{"id":6676,"date":"2014-09-10T05:02:05","date_gmt":"2014-09-10T05:02:05","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6676"},"modified":"2014-09-10T05:02:05","modified_gmt":"2014-09-10T05:02:05","slug":"uniao-europeia-planeja-mais-sancoes-contra-a-russia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6676","title":{"rendered":"Uni\u00e3o Europeia planeja mais san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia"},"content":{"rendered":"\n<p>GUERRA NA UCR\u00c3NIA \u2014 Rebeldes reconquistam aeroporto de Lugansk, obrigando os batalh\u00f5es do ex\u00e9rcito ucraniano a se retirar. Depois de Donetsk, essa \u00e9 a quarta \u201cretirada estrat\u00e9gica\u201d que os generais de Kiev ordenam a suas tropas para n\u00e3o ficarem cercadas pelos rebeldes<\/p>\n<p>Achille Lollo de Roma (It\u00e1lia)<\/p>\n<p>Diante dos insucessos pol\u00edticos do novo presidente ucraniano Petro Poroshenko, que se viu obrigado a licenciar o governo chefiado pelo ent\u00e3o primeiro-ministro direitista Arseny Yatsenyuk e a proclamar elei\u00e7\u00f5es extraordi-n\u00e1rias para o pr\u00f3ximo dia 25 de outubro e devido tamb\u00e9m \u00e0 incapacidade t\u00e1tica e operativa do ex\u00e9rcito ucraniano em derrotar os rebeldes da autoproclamada Rep\u00fablica da Novarossia, as excel\u00eancias \u201cocultas\u201d da Casa Branca decidiram acirrar as medidas que os EUA e, sobretudo, os 28 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE) deveriam aplicar contra a R\u00fassia com novas san\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Nesse \u00e2mbito, o presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou aos jornalistas que os aliados europeus deveriam endurecer as san\u00e7\u00f5es contra a R\u00fassia atingindo, sobretudo, as institui\u00e7\u00f5es financeiras e os grandes grupos que apoiam o presidente Putin.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Obama pretendia que fosse votada na reuni\u00e3o dos primeiros-ministros dos 28 pa\u00edses da UE uma mo\u00e7\u00e3o em favor do rearmamento da Ucr\u00e2nia, tal como foi feito em favor dos curdos no Iraque.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, os falc\u00f5es da Casa Branca queriam que o Comando Geral da Otan preparasse uma for\u00e7a-tarefa de 10 mil soldados \u2013 todos origin\u00e1rios dos pa\u00edses da Europa do norte \u2013 com o objetivo estrat\u00e9gico de estacionar ao longo das regi\u00f5es fronteiri\u00e7as \u201cpotencialmente amea\u00e7adas pela R\u00fassia\u201d.<\/p>\n<p>O arrogante pronunciamento de Obama, na realidade, fez lembrar os discursos do presidente franc\u00eas Giscard D\u2019Estaing no auge do chamado \u201cneocolonialismo\u201d, isto \u00e9, quando todas as decis\u00f5es pol\u00edticas, econ\u00f4micas, diplom\u00e1ticas e militares das antigas col\u00f4nias africanas, oficialmente independentes, eram tomadas em Paris por meia d\u00fazia de ministros do governo franc\u00eas. De fato, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que, hoje, os Estados Unidos acreditam que podem dominar em termos pol\u00edtico e militar a UE, mantendo rela\u00e7\u00f5es privilegiadas com os principais pa\u00edses economicamente mais ricos (Alemanha, Fran\u00e7a, Gr\u00e3 Bretanha, B\u00e9lgica, Holanda e Su\u00e9cia) e ter uma \u201ccorte\u201d de pa\u00edses virtualmente submetidos que sempre dizem sim aos chamados dos EUA por conta da depend\u00eancia financeira.<\/p>\n<p>Desse grupo, os mais servis s\u00e3o: Pol\u00f4nia, Rom\u00eania, Litu\u00e2nia, Est\u00f4nia, Let\u00f4nia, Dinamarca, Portugal, It\u00e1lia e Gr\u00e9cia<\/p>\n<p>Alemanha discorda<\/p>\n<p>Entretanto, algo aconteceu em Bruxelas, na reuni\u00e3o do dia 1\u00ba de setembro, j\u00e1 que at\u00e9 pa\u00edses \u201cservis\u201d, como a It\u00e1lia, por exemplo, rejeitaram o \u201cdiktat\u201d da Casa Branca, apoiando a posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria da primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, que, de fato, desestruturou o plano das \u201cexcel\u00eancias\u201d da Casa Branca.<\/p>\n<p>O posicionamento pol\u00edtico de Merkel, na realidade, n\u00e3o \u00e9 de oposi\u00e7\u00e3o aos EUA. Por\u00e9m, no atual contexto a Alemanha pretende reconquistar certos par\u00e2metros de autonomia pol\u00edtica e de decis\u00e3o que a UE perdeu desde a invas\u00e3o da L\u00edbia, em 2011. De fato, com a explos\u00e3o da crise na S\u00edria, a UE, praticamente, ficou a reboque das decis\u00f5es da Casa Branca.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, Merkel acredita que, ao acirrar as rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas com a R\u00fassia, o grande perdedor, em termos econ\u00f4micos e financeiros, seriam a ind\u00fastria e os bancos alem\u00e3es que, na realidade, s\u00e3o os grandes parceiros europeus da R\u00fassia. Uma rela\u00e7\u00e3o que influencia o PIB alem\u00e3o em 12,5% e que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, sublinhou lembrando que ao endurecer o relacionamento financeiro e comercial com a R\u00fassia, certamente, ocorrer\u00e1 uma resposta desse pa\u00eds no setor energ\u00e9tico, tal como aconteceu no m\u00eas de julho,<\/p>\n<p>quando o governo russo, em repres\u00e1lia \u00e0s san\u00e7\u00f5es dos EUA, suspendeu todas as importa\u00e7\u00f5es dos produtos agro-alimentares europeus. Na pr\u00e1tica, a Casa Branca fez voz grossa, mas quem sofreu as consequ\u00eancias foram os produtores agr\u00edcolas europeus que perderam contratos no valor de quase 4 bilh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Renzi, que na reuni\u00e3o exercia a fun\u00e7\u00e3o de presidente dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, lembrou que no \u201cdossi\u00ea\u201d da Ucr\u00e2nia a quest\u00e3o do pagamento atrasado do fornecimento do g\u00e1s por parte da R\u00fassia \u2013 avaliado em quase 13 bilh\u00f5es de d\u00f3lares \u2013 ainda permanece sem resposta por parte do novo governo da Ucr\u00e2nia e da mesma UE.<\/p>\n<p>\u201cAfinal quem vai pagar essa d\u00edvida quando a Ucr\u00e2nia for membro efetivo da Uni\u00e3o Europeia, tendo em conta que a R\u00fassia j\u00e1 amea\u00e7ou cortar o fornecimento, atingindo assim 18 pa\u00edses da UE?\u201d, questionou Renzi.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que diante desse dilema, pol\u00edtico e, sobretudo, financeiro ningu\u00e9m teve a coragem de continuar a sustentar as posi\u00e7\u00f5es da Casa Branca e foi nesse particular momento pol\u00edtico que a posi\u00e7\u00e3o de Merkel tornou-se majorit\u00e1ria, pedindo ao presidente da R\u00fassia, Vladimir Putin, que finalize nos pr\u00f3ximos sete dias, em Minsk, as negocia\u00e7\u00f5es com o presidente da Ucr\u00e2nia, Petro Poroshenko \u2013 negocia\u00e7\u00f5es que, al\u00e9m de estabelecer um permanente cessar-fogo, devem providenciar uma geral desmilitariza\u00e7\u00e3o na Ucr\u00e2nia Oriental, sobretudo, ao longo das fronteiras com a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Merkel conseguiu convencer a maioria dos primeiros-ministros europeus que o envio de armas \u00e0 Ucr\u00e2nia significava que a Uni\u00e3o Europeia estaria apostando em uma solu\u00e7\u00e3o militar que ningu\u00e9m decidiu e, sobretudo, ningu\u00e9m votou e, por isso, deveria ser rejeitada \u2013 uma posi\u00e7\u00e3o que Obama, bem como todo o staff do Departamento de Estado n\u00e3o esperavam de Merkel, que, desta forma, se vingou da espionagem que o pessoal da NSA\/CIA havia montado em Berlin e em Bonn para conhecer com anteced\u00eancia o que ela decidia.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o da R\u00fassia<\/p>\n<p>O ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores da R\u00fassia, Serghey Lavrov, logo ap\u00f3s a reuni\u00e3o, durante confer\u00eancia de imprensa em Moscou, argumentou que a R\u00fassia n\u00e3o tem a m\u00ednima id\u00e9ia e, tamb\u00e9m, n\u00e3o tem vontade de invadir a Ucr\u00e2nia, como tamb\u00e9m n\u00e3o aposta na solu\u00e7\u00e3o militar.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s acreditamos que ainda \u00e9 tempo de realizar uma negocia\u00e7\u00e3o s\u00e9ria sobre o futuro daquela regi\u00e3o e, assim, restabelecer a paz.\u201d Por\u00e9m, se por um lado o ministro Lavrov foi enf\u00e1tico em aceitar o di\u00e1logo proposto por Merkel, por outro, proferiu um alerta expl\u00edcito contra as provoca\u00e7\u00f5es do secret\u00e1rio-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, notoriamente porta-voz dos generais dos EUA. A esse prop\u00f3sito o ministro das rela\u00e7\u00f5es exteriores da R\u00fassia qualificou como aut\u00eantica provoca\u00e7\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de uma for\u00e7a-tarefa especial, com comandos e aquartelamentos deslocados ao longo das fronteiras com a R\u00fassia, achando que essa seria uma forma de garantir a seguran\u00e7a dos pa\u00edses membros da Otan. Deixando no ar a pergunta: \u201cE a seguran\u00e7a da R\u00fassia, quem a garante?\u201d<\/p>\n<p>Mais contundente foi a entrevista de Putin sobre as pr\u00f3ximas negocia\u00e7\u00f5es em Minsk com o hom\u00f3logo ucraniano Petro Poroshenko. De fato, ningu\u00e9m pode negar que a situa\u00e7\u00e3o no Leste da Ucr\u00e2nia atingiu n\u00edveis de conflitualidade incontrol\u00e1veis que dificilmente podem ser apagados com simples elei\u00e7\u00f5es, inclusive por culpa do ex\u00e9rcito ucraniano que praticou uma efetiva limpeza \u00e9tnica, provocando a fuga de quase 470 mil ucranianos para a R\u00fassia e mais de 270 mil em dire\u00e7\u00e3o a outras cidades do centro do pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o apoio popular e, sobretudo, os sucessos militares que os milicianos das duas rep\u00fablicas populares (Lugansk, Donetsk), depois unificadas na Rep\u00fablica de Novarossia, jogam um papel preponderante nas negocia\u00e7\u00f5es, j\u00e1 que a Ucr\u00e2nia est\u00e1 praticamente dividida em tr\u00eas grandes setores regionais, dos quais apenas o menor apoia a pol\u00edtica de limpeza \u00e9tnica praticada pelo ent\u00e3o primeiro-ministro direitista Arseny Yatsenyuk.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a forma\u00e7\u00e3o da chamada Rep\u00fablica de Novarossia seria a solu\u00e7\u00e3o ideal, inclusive porque \u00e9 neste territ\u00f3rio que deve transitar o novo megagasoduto South Stream, com o qual a R\u00fassia pretende exportar g\u00e1s para os pa\u00edses europeus sem ter de atravessar as regi\u00f5es da Ucr\u00e2nia do Norte.<\/p>\n<p>\u00c9 evidente que o presidente ucraniano n\u00e3o poder\u00e1 aceitar logo essa condi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o futuro financeiro da Ucr\u00e2nia depende da boa vontade do FMI e do BCE europeu enquanto a Ucr\u00e2nia ainda n\u00e3o ingressou oficialmente na Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Al\u00e9m disso, os compromissos geoestrat\u00e9gicos que o governo transit\u00f3rio e depois o do direitista Yatsenyuk assumiram com os EUA e com a Otan n\u00e3o podem ser cancelados de imediato. Ser\u00e1 necess\u00e1rio criar as condi\u00e7\u00f5es para que a eventual separa\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia Oriental seja institucionalmente v\u00e1lida e reconhecida pelos parceiros pol\u00edticos do governo do presidente Petro Poroshenko, isto \u00e9, a Uni\u00e3o Europeia e os Estados Unidos.<\/p>\n<p>O grande problema disso tudo \u00e9 que os rebeldes da Rep\u00fablica de Novarossia n\u00e3o est\u00e3o dispostos a esperar muito tempo para uma defini\u00e7\u00e3o negociada. Por outro lado, a maior parte dos membros do governo russo, em particular o presidente Putin, acham que na Casa Branca e na Otan hoje se diz uma coisa e o dia seguinte se opta por outra, que contraria tudo o que foi j\u00e1 decidido.<\/p>\n<p>A demonstra\u00e7\u00e3o disso tudo ficar\u00e1 evidente na pr\u00f3xima reuni\u00e3o da Otan em Cardiff, onde a agenda do debate e das decis\u00f5es que dever\u00e3o ser tomadas \u00e9, praticamente, o contr\u00e1rio do que foi decidido na \u00faltima reuni\u00e3o dos 28 primeiros-ministros dos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia..<\/p>\n<p>De fato, a eventual aprova\u00e7\u00e3o do Plano de Interven\u00e7\u00e3o R\u00e1pida (Readiness Action Plan, em ingl\u00eas) \u00e9 o cap\u00edtulo que a R\u00fassia considera uma mera provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 sua seguran\u00e7a visto que seu relator, Anders Fogh Rasmussen, afirma que o mesmo deve assegurar que a Alian\u00e7a Atl\u00e2ntica, Otan, esteja sempre preparada e capacitada para defender todos os seus aliados contra qualquer tipo de ataque. Pois, n\u00e3o \u00e9 preciso ser um estrategista de profiss\u00e3o para entender que, hoje, o inimigo potencial da Otan \u00e9 a R\u00fassia.<\/p>\n<p>Em poucas palavras, o que, hoje, o secret\u00e1rio-geral da Otan afirma \u00e9 o mesmo que se dizia na d\u00e9cada de 1980, quando a Guerra Fria e as medidas estrat\u00e9gicas da Otan e, sobretudo, dos EUA contra a URSS chegaram a amea\u00e7ar uma guerra nuclear.<\/p>\n<p>Achille Lollo \u00e9 jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na It\u00e1lia e editor do programa TV \u201cQuadrante Informativo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6676\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6676","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1JG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6676\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}