{"id":692,"date":"2010-07-29T13:24:44","date_gmt":"2010-07-29T13:24:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=692"},"modified":"2010-07-29T13:24:44","modified_gmt":"2010-07-29T13:24:44","slug":"o-povo-que-pode-o-povo-que-constroi-tem-a-palavra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/692","title":{"rendered":"O povo que pode, o povo que constr\u00f3i, tem a palavra!"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">Estamos em marcha pela dignidade da p\u00e1tria. A batalha pela independ\u00eancia n\u00e3o terminou, entrou na sua fase decisiva.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos proclamar-nos livres quando a pol\u00edtica de domina\u00e7\u00e3o de um imp\u00e9rio nos subjuga e nos submete com a cumplicidade ap\u00e1trida das oligarquias, e nos aprisiona na desumanidade das cadeias da escravid\u00e3o neoliberal.<\/p>\n<p>Um pa\u00eds ocupado militarmente n\u00e3o \u00e9 independente. N\u00e3o podemos declarar-nos soberanos quando a for\u00e7a militar de uma pot\u00eancia estrangeira empesta com bases o territ\u00f3rio p\u00e1trio, pisoteia a dignidade e a bandeira dos Estados Unidos tremula sobre a nossa Am\u00e9rica.<\/p>\n<p>Mas podemos sim proclamar-nos povo em luta pela liberdade!<\/p>\n<p>J\u00e1 estamos na batalha. Com a certeza de Bol\u00edvar, &#8220;todos os povos do mundo que lidaram pela liberdade exterminaram por fim seus tiranos&#8221;. A justa causa dos povos n\u00e3o pode ser derrotada. A espada de batalha do Libertador, agora nas m\u00e3os do povo, nos abrir\u00e1 os caminhos da esperan\u00e7a e triunfar\u00e1 na contenda da emancipa\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>Desfraldemos hoje a auriflama tricolor do bicenten\u00e1rio como s\u00edmbolo de luta e homenagem aos libertadores que sonharam a Grande Na\u00e7\u00e3o de Rep\u00fablicas, escudo do nosso destino, aos que nos deram p\u00e1tria pensando na humanidade e bateram-se nos campos de batalha para dignificar o homem e a mulher americanos.<\/p>\n<p>Como h\u00e1 duzentos anos &#8220;em Bol\u00edvar est\u00e1 a emancipa\u00e7\u00e3o&#8221;. Esta certeza espargida sobre o c\u00e9u da Am\u00e9rica pelo pr\u00f3cer Camilo Torres deve ser a divisa da nossa campanha na alvorada do Socialismo e P\u00e1tria Grande que ilumina o continente e a Am\u00e9rica insular. A colheita da semeadura amorosa dos libertadores, concebida para os povos, n\u00e3o pode ser usurpada nem um minuto mais pelos herdeiros de Santander e sua perf\u00eddia; deve passar ao usufruto dos seus destinat\u00e1rios originais. O sangue dos libertadores n\u00e3o adubou os campos de batalha para tornar mais ricos os j\u00e1 ricos nem para facilitar novas cadeias coloniais e sim para redimir o soberano, que \u00e9 o povo.<\/p>\n<p>Prestemos tributo nesta efem\u00e9ride ao inca Tupac Amaru, ao comuneiro Jos\u00e9 Antonio Gal\u00e1n, ao negro Jos\u00e9 Leonardo Chirinos e a todos os esquartejados pela opress\u00e3o criminosa da coroa espanhola. Honra \u00e0 jovem Policarpa Salavarrieta, arcabuzada pelos terroristas pacificados encabe\u00e7ados pelo general espanhol Pablo Morillo. Gl\u00f3ria eterna a Francisco Jos\u00e9 de Caldas, Camilo Torres Tenorio, a Francisco Carbonel e a todos aqueles que, supliciados nos pat\u00edbulos, nos mostraram com o seu exemplo o caminho da liberdade. Aos precursores da nossa independ\u00eancia, Miranda, Nari\u00f1o e Espejo, nosso reconhecimento eterno. Temos que desenterr\u00e1-los, retir\u00e1-los das fossas do esquecimento nas quais os confinaram a mentirosa historiografia dos que desviaram o rumo da p\u00e1tria, para que continuem na batalha.<\/p>\n<p>Ainda ressoava o eco da vit\u00f3ria de Ayacunho quando estalou a contra-revolu\u00e7\u00e3o na ambi\u00e7\u00e3o sem peias da oligarquia crioula pelo poder pol\u00edtico ilimitado. Ela encontrou na Doutrina Monroe intriga e alento permanente para dividir o territ\u00f3rio e despeda\u00e7ar a obra legislativa bolivariana que pretendia dignificar o povo fazendo prevalecer o interesse comum sobre o particular.<\/p>\n<p>Tal como o havia prognosticado o Libertador, n\u00e3o tardaram em buscar um novo amo. Combateram a concep\u00e7\u00e3o bolivariana da unidade de povos numa Grande Na\u00e7\u00e3o, apoiados no sofisma da Doutrina Monroe. Ela foi o seu acicate para assaltar o poder e alcan\u00e7ar o seu miser\u00e1vel sonho de substituir os vice-reis na opress\u00e3o. Essa doutrina era o disfarce da avareza do Destino Manifesto anglo-sax\u00e3o, que jamais pensou enfrentar a armada colonial brit\u00e2nica nem a Santa Alian\u00e7a que projectava restaurar na Am\u00e9rica o predom\u00ednio do trono espanhol e sim anexar rep\u00fablicas, saquear recursos e submeter politicamente.<\/p>\n<p>Tra\u00edram a grandeza e trocaram a possibilidade do surgimento de um novo poder continental, que fosse equil\u00edbrio do universo, esperan\u00e7a da humanidade, pelo ajoelhamento e a submiss\u00e3o a uma pot\u00eancia estrangeira. S\u00f3 lhes interessava assaltar o poder pol\u00edtico com a ajuda externa para acrescentar as suas fortunas pessoais e p\u00f4-las a salvo da revolu\u00e7\u00e3o social. D\u00f3ceis ao seu novo amo, desmobilizaram, por conveni\u00eancia rec\u00edproca, o ex\u00e9rcito libertador, \u00fanico garante da independ\u00eancia e das conquistas sociais, for\u00e7as dissuasiva ao mesmo tempo das ambi\u00e7\u00f5es neocoloniais do governo de Washington.<\/p>\n<p>Os cobi\u00e7osos e agressivos l\u00edderes do Norte, inspirados sempre no c\u00e1lculo aritm\u00e9tico, possu\u00eddos pela ambi\u00e7\u00e3o de erigir a sua prosperidade sobre a base do esp\u00f3lio dos povos do Sul, n\u00e3o podiam tolerar a concretiza\u00e7\u00e3o do plano estrat\u00e9gico de Bol\u00edvar no Congresso do Panam\u00e1 que contemplava a forma\u00e7\u00e3o de uma liga perp\u00e9tua das na\u00e7\u00f5es antes col\u00f3nias espanholas, presidida por uma autoridade pol\u00edtica permanente, com um ex\u00e9rcito unificado concebido para a defesa e para a campanha de liberta\u00e7\u00e3o das ilhas de Cuba e Porto Rico, consideradas por Washington como ap\u00eandices do seu espa\u00e7o continental. Mortificava-os a ideia do Libertador de tornar efectiva a cidadania hispano-americana entre povos irm\u00e3os, o estabelecimento de um pode pol\u00edtico inimigo da escravid\u00e3o e, sobretudo, o prop\u00f3sito de impulsionar um regime de com\u00e9rcio preferencial que fizesse prevalecer a cl\u00e1usula de na\u00e7\u00e3o mais favorecida para as rep\u00fablicas irm\u00e3s coligadas.<\/p>\n<p>Todas estas medidas pensadas pelo Libertador Sim\u00f3n Bol\u00edvar para preservar a independ\u00eancia e a dignidade das na\u00e7\u00f5es hispano-americanas interpunham-se como fortifica\u00e7\u00e3o inexpugn\u00e1vel frente \u00e0s ins\u00f3litas pretens\u00f5es do Destino Manifesto, embuste inventado pelos fundadores do imp\u00e9rio para auto-legitimar a espolia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Por isso transmitiram aos seus ministros na Col\u00f4mbia, M\u00e9xico e Peru a instru\u00e7\u00e3o perversa de estimular as rivalidades entre nossas rep\u00fablicas, o esp\u00edrito chauvinista, desencadear a espionagem, a conspira\u00e7\u00e3o e a intriga, minar o prest\u00edgio do Libertador e por isso Bol\u00edvar \u00e9 alvo dos seus ataques furibundos.<\/p>\n<p>Eliminar a figura pol\u00edtica do Libertador, sua poderosa influ\u00eancia na Am\u00e9rica Latina, foi a sua obsess\u00e3o at\u00e9 causar a sua morte f\u00edsica e o eclipse transit\u00f3rio do seu projecto pol\u00edtico e social.<\/p>\n<p>Todas as desgra\u00e7as e mis\u00e9rias da Nossa Am\u00e9rica t\u00eam essa origem. &#8220;Os Estados Unidos parecem destinados pela provid\u00eancia a praguejar a Am\u00e9rica de mis\u00e9rias em nome da Liberdade&#8221;, havia profetizado Sim\u00f3n Bol\u00edvar.<\/p>\n<p>A revolu\u00e7\u00e3o ficou truncada, inconclusa desde 1830 pela ac\u00e7\u00e3o predadora da matilha de excludentes crioulos a\u00e7ulada e comandada pelo governo de Washington.<\/p>\n<p>&#8220;Toda revolu\u00e7\u00e3o \u2013 dizia o Libertador \u2013 tem tr\u00eas etapas: a guerreira, a reformadora e a de organiza\u00e7\u00e3o. A primeira etapa pertence ao passado; foi obra dos soldados. A segunda fizemo-la com o Congresso de C\u00facuta e o governo de Bogot\u00e1. A terceira, a de organiza\u00e7\u00e3o, vou abord\u00e1-la no Panam\u00e1&#8221;.<\/p>\n<p>Este \u00e9 exactamente o ponto de partida para retomar a obra da independ\u00eancia e da revolu\u00e7\u00e3o. A 200 anos de iniciada a gesta independentista o projecto de Bol\u00edvar continua a estar assombrosamente v\u00e1lido, como se houvesse sido concebido para os tempos de hoje. O povo que pode, o povo que constr\u00f3i, tem a palavra. E agora Bol\u00edvar \u00e9 o pr\u00f3prio povo a empunhar a sua espada com a irredut\u00edvel determina\u00e7\u00e3o de lutar pela concretiza\u00e7\u00e3o do seu grande sonho.<\/p>\n<p>Mas s\u00f3 o grito de independ\u00eancia n\u00e3o \u00e9 suficiente; ficou demonstrado na explos\u00e3o simult\u00e2nea de gritos que estremeceram o continente Sul, afogados rapidamente pelas sanguin\u00e1rias for\u00e7as punitivas da coroa. Nenhum povo pode alcan\u00e7ar a sua liberdade se n\u00e3o tiver uma for\u00e7a pr\u00f3pria. Desta vez o novo grito de independ\u00eancia deve ser o grito de todos, o grito dos exclu\u00eddos refor\u00e7ado com a mobiliza\u00e7\u00e3o resoluta, com a luta multiforme, com as armas da unidade, da intelig\u00eancia e da for\u00e7a. \u00c9 a hora dos povos. Foram eles que combateram e combatem, os que contribu\u00edram e contribuir\u00e3o com milhares de her\u00f3is estelares e an\u00f3nimos. Foi o povo a for\u00e7a viva do ex\u00e9rcito bolivariano que derrotou o regime colonial na Am\u00e9rica do Sul e ser\u00e1 protagonista do triunfo inevit\u00e1vel da revolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma espiral que ascende rumo \u00e0 liberdade. A luta dos patriotas do s\u00e9culo XIX tem um fio condutor, uma articula\u00e7\u00e3o, com a dos patriotas do s\u00e9culo XXI. Aqueles desenvolveram a sua luta num agitado contexto de crise do mundo colonial. Consolidava-se, sim, o sistema capitalista com o saqueio e a escravid\u00e3o de povos, mas ao mesmo tempo a invas\u00e3o napole\u00f3nica da Espanha estimulava na Am\u00e9rica hisp\u00e2nica a ruptura radical com o regime colonial. A luta dos patriotas do s\u00e9culo XXI pela independ\u00eancia definitiva n\u00e3o s\u00f3 est\u00e1 ligada \u00e0 derrota do sistema capitalista e da domina\u00e7\u00e3o imperial como exige a supera\u00e7\u00e3o desse sistema decadente e a inaugura\u00e7\u00e3o de uma nova era justiceira: a do socialismo e da P\u00e1tria Grande. A actual crise estrutural do capitalismo \u00e9 o toque de clarim que anuncia ao povo que chegou o momento de lan\u00e7ar-se \u00e0 batalha definitiva pela emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A preocupa\u00e7\u00e3o de Washington \u00e9 Sim\u00f3n Bol\u00edvar ainda vivo e palpitante na \u00e2nsia justiceira dos povos, a vig\u00eancia do seu pensamento, do seu projecto pol\u00edtico e social, o reencontro dos exclu\u00eddos com a hist\u00f3ria verdadeira que lhe diz que foram eles, sua dignidade, o objecto principal do projecto origin\u00e1rio de na\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como vislumbram na consci\u00eancia dos povos um obst\u00e1culo \u00e0 espolia\u00e7\u00e3o, recorrem \u00e0 for\u00e7a e \u00e0 instala\u00e7\u00e3o do poderio da sua tecnologia militar para negar pela viol\u00eancia ou a dissuas\u00e3o o que exigem o sentido comum e a justi\u00e7a. N\u00e3o nascemos para sermos vassalos de ningu\u00e9m, nem p\u00e1tio traseiro de nenhuma pot\u00eancia. A Am\u00e9rica do Sul pertence-nos porque nascemos nela. Temos direito \u00e0 dignidade humana e a construir o modelo de sociedade que fa\u00e7a a nossa felicidade.<\/p>\n<p>Que importa que os Estados Unidos instalem estrategicamente suas bases militares no Caribe e no continente se estamos resolvidos a ser livres? Como diria Bol\u00edvar na efervesc\u00eancia independentista da Sociedade Patri\u00f3tica: &#8220;ponhamos sem temor a pedra fundamental da liberdade sul-americana; vacilar \u00e9 sucumbir&#8221;.<\/p>\n<p>Oponhamos um escudo de dignidade latino-americana e caribenha \u00e0s incessantes agress\u00f5es e desrespeitos do monstro do Norte, forjado este escudo no mais duro e resistente a\u00e7o da unidade. &#8220;Porque a divis\u00e3o \u00e9 o que nos est\u00e1 matando&#8221;, devemos destru\u00ed-la. A dispers\u00e3o e a aus\u00eancia de unidade foram o que interp\u00f4s o tremendo abismo que nos separa do nosso destino de Grande Na\u00e7\u00e3o, de pot\u00eancia de humanidade e liberdade. Rompamos as cadeias mentais e culturais que agrilhoam a consci\u00eancia colectiva. Nosso dever \u00e9 n\u00e3o ouvir o escravizante canto de sereia do imp\u00e9rio e escutar a palavra amorosa do pai e Libertador, que nos diz: &#8220;unidos seremos fortes e mereceremos respeito; divididos e isolados, pereceremos&#8221;. A unidade \u00e9 a nossa for\u00e7a e a nossa esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Recusemos com decoro p\u00e1trio as bases e instala\u00e7\u00f5es operativas da avan\u00e7ada do ex\u00e9rcito dos Estados Unidos na Col\u00f4mbia. Castiguemos com o rep\u00fadio colectivo os governantes vassalos, de col\u00f3nia, que permitiram o ultraje e que cederam o territ\u00f3rio como base de agress\u00e3o ianque contra os povos do continente; os ap\u00e1tridas que ajoelharam durante 200 anos a nossa dignidade perante a \u00e1guia imperial e que cravaram a adaga da pol\u00edtica neoliberal e do Fundo Monet\u00e1rio Internacional no cora\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia hemisf\u00e9rica; os desavergonhados pe\u00f5es do imp\u00e9rio que prestam seu sentimento escravo para atalhar em nome de Washington a incont\u00edvel onda bolivariana que percorre o continente.<\/p>\n<p>A marcha patri\u00f3tica bicenten\u00e1ria est\u00e1 em movimento. Como dizia Bol\u00edvar: &#8220;o impulso da revolu\u00e7\u00e3o est\u00e1 dado, j\u00e1 nada o pode conter (&#8230;) O exemplo da liberdade \u00e9 sedutor, e o da liberdade interna \u00e9 imperioso e arrebatador (&#8230;) Devemos triunfar pelo caminho da revolu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o por outro (&#8230;) A lei da reparti\u00e7\u00e3o de bens \u00e9 para toda Col\u00f4mbia&#8221;.<\/p>\n<p>A mobiliza\u00e7\u00e3o de povo come\u00e7ou. J\u00e1 estamos na batalha. Com a espada do Grande Her\u00f3i triunfar\u00e1 a independ\u00eancia definitiva, a P\u00e1tria Grande e o Socialismo.<\/p>\n<p>Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP<\/p>\n<p>Montanhas da Col\u00f4mbia, 15 de Julho de 2010<\/p>\n<p>Ano bicenten\u00e1rio do grito de independ\u00eancia<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/\" target=\"_blank\"> www.resumenlatinoamericano.org<\/a> , N\u00ba 2236 <\/strong><\/p>\n<p><strong> Este comunicado encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/colombia\/comunicado_15jul10.html\" target=\"_blank\"> http:\/\/resistir.info\/<\/a> <\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: Resistir.info\n\n\n\n\n\n\n\n\n Castiguemos com o rep\u00fadio colectivo os governantes vassalos \n por FARC-EP \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/692\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-692","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-ba","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=692"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/692\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=692"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=692"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=692"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}