{"id":648,"date":"2010-07-13T15:27:28","date_gmt":"2010-07-13T15:27:28","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=648"},"modified":"2010-07-13T15:27:28","modified_gmt":"2010-07-13T15:27:28","slug":"a-mentira-na-historiae-a-compreensao-da-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/648","title":{"rendered":"A mentira na Hist\u00f3ria e a compreens\u00e3o da crise"},"content":{"rendered":"\n<p>O capitalismo atravessa uma crise estrutural para a qual n\u00e3o encontra solu\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para que os povos se mobilizem na luta contra o sistema que os oprime e amea\u00e7a j\u00e1 a pr\u00f3pria continuidade da vida na Terra, \u00e9 indispens\u00e1vel a compreens\u00e3o do funcionamento da monstruosa engrenagem que deforma o real, impondo \u00e0 humanidade uma Historia deformada, forjada pelo capitalismo para lhe servir os interesses.<\/p>\n<p>Essa compreens\u00e3o \u00e9 extraordinariamente dificultada pela maquina de desinforma\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica controlada pelas grandes transnacionais. Nunca antes a humanidade disp\u00f4s de tanta informa\u00e7\u00e3o; mas em \u00e9poca alguma esteve t\u00e3o desinformada. Nesta era da informa\u00e7\u00e3o instant\u00e2nea, as for\u00e7as do capital est\u00e3o conscientes de que a transforma\u00e7\u00e3o da mentira em verdade \u00e9 cada vez mais imprescind\u00edvel \u00e0 sobreviv\u00eancia do capitalismo.<\/p>\n<p>A L\u00d3GICA DAS CRISES<\/p>\n<p>No esfor\u00e7o para enganar e confundir os povos, a primeira mentira \u00e9 insepar\u00e1vel da afirma\u00e7\u00e3o categ\u00f3rica, difundida atrav\u00e9s de um bombardeamento medi\u00e1tico, de que nos EUA irrompera uma grave crise, definida como <em>financeira, <\/em> resultante de especula\u00e7\u00f5es fraudulentas no imobili\u00e1rio. Obama e os sacerdotes de Wall Street reconheceram a cumplicidade da banca e das seguradoras quando surgiram fal\u00eancias em cadeia, mas garantiram que o tsunami financeiro seria superado atrav\u00e9s de medidas adequadas. Trataram de ocultar que se estava perante uma crise profunda do capitalismo, de \u00e2mbito mundial.<\/p>\n<p>A simula\u00e7\u00e3o da <em>surpresa<\/em> fez parte do jogo.<\/p>\n<p>O Presidente dos EUA e os senhores da finan\u00e7a mentiram conscientemente.<\/p>\n<p>As grandes crises mundiais raramente s\u00e3o previstas e anunciadas com anteced\u00eancia. Mas quando se produzem n\u00e3o surpreendem. Inserem-se na l\u00f3gica da Historia.<\/p>\n<p>Isso aconteceu, por exemplo, ap\u00f3s a II Guerra Mundial. A Alian\u00e7a que fora decisiva para a derrota do III Reich n\u00e3o poderia prolongar-se. Era incompat\u00edvel com as ambi\u00e7\u00f5es e o projecto de domina\u00e7\u00e3o do capitalismo.<\/p>\n<p>A dimens\u00e3o da vitoria, ao eliminar a Alemanha como grande potencia militar e econ\u00f3mica, gerou uma situa\u00e7\u00e3o potencialmente conflitiva.<\/p>\n<p>A partilha dessa dram\u00e1tica heran\u00e7a foi feita, numa atmosfera de aparente cordialidade, nas Conferencias de Teer\u00e3o e Yalta. Mas, quando os canh\u00f5es deixaram de disparar, Washington e Londres logo se entenderam para criar tens\u00f5es incompat\u00edveis com o respeito dos compromissos assumidos.<\/p>\n<p>A Guerra Fria foi uma cria\u00e7\u00e3o dos EUA e do Reino Unido. Derrotado um inimigo, o fascismo, o imperialismo precisava de inventar outro. A tarefa n\u00e3o exigiu muita imagina\u00e7\u00e3o. Os slogans que nas duas d\u00e9cadas anteriores apresentavam o comunismo como amea\u00e7a letal \u00e0 democracia foram rapidamente retomados.<\/p>\n<p>Como os povos estavam sedentos de paz, uma gigantesca campanha de falsifica\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria foi desencadeada para persuadir no Ocidente centenas de milh\u00f5es de pessoas de que a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica configurava um perigo para a humanidade democr\u00e1tica. Essa ofensiva contribuiu decisivamente para dissipar as esperan\u00e7as geradas pelas Na\u00e7\u00f5es Unidas e o discurso humanista sobre uma paz perp\u00e9tua.<\/p>\n<p>A chamada Guerra Fria nasceu dessa mentira. O famoso discurso de Fulton, quando Churchill carimbou a express\u00e3o Cortina de Ferro para caracterizar a imaginaria amea\u00e7a sovi\u00e9tica, foi previamente discutido com a Casa Branca. O<em> medo <\/em> da \u00abbarb\u00e1rie russa\u00bb abriu o caminho \u00e0 Doutrina Truman e \u00e0 NATO.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi a URSS quem tomou a iniciativa de romper os acordos assinados pelos vencedores da guerra.<\/p>\n<p>Cabe recordar que, somente ap\u00f3s o afastamento dos comunistas dos governos da Fran\u00e7a e da It\u00e1lia, os ministros anticomunistas deixaram de integrar governos de pa\u00edses do Leste europeu.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m significativo que os historiadores norte-americanos e ingleses \u2013com rar\u00edssimas excep\u00e7\u00f5es omitam que a implanta\u00e7\u00e3o de regimes alinhados com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica se concretizou na Europa sem recurso \u00e0 for\u00e7a armada enquanto na Gr\u00e9cia \u2013 pais situado na zona de influencia inglesa &#8211; o exercito de ocupa\u00e7\u00e3o brit\u00e2nico desencadeou uma violenta repress\u00e3o quando os trabalhadores revolucion\u00e1rios estavam prestes a tomar o poder. Foram ent\u00e3o abatidos milhares de comunistas gregos para garantir a sobreviv\u00eancia de uma monarquia apodrecida, mas os <em>media <\/em> ocidentais ignoraram esses massacres. O tema era incomodo.<\/p>\n<p>O t\u00e3o comentado plano russo de \u00abconquista e domina\u00e7\u00e3o mundiais\u00bb n\u00e3o passa de um mito forjado em Washington e Londres para criar o alarme e o medo prop\u00edcios \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da NATO como \u00abalian\u00e7a defensiva\u00bb capaz de se opor \u00ab\u00e0 subvers\u00e3o comunista\u00bb.E a arma at\u00f3mica passou a ser usada como instrumento de chantagem.<\/p>\n<p>Na realidade, a URSS, a quem a guerra custara mais de 20 milh\u00f5es de mortos(a maioria homens de menos de 30 anos), precisava desesperadamente de paz para se reconstruir. As hordas nazis tinham devastado as zonas mais desenvolvidas e industrializadas do pais. Como poderia desejar a guerra e promover o \u00abexpansionismo comunista\u00bb uma sociedade nessas condi\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>A agressividade vinha toda dos EUA que tinham sido enriquecidos por uma guerra que n\u00e3o atingiu o seu territ\u00f3rio e na qual as suas for\u00e7as armadas sofreram perdas muito inferiores \u00e0s do seu aliado brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>A Gr\u00e3 Bretanha, cujo imp\u00e9rio principiava a desfazer-se, ligou, porem, o seu destino ao colosso americano. Os elogios ao aliado russo, antes frequentes, foram substitu\u00eddos por insultos e calunias. Aos jovens de hoje parece quase inacredit\u00e1vel que Churchill, o inventor da <em>Cortina de Ferro, <\/em> meses antes do final da guerra, tenha afirmado \u00ab n\u00e3o conhe\u00e7o outro governo que cumpra os seus compromissos (\u2026) mais solidamente do que o governo sovi\u00e9tico russo. Recuso-me absolutamente a travar aqui uma discuss\u00e3o sobre a boa f\u00e9 russa\u00bb (Citado por Isaac Deutscher em Ironias da Hist\u00f3ria, pag 184, Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira, Rio de Janeiro 1968).<\/p>\n<p>Assim falava o primeiro ministro do Reino Unido pouco antes de transformar o aliado que tanto admirava em ogre que amea\u00e7ava o mundo\u2026<\/p>\n<p>MESMA HIPOCRISIA<\/p>\n<p>NUMA CRISE MUITO DIFERENTE<\/p>\n<p>Desagregada a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e implantado o capitalismo na R\u00fassia, o imperialismo sentiu a necessidade de reinventar inimigos para justificar novas guerras. E eles foram rapidamente fabricados. Surgiu assim \u00abo eixo do mal \u00bb. Pequenos pa\u00edses como Cuba, o Iraque e a Coreia do Norte, metamorfoseados em potencias agressoras, foram apresentados como \u00abamea\u00e7a \u00e0 seguran\u00e7a\u00bb dos EUA e dos seus aliados. Um homem, Osama Bin Laden, foi guindado a \u00abinimigo numero um\u00bb dos EUA. O Afeganist\u00e3o, onde supostamente se encontrava, foi invadido, vandalizado e ocupado. Bin Laden, ali\u00e1s, n\u00e3o foi sequer localizado. Permanece vivo, em lugar desconhecido. Mas a sua organiza\u00e7\u00e3o, a fantasm\u00e1tica Al Qaeda, \u00e9 responsabilizada como a fonte do terrorismo mundial.<\/p>\n<p>Seguiu-se o Iraque. Durante meses, a maquina medi\u00e1tica dos EUA inundou o mundo com noticias sobre \u00abas armas de extin\u00e7\u00e3o massiva\u00bb que Sadam Hussein teria acumulado para agredir a humanidade. O secretario de Estado Colin Powell declarou perante o Conselho de Seguran\u00e7a da ONU que Washington tinha provas da exist\u00eancia desse arsenal de terror. O brit\u00e2nico Tony Blair garantiu que tamb\u00e9m dispunha dessas provas.<\/p>\n<p>O Iraque foi invadido, destru\u00eddo, saqueado e, tal como o Afeganist\u00e3o, permanece ocupado. Mas Bush e Blair acabaram por reconhecer que, afinal, as tais armas de extin\u00e7\u00e3o massiva n\u00e3o existiam.<\/p>\n<p>Entretanto, o complexo militar industrial dos EUA agigantou-se. O Or\u00e7amento de Defesa do pa\u00eds \u00e9 o maior da Historia.<\/p>\n<p>Agora chegou a vez do Ir\u00e3o. O ber\u00e7o de uma das mais importantes civiliza\u00e7\u00f5es criadas pela Humanidade \u00e9 a mais recente amea\u00e7a \u00e0 \u00abseguran\u00e7a dos EUA\u00bb. A Agencia Internacional de Seguran\u00e7a At\u00f3mica n\u00e3o conseguiu encontrar qualquer prova de que o pa\u00eds esteja a utilizar as suas instala\u00e7\u00f5es nucleares com o objectivo de produzir armas at\u00f3micas. Com o aval do Brasil e da Turquia, o governo de Ahmanidejah comprometeu-se a que o seu ur\u00e2nio seja enriquecido no exterior com fins pac\u00edficos. Mas Washington acaba de impor, atrav\u00e9s do Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, novas san\u00e7\u00f5es a Teer\u00e3o. Mais: o presidente dos EUA amea\u00e7ou j\u00e1 utilizar armas at\u00f3micas t\u00e1cticas contra o pa\u00eds se ele n\u00e3o se submeter a todas as suas exig\u00eancias.<\/p>\n<p>Isto acontece quando Obama se viu for\u00e7ado a demitir o comandante chefe norte-americano no Afeganist\u00e3o na sequencia de uma entrevista na qual o general Mc Chrystal \u2013 alias um criminoso de guerra \u2013 (v.artigo de John Catalinotto em <a href=\"http:\/\/odiario.info\/\" target=\"_blank\">odiario.info<\/a>, 12.7.2010)criticou duramente o Presidente e esbo\u00e7ou um panorama desastroso da politica da Casa Branca na Regi\u00e3o.<\/p>\n<p>ENTRE A FARSA E A TRAG\u00c9DIA<\/p>\n<p>Diariamente, os grandes <em>media <\/em> norte-americanos repetem que a crise foi praticamente superada nos EUA gra\u00e7as \u00e0s medidas tomadas pela Administra\u00e7\u00e3o Obama. \u00c9 outra grande mentira. A taxa de desemprego mant\u00e9m-se inalterada e a situa\u00e7\u00e3o de dezenas de milh\u00f5es de fam\u00edlias \u00e9 critica.<\/p>\n<p>\u00c9 suficiente ler os artigos sobre o tema de Pr\u00e9mios Nobel da Economia, alias empenhados na salva\u00e7\u00e3o do capitalismo \u2013 Joseph Stiglitz e Paul Krugman, por exemplo- para se compreender que a situa\u00e7\u00e3o, longe de melhorar, pode eventualmente agravar-se.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 a taxa do PIB que lhe define o rumo, porque a crise, global, \u00e9 do sistema e n\u00e3o apenas financeira.<\/p>\n<p>Os discursos do Presidente contribuem para confundir os cidad\u00e3os em vez de os esclarecer. Persistem contradi\u00e7\u00f5es entre a Casa Branca e a finan\u00e7a. Mas elas resultam de os senhores de Wall Street e os <em>chairman <\/em> das grandes transnacionais considerarem insuficientes as medidas da Administra\u00e7\u00e3o que os beneficiaram. Pretendem voltar a ter as m\u00e3os totalmente livres.<\/p>\n<p>A ret\u00f3rica presidencial n\u00e3o pode esconder que a estrat\u00e9gia de Obama visou no fundamental salvar e n\u00e3o punir os respons\u00e1veis por uma crise que adquiriu rapidamente propor\u00e7\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p>As empresas acumulam novamente lucros fabulosos enquanto os trabalhadores apertam o cinto. A desigualdade social aumenta e os banqueiros, driblando decis\u00f5es do Congresso, continuam a atribuir-se pr\u00e9mios principescos.<\/p>\n<p>O grande capital resiste alias, com o apoio firme do Partido Republicano, a todas as medidas de car\u00e1cter social, na maioria t\u00edmidas -como a reforma do sistema de sa\u00fade &#8211; que a Administra\u00e7\u00e3o adopta (ver artigo de John Bellamy Forster, <a href=\"http:\/\/odiario.info\/\" target=\"_blank\">odiario.info<\/a>, 13.7.2\u00ba10).<\/p>\n<p>\u00c9 cada vez mais transparente que estamos perante uma crise do capitalismo, sem solu\u00e7\u00e3o previs\u00edvel, embora a esmagadora maioria da humanidade n\u00e3o tenho tomado consci\u00eancia dessa realidade.<\/p>\n<p>A tenta\u00e7\u00e3o de ampliar a escalada militar na \u00c1sia como sa\u00edda \u00absalvadora\u00bb \u00e9 muito forte, mas no pr\u00f3prio Pent\u00e1gono generais influentes temem as consequ\u00eancias de um ataque ao Ir\u00e3o. A invas\u00e3o terrestre est\u00e1 exclu\u00edda e o bombardeamento com armas convencionais de alvos estrat\u00e9gicos n\u00e3o produziria outro efeito que n\u00e3o fosse uma gigantesca vaga de antiamericanisno no mundo mu\u00e7ulmano.<\/p>\n<p>O recurso a armas nucleares t\u00e1cticas \u00e9 a op\u00e7\u00e3o de uma minoria. Essa hip\u00f3tese tem sido admitida por destacadas personalidades internacionais, mas n\u00e3o se me afigura que possa concretizar-se.<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante a vassalagem dos governos da Uni\u00e3o Europeia e do Jap\u00e3o, os povos condenariam massivamente uma repeti\u00e7\u00e3o do genoc\u00eddio de Hiroshima. Seria o pr\u00f3logo de uma tragedia cujo desfecho poderia ser a extin\u00e7\u00e3o da humanidade.<\/p>\n<p>Retomo assim a afirma\u00e7\u00e3o do inicio, tema desta reflex\u00e3o. A mentira na Hist\u00f3ria dificulta extraordinariamente a compreens\u00e3o da crise de civiliza\u00e7\u00e3o que o homem enfrenta.<\/p>\n<p>Serpa, Julho de 2010<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\n Cr\u00e9dito: ODi\u00e1rio.info\n\n\n\n\n\n\n\n\npor Miguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/648\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-648","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-as","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/648\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}