{"id":6663,"date":"2014-09-06T16:31:55","date_gmt":"2014-09-06T16:31:55","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6663"},"modified":"2014-09-06T16:31:55","modified_gmt":"2014-09-06T16:31:55","slug":"eixo-energetico-reforca-as-opcoes-geoestrategicas-da-russia-e-da-china","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6663","title":{"rendered":"Eixo energ\u00e9tico refor\u00e7a as op\u00e7\u00f5es geoestrat\u00e9gicas da R\u00fassia e da China"},"content":{"rendered":"\n<p>Nos primeiros meses de 2013, as autoridades russas repararam que, mesmo com a sa\u00edda de Hillary Clinton da Secretaria de Estado, a posi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos Estados Unidos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia se havia tornado cada vez mais agressiva, chegando at\u00e9 a interpor alguns pa\u00edses da OTAN para acirrar ainda mais o contencioso entre os dois pa\u00edses e, consequentemente, obrigar a pr\u00f3pria Uni\u00e3o Europ\u00e9ia a assumir posi\u00e7\u00f5es duras e \u00e0s vezes provocativas.<\/p>\n<p>Por outro lado, os analistas do Kremlin repararam que, ap\u00f3s a concess\u00e3o do asilo pol\u00edtico, em julho de 2013, ao ex-agente da CIA\/NSA, Edward Snowden, toda a m\u00eddia estadunidense e grande parte da europ\u00e9ia haviam iniciado uma campanha para desqualificar o perfil pol\u00edtico do presidente russo Vladimir Putin e, consequentemente, transmitir \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica mundial v\u00e1rias \u201creportagens\u201d, nas quais a R\u00fassia de hoje nada seria que uma nova URSS artisticamente maquiada com vestimentas democr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>A invas\u00e3o da L\u00edbia e a campanha de desestabiliza\u00e7\u00e3o do governo da S\u00edria confirmaram a tese dos analistas do Kremlin, segundo a qual os Estados Unidos estavam construindo v\u00e1rios focos de tens\u00e3o no Mar Mediterr\u00e2neo e, sobretudo, nos Estados que t\u00eam fronteiras com a R\u00fassia. A manipula\u00e7\u00e3o da crise ucraniana por parte da Casa Branca resultou evidente quando Barack Obama enviou \u00e0 Ucr\u00e2nia a superconservadora Victoria Nuland, com o cargo de vice-secret\u00e1ria de Estado encarregada das rela\u00e7\u00f5es exteriores dos EUA com a Europa e a Eur\u00e1sia. Ao chegar \u00e0 capital ucraniana, Kiev, logo declarava: \u201c<em>os Estados Unidos investiram cinco bilh\u00f5es de d\u00f3lares para desenvolver habilidades e institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas na Ucr\u00e2nia\u201d.<\/em><\/p>\n<p>De fato, a atividade subversiva de Victoria Nuland em Kiev foi a prova decisiva que faltava aos analistas russos para alertar o governo e o presidente Putin sobre a perigosa atua\u00e7\u00e3o dos EUA na Ucr\u00e2nia. Para melhor entender o papel que os homens da Casa Branca, e logicamente da CIA, desempenharam ao lado dos rebeldes de Euro-Maidan \u00e9 \u00fatil lembrar o perfil de quem articulou a estrat\u00e9gia da rebeli\u00e3o, isto \u00e9, Victoria Nuland. A mesma \u201cdiplomata\u201d, militante da corrente direitista conservadora (<em>neocon<\/em>) que, de 1993 a 1996, trabalhou pela CIA no Soviet Desk; depois, de 2000 a 2003, foi representante dos EUA na OTAN e \u201c<em>dulcis in fundo<\/em>\u201d, de 2004 a 2005, foi conselheira do vice-presidente Dick Cheney para a Seguran\u00e7a Nacional!<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 duvidas de que aqueles cinco bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram muito bem gastos pela CIA e pelo Departamento de Estado para desestabilizar o governo russ\u00f3filo de Viktor Yanukovich, que havia sido reeleito em 2010 com 48% das prefer\u00eancias. \u00c9 evidente que diante dos acontecimentos da Ucr\u00e2nia, o presidente russo Vladimir Putin acelerou todas as negocia\u00e7\u00f5es em curso para fortalecer o relacionamento da R\u00fassia com os pa\u00edses da \u00c1sia, em particular com a China.<\/p>\n<p>Foi nesse \u00e2mbito que as lentas negocia\u00e7\u00f5es comerciais realizadas no passado pelas empresas p\u00fablicas russas Gazprom, Rosneft e a hom\u00f3loga chinesa CNPC (China National Petroleum Corporation), logo viraram acordos econ\u00f4micos governamentais, do momento que tamb\u00e9m a China desejava fortalecer as rela\u00e7\u00f5es com a R\u00fassia por causa da bic\u00e9fala condu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da Casa Branca na \u00e1rea asi\u00e1tica. A este prop\u00f3sito \u00e9 bom lembrar que Barack Obama, desde sua primeira elei\u00e7\u00e3o, sempre se recusou a avaliar as reivindica\u00e7\u00f5es territoriais e de soberania mar\u00edtima no Mar da China, apresentadas em v\u00e1rios f\u00f3runs internacionais pelo governo chin\u00eas.<\/p>\n<p><strong>O eixo energ\u00e9tico<\/strong><\/p>\n<p>No m\u00eas de junho, o presidente Barack Obama teve o desprazer de legitimar o enterro do projeto geoestrat\u00e9gico dos EUA \u201c<em>Pivot To Asia<\/em>\u201d, que estava de p\u00e9 desde os tempos de Nixon. Um projeto que, al\u00e9m de definir os novos par\u00e2metros para o relacionamento financeiro e comercial com a China, fixava um conjunto de equa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que, na pr\u00e1tica, restringiam o potencial geoestrat\u00e9gico do governo chin\u00eas na \u00c1sia. Em particular, os EUA congelavam todas as reivindica\u00e7\u00f5es de ordem territorial e geoestrat\u00e9gica que a China avan\u00e7ava junto do Jap\u00e3o e da Coreia do Sul.<\/p>\n<p>Uma situa\u00e7\u00e3o que o Departamento de Estado n\u00e3o esperava encontrar e que descobriu quando o presidente estadunidense, no m\u00eas de maio, chefiou uma importante miss\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica no Jap\u00e3o. Em T\u00f3quio, Obama reparou perfeitamente que os aliados asi\u00e1ticos dos EUA estavam pouco interessados em endurecer as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com a China, do momento que os Estados Unidos, al\u00e9m de terem uma taxa negativa no <em>import-export<\/em> com a China e dependerem da \u201cboa vontade\u201d dos bancos chineses na valoriza\u00e7\u00e3o dos \u201c<em>bonds<\/em>\u201d de sua d\u00edvida externa, do ponto de vista militar n\u00e3o impressionavam mais a China, cuja ind\u00fastria militar havia alcan\u00e7ado uma quase igualdade tecnol\u00f3gica e qualitativa.<\/p>\n<p>Assim, no mesmo momento em que Obama, John Kerry e as excel\u00eancias da Casa Branca tomavam um banho de \u00e1gua gelada em Seul e depois em T\u00f3quio, em Moscou a R\u00fassia e a China finalizavam os contratos energ\u00e9ticos (fornecimento de g\u00e1s e de petr\u00f3leo) com a assinatura por parte dos diretores das empresas p\u00fablicas russas Gazprom, Rosneft e a CNPC. Por sua parte, os presidentes Vladimir Putin e Xi Jinping fortaleciam em termos pol\u00edticos esses contratos, determinando que o fornecimento de hidrocarbonetos devesse ficar ininterrupto at\u00e9 2043, isto \u00e9, durante os pr\u00f3ximos trinta anos.<\/p>\n<p>Esses dois \u201cmegacontratos\u201d, que dar\u00e3o ao Banco Central da R\u00fassia um lucro de 561 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia, visto que permitem \u00e0 R\u00fassia ter a seguran\u00e7a efetiva de um <em>cash<\/em> cont\u00ednuo, com o qual poder\u00e1 suprir dificuldades econ\u00f4micas no caso de um endurecimento das san\u00e7\u00f5es europ\u00e9ias ditadas pela Casa Branca.<\/p>\n<p>Por outro lado, o novo eixo energ\u00e9tico sino-russo contribuiu para afirmar no continente asi\u00e1tico os elementos de um novo cen\u00e1rio pol\u00edtico, cujos desdobramentos no contexto geoestrat\u00e9gico come\u00e7aram a inviabilizar os par\u00e2metros da estrat\u00e9gia \u201c<em>Pivot To Asia<\/em>\u201d que a Casa Branca programou h\u00e1 mais de quarenta anos para isolar a China e acirrar as controv\u00e9rsias entre ela e a R\u00fassia, com a cria\u00e7\u00e3o de mecanismos diplom\u00e1ticos, comerciais, financeiros, culturais e de direitos humanos. Enfim, o velho ditado do imp\u00e9rio romano \u201c<em>Dividit et Impera<\/em>\u201d (dividir para reinar).<\/p>\n<p>A este prop\u00f3sito, as \u201cm\u00e1s l\u00ednguas\u201d de Washington referem que, na d\u00e9cada de 90, o FBI fez acordos \u201cem off\u201d com alguns chef\u00f5es de Cosa Nostra (m\u00e1fia dos EUA) e da Yakuza (m\u00e1fia do Jap\u00e3o), \u201cfechando os olhos investigativos sobre as atividades criminosas desses nos EUA, caso eles tivessem conseguido desenvolver na China o narcotr\u00e1fico, especialmente o uso da coca\u00edna, da meta-anfetamina, da quetamina e do ecstasy\u201d.<\/p>\n<p>De fato, em 2003, o governo chin\u00eas denunciava que o n\u00famero dos usu\u00e1rios de drogas sint\u00e9ticas havia aumentado rapidamente, atingindo 740.000 usu\u00e1rios. Dados do Minist\u00e9rio da Seguran\u00e7a P\u00fablica da China indicam que nos \u00faltimos cinco anos foram presas 235,6 mil pessoas sob a acusa\u00e7\u00e3o de produzir ou traficar drogas, em um total de 546,9 mil casos. No mesmo per\u00edodo, foram apreendidas 51 toneladas de hero\u00edna e 14,7 toneladas de \u00f3pio, 54,8 toneladas de coca\u00edna e outras 13 toneladas de diferentes drogas sint\u00e9ticas. Afinal, as \u201cm\u00e1s-l\u00ednguas\u201d de Washington n\u00e3o s\u00e3o assim t\u00e3o m\u00e1s!<\/p>\n<p><strong>A\u00ed vem o &#8220;<\/strong><em><strong>Power of Siberia<\/strong><\/em><strong>&#8220;<\/strong><\/p>\n<p>Em 2004, ap\u00f3s a desastrada experi\u00eancia institucional de Boris Ieltsin, o governo chin\u00eas e o russo come\u00e7aram a dialogar, conjeturando uma poss\u00edvel negocia\u00e7\u00e3o sobre a venda de g\u00e1s e de petr\u00f3leo, caso os projetos de extra\u00e7\u00e3o de hidrocarbonetos na Sib\u00e9ria tivessem confirmado as previs\u00f5es dos estudos e das prospec\u00e7\u00f5es geot\u00e9cnicas.<\/p>\n<p>Assim, em 2008, quando foram confirmados os sucessos t\u00e9cnicos obtidos pela empresa russa Gazprom na explora\u00e7\u00e3o das jazidas siberianas de g\u00e1s e de petr\u00f3leo, o hist\u00f3rico gelo que separava Moscou e Pequim come\u00e7ou a derreter-se. Consequentemente, em 2011, foi institu\u00eddo um canal permanente para finalizar as negocia\u00e7\u00f5es entre as duas empresas estatais (Gazprom e a CNPC chinesa).<\/p>\n<p>A Casa Branca e as chancelarias europ\u00e9ias n\u00e3o deram muita import\u00e2ncia \u00e0s negocia\u00e7\u00f5es energ\u00e9ticas entre as empresas russas e a estatal chinesa, achando tratar-se de um dos tantos contratos que a CNPC chinesa assinava para garantir o abastecimento das numerosas centrais t\u00e9rmicas que alimentam as f\u00e1bricas dos distritos industriais.<\/p>\n<p>Na realidade, com esse eixo energ\u00e9tico a China resolveu a maior parte de seus problemas na \u00e1rea e tal fato determinou um novo clima pol\u00edtico, que influenciou profundamente a vis\u00e3o geoestrat\u00e9gica do governo chin\u00eas, visto que o pa\u00eds, agora, \u00e9 o principal fornecedor mundial de produtos manufaturados, detendo, tamb\u00e9m, os principais portf\u00f3lios da d\u00edvida estadunidense e de muitos pa\u00edses europeus, onde nos \u00faltimos anos os bancos chineses realizaram transa\u00e7\u00f5es vultosas e adquiriram participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria em muitas f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>De fato, em 2013, o novo presidente chin\u00eas, Xi Jinping escolheu a R\u00fassia para efetuar sua primeira viagem internacional, durante a qual foi novamente enfatizada a import\u00e2ncia dos contratos energ\u00e9ticos entre a empresa petrol\u00edfera russa Rosneft e a CNPC chinesa, relativos ao fornecimento de 100 milh\u00f5es de toneladas de petr\u00f3leo at\u00e9 2024 por um valor de 85 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Depois disso, em janeiro de 2014, a CNPC chinesa comprou uma cota de 20% do projeto Novatek, que prev\u00ea a produ\u00e7\u00e3o do GNL (g\u00e1s natural liquefeito), em Yamal no norte da R\u00fassia. Neste projeto, participa tamb\u00e9m a empresa francesa Total, que det\u00e9m uma cota de 20%.<\/p>\n<p>Ainda em 2014, o presidente chin\u00eas voltou \u00e0 R\u00fassia para estar ao lado do presidente Putin na cerim\u00f4nia de abertura dos Jogos Ol\u00edmpicos de Inverno, em Sochi. Um acontecimento que impressionou muito as \u201cexcel\u00eancias\u201d do Departamento de Estado dos EUA, visto que esta era a primeira vez que um presidente da China ia ao exterior para presenciar e prestigiar um evento esportivo.<\/p>\n<p>Na realidade, em Sochi, Putin e Xi Jinping acertaram os par\u00e2metros dos diferentes projetos de colabora\u00e7\u00e3o (energ\u00e9tica, econ\u00f4mica e financeira). Assim, no m\u00eas de maio, depois de dez anos de negocia\u00e7\u00f5es, a empresa russa Gazprom e a CNPC chinesa assinaram um contrato recorde no valor de 456 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, para a venda anual de 38 bilh\u00f5es de metros c\u00fabicos de g\u00e1s siberiano por um per\u00edodo de trinta anos. Ao mesmo tempo, as duas empresas se engajaram na constru\u00e7\u00e3o de um sistema regional de gasodutos integrados (<em>Power of Siberia<\/em>) que, a partir de 2018, deve interligar os centros de extra\u00e7\u00e3o siberianos at\u00e9 o litoral do Oceano Pac\u00edfico, para depois atingir as redes de distribui\u00e7\u00e3o em territ\u00f3rio chin\u00eas.<\/p>\n<p>N\u00e3o foi por acaso que a assinatura desse megacontrato foi oficializada em Xangai, quando o presidente russo, Vladimir Putin, ao lado do seu hom\u00f3logo chin\u00eas, Xi Jinping, participou do CICA (Confer\u00eancia para a Constru\u00e7\u00e3o de Medidas de Paz, Estabilidade e Seguran\u00e7a na \u00c1sia). Foi nesse f\u00f3rum que a R\u00fassia apoiou o papel preponderante da China, sobretudo em termos de seguran\u00e7a para o continente asi\u00e1tico, um papel que anteriormente era exclusivo dos EUA.<\/p>\n<p>Por isso, diante dos rep\u00f3rteres das TV chinesas e asi\u00e1ticas o presidente Putin declarou: \u201c<em>Hoje, as trocas comerciais entre os nossos pa\u00edses s\u00e3o da ordem de 90 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, mas em 2015 ser\u00e3o de 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares e em 2020 alcan\u00e7ar\u00e3o o valor de 200 bilh\u00f5es de d\u00f3lares. Isso porque a coopera\u00e7\u00e3o entre a China e a R\u00fassia est\u00e1 atingindo n\u00edveis de intera\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e de parceria global. Por isso, n\u00e3o \u00e9 errado afirmar que essa parceria alcan\u00e7ou o n\u00edvel mais alto em termos hist\u00f3ricos<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>E para surpreender ainda mais as \u201cexcel\u00eancias\u201d da Casa Branca, bem como os analistas da CIA e do Pent\u00e1gono, os dois presidentes, no dia 20 de maio, apareceram novamente juntos para inaugurar o in\u00edcio das Terceiras Manobras Navais Conjuntas sino-russas, que durante seis dias se realizaram no Mar Chin\u00eas Oriental. Segundo o vice-presidente da Academia de Quest\u00f5es Geopol\u00edticas da R\u00fassia, Konstantin Sokolov, <em>\u201cessas manobras s\u00e3o muito importantes porque os exerc\u00edcios de intera\u00e7\u00e3o mar\u00edtima ser\u00e3o efetuados no mesmo espa\u00e7o aqu\u00e1tico do Mar Chin\u00eas Oriental, onde os EUA e a Coreia do Sul realizam exerc\u00edcios militares em fun\u00e7\u00e3o antichinesa duas ou tr\u00eas vezes por ano. Por outro lado, a grande envergadura dessas manobras militares \u00e9 realizada em uma regi\u00e3o onde a China e a R\u00fassia reivindicam disputas territoriais com o Jap\u00e3o. Em fun\u00e7\u00e3o disso, hoje, a China se tornou o principal parceiro estrat\u00e9gico da R\u00fassia, inclusive em um momento pol\u00edtico em que a posi\u00e7\u00e3o hostil dos EUA e da OTAN \u00e9 cada vez mais evidente. Ali\u00e1s, os acontecimentos na Ucr\u00e2nia quase obrigaram a R\u00fassia a se virar cada vez mais para a regi\u00e3o asi\u00e1tica do Pac\u00edfico. Por isso, essas manobras militares foram uma resposta da R\u00fassia e da China \u00e0 expans\u00e3o dos EUA e do Ocidente<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Outro elemento de grande import\u00e2ncia geoestrat\u00e9gica foi a VI C\u00fapula dos BRICS (China, R\u00fassia, Brasil, \u00cdndia e \u00c1frica do Sul) realizada em Fortaleza, onde a R\u00fassia e a China jogaram um papel fundamental para a cria\u00e7\u00e3o de um banco internacional, alternativo ao FMI e ao Banco Mundial e com funcionamento de um fundo de ajuda para o desenvolvimento.<\/p>\n<p><strong>Achille Lollo \u00e9 jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na It\u00e1lia, editor do programa TV \u201cQuadrante Informativo\u201d e colunista do &#8220;Correio da Cidadania&#8221;.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A publica\u00e7\u00e3o deste texto \u00e9 livre, desde que citada a fonte e o endere\u00e7o eletr\u00f4nico da p\u00e1gina do Correio da Cidadania.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAchille Lollo, de Roma para o Correio da Cidadania \u2014 Sexta, 29 de Agosto de 2014\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6663\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6663","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Jt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6663","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6663"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6663\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6663"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6663"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6663"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}