{"id":6770,"date":"2014-10-21T15:13:06","date_gmt":"2014-10-21T15:13:06","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6770"},"modified":"2014-11-05T06:49:37","modified_gmt":"2014-11-05T06:49:37","slug":"presidente-da-oderbrecht-qcapitalismo-brasileiro-e-que-ganhou-mais-com-a-construcao-do-porto-de-mariel-em-cubaq","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6770","title":{"rendered":"PRESIDENTE DA ODERBRECHT: &#8220;CAPITALISMO BRASILEIRO \u00c9 QUE GANHOU MAIS COM A CONSTRU\u00c7\u00c3O DO PORTO DE MARIEL, EM CUBA&#8221;"},"content":{"rendered":"\n<p>09\/02\/2014 (Folha de SP)<\/p>\n<p>Em 2013, a Odebrecht Infraestrutura faturou US$ 8 bilh\u00f5es no exterior. Pena que apenas 12,5% vieram de projetos financiados pelos &#8220;cr\u00e9ditos sigilosos&#8221; do BNDES. Com mais financiamentos, muito mais riqueza teria sido gerada no Brasil.<\/p>\n<p>Aprendi com meu av\u00f4 que o maior desperd\u00edcio humano \u00e9 muita efici\u00eancia para pouca efic\u00e1cia. A recente inaugura\u00e7\u00e3o do porto de Mariel, em Cuba, motivou um eficiente ataque ao governo na m\u00eddia. Mas essa \u00e9 a batalha errada.<\/p>\n<p>Quando temos como prop\u00f3sito mostrar quem \u2013em especial, o governo\u2013 est\u00e1 errado, deixamos de focar o que est\u00e1 certo e o que precisa ser aprimorado.<\/p>\n<p>O BNDES n\u00e3o investiu em Mariel. O BNDES financiou as exporta\u00e7\u00f5es de cerca de 400 empresas brasileiras, lideradas pela Odebrecht, no valor equivalente a 70% do projeto. Se o porto ser\u00e1 de grande import\u00e2ncia para o socialismo cubano, foi o capitalismo brasileiro que mais ganhou at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>Pa\u00eds que n\u00e3o exporta n\u00e3o cresce, n\u00e3o adquire divisas e n\u00e3o se insere na economia internacional. A exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os suporta hoje 1,7 milh\u00e3o de postos de trabalho no Brasil, na intera\u00e7\u00e3o com v\u00e1rios setores produtivos. Promove a inova\u00e7\u00e3o e estimula a capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra altamente especializada.<\/p>\n<p>Entretanto, lemos e ouvimos que o financiamento brasileiro gera empregos no exterior; que os contratos s\u00e3o sigilosos, talvez para encobrir neg\u00f3cios escusos; que drena recursos da nossa infraestrutura; e que o TCU (Tribunal de Contas da Uni\u00e3o) n\u00e3o fiscaliza.<\/p>\n<p>Nada disso \u00e9 verdade.<\/p>\n<p>Primeiro: o financiamento \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o gera empregos no Brasil, porque n\u00e3o h\u00e1 remessa de dinheiro para o exterior. Os recursos s\u00e3o desembolsados aqui, em reais, para a aquisi\u00e7\u00e3o de 85% dos bens e servi\u00e7os produzidos e prestados por trabalhadores brasileiros (os demais 15% s\u00e3o pagos \u00e0 vista pelo importador).<\/p>\n<p>Segundo: informa\u00e7\u00f5es como o valor, destino e objeto do financiamento sempre foram p\u00fablicas, como pudemos ouvir e ler em todos os meios que trataram de Mariel. As \u00fanicas informa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o p\u00fablicas s\u00e3o as usuais das opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias, como o valor do seguro, eventuais contragarantias e as taxas que comp\u00f5em a opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos financiamentos feitos pelos chineses, alem\u00e3es, americanos, enfim, por todos os pa\u00edses, essas informa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o confidenciais. N\u00e3o foram o Brasil e Cuba que inventaram essa regra.<\/p>\n<p>Terceiro: os recursos que financiam exporta\u00e7\u00f5es n\u00e3o concorrem com os destinados a projetos no Brasil e s\u00e3o providos por fontes diferentes. Os n\u00fameros falam por si: em 2012, o BNDES destinou cerca de US$ 7 bilh\u00f5es para apoiar o com\u00e9rcio exterior e US$ 173 bilh\u00f5es para o mercado interno.<\/p>\n<p>O porto de Cuba n\u00e3o impediu a constru\u00e7\u00e3o de nenhum projeto no Brasil. Ali\u00e1s, at\u00e9 ajudou.<\/p>\n<p>Por meio da exporta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os, como a de Mariel, a Odebrecht se capacita e gera resultados que aplica aqui, como fez no terminal de cont\u00eaineres da Embraport, em Santos. \u00c9 o maior do Brasil e foi constru\u00eddo pela Odebrecht, simultaneamente a Mariel, com investimento pr\u00f3prio de R$ 1,8 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Quanto ao TCU, ele fiscaliza, sim, certificando se s\u00e3o nacionais os bens e servi\u00e7os exportados.<\/p>\n<p>Finalmente, para quem est\u00e1 questionando os riscos quanto ao pagamento, \u00e9 importante saber que a ocorr\u00eancia de calotes n\u00e3o est\u00e1 relacionada a alinhamentos ideol\u00f3gicos: os maiores &#8220;defaults&#8221; recentemente enfrentados pelo Brasil vieram dos Estados Unidos e do Chile.<\/p>\n<p>Pensando como pai, esse epis\u00f3dio me lembra daqueles que criticam a boa nota que o filho tirou em matem\u00e1tica, porque o garoto est\u00e1 indo mal em portugu\u00eas. Pensando como brasileiro, proponho a identifica\u00e7\u00e3o e o debate de nossos reais desafios e a escolha das batalhas certas para colocar nossas energias.<\/p>\n<p><strong>MARCELO ODEBRECHT<\/strong>, 45, engenheiro civil, \u00e9 presidente da Odebrecht, empresa brasileira que atua em \u00e1reas como engenharia, constru\u00e7\u00e3o e petroqu\u00edmica<\/p>\n<p>Clique no link abaixo para ler o texto completo:<\/p>\n<p>Marcelo Odebrecht: Quanto mais &#8220;Mariels&#8221;, melhor para o Brasil<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2014\/02\/1409297-marcelo-odebrecht-quanto-mais-mariels-melhor-para-o-brasil.shtml\" target=\"_blank\">http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/opiniao\/2014\/02\/1409297-marcelo-odebrecht-quanto-mais-mariels-melhor-para-o-brasil.shtml<\/a><\/p>\n<p>Folha de S.Paulo<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.folha.com.br\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.folha.com.br\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nMarcelo Odebrecht: Quanto mais &#8220;Mariels&#8221;, melhor para o Brasil\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6770\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-6770","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Lc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6770","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6770\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}