{"id":6637,"date":"2014-08-28T02:39:02","date_gmt":"2014-08-28T02:39:02","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6637"},"modified":"2014-08-28T02:39:02","modified_gmt":"2014-08-28T02:39:02","slug":"lnunca-se-avancou-tanto-com-uma-agenda-e-a-terra-como-primeiro-pontor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6637","title":{"rendered":"\u00abNunca se avan\u00e7ou tanto, com uma agenda e a terra como primeiro ponto\u00bb"},"content":{"rendered":"\n<p>Dick Emanuelsson tem feito, como correspondente para a Am\u00e9rica Latina, a cobertura do conflito na Col\u00f4mbia no decurso de quase tr\u00eas d\u00e9cadas. Viveu de perto os processos de Casa Verde, San Vicente del Cagu\u00e1n e o que actualmente se desenvolve em Cuba. Em 2005 teve de deixar a sua casa de Bogot\u00e1 devido a amea\u00e7as de morte. Os servi\u00e7os secretos tinham uma pasta com 476 p\u00e1ginas sobre a sua pessoa.<\/p>\n<p>Casa Verde, San Vicente del Cagu\u00e1n e Havana. Tr\u00eas processos de negocia\u00e7\u00f5es entre as FARC-EP e o Governo colombiano que fazem parte da dilatada trajet\u00f3ria profissional do jornalista sueco Dick Emanuelsson como correspondente para Am\u00e9rica Latina. Em mais de uma ocasi\u00e3o penetrou nas montanhas colombianas para entrevistar a guerrilha, tem investigado a morte de sindicalistas \u00e0s m\u00e3os de paramilitares e retratado a situa\u00e7\u00e3o do campesinato.<\/p>\n<p>Visitando Euskal Herria, Emanuelsson veio \u00e0 redac\u00e7\u00e3o de GARA para relatar a sua experi\u00eancia em Col\u00f4mbia e as suas impress\u00f5es sobre as conversa\u00e7\u00f5es de Havana.<\/p>\n<p><strong>\u00bfComo realiza um jornalista o seu trabalho sabendo que est\u00e1 sendo espiado e que essa vigil\u00e2ncia pode p\u00f4r em perigo as suas fontes?<\/strong><\/p>\n<p>Quando cheguei \u00e0 Col\u00f4mbia e me registei como jornalista, um colega disse-me \u2018Dick, tem muita cautela com quem falas, porque 50% dos jornalistas s\u00e3o assalariados da intelig\u00eancia militar e os outros 50% n\u00e3o podem exercer o jornalismo segundo os princ\u00edpios que deveriam reger esta profiss\u00e3o\u2019, ou seja, questionamento do poder, investigar em profundidade, extrair os elementos fundamentais para fazer uma boa reportagem\u2026 Nos \u00faltimos 20 anos, mataram pelo menos 130 jornalistas na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Os correspondentes estrangeiros talvez estejamos um pouco mais blindados, mas os colegas colombianos est\u00e3o totalmente indefesos face aos abusos dos patr\u00f5es ou face \u00e0s amea\u00e7as do Estado, dos grupos paramilitares e dos esquadr\u00f5es da morte.<\/p>\n<p><strong>\u00bfQue riscos teve que enfrentar, por exemplo, no regresso de um acampamento guerrilheiro?<\/strong><\/p>\n<p>Quando um jornalista traz \u00e0 luz essa realidade da insurg\u00eancia que contradiz a vers\u00e3o do Estado, fica imediatamente confrontado com esse Estado. Em 1988, quando ainda estava vigente o acordo subscrito em 28 Maio de 1984 entre o Governo de Belisario Betancur e as FARC em Casa Verde \u2013 sede do Secretariado \u2013, entrevistei os fundadores da guerrilha, entre os quais Jacobo Arenas e Manuel Marulanda. Foram duas semanas nas quais reuni muito material que, maioritariamente, foi publicado na Su\u00e9cia, mas tamb\u00e9m em meios de comunica\u00e7\u00e3o latino-americanos e colombianos.<\/p>\n<p>J\u00e1 no ano 2000 instalei-me na Col\u00f4mbia como correspondente para a Am\u00e9rica Latina. A minha casa e escrit\u00f3rio estavam em Bogot\u00e1. Em 2004 come\u00e7aram as amea\u00e7as de morte, e desde Outubro desse ano at\u00e9 2005 fui seguido minuto a minuto. Come\u00e7aram a gravar-me em v\u00eddeo inclusivamente quando sa\u00eda para correr.<\/p>\n<p>Seguramente, os agentes pensavam que me estava preparando fisicamente para ir \u00e0s montanhas, quando, na realidade, as reportagens com a guerrilha representavam 2% ou 3% de todo o meu trabalho profissional, porque fazia principalmente reportagens sobre o movimento sindical colombiano.<\/p>\n<p>Em Novembro de 2005 tive que sair do pa\u00eds devido \u00e0s constantes amea\u00e7as de morte e fui para Honduras, onde residia a minha esposa. Em Fevereiro de 2009, o Minist\u00e9rio P\u00fablico colombiano fez uma inspec\u00e7\u00e3o no DAS e tomou conta de todas as pastas com os dados dos jornalistas que fomos objecto de espionagem.<\/p>\n<p>Um companheiro informou-me que a minha era uma das pastas mais volumosas, com 476 p\u00e1ginas. Foi impressionante comprovar a mentalidade paranoica da intelig\u00eancia militar.<\/p>\n<p>Na p\u00e1gina tr\u00eas dessas 476 p\u00e1ginas dizia-se que eu era \u2018um presum\u00edvel ide\u00f3logo\u2019 das FARC-EP. \u00c9 absurdo sustentar que um jornalista sueco que aterra na Col\u00f4mbia possa ser o \u2018ide\u00f3logo\u2019 de um movimento armado com quase 50 anos de historia. \u00c9 uma idiotice completa!<\/p>\n<p>A espionagem contra a minha pessoa foi tal que, estando dentro de um avi\u00e3o com destino a Costa Rica \u2013 onde ia visitar v\u00e1rios locais \u2013, colocaram um dispositivo no meu computador para apagar todo o seu conte\u00fado. Depois, enviaram um correio electr\u00f3nico an\u00f3nimo aos seus hom\u00f3logos (DIS) na Costa Rica, dizendo que um \u2018terrorista internacional\u2019 com as minhas caracter\u00edsticas f\u00edsicas viajava para o seu pa\u00eds.<\/p>\n<p>O subdirector do DAS-G3, encarregado da contraintelig\u00eancia, foi condenado a algo mais de nove anos por nos espiar.<\/p>\n<p>Desde o inicio dos di\u00e1logos, viajou v\u00e1rias vezes para Havana. O que diferencia este processo dos anteriores?<\/p>\n<p>O que caracteriza os tr\u00eas processos \u2013 Casa Verde, Cagu\u00e1n (1999-2002) e o actual \u2013 s\u00e3o as mesmas resist\u00eancias por parte do Estado e do Governo em ir \u00e0s ra\u00edzes do conflito social e armado.<\/p>\n<p>Em 9 de Dezembro de 1990, estando todavia em vigor o acordo de cessar-fogo, o povo da Col\u00f4mbia foi \u00e0s urnas para eleger uma nova Assembleia Constituinte e nesse mesmo dia bombardearam Casa Verde, rompendo o processo de paz. Deixaram por abordar quest\u00f5es essenciais como a reforma agraria e outras reformas estruturais. N\u00e3o obstante, o cessar-fogo foi importante porque abriu espa\u00e7o para a cria\u00e7\u00e3o de um novo movimento pol\u00edtico, a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica. Iv\u00e1n M\u00e1rquez, por exemplo, foi eleito deputado pelo departamento de Caquet\u00e1.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es presidenciais de 1986, a oligarquia colombiana ficou ferida pelo amplo apoio que a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica obteve. A resposta do Estado foi de refor\u00e7ar o paramilitarismo, que sempre tem existido desde o Bogotazo de 1948, e assassinaram os candidatos presidenciais Jaime Pardo Leal e Bernardo Jaramillo. Aniquilaram fisicamente a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica, a organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica atrav\u00e9s da qual os guerrilheiros se iam incorporar na vida civil.<\/p>\n<p>Dos 32 presidentes de C\u00e2maras (municipais) que foram eleitos, assassinaram quase todos, e no pr\u00f3prio dia da vota\u00e7\u00e3o para a Constituinte, bombardearam, como j\u00e1 disse, Casa Verde. No de San Vicente del Cagu\u00e1n delinearam uma agenda com dez pontos e nem sequer abordaram o primeiro. As sabotagens foram cont\u00ednuas e, no final, o processo morreu quando come\u00e7aram a bombardear a zona desmilitarizada no in\u00edcio de Fevereiro de 2002.<\/p>\n<p><strong>Todavia, em Havana j\u00e1 h\u00e1 dois acordos. Faz isso pensar que estamos perante um processo muito mais solido?<\/strong><\/p>\n<p>Eu creio que sim. Os negociadores das FARC estiveram dois anos tratando dos preparativos para blindar este processo e para que n\u00e3o resulte t\u00e3o f\u00e1cil o Estado romp\u00ea-lo sob qualquer pretexto. Nunca se avan\u00e7ou tanto como agora, com uma agenda de seis pontos e a terra como primeiro ponto, porque esse \u00e9 um tema essencial para criar uma nova Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><strong>Contrariamente aos progn\u00f3sticos feitos a priori, a discuss\u00e3o sobre a substitui\u00e7\u00e3o das culturas il\u00edcitas est\u00e1 a demorar mais do que os pontos anteriores. \u00bfQue impacto tem o narcotr\u00e1fico?<\/strong><\/p>\n<p>Embora ao n\u00edvel da rua o tema da droga n\u00e3o seja t\u00e3o importante, ele \u00e9-o para o poder f\u00e1tico na Col\u00f4mbia e nos Estados Unidos. Como afirma Noam Chomsky, 90% dos rendimentos da droga colombiana ficam nos sistemas financeiros dos EUA. H\u00e1 muitos interesses em jogo e a \u00faltima palavra cabe sempre a Washington. As greves agr\u00e1rias do ano passado \u2013 a de Catatumbo que durou mais de 74 dias e, depois, a grande greve agr\u00e1ria e popular de 14 de Agosto que se prolongou durante 35 dias e mobilizou todo o Ex\u00e9rcito \u2013, evidenciaram que os camponeses querem uma solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aquilo que cultivam \u00e9 a folha de coca que \u00e9 depois comprada pelo mafioso da cidade. A presen\u00e7a da guerrilha na zona \u00e9 uma protec\u00e7\u00e3o para o campesinato.<\/p>\n<p>Em San Vicente del Cagu\u00e1n, Marulanda prop\u00f4s um projecto-piloto em Cartagena de Chaira, uma zona com bastantes culturas il\u00edcitas de folha de coca e, historicamente, um basti\u00e3o da insurg\u00eancia. Mas o Estado rompeu o processo, n\u00e3o quis enveredar pela substitui\u00e7\u00e3o da planta\u00e7\u00e3o de coca de forma manual e sob controlo do Estado e da insurg\u00eancia, ao mesmo tempo. Substituir a folha de coca, fazer uma reforma agraria, dar assist\u00eancia t\u00e9cnica e financiamento aos camponeses.<\/p>\n<p>A eles dizem que em vez da folha de coca plantem \u00e1rvores de cauch\u00fa, mas o cauch\u00fa necessita de oito anos para crescer. Ent\u00e3o, a pergunta que se fazem \u00e9 evidente: \u2018\u00bfCom que \u00e9 que vamos comer durante esse tempo?\u2019 Para que essas culturas realmente possam ser substitu\u00eddas \u00e9 necess\u00e1ria uma reforma integral.<\/p>\n<p><strong>Que evolu\u00e7\u00e3o tem visto na guerrilha nestas tr\u00eas d\u00e9cadas?<\/strong><\/p>\n<p>Quando em 1988 estive pela primeira vez a fazer uma reportagem num acampamento guerrilheiro nas montanhas de Cundinamarca na cordilheira oriental, as FARC tinham umas 31 frentes. Numa das salas de aula do acampamento havia um mapa com as diferentes frentes. Hoje em dia, t\u00eam cerca de 71, mais do dobro. Desde que se rompeu o processo de paz em el Cagu\u00e1n em 2002, a guerra tem sido total.<\/p>\n<p>O ex-presidente Andr\u00e9s Pastrana refor\u00e7ou e intensificou a pol\u00edtica armament\u00edstica.<\/p>\n<p>Com o Plano Col\u00f4mbia chegou uma frota de uns cem helic\u00f3pteros Black Hawk com capacidade para trasportar 29 soldados armados e uma grande quantidade de avi\u00f5es de combate num pa\u00eds em que praticamente n\u00e3o h\u00e1 medicamentos nos hospitais p\u00fablicos. A Col\u00f4mbia tem mais de 500.000 militares, mulheres e homens.<\/p>\n<p>\u201cThe Washington Post\u201d revelou um programa secreto da CIA que se iniciou em 2000, no mandato do presidente George W. Bush, mediante o qual ajudou as For\u00e7as Militares colombianas a matar v\u00e1rios dirigentes das FARC, entre os quais Ra\u00fal Reyes em territ\u00f3rio equatoriano.<\/p>\n<p>Os estado-unidenses t\u00eam na sua embaixada um b\u00fanker a partir do qual realizam tarefas de intelig\u00eancia e orientam a guerra. Nem sequer os pr\u00f3prios colombianos s\u00e3o donos da sua guerra.<\/p>\n<p>Os \u00faltimos dez anos t\u00eam sido duros; qualquer guerrilheiro que entrevistes nos acampamentos te diz o mesmo: \u2018aqui \u00e9 duro, n\u00e3o podemos fazer como h\u00e1 dez anos um forno porque os avi\u00f5es detectam tanto o fumo como o calor\u2019.<\/p>\n<p>Mas a guerrilha adaptou-se \u00e0s novas circunst\u00e2ncias; tem 50 anos de experi\u00eancia.<\/p>\n<p>No departamento de Cundinamarca, por exemplo, aos camponeses que na d\u00e9cada de 60 se atreveram a pronunciar a palavra reforma agraria, cortaram-lhes as cabe\u00e7as e colocaram-nas nos paus dos est\u00e1bulos como advert\u00eancia para os outros camponeses.<\/p>\n<p>Foi esse o contexto em que se criou a guerrilha das FARC e foi a guerrilha e n\u00e3o o Estado quem entregou nas d\u00e9cadas de 60 e 70 as terras aos camponeses neste departamento, onde tinha uma presen\u00e7a muito forte.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 a base social da insurg\u00eancia. Como no Vietnam, a guerrilha move-se como o peixe na \u00e1gua, e a \u00e1gua \u00e9 a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Mas nas recentes elei\u00e7\u00f5es legislativas ganharam os partidos da direita. Como se explica essa fratura?<\/strong><\/p>\n<p>O movimento popular colombiano n\u00e3o participou nas elei\u00e7\u00f5es. O terrorismo de Estado converteu a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica num esqueleto. O verdadeiro movimento popular que representa a Marcha Patri\u00f3tica, que aglutina 2.000 organiza\u00e7\u00f5es sociais, pol\u00edticas e populares, n\u00e3o se apresentou. No ano passado convocou 150.000 campesinos para a Pra\u00e7a Bol\u00edvar, com o que conseguiram sacudir todo o estabelecimento colombiano e obrigar o Estado a sentar-se \u00e0 mesa com os camponeses. Entretanto, Piedad C\u00f3rdoba, uma das porta-vozes da Marcha Patri\u00f3tica, anunciou que estavam a colocar a quest\u00e3o da dissolu\u00e7\u00e3o da Marcha Patri\u00f3tica depois de terem sido mortos trinta representantes da dire\u00e7\u00e3o nacional ou departamental e denunciou uma tentativa de repetir o genoc\u00eddio da Uni\u00e3o Patri\u00f3tica.<\/p>\n<p>O presidente do munic\u00edpio de Bogot\u00e1, Gustavo Petro, eleito por um milh\u00e3o de bogotanos, foi destitu\u00eddo pelo procurador, um representante do Opus Dei e uribista declarado, porque queria acabar com a mafia das empresas encarregues da recolha do lixo na capital. T\u00e3o simples como isto.<\/p>\n<p>Que tipo de mensagem se transmite a Havana, onde precisamente se est\u00e1 a falar das garantias para participar na pol\u00edtica? \u00bfQuantos votaram para o Congresso? Apenas 27% da popula\u00e7\u00e3o. O padr\u00e3o eleitoral \u00e9 velho; at\u00e9 os mortos votam. \u00c9 essa a democracia na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p><em>*Jornalista do di\u00e1rio GARA, Donostia<\/em><\/p>\n<blockquote data-secret=\"WLLIUrfXhw\" class=\"wp-embedded-content\"><p><a href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3373\">\u201cO novo pa\u00eds que queremos\u201d<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p><iframe loading=\"lazy\" class=\"wp-embedded-content\" sandbox=\"allow-scripts\" security=\"restricted\" style=\"position: absolute; clip: rect(1px, 1px, 1px, 1px);\" src=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/3373\/embed#?secret=WLLIUrfXhw\" data-secret=\"WLLIUrfXhw\" width=\"600\" height=\"338\" title=\"&#8220;\u201cO novo pa\u00eds que queremos\u201d&#8221; &#8212; PCB - Partido Comunista Brasileiro\" frameborder=\"0\" marginwidth=\"0\" marginheight=\"0\" scrolling=\"no\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAinara Lertxundi*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6637\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-6637","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1J3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6637","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6637"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6637\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6637"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6637"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6637"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}