{"id":6704,"date":"2014-09-24T13:20:11","date_gmt":"2014-09-24T13:20:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6704"},"modified":"2014-09-24T13:20:11","modified_gmt":"2014-09-24T13:20:11","slug":"analogias-entre-a-agressao-a-jugoslavia-e-a-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6704","title":{"rendered":"Analogias entre a agress\u00e3o \u00e0 Jugosl\u00e1via e \u00e0 Ucr\u00e2nia"},"content":{"rendered":"\n<p>Repetem-se as &#8220;revolu\u00e7\u00f5es coloridas&#8221;, as &#8220;armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva&#8221;, os argumentos para demonizar advers\u00e1rios, o recurso ao banditismo e aos grupos neo-nazis ou fundamentalistas. Se o imperialismo, por falta de imagina\u00e7\u00e3o (ou por arrog\u00e2ncia em excesso) actua repetidamente segundo uma mesma matriz, isso proporciona uma significativa vantagem estrat\u00e9gica. Permite antecipar as suas ac\u00e7\u00f5es e prever contramedidas efectivas.<\/p>\n<p>Peritos russos v\u00eam analisando de perto as similaridades entre a forma como a coliga\u00e7\u00e3o ocidental est\u00e1 a gerir a crise ucraniana &#8211; que criou e que conduziu a um ponto de conflito selvagem &#8211; e as estrat\u00e9gias que os mesmos actores empreenderam nos anos noventa gerando as condi\u00e7\u00f5es para uma brutal guerra civil e ati\u00e7ando o conflito cujo resultado foi a destrui\u00e7\u00e3o da ex-Jugosl\u00e1via. Abundam as raz\u00f5es para que essa aten\u00e7\u00e3o seja justificada. Desde logo, se o teu opositor, por falta de imagina\u00e7\u00e3o (ou por arrog\u00e2ncia em excesso) actua repetidamente segundo uma mesma matriz, isso proporciona-te uma significativa vantagem estrat\u00e9gica. Permite-te, dentro de uma larga margem, antecipar as suas ac\u00e7\u00f5es e prever contramedidas efectivas.<\/p>\n<p>Embora a presun\u00e7\u00e3o dos estrategas ocidentais facilite a tarefa de combater os seus objectivos \u00e9 importante, em qualquer caso \u2013 e n\u00e3o obstante o car\u00e1cter flagrante que as analogias possam assumir \u2013 definir cuidadosamente tanto as maiores semelhan\u00e7as como as diferen\u00e7as entre as situa\u00e7\u00f5es a comparar, de modo a n\u00e3o cair na armadilha de combater a guerra anterior em vez da que est\u00e1 efectivamente em <a href=\"http:\/\/www.resistir.info\/ucrania\/analogias_jugoslavia.html\" target=\"_blank\" title=\"Click to Continue&gt; by Best Offers\">curso<\/a>.<\/p>\n<p><strong> 1- Fragmenta\u00e7\u00e3o \u00e9tnica e religiosa. A identifica\u00e7\u00e3o de tens\u00f5es sociais suscept\u00edveis de ser exploradas, e sua sistem\u00e1tica exacerba\u00e7\u00e3o para que funcionem como detonadores da crise pretendida. <\/strong><\/p>\n<p>Isso significa o afastamento umas das outras de comunidades constitu\u00eddas, empolando aquilo que as separa e desvalorizando o que possam ter em comum. Na Jugosl\u00e1via este processo teve in\u00edcio muito antes do eclodir da crise atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o de novas identidades \u00e9tnicas (mu\u00e7ulmana, montenegrina, maced\u00f3nia) e do encorajamento das aspira\u00e7\u00f5es separatistas das existentes (croatas, eslovenos). A identidade ucraniana \u00e9 tamb\u00e9m uma constru\u00e7\u00e3o artificial, que se define a si pr\u00f3pria n\u00e3o de forma positiva mas sobretudo como contraposi\u00e7\u00e3o militante ao russo. Na Ucr\u00e2nia, tal como na Jugosl\u00e1via, a clivagem religiosa cat\u00f3licos\/ortodoxos \u00e9 diligentemente explorada no sentido de exacerbar animosidades existentes.<\/p>\n<p><strong> 2- Manufactura de incentivos materiais ilus\u00f3rios para incentivar a conduta politicamente desejada. <\/strong><\/p>\n<p>Na ex-Jugosl\u00e1via, que no final dos anos 80 tinha um padr\u00e3o de vida decente, a perspectiva de uma vida ainda mais pr\u00f3spera que presumivelmente resultaria da dissolu\u00e7\u00e3o do estado socialista foi utilizada como isco para motivar tend\u00eancias separatistas. Ao ocidente cat\u00f3lico foi prometida uma acrescida prosperidade atrav\u00e9s da separa\u00e7\u00e3o e da concretiza\u00e7\u00e3o de uma &#8220;op\u00e7\u00e3o civilizacional&#8221; (praticamente uma formula\u00e7\u00e3o id\u00eantica \u00e0 que veio a ser lan\u00e7ada na Ucr\u00e2nia) a favor da jun\u00e7\u00e3o aos pa\u00edses do vizinho bloco ocidental. Aos mu\u00e7ulmanos da B\u00f3snia e do Kosovo foram prometidos benef\u00edcios resultantes do alinhamento com os pa\u00edses isl\u00e2micos ricos. Na Ucr\u00e2nia foi a ilus\u00e3o de uma r\u00e1pida incorpora\u00e7\u00e3o na Uni\u00e3o Europeia que foi invocada. A maioria do povo na Ucr\u00e2nia ocidental e central que respondeu positivamente a esta falsa perspectiva era bastante desconhecedora das reais condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas e sociais existentes e, mais importante ainda, das tend\u00eancias de evolu\u00e7\u00e3o da UE e agiu sobre premissas sem fundamento.<\/p>\n<p><strong> 3- Controlo dos fluxos de informa\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses-alvo de forma a condicionar a percep\u00e7\u00e3o e a conduta das massas. <\/strong><\/p>\n<p>Na ex-Jugosl\u00e1via, a penetra\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o medi\u00e1tico por interesses vinculados ao ocidente, cujo ponta de lan\u00e7a era George Soros teve in\u00edcio logo a partir do momento em que a liberaliza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos anos 80 a tornou poss\u00edvel. No in\u00edcio dos anos 90, quando o conflito vinha sendo activamente ati\u00e7ado do exterior, amplos sectores dos media locais em todas as rep\u00fablicas da Jugosl\u00e1via estavam j\u00e1 sob controlo de propriet\u00e1rios ocidentais. Um processo semelhante de moldagem da esfera medi\u00e1tica teve lugar na Ucr\u00e2nia no decurso das \u00faltimas duas d\u00e9cadas, com todos os maiores grupos de comunica\u00e7\u00e3o sob o firme controlo de oligarcas apoiados pelo ocidente. Todos propagaram uma quase id\u00eantica e factualmente falsa narrativa acerca dos benef\u00edcios que decorreriam do alinhamento pol\u00edtico com a NATO e a UE e do afastamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 R\u00fassia.<\/p>\n<p><strong> 4- Tanto na Ucr\u00e2nia como na ex-Jugosl\u00e1via um n\u00facleo fundamental da popula\u00e7\u00e3o insistiu em permanecer fiel \u00e0 sua pr\u00f3pria narrativa. <\/strong><\/p>\n<p>Rejeitou radicalmente as falsas percep\u00e7\u00f5es que vinham sendo encorajadas como prel\u00fadio \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o de uma recomposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica orquestrada pelo ocidente. Sucedeu assim com o leste russ\u00f3fono na Ucr\u00e2nia, e com os s\u00e9rvios na Jugosl\u00e1via.<\/p>\n<p>A recusa destes grupos em aceitar pacificamente a perda da sua identidade cultural e da sua autonomia pol\u00edtica conduziu ao conflito em ambos os casos. A pergunta que requer uma resposta clara \u00e9 se o conflito armado (embora sendo basicamente previs\u00edvel) foi tamb\u00e9m uma consequ\u00eancia pretendida dos processos postos em marcha. No caso da Ucr\u00e2nia \u00e9 bastante duvidoso que assim fosse, porque a inten\u00e7\u00e3o dos instigadores da mudan\u00e7a de regime era n\u00e3o a imediata fragmenta\u00e7\u00e3o pol\u00edtica mas claramente um inequ\u00edvoco realinhamento pr\u00f3-ocidental do pa\u00eds inteiro no bloco NATO\/UE, sob o comando de uma subserviente autoridade central em Kiev. No caso da Jugosl\u00e1via \u00e9 poss\u00edvel argumentar que fazia definitivamente parte do plano um conflito que culminasse com a derrota militar dos s\u00e9rvios, mas pode ser que de in\u00edcio fosse prevista uma campanha mais r\u00e1pida e com maior sucesso. Mas o que veio a suceder foi que os instigadores da crise jugoslava, ao darem r\u00e9dea solta aos seus protegidos croatas e mu\u00e7ulmanos, podem ter inadvertidamente criado uma clara amea\u00e7a \u00e0 pr\u00f3pria sobreviv\u00eancia dos s\u00e9rvios, dispersos por toda a ex-Jugosl\u00e1via, que endureceu grandemente a sua resist\u00eancia e prolongou o conflito para al\u00e9m daquilo que estava inicialmente previsto. Para al\u00e9m disso pode tamb\u00e9m ter tido uma outra consequ\u00eancia n\u00e3o desejada: o s\u00e9rio questionamento na R\u00fassia da alian\u00e7a (ainda por cima subalterna) de Yeltsin com o ocidente. Este questionamento culminou por altura da guerra do Kosovo resultando, como reac\u00e7\u00e3o \u00e0 situa\u00e7\u00e3o, na ascens\u00e3o de Putin e da sua vis\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, qualquer que possa ter sido o projecto inicial (possivelmente inclinando-se para a fragmenta\u00e7\u00e3o cultural mas preservando a integridade pol\u00edtica geral do pa\u00eds, ainda que com o mais confi\u00e1vel elemento ocidental subjugando o menos confi\u00e1vel leste do pa\u00eds), parece ter entrado em colapso logo que a for\u00e7a bruta foi empregue no processo de subjuga\u00e7\u00e3o. Tal como analistas informados t\u00eam sublinhado, compromissos de partilha de poder entre Kiev e o leste russ\u00f3fono que h\u00e1 dois ou tr\u00eas meses poderiam ter sido poss\u00edveis deixaram de o ser ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o e o caos desencadeado pelas for\u00e7as da junta golpista. Est\u00e1 em r\u00e1pido desenvolvimento uma situa\u00e7\u00e3o em que as regi\u00f5es com uma identifica\u00e7\u00e3o cultural russa predominante s\u00e3o intransigentes na sua recusa em ter seja o que for a ver com Kiev, quaisquer que fossem as formas que um eventual compromisso assumisse. Nesse sentido, est\u00e1 a formar-se na Ucr\u00e2nia uma situa\u00e7\u00e3o fortemente an\u00e1loga ao esp\u00edrito de resist\u00eancia inflex\u00edvel com que os s\u00e9rvios b\u00f3snios e croatas actuaram. Em ambos os casos \u00e9 conceb\u00edvel que um comportamento inicial mais subtil e flex\u00edvel por parte dos intervenientes apoiados pelo ocidente relativamente \u00e0s popula\u00e7\u00f5es s\u00e9rvias e russas que pretendiam submeter ao seu dom\u00ednio pudesse ter impedido a radicaliza\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia. E poderia at\u00e9 ter tido sucesso, porque em ambos os casos pelo menos os resistentes claramente n\u00e3o tinham qualquer inten\u00e7\u00e3o de recorrer \u00e0 for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong> 5- O ocidente n\u00e3o tem quaisquer pruridos em utilizar os elementos mais desqualificados como instrumento para atingir os seus objectivos. <\/strong><\/p>\n<p>Na B\u00f3snia, o pacto do diabo do ocidente com o Ir\u00e3o (reminisc\u00eancia do Ir\u00e3o-contras) e com outros actores mais ou menos fundamentalistas a fim de refor\u00e7ar as for\u00e7as mu\u00e7ulmanas locais alinhadas com os interesses NATO\/UE e lutando pelo controlo em toda a extens\u00e3o do pa\u00eds tem sido amplamente documentado. Em certa medida, foi tamb\u00e9m tolerada a participa\u00e7\u00e3o de elementos de extrema-direita europeus no esfor\u00e7o de guerra ao lado do regime direitista de Tudjman na Cro\u00e1cia. Um padr\u00e3o semelhante pode ser observado no M\u00e9dio-Oriente, com fac\u00e7\u00f5es islamitas radicais a serem instrumentalizadas para o derrube de regimes seculares que o ocidente considera pouco amig\u00e1veis.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia o pacto com o diabo foi celebrado com alguns dos mais odiosos elementos fascistas locais, literalmente rel\u00edquias colaboracionistas do per\u00edodo da II Guerra Mundial. A sua tarefa foi disponibilizar a tropa de choque com a qual os pol\u00edticos e oligarcas apoiados pelo ocidente demoliriam os seus opositores e consolidariam o seu dom\u00ednio. Tanto na situa\u00e7\u00e3o jugoslava como na ucraniana o c\u00e1lculo parece ter sido &#8220;utilizamo-los para nos vermos livres do opositor principal agora, e tratamos deles depois&#8221;. A possibilidade de que estivessem a criar Frankensteins que n\u00e3o seriam pass\u00edveis de f\u00e1cil dissolu\u00e7\u00e3o uma vez desempenhado o seu papel parece n\u00e3o ter passado pela cabe\u00e7a dos seus criadores. A implanta\u00e7\u00e3o depois da guerra do isl\u00e3o radical na B\u00f3snia, onde anteriormente nunca existira, e a consolida\u00e7\u00e3o de uma forte corrente fascista em crescimento na Cro\u00e1cia constituem prova suficiente disso. No que diz respeito aos movimentos e mil\u00edcias de inspira\u00e7\u00e3o nazi na Ucr\u00e2nia, n\u00e3o parece existir qualquer plano claro para os colocar sob controlo uma vez superado o conflito e em que presumivelmente tenham desempenhado a sua fun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tanto na ex-Jugosl\u00e1via como na Ucr\u00e2nia os instrumentos que o ocidente amoralmente utilizou para atingir os seus limitados objectivos deixaram as sementes de uma instabilidade de longo prazo e n\u00e3o mostram qualquer disposi\u00e7\u00e3o para permanecerem subservientes aos seus criadores por muito tempo. A perversa semente plantada pelo ocidente com a sua oportunista inger\u00eancia na Ucr\u00e2nia transporta um fruto amargo que representa um s\u00e9rio desafio para a R\u00fassia. Ir\u00e1 sem d\u00favida embara\u00e7ar a eventual integra\u00e7\u00e3o plena da Ucr\u00e2nia no quadro do conceito de &#8220;mundo russo&#8221; que a actual pol\u00edtica russa concebe, por mais flu\u00eddo que tal conceito possa ser.<\/p>\n<p><strong> 6- O apoio sub-rept\u00edcio aos favoritos ocidentais ao mesmo tempo que se proclama uma pol\u00edtica de &#8220;n\u00e3o-inger\u00eancia&#8221; que na pr\u00e1tica se aplica apenas aos outros. <\/strong><\/p>\n<p>Uma outra significativa semelhan\u00e7a reside em que em ambas as crises o ocidente decretou o embargo de armas e apoios log\u00edsticos \u00e0s for\u00e7as em confronto, mas contorna-os regularmente a favor dos seus clientes locais. Um volumoso conjunto de provas reunido ap\u00f3s os anos noventa n\u00e3o deixa qualquer margem de d\u00favida acerca do facto de que for\u00e7as mu\u00e7ulmanas e croatas na Jugosl\u00e1via receberam generosas quantidades de armas e de treino, e depois valioso apoio log\u00edstico tamb\u00e9m, enquanto Belgrado era regularmente criticado por qualquer apoio prestado aos seus compatriotas na B\u00f3snia ou na Cro\u00e1cia.<\/p>\n<p>De forma an\u00e1loga, a R\u00fassia \u00e9 objecto de um processo de demoniza\u00e7\u00e3o por prestar n\u00e3o apenas assist\u00eancia militar, mas mesmo assist\u00eancia humanit\u00e1ria, \u00e0s regi\u00f5es russ\u00f3fonas da Ucr\u00e2nia. Os patrocinadores ocidentais assumem um quase ilimitado direito a apoiar os seus clientes ao mesmo tempo que recusam a Belgrado nos anos noventa e a Moscovo agora uma prerrogativa semelhante. A sua insist\u00eancia num &#8220;terreno de jogo nivelado&#8221; (uma frase frequentemente utilizada no conflito b\u00f3snio) mostra aquilo que realmente \u00e9: pura hipocrisia.<\/p>\n<p><strong> 7- Uma diferen\u00e7a importante: Moscovo tem objectivos pol\u00edticos claramente definidos. <\/strong><\/p>\n<p>Pode argumentar-se que uma das principais raz\u00f5es do insucesso da resist\u00eancia s\u00e9rvia na Cro\u00e1cia, e do seu sucesso apenas parcial na B\u00f3snia, residiu na aus\u00eancia de uma concep\u00e7\u00e3o pol\u00edtica clara tanto nas suas fileiras como em Belgrado, que os apoiava. \u00c9 poss\u00edvel que a an\u00e1lise russa dessa experi\u00eancia tenha sido importante para garantir que Moscovo e os seus aliados ucranianos orientais n\u00e3o se vejam envolvidos num conflito sem uma clara defini\u00e7\u00e3o dos seus objectivos e dos meios para os alcan\u00e7ar. \u00c9 indubit\u00e1vel que o Presidente Putin n\u00e3o quer imitar Slobodan Milo\u0161evi\u00e6, que fez um brilhante discurso na televis\u00e3o, com um perspicaz e profundo entendimento das manobras dos seus opositores ocidentais, mas numa ocasi\u00e3o que n\u00e3o poderia ter sido de pior \u2013 dias antes de ser derrubado.<\/p>\n<p>Parece que os acontecimentos nos Balc\u00e3s tiveram um efeito moderador na pol\u00edtica russa em dois aspectos. Primeiro, em finais dos anos noventa a guerra do Kosovo e o bombardeamento da Jugosl\u00e1via claramente desencadearam um amplo alarme que contribuiu para a mudan\u00e7a de lideran\u00e7a que trouxe Vladimir Putin e a sua vis\u00e3o para um lugar de destaque. Mas os efeitos nefastos da sinuosa pol\u00edtica que Milo\u0161evi\u00e6 empreendeu no apoio aos seus protegidos na B\u00f3snia e Cro\u00e1cia ensinaram aos russos uma outra enormemente importante li\u00e7\u00e3o. Que \u00e9 que se n\u00e3o se disp\u00f5e de uma ampla vis\u00e3o estrat\u00e9gica e da capacidade para conseguir a sua realiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 prefer\u00edvel evitar por completo estas complexas e arriscadas embrulhadas.<\/p>\n<p>20\/Setembro\/2014 <strong> *Advogado, participou em julgamentos do Tribunal de Haia (2001-2008), tamb\u00e9m conhecido como Tribunal da NATO. \u00c9 co-autor de <em> Rethinking Srebrenica, <\/em> ed. Unwritten History, 2013, 368 p., ISBN: 0970919832 <\/strong><\/p>\n<p><strong> O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/vineyardsaker.blogspot.pt\/\" target=\"_blank\"> vineyardsaker.blogspot.pt\/<\/a> e em <a href=\"http:\/\/www.odiario.info\/?p=3404\" target=\"_blank\"> www.odiario.info\/?p=3404<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong> Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\"> http:\/\/resistir.info\/<\/a> . <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Stephen Karganovic*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6704\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[125],"tags":[],"class_list":["post-6704","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c138-ucrania"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1K8","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6704","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6704"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6704\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6704"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6704"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6704"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}