{"id":7049,"date":"2014-11-13T21:18:12","date_gmt":"2014-11-13T21:18:12","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7049"},"modified":"2014-12-01T18:38:34","modified_gmt":"2014-12-01T18:38:34","slug":"morre-leandro-konder-filosofo-marxista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7049","title":{"rendered":"Morre Leandro Konder, fil\u00f3sofo marxista"},"content":{"rendered":"\n<p>Faleceu em sua casa no Rio de Janeiro, aos 78 anos, no dia de ontem, um dos maiores pensadores marxistas contempor\u00e2neos. Leandro Konder, nascido em Petr\u00f3polis (RJ) em 1936 e pertencente a uma fam\u00edlia de comunistas, muito jovem abra\u00e7ou a milit\u00e2ncia no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Formou-se em Direito, mas dedicou-se prioritariamente ao jornalismo e \u00e0 filosofia, tendo dado seus primeiros passos como ensa\u00edsta, unindo as duas atividades, na revista <em>Estudos Sociais<\/em> e no jornal <em>Novos Rumos<\/em>, publica\u00e7\u00f5es do PCB nas d\u00e9cadas de 1950 e 1960, at\u00e9 a vig\u00eancia do golpe empresarial-militar de 1964. Membro do Comit\u00ea Cultural do PCB, junto com Carlos N\u00e9lson Coutinho, foi pioneiro na divulga\u00e7\u00e3o das ideias de Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e Antonio Gramsci no Brasil, ainda nos anos 60. Posteriormente, publicou obras e textos sobre outros pensadores do campo do marxismo, como Walter Benjamin, Theodor Adorno, Hebert Marcuse, Jean-Paul Sartre. \u201cMarxista de profundo esp\u00edrito cr\u00edtico\u201d, nas palavras de Coutinho, n\u00e3o aprendeu o marxismo nos manuais da antiga Academia de Ci\u00eancias da URSS, mas diretamente nos textos cl\u00e1ssicos dos te\u00f3ricos do socialismo. Respeitado por sua vasta produ\u00e7\u00e3o intelectual, produziu mais de vinte livros e publicou in\u00fameros textos em jornais e revistas. Depois de 1964, escreveu para <em>Revista Civiliza\u00e7\u00e3o Brasileira<\/em>, <em>Paz e Terra<\/em>, <em>Temas de Ci\u00eancias Humanas<\/em>, as publica\u00e7\u00f5es do PCB <em>Folha da Semana<\/em>, <em>Voz Oper\u00e1ria<\/em> (esta produzida no ex\u00edlio, na d\u00e9cada de 1970), <em>Voz da Unidade<\/em> (nos anos oitenta) e, ap\u00f3s deixar o partido em 1982, tamb\u00e9m para a grande imprensa, como <em>Jornal do Brasil <\/em>e <em>O Globo<\/em>. A exemplo de v\u00e1rios intelectuais e militantes de esquerda, foi obrigado a exilar-se em 1972, ap\u00f3s ter sido preso e torturado pelos algozes da ditadura. Morou na Alemanha e depois na Fran\u00e7a, tendo regressado ao Brasil em 1978. Leandro doutorou-se em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e foi professor do Departamento de Educa\u00e7\u00e3o da PUC-RJ e do Departamento de Hist\u00f3ria da UFF. Em 2002, foi eleito o Intelectual do Ano pelo F\u00f3rum do Rio de Janeiro, da UERJ. Coordenou, juntamente com Michael L\u00f6wy, a cole\u00e7\u00e3o Marxismo e literatura, da Editora Boitempo.<\/p>\n<p>O Comit\u00ea Central do PCB vem a p\u00fablico externar seu pesar pela perda deste inovador pensador do marxismo contempor\u00e2neo, que nos legou uma obra marcada pelo antidogmatismo e pela forte presen\u00e7a do pensamento dial\u00e9tico. Como deixou claro no livro autobiogr\u00e1fico \u201cMem\u00f3rias de um intelectual comunista\u201d, Leandro Konder continuou, at\u00e9 o fim de sua vida, acreditando no socialismo como caminho poss\u00edvel para a instaura\u00e7\u00e3o de uma sociedade igualit\u00e1ria e verdadeiramente democr\u00e1tica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7049\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[46],"tags":[],"class_list":["post-7049","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c56-memoria"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1PH","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7049"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7049\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}