{"id":6552,"date":"2014-08-03T19:06:58","date_gmt":"2014-08-03T19:06:58","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6552"},"modified":"2017-08-25T00:59:59","modified_gmt":"2017-08-25T03:59:59","slug":"que-pena-eles-pensam-que-os-jornalistas-escrevem-com-as-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6552","title":{"rendered":"Que pena! Eles pensam que os jornalistas escrevem com as m\u00e3os"},"content":{"rendered":"\n<p>Durante muitos anos essa frase emoldurou a entrada do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munic\u00edpio do Rio de Janeiro. Era uma placa simples, de madeira, em alus\u00e3o ao t\u00edtulo de uma mat\u00e9ria escrita por um colega &#8211; um jornalista barbaramente agredido pela pol\u00edcia no in\u00edcio do s\u00e9culo XX por ter denunciado viol\u00eancia contra a popula\u00e7\u00e3o. Quebraram suas m\u00e3os em sua ignor\u00e2ncia, para ele nunca mais escrever contra os algozes do povo. No dia seguinte essa mat\u00e9ria era publicada.<\/p>\n<p>Passado tanto tempo, voltamos (?) \u00e0 barb\u00e1rie. A pol\u00edcia agride, prende, intimida, espiona aqueles que se manifestam contra o status quo, contra as benesses da burguesia. N\u00e3o satisfeitos, investem contra as organiza\u00e7\u00f5es sociais que lutam pela democracia. \u00c1gora, entre os alvos est\u00e3o os jornalistas e seu sindicato, uma categoria influente com uma entidade emblem\u00e1tica devido a sua capacidade de divulga\u00e7\u00e3o, sua influ\u00eancia na sociedade, um sindicato cuja hist\u00f3ria \u00e9 em defesa dos jornalistas e, mais do que isso, em luta permanente pela democracia.<\/p>\n<p>O nosso sindicato foi fundado em 1935, ano do Levante Comunista contra a ditadura de Get\u00falio Vargas, intitulado pela m\u00eddia empresarial de intentona com o objetivo de estigmatizar o movimento, de depreciar a luta que ceifou a vida de tantos honrados trabalhadores.<\/p>\n<p>Essa m\u00eddia apoiou o golpe de 64, as torturas, os assassinatos, a entrega do pa\u00eds \u00e0s multinacionais. \u00c9 a mesma m\u00eddia que esconde o fato do Brasil gastar mais de 40% do or\u00e7amento da Uni\u00e3o para pagamentos anuais aos agiotas internacionais, ao imperialismo. A m\u00eddia que criou o termo calote \u2013 hoje utilizado repetidamente contra a Argentina \u2013 investe contra quem luta para romper com tal depend\u00eancia, ainda que de forma parcial. \u00c9 a m\u00eddia que se esconde atr\u00e1s de mentiras para satisfazer seus interesses de classe.<\/p>\n<p>O mesmo fizeram durante a ditadura, na manipula\u00e7\u00e3o do debate Collor x Lula em 89, no governo FHC de entrega das estatais para as multinacionais, nos \u00faltimos 20 anos de predom\u00ednio de governos neoliberais, em conson\u00e2ncia com os interesses do capital internacional, do agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>A universaliza\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o tornou essa m\u00eddia uma poderosa arma do imperialismo para atacar os trabalhadores, os povos, seus direitos, sua riqueza. Por isso, agora vemos o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Munic\u00edpio do Rio de Janeiro ser agredido pela principal rede de desinforma\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, copiada e seguida por outras integrantes da m\u00eddia empresarial, abra\u00e7adas pelos derrotados nas democr\u00e1ticas elei\u00e7\u00f5es do ano passado, que levaram a atual diretoria do sindicato \u00e0 sua presente gest\u00e3o. Utilizam a velha t\u00e1tica nazista \u2013 de Hitler e Goebbels &#8211; de repetir in\u00fameras vezes uma mentira para tentar conferir-lhe ares de verdade.<\/p>\n<p>Fazem uma op\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e ideol\u00f3gica de aliar-se ao capital, de contrapor-se aos interesses do povo e da categoria de jornalistas apenas para voltar \u00e0 dire\u00e7\u00e3o do sindicato, para tentar trazer de volta o peleguismo que perdurou na entidade por cerca de 20 anos. \u00c9 o mesmo processo que ora ocorre na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa (ABI), onde um contumaz preposto da m\u00eddia empresarial tenta se apossar, por interesses e meios escusos, da lend\u00e1ria e hist\u00f3rica organiza\u00e7\u00e3o nacional dos jornalistas.<\/p>\n<p>Lament\u00e1vel que parte da dire\u00e7\u00e3o da Fenaj esteja em conluio com o que h\u00e1 de mais atrasado na pol\u00edtica nacional.<\/p>\n<p>O que est\u00e1 por tr\u00e1s dessa s\u00f3rdida campanha de difama\u00e7\u00e3o do Sindicato dos Jornalistas \u00e9 mais uma tentativa de legitimar o estado de exce\u00e7\u00e3o, de criminalizar os movimentos sociais, de prender e tentar calar aqueles que se levantam contra os governos que sistematicamente atuam para manter e aumentar os lucros privados. Outra t\u00e1tica nazista para calar e intimidar os trabalhadores.<\/p>\n<p>O nome do audit\u00f3rio do Sindicato dos Jornalistas \u00e9 Jo\u00e3o Saldanha. Em seu interior seu nome est\u00e1 identificado como Jo\u00e3o Sem Medo. O mesmo \u2018sem medo\u2019 que n\u00f3s, jornalistas do Rio de Janeiro, sentimos aos nos defrontar com mais uma iniciativa anacr\u00f4nica dos pe\u00f5es da ditadura burguesa.<\/p>\n<p>Mantemos a convic\u00e7\u00e3o de que nosso papel \u00e9 divulgar a verdade, os fatos, apoiar a verdadeira democracia, lutar pela justi\u00e7a social. \u00c9 o que temos certeza a sociedade e os trabalhadores esperam da nossa categoria, mais uma p\u00e1gina da nossa hist\u00f3ria de lutas.<\/p>\n<p>A democracia no e do Sindicato dos Jornalistas h\u00e1 de prevalecer frente a interesses inconfess\u00e1veis. A \u00e9tica h\u00e1 de se mostrar mais forte.<\/p>\n<p>Afonso Costa<\/p>\n<p>Jornalista<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6552\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-6552","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s8-brasil"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1HG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6552"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6552\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}