{"id":677,"date":"2010-07-24T18:24:18","date_gmt":"2010-07-24T18:24:18","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=677"},"modified":"2010-07-24T18:24:18","modified_gmt":"2010-07-24T18:24:18","slug":"partido-comunista-colombiano-80-anos-de-luta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/677","title":{"rendered":"PARTIDO COMUNISTA COLOMBIANO: 80 ANOS DE LUTA"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">ABP 07\/15\/10<\/p>\n<p align=\"justify\">Col\u00f4mbia festeja, como o M\u00e9xico, Argentina e Chile neste ano de 2010, o Bicenten\u00e1rio do in\u00edcio da luta independentista. Na p\u00e1tria de Camilo Torres Restrepo s\u00e3o lembrados outros acontecimentos que est\u00e3o ligados \u00e0s batalhas pela segunda independ\u00eancia da Col\u00f4mbia, entre eles o 80\u00b0 anivers\u00e1rio da Funda\u00e7\u00e3o do Partido Comunista Colombiano e as oito d\u00e9cadas do natal\u00edcio de Pedro Ant\u00f4nio Marin, combatente campon\u00eas que adotou o nome de Manuel Marulanda V\u00e9lez e fundou, com outros patriotas, o movimento insurgente chamado For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia (FARC).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em 17 de julho de 1930, quando foi fundado o Partido Comunista da Col\u00f4mbia, o povo era v\u00edtima dos abusos e da repress\u00e3o exercida pelo governo conservador de Miguel Abadia M\u00e9ndez. Nesse ano, os colombianos elegeram Enrique Olaya Herrera, de filia\u00e7\u00e3o liberal. O presidente eleito havia sido embaixador nos Estados Unidos e admirava os governos do imp\u00e9rio. Em Washington e em v\u00e1rias cidades da Europa ocidental o sistema capitalista sofria uma de suas m\u00faltiplas crises. O desemprego se quadruplicava e 400 mil imigrantes, a maioria de origem mexicana, eram expulsos da Uni\u00e3o Americana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde seu in\u00edcio, o Partido Comunista Colombiano demonstrou uma posi\u00e7\u00e3o combativa, enfrentou a repress\u00e3o, prop\u00f4s um novo sistema econ\u00f4mico, pol\u00edtico e social, al\u00e9m de abra\u00e7ar as bandeiras internacionalistas e solidarizar-se com os povos da terra que lutavam pela paz com justi\u00e7a social. Alberto Castrill\u00f3n, Gilberto Vieira, Luis Vidales, Jorge Regueros Peralta, Manuel Marulanda V\u00e9lez e Mar\u00eda Cano foram os fundadores da coletividade pol\u00edtica, promotora do socialismo e da democracia participativa durante 80 anos.<\/p>\n<p align=\"justify\">A hist\u00f3ria recente da Col\u00f4mbia, particularmente no s\u00e9culo XX, n\u00e3o seria compreendida sem analisar e estudar as contribui\u00e7\u00f5es e batalhas do Partido Comunista (PCC). Em um pa\u00eds sob interven\u00e7\u00e3o do imperialismo estadunidense, a luta da esquerda tem sido dif\u00edcil, heroica e patri\u00f3tica. O PCC, formado por seres humanos, cometeu erros, mas na balan\u00e7a sobressaem os acertos e entre eles o mais importante: sobreviver em meio \u00e0 guerra suja e \u00e0s campanhas genocidas de intimida\u00e7\u00e3o e exterm\u00ednio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os dirigentes do PCC se distinguiram por sua coer\u00eancia, desde os anos 30 e 40 do s\u00e9culo passado com Maria Cano e Gilberto Vieira, at\u00e9 o presente ano, com Jaime Caycedo Turriago e Carlos Lozano Guill\u00e9n, destacados promotores da paz e da justi\u00e7a. Oito d\u00e9cadas junto ao povo. O PCC seguiu o legado de Manuel Marulanda V\u00e9lez, aquele jovem humilde e trabalhador que tinha um esp\u00edrito bravo diante da opress\u00e3o. Nascido em La Ceja, munic\u00edpio localizado no estado de Antioquia, pr\u00f3ximo a Medell\u00edn, onde anos depois integrou o Comit\u00ea Regional do PCC.<\/p>\n<p align=\"justify\">Manuel era um autodidata. Estudava e lia publica\u00e7\u00f5es de economia, hist\u00f3ria e literatura. Conhecia a Constitui\u00e7\u00e3o colombiana como um expert em jurisprud\u00eancia. N\u00e3o estudou Direito em aulas universit\u00e1rias, mas era o melhor advogado e defensor dos trabalhadores em Medell\u00edn, onde chegou a ser vereador e depois, em Bogot\u00e1, foi nomeado secret\u00e1rio geral da Federa\u00e7\u00e3o Sindical de Trabalhadores de Cundinamarca, por seus companheiros. Marulanda V\u00e9lez, que havia trabalhado como pedreiro, explicava a seus compatriotas, com eloqu\u00eancia, os tristes acontecimentos do massacre das Bananeiras (dezembro de 1928), enquanto participava da hist\u00f3rica &#8220;Marcha da Fome&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">Preso pol\u00edtico em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, Manuel Marulanda V\u00e9lez morreu em consequ\u00eancia das torturas e vexames a que foi submetido pelo regime desp\u00f3tico de Laureano G\u00f3mez. O nome de Manuel foi reivindicado por e para a luta popular. Pedro Antonio o adotou como nome de combate durante sua \u00e9pica luta fariana desde 1964, mais ou menos parecido com o que aconteceu no M\u00e9xico, onde Doroteo Arango reivindicou o nome de Pancho Villa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Brilhantes personalidades da pol\u00edtica colombiana surgiram nas filas do PCC e da Juventude Comunista ao longo destas oito d\u00e9cadas. Gilberto Vieira, que foi secret\u00e1rio geral durante 40 anos, recebeu uma homenagem entusiasmada em outubro de 1998 ao assistir o 17\u00b0 congresso do partido. Encontrava-se doente, por\u00e9m firme. Seu companheiro de luta, o camarada Jesus Villegas, expressou publicamente: &#8220;Gilberto, voc\u00ea nos deu o exemplo de como ser um militante comunista. Enquanto uma grande parte de intelectuais passou pelo Partido como em uma esp\u00e9cie de visita de m\u00e9dico, voc\u00ea ficou conosco&#8221;.<\/p>\n<p align=\"justify\">V\u00edtimas do Estado genocida que oprime e rouba dos colombianos, os comunistas ofertaram suas vidas. Jaime Pardo Leal, candidato \u00e0 Presid\u00eancia, assassinado em 1987; Jos\u00e9 Antequera, construtor da Juventude Comunista, recebeu bala\u00e7os, em mar\u00e7o de 1989; Bernardo Jaramillo Ossa, aspirante \u00e0 Presid\u00eancia pela Uni\u00e3o Patri\u00f3tica foi alvejado em pra\u00e7a p\u00fablica em mar\u00e7o de 1990; Jos\u00e9 Miller Chac\u00f3n, dirigente e militante distinto, morreu durante um atentado em 1993; Manuel Cepeda Vargas, parlamentar destacado, intelectual combativo e diretor, por v\u00e1rios, anos do seman\u00e1rio Voz Prolet\u00e1ria foi assassinado por mercen\u00e1rios do narcoparamilitarismo e agentes do governo, em agosto de 1994. Eles fazem parte da lista de compatriotas que haviam sido amea\u00e7ados por um sistema que se faz chamar &#8220;democr\u00e1tico&#8221; e se mant\u00e9m ainda com a cumplicidade do imp\u00e9rio norte-americano.<\/p>\n<p align=\"justify\">Outros dirigentes do PCC foram encarcerados e torturados, como o camarada \u00c1lvaro V\u00e1zquez del Real, que a partir de sua coluna &#8216;Enfoques&#8221;, no seman\u00e1rio Voz, ofereceu interessantes reflex\u00f5es sobre a realidade colombiana e regional. Jaime Caycedo, atual secret\u00e1rio geral, foi v\u00edtima de amea\u00e7as. Conseguiu sair ileso de atentados contra sua vida. Carlos Lozano Guill\u00e9n, dirigente nacional, diretor do seman\u00e1rio Voz e autor de v\u00e1rios livros sobre os processos de paz e di\u00e1logos entre os insurgentes e as autoridades, foi caluniado e apontado publicamente por \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez, chefe do narcoparamilitarismo e, tristemente, presidente dos colombianos durante dois per\u00edodos nefastos. Ao completar 80 anos do Partido, os comunistas colombianos est\u00e3o vivos e ativos na luta contra o facismo e pela constru\u00e7\u00e3o do socialismo no s\u00e9culo XXI na Col\u00f4mbia e em nossa Am\u00e9rica bolivariana e martiana.<\/p>\n<p align=\"justify\">Traduzido por: Valeria Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Pacocol\n\n\n\n\n\n\n\n\nAnivers\u00e1rio colombiano e comunista\npor Fernando Acosta Riveros\/Colaborador ABP M\u00e9xico\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/677\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-677","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-aV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/677","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/677\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}