{"id":6550,"date":"2014-08-03T18:54:12","date_gmt":"2014-08-03T18:54:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6550"},"modified":"2014-08-03T18:54:12","modified_gmt":"2014-08-03T18:54:12","slug":"a-responsabilidade-de-mario-soares-na-contrarevolucao-do-capital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6550","title":{"rendered":"A RESPONSABILIDADE DE M\u00c1RIO SOARES NA CONTRAREVOLU\u00c7\u00c3O DO CAPITAL"},"content":{"rendered":"\n<p>Os textos enfeixados no V Tomo das Obras Escolhidas de \u00c1lvaro Cunhal* iluminam com clareza acontecimentos que assinalaram o fim da fase criadora da Revolu\u00e7\u00e3o Portuguesa e o in\u00edcio da contrarrevolu\u00e7\u00e3o que recolocou no poder as for\u00e7as pol\u00edticas controladas pelo grande capital e o imperialismo.<\/p>\n<p>A oculta\u00e7\u00e3o da Hist\u00f3ria profunda tem sido na maioria das nossas universidades e escolas secund\u00e1rias um objetivo de sucessivos governos de direita.<\/p>\n<p>A leitura destes discursos, interven\u00e7\u00f5es e entrevistas do secret\u00e1rio-geral do PCP contribuir\u00e1 para que milhares de jovens rompam a cortina de ignor\u00e2ncia que envolve hoje o 25 de Abril e reflitam sobre as circunst\u00e2ncias e os atos dos protagonistas da mudan\u00e7a de rumo que travou a revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e nacional e conduziu Portugal, de tombo em tombo, \u00e0 atual crise e \u00e0 situa\u00e7\u00e3o semicolonial em que se encontra.<\/p>\n<p>A luta de classes, que explodiu nas jornadas em que se formou a alian\u00e7a Povo-MFA, foi permanente desde ent\u00e3o, intensificando-se apos a intentona do 25 de Setembro e a abortada tentativa golpista do 11 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>A grande vaga das nacionaliza\u00e7\u00f5es, o controlo oper\u00e1rio e as lutas que precederam no Alentejo a arrancada para a Reforma Agr\u00e1ria alarmaram o Partido Socialista.<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de liberdades em amplas regi\u00f5es do pa\u00eds permitiu que o P S obtivesse nas elei\u00e7\u00f5es para a Constituinte uma grande vota\u00e7\u00e3o que encorajou os seus dirigentes a engavetar o programa do partido, envolver-se em conspira\u00e7\u00f5es, e finalmente, sair do IV Governo Provis\u00f3rio para, em alian\u00e7a com o PPD e outas for\u00e7as reacion\u00e1rias, criarem condi\u00e7\u00f5es para o in\u00edcio da contrarrevolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A VIRAGEM \u00c0 DIREITA DO PS<\/p>\n<p>A viragem a direita do PS alterou o quadro revolucion\u00e1rio. Esbo\u00e7ada no final de 1974 na sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 unicidade sindical e em manobras conspirativas com Sp\u00ednola para impedir a independ\u00eancia de Angola, ganhou transpar\u00eancia apos o 11 de Mar\u00e7o e concretizou-se em 17 de Julho de 1975 quando os ministros socialistas abandonaram o IV Governo Provis\u00f3rio de Vasco Gon\u00e7alves. Dias antes, M\u00e1rio Soares protestara com veem\u00eancia contra a aprova\u00e7\u00e3o do Documento Guia da Alian\u00e7a Povo-MFA.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as, que at\u00e9 ent\u00e3o fora favor\u00e1vel ao avan\u00e7o do processo revolucion\u00e1rio, alterou-se profundamente.<\/p>\n<p>A vaga de assaltos a centros de trabalho do PCP, iniciada com a destrui\u00e7\u00e3o do centro de Rio Maior, a 16 de Julho, estimulada por quadros do PPD, coincidiu com a campanha do PS que exigia a demiss\u00e3o de Vasco Gon\u00e7alves e com a crise do MFA, inocult\u00e1vel a partir da divulga\u00e7\u00e3o do chamado \u00abDocumento dos Nove\u00bb.<\/p>\n<p>A 19 de Julho num com\u00edcio na Alameda Afonso Henriques, M\u00e1rio Soares exigiu com arrog\u00e2ncia, contando com o apoio entusi\u00e1stico do PPD, o afastamento do general Vasco Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>Para as gera\u00e7\u00f5es que nasceram ap\u00f3s o 25 de Abril, o conte\u00fado deste V Tomo das Obras Escolhidas de \u00c1lvaro Cunhal n\u00e3o \u00e9 apenas uma li\u00e7\u00e3o de Hist\u00f3ria. Permite ao leitor movimentar-se no cen\u00e1rio de um per\u00edodo dram\u00e1tico, acompanhar quase dia a dia a evolu\u00e7\u00e3o da ofensiva conjunta do PS e do PPD, acompanhar a marcha da conspira\u00e7\u00e3o liderada por M\u00e1rio Soares.<\/p>\n<p>Nas semanas em que a crise se desenvolve rumo a um desfecho ainda imprevis\u00edvel, o narrador desce \u00e0s ra\u00edzes da crise, informa, explica, interpreta, analisa alternativas.<\/p>\n<p>O ponto de partida \u00e9 a sua interven\u00e7\u00e3o na reuni\u00e3o plen\u00e1ria do Comit\u00e9 Central no dia 10 de Agosto de l975. Com limpidez, esclareceu que ao galopar pela estrada do anticomunismo aberta pelo PS, a contra revolu\u00e7\u00e3o passara ao ataque desfraldando as suas bandeiras.<\/p>\n<p>A ofensiva do PS rompera a unidade do MFA. Dividido em tr\u00eas tend\u00eancias que se contradiziam, o Movimento seguia \u00e0 deriva com o Conselho da Revolu\u00e7\u00e3o paralisado.<\/p>\n<p>Foi o fim da Alian\u00e7a Povo -MFA.<\/p>\n<p>Na abordagem das tarefas pol\u00edticas priorit\u00e1rias e urgentes, \u00c1lvaro Cunhal lembrou que o PCP, empenhado na luta pela instaura\u00e7\u00e3o de um regime caracterizado pelas mais amplas liberdades, era alvo de uma campanha de cal\u00fanias abjeta, o que se refletia \u00abna toler\u00e2ncia, na condescend\u00eancia, na passividade e por vezes at\u00e9 na colabora\u00e7\u00e3o de certos destacamentos militares com os fascistas, com os reacion\u00e1rios nos assaltos \u00e0s sedes do Partido\u00bb.<\/p>\n<p>Consciente da necessidade de \u00abevitar um confronto entre for\u00e7as que ir\u00e1 enfraquecer no conjunto o movimento revolucion\u00e1rio portugu\u00eas\u00bb advertia contra a tend\u00eancia para o sectarismo. Era um erro ver em militares moderados e nos que os apoiavam gente perdida para o processo revolucion\u00e1rio.<\/p>\n<p>No auge da crise, discursando no Pavilh\u00e3o dos Desportos, afirmou que o movimento popular sem os militares n\u00e3o poderia construir o novo Portugal democr\u00e1tico, nem os militares sem o movimento<\/p>\n<p>A 6 de Setembro, apos a demiss\u00e3o do V Governo Provis\u00f3rio, que perdera o apoio da maioria do MFA, a situa\u00e7\u00e3o politica e militar deteriorou-se rapidamente.<\/p>\n<p>O governo de Pinheiro de Azevedo surgiu como mal menor. A \u00abalternativa &#8211; como sublinhou \u00c1lvaro Cunhal &#8211; n\u00e3o era um governo revolucion\u00e1rio nem um governo com uma posi\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 do V Governo Provis\u00f3rio, a alternativa seria a forma\u00e7\u00e3o a curto prazo dum governo mais \u00e0 direita, apoiado em for\u00e7as conservadoras e reacion\u00e1rias\u00bb.<\/p>\n<p>O DISCURSO DE 7 DEZEMBRO DE 1975<\/p>\n<p>O discurso pronunciado por \u00c1lvaro Cunhal no com\u00edcio do Campo Pequeno no dia 7 de Dezembro de l975 ficar\u00e1 na Hist\u00f3ria como um dos mais belos e l\u00facidos documentos revolucion\u00e1rios do dirigente comunista.<\/p>\n<p>O 25 de Novembro, escancarando a porta \u00e0 contrarrevolu\u00e7\u00e3o, tinha provocado desalento e alguma desorienta\u00e7\u00e3o em amplos sectores das for\u00e7as progressistas.<\/p>\n<p>Para se defender Abril, \u00abno momento grave que se vive, num momento em que continuam a efetuar-se pris\u00f5es e saneamentos em massa \u00e0 esquerda \u2013 s\u00e3o palavras suas-, em vez de recrimina\u00e7\u00f5es, em vez da resposta polemica e violenta a todos os que pelas suas alian\u00e7as \u00e0 direita abriram as portas \u00e0 rea\u00e7\u00e3o, n\u00f3s apelamos para todas as for\u00e7as e setores militares e pol\u00edticos, para todos os homens e mulheres que querem que o nosso povo viva em liberdade, para que se unam ante o perigo maior que espreita, n\u00e3o s\u00f3 este ou aquele partido, mas a todo o nosso povo: o perigo do fascismo\u00bb.<\/p>\n<p>Fica transparente que o PCP \u00abse op\u00f4s sistematicamente a uma pol\u00edtica que conduzisse \u00e0 guerra\u00bb.<\/p>\n<p>Na parte final do discurso, o secret\u00e1rio-geral do PCP sublinhou que os tr\u00e1gicos acontecimentos do 25 de Novembro, pelas li\u00e7\u00f5es a extrair deles e pelos perigos imediatos criavam, paradoxalmente, \u00abcondi\u00e7\u00f5es novas para a unidade das for\u00e7as interessadas na salvaguarda das liberdades, da democracia, da revolu\u00e7\u00e3o\u00bb. E, dirigindo-se ao grande coletivo partid\u00e1rio, enunciou os objetivos pol\u00edticos a atingir a curto e m\u00e9dio prazo em defesa e aprofundamento das conquistas de Abril e exortou os militantes a empenhar-se com confian\u00e7a e tenacidade nas tarefas revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>O PCP- afirmou a terminar- \u00abfazendo frente aos temporais, luta e lutar\u00e1 sempre e sempre pela liberdade, pela liquida\u00e7\u00e3o da explora\u00e7\u00e3o capitalista, pela vit\u00f3ria do socialismo em Portugal. O PCP \u00e9 o Partido da verdade, \u00e9 o Partido da Esperan\u00e7a. O PCP tudo far\u00e1 para estar \u00e0 altura da confian\u00e7a que nele depositam a classe oper\u00e1ria e as amplas massas populares\u00bb.<\/p>\n<p>PERGUNTAS SEM RESPOSTA E UMA CONCLUS\u00c3O<\/p>\n<p>Transcorridas quase quatro d\u00e9cadas da jornada sombria do 25 de Novembro, que assinalou o fecho da saga revolucion\u00e1ria de Abril, j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel refletir sem paix\u00e3o sobre a rutura da Alian\u00e7a Povo-MFA, a viragem \u00e0 direita do PS e as situa\u00e7\u00f5es que precederam a vit\u00f3ria eleitoral que levou ao governo S\u00e1 Carneiro, ent\u00e3o o l\u00edder das for\u00e7as reacion\u00e1rias, empenhadas na restaura\u00e7\u00e3o plena do capitalismo, seriamente golpeado durante os governos de Vasco Gon\u00e7alves.<\/p>\n<p>O general Vasco Gon\u00e7alves na entrevista-livro de Maria Manuela Cruzeiro afirma que na sua opini\u00e3o o MFA nunca foi um movimento revolucion\u00e1rio. Essa ilus\u00e3o teve vida brev\u00edssima ap\u00f3s o 11 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>O general viu no MFA desde o in\u00edcio uma am\u00e1lgama de tend\u00eancias unidas pela decis\u00e3o de p\u00f4r termo \u00e0 guerra colonial, das quais apenas uma minoria tinha uma perspetival revolucion\u00e1ria.<\/p>\n<p>Essa realidade ajuda a compreender as divis\u00f5es que no ver\u00e3o de 1975 abriram caminho ao 25 de Novembro.<\/p>\n<p>\u00c1lvaro Cunhal no seu livro \u00abA Verdade a Mentira na Revolu\u00e7\u00e3o de Abril &#8211; a Contra Revolu\u00e7\u00e3o Confessa-se\u00bb revela aspetos pouco conhecidos da montagem da contra revolu\u00e7\u00e3o e desmascara, recorrendo a documenta\u00e7\u00e3o irrefut\u00e1vel, a interven\u00e7\u00e3o nela de destacadas personalidades do PS.<\/p>\n<p>Ambos coincidem em atribuir a M\u00e1rio Soares um papel decisivo na cria\u00e7\u00e3o de condi\u00e7\u00f5es para acontecimentos que inverteram o rumo do processo revolucion\u00e1rio, estimularam a contra revolu\u00e7\u00e3o legislativa, destru\u00edram conquistas de Abril, favoreceram a escalada de privatiza\u00e7\u00f5es e, finalmente, permitiram a retomada do poder pol\u00edtico e econ\u00f3mico pelo grande capital.<\/p>\n<p>Mas n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel responder com rigor a quest\u00f5es que foram determinantes para a viragem hist\u00f3rica do ano 75.<\/p>\n<p>Sabemos que a viragem \u00e0 direita do PS foi o factor chave na mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.<\/p>\n<p>Em poucos dias ela alterou-se dramaticamente. Teria sido poss\u00edvel evitar os conflitos no MFA e o seu afastamento do movimento popular?<\/p>\n<p>O longo e nefasto Consulado de Cavaco Silva era inevit\u00e1vel ou poderia n\u00e3o ter ocorrido se Ramalho Eanes n\u00e3o tivesse dissolvido um parlamento no qual a direita era minorit\u00e1ria?<\/p>\n<p>Essas e outras perguntas s\u00e3o repetidamente formuladas nos debates sobre a mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as que deteve o avan\u00e7o da Revolu\u00e7\u00e3o Portuguesa. E conduzem a uma cujas respostas n\u00e3o suscitam consenso: era inevit\u00e1vel a contrarrevolu\u00e7\u00e3o do ano 75?<\/p>\n<p>Toda a revolu\u00e7\u00e3o gera desde o in\u00edcio sementes de uma contrarrevolu\u00e7\u00e3o. A portuguesa n\u00e3o foi exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O projeto da contrarrevolu\u00e7\u00e3o \u00e9 identific\u00e1vel na tentativa de golpe de Palma Carlos, na manobra spinolista da \u00abmaioria silenciosa\u00bb, na intentona do 11 de Mar\u00e7o.<\/p>\n<p>Na grande revolu\u00e7\u00e3o francesa, como nas revolu\u00e7\u00f5es russas de Fevereiro e Outubro de 1917, a vit\u00f3ria tornou-se poss\u00edvel quando a rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as se alterou em benef\u00edcio das massas populares e das suas vanguardas. E na Fran\u00e7a e na URSS, no Termidor e no golpe de Ieltsin-Gorbatchov, ocorreram situa\u00e7\u00f5es semelhantes. Em ambos os casos, a mudan\u00e7a da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as tornou poss\u00edvel o \u00eaxito da contrarrevolu\u00e7\u00e3o. Fatores subjetivos s\u00e3o por vezes determinantes para a s\u00fabita invers\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o de for\u00e7as.<\/p>\n<p>Se a alian\u00e7a Povo-MFA tivesse sobrevivido, garantindo o avan\u00e7o da revolu\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica e nacional, poderia Portugal atingir a meta fixada pela Constitui\u00e7\u00e3o: um regime socialista?<\/p>\n<p>N\u00e3o creio. \u00c9 minha convic\u00e7\u00e3o que o rumo que a Hist\u00f3ria tomou na Europa ap\u00f3s a derrocada da Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica tornaria rom\u00e2ntica essa esperan\u00e7a. A desagrega\u00e7\u00e3o da URSS rompeu o equil\u00edbrio de poderes pr\u00e9-existente. O que aconteceu na \u00c1sia &#8211; invas\u00f5es do Iraque e do Afeganist\u00e3o &#8211; demonstra que, no novo contexto mundial, os EUA e os seus aliados da NATO n\u00e3o permitiriam a exist\u00eancia em Portugal de um estado socialista. Desaparecida a URSS, a interven\u00e7\u00e3o militar estrangeira seria inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mas as interroga\u00e7\u00f5es sem resposta sobre o eventual rumo de Portugal se a contrarrevolu\u00e7\u00e3o tivesse fracassado n\u00e3o diminuem a responsabilidade perante a Hist\u00f3ria daqueles que contribu\u00edram decisivamente para lhe abrir o caminho.<\/p>\n<p>Para \u00c1lvaro Cunhal e Vasco Gon\u00e7alves, o principal sujeito da contrarrevolu\u00e7\u00e3o portuguesa foi M\u00e1rio Soares. Identifico-me com essa conclus\u00e3o.<\/p>\n<p>*\u00c1lvaro Cunhal, Obras Escolhidas-V, 1974-1975, Edi\u00e7\u00f5es Avante! Junho de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6550\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[98],"tags":[],"class_list":["post-6550","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c111-portugal"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1HE","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6550","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6550"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6550\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6550"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6550"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6550"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}