{"id":676,"date":"2010-07-24T18:05:09","date_gmt":"2010-07-24T18:05:09","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=676"},"modified":"2010-07-24T18:05:09","modified_gmt":"2010-07-24T18:05:09","slug":"uri-avnery-a-gangue-do-parlamento-israelense","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/676","title":{"rendered":"Uri Avnery: A gangue do Parlamento israelense"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>H\u00e1 algumas semanas visitei o Parlamento pela primeira vez nessa legislatura. Quis assistir ao debate de um tema que me diz respeito diretamente: a decis\u00e3o da Autoridade Palestina, de boicotar produtos produzidos nas col\u00f4nias exclusivas para judeus, doze anos depois de o Bloco da Paz ter iniciado esse boicote. Passei algumas horas no pr\u00e9dio. E, de hora em hora, minha repulsa s\u00f3 aumentou.<\/strong><\/p>\n<p>Quando fui eleito para o Parlamento de Israel pela primeira vez, assustei-me com o que vi l\u00e1. Com raras exce\u00e7\u00f5es, o n\u00edvel intelectual dos debates aproximava-se de zero.<\/p>\n<p>Era sempre um encadeamento de clich\u00eas, ampla varia\u00e7\u00e3o sobre lugares comuns. Durante a maioria dos debates, o plen\u00e1rio permanecia vazio. A maioria dos deputados falava hebreu coloquial. Ao votar, muitos sequer entendiam sobre o que votavam, a favor ou contra; apenas seguiam a orienta\u00e7\u00e3o do partido.<\/p>\n<p>Era 1967, e eram deputados, dentre outros, Levy Eshkol e Pinchas Sapir, David Ben-Gurion e Moshe Dayan, Menachem Begin e Yohanan Bader, Meir Yaari e Yaakov Chazan, todos esses, hoje, nomes de ruas, estradas, pra\u00e7as e bairros.<\/p>\n<p>Comparado ao que se v\u00ea hoje, aquele Parlamento foi a Academia de Plat\u00e3o.<\/p>\n<p>O que mais me assustava era a rapidez com que o Parlamento aprovava leis irrespons\u00e1veis, para garantir sempre mais popularidade, sobretudo em tempos de histeria das massas. Uma de minhas primeiras iniciativas no Parlamento de Israel foi proposta de lei que criaria uma segunda C\u00e2mara, uma esp\u00e9cie de Senado, que teria o poder de impedir que novas leis tivessem vig\u00eancia imediata, obrigando o plen\u00e1rio do Parlamento a reanalisar as leis aprovadas, depois de algum tempo. Com isso, esperava evitar que as leis fossem aprovadas e tornadas vigentes sob atmosfera de excessiva excita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Minha proposta nem chegou a ser considerada seriamente, nem pelo Parlamento nem pela opini\u00e3o p\u00fablica. Foi rejeitada no Parlamento por quase unanimidade. (Anos depois, v\u00e1rios deputados me disseram que lamentavam ter rejeitado aquela proposta.) Os jornais apelidaram a nova C\u00e2mara de \u201cCasa dos Lordes\u201d, para ridiculariz\u00e1-la. O jornal Haaretz dedicou \u00e0 proposta uma p\u00e1gina inteira de quadrinhos e caricaturas; eu, com peruca de juiz brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>Portanto, a coisa continuou. E continuaram a aprovar leis irrespons\u00e1veis, muitas delas racistas e antidemocr\u00e1ticas. Hoje, \u00e9 uma avalanche. Quanto mais o governo vai-se convertendo em assembleia de pol\u00edticos oportunistas, mais improv\u00e1vel que a avalanche seja contida. O atual governo, o maior, o mais s\u00f3rdido, o mais desprezado na hist\u00f3ria de Israel, coopera com os membros do Parlamento que apresentam propostas de lei e em muitos casos, apresenta, o pr\u00f3prio governo, suas propostas de leis.<\/p>\n<p>O \u00fanico obst\u00e1culo que resta a esse desmando \u00e9 a Suprema Corte. Dado que Israel n\u00e3o tem Constitui\u00e7\u00e3o escrita, a Suprema Corte assumiu o poder de anular leis absolutamente escandalosas que violam princ\u00edpios democr\u00e1ticos e direitos humanos. A Suprema Corte s\u00f3 interv\u00e9m em casos extremos. Mas tamb\u00e9m a Suprema Corte est\u00e1 tomada por ju\u00edzes de direita e de ultra direita que trabalham para desmoraliz\u00e1-la e, portanto, tem id\u00e9ias muito t\u00edpicas sobre o que sejam princ\u00edpios democr\u00e1ticos e direitos humanos.<\/p>\n<p>E assim se criou uma situa\u00e7\u00e3o paradoxal: o Parlamento, que deveria ser express\u00e3o da democracia, \u00e9, hoje, a maior amea\u00e7a que pesa contra a democracia em Israel.<\/p>\n<p>O homem que, mais que todos, personifica esse fen\u00f4meno \u00e9 o deputado Michael Ben-Ari da fac\u00e7\u00e3o \u201cUni\u00e3o Nacional\u201d, herdeiro de Meir Kahane, cuja organiza\u00e7\u00e3o (\u201cKach\u201d) foi tornada ilegal h\u00e1 muitos anos, pelo car\u00e1ter abertamente fascista.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Kahane s\u00f3 foi eleito ao Parlamento uma vez. A rea\u00e7\u00e3o dos demais deputados sempre foi clara: cada vez que Kahane levantava-se para falar, a sala praticamente se esvaziava. O rabino discursava para meia d\u00fazia de seus partid\u00e1rios de ultra direita.<\/p>\n<p>H\u00e1 algumas semanas visitei o Parlamento pela primeira vez nessa legislatura. Quis assistir ao debate de um tema que me diz respeito diretamente: a decis\u00e3o da Autoridade Palestina, de boicotar produtos produzidos nas col\u00f4nias exclusivas para judeus, doze anos depois de o Bloco da Paz ter iniciado esse boicote. Passei algumas horas no pr\u00e9dio. E, de hora em hora, minha repulsa s\u00f3 aumentou.<\/p>\n<p>A causa principal foi uma circunst\u00e2ncia que eu n\u00e3o percebera de fora: o deputado Ben-Ari, disc\u00edpulo e admirador de Kahane, \u00e9 nome respeitado, hoje, no Parlamento de Israel. N\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o est\u00e1 isolado, nem posto \u00e0 margem da vida parlamentar como seu mentor sempre esteve e foi; ao contr\u00e1rio: Bem-Ari est\u00e1 no centro da vida parlamentar. Vi deputados de praticamente todos os grupos \u00e0 volta dele no cafezinho, e ouvindo com aten\u00e7\u00e3o empolgada os seus discursos no plen\u00e1rio. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que o Kahanismo \u2013 vers\u00e3o israelense do fascismo \u2013 deixou as coxias e ocupa hoje o centro do palco.<\/p>\n<p>Recentemente, Israel ofereceu ao mundo uma cena escandalosa.<\/p>\n<p>Na tribuna do Parlamento estava a deputada Haneen Zoabi, do grupo Balad dos nacionalistas \u00e1rabes, que tentava explicar por que se reunira \u00e0 Flotilha da Paz que tentara atracar em Gaza e fora atacada pela Marinha de Israel. A deputada Anastasia Michaeli, do partido de Lieberman, saltou de sua cadeira sobre a tribuna, aos gritos, sacudindo os bra\u00e7os, disposta a arrancar de l\u00e1 Haneen Zoabi, arrastada. Outros deputados acorreram para ajudar Michaeli. Reuniu-se em torno da tribuna uma gangue amea\u00e7adora de deputados. S\u00f3 com grande dificuldade a seguran\u00e7a conseguiu salvar Zoabi de ser fisicamente agredida. A deputada agressora gritava, mistura de racismo e sexismo: \u201cV\u00e1 para Gaza, aprender o que fazem com uma solteirona de 41 anos!\u201d<\/p>\n<p>Dif\u00edcil imaginar contraste maior entre as duas deputadas. A fam\u00edlia de Haneen Zoabi tem ra\u00edzes seculares em Nazar\u00e9, provavelmente do tempo de Jesus Cristo. Anastasia Michaeli nasceu em Leningrado, quando se chamava Leningrado. Foi eleita \u201cMiss Petersburgo\u201d, tornou-se modelo, casou com cidad\u00e3o israelense, converteu-se ao juda\u00edsmo, emigrou para Israel aos 24 anos, mas nunca desistiu do prenome russo. Teve oito filhos. \u00c9 perfeita candidata ao t\u00edtulo de Sarah Palin (que tamb\u00e9m foi miss) israelense&#8230;<\/p>\n<p>Que eu saiba, nenhum deputado levantou um dedo para defender Zoabi durante o tumulto. No m\u00e1ximo, ouviu-se um d\u00e9bil protesto do presidente do Parlamento, Reuven Rivlin, e de um deputado do partido Meretz, Chaim Oron.<\/p>\n<p>Em 61 anos de exist\u00eancia, jamais o Parlamento de Israel assistira a cena semelhante. Num segundo, uma assembleia democr\u00e1tica soberana converteu-se em gangue de linchadores.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 preciso apoiar a ideologia do partido Balad para respeitar a impressionante figura de Haneen Zoabi. Fala fluente e persuasivamente, \u00e9 diplomada por duas universidades israelenses, luta pelos direitos das mulheres na comunidade \u00e1rabe-israelense e \u00e9 a primeira mulher eleita ao Parlamento de Israel por partido \u00e1rabe. A democracia de Israel deveria orgulhar-se muito dela. \u00c9 membro de uma vasta fam\u00edlia \u00e1rabe estendida. Um irm\u00e3o de seu av\u00f4 foi prefeito de Nazar\u00e9. Um de seus tios foi ministro; outro, juiz da Suprema Corte. (De fato, no meu primeiro dia como deputado eleito, propus o nome de outro membro da fam\u00edlia Zoabi como candidato a presidente do Parlamento.)<\/p>\n<p>Essa semana, o Parlamento de Israel aprovou, por larga maioria, proposta apresentada por Michael Ben-Ari, apoiada por deputados dos partidos Likud e Kadima, para ca\u00e7ar os direitos parlamentares de Haneen Zoabi. Antes, o ministro do Interior, Eli Yishai, havia pedido ao Advogado Geral que aprovasse seu plano para cassar a cidadania israelense de Zoabi, sob acusa\u00e7\u00e3o de trai\u00e7\u00e3o. Outro deputado gritou para ela: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o tem direito de estar no Parlamento de Israel! Voc\u00ea n\u00e3o tem direito de usar identidade israelense!\u201d<\/p>\n<p>No mesmo dia, o Parlamento israelense obrou contra o fundador do partido de Zoabi, Azmi Bishara. Em vota\u00e7\u00e3o preliminar, aprovaram projeto de lei \u2013 tamb\u00e9m dessa vez apoiado por membros dos partidos Likud e Kadima \u2013 para cassar a aposentadoria que a que Bishara faz jus, depois de renunciar ao cargo de deputado (vive no exterior, amea\u00e7ado de condena\u00e7\u00e3o por espionagem se voltar a Israel.)<\/p>\n<p>Os orgulhosos padrinhos dessas iniciativas, que receberam apoio massivo dos partidos Likud, Kadima, do partido de Lieberman e de todos os grupos de judeus religiosos, n\u00e3o escondem a inten\u00e7\u00e3o de expulsar todos os \u00e1rabes do Parlamento, para constituir um Parlamento s\u00f3 de judeus em Israel.<\/p>\n<p>As mais recentes decis\u00f5es do Parlamento israelense s\u00e3o passos de uma mesma longa campanha, que todas as semanas gera novas iniciativas, por deputados sedentos de publicidade, que sabem que quanto mais racistas e antidemocr\u00e1ticas forem suas leis, mais votos ganham.<\/p>\n<p>Foi o que aconteceu essa semana, nas decis\u00f5es do Parlamento de Israel, que obrigam todos quantos aspirem \u00e0 cidadania israelense a jurar fidelidade a \u201cIsrael, estado judeu democr\u00e1tico\u201d. \u00c9 lei que obrigar\u00e1 os \u00e1rabes (sobretudo as esposas estrangeiras de cidad\u00e3os \u00e1rabes) a subscrever a ideologia sionista. Equivalente dessa lei seria lei do Congresso dos EUA que exigisse que os cidad\u00e3os norte-americanos jurassem fidelidade aos EUA definido como \u201cestado anglo-sax\u00e3o, protestante e branco.\u201d<\/p>\n<p>A irresponsabilidade do Parlamento israelense j\u00e1 n\u00e3o tem limites. Todas as linhas da dec\u00eancia j\u00e1 foram derrotadas h\u00e1 muito tempo. E n\u00e3o se trata de deputados que representam 20% dos cidad\u00e3os. H\u00e1 tend\u00eancia crescente no sentido de privar da cidadania israelense todos os cidad\u00e3os \u00e1rabes-israelenses.<\/p>\n<p>Essa tend\u00eancia relaciona-se ao cada dia mais violento ataque ao estatuto legal dos \u00e1rabes que vivem em Jerusal\u00e9m Leste.<\/p>\n<p>Essa semana, assisti \u00e0 audi\u00eancia, na corte de magistrados de Jerusal\u00e9m, sobre a pris\u00e3o de Muhammed Abu Ter, um dos quatro deputados do Ham\u00e1s no parlamento palestino em Jerusal\u00e9m. A audi\u00eancia foi realizada numa saleta diminuta, com espa\u00e7o apenas para 12 pessoas. S\u00f3 consegui entrar com muita dificuldade.<\/p>\n<p>Eleitos em elei\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas, e como \u00e9 obriga\u00e7\u00e3o clara de Israel nos termos do acordo de Oslo, esses deputados \u00e1rabes foram empossados e admitidos como parte do governo em Jerusal\u00e9m Leste. De repente, o governo de Israel anunciou que revogara o direito dos mesmos deputados \u00e0 identidade de \u201cresidentes permanentes\u201d.<\/p>\n<p>O que significa isso? Quando Israel \u201canexou\u201d Jerusal\u00e9m Leste em 1967, o governo n\u00e3o imaginava conferir cidadania aos habitantes da cidade. Sem esses votos, diminuiu muito o n\u00famero de eleitores \u00e1rabes em Israel. Tampouco inventaram algum novo status para os \u00e1rabes. Sem alternativas, os habitantes \u00e1rabes de Jerusal\u00e9m tornaram-se \u201cresidentes permanentes\u201d \u2013 o mesmo status que Israel oferece a estrangeiros que queiram permanecer em Israel. O ministro do Interior tem o direito de revogar o visto dos \u201cresidentes permanentes\u201d e pode deportar essas pessoas para seus pa\u00edses de origem.<\/p>\n<p>Muito evidentemente, a defini\u00e7\u00e3o de \u201cresidentes permanentes\u201d n\u00e3o se aplica aos habitantes de Jerusal\u00e9m Leste. Eles e seus ancestrais nasceram ali, n\u00e3o t\u00eam e jamais tiveram qualquer outra cidadania ou local de resid\u00eancia. Revogar o visto converte-os em politicamente \u2018sem-teto\u2019, pessoas sem qualquer prote\u00e7\u00e3o de qualquer tipo.<\/p>\n<p>Na corte, os advogados do Estado de Israel argumentaram que, dado que seu visto de \u201cresidente permanente\u201d fora cancelado, Abu Ter ter-se-ia tornado \u201cpessoa ilegal\u201d, depois que se recusara a abandonar a cidade. Por esses crimes, mereceria pris\u00e3o por tempo ilimitado.<\/p>\n<p>(Poucas horas antes, a Suprema Corte julgara pedido nosso, de investiga\u00e7\u00e3o independente para o incidente da Flotilha da Paz em Gaza. Obtivemos vit\u00f3ria parcial, mas significativa: pela primeira vez em sua hist\u00f3ria, a Corte Suprema de Israel votou tema relacionado a comiss\u00f5es de inqu\u00e9rito. A Corte decidiu que os militares envolvidos no ataque \u00e0 Flotilha da Paz devem ser interrogados e que, caso o governo tente evitar esses depoimentos, a Corte novamente interferir\u00e1.)<\/p>\n<p>Se ainda h\u00e1 quem se iluda e creia que a gangue do Parlamento em Israel s\u00f3 atingir\u00e1 \u201cos \u00e1rabes\u201d, est\u00e3o perigosamente errados. A \u00fanica pergunta que resta \u00e9: quem ser\u00e1 a pr\u00f3xima v\u00edtima?<\/p>\n<p>Essa semana, o Parlamento analisou em primeira sess\u00e3o de leitura, proposta de lei para impor pesadas penas a qualquer cidad\u00e3o israelense que pregue boicote contra Israel em geral, e, em especial, contra empresas, universidades ou outras institui\u00e7\u00f5es do Estado, inclusive contra as col\u00f4nias exclusivas para judeus. Qualquer dessas institui\u00e7\u00f5es passa a poder exigir indeniza\u00e7\u00e3o de 5.000 d\u00f3lares, da organiza\u00e7\u00e3o que pregue o boicote, \u2018por cabe\u00e7a\u2019 dos signat\u00e1rios de manifestos ou \u2018apoiadores\u2019 a qualquer t\u00edtulo, de qualquer tipo de boicote.<\/p>\n<p>Pregar boicotes \u00e9 meio democr\u00e1tico de manifesta\u00e7\u00e3o. Sempre fui contra boicote \u2018gen\u00e9rico\u2019 contra Israel, mas (aprendi de Voltaire) sempre defenderei o direito de qualquer cidad\u00e3o que decida boicotar Israel. O real objetivo da proposta de lei que come\u00e7a a ser votada \u00e9, claro, proteger as col\u00f4nias exclusivas para judeus: visa a impedir a manifesta\u00e7\u00e3o dos que pregam que se boicotem os produtos vendidos pelas col\u00f4nias que produzem em territ\u00f3rio ocupado, ilegal, \u00e0 margem do Estado. Tenho muitos amigos amea\u00e7ados. Eu tamb\u00e9m estou sendo amea\u00e7ado.<\/p>\n<p>Desde a funda\u00e7\u00e3o, Israel jamais deixou de vangloriar-se de ser a \u201c\u00danica Democracia do Oriente M\u00e9dio\u201d. Esse mote \u00e9 a j\u00f3ia da coroa da propaganda israelense. E o Parlamento deveria ser s\u00edmbolo dessa democracia.<\/p>\n<p>Hoje, a gangue que assumiu o comando do Parlamento est\u00e1 determinada a destruir essa imagem de democracia, de uma vez por todas. Israel ter\u00e1 de conformar-se com ser conhecida como democracia igual a tantas, como a L\u00edbia, o I\u00eamen, a Ar\u00e1bia Saudita.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.planetarymovement.org\/go\/newsflash\/a-parliamentary-mob-by-uri-avnery\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: planetarymovement.org\n\n\n\n\n\n\n\n\n por Uri Avnery\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/676\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-676","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-aU","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/676","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=676"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/676\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=676"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=676"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=676"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}