{"id":6945,"date":"2014-11-06T16:03:48","date_gmt":"2014-11-06T16:03:48","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=6945"},"modified":"2014-12-01T18:38:35","modified_gmt":"2014-12-01T18:38:35","slug":"a-construcao-midiatica-dos-jihadistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6945","title":{"rendered":"A constru\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica dos \u201cjihadistas\u201d"},"content":{"rendered":"<p><!--more-->Por\u00e9m, al\u00e9m de uma aparente diversidade de opini\u00f5es, esconde-se uma unidade de an\u00e1lise. Apesar da impress\u00e3o de objetividade dos artigos e reportagens, podem ser identificadas constantemente estas quatro recorr\u00eancias ideol\u00f3gicas: os preju\u00edzos sobre o Isl\u00e3, a coer\u00e7\u00e3o aos mu\u00e7ulmanos para que justifiquem sua f\u00e9, a nega\u00e7\u00e3o das causas internas nos pa\u00edses ocidentais e a justificativa da guerra. Estes quatro discursos midi\u00e1ticos, ao serem difundidos sobre um fundo sensacionalista, n\u00e3o s\u00e3o casuais. Possuem uma fun\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica muito concreta. Juntos, ajudam a produzir uma realidade social e pol\u00edtica com graves consequ\u00eancias.<\/p>\n<p><strong>O SENSACIONALISMO<\/strong><\/p>\n<p>O tom dominante do discurso midi\u00e1tico \u00e9 o do sensacionalismo. Encontramo-nos diante de um fen\u00f4meno sensacional, n\u00e3o apenas in\u00e9dito como tamb\u00e9m sem precedentes. Repetem-se cifras e destacam-se os fulgurantes aumentos das partidas rumo a S\u00edria:<\/p>\n<p>\u201cNunca foi t\u00e3o elevado o n\u00famero oficial de participantes franceses na jihad. Em julho, o ministro do Interior estimava em 800 o n\u00famero de pessoas participantes em opera\u00e7\u00f5es isl\u00e2micas no Oriente M\u00e9dio. Uma cifra que j\u00e1 tinha aumentado em 56% em pouco meses: eram 500 em abril. Um ano antes, em mar\u00e7o de 2013, no m\u00e1ximo 50 franceses tinham escolhido a jihad. O aumento constante do n\u00famero de combatentes volunt\u00e1rios mostra as dificuldades em deter o fluxo de partidas para o Iraque ou S\u00edria\u201d. (1)<\/p>\n<p>As manchetes angustiadas protagonizam as capas de nossa imprensa, as not\u00edcias ou a apresenta\u00e7\u00e3o das reportagens sobre a atualidade:<\/p>\n<p>\u201cJihadismo, uma Fran\u00e7a mal protegida\u201d, segundo o di\u00e1rio L\u2019Express (2); \u201cA situa\u00e7\u00e3o da amea\u00e7a terrorista na Fran\u00e7a\u201d, segundo o di\u00e1rio I-t\u00e9l\u00e9 (3), \u201cOs jihadistas treinam na zona das Ardenas belgas\u201d, segundo o di\u00e1rio L\u2019Union l\u2019 Ardennais (4), etc.<\/p>\n<p>A f\u00e1brica do medo funciona a todo vapor, com suas duas consequ\u00eancias l\u00f3gicas: a ren\u00fancia \u00e0 explica\u00e7\u00e3o racional, por um lado, favorecendo as rea\u00e7\u00f5es emocionais e, por outro, a demanda de seguran\u00e7a, que ser\u00e1 aceita inclusive em detrimento das liberdades essenciais. J\u00e1 n\u00e3o se trata apenas de perseguir os objetivos atuais, mas que a escalada de uma l\u00f3gica baseada na seguran\u00e7a se instala profundamente em nossa sociedade. Este mecanismo tem sido descrito da seguinte maneira por Serge Quadrupanni: \u201cO antiterrorismo \u00e9 a ponta de lan\u00e7a, a vanguarda conceitual e a pr\u00e1tica de uma pol\u00edtica do medo que tende a infiltrar-se em todos os lugares da sociedade. Esta pol\u00edtica de produ\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea de temores e de controles supostamente justificados para det\u00ea-los e control\u00e1-los, est\u00e1 condenada a inventar constantemente novos inimigos: depois do terrorista, ser\u00e3o os jovens dos bairros populares ou simplesmente os jovens, as crian\u00e7as, o internauta, o louco, o imigrante, o estrangeiro, o mu\u00e7ulmano, o cigano\u201d (5)&#8230; Por\u00e9m, precisamos evitar a cr\u00edtica que nos apresenta como sob \u201ca teoria da conspira\u00e7\u00e3o\u201d, j\u00e1 que esta aparece constantemente como um &#8220;curinga\u201d ante cada questionamento dos mecanismos de domina\u00e7\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de crer em nenhuma \u201cteoria da conspira\u00e7\u00e3o\u201d para determinar a exist\u00eancia de uma estrat\u00e9gia por parte das classes dominantes, em sua pretens\u00e3o de guiar a opini\u00e3o p\u00fablica para mascarar a realidade e impor decis\u00f5es, apresentando-as como desej\u00e1veis e necess\u00e1rias. (6)<\/p>\n<p><strong>ESSENCIALISMO<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro fio condutor dos discursos midi\u00e1ticos dominantes, imposto pelo sensacionalismo, \u00e9 uma constru\u00e7\u00e3o essencialista do Isl\u00e3. O essencialismo \u00e9, pois, o processo do pensamento que consiste em homogeneizar uma realidade plural, em fazer com que perda seu car\u00e1ter hist\u00f3rico e em apresent\u00e1-la de forma reconstru\u00edda, como uma explica\u00e7\u00e3o invari\u00e1vel ao conjunto dos acontecimentos e\/ ou dos comportamentos das pessoas que se destinam a constituir essa realidade.<\/p>\n<p>Durante muitos anos, esta constru\u00e7\u00e3o essencialista (ou estereotipada, distorcida) do Isl\u00e3 foi difundida atrav\u00e9s de m\u00faltiplos canais, tendo como consequ\u00eancia o aumento da islamofobia. Segundo essa reconstru\u00e7\u00e3o, o Isl\u00e3 \u00e9 apresentado como incapaz de conceber a diferen\u00e7a entra a religi\u00e3o e a pol\u00edtica, da qual se deriva, logicamente, uma intoler\u00e2ncia dos mu\u00e7ulmanos \u00e0 democracia. Ele se basearia em uma desigualdade de g\u00eanero com o resultado l\u00f3gico de um sexismo exacerbado por parte dos homens mu\u00e7ulmanos, e de uma submiss\u00e3o igualmente significativa por parte das mulheres mu\u00e7ulmanas. Tudo isso seria incompat\u00edvel com o racionalismo e por essa mesma raz\u00e3o conduziria a uma maior tend\u00eancia ao fanatismo, etc.<\/p>\n<p>Uma das consequ\u00eancias do processo do essencialismo \u00e9 o uso como sin\u00f4nimo dos termos \u201cIsl\u00e3\u201d e \u201cmu\u00e7ulmano\u201d. Desta maneira, todos os comportamentos dos mu\u00e7ulmanos podem ser explicados por esse Isl\u00e3 apresentado como uma ess\u00eancia, essencializado. O boxeador Mohammed Ali respondeu, de maneira fulminante, este tipo de racioc\u00ednio em uma famosa entrevista com um jornalista sobre os ataques do 11 de setembro: \u201cComo voc\u00ea se sente acerca da ideia de compartilhar da mesma f\u00e9 com os suspeitos detidos pelo FBI?\u201d \u2013 \u201cE voc\u00ea\u201d, contestou, \u201cComo se sente sobre a ideia de que Hitler compartilhou da sua?\u201d (7).<\/p>\n<p>A frequente divis\u00e3o bin\u00e1ria entre \u201cmu\u00e7ulmanos moderados\u201d e \u201cmu\u00e7ulmanos radicais\u201d n\u00e3o muda em nada a quest\u00e3o da essencializa\u00e7\u00e3o. O mu\u00e7ulmano moderado seria o que pratica o Isl\u00e3 com modera\u00e7\u00e3o e o mu\u00e7ulmano radical, o que pratica o Isl\u00e3 sem modera\u00e7\u00e3o. Definitivamente esta divis\u00e3o bin\u00e1ria e essencialista atribui \u00e0 palavra \u201cradical\u201d um certificado de \u201cislamidade\u201d, j\u00e1 que \u00e9 necess\u00e1rio moderar o Isl\u00e3, ent\u00e3o \u00e9 porque carrega, em sua ess\u00eancia, tend\u00eancias perigosas. Como destaca Maurice Tarik Maschino \u201co mu\u00e7ulmano moderado \u00e9 uma abstra\u00e7\u00e3o, um pseudoconceito ou conceito de guerra, cuja fun\u00e7\u00e3o \u00e9 a de despertar na imagina\u00e7\u00e3o dos leitores, os estere\u00f3tipos habituais que estigmatizam os mu\u00e7ulmanos\u201d. (8)<\/p>\n<p><strong>COER\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A divis\u00e3o bin\u00e1ria implica uma l\u00f3gica de suspeita. Ao mesmo tempo em que se aplaude o \u201cmu\u00e7ulmano moderado\u201d, aos \u201cradicais\u201d s\u00e3o pedidas explica\u00e7\u00f5es, que tomem a palavra, que emitam condena\u00e7\u00f5es. O mu\u00e7ulmano \u00e9, de alguma maneira, respons\u00e1vel por todos os atos e declara\u00e7\u00f5es que sejam feitas em nome do Isl\u00e3 por qualquer pessoa neste planeta que se reivindique desta religi\u00e3o. Seus sil\u00eancios s\u00e3o diagnosticados, no melhor dos casos, como irresponsabilidade e, no pior, como cumplicidade.<\/p>\n<p>Foi assim que o jornal franc\u00eas Le Figaro iniciou uma pesquisa, em 25 de setembro passado, em torno de t\u00e3o significativa pergunta: \u201cOs mu\u00e7ulmanos franceses manifestam suficientemente sua oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 amea\u00e7a terrorista?\u201d.<\/p>\n<p>De sua parte, La Libre Belgique intitulou um de seus artigos, em 28 de setembro, da seguinte maneira: \u201cDevem os mu\u00e7ulmanos se separar dos jihadistas?\u201d.<\/p>\n<p>A campanha &#8220;NotInMyName&#8221; (N\u00e3o em meu nome) n\u00e3o apenas protagonizou as manchetes de todos os meios de comunica\u00e7\u00e3o durante v\u00e1rios dias, como foi retomada pelo pr\u00f3prio presidente Obama, que declarou na Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em 24 de setembro, que: \u201c\u00c9 hora do mundo \u2013 e em particular as comunidades mu\u00e7ulmanas \u2013 repudiar explicitamente com firmeza e de forma sistem\u00e1tica, a ideologia do Al Qaeda e do Estado Isl\u00e2mico\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a acusa\u00e7\u00e3o de \u201ccomunitarismo\u201d ser frequentemente usada ao serem abordadas as quest\u00f5es referentes ao Isl\u00e3, agora \u00e9 pedido aos mu\u00e7ulmanos que se expressem como comunidade. Tanto faz aceitarem o jogo do julgamento ou repudiarem o constrangimento de ter que se justificar, o resultado \u00e9 o mesmo: a reprodu\u00e7\u00e3o do estere\u00f3tipo que apresenta os \u201cmu\u00e7ulmanos\u201d como totalidade homog\u00eanea e vazia de contradi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O constrangimento de ter que se justificar est\u00e1 sob a mesma l\u00f3gica que a dos \u201ccastigos coletivos\u201d da \u00e9poca colonial. Antes, era poss\u00edvel condenar grupos inteiros por delitos que n\u00e3o tinham cometido. Agora, existem grupos inteiros que devem se justificar pelos fatos pelos quais n\u00e3o s\u00e3o respons\u00e1veis. Porque, evidentemente, o sil\u00eancio \u00e9, rapidamente, percebido como sin\u00f4nimo de cumplicidade.<\/p>\n<p>A l\u00f3gica n\u00e3o \u00e9 nova, sendo utilizada v\u00e1rias vezes no que se refere \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o e seus filhos, que s\u00e3o as novas gera\u00e7\u00f5es de franceses. Por exemplo, recordemos as revoltas nos bairros populares, em novembro de 2005, na Fran\u00e7a. As pessoas de origem imigrante eram convidadas aos palcos da televis\u00e3o unicamente para responderem uma pergunta: o que tinham a ver com as revoltas? Tamb\u00e9m podemos citar a coer\u00e7\u00e3o (quando a pessoa \u00e9 de origem imigrante) de ter que demonstrar que est\u00e1 se integrando, que n\u00e3o \u00e9 homof\u00f3bico, nem sexista, nem antissemita, etc \u2026<\/p>\n<p><strong>NEGA\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>A essencializa\u00e7\u00e3o e a coer\u00e7\u00e3o que levam \u00e0 pr\u00e1tica da justifica\u00e7\u00e3o, possuem uma fun\u00e7\u00e3o social e pol\u00edtica: a de esconder as causas que podem levar jovens franceses a se candidatarem para ir \u00e0 S\u00edria. Em todos os processos sociais, o questionamento unicamente da \u201coferta\u201d (neste caso a oferta de \u201cjihadismo\u201d) conduz a um reducionismo da realidade.<\/p>\n<p>O sil\u00eancio sobre a \u201cdemanda\u201d \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o das verdadeiras causas do processo estudado. Existe muito em jogo, j\u00e1 que considerar a demanda nos leva ao interesse pelas condi\u00e7\u00f5es materiais da exist\u00eancia de uma parte de nossa popula\u00e7\u00e3o, cuja origem \u00e9 a imigra\u00e7\u00e3o p\u00f3s-colonial.<\/p>\n<p>Agora bem, essas condi\u00e7\u00f5es revelam uma discrimina\u00e7\u00e3o massiva e sist\u00eamica, tornando impens\u00e1vel o porvir para muitos jovens. Essas condi\u00e7\u00f5es ressaltam uma precariedade, fazendo do cotidiano algo insuport\u00e1vel. Destaca-se a rela\u00e7\u00e3o com a pol\u00edcia baseada em controles de identifica\u00e7\u00e3o em um ritmo de excessiva regularidade, o que produz um sentimento difuso de inseguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, trazem \u00e0 luz um estado de suspeita permanente pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o, com uma islamofobia em crescimento exponencial durante estas \u00faltimas d\u00e9cadas. Todos estes s\u00e3o fatores que podem se somar em trajet\u00f3rias individuais, fazendo emergir uma \u201cdemanda\u201d, exatamente como causas similares podem levar ouros jovens a comportamentos suicidas, a necessidade ou demanda de uma seita, \u00e0 viol\u00eancia contra si mesmo e contra os seus.<\/p>\n<p>A explica\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica em termos de \u201cautorradicaliza\u00e7\u00e3o\u201d, que se tornou t\u00e3o comum, n\u00e3o rompe com esta nega\u00e7\u00e3o das causas da demanda. Aqueles que formularam a \u201coferta\u201d se converteram em especialistas do doutrinamento inform\u00e1tico e isto seria suficiente para explicar todo o processo. Mais uma vez, se elimina o questionamento sobre os fatores que fazem alguns mais id\u00f4neos para esta oferta. O verniz de tipo psicol\u00f3gico de in\u00fameras reportagens tem como objetivo cobrir, sob um discurso de pretensamente cient\u00edfico, a opera\u00e7\u00e3o de nega\u00e7\u00e3o das causas reais.<\/p>\n<p><strong>A JUSTIFICATIVA<\/strong><\/p>\n<p>A essencializa\u00e7\u00e3o, a coer\u00e7\u00e3o e a nega\u00e7\u00e3o conduzem, finalmente, para evitar todo o debate sobre os objetivos reais das guerras. Tudo o que est\u00e1 em jogo em termos geoestrat\u00e9gico e energ\u00e9tico (g\u00e1s e petr\u00f3leo) desaparece por completo do debate, para deixar espa\u00e7o unicamente para a urg\u00eancia de um consenso \u201cantibarb\u00e1rie\u201d.<\/p>\n<p>A opera\u00e7\u00e3o foi, at\u00e9 agora, um sucesso. As interven\u00e7\u00f5es na S\u00edria, na Costa do Marfim e na \u00c1frica Central ainda n\u00e3o geraram grandes rea\u00e7\u00f5es. Ao reunir o conjunto de atores sociais suscet\u00edveis a opor-se \u00e0 guerra, em um clima de pavor e em meio a explica\u00e7\u00f5es essencialistas, \u00e9 poss\u00edvel destruir o movimento de \u201cn\u00e3o \u00e0 guerra\u201d e \u201canti-imperialista\u201d. Esse clima e essas explica\u00e7\u00f5es permitem que n\u00e3o questionemos as t\u00e1ticas e estrat\u00e9gias utilizadas concretamente, como por exemplo, o apoio a grupos, que mais tarde ser\u00e3o combatidos, a apresenta\u00e7\u00e3o de monarquias obscuras (Ar\u00e1bia Saudita, Qatar, etc) como aliados, etc\u2026<\/p>\n<p>\u00c9 assim como a constru\u00e7\u00e3o midi\u00e1tica dos jihadistas se inscreve no marco de uma estrat\u00e9gia de guerra. Pouco importa que isto se fa\u00e7a de forma consciente ou n\u00e3o pelos atores dos meios de comunica\u00e7\u00e3o: o resultado \u00e9 o mesmo.<\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p>1) Le Figaro.fr del 14-09-2014.<\/p>\n<p>2) L\u2019Express N\u00b0 3300 del 1-10-2014.<\/p>\n<p>3) I-t\u00e9l\u00e9 15-09-2014.<\/p>\n<p>4) L\u2019Union l\u2019Ardennais del 3-10-2014.<\/p>\n<p>5) Serge Quadrupanni, La politique de la peur, Seuil, Paris, 2011, p. 24.<\/p>\n<p>6) Para uma cr\u00edtica mais aprofundada da inven\u00e7\u00e3o da teoria da conspira\u00e7\u00e3o e sua instrumentaliza\u00e7\u00e3o (em particular Taguief et Boudon) contra qualquer cr\u00edtica do sistema de domina\u00e7\u00e3o capitalista, ver: \u201cL\u2019invention de la th\u00e9orie du complot ou les aveux de la sociologie lib\u00e9rale, in Terreur et Possession, enqu\u00eate sur la police des populations \u00e0 l\u2019\u00e8re technologique\u201d, \u00c9ditions de L\u2019\u00c9chapp\u00e9e, Paris, 2008.<\/p>\n<p>7) Palavras citadas por Sylvain Cypel no Le Monde, em 06-10-2001<\/p>\n<p>8) Maurice Tarik Maschino, Qu\u2019est-ce qu\u2019un musulman mod\u00e9r\u00e9 ?, El Watan du 28-03-2012.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/michelcollon.info\/La-construction-mediatique-des.html<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nSaid Bouamama\nUm novo termo entrou no vocabul\u00e1rio usual do franc\u00eas nos \u00faltimos meses, o de \u201cjihadista\u201d. Os grandes meios de comunica\u00e7\u00e3o abordam diariamente o tema e difundem um marco de interpreta\u00e7\u00e3o que modela a opini\u00e3o p\u00fablica, orientando as rea\u00e7\u00f5es e suscitando tomadas de posi\u00e7\u00e3o. Para dar um aval cient\u00edfico a afirma\u00e7\u00f5es midi\u00e1ticas, recorrem \u00e0 ajuda de \u201cexperts\u201d e \u201cespecialistas\u201d de nomes conhecidos.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/6945\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-6945","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1O1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6945","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6945"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6945\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6945"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6945"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6945"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}