{"id":6590,"date":"2014-08-10T23:43:24","date_gmt":"2014-08-10T23:43:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6590"},"modified":"2014-08-10T23:43:24","modified_gmt":"2014-08-10T23:43:24","slug":"chomsky-sobre-os-objetivos-que-israel-busca-em-gaza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6590","title":{"rendered":"Chomsky: sobre os objetivos que Israel busca em Gaza"},"content":{"rendered":"\n<p>Para a Cisjord\u00e2nia, a norma \u00e9 Israel prosseguir com a sua constru\u00e7\u00e3o ilegal de colonatos e infraestruturas, para que possa anexar tudo o que possa ter de valor, enquanto entrega aos palestinos os cant\u00f5es invi\u00e1veis e os submete \u00e0 repress\u00e3o e viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Para Gaza, a norma \u00e9 uma exist\u00eancia miser\u00e1vel sob um cerco cruel e destrutivo que Israel administra, permitindo a mera sobreviv\u00eancia e nada mais.<\/p>\n<p>A mais recente viol\u00eancia israelense foi provocada pelo assassinato brutal de tr\u00eas meninos israelenses de um colonato ocupado na Cisjord\u00e2nia. Um m\u00eas antes, dois meninos palestinos foram mortos a tiros na cidade de Ramallah, na Cisjord\u00e2nia. Isso provocou pouca aten\u00e7\u00e3o, o que \u00e9 compreens\u00edvel, j\u00e1 que \u00e9 a rotina.<\/p>\n<p>&#8220;O desprezo institucionalizado pela vida palestina no Ocidente ajuda a explicar n\u00e3o apenas por que os palestinos recorrem \u00e0 viol\u00eancia&#8221;, diz Mouin Rabbani, um analista de Oriente M\u00e9dio, &#8220;mas tamb\u00e9m o mais recente ataque de Israel na Faixa de Gaza&#8221;.<\/p>\n<p>Numa entrevista, o advogado de direitos humanos, Raji Sourani, que permaneceu em Gaza ao longo de anos de brutalidade e terror israelense, afirmou: &#8220;Isto \u00e9 o que ou\u00e7o com mais frequ\u00eancia quando as pessoas come\u00e7am a falar sobre cessar-fogo: todos dizem que \u00e9 prefer\u00edvel morrermos a voltar \u00e0 situa\u00e7\u00e3o que t\u00ednhamos antes da guerra. N\u00e3o queremos voltar ao mesmo. N\u00e3o temos dignidade, n\u00e3o temos orgulho; somos apenas alvos f\u00e1ceis e muito baratos. Ou esta situa\u00e7\u00e3o realmente melhora ou \u00e9 prefer\u00edvel simplesmente morrer. Eu estou a falar de intelectuais, acad\u00eamicos, pessoas comuns: todos est\u00e3o a dizer a mesma coisa&#8221;.<\/p>\n<p>Em janeiro de 2006, os palestinos cometeram um grande crime: votaram de forma errada numa elei\u00e7\u00e3o livre cuidadosamente monitorizada, entregando o controle do Parlamento ao Hamas.<\/p>\n<p>Os meios de comunica\u00e7\u00e3o repetem constantemente que o Hamas se dedica \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o de Israel. Na verdade, os l\u00edderes do Hamas j\u00e1 deixaram claro repetidas vezes que o grupo aceitaria uma solu\u00e7\u00e3o de dois Estados de acordo com o consenso internacional, que \u00e9 bloqueado pelos Estados Unidos e Israel h\u00e1 40 anos.<\/p>\n<p>Em contraste, Israel dedica-se \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o da Palestina, fora algumas palavras ocasionais sem significado, est\u00e1 implantando essa meta.<\/p>\n<p>O crime dos palestinos em janeiro de 2006 foi punido imediatamente. Os Estados Unidos e Israel, seguidos vergonhosamente pela Europa impuseram duras san\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o errante, e Israel aumentou a sua viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos e Israel rapidamente iniciaram planos para um golpe militar para derrubar o governo eleito. Quando o Hamas cometeu a afronta de atrapalhar esses planos, os ataques israelenses e o cerco tornaram-se mais severos.<\/p>\n<p>N\u00e3o deveria haver necessidade de rever novamente o hist\u00f3rico desolador desde ent\u00e3o. O cerco implac\u00e1vel e os ataques selvagens s\u00e3o pontuados por epis\u00f3dios de &#8220;aparar a relva&#8221;, usando a alegre express\u00e3o israelense para os exerc\u00edcios peri\u00f3dicos de atirar nos peixes no charco, como parte do que chama de &#8220;guerra de defesa&#8221;.<\/p>\n<p>Assim que a relva \u00e9 aparada e a popula\u00e7\u00e3o desesperada procura reconstruir algo ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o e os assassinatos, h\u00e1 um acordo de cessar-fogo. O cessar-fogo mais recente foi estabelecido ap\u00f3s o ataque de Israel de outubro de 2012, chamado Opera\u00e7\u00e3o Pilar de Defesa.<\/p>\n<p>Apesar de Israel ter mantido o seu cerco, o Hamas cumpriu o cessar-fogo, como reconhece Israel. As coisas mudaram em abril deste ano, quando o Fatah e o Hamas chegaram a um acordo de unidade estabelecendo um novo governo de tecnocratas, n\u00e3o afiliados a nenhum partido.<\/p>\n<p>Israel ficou naturalmente furioso, ainda mais quando at\u00e9 mesmo o governo Obama se juntou ao restante do Ocidente sinalizando aprova\u00e7\u00e3o. O acordo de unidade n\u00e3o apenas mina a alega\u00e7\u00e3o de Israel de que n\u00e3o pode negociar com uma Palestina dividida, como tamb\u00e9m amea\u00e7a a meta de longo prazo de dividir Gaza da Cisjord\u00e2nia e a implanta\u00e7\u00e3o das suas pol\u00edticas destrutivas em ambas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Algo precisava ser feito e uma oportunidade surgiu em 12 de junho, quando tr\u00eas meninos israelenses foram assassinados na Cisjord\u00e2nia. Desde o in\u00edcio, o governo Netanyahu sabia que eles estavam mortos, mas fingiu o contr\u00e1rio, fornecendo assim a oportunidade para lan\u00e7ar uma campanha contra o Hamas na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alegou ter informa\u00e7\u00f5es que confirmavam que o Hamas tinha sido o respons\u00e1vel. Isso tamb\u00e9m foi mentira.<\/p>\n<p>Uma das principais autoridades de Israel a respeito do Hamas, Shlomi Eldar, informou quase imediatamente que os assassinos provavelmente vieram de um cl\u00e3 dissidente em Hebron, que h\u00e1 muito \u00e9 um espinho no p\u00e9 do Hamas. Os Estados Unidos e Israel, seguidos vergonhosamente pela Europa, impuseram duras san\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o errante, e Israel aumentou a sua viol\u00eancia.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos e Israel rapidamente iniciaram planos para um golpe militar para derrubar o governo eleito. Quando o Hamas cometeu a afronta de atrapalhar esses planos, os ataques israelenses e o cerco tornaram-se mais severos.<\/p>\n<p>N\u00e3o deveria haver necessidade de rever novamente o hist\u00f3rico desolador desde ent\u00e3o. O cerco implac\u00e1vel e os ataques selvagens s\u00e3o pontuados por epis\u00f3dios de &#8220;aparar a relva&#8221;, usando a alegre express\u00e3o israelense para os exerc\u00edcios peri\u00f3dicos de atirar nos peixes no charco, como parte do que chama de &#8220;guerra de defesa&#8221;.<\/p>\n<p>Assim que a relva \u00e9 aparada e a popula\u00e7\u00e3o desesperada procura reconstruir algo ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o e os assassinatos, h\u00e1 um acordo de cessar-fogo. O cessar-fogo mais recente foi estabelecido ap\u00f3s o ataque de Israel de outubro de 2012, chamado Opera\u00e7\u00e3o Pilar de Defesa.<\/p>\n<p>Apesar de Israel ter mantido o seu cerco, o Hamas cumpriu o cessar-fogo, como reconhece Israel. As coisas mudaram em abril deste ano, quando o Fatah e o Hamas chegaram a um acordo de unidade estabelecendo um novo governo de tecnocratas, n\u00e3o afiliados a nenhum partido.<\/p>\n<p>Israel ficou naturalmente furioso, ainda mais quando at\u00e9 mesmo o governo Obama se juntou ao restante do Ocidente sinalizando aprova\u00e7\u00e3o. O acordo de unidade n\u00e3o apenas mina a alega\u00e7\u00e3o de Israel de que n\u00e3o pode negociar com uma Palestina dividida, como tamb\u00e9m amea\u00e7a a meta de longo prazo de dividir Gaza da Cisjord\u00e2nia e a implanta\u00e7\u00e3o das suas pol\u00edticas destrutivas em ambas as regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Algo precisava ser feito e uma oportunidade surgiu em 12 de junho, quando tr\u00eas meninos israelenses foram assassinados na Cisjord\u00e2nia. Desde o in\u00edcio, o governo Netanyahu sabia que eles estavam mortos, mas fingiu o contr\u00e1rio, fornecendo assim a oportunidade para lan\u00e7ar uma campanha contra o Hamas na Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu alegou ter informa\u00e7\u00f5es que confirmavam que o Hamas tinha sido o respons\u00e1vel. Isso tamb\u00e9m foi mentira.<\/p>\n<p>Uma das principais autoridades de Israel a respeito do Hamas, Shlomi Eldar, informou quase imediatamente que os assassinos provavelmente vieram de um cl\u00e3 dissidente em Hebron, que h\u00e1 muito \u00e9 um espinho no p\u00e9 do Hamas. Eldar acrescentou que &#8220;estou certo que eles n\u00e3o receberam nenhum sinal verde da lideran\u00e7a do Hamas, eles simplesmente acharam que era o momento certo de agir&#8221;.<\/p>\n<p>A campanha de 18 dias ap\u00f3s o sequestro, entretanto, teve sucesso em minar o temido governo de unidade e em aumentar acentuadamente a repress\u00e3o israelense. Israel tamb\u00e9m realizou dezenas de ataques em Gaza, matando cinco membros do Hamas em 7 de julho.<\/p>\n<p>O Hamas finalmente reagiu com os seus primeiros foguetes em 19 meses, fornecendo a Israel o pretexto para a Opera\u00e7\u00e3o Margem Protetora, em 8 de julho.<\/p>\n<p>Em 31 de julho, cerca de 1.400 palestinos j\u00e1 tinham sido mortos, a maioria civis, incluindo centenas de mulheres e crian\u00e7as. E tr\u00eas civis israelenses. Grandes \u00e1reas de Gaza foram transformadas em escombros. Quatro hospitais foram atacados, cada um deles representando um crime de guerra.<\/p>\n<p>As autoridades israelenses enaltecem a humanidade do que chamam de &#8220;o ex\u00e9rcito mais moral do mundo&#8221;, que informa os moradores que as suas casas ser\u00e3o bombardeadas. A pr\u00e1tica \u00e9 &#8220;sadismo, disfar\u00e7ado hipocritamente de miseric\u00f3rdia&#8221;, nas palavras da jornalista israelita Amira Haas: &#8220;Uma mensagem gravada exige que centenas de milhares de pessoas deixem as suas casas j\u00e1 transformadas em alvo para seguirem para outro lugar, igualmente perigoso, a 10 quil\u00f4metros de dist\u00e2ncia&#8221;.<\/p>\n<p>De fato, n\u00e3o h\u00e1 lugar na pris\u00e3o de Gaza que seja seguro do sadismo israelense, que pode at\u00e9 mesmo ter excedido os crimes terr\u00edveis da Opera\u00e7\u00e3o Chumbo Fundido de 2008-2009.<\/p>\n<p>As revela\u00e7\u00f5es hediondas provocaram a rea\u00e7\u00e3o habitual do presidente mais moral do mundo, Barack Obama: grande solidariedade para com os israelenses, condena\u00e7\u00e3o amarga do Hamas e pedidos por modera\u00e7\u00e3o em ambos os lados.<\/p>\n<p>Os moradores de Gaza estar\u00e3o livres para voltar \u00e0 norma na sua pris\u00e3o israelense, enquanto na Cisjord\u00e2nia, os palestinos podem assistir em paz enquanto Israel desmonta o que resta das suas posses.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o resultado prov\u00e1vel caso os Estados Unidos mantenham o seu apoio decisivo e virtualmente unilateral aos crimes israelenses e a sua rejei\u00e7\u00e3o do antigo consenso internacional para um acordo diplom\u00e1tico. Mas o futuro ser\u00e1 muito diferente se os Estados Unidos retirarem o seu apoio.<\/p>\n<p>Nesse caso, seria poss\u00edvel procurar a &#8220;solu\u00e7\u00e3o duradoura&#8221; em Gaza que pedia o secret\u00e1rio de Estado americano, John Kerry, provocando uma condena\u00e7\u00e3o hist\u00e9rica em Israel, porque a frase poderia ser interpretada como um apelo ao fim do cerco e dos ataques regulares por Israel. E &#8211; horror dos horrores &#8211; a frase poderia at\u00e9 mesmo ser interpretada como um apelo ao respeito pela lei internacional no resto dos territ\u00f3rios ocupados.<\/p>\n<p>H\u00e1 quarenta anos, Israel tomou a decis\u00e3o fat\u00eddica de optar pela expans\u00e3o em vez da seguran\u00e7a, rejeitando um tratado de paz plena oferecido pelo Egito, em troca da evacua\u00e7\u00e3o do Sinai eg\u00edpcio ocupado, quando Israel estava a iniciar extensos projetos de coloniza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento. Israel tem mantido essa pol\u00edtica desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p>Se os Estados Unidos decidissem juntar-se ao mundo, o impacto seria grande. Repetidas vezes, Israel abandonou os seus planos acalentados quando Washington assim exigia. Essa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o de poder entre eles. Al\u00e9m disso, Israel conta com poucos recursos, ap\u00f3s ter adotado pol\u00edticas que o transformaram de um pa\u00eds altamente admirado num que \u00e9 temido e desprezado, pol\u00edticas que hoje procura com determina\u00e7\u00e3o cega, na sua marcha para a deteriora\u00e7\u00e3o moral e poss\u00edvel destrui\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a pol\u00edtica americana poderia mudar? N\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel. A opini\u00e3o p\u00fablica mudou consideravelmente nos \u00faltimos anos, particularmente entre os jovens, e n\u00e3o pode ser completamente ignorada.<\/p>\n<p>Por alguns anos, h\u00e1 boa base para exig\u00eancias p\u00fablicas para que Washington respeite as suas pr\u00f3prias leis e corte a ajuda militar a Israel. A lei americana exige que &#8220;nenhuma assist\u00eancia de seguran\u00e7a deve ser fornecida a qualquer pa\u00eds cujo governo demonstre um padr\u00e3o consistente de grave viola\u00e7\u00e3o dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente&#8221;.<\/p>\n<p>Israel certamente \u00e9 culpada desse padr\u00e3o consistente, e \u00e9-o h\u00e1 muitos anos. O senador Patrick Leahy de Vermont, autor desse artigo da lei, levantou a sua aplicabilidade potencial contra Israel em casos espec\u00edficos, e com um esfor\u00e7o educativo, organizacional e de ativismo bem conduzido, essas iniciativas poderiam ser replicadas sucessivamente.<\/p>\n<p>Isso poderia ter um impacto muito importante por si s\u00f3, al\u00e9m de tamb\u00e9m fornecer um trampolim para a\u00e7\u00f5es adicionais para pressionar Washington a tornar-se parte da &#8220;comunidade internacional&#8221; e cumprir as leis e normas internacionais.<\/p>\n<p>Nada poderia ser mais significativo para as tr\u00e1gicas v\u00edtimas palestinas de tantos anos de viol\u00eancia e repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Artigo publicado em Truthout e reproduzido no Correio da Cidade<\/p>\n<p>Carta Maior &#8211; 09\/08\/2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nNoam Chomsky\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6590\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-6590","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Ii","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6590","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6590"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6590\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6590"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6590"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6590"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}