{"id":707,"date":"2010-08-03T16:24:53","date_gmt":"2010-08-03T16:24:53","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=707"},"modified":"2010-08-03T16:24:53","modified_gmt":"2010-08-03T16:24:53","slug":"a-ujc-e-o-pioneirismo-na-formulacao-de-politicas-de-esquerda-para-a-juventude-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/707","title":{"rendered":"A UJC e o Pioneirismo na formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de esquerda para a juventude no Brasil"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">O <em>Movimento Comunista Internacional<\/em> (MCI) sempre foi permeado por divis\u00f5es e disputas, sendo a homogeneidade nunca uma constante. Durante o s\u00e9culo XX, o MCI passou por um forte movimento de ruptura e supera\u00e7\u00e3o<sup>ii<\/sup>, refletindo um quadro de tens\u00e3o ainda maior.<sup>3<\/sup> Prova disso \u00e9 que os anos p\u00f3s-Revolu\u00e7\u00e3o Russa foram de intensa movimenta\u00e7\u00e3o no cen\u00e1rio comunista internacional. As diverg\u00eancias ainda permaneciam em parte, muitas das do per\u00edodo pr\u00e9-revolu\u00e7\u00e3o, mas agora a hegemonia, fortalecida pela pr\u00e1tica, ou seja, pela vit\u00f3ria dos bolcheviques, agora era outra.<\/p>\n<p align=\"justify\">A II Internacional Comunista foi constitu\u00edda com princ\u00edpios federalistas. Ou seja, era formado por diversas organiza\u00e7\u00f5es implementadas em pa\u00edses diversos. O que n\u00e3o significava uma total autonomia de suas partes. A Social Democracia Alem\u00e3 era uma esp\u00e9cie de centro nervoso, um comando \u201cleg\u00edtimo\u201d do movimento socialista, por diversos fatores que n\u00e3o cabem nesse breve texto descrever. Contrariamente ao movimento que inspiraria a III Internacional.<sup>4<\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">Essa t\u00f4nica seria hegem\u00f4nica dentro do MCI at\u00e9 o fim do s\u00e9culo XX, tendo como caracter\u00edstica a forte centraliza\u00e7\u00e3o nos planos de formula\u00e7\u00e3o te\u00f3rica, an\u00e1lises e t\u00e1ticas de interven\u00e7\u00f5es no movimento pol\u00edtico.<\/p>\n<p align=\"justify\">Assim III Internacional ou Komintern (Internacional Comunista), organizada como a Internacional necess\u00e1ria para a \u00e9poca das revolu\u00e7\u00f5es, foram inspiradas n\u00e3o mais numa esp\u00e9cie de federalismo, como a II Internacional, mas sim sob da l\u00f3gica de um s\u00f3 partido internacional. Tal partido surgia como um formulador de linhas gerais, onde uma s\u00e9rie de outros partidos criados no calor da Revolu\u00e7\u00e3o Russa ou atrav\u00e9s de cis\u00f5es no interior das antigas Social Democracias era filiados e buscavam orienta\u00e7\u00f5es para suas a\u00e7\u00f5es pol\u00edticas.<\/p>\n<p align=\"justify\">Se a II Internacional, tinha tido \u00eaxitos no fortalecimentos dos Partidos dos oper\u00e1rios, no crescimento de sua representa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, as mesmas tinham se acomodado a ordem, e precisavam agora de um novo tipo de organiza\u00e7\u00e3o para apresentar a supera\u00e7\u00e3o do capitalismo na sua fase nova, onde as antigas t\u00e1ticas da Social Democracia se mostravam como meras reformas ao sistema.<\/p>\n<p align=\"justify\">No Brasil em 1922 foi criado o Partido Comunista (Se\u00e7\u00e3o Brasileira da Internacional Comunista) de sigla PCB sob forte inspira\u00e7\u00e3o no Partido Bolchevique, vitorioso na Revolu\u00e7\u00e3o Russa, reflexo tamb\u00e9m de um novo movimento oper\u00e1rio brasileiro que n\u00e3o mais se sentia contemplado nas teses do movimento anarquista, carecia de uma organiza\u00e7\u00e3o que unificasse as novas demandas, mobiliza\u00e7\u00f5es e lutas e que formulasse um mais bem estruturado programa de interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.<\/p>\n<p align=\"justify\">O PCB, que desde sua funda\u00e7\u00e3o buscava se enquadrar nas linhas orientadoras da III Internacional procura desenvolver as diretrizes internacionais no Brasil.<\/p>\n<p align=\"justify\">Uma importante orienta\u00e7\u00e3o feita pelo Komintern, dizia respeito \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de juventudes comunistas em todo o mundo. Esta tarefa j\u00e1 percorria os partidos comunistas desde 1920, ano do II Congresso do Komintern, que na ocasi\u00e3o tamb\u00e9m organizou o I Congresso da Internacional da Juventude Comunista.<\/p>\n<p align=\"justify\">O PCB procurou cumprir a orienta\u00e7\u00e3o de organizar sua juventude comunista. Descrevendo o II Congresso do PCB, Mois\u00e9s Vinhas aponta a import\u00e2ncia atribu\u00edda j\u00e1 em 1925 para a tentativa de organiza\u00e7\u00e3o de uma juventude comunista brasileira: \u201c(&#8230;) Do tem\u00e1rio constam relat\u00f3rios sobre as atividades (&#8230;) e organiza\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista, que atra\u00edra poucos membros no Rio de Janeiro desde sua cria\u00e7\u00e3o em Janeiro de 1924, deveria receber aten\u00e7\u00e3o mais seria do coletivo\u201d.<sup>5<\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">Desde janeiro de 1924, quando em uma reuni\u00e3o do Comit\u00ea Central (CC) foi aprovada a cria\u00e7\u00e3o da JC<sup>6<\/sup>, at\u00e9 a sua funda\u00e7\u00e3o em agosto de 1927, o PCB possuiu enormes dificuldades para por em pr\u00e1tica tal resolu\u00e7\u00e3o do Komintern.<\/p>\n<p align=\"justify\">Foi encarregado de organizar a juventude o jovem Le\u00f4ncio Basbaum, convidado a participar de uma reuni\u00e3o do CC do PCB por Astrojildo Pereira. Como militante j\u00e1 desenvolvia trabalhos com jovens comunistas em Recife e Salvador pelo Partido. O pr\u00f3prio Basbaum explica que \u201cdecidiram que eu seria, a partir de ent\u00e3o, o encarregado do setor juvenil do Partido, com o objetivo de criar uma organiza\u00e7\u00e3o juvenil de car\u00e1ter nacional (&#8230;)\u201d.<sup>7<\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">Ainda em 1926, de maneira bastante embrion\u00e1ria, a Juventude Comunista come\u00e7a a intervir no seio da sociedade, fazendo um trabalho de recrutamento entre jovens oper\u00e1rios e organizando os primeiros Diret\u00f3rios Acad\u00eamicos do pa\u00eds. No Rio de Janeiro, foram criados diret\u00f3rios na Faculdade Nacional de Direito, Engenharia e Medicina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Al\u00e9m da milit\u00e2ncia, Le\u00f4ncio Basbaum tamb\u00e9m trabalhava no jornal \u201cA Na\u00e7\u00e3o\u201d onde passou a escrever uma s\u00e9rie de artigos sobre a juventude oper\u00e1ria e sobre a necessidade de se constituir uma organiza\u00e7\u00e3o especifica da juventude. Conseguiu, atrav\u00e9s deste jornal, publicar fichas de cadastros para que os jovens preenchessem e enviassem pedindo ingresso na Juventude Comunista Brasileira (JC).<\/p>\n<p align=\"justify\">Em fins de 1926 j\u00e1 haviam centenas de inscritos de v\u00e1rios Estados (Rio de Janeiro, Cear\u00e1, Rio Grande do Norte, Esp\u00edrito Santo, Pernambuco, S\u00e3o Paulo e Distrito Federal \u2013 antigo Estado da Guanabara). Apesar da JC esbo\u00e7ar um fortalecimento num\u00e9rico, algo ainda faltava para por em marcha o processo de organiza\u00e7\u00e3o em n\u00edvel nacional.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas atividades do 1\u00ba de Maio de 1927, data mais que apropriada, a participa\u00e7\u00e3o da nova JC ocorre com grande destaque. Mostraram-se as demandas de uma juventude que logo ao romper a inf\u00e2ncia, era posta em condi\u00e7\u00f5es de trabalho sofr\u00edveis, sem possibilidades de prosseguir com os estudos, al\u00e9m de n\u00e3o possuir uma organiza\u00e7\u00e3o que a representasse. Havia, uma demanda organizativa, emulativa, mobilizadora no seio da juventude trabalhadora. Estimulada e estimulando essa demanda a JC tornou-se pioneira em organiza\u00e7\u00e3o de juventude com caracter\u00edsticas nitidamente de esquerda. Ocupando esse espa\u00e7o no cen\u00e1rio pol\u00edtico brasileiro, o espa\u00e7o da juventude organizada n\u00e3o enquanto classe, j\u00e1 que n\u00e3o era esse o cen\u00e1rio, mas enquanto instrumento de uma classe, agrupando jovens trabalhadores e demais jovens, desde que comprometidos com a classe trabalhadora e sua luta por emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Juventude Comunista Brasileira: surgimento e primeiros conflitos<\/p>\n<p align=\"justify\">O dia 1\u00ba de Agosto foi escolhido como data para o Ato de Funda\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista, pois congregava na mesma data o Dia Internacional da Juventude e o Dia Internacional de Luta Contra a Guerra, bandeira, esta segunda, defendida pelas juventudes comunistas do mundo todo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Como cerca de 80% a 90% da composi\u00e7\u00e3o da JC eram de jovens trabalhadores, inclusive a maior parte da dire\u00e7\u00e3o provis\u00f3ria que seria indicada, existiu uma preocupa\u00e7\u00e3o em associar a JC com o segmento juvenil que estava no mercado de trabalho. Assim, o local escolhido para o evento era uma refer\u00eancia para os trabalhadores da \u00e9poca, um importante sindicato: a Uni\u00e3o dos Trabalhadores Gr\u00e1ficos (UGT) com sede no centro do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">Comentando a solenidade, Le\u00f4ncio Basbaum descreve \u201c(&#8230;) uma bela festa com discursos, nos quais o que mais se destacou foi o de um jovem metal\u00fargico, de uns 17 anos, Jaime Ferreira, que n\u00e3o sabia como acabar o seu discurso. Ao fim de quase meia hora, tive de pux\u00e1-lo pela manga para que sentasse (&#8230;)\u201d.<sup>8<\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">Com a funda\u00e7\u00e3o da JC foi indicada uma dire\u00e7\u00e3o nacional provis\u00f3ria, onde Le\u00f4ncio Basbaum foi eleito Secret\u00e1rio Geral. Basbaum ocupou o cargo at\u00e9 o ano de 1929, quando completou 21 e, seguindo as decis\u00f5es estatut\u00e1rias de ent\u00e3o da Juventude Comunista, deveria ingressar no PCB.<\/p>\n<p align=\"justify\">A primeira dire\u00e7\u00e3o nacional, de car\u00e1ter provis\u00f3rio, denominado de Comit\u00ea Central, era um reflexo das principais caracter\u00edsticas das juventudes comunistas, suas limita\u00e7\u00f5es e seu grau de rela\u00e7\u00e3o com o PCB. Foram indicados como membros da dire\u00e7\u00e3o os jovens trabalhadores, na maioria oper\u00e1ria: Jaime Ferreira, Elisio, Altamiro, Brasilino, Pedro Magalh\u00e3es; e os estudantes Artur, Manuel e Le\u00f4ncio Basbaum.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/ujc83anos3.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/><em>Cr\u00e9dito: UJC<\/em><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">Com o intuito de potencializar as interven\u00e7\u00f5es da JC, foi criado o jornal <em>O Jovem Prolet\u00e1rio<\/em>. O jornal tornou-se o porta-voz semanal da Juventude Comunista, que teve seu nome alterado para Juventude Comunista Brasileira (JCB)<sup>9<\/sup>. O grande mote do jornal eram as den\u00fancias, sendo elas de car\u00e1ter geral \u2013 como a visita de navios de guerra dos EUA \u2013 , ou referentes ao cotidiano dos jovens \u2013 situa\u00e7\u00e3o dos jovens trabalhadores e a redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho, bandeira defendida pela JCB.<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00f3s primeiros n\u00fameros eram apresentada a Juventude comunistas de refer\u00eancia a juventude comunista, como o \u201cpatrono\u201d das JCs Karl Liebknecht, textos de L\u00eanin a UJC Sovi\u00e9tica (Komsomol) e tamb\u00e9m, al\u00e9m das denuncias, a dura realidade vivida pela juventude trabalhadora brasileira e mundial.<\/p>\n<p align=\"justify\">No que diz respeito \u00e0 rela\u00e7\u00e3o da juventude com o Partido, fica clara a preocupa\u00e7\u00e3o em evitar confrontos, causando certa confus\u00e3o quanto \u00e0s delimita\u00e7\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. De acordo com Basbaum, \u201cembora por vezes ultrapassemos nosso campo de a\u00e7\u00e3o, procurando tomar atitudes pol\u00edticas, na verdade t\u00ednhamos de seguir a linha tra\u00e7ada pelo pr\u00f3prio Partido. Nossa a\u00e7\u00e3o se limitava a recrutar jovens nas fabricas, nas empresas ou no comercio, e mesmo em escolas superiores (&#8230;)\u201d.<sup>1<\/sup>0<\/p>\n<p align=\"justify\">Dentre as dificuldades iniciais ainda havia o fato de possuir um efetivo de jovens com diferentes graus de estudos, desde analfabetos at\u00e9 estudantes de n\u00edvel superior. Tra\u00e7ar uma pol\u00edtica que garantisse a unidade de um grupo t\u00e3o heterog\u00eaneo e, principalmente, representasse todos, era tarefa bastante \u00e1rdua.<\/p>\n<p align=\"justify\">Vislumbrando sanar tais car\u00eancias, a JCB lan\u00e7ou m\u00e3o de diversos tipos de atividades recreativas e culturais, organizando em 1928 o Centro de Jovens Prolet\u00e1rios.Tratava-se de um centro cultural e recreativo agregava os jovens trabalhadores, fornecendo ao mesmo tempo lazer e conhecimento.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/ujc83anos2.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/><em>Cr\u00e9dito: UJC<\/em><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">O aumento do prestigio da JCB entre os jovens trabalhadores pode ser notabilizado pelas investidas de maiores \u00eaxitos, como as reivindica\u00e7\u00f5es por setoriais juvenis para atenderem demandas especificas, dentro dos pr\u00f3prios sindicatos.<sup>1<\/sup>1 Esse fortalecimento da Juventude Comunista, assim como o do pr\u00f3prio PCB n\u00e3o passariam gratuitamente para as oligarquias que dirigiam o pa\u00eds. Que viam com preocupa\u00e7\u00f5es os movimentos sociais e a organiza\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora no Brasil<\/p>\n<p align=\"justify\">Nas v\u00e9speras de seu primeiro anivers\u00e1rio, a JCB sofreu um grande impacto. Assim como o PCB foi posta na clandestinidade pela chamada Lei Celerada.<sup>1<\/sup>2<\/p>\n<p align=\"justify\">Quanto \u00e0s rela\u00e7\u00f5es internacionais, a JCB solicitou e teve sua inscri\u00e7\u00e3o aceita na Internacional da Juventude Comunista, de onde recebeu o convite para participar do V Congresso da Internacional Comunista da Juventude, al\u00e9m de obter uma bolsa de estudo na Escola Leninista, com direito a enviar um filiado. Mesmo na clandestinidade a JCB buscou finan\u00e7as para a viagem at\u00e9 Moscou, sendo representada por seu Secret\u00e1rio Geral Le\u00f4ncio Basbaum.<\/p>\n<p align=\"justify\">No interior do PCB, ocorria desde fins de 1927 um intenso debate acerca da aproxima\u00e7\u00e3o com elementos da Coluna Prestes e o pr\u00f3prio Luis Carlos Prestes. Tal debate dividiu o Comit\u00ea Central do PCB, onde alguns militantes acusavam Prestes e seus seguidores de possu\u00edrem tend\u00eancias pequeno-burguesas. Por fim, o Comit\u00ea Central do PCB encaminha a decis\u00e3o do ent\u00e3o Secret\u00e1rio Geral Astrojildo Pereira de entrar em contato com Prestes, estava exilado na Bol\u00edvia.<sup>1<\/sup>3<\/p>\n<p align=\"justify\">A mesma diverg\u00eancia teve repercuss\u00e3o devastadora na Juventude, causando a primeira grande cis\u00e3o na organiza\u00e7\u00e3o. Posterior a esse \u201cracha\u201d um momento bastante peculiar foi inaugurado nos organismos do Partido, inclusive na juventude. \u00c9 o que se convencionou chamar de obrerismo, esp\u00e9cie de proletariza\u00e7\u00e3o objetiva e pol\u00edtica dos militantes do PCB e da JCB, decorrente dos novos ditames do MCI.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Juventude e o obrerismo<\/p>\n<p align=\"justify\">O movimento comunista brasileiro come\u00e7a a amadurecer e, portanto, a esbo\u00e7ar uma formula\u00e7\u00e3o original sobre a realidade brasileira. Este momento de criatividade e originalidade dos comunistas brasileiros teria seu ponto culminante no III Congresso do PCB e no I Congresso da JCB que ocorreriam, respectivamente, em 28, 29, 30 e 31 de Dezembro de 1928 e 01, 02, 03 e 04 de Janeiro, em Niter\u00f3i. As formula\u00e7\u00f5es pol\u00edticas dos citados congressos logo sofreriam interven\u00e7\u00f5es pela nova doutrina pol\u00edtica da Internacional Comunista \u2013 o Komintern.<\/p>\n<p align=\"justify\">No interior do PCB e, conseq\u00fcentemente, no interior da Juventude Comunista, essa conjuntura fez surgir a discuss\u00e3o sobre o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o brasileira, os mecanismos de interven\u00e7\u00e3o do PCB e da Juventude no conjunto dos movimentos sociais e do pr\u00f3prio Estado.<\/p>\n<p align=\"justify\">Trata-se de um momento de grandes adversidades conjunturais e pol\u00edticas, de grande repress\u00e3o por parte do governo, onde v\u00e1rios com\u00edcios chegaram a ser dispersos com tiros pela policia. Entretanto, o PCB e a JCB passaram por um fortalecimento pol\u00edtico e num\u00e9rico, mesmo diante da confus\u00e3o gerada pelas disputas no MCI e pelas novas t\u00e1ticas deste, ganhando espa\u00e7o e ampliando sua interven\u00e7\u00e3o na sociedade. <sup>1<\/sup>4<\/p>\n<p align=\"justify\">No plano internacional, o MCI se definia numa forte luta interna que percorreu toda a d\u00e9cada de 1920, culminando na vit\u00f3ria do segmento de Joseph St\u00e1lin. Configurou-se a pol\u00edtica chamada <em>Classe contra Classe<\/em>, que nada mais era que uma confronta\u00e7\u00e3o direta, onde a forte manifesta\u00e7\u00e3o de um obrerismo (da palavra obra, labor, trabalho) influenciava todos os Partidos filiados ao Komintern.<\/p>\n<p align=\"justify\">O I Congresso da JC aponta a necessidade de intensificar a atua\u00e7\u00e3o dos jovens comunistas no interior dos sindicatos e desenvolver mais atividades nos setores recreativos e culturais, dando uma maior aten\u00e7\u00e3o aos Centros de Jovens Prolet\u00e1rios. Le\u00f4ncio Basbaum demonstra a import\u00e2ncia das atividades empreendidas nos centros para a JC: \u201cele j\u00e1 nos havia trazido excelentes rapazes e mo\u00e7as para a JC e tamb\u00e9m hav\u00edamos decidido esfor\u00e7ar-nos junto aos sindicatos para a cria\u00e7\u00e3o de departamentos juvenis, a fim de atrair para eles os oper\u00e1rios mais jovens (&#8230;)\u201d.<sup>1<\/sup>5<\/p>\n<p align=\"justify\">Tanto o PCB quanto a JC conseq\u00fcentemente sofrem a crescente influ\u00eancia do obrerismo, o que engessou as organiza\u00e7\u00f5es, levando-as para um estreito isolamento pol\u00edtico. E \u00e9 nesse clima que ambas entram na d\u00e9cada de 1930.<\/p>\n<p align=\"justify\">Ap\u00f3s sofrer duras criticas por parte do Komintern contra o Bloco Oper\u00e1rio Campon\u00eas (BOC) \u2013 que em 1928 elegeu dois vereadores para o Distrito Federal \u2013 , o PCB desfaz o bloco e come\u00e7a a afastar do Comit\u00ea Central os intelectuais, adequando-se \u00e0s mudan\u00e7as de linha do obrerismo.<\/p>\n<p align=\"justify\">Os primeiros anos da d\u00e9cada de 1930, j\u00e1 sob o governo de Get\u00falio Vargas, os movimentos sociais foram marcados pela inibi\u00e7\u00e3o e tentativa de institucionaliza\u00e7\u00e3o dos mesmos. A busca de Vargas na constru\u00e7\u00e3o de um Estado forte e soberano, sem oposi\u00e7\u00f5es em movimentos reivindicat\u00f3rios, foi contribu\u00edda e facilitada pela ado\u00e7\u00e3o por parte do PCB da pol\u00edtica obreira, que a afastou o pr\u00f3prio Partido dos movimentos sociais e do conjunto da classe trabalhadora.<sup>1<\/sup>6<\/p>\n<p align=\"justify\">Do sectarismo \u00e0 amplitude: Frente Popular\/ Frente \u00danica Contra o Fascismo<\/p>\n<p align=\"justify\">Com o crescimento do movimento fascista na Europa, o Komintern se v\u00ea obrigado a recuar de sua pol\u00edtica estreita e sem resultados. Nos primeiros anos da d\u00e9cada de 1930, come\u00e7a a rever a pol\u00edtica de confrontamento direto, buscando alian\u00e7a com os setores democr\u00e1ticos contra a amea\u00e7a fascista. Em 1935 \u00e9 levado \u00e0 frente do Komintern o her\u00f3i na luta contra o fascismo Dimitrov, que efetua uma verdadeira guinada na linha pol\u00edtica do MCI.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em relat\u00f3rio apresentado por Dimitrov no VII Congresso do Komintern, buscou pela constru\u00e7\u00e3o das frentes \u00fanicas contra o progresso do fascismo, apresentando suas caracter\u00edsticas e o seu avan\u00e7o. O documento destacou o tema das frentes anti-fascistas na juventude, onde procurou fazer um balan\u00e7o das atividades das Juventudes Comunistas:<\/p>\n<p align=\"justify\">&#8220;<em>Nossas Juventudes Comunistas continuam sendo, numa serie de pa\u00edses capitalistas, organiza\u00e7\u00f5es sect\u00e1rias, desligadas das massas. Sua debilidade principal reside em que se esfor\u00e7am ainda em copiar as formas e m\u00e9todos de trabalho dos Partidos Comunistas, e esquecem que as juventudes comunistas n\u00e3o s\u00e3o o Partido Comunista da Juventude. N\u00e3o percebem que s\u00e3o uma organiza\u00e7\u00e3o com tarefas especiais. Seus m\u00e9todos e formas de trabalho, de educa\u00e7\u00e3o, de luta, h\u00e3o de adptar-se ao n\u00edvel concreto e as exig\u00eancias da juventude\u201d.<\/em><sup><em><sup>1<\/sup>7<\/em><\/sup><\/p>\n<p align=\"justify\">No Brasil, sentia-se a necessidade de integrar a JC a um movimento mais amplo diante da fascistiza\u00e7\u00e3o do Estado com Getulio Vargas e da sociedade com a cria\u00e7\u00e3o da A\u00e7\u00e3o Integralista. Era a uma oportunidade de sair do isolamento a qual se encontrava e de fato come\u00e7ar a intervir novamente na sociedade. Foi neste esp\u00edrito que a organiza\u00e7\u00e3o participou ativamente <em>da Conferencia Nacional de Estudantes Antifascista<\/em>.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nesta ocasi\u00e3o, ocorreram grandes mobiliza\u00e7\u00f5es promovidas pela Juventude Comunista e, paralelamente, uma s\u00e9rie de conflitos f\u00edsicos entre os comunistas e os integralistas<sup>1<\/sup>8. Os mais famosos confrontos foram \u00e0 chamada <em>Batalha da S\u00e9<\/em>, em S\u00e3o Paulo, com diversos feridos e quatro mortos, sendo um militante da Juventude Comunista, e no Rio de Janeiro houve fortes confrontos na Cinel\u00e2ndia, centro cultural da cidade.<sup>1<\/sup>9 Tornava-se cada vez maior a necessidade de intensifica\u00e7\u00e3o da luta contra a fascistiza\u00e7\u00e3o do Estado e da sociedade. A conjuntura posta obrigava a Juventude Comunista a diversificar suas formas de resist\u00eancia e lutas.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/ujc83anos4.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/><em>Cr\u00e9dito: UJC<\/em><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">A cria\u00e7\u00e3o do jornal &#8220;Juventude&#8221;, em 1935, \u00e9 um reflexo dessa pol\u00edtica de resist\u00eancia ao avan\u00e7o da direita no pa\u00eds. Esse jornal, que sucedera o Jovem Prolet\u00e1rio, ampliando o dialogo da juventude com as novas demandas, conclamava a unidade incondicional dos segmentos anti-fascistas. Em um documento do CC do PCB, de Maio de 1935, apontava a necessidade de se organizar, al\u00e9m dos espa\u00e7os da JC, os &#8220;mais amplos e variados organismos de massas, culturais, recreativos e esportivos e etc nas cidades e no campo\u201d.<sup>2<\/sup>0<\/p>\n<p align=\"justify\">A resolu\u00e7\u00e3o apontava para que a JC formasse comit\u00eas juvenis da <em>Alian\u00e7a Nacional Libertadora<\/em> (ANL), e indicava, tamb\u00e9m, como prioridade organizar o Congresso da Juventude Prolet\u00e1ria, Estudantil e Popular, para que tal deliberasse por sua ades\u00e3o a ANL, fazendo um trabalho paralelo entre os estudantes, entre os jovens oper\u00e1rios das f\u00e1bricas, sindicatos e etc. A id\u00e9ia era \u201cformar e ampliar a JC dentro de amplos organismos de massa juvenis&#8221;.<sup>2<\/sup>1<\/p>\n<p align=\"justify\">Destaca-se a participa\u00e7\u00e3o dos jovens comunistas nos com\u00edcios em todo o pa\u00eds, sendo muitos presos. Em atos simb\u00f3licos, eram feitas ironias contra os integralistas, onde enforcavam galinhas verdes em alus\u00e3o as fardas verdes usadas pelo movimento fascista.<\/p>\n<p align=\"justify\">A Juventude Comunista ampliava sua participa\u00e7\u00e3o nos espa\u00e7os da ANL, assim como seu raio de dialogo coma juventude, come\u00e7ando inclusive a mudar seu perfil, agora com um n\u00famero crescente de estudantes, em Mar\u00e7o, foi aclamado no Teatro Jo\u00e3o Caetano por proposta de um dirigente da JC, o nome de Prestes para presidente de honra da ANL. Que agora chamava o conjunto dos trabalhadores a derrubar o governo de Vargas e proclamava todo poder a ANL. Em resposta a crescente radicalidade da ANL, o governo de Vargas colocou a organiza\u00e7\u00e3o na ilegalidade, desencadeando uma s\u00e9rie de atos arbitr\u00e1rios por parte do Estado, com fechamento de sedes, pris\u00f5es e espancamentos. Se radicalizava a<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"200\" align=\"left\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"170\" bgcolor=\"#f1f1f1\"><img decoding=\"async\" src=\"images\/stories\/ujc83anos5.jpg\" border=\"0\" alt=\"imagem\" width=\"170\" align=\"left\" \/><em>Cr\u00e9dito: UJC<\/em><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td><\/td>\n<td><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p align=\"justify\">realidade brasileira, e num ambiente de confronto, ocorre o levante comunista de novembro de 1935. O fracassado Levante Comunista, 1935 fortaleceu ainda mais o argumento do Estado em repreender os comunistas, o momento seguinte foi fortemente marcado pelo desmantelamento do Partido e das organiza\u00e7\u00f5es a ele ligado, inclusive a Juventude Comunista.<sup>2<\/sup>2<\/p>\n<p align=\"justify\">A partir desse momento que perdurou at\u00e9 meados de 1940, a JC inaugurou numa fase de sobressaltos e incertezas, pois manteve suas atividades e seu funcionamento de forma ilegal e clandestina.<\/p>\n<p align=\"justify\">Considera\u00e7\u00f5es Finais<\/p>\n<p align=\"justify\">Desde sua funda\u00e7\u00e3o, passando por in\u00fameras reorganiza\u00e7\u00f5es (a Uni\u00e3o da Juventude Comunista foi reativada no segundo semestre de 2006), a JC construiu uma identidade de aproxima\u00e7\u00e3o com os jovens brasileiros que contribuiu para a consolida\u00e7\u00e3o de uma cultura reivindicat\u00f3ria, onde as demandas e necessidades postas eram transformadas em bandeiras e lutas assim como participante ativa em diversos movimentos como a pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE).<\/p>\n<p align=\"justify\">Inegavelmente a hist\u00f3ria da Juventude Comunista assim como o de seu referencial ideol\u00f3gico e pol\u00edtico, PCB, confunde-se com a hist\u00f3ria do Brasil, denotando a vital import\u00e2ncia de um estudo mais aprofundado do tema e seu conhecimento pela sociedade.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong><em>Heitor Cesar R. de Oliveira e Maria Fernanda M. Scelza (Historiadores e Comunistas)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Notas:<\/p>\n<p align=\"justify\">i Tal texto se trata de resultados ainda preliminares de uma pesquisa maior que envolve toda a hist\u00f3ria da UJC<\/p>\n<p align=\"justify\">ii Trata-se da disputa no interior da Social Democracia internacional (II Internacional, a Internacional Socialista) que se fortaleceria no momento de crise pol\u00edtica causado pela Grande Guerra Mundial<\/p>\n<p align=\"justify\">3 A descri\u00e7\u00e3o do momento citado e suas limita\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ser compreendidas em L\u00caNIN, V. I. O Estado e a Revolu\u00e7\u00e3o. SP: HUCITEC, pp. 15.<\/p>\n<p align=\"justify\">4 Ver Programa e Estatutos da Internacional Comunista. Lisboa: Edi\u00e7\u00f5es Maria da Fonte, 1975.<\/p>\n<p align=\"justify\">5 VINHAS, Moises . O Partid\u00e3o: a luta por um partido de Massas. SP: HUCITEC, pp. 34.<\/p>\n<p align=\"justify\">6 PEREIRA, Astojildo. Ensaios hist\u00f3ricos e pol\u00edticos. SP: Alfa-\u00d4mega, 1979. 58.<\/p>\n<p align=\"justify\">7 BASBAUM, Le\u00f4ncio. Uma vida em seis tempos: mem\u00f3rias. SP: Alfa-\u00d4mega, 1978. p. 45<\/p>\n<p align=\"justify\">8 Idem ao 7. pp. 45<\/p>\n<p align=\"justify\">9 Ao longo dos anos, a juventude comunista do Brasil recebeu in\u00fameros nomes, como Juventude Comunista (JC), Juventude Comunista Brasileira (JCB), Federa\u00e7\u00e3o da Juventude Comunista Brasileira (FJCB) e Uni\u00e3o da Juventude Comunista (UJC), nome que permanece at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>0<\/sup> Idem ao 5. pp. 47<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>1<\/sup> BASBAUM, Le\u00f4ncio. A Historia Sincera da Republica. vol. II. pp. 215.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>2<\/sup> Lei posta em vigor no ano de 1927. Tinha como meta a censura da imprensa e a restri\u00e7\u00e3o das reuni\u00f5es. Objetivava atingir, sobretudo, o Movimento Tenentistas e o Bloco Oper\u00e1rio Campon\u00eas (BOC).<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>3<\/sup> LIMA, Heitor Ferreira. Caminhos Percorridos. SP: Brasiliense, 1982. pp. 62.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>4<\/sup> ROEDEL, Hiran e outros. PCB 80 anos. RJ: Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis, 2002. pp. 122.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>5<\/sup> Idem ao 7. pp. 64<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>6<\/sup> Idem ao 5. 68.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>7<\/sup> DIMITROV.A Unidade Oper\u00e1ria Contra o Fascismo. MG: Aldeia Global Livraria, 1978. pp. 59-60.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>8<\/sup> Movimento nacionalista de n\u00edtida caracteriza\u00e7\u00e3o fascista. Os integralistas possu\u00edam como principal lideran\u00e7a o intelectual Pl\u00ednio Salgado e foram aliados de Get\u00falio Vargas no in\u00edcio do governo, sendo perseguidos posteriormente.<\/p>\n<p align=\"justify\">1<sup>9<\/sup> Idem ao 14. pp. 123.<\/p>\n<p align=\"justify\">2<sup>0<\/sup> VIANNA, Marly (org.). P\u00e3o, terra e liberdade: mem\u00f3ria do Movimento Comunista de 1935. RJ\/ SP: Arquivo Nacional\/ Universidade Federal de S\u00e3o Carlos, 1995. pp. 53.<\/p>\n<p align=\"justify\">2<sup>1<\/sup> Idem ao 20. pp. 53.<\/p>\n<p align=\"justify\">2<sup>2<\/sup> UJC. Resolu\u00e7\u00e3o Politica do Congresso nacional de Reorganiza\u00e7\u00e3o \u2013 Hist\u00f3rico da UJC. RJ: Funda\u00e7\u00e3o Dinarco Reis, 2006. pp. 10.<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: UJC\n\n\n\n\n\n\n\n\nDa Funda\u00e7\u00e3oi a primeira reestrutura\u00e7\u00e3o \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/707\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[27],"tags":[],"class_list":["post-707","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c27-ujc"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-bp","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/707","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=707"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/707\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=707"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=707"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=707"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}