{"id":6478,"date":"2014-07-23T15:34:27","date_gmt":"2014-07-23T15:34:27","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6478"},"modified":"2014-07-23T15:34:27","modified_gmt":"2014-07-23T15:34:27","slug":"os-craques-das-armas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6478","title":{"rendered":"OS CRAQUES DAS ARMAS"},"content":{"rendered":"\n<p>Na Mar\u00e9 vivem mais de 130 mil pessoas em 15 comunidades, onde tr\u00eas grupos disputam o poder, com armas de guerra &#8211; metralhadoras, fuzis e lan\u00e7a-granadas.<\/p>\n<p>Tr\u00e1fico de drogas no Santo Amaro. Armas de guerra na Mar\u00e9. Na not\u00edcia veiculada pela chamada grande imprensa, nenhuma men\u00e7\u00e3o quanto a dois assuntos para n\u00f3s cruciais:<\/p>\n<p>a) quem s\u00e3o os grandes fornecedores de drogas il\u00edcitas para as comunidades de favelas do Rio de Janeiro?<\/p>\n<p>b) quem s\u00e3o os grandes fornecedores de armas para as comunidades de favelas do Rio de Janeiro?<\/p>\n<p>Enquanto a quest\u00e3o das drogas il\u00edcitas continuar sendo tratada como um caso de pol\u00edcia nas comunidades, continuaremos a ver a a\u00e7\u00e3o impune dos grandes traficantes que se abrigam nos condom\u00ednios fechados da Barra da Tijuca, ou nos apartamentos luxuosos de Ipanema e Leblon.<\/p>\n<p>A interven\u00e7\u00e3o do Estado se faz necess\u00e1ria no neg\u00f3cio das drogas, n\u00e3o somente no controle da produ\u00e7\u00e3o e do consumo, como tamb\u00e9m numa pol\u00edtica de sa\u00fade p\u00fablica de tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s armas, claro est\u00e1 que os cofres p\u00fablicos se abrem para a manuten\u00e7\u00e3o de um aparato policial-militar, com verbas que poderiam estar sendo empregadas no controle da entrada dessas armas em territ\u00f3rio brasileiro, al\u00e9m de interven\u00e7\u00e3o do Estado na fabrica\u00e7\u00e3o dessas armas no Brasil.<\/p>\n<p>Por conta disso tudo, o tr\u00e1fico de armas de fora para dentro das comunidades se faz \u00e0 vista de todo esse esquema de seguran\u00e7a, montado a partir do pretexto da Copa do Mundo.<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, nosso olhar se dirige para a quest\u00e3o concreta: a continuidade do sistema de seguran\u00e7a instalado no Rio de Janeiro atende \u00e0 necessidade das classes dominantes em continuar a reprimir manifesta\u00e7\u00f5es pac\u00edficas de rep\u00fadio ao Estado m\u00ednimo, pol\u00edtica iniciada no governo FHC, e que avan\u00e7ou nos governos Lula e Dilma. O resto \u00e9 cortina de fuma\u00e7a, para enganar a popula\u00e7\u00e3o de que quanto mais for\u00e7as de seguran\u00e7a, mais paz.<\/p>\n<p>Para n\u00f3s, comunistas, e para a maioria da popula\u00e7\u00e3o do Rio de Janeiro, est\u00e1 acontecendo justamente o contr\u00e1rio: quanto mais &#8220;guerra \u00e0s drogas&#8221;, mais viol\u00eancia no estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Paulo Oliveira<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nO Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, atendendo a pedido do governador Pez\u00e3o, prorrogou a estada da For\u00e7a Nacional no Rio de Janeiro, por mais 90 dias. Motivo: refor\u00e7ar a seguran\u00e7a no Morro Santo Amaro, no Catete, durante as a\u00e7\u00f5es do programa &#8220;Crack, \u00e9 Poss\u00edvel Vencer&#8221;. Al\u00e9m disso, semana passada, o governador enviou of\u00edcio, ainda n\u00e3o respondido, solicitando que a For\u00e7a Nacional, mais Marinha e Ex\u00e9rcito permanecessem apoiando a seguran\u00e7a no Complexo da Mar\u00e9. Detalhe: todo o trabalho de apoio \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a do Rio na Mar\u00e9 custa cerca de R$ 1,7 milh\u00e3o por dia.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6478\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[100],"tags":[],"class_list":["post-6478","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c113-a-semana-no-olhar-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Gu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6478","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6478"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6478\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6478"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6478"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6478"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}