{"id":6924,"date":"2014-11-03T23:10:04","date_gmt":"2014-11-03T23:10:04","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6924"},"modified":"2014-12-01T18:38:51","modified_gmt":"2014-12-01T18:38:51","slug":"revolucionarios-sem-rosto-uma-historia-da-acao-popular-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6924","title":{"rendered":"Revolucion\u00e1rios sem rosto: Uma hist\u00f3ria da A\u00e7\u00e3o Popular"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->A luta mais efetiva contra o regime militar envolveu dezenas de organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias, todas clandestinas e com os mais variados m\u00e9todos de luta. Algumas organiza\u00e7\u00f5es, como o PCB, optaram pelo trabalho de massas e a constitui\u00e7\u00e3o de uma ampla frente democr\u00e1tica contra a ditadura; outras foram para o campo organizar as guerrilhas rurais e a grande maioria, optou pela guerrilha urbana como primeiro passo para construir as condi\u00e7\u00f5es para a organiza\u00e7\u00e3o da guerrilha no campo. A maioria dessas organiza\u00e7\u00f5es era constitu\u00edda por jovens estudantes, a grande maioria sa\u00eddos de dissid\u00eancias do PCB. Todas essas organiza\u00e7\u00f5es foram massacradas pelo regime militar, tanto do ponto de vista militar quanto na tortura e tiveram breve exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Entre as organiza\u00e7\u00f5es que lutaram contra a ditadura, uma delas tem uma historia singular, tanto pela origem dos seus militantes, quanto pelo trabalho de massas que realizou, al\u00e9m do fato de ter se constitu\u00eddo numa organiza\u00e7\u00e3o que chegou a ter cerca de 25 mil membros, entre militantes org\u00e2nicos e simpatizantes, com atua\u00e7\u00e3o em todos os Estados do Pa\u00eds, sendo que pelos menos mil de seus militantes foram deslocados para o trabalho nas f\u00e1bricas e no campo, processo que denominavam de proletariza\u00e7\u00e3o. Trata-se da <strong><em>A\u00e7\u00e3o Popular (AP), <\/em><\/strong>uma organiza\u00e7\u00e3o inicialmente vinculada \u00e0 igreja cat\u00f3lica e que depois foi evoluindo ideologicamente at\u00e9 absorver o marxismo.<\/p>\n<p>A <em>A\u00e7\u00e3o Popular <\/em>foi constitu\u00edda a partir de organiza\u00e7\u00f5es da igreja cat\u00f3lica, com o a Juventude Estudantil Cat\u00f3lica (secundaristas), Juventude Universit\u00e1ria Cat\u00f3lica, Juventude Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica e Juventude Agr\u00e1ria Cat\u00f3lica e do trabalho junto ao Movimento de Educa\u00e7\u00e3o de Base. Sua evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica teve a influ\u00eancia dos te\u00f3ricos cat\u00f3licos Emanuel Mounier, Jacques Maritain, Teilhard de Chardin e do padre brasileiro Henrique Vaz, al\u00e9m de pensadores progressistas da igreja presbiteriana. Nasceu como movimento, depois se transformou em organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e, influenciada pela visita de seus militantes \u00e0 China, optou pelo mao\u00edsmo. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 70, grande parte dos seus militantes ingressaram no PC do B e hoje comp\u00f5e a sua dire\u00e7\u00e3o, enquanto outra parte continuou na resist\u00eancia \u00e0 ditadura at\u00e9 se dissolver posteriormente nos anos 80.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria da <em>A\u00e7\u00e3o Popular <\/em>agora est\u00e1 publicada num trabalho de excelente qualidade e resgate hist\u00f3rico, de autoria do jornalista Otto Filgueiras. O trabalho foi produzido em dois volumes, com 85 cap\u00edtulos, cujo primeiro volume agora est\u00e1 sendo publicado pelas Edi\u00e7\u00f5es ICP. Trata-se de uma pesquisa de mais de duas d\u00e9cadas, no qual o autor realizou entrevistas com mais de 200 ex-dirigentes e ex-militantes da AP, pesquisou nos arquivos da pol\u00edcia pol\u00edtica brasileira, nos arquivos pessoais de ex-dirigentes, nos processos a que os militantes responderam na justi\u00e7a militar e nos acervos documentais da Universidade de Campinas, que re\u00fane a mais ampla documenta\u00e7\u00e3o sobre o movimento oper\u00e1rio brasileiro e sobre o per\u00edodo da ditadura.<\/p>\n<p>Portanto, trata-se de um trabalho de f\u00f4lego e uma enorme contribui\u00e7\u00e3o para a hist\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 ditadura, especialmente porque este \u00e9 um per\u00edodo muito pouco conhecido pela gera\u00e7\u00e3o atual, uma vez que o povo brasileiro ainda n\u00e3o conseguiu fazer o ajuste de contas com seu passado ditatorial, como j\u00e1 ocorreu nos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que tamb\u00e9m viveram per\u00edodos de repress\u00e3o e ditadura. At\u00e9 hoje os militares resistem em abrir os arquivos do per\u00edodo ditatorial. O primeiro volume, com 561 p\u00e1ginas e uma galeria de fotos com momentos importantes da resist\u00eancia ao golpe, est\u00e1 dividido em 41 cap\u00edtulos e envolve o per\u00edodo pr\u00e9-1964 at\u00e9 os anos 1968. Com pref\u00e1cio do historiador Mario Maestri, o livro reconstr\u00f3i de maneira rigorosa a trajet\u00f3ria de uma das mais importantes organiza\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias brasileiras na resist\u00eancia \u00e0 ditadura.<\/p>\n<p>O livro come\u00e7a relatando os prim\u00f3rdios da organiza\u00e7\u00e3o, quando os jovens ainda estavam envolvidos pela doutrina da igreja e, aos poucos, foram despertando para o entendimento da realidade brasileira e para a luta contra as injusti\u00e7as sociais. Essa nova vis\u00e3o da realidade levou esses jovens militantes a ir rompendo aos poucos com o conservadorismo da igreja, participando das lutas estudantis junto com os marxistas, realizando o trabalho de alfabetiza\u00e7\u00e3o no interior do Pa\u00eds e posteriormente se constituindo em movimento pol\u00edtico com atua\u00e7\u00e3o independente da igreja, mas sem nunca perder os contatos com os membros dessa institui\u00e7\u00e3o que estavam participando dos trabalhos junto \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Inicialmente constitu\u00edda como sociedade civil <em>A\u00e7\u00e3o Popular <\/em>, a primeira reuni\u00e3o de pr\u00e9-funda\u00e7\u00e3o foi realizada em 1962, no Convento dos dominicanos, em Belo Horizonte, sob forte influ\u00eancia do padre Henrique Vaz, onde foi eleita uma coordena\u00e7\u00e3o nacional e elaborado o <em>Estatuto Ideol\u00f3gico <\/em>da organiza\u00e7\u00e3o. No entanto, a funda\u00e7\u00e3o oficial da AP como organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica s\u00f3 veio a ocorrer em 1963, em Salvador, na Bahia, ocasi\u00e3o em que foi aprovado o <em>Documento Base <\/em>da organiza\u00e7\u00e3o, ainda com base filos\u00f3fica idealista, como constata o autor, e onde se elegeu um Comit\u00ea Nacional, coordenado por Herbert de Souza, O Betinho, figura carism\u00e1tica imortalizada em uma bela m\u00fasica de Jo\u00e3o Bosco e Aldir Blanc.<\/p>\n<p>Vale destacar que a A\u00e7\u00e3o Popular, a partir de sua organiza\u00e7\u00e3o, passou a ter uma grande influ\u00eancia no movimento estudantil brasileiro e, em alian\u00e7a com o PCB, dirigiu a <em>Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE) <\/em>no per\u00edodo anterior ao golpe e manteve essa influ\u00eancia, chegando a eleger v\u00e1rios presidentes da UNE no per\u00edodo ap\u00f3s o golpe militar. Influenciada pelas teses mao\u00edstas, a AP decidiu proletarizar seus militantes e cerca de um milhar deles foram deslocados para trabalhos de base nas f\u00e1bricas e entre os camponeses brasileiros.<\/p>\n<p>Nas mais duras condi\u00e7\u00f5es de clandestinidade, a AP contribuiu de forma militante para um conjunto de lutas contra a ditadura, como a reorganiza\u00e7\u00e3o da UNE, as comemora\u00e7\u00f5es do primeiro de maio, no qual expulsou do palanque em S\u00e3o Paulo os pelegos e o governador Abreu Sodr\u00e9, o atentado no aeroporto de Guararapes, as lutas camponesas pelo interior do Pa\u00eds e nas lutas do ABC paulista, muito embora o forte da organiza\u00e7\u00e3o fosse mesmo o trabalho entre a juventude estudantil.<\/p>\n<p>A partir de meados da d\u00e9cada de 60, a AP come\u00e7ou a enviar delega\u00e7\u00f5es para a China com o objetivo de realizar treinamento militar e cada vez mais come\u00e7ou a ser influenciada pelas ideias do Partido Comunista Chin\u00eas e sua estrat\u00e9gia de guerra popular prolongada, o que levou a organiza\u00e7\u00e3o a um impasse, uma vez que nem todos concordavam com essa orienta\u00e7\u00e3o, o que levaria ao primeiro dos muitos rachas que a organiza\u00e7\u00e3o enfrentaria ao longo de sua hist\u00f3ria. O primeiro racha ocorreu no segundo semestre de 1968 quando a organiza\u00e7\u00e3o fez sua op\u00e7\u00e3o pela luta armada.<\/p>\n<p>A origem desta grande cis\u00e3o ocorreu a partir do debate no interior da organiza\u00e7\u00e3o sobre as duas teses que disputavam os rumos da AP: a <em>Tese 1, <\/em>foi elaborada pela corrente majorit\u00e1ria e fortemente influenciada pelas teses mao\u00edstas, avaliava que <em>&#8220;a sociedade brasileira \u00e9 semifeudal e semicolonial, que as for\u00e7as produtivas s\u00e3o entravadas pelo monop\u00f3lio da terra, pelas formas de explora\u00e7\u00e3o do trabalho, resultando numa ditadura do conjunto do poder latifundi\u00e1rio burgu\u00eas&#8221;. <\/em>Por isso, <em>&#8220;a guerra revolucion\u00e1ria \u00e9 total e prolongada, cercando as cidades a partir do campo, para toma-las em conjuga\u00e7\u00e3o com as for\u00e7as da cidade&#8221;. <\/em><\/p>\n<p>J\u00e1 a <em>Tese 2, Duas Posi\u00e7\u00f5es, <\/em>tinha vis\u00e3o completamente diferente do Brasil. Para a corrente minorit\u00e1ria, o Brasil era um pa\u00eds com a domin\u00e2ncia do modo de produ\u00e7\u00e3o capitalista, onde h\u00e1 &#8221; <em>a subordina\u00e7\u00e3o da agricultura pela ind\u00fastria e ao mercado capitalista, pela domina\u00e7\u00e3o do campo pela cidade, pela predomin\u00e2ncia da grande produ\u00e7\u00e3o sobre a pequena, tanto na ind\u00fastria quanto na agricultura &#8230; pela predomin\u00e2ncia do capital financeiro sobre as outras formas de capital e pelo grau de transforma\u00e7\u00e3o da propriedade fundi\u00e1ria em uma forma de propriedade correspondente ao modo capitalista de produ\u00e7\u00e3o &#8230; Opera-se um poderoso movimento de concentra\u00e7\u00e3o e centraliza\u00e7\u00e3o do capital que aumenta a depend\u00eancia da agricultura ao capital financeiro&#8221;. <\/em>Com essas caracter\u00edsticas diz a <em>Tese 2, <\/em>a revolu\u00e7\u00e3o seria de cunho marcadamente antimperialista e democr\u00e1tica e a for\u00e7a principal da revolu\u00e7\u00e3o brasileira era o proletariado urbano e rural e seus aliados, os camponeses, trabalhadores explorados e a pequena burguesia em processo de proletariza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Eram duas interpreta\u00e7\u00f5es do Brasil radicalmente diferentes e \u00e9 natural que n\u00e3o poderiam conviver na mesma organiza\u00e7\u00e3o, tanto que a corrente minorit\u00e1ria foi expulsa. Lendo com os olhos de hoje pode-se dizer que, mesmo derrotados, aquela corrente estava mais pr\u00f3xima da realidade brasileira que os jovens apaixonados pelas teses mao\u00edstas. Com essa cis\u00e3o, a AP perdeu importantes dirigentes hist\u00f3ricos da organiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de militantes em v\u00e1rias regi\u00f5es do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>Para se ter ideia da import\u00e2ncia que a <em>A\u00e7\u00e3o Popular <\/em>teve no Brasil, vale ressaltar que uma parcela expressiva dos personagens que militam na pol\u00edtica brasileira, independente de suas posi\u00e7\u00f5es da juventude, s\u00e3o at\u00e9 hoje figuras de express\u00e3o nacional. Muito embora estejam do outro lado das barricadas, foram ou s\u00e3o ministros, grandes empres\u00e1rios, executivos de grandes empresas, governadores, senadores e deputados.<\/p>\n<p>Por isso, o primeiro volume de <em>Revolucion\u00e1rios sem rosto: uma hist\u00f3ria da A\u00e7\u00e3o Popular <\/em>deve ser lido por todos aqueles que querem compreender a hist\u00f3ria da resist\u00eancia \u00e0 ditadura no Brasil. Escrito de maneira envolvente, com um rigor documental extraordin\u00e1rio, recupera para a hist\u00f3ria as lutas e a trajet\u00f3ria de uma gera\u00e7\u00e3o de brasileiros que doou generosamente o melhor de suas vidas, inclusive sacrificando a pr\u00f3pria vida, para a conquista da democracia e de uma sociedade pr\u00f3spera e justa. Aguardem o segundo volume. <strong>Nota: Dentro em breve <a href=\"http:\/\/resistir.info\" target=\"_blank\">resistir.info<\/a> dispor\u00e1 deste livro para venda em Portugal. Os interessados podem desde j\u00e1 reservar o seu exemplar atrav\u00e9s do email resistir[arroba]<a href=\"http:\/\/resistir.info\" target=\"_blank\">resistir.info<\/a>. <a name=\"14977e996117ec07_149669361ca9e3d6_149653884f6a17c8_asterisco\"><\/a>[*] Diretor do <a href=\"https:\/\/pt-br.facebook.com\/pages\/ICP-Instituto-Caio-Prado-Jr\/648277875207017\" target=\"_blank\">Instituto Caio Prado Junior<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta resenha encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nEdmilson Costa*\nO golpe militar no Brasil, em 1964, implantou uma longa ditadura que durou 21 anos, sufocou as liberdades democr\u00e1ticas, criou um modelo econ\u00f4mico concentrador de renda, prendeu milhares de pessoas, implantou a tortura como m\u00e9todo de investiga\u00e7\u00e3o e assassinou centenas de militantes nos por\u00f5es de repress\u00e3o, existindo hoje mais de 350 desaparecidos pol\u00edticos. Tamb\u00e9m ao longo da ditadura o povo brasileiro resistiu de diversas formas, desde o voto nos partidos de oposi\u00e7\u00e3o, \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es de ruas, \u00e0s greves oper\u00e1rias e estudantis at\u00e9 a luta armada.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6924\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[53],"tags":[],"class_list":["post-6924","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c64-ditadura"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1NG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6924\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}