoafat, na Jerusal\u00e9m Oriental e linchado publicamente. N\u00e3o satisfeitos, os colonos queimaram o corpo do jovem ainda vivo.<\/p>\n<p>Em resposta, come\u00e7aram as manifesta\u00e7\u00f5es de protesto dos jovens palestinos na Cisjord\u00e2nia e foi nesse contexto que o ex\u00e9rcito sionista realizou 42 \u201copera\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a m\u00e1xima\u201d em todos os territ\u00f3rios palestinos, prendendo cerca de 1.000 jovens palestinos, dos quais 570 eram ex-presos pol\u00edticos libertados em 18 de outubro de 2011, quando o Hamas trocou o soldado israelense Gilad Shalit \u2013 capturado nos arredores de Gaza, em 2006 \u2013 pela liberta\u00e7\u00e3o de 1.027 presos pol\u00edticos palestinos.<\/p>\n<p>Na realidade, o ex\u00e9rcito sionista se aproveitou disso para satisfazer a opini\u00e3o p\u00fablica sionista \u2013 que nunca aceitou a troca de um soldado israelense por 1.027 \u201cterroristas palestinos\u201d \u2013 voltando, assim, a prender 570 ex-presos pol\u00edticos com a infamante acusa\u00e7\u00e3o de serem \u201csuspeitos do assassinato dos tr\u00eas jovens israelenses\u201d.<\/p>\n<p>Foi nesse \u00e2mbito que os oficiais que estavam \u00e0 frente dessas opera\u00e7\u00f5es, no dia 20 de junho, receberam a ordem do Estado Major de prender at\u00e9 Aziz Dweik, de 66 anos, que \u00e9 o porta-voz do Conselho Legislativo Palestino e logicamente membro da dire\u00e7\u00e3o do Hamas.<\/p>\n<p>Na realidade, o endurecimento do cerco militar ao territ\u00f3rio da Faixa de Gaza e os ataques a\u00e9reos e navais realizados por terra e por mar foram planejados atenciosamente pelos oficiais do Estado Major do Tzahal n\u00e3o tanto para vingar-se do assassinado dos tr\u00eas jovens israelenses, mas sim para concluir as \u201copera\u00e7\u00f5es de ruptura total\u201d, que os militares realizaram primeiro em 2008 e depois em 2011.<\/p>\n<p>Opera\u00e7\u00f5es essas que nunca chegaram a ser conclu\u00eddas porque o mundo come\u00e7ou a acusar Israel de genoc\u00eddio. De fato, em 15 de setembro de 2009, o juiz sul-africano Richard Goldstone \u2013 que liderava a comiss\u00e3o do Conselho de Direitos Humanos da ONU ap\u00f3s a opera\u00e7\u00e3o \u201cChumbo Fundido\u201d em 2008 \u2013 acusou o ex\u00e9rcito de Israel de\u201d&#8230; <em>cometer crimes de guerra em Gaza. Embora o governo israelense tenha procurado caracterizar suas opera\u00e7\u00f5es, essencialmente, como uma resposta aos ataques de foguetes, no exerc\u00edcio do seu direito de autodefesa, a comiss\u00e3o considera que o plano visava, pelo menos em parte, um alvo diferente: a popula\u00e7\u00e3o de Gaza como um todo<\/em>&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Por outro lado, a atual \u201cOperation Protective Edge\u201d (Opera\u00e7\u00e3o Margem de Prote\u00e7\u00e3o) \u00e9 uma verdadeira a\u00e7\u00e3o de guerra de exterm\u00ednio contra uma popula\u00e7\u00e3o de quase 2 milh\u00f5es de pessoas, praticamente cercadas em Gaza City, contra a qual o governo sionista de Tel Aviv lan\u00e7ou um ataque que movimenta 41.500 soldados, cerca de 200 tanques, 50 ca\u00e7as-bombardeiros, 10 avi\u00f5es de reconhecimento, 250 rampas de lan\u00e7amento para m\u00edsseis ar-ar e do tipo Patriot, 40 navios lan\u00e7a-foguetes, 20 corvetas, dois submarinos, al\u00e9m de in\u00fameros avi\u00f5es-espi\u00e3o drones (sem piloto) e a espionagem ostensiva do sat\u00e9lite OFEK-7, capaz de detectar objetos e pessoas a at\u00e9 70 cm do terreno.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os generais do Tzahal j\u00e1 haviam planejado a referida \u201cOperation Protective Edge\u201d em 2013. Por\u00e9m, a mesma s\u00f3 come\u00e7ou a tomar corpo quando o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, n\u00e3o aceitou o acordo de reconcilia\u00e7\u00e3o entre o Hamas e o Fatah, do presidente Mahmoud Abbas.<\/p>\n<p>Um acordo hist\u00f3rico para o futuro do Estado palestino, que ocorreu no dia 24 de abril de 2014, precisamente sete anos ap\u00f3s a vit\u00f3ria dos candidatos isl\u00e2micos do Hamas ao governo regional da Faixa de Gaza.<\/p>\n<p>\u00c9 necess\u00e1rio sublinhar que o governo sionista de Benjamin Netanyahu \u2013 com a t\u00e1cita cobertura da Casa Branca, dos pa\u00edses europeus e a tradicional covardia de grande parte do mundo \u00e1rabe \u2013 se aproveitou da reconcilia\u00e7\u00e3o entre o Hamas e o Fatah para enterrar de vez o moribundo processo de paz e assim poder voltar \u00e0 estrat\u00e9gia do \u201cGrande Israel\u201d, que, nas condi\u00e7\u00f5es atuais, implica a derrota militar e decisiva do Hamas, a coloniza\u00e7\u00e3o definitiva do Vale do Jord\u00e3o e o fechamento dos \u00faltimos corredores palestinos na Cisjord\u00e2nia, com a constru\u00e7\u00e3o de mais condom\u00ednios para colonos judeus.<\/p>\n<p>Um projeto idealizado pelos sionistas ortodoxos ligados ao movimento Be\u2019ad Artzeinu, que foi enterrado pelo general Ariel Sharon, em 2005, quando ap\u00f3s 38 anos de ocupa\u00e7\u00e3o e diante da ineg\u00e1vel resist\u00eancia dos palestinos, ordenou a retirada militar da Faixa de Gaza e a desocupa\u00e7\u00e3o dos assentamentos dos colonos sionistas.<\/p>\n<p>Entretanto, o desejo de voltar a realizar o pretensioso projeto do \u201cGrande Israel\u201d foi inegavelmente confirmado, no dia 5 de junho, pelo ministro da Habita\u00e7\u00e3o de Israel, Uri Ariel \u2013 l\u00edder do partido ultra-sionista P\u00e1tria Judaica \u2013 que legitimou os planos para a constru\u00e7\u00e3o de mais 1.500 casas para os novos colonos judeus na Cisjord\u00e2nia e at\u00e9 na pr\u00f3pria Jerusal\u00e9m Leste. Al\u00e9m disso, o ministro da Habita\u00e7\u00e3o, diante dos microfones da TV israelense declarou: \u201c<em>Essa \u00e9 uma resposta \u00e0 forma\u00e7\u00e3o do governo de coaliz\u00e3o na Autoridade Nacional Palestina (ANP), que une o Fatah e o Hamas, este \u00faltimo classificado por Israel e pelos EUA como um grupo \u2018terrorista<\/em>\u2019\u201d. Depois, entrevistado pelo jornal israelense Haaretz, Uri Ariel ainda declarou: \u201c<em>Eu louvo esta decis\u00e3o de dar uma resposta sionista apropriada contra o estabelecimento do gabinete palestino do terror<\/em>\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sequestro ou provoca\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 casual e at\u00e9 circunspecto que os tr\u00eas jovens israelenses foram seq\u00fcestrados e assassinados na regi\u00e3o de Hebron, onde operam algumas c\u00e9lulas jihadistas, cujos membros s\u00e3o origin\u00e1rios da tribo Qawasameh, que sempre realizaram atentados quando os dirigentes do Hamas ou do Fatah tentam romper o isolamento diplom\u00e1tico abrandando o clima conflituoso com Israel.<\/p>\n<p>Por outro lado, n\u00e3o devemos esquecer que a participa\u00e7\u00e3o dos agentes do Mossad, o servi\u00e7o secreto israelense, na S\u00edria e no Iraque ao lado dos \u201dinsurgentes do ISIS e da Brigada Al Nustra\u201d pode ter frutificado uma concreta rede de duplos agentes nos grupos jihadistas.<\/p>\n<p>Agentes que, ao voltarem para a Palestina, podem ter motivado o seq\u00fcestro dos tr\u00eas jovens israelenses para desqualificar o acordo de reconcilia\u00e7\u00e3o entre o Hamas e o Fatah. Uma provoca\u00e7\u00e3o feita no momento pol\u00edtico mais apropriado para justificar o in\u00edcio da \u201cOperation Protective Edge\u201d contra o Hamas em Gaza.<\/p>\n<p>De fato, diferentemente do passado, ningu\u00e9m reivindicou o assassinado dos tr\u00eas jovens israelenses. Ningu\u00e9m enviou o v\u00eddeo com sua pris\u00e3o e ningu\u00e9m leu um comunicado pedindo algo em troca ou explicando as raz\u00f5es do sequestro. Algo que sempre acontece quando os grupos jihadistas ou as brigadas do bra\u00e7o armado do Hamas executam uma opera\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio israelense.<\/p>\n<p>Por que desta vez ningu\u00e9m reivindicou o sequestro? Por que os tr\u00eas jovens foram logo executados e enterrados, at\u00e9 com dificuldade? Por que a descoberta dos corpos aconteceu logo ap\u00f3s o habitual telefonema an\u00f4nimo?<\/p>\n<p><strong>Achille Lollo \u00e9 jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na It\u00e1lia e editor do programa TV \u201cQuadrante Informativo\u201d.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6473\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-6473","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Gp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6473","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6473"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6473\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6473"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6473"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6473"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}