{"id":697,"date":"2010-07-31T19:16:24","date_gmt":"2010-07-31T19:16:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=697"},"modified":"2010-07-31T19:16:24","modified_gmt":"2010-07-31T19:16:24","slug":"por-que-os-marines-desembarcam-na-costa-rica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/697","title":{"rendered":"Por que os marines desembarcam na Costa Rica?"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">Com os votos do Partido de Liberta\u00e7\u00e3o Nacional (PLN), o Movimento Libert\u00e1rio e o deputado do partido evang\u00e9lico Renova\u00e7\u00e3o Costarriquenha, Justo Orozco, no dia primeiro de julho passado, o Congresso da Costa Rica autorizou a entrada de 46 navios de guerra da Armada dos Estados Unidos, 200 helic\u00f3pteros e avi\u00f5es de combate e 7.000 marines. Se a multiplicidade de vers\u00f5es encontradas n\u00e3o permitem ver com claridade a origem desta decis\u00e3o, a escassa evid\u00eancia dispon\u00edvel parece apontar que foi Washington quem solicitou a entrada das tropas. \u00c9 extremamente sugestivo o sil\u00eancio da imprensa dos Estados Unidos sobre o tema e a aus\u00eancia de qualquer refer\u00eancia expl\u00edcita a esta autoriza\u00e7\u00e3o nos boletins de impressa di\u00e1rios dos departamentos de Estado e de Defesa. Tudo isso alimenta a suspeita de que foi a Casa Branca que tomou a iniciativa favoravelmente acolhida pelo Congresso costarriquense e para a qual exigiu a maior discri\u00e7\u00e3o. O que foi comunicado ao pa\u00eds centro-americano foi que a situa\u00e7\u00e3o que impera no M\u00e9xico havia for\u00e7ado os cart\u00e9is de droga a modificar suas rotas tradicionais de aproxima\u00e7\u00e3o e entrada nos Estados Unidos e que para desbaratar essa manobra era preciso garantir o descolamento de um s\u00f3lido contingente de for\u00e7as militares no istmo centro-americano, condi\u00e7\u00e3o <em>sine qua non<\/em> para travar uma efetiva batalha contra o narcotr\u00e1fico. Como era previs\u00edvel, o governo da Presidente Laura Chinchilla &#8211; estreitamente vinculada ao longo de muitos anos \u00e0 USAID &#8211; deu todo seu apoio e o de seus parlamentares para responder obedientemente \u00e0 requisi\u00e7\u00e3o de Washington.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/marine-democracia-iraque.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/><em>Cr\u00e9dito: <a href=\"http:\/\/www.wired.com\/science\/discoveries\/multimedia\/2008\/02\/gallery_abu_ghraib?slide=3&amp;slideView=8\" target=\"_self\">wired.com<\/a><\/em><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">(As mulheres alistadas nos marines tamb\u00e9m ensinam democracia)<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o surpreende ningu\u00e9m a apela\u00e7\u00e3o do pretexto do narcotr\u00e1fico, pois \u00e9 o que normalmente Washington utiliza na falta de outros, como os que proporcionou o terremoto no Haiti, para justificar a intrus\u00e3o dos militares norte-americanos nos pa\u00edses da Nossa Am\u00e9rica. No entanto, conspira contra a credibilidade deste argumento o fato de que sejam, precisamente, os pa\u00edses caracterizados por uma forte presen\u00e7a militar dos Estados Unidos que sobressaem por sua produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o de narc\u00f3ticos. Tal como ficou demonstrado em O Lado Escuro do Imp\u00e9rio. <em> A viola\u00e7\u00e3o dos Direitos humanos pelos Estados Unidos, <\/em>fontes incontest\u00e1veis das na\u00e7\u00f5es Unidas (a UNODOC, o Escrit\u00f3rio da ONU contra a Droga e o Crime) demonstra com estat\u00edsticas sombrias que desde que as tropas dos Estados Unidos se instalaram no Afeganist\u00e3o foram produzidos grandes avan\u00e7os na produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de \u00f3pio e na fabrica\u00e7\u00e3o de hero\u00edna. Assim como na Col\u00f4mbia, onde a presen\u00e7a estadunidense n\u00e3o foi obst\u00e1culo (mas o contr\u00e1rio) para que se registrasse uma not\u00e1vel expans\u00e3o dos cultivos de coca[1].<\/p>\n<p align=\"justify\">Tudo isso n\u00e3o deveria causar nenhuma surpresa, por v\u00e1rias raz\u00f5es. Uma delas \u00e9 que o pa\u00eds que se atribuiu o direito de combater o narcotr\u00e1fico em todo o mundo demonstra uma incapacidade t\u00e3o assombrosa como suspeita para fazer o mesmo dentro de suas fronteiras, desde desmontar as redes que vinculam \u00e0s m\u00e1fias do narcotr\u00e1fico \u00e0s autoridades, a pol\u00edcia e os ju\u00edzes locais e estatais que tornam poss\u00edvel o neg\u00f3cio da droga, at\u00e9 implementar uma campanha minimamente significativa para conter o aumento e recuperar os viciados. Insistimos em dizer que n\u00e3o \u00e9 surpresa, pois o narcotr\u00e1fico movimenta uma cifra que passa dos 400 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano, que em seguida s\u00e3o convenientemente &#8220;lavados&#8221; nos numerosos para\u00edsos fiscais que os principais pa\u00edses capitalistas estabeleceram de uma ponta a outra do planeta (come\u00e7ando pelos Estados Unidos e Europa) para ser depois introduzidos ao sistema banc\u00e1rio oficial e, desse modo, fortalecer os neg\u00f3cios do capitalismo financeiro. Por outro lado, a debilidade e inconsist\u00eancia deste pretexto, o da &#8220;luta contra o narcotr\u00e1fico&#8221;, tornam-se mais evidentes quando se aprende que os Estados Unidos \u00e9 o primeiro produtor mundial de maconha, segundo um estudo da Fundaci\u00f3n Drug Science, que relata uma soma superior a 35 bilh\u00f5es de d\u00f3lares, cifra que supera o valor somado da produ\u00e7\u00e3o de trigo e milho[2].<\/p>\n<p align=\"justify\">Terceiro e \u00faltimo: como subestimar a import\u00e2ncia que tem o controle e administra\u00e7\u00e3o do neg\u00f3cio dos narc\u00f3ticos para manter a domina\u00e7\u00e3o imperialista nas prov\u00edncias exteriores do imp\u00e9rio? Por acaso n\u00e3o foi a Gr\u00e3 Bretanha quem reintroduziu o \u00f3pio na China? Droga que havia sido proibida pelo imperador Yongzheng devido aos preju\u00edzos que ocasionava a sua popula\u00e7\u00e3o e cujo consumo massivo promovido pelos brit\u00e2nicos serviu para equilibrar seus d\u00e9ficits de balan\u00e7a comercial com o imp\u00e9rio celeste. Para impulsionar essa adi\u00e7\u00e3o entre os chineses, brit\u00e2nicos e portugueses travaram duas guerras, entre 1839 e 1842, e 1856 e 1860, que resultou no estabelecimento de duas cabeceiras de praia para organizar o tr\u00e1fico do \u00f3pio em toda China, sendo uma em Hong Kong, sob controle ingl\u00eas, e outra em Macau, dominada pelos portugueses. Por que ter\u00edamos, hoje, que pensar que os Estados Unidos, filho putativo do imp\u00e9rio brit\u00e2nico, seria motivado por outros interesses quando declara, da boca pra fora, a guerra ao narcotr\u00e1fico? Por acaso n\u00e3o \u00e9 funcional para seus interesses ter uma Am\u00e9rica Latina caracterizada pela prolifera\u00e7\u00e3o de &#8220;estados falidos&#8221;, carcomidos pela corrup\u00e7\u00e3o que gera o tr\u00e1fico de drogas e sequelas como a desintegra\u00e7\u00e3o social, m\u00e1fias, paramilitares, etc., e incapazes por isso mesmo de oferecer a menor resist\u00eancia aos des\u00edgnios imperiais?<\/p>\n<p align=\"justify\">A permiss\u00e3o concedida pelo Congresso da Costa Rica se estende por seis meses, a partir de 1 de julho do ano corrente. No entanto, essa concess\u00e3o que se materializa no contexto da Iniciativa M\u00e9rida (que abrange o M\u00e9xico e a Am\u00e9rica Central) \u00e9 um projeto que tem metas, mas n\u00e3o prazos, o que faz com que a probabilidade de que as tropas estadunidenses saiam da Costa Rica no final deste ano e retornem a seus quart\u00e9is na metr\u00f3pole \u00e9 praticamente zero. Al\u00e9m disso, a experi\u00eancia internacional ensina que tanto na Europa como no Jap\u00e3o as topas que os Estados Unidos estacionaram ali depois da Segunda Guerra Mundial por uns poucos anos, estendendo depois com o pretexto da Guerra Fria, j\u00e1 est\u00e3o nessas loca\u00e7\u00f5es h\u00e1 mais de 65 anos sem que seus chefes deem o menor sinal de t\u00e9dio ou desejo de voltar para casa. Em Okinawa, a repulsa generalizada da popula\u00e7\u00e3o local contra os ocupantes ianques &#8211; que amparados em sua imunidade, matam, violentam e roubam \u00e0 vontade &#8211; n\u00e3o foi suficiente para for\u00e7ar o desmantelamento da base norte-americana. Por alto, este incidente destaca a valentia e efici\u00eancia do governo de Rafael Correa, que conseguiu a sa\u00edda das tropas estadunidenses da base de Manta. E em caso de haver um clamor popular exigindo reeditar t\u00e3o ins\u00f3lita ocorr\u00eancia na Costa Rica, algumas opera\u00e7\u00f5es criminais dessas que a CIA sabe montar muito bem, fariam esse pedido reverter instantaneamente, sobretudo com um governo como o de Laura Chinchilla, que se desfaz por demonstrar sua incondicional submiss\u00e3o aos ditames do imp\u00e9rio.<\/p>\n<p align=\"justify\">Da mesma forma em que foi estabelecido no Tratado Obama-Uribe &#8211; mediante o qual a Col\u00f4mbia cede inicialmente o uso de sete bases militares aos Estados Unidos -, no caso de ocupa\u00e7\u00e3o por militares deste pa\u00eds, estes gozar\u00e3o de total imunidade diante da justi\u00e7a costarriquenha, e seus integrantes poderiam entrar e sair da Costa Rica \u00e0 vontade, circular por todo o territ\u00f3rio nacional vestindo seus uniformes e portando seus apetrechos e armamentos de combate. Com essa decis\u00e3o, a soberania da Costa Rica n\u00e3o somente \u00e9 humilhada, como chega aos limites do rid\u00edculo para um pa\u00eds que, em 1948 aboliu suas for\u00e7as armadas e que, em medida, gra\u00e7as a isso, p\u00f4de desenvolver uma pol\u00edtica social de vanguarda no deprimente contexto regional centro-americano, porque a patrulha olig\u00e1rquica havia sido debandada. No que diz respeito ao armamento, a autoriza\u00e7\u00e3o do Congresso permite a entrada da guarda costeira e pequenos navios, mas tamb\u00e9m de outros, como o porta-avi\u00f5es de \u00faltima gera\u00e7\u00e3o MakinIsland, lan\u00e7ado em agosto de 2006 e dotado de capacidade para abrigar 102 oficiais e 1.449 marines, podendo transportar 42 helic\u00f3pteros CH-46, cinco avi\u00f5es AV-8B Harrier e seis helic\u00f3pteros Blackhawwks. Fora isso, a legisla\u00e7\u00e3o aprovada estende sua permiss\u00e3o para navios como o USS Freedom, lan\u00e7ado em 2008, com capacidade para combater submarinos e navegar em \u00e1guas pouco profundas. A permiss\u00e3o se estende tamb\u00e9m a outros navios, tipo catamar\u00e1n, um navio hospital e v\u00e1rios ve\u00edculos de reconhecimento com capacidade para transportar tanto por mar como por terra. Armamentos e apetrechos que, em s\u00edntese, de pouco ou nada servem para combater o narcotr\u00e1fico, no duvidoso caso de que seja essa a vontade dos ocupantes. \u00c9 mais do que evidente que seu objetivo \u00e9 outro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Essa iniciativa do governo norte-americano tem que ser situada no contexto da crescente militariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica exterior dos Estados Unidos, cujas express\u00f5es mais importantes no marco latino-americano foram, at\u00e9 agora, a reativa\u00e7\u00e3o da Quarta Frota, a assinatura do tratado Obama- Uribe, a ocupa\u00e7\u00e3o militar de fato do Haiti, a constru\u00e7\u00e3o do muro da vergonha entre o M\u00e9xico e os Estados Unidos, o golpe de Estado em Honduras e a posterior legitima\u00e7\u00e3o da fraude eleitoral que colocou Porfirio Lobo na presid\u00eancia, a concess\u00e3o de novas bases militares pelo governo reacion\u00e1rio do Panam\u00e1, aos quais se agrega agora o desembarque dos marines na Costa Rica. E l\u00f3gico, todo isso articulado com a manuten\u00e7\u00e3o do bloqueio e acosso \u00e0 Revolu\u00e7\u00e3o Cubana e a permanente persegui\u00e7\u00e3o \u00e0 Venezuela, \u00e0 Bol\u00edvia e ao Equador. No plano internacional, o desembarque dos marines estadunidenses na Costa Rica deve ser interpretado no marco da iminente guerra contra o Ir\u00e3 e a grotesca provoca\u00e7\u00e3o \u00e0 Cor\u00e9ia do Norte, cujas grav\u00edssimas consequ\u00eancias h\u00e1 tempos vem avisando o Comandante Fidel Castro Ruz.<\/p>\n<p align=\"justify\">Concluindo, o imp\u00e9rio avan\u00e7a na militariza\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o e nos preparativos para uma aventura militar de propor\u00e7\u00f5es globais. Se a agress\u00e3o ao Ir\u00e3 finalmente chegasse a ser consumada, como autorizariam a prognosticar os acontecimentos nestes \u00faltimos dias, a grav\u00edssima situa\u00e7\u00e3o internacional resultante impulsionaria os Estados Unidos a querer garantir, a qualquer pre\u00e7o, o controle absoluto e sem fissuras do que suas estrat\u00e9gias geopol\u00edticas denominam a grande ilha americana, um enorme continente que se estende do Alasca \u00e0 Terra do fogo, separado tanto da massa terrestre euroasi\u00e1tica como da \u00c1frica, e que segundo eles, desempenha um papel fundamental para a seguran\u00e7a nacional norte-americana. Essa \u00e9 a raz\u00e3o subjacente pela qual se vem produzindo, preventivamente, a desorbitada militariza\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica exterior estadunidense. \u00c9 rid\u00edculo que se pretenda convencer nossos povos de que a pontua\u00e7\u00e3o de bases militares estabelecidas nas Am\u00e9ricas Central e do Sul, e no Caribe, \u00e0s quais, agora, soma-se o desembarque na Costa Rica e a ativa\u00e7\u00e3o da Quarta Frota, tem por objetivo combater o narcotr\u00e1fico. Como ensina a experi\u00eancia, a este n\u00e3o se combate com uma estrat\u00e9gia militar, mas com uma pol\u00edtica social, que os Estados Unidos n\u00e3o aplicam dentro de suas fronteiras, nem permite que se fa\u00e7a fora, gra\u00e7as \u00e0 enorme influ\u00eancia que o FMI e o Banco Mundial t\u00eam sobre os pa\u00edses vulner\u00e1veis e endividados. A experi\u00eancia da Col\u00f4mbia e agora do M\u00e9xico (com seus mais 20.000 mortos desde que o presidente Felipe Calder\u00f3n declarou sua &#8220;guerra ao narcotr\u00e1fico&#8221;!) provam que a solu\u00e7\u00e3o ao problema n\u00e3o passa pelos marines, porta-avi\u00f5es, submarinos e helic\u00f3pteros artilhados, mas pela cria\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa e solid\u00e1ria, algo que \u00e9 incompat\u00edvel com a l\u00f3gica do capitalismo e repugnante para os interesses fundamentais do imp\u00e9rio. Em s\u00edntese, o desembarque dos marines na Costa Rica tem por objetivo refor\u00e7ar a domina\u00e7\u00e3o estadunidense na regi\u00e3o, derrotar por diversos m\u00e9todos os governos considerados &#8220;inimigos&#8221; (Cuba, Venezuela, Bol\u00edvia e Equador), debilitar ainda mais os vacilantes e ambivalentes governos de &#8220;centro-esquerda&#8221; e fortalecer a direita que se tornou forte no litoral do Pac\u00edfico (Chile, Peru, Col\u00f4mbia, Panam\u00e1, Costa Rica, Honduras e M\u00e9xico), reordenando assim o &#8220;quintal&#8221; do imp\u00e9rio para, dessa forma, ter as m\u00e3os livres e a retaguarda garantida para sair e reafirmar a prepot\u00eancia imperial guerreando em outras latitudes.<\/p>\n<p align=\"justify\">[1] Cf. Atilio A. Boron e Andrea Vlahusic, O Lado Escuro do Imp\u00e9rio.<em> A viola\u00e7\u00e3o dos Direitos Humanos pelos Estados Unidos (Buenos Aires:<\/em> Edi\u00e7\u00f5es Luxemburgo, 2009), pg. 73.<\/p>\n<p align=\"justify\">[2] Cf. O Lado escuro, op, Cit. , p. 72.<\/p>\n<p align=\"justify\">At\u00edlio Boron <a href=\"http:\/\/www.atilioboron.com\/2010\/07\/el-desembarco-de-los-marines-en-costa.html\" target=\"_blank\">www.atilioboron.com<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Fonte: <a href=\"http:\/\/www.rebelion.org\" target=\"_blank\">www.rebelion.org<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Traduzido por: Valeria Lima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: wired.com\n\n\n\n\n\n\n\n\nAt\u00edlio Bor\u00f3n\n(Um bom banho de merda para os prisioneiros de Abu Ghraib \u00e9 o que os marines utilizam para ensinar democracia no Iraque. Agora se instalam na Costa Rica para fazer o mesmo com os latino-americanos)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/697\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-697","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-bf","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/697","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=697"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/697\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=697"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=697"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=697"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}