{"id":678,"date":"2010-07-24T18:35:49","date_gmt":"2010-07-24T18:35:49","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=678"},"modified":"2010-07-24T18:35:49","modified_gmt":"2010-07-24T18:35:49","slug":"unasul-quer-discutir-rompimento-diplomatico-entre-venezuela-e-colombia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/678","title":{"rendered":"UNASUL QUER DISCUTIR ROMPIMENTO DIPLOM\u00c1TICO ENTRE VENEZUELA E COL\u00d4MBIA"},"content":{"rendered":"\n<p>Ap\u00f3s o an\u00fancio do rompimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre Venezuela e Col\u00f4mbia, o ex-presidente Nestor Kirchner, atual secret\u00e1rio-geral da Unasul (Uni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-Americanas), o presidente tempor\u00e1rio da organiza\u00e7\u00e3o, o equatoriano Rafael Correa e o presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva come\u00e7aram a costurar um plano para a crise sul-americana.<\/p>\n<p>O desejo \u00e9 o de debater na Unasul a situa\u00e7\u00e3o, anunciada na tarde de ontem (22\/7) pelo presidente venezuelano, Hugo Ch\u00e1vez, ap\u00f3s o embaixador colombiano na OEA (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos), Luis Alfonso Hoyos, fazer uma s\u00e9rie de acusa\u00e7\u00f5es contra a Venezuela, que estaria abrigando guerrilheiros das Farc (For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia) e ELN (Ex\u00e9rcito de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional).<\/p>\n<p>Ontem, o chanceler venezuelano, Nicol\u00e1s Maduro, pediu que a Unasul convoque &#8220;de maneira imediata&#8221; uma reuni\u00e3o de seu Conselho Pol\u00edtico para que avalie a crise. &#8220;Solicitamos de maneira imediata&#8221; que se re\u00fanam os chanceleres do bloco para que o governo venezuelano &#8220;denuncie e leve ao debate esta agress\u00e3o para que a Unasul d\u00ea uma resposta&#8221;, declarou Maduro.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Ch\u00e1vez, conforme noticiou o jornal argentino <em>P\u00e1gina 12<\/em>, telefonou a Kirchner e aos presidentes Correa e Lula para comentar a situa\u00e7\u00e3o. O cen\u00e1rio indica que o presidente venezuelano n\u00e3o quer mais qualquer envolvimento da OEA, que ontem aceitou escutar as den\u00fancias colombianas e cujo presidente, Jos\u00e9 Miguel Insulza, foi criticado pelo Equador, por meio de seu chanceler, Ricardo Pati\u00f1o. &#8220;Insulza tem agora a responsabilidade pelo que ocorreu na regi\u00e3o por n\u00e3o ter atendido as consultas que n\u00f3s pedimos.&#8221;<\/p>\n<p>Pati\u00f1o sustentou que a Unasul tem mais capacidade de lidar com a crise. \u201cA Unasul tem mais capacidade de di\u00e1logo\u201d, afirmou, por\u00e9m, sem detalhar os pr\u00f3ximos passos que o bloco daria, explicou, para n\u00e3o \u201ccair nos mesmos erros\u201d de Insulza. \u201cConsultarei o presidente (Correa) para que me d\u00ea coordenadas a respeito do tema. Sequer quero adiantar a poss\u00edvel data de uma reuni\u00e3o de emerg\u00eancia. N\u00e3o quero me precipitar, acredito que dever\u00edamos consultar os governos da Am\u00e9rica do Sul\u201d, explicou Pati\u00f1o.<\/p>\n<p><strong>Retrospecto de Uribe<\/strong><\/p>\n<p>Resta agora conhecer a disposi\u00e7\u00e3o do presidente colombiano, \u00c1lvaro Uribe, em participar de um debate na Unasul. Uribe passar\u00e1 a faixa presidencial para o presidente eleito, Juan Manuel Santos, no pr\u00f3ximo dia 7 de agosto.<\/p>\n<p>Em agosto do ano passado, ap\u00f3s a Col\u00f4mbia anunciar a instala\u00e7\u00e3o de mais bases militares em coopera\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos, Uribe aceitou a convocat\u00f3ria para uma reuni\u00e3o da Unasul em Bariloche, Argentina, e evitou um recha\u00e7o generalizado das na\u00e7\u00f5es sul-americanas.<\/p>\n<p>O rompimento dos la\u00e7os diplom\u00e1ticos foi anunciado por Hugo Ch\u00e1vez na tarde de ontem. Na ocasi\u00e3o, acompanhado de Diego Maradona, ele disse ter sido &#8220;obrigado&#8221; a tomar tal atitude frente \u00e0s acusa\u00e7\u00f5es colombianas. Autoridades de Bogot\u00e1 denunciam que guerrilheiros estariam escondidos em seu pa\u00eds com o consentimento de Caracas.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o foi tomada no momento em que o Conselho Permanente da OEA se reunia em Washington para analisar a crise. Perante os membros da entidade, a representa\u00e7\u00e3o colombiana fez uma s\u00e9rie de ataques, denunciando a presen\u00e7a de guerrilheiros das Farc e do ELN em ao menos 87 acampamentos em cidades venezuelanas. Foram apresentados documentos, imagens, v\u00eddeos e coordenadas de onde estariam instalados os criminosos.<\/p>\n<p>A Venezuela, por meio do diplomata Roy Chaderton Matos, repudiou as declara\u00e7\u00f5es e negou que estas fossem novas den\u00fancias, esclarecendo que em 2005 j\u00e1 foram feitas inspe\u00e7\u00f5es nas regi\u00f5es citadas.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/noticias_ver.php?idConteudo=5216\" target=\"_blank\">http:\/\/operamundi.uol.com.br\/noticias_ver.php?idConteudo=5216<\/a><\/p>\n<p><strong>POR QUE CH\u00c1VEZ ROMPEU RELA\u00c7\u00d5ES COM A COL\u00d4MBIA<\/strong><\/p>\n<p>Breno Altman*<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, o presidente venezuelano Hugo Ch\u00e1vez passou diversos sinais conciliadores para o mandat\u00e1rio eleito da Col\u00f4mbia, Juan Manuel Santos, que tomar\u00e1 posse dia 7 de agosto. O retorno tamb\u00e9m foi promissor: o novo chefe de Estado colombiano revelou-se disposto a construir uma agenda positiva, que permitisse o pleno reatamento entre os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p>Mas a aproxima\u00e7\u00e3o foi fulminada pela a\u00e7\u00e3o de \u00c1lvaro Uribe, desconfort\u00e1vel com a autonomia de seu sucessor e o risco de perder espa\u00e7o na vida pol\u00edtica do pa\u00eds. Mesmo sem qualquer incidente que servisse de pretexto, jogou-se nos \u00faltimos dias a reativar den\u00fancias sobre supostos v\u00ednculos entre as Farc e a administra\u00e7\u00e3o chavista.<\/p>\n<p>O \u00e1pice da performance uribista foi a atual reuni\u00e3o da OEA (Organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos), que se realiza em Washington. Bogot\u00e1 apresentou provas para l\u00e1 de duvidosas, que sequer foram corroboradas por seus aliados tradicionais, de que a Venezuela estaria protegendo e acobertando atividades guerrilheiras. A rea\u00e7\u00e3o de Caracas foi dura e imediata.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o pela ruptura de rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas, no entanto, pode ser provis\u00f3ria. O pr\u00f3prio presidente Ch\u00e1vez, nas primeiras declara\u00e7\u00f5es a respeito dessa atitude, reafirmou a esperan\u00e7a de que Santos arrume a bagun\u00e7a armada pelo atual ocupante do Pal\u00e1cio de Nari\u00f1o. Mas reiterou sua disposi\u00e7\u00e3o de enfrentar e desqualificar a estrat\u00e9gia de Uribe.<\/p>\n<p>O presidente colombiano parece mirar dois objetivos. O primeiro deles \u00e9 interno: a reitera\u00e7\u00e3o da \u201clinha dura\u201d como pol\u00edtica interna facilita sua aposta de manter hegemonia sobre os setores militares e sociais que conseguiu agregar durante seu governo. O segundo, por\u00e9m, tem alcance internacional. O uribismo \u00e9 parte da pol\u00edtica norte-americana para combater Ch\u00e1vez e outro governos progressistas; mesmo fora do poder, o l\u00edder ultradireitista n\u00e3o quer perder protagonismo e se apresenta como avalista para manter Santos na mesma conduta.<\/p>\n<p>Fontes do Pal\u00e1cio de Miraflores n\u00e3o hesitam em afirmar que as provoca\u00e7\u00f5es de Uribe, al\u00e9m de fixar seu alvo no presidente venezuelano, seriam estranhamente coincidentes com o discurso de Jos\u00e9 Serra e Indio da Costa no Brasil, retomando a pauta de eventuais rela\u00e7\u00f5es entre o PT e a guerrilha colombiana. Esses analistas afirmam que o governante de Bogot\u00e1 deu um lance para se manter em evid\u00eancia na disputa regional entre os blocos de esquerda e direita.<\/p>\n<p>Autoridades venezuelanas, nos bastidores, se empenham para que haja uma condena\u00e7\u00e3o generelizada, dos pa\u00edses latino-americanos, \u00e0 conduta de Bogot\u00e1 e ao c\u00famplice sil\u00eancio norte-americano. N\u00e3o desejam que outras na\u00e7\u00f5es sigam o caminho da ruptura, mas Ch\u00e1vez parece convencido que seu colega colombiano n\u00e3o poder\u00e1 ser detido com meias-palavras ou atos de concilia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>*Breno Altman \u00e9 jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/opiniao_ver.php?idConteudo=1186\" target=\"_blank\">http:\/\/operamundi.uol.com.br\/opiniao_ver.php?idConteudo=1186<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: pt.wikipedia.org\n\n\n\n\n\n\n\n\nOperaMundi 23\/07\/2010 &#8211; 07:54 | Marina Terra | Reda\u00e7\u00e3o\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/678\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[45],"tags":[],"class_list":["post-678","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c54-venezuela"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-aW","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/678","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/678\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}