{"id":6679,"date":"2014-09-11T04:27:48","date_gmt":"2014-09-11T04:27:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6679"},"modified":"2014-09-11T04:27:48","modified_gmt":"2014-09-11T04:27:48","slug":"obama-a-mascara-do-fariseu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6679","title":{"rendered":"OBAMA, A M\u00c1SCARA DO FARISEU"},"content":{"rendered":"\n<p>Assente a poeira do tempo atual, o que ficar\u00e1 na Historia da passagem pelo poder de Barack Obama no in\u00edcio do seculo XXI quando o fim da hegemonia dos EUA come\u00e7ava a ser transparente?<\/p>\n<p>Creio que a imagem do homem e do estadista ser\u00e1 muito negativa. Admito que ser\u00e1 responsabilizado pelas gera\u00e7\u00f5es futuras no mundo e no seu pr\u00f3prio pa\u00eds pelo agravamento de uma estrat\u00e9gia imperial criminosa que empurrou a humanidade para uma crise civilizacional que amea\u00e7a a sua continuidade.<\/p>\n<p>Mas nestes dias, nos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia, a imagem de um Obama inexistente foi tao profundamente assimilada por milh\u00f5es de pessoas, de Lisboa a Budapeste, de Londres a Vars\u00f3via, que \u00e9 muito dif\u00edcil persuadir a maioria de que o atual presidente dos EUA \u00e9 o oposto do <em>cidad\u00e3o exemplar <\/em>a quem a Academia de Oslo atribuiu o Premio Nobel da Paz<\/p>\n<p>Uma campanha massacrante, de \u00e2mbito mundial, fabricou e difundiu s imagem de um Obama disposto a mudar quase tudo nos EUA e a promover a paz no mundo, um pol\u00edtico de matizes revolucion\u00e1rios.<\/p>\n<p>O senador Barack Obama chamou a aten\u00e7\u00e3o ainda jovem por ser um homem muito inteligente, ambicioso, grande orador. Candidato pelo Partido Democrata soube, em plena crise, capitalizar o descontentamento da maioria do eleitorado, com um discurso progressista que sintetizou as aspira\u00e7\u00f5es dos mais pobres, da classe media, duramente atingida pelo esc\u00e2ndalo dos subprimes, das minorias raciais. Atacou Wall Street, responsabilizou a Banca e as grandes transnacionais, pelos sofrimentos das v\u00edtimas da engrenagem. A sua famosa frase <em>yes, we can <\/em>(sim, n\u00f3s podemos) as admoesta\u00e7\u00f5es ao Congresso, as den\u00fancias da corrup\u00e7\u00e3o na burocracia de Washington, as cr\u00edticas \u00e0s guerras do Iraque e do Afeganist\u00e3o, a promessa de uma pol\u00edtica diferente, orientada para a Paz foram decisivas para a grande vit\u00f3ria eleitoral que alcan\u00e7ou.<\/p>\n<p>Uma onda de esperan\u00e7a varreu os EUA.<\/p>\n<p>O fato de ser negro contribuiu tamb\u00e9m para que os intelectuais progressistas, incluindo muitos comunistas, admitissem que o pa\u00eds poderia estar em v\u00e9speras de uma viragem.<\/p>\n<p>Entretanto, para surpresa da maioria, a sua campanha foi generosamente financiada pelo grande capital. Wall Street conhecia o homem; as suas cr\u00edticas e promessas e a sua orat\u00f3ria populista n\u00e3o impressionaram a Finan\u00e7a.<\/p>\n<p>Os senhores do capital agiram com intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Instalado na Casa Branca, Obama esqueceu, engavetou ou violou a maioria dos compromissos assumidos.<\/p>\n<p>N\u00e3o encerrou o Pres\u00eddio de Guant\u00e1namo, manteve legisla\u00e7\u00e3o repressiva de Bush, promulgou uma lei que na pr\u00e1tica autoriza a tortura e outra sobre a pris\u00e3o de suspeitos de liga\u00e7\u00e3o com presum\u00edveis terroristas (diploma que no dizer de Michel Chossudovsky confere ao Estado uma caracter totalit\u00e1rio), e chamou para o governo e cargos da sua confian\u00e7a pol\u00edticos e economistas intimamente ligados \u00e0 engrenagem de Wall Street.<\/p>\n<p>UMA POLITICA EXTERNA IMPERIAL E AGRESSIVA<\/p>\n<p>A nomea\u00e7\u00e3o de Hillary Clinton para o Departamento de Estado foi o pr\u00f3logo de uma pol\u00edtica internacional profundamente reacion\u00e1ria.<\/p>\n<p>A esposa do ex-presidente conseguiu o que se tinha por imposs\u00edvel. Imprimiu \u00e0 sua a\u00e7\u00e3o um estilo mais agressivo e belicista do que o de Condoleeza Rice.<\/p>\n<p>Obama apoiou a sua defesa do sionismo, as suas cr\u00edticas desabridas \u00e0 China, a sua indisfar\u00e7\u00e1vel hostilidade ao mundo isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>Uma das primeiras decis\u00f5es estrat\u00e9gicas do Presidente foi o envio de mais de 100 000 militares para o Afeganist\u00e3o. N\u00e3o hesitou em apresentar como prioridade a vit\u00f3ria na guerra de agress\u00e3o ali iniciada por Bush filho. O resultado negou o projeto. Posteriormente, o fracasso de sucessivas ofensivas- dois comandantes regionais foram demitidos \u2013 desembocou no compromisso de retirar todas as tropas estadunidenses ate final de 2014. Mas, afinal, v\u00e3o ali permanecer muitos milhares de soldados.<\/p>\n<p>Hoje, as for\u00e7as que combatem no pa\u00eds os ocupantes norte-americanos e a NATO (OTAN) controlam quase todo o territ\u00f3rio com exce\u00e7\u00e3o de Kabul e das principais cidades.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de \u00f3pio aumentou muit\u00edssimo desde a invas\u00e3o em 2001.<\/p>\n<p>A agress\u00e3o \u00e0 L\u00edbia, tamb\u00e9m concretizada invocando a defesa dos direitos humanos e o amor pela liberdade e a democracia, foi na realidade uma guerra imperial, preparada com anteced\u00eancia com caracter\u00edsticas genocidas. De acordo com o projeto, viabilizado pelo Conselho de Seguran\u00e7a da ONU, o seu desfecho ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o do pais e o assass\u00ednio de Muamar Khadafi seria um \u00abregime democr\u00e1tico\u00bb, tutelado por Washington, pelos aliados da Uni\u00e3o Europeia e pelas grandes empresas petrol\u00edferas.<\/p>\n<p>Mas as coisas n\u00e3o correram de acordo com o desejo de Obama.<\/p>\n<p>Os governos fantoches instalados pelos ocupantes perderam rapidamente o controlo do pa\u00eds. A situa\u00e7\u00e3o existente \u00e9 an\u00e1rquica, com diferentes mil\u00edcias envolvidas em combates fratricidas. A desordem atingiu tais propor\u00e7\u00f5es que uma dessas mil\u00edcias tribais ocupou em Tr\u00edpoli edif\u00edcios da Embaixada dos EUA cujo pessoal diplom\u00e1tico havia prudentemente abandonado o pa\u00eds.<\/p>\n<p>No Iraque, uma campanha estrondosa anunciou ao mundo que, cumpridos os objetivos da invas\u00e3o do pais, e instalado em Bagdad \u00b4\u00abum regime democr\u00e1tico est\u00e1vel\u00bb, os EUA, honrando uma promessa, tinham retirado, finalmente todas as tropas de combate.<\/p>\n<p>Outra mentira grosseira. Dezenas de milhares de mercen\u00e1rios, controlados por empresas mafiosas dos EUA, substitu\u00edram as for\u00e7as do Ex\u00e9rcito.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o em Bagdad e nas prov\u00edncias \u00e9 ca\u00f3tica. As \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es, como as anteriores, foram uma farsa. Mas a recusa do primeiro-ministro Nouri Al Malik em abandonar o poder gerou uma crise, marcada por cenas pr\u00f3prias de um teatro de absurdo que s\u00f3 findou com um ultimato de Washington. A viol\u00eancia \u00e9 end\u00e9mica em todo o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Na S\u00edria, Obama tentou repetir, recorrendo a um m\u00e9todo diferente, a \u00abopera\u00e7\u00e3o\u00bb desestabilizadora que na L\u00edbia tinha por objetivo o derrubamento do regime.<\/p>\n<p>A fase inicial foi uma campanha medi\u00e1tica montada a n\u00edvel mundial para demonstrar que n pa\u00eds estava submetido a uma feroz ditadura. O presidente Bashar al Assad foi demonizado, apresentado como um monstro respons\u00e1vel por crimes contra a humanidade.<\/p>\n<p>A segunda fase foi o desencadeamento de uma \u00abrebeli\u00e3o\u201d. Grupos de mercen\u00e1rios, armados e financiados pelos EUA, por Israel e pela Turquia, atacaram o ex\u00e9rcito, destru\u00edram instala\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, ocuparam cidades e aldeias.<\/p>\n<p>Crimes cometidos pelos \u00abrebeldes\u00bb foram atribu\u00eddos pelos governantes e pelos media dos EUA e da Uni\u00e3o Europeia \u00e0s for\u00e7as armadas s\u00edrias.<\/p>\n<p>Obama chegou a anunciar num discurso inflamado, que tomara a decis\u00e3o de bombardear a S\u00edria para instalar no pa\u00eds a democracia e as liberdades<\/p>\n<p>Mas o contexto diferia do l\u00edbio. A grande maioria do povo s\u00edrio e o seu ex\u00e9rcito infligiram severas derrotas \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es terroristas, tuteladas por Washington. E a firmeza da R\u00fassia for\u00e7ou Obama a recuar.<\/p>\n<p>Essa derrota pol\u00edtica coincidiu com outra. O governo norte-americano, que semanas antes multiplicava as amea\u00e7as ao Ir\u00e3, e aprovava pacotes de san\u00e7\u00f5es por Teer\u00e3 n\u00e3o ceder \u00e0s suas exig\u00eancias, mudou subitamente de t\u00e1tica e discurso e decidiu abrir negocia\u00e7\u00f5es com o governo do presidente Hassan Rohani.<\/p>\n<p>OBAMA E O CAOS UCRANIANO<\/p>\n<p>Numa demonstra\u00e7\u00e3o de irresponsabilidade, Barack Obama tomou iniciativas na frente europeia que agravaram as rela\u00e7\u00f5es com a R\u00fassia, j\u00e1 muito tensas, no momento em que no M\u00e9dio Oriente acumulava derrotas.<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio escolhido para o confronto foi a Ucr\u00e2nia. N\u00e3o soube extrair li\u00e7\u00f5es do fracasso georgiano.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou no in\u00edcio de Fevereiro com manifesta\u00e7\u00f5es em Kiev tendentes a desestabilizar o pais. Na Pra\u00e7a Maidan grupos paramilitares, financiados pela CIA, provocaram dist\u00farbios, assaltaram minist\u00e9rios, destru\u00edram edif\u00edcios p\u00fablicos, entraram em choques armados com a pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Washington atingiu o objetivo. O presidente leg\u00edtimo, Viktor Ianukovich \u2013 ali\u00e1s um aventureiro corrupto, tal como a ex-primeira ministro Timochenka, da ultradireita- foi deposto a 24 de Fevereiro.<\/p>\n<p>Uma Junta de pol\u00edticos fascizantes, criada ad hoc, assumiu interinamente o governo do pais.<\/p>\n<p>Os EUA festejaram, e elei\u00e7\u00f5es promovidas a correr, levaram \u00e0 Presid\u00eancia o multimilion\u00e1rio Petro Poroshenko, conhecido pela alcunha de \u00abrei do chocolate\u00bb.<\/p>\n<p>A farsa democr\u00e1tica foi recebida com reservas por alguns dos aliados europeus dos EUA.<\/p>\n<p>Ficou claro que o Parlamento e a Junta s\u00e3o controlados por partidos de extrema-direita, alguns dos quais exibem com orgulho s\u00edmbolos nazis. A ca\u00e7a aos comunistas foi oficializada.<\/p>\n<p>Ucranianos que lutaram nas SS hitlerianos contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica s\u00e3o agora guindados a t\u00edtulo p\u00f3stumo a her\u00f3is nacionais.<\/p>\n<p>No leste do pais, em prov\u00edncias onde a maioria da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 russ\u00f3fona, a resist\u00eancia encontrada pelo governo fantoche de Kiev foi imediata e firme. Exigiam garantias de uma ampla autonomia.<\/p>\n<p>Poroshenko n\u00e3o soube extrair dos acontecimentos da Crimeia as conclus\u00f5es que se impunham.<\/p>\n<p>Com o aval de Washington e confiando em promessas de uma ajuda financeira generosa, garantiu que iria submeter os \u00abrebeldes \u00bb em poucos dias.<\/p>\n<p>A bravata foi logo desmentida. As ofensivas do ex\u00e9rcito de Kiev, apoiadas por brigadas de volunt\u00e1rios que se assumem como nazis e anti russos, foram derrotadas.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria imprensa dos EUA reconhece que a deser\u00e7\u00e3o de soldados e oficiais \u00e9 maci\u00e7a.<\/p>\n<p>No momento nem que escrevo- in\u00edcio de Setembro- a situa\u00e7\u00e3o militar, politica, econ\u00f3mica e social \u00e9 catastr\u00f3fica.<\/p>\n<p>Os insistentes apelos para ajuda militar e o pedido de ingresso na NATO, formulado pela Junta, expressam bem o desespero da camarilha instalada no poder.<\/p>\n<p>As declara\u00e7\u00f5es do presidente dos EUA e do secret\u00e1rio de Estado John Kerry &#8211; um republicano muito conservador e de mediocridade inocult\u00e1vel &#8211; deixam transparecer a confus\u00e3o existente em Washington.<\/p>\n<p>Obama esclareceu que no momento n\u00e3o tem uma estrat\u00e9gia definida para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o pode confessar que todas as op\u00e7\u00f5es s\u00e3o negativas.<\/p>\n<p>Os EUA refor\u00e7aram a presen\u00e7a militar nas rep\u00fablicas B\u00e1lticas e na Pol\u00f4nia e v\u00e3o instalar cinco novas bases militares nos pa\u00edses do Leste. Simultaneamente, a Uni\u00e3o Europeia escolheu para presidente do seu Conselho de Ministros, como sucessor do belga Rompuy, o polaco Donald Tusk, um anti russo assumido que na juventude militou no Solidarnosc de Lech Walesa.<\/p>\n<p>Mas as arrogantes amea\u00e7as de Obama \u00e0 R\u00fassia s\u00e3o na realidade tiros de p\u00f3lvora seca. As san\u00e7\u00f5es prejudicam sobretudo a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>O presidente sabe alias que as acusa\u00e7\u00f5es de participa\u00e7\u00e3o de unidades militares russas nas prov\u00edncias separatistas ucranianas s\u00e3o falsas.<\/p>\n<p>Os generais do Pent\u00e1gono consideram impens\u00e1vel o envolvimento dos EUA na Ucr\u00e2nia numa guerra convencional contra a R\u00fassia. E o recurso a armas nucleares, mesmo t\u00e1ticas, seria provavelmente o pr\u00f3logo de uma trag\u00e9dia planet\u00e1ria.<\/p>\n<p>A desorienta\u00e7\u00e3o que se instalou na Casa Branca, no Pent\u00e1gono e no Departamento de Estado justifica-se.<\/p>\n<p>No auge da crise da Ucr\u00e2nia, a situa\u00e7\u00e3o existente no Iraque e na S\u00edria agravou-se perigosamente.<\/p>\n<p>A proclama\u00e7\u00e3o do Califado em territ\u00f3rios do Crescente f\u00e9rtil por uma seita jihadista que se auto intitula Estado Isl\u00e2mico-EI desencadeou o p\u00e2nico em Washington e nas capitais europeias. Surgindo repentinamente como vendaval de viol\u00eancia, essa organiza\u00e7\u00e3o de jihadistas fan\u00e1ticos, liderada por Abu Bakr Al Baghadi (que afirma ser descendente do profeta Maom\u00e9) ocupou em poucas semanas uma \u00e1rea do Nordeste da S\u00edria e quase um ter\u00e7o do Iraque. Infligiu derrotas demolidoras ao ex\u00e9rcito iraquiano e invadiu territ\u00f3rios do Curdist\u00e3o aut\u00f4nomo, aliado dos EUA.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o, tal como se apresenta lembra uma tragicom\u00e9dia.<\/p>\n<p>Reagindo ao SOS lan\u00e7ado pelo novo primeiro ministro de Bagdad, Haida al Abadi, homem de confian\u00e7a da Casa Branca, os EUA decidiram realizar bombardeamentos cir\u00fargicos, alegando que agiam para evitar o exterm\u00ednio dos Yazidis, uma minoria de religi\u00e3o pr\u00e9-isl\u00e2mica (ser\u00e3o no m\u00e1ximo uns 300 000) com rituais do mazde\u00edsmo persa.<\/p>\n<p>Omitiram os <em>media <\/em>que os Yazidis foram bombardeados em 2007 em circunst\u00e2ncias mal esclarecidas e que na \u00e9poca o governo dos EUA ignorou o assunto<\/p>\n<p>Obama informou, entretanto, que os EUA n\u00e3o enviar\u00e3o tropas terrestres para a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os monstruosos atos de barb\u00e1rie praticados pelo Estado Isl\u00e2mico \u2013 j\u00e1 degolaram dois jornalistas americanos &#8211; provocaram a justa indigna\u00e7\u00e3o de milhoes de mu\u00e7ulmanos em todo o mundo. Os governos do Ir\u00e3 e da S\u00edria tornaram p\u00fablica a sua disponibilidade para combater os criminosos do fantasm\u00e1tico Califado.<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o dos EUA, enfrentando uma situa\u00e7\u00e3o de pesadelo, inimagin\u00e1vel h\u00e1 poucos meses, \u00e9, portanto, mais do que inc\u00f4moda, dilem\u00e1tica. Todas as poss\u00edveis op\u00e7\u00f5es &#8211; repito &#8211; s\u00e3o negativas.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem aceitar a ajuda militar da S\u00edria, do Ir\u00e3 e de outros Estados inimigos que definem como terroristas e formam aquilo a que chamam \u00abo eixo do mal\u00bb.<\/p>\n<p>N\u00e3o podem tamb\u00e9m reenviar tropas da US Army para o Iraque depois de terem utilizado a sua retirada do pa\u00eds como prova do cumprimento da sua miss\u00e3o \u00abdemocr\u00e1tica e civilizadora\u00bb.<\/p>\n<p>O que fazer ent\u00e3o?<\/p>\n<p>Barack Obama n\u00e3o tem resposta para a pergunta.<\/p>\n<p>Acredito que os historiadores que identificam na Hist\u00f3ria a m\u00e3e das ci\u00eancias chegar\u00e3o no futuro \u00e0 conclus\u00e3o de que o Obama foi o mais nocivo, hip\u00f3crita e perigoso para a humanidade de todos os Presidentes do pa\u00eds .<\/p>\n<p>Vila Nova de Gaia, 3 de Setembro de 2014<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMiguel Urbano Rodrigues\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6679\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6679","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1JJ","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6679","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6679"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6679\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6679"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6679"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6679"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}