{"id":7090,"date":"2014-11-20T18:01:35","date_gmt":"2014-11-20T18:01:35","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7090"},"modified":"2014-12-01T18:38:18","modified_gmt":"2014-12-01T18:38:18","slug":"contra-a-crise-organizacao-e-accao-proletaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7090","title":{"rendered":"Contra a crise, organiza\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o prolet\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p>A repress\u00e3o de Estado contra os companheiros da escola do magist\u00e9rio manifesta os sinais evidentes de uma profunda crise do sistema capitalista mexicano. Uma crise que \u2013 tal como L\u00e9nine formulou &#8211; abre a possibilidade de que o regime social apodre\u00e7a indefinidamente, se a burguesia n\u00e3o encontra uma sa\u00edda estrutural ou se n\u00e3o se cria a for\u00e7a revolucion\u00e1ria que a resolva. Estamos perante uma crise estrutural que revela a incapacidade da burguesia monopolista para conduzir o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o que o pa\u00eds vive reflecte claramente aquilo que o marxismo-leninismo denunciou: que o capitalismo na sua fase monopolista imperialista n\u00e3o s\u00f3 n\u00e3o pode desenvolver harmonicamente o crescimento das sociedades, como as conduz atrav\u00e9s de crises e como\u00e7\u00f5es sociais que levam ao aumento da explora\u00e7\u00e3o da m\u00e3o-de-obra assalariada, \u00e0 mis\u00e9ria, \u00e0 exclus\u00e3o e \u00e0 pobreza extrema de milh\u00f5es de fam\u00edlias mexicanas.<\/p>\n<p>Sob a direc\u00e7\u00e3o do imperialismo, a organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica actual n\u00e3o pode garantir a gera\u00e7\u00e3o de empregos remunerados, nem o desenvolvimento das for\u00e7as produtivas. O capitalismo monopolista requer a sua pr\u00f3pria estrutura produtiva, a mesma que n\u00e3o permite o funcionamento separado da pequena e m\u00e9dia produ\u00e7\u00e3o, e que pelo contr\u00e1rio exige a sua subordina\u00e7\u00e3o, a sua reconvers\u00e3o em economia complementar, amarrada \u00e0s leis e necessidades dos monop\u00f3lios.<\/p>\n<p>Esta crise de estrutura evidencia que se produziu a ruptura do equil\u00edbrio das for\u00e7as que tradicionalmente vinham participando na direc\u00e7\u00e3o do Estado e do seu governo. O actual bloco de sectores no poder est\u00e1 em crise e isso reflecte-se em todo o aparelho pol\u00edtico da burguesia. \u00c9 uma crise profunda porque rompe com os mecanismos tradicionais de domina\u00e7\u00e3o sobre os quais assentava o controlo social.<\/p>\n<p>Sobre a base desta crise de estrutura surgiu uma crise pol\u00edtica, e n\u00e3o \u00e9 uma crise passageira. Trata-se da incapacidade da direc\u00e7\u00e3o pol\u00edtica burguesa para resolver, com o programa e os meios de que disp\u00f5e actualmente, os problemas pol\u00edticos e de desenvolvimento social que se colocam nesta conjuntura. Nesta crise os partidos s\u00e3o in\u00fateis porque todos os que existem s\u00e3o parte do sistema de domina\u00e7\u00e3o, o oportunismo de direita, a social-democracia e os partidos pequeno-burgueses arrastam-se na crise do sistema.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es e mobiliza\u00e7\u00f5es de estudantes, trabalhadores, assalariados, demonstram que cresce a desconfian\u00e7a das massas e que os trabalhadores j\u00e1 n\u00e3o somos levados pela manipula\u00e7\u00e3o da burguesia atrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o que controla, sobretudo os meios electr\u00f3nicos como a televis\u00e3o e a r\u00e1dio.<\/p>\n<p>A resposta que Marx e Engels deram \u00e0 pergunta de como vence a burguesia este tipo de crise continua sendo v\u00e1lida: <strong>preparando crises mais extensas e mais violentas e diminuindo os meios para as prevenir. <\/strong>Mas para os comunistas esta n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. Nas condi\u00e7\u00f5es da crise da estrutura de domina\u00e7\u00e3o burguesa \u00e9 poss\u00edvel e urgente \u00e0 classe oper\u00e1ria elaborar j\u00e1 uma alternativa pr\u00f3pria face \u00e0 solu\u00e7\u00e3o burguesa cuja \u00fanica proposta \u00e9 incrementar a viol\u00eancia para recuperar o controlo perdido.<\/p>\n<p>Existem as condi\u00e7\u00f5es objectivas para que o proletariado conquiste a sua independ\u00eancia de classe e dispute o poder \u00e0 burguesia. Mas para os comunistas do que se trata n\u00e3o \u00e9 de enunciar este facto objectivo, trata-se de acelerar a constru\u00e7\u00e3o do partido, da organiza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica dos oper\u00e1rios e assalariados, uma organiza\u00e7\u00e3o que seja capaz de disputar a direc\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e0 burguesia e de lhe arrebatar o poder pol\u00edtico. Aproveitar as contradi\u00e7\u00f5es actuais para construir o partido da classe oper\u00e1ria, orientado, tal como decidimos no nosso quinto congresso, a caminhar no sentido do cumprimento da miss\u00e3o hist\u00f3rica do proletariado: a revolu\u00e7\u00e3o socialista.<\/p>\n<p><em>*Membro do CC do M\u00e9xico<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: El Comunista, \u00f3rg\u00e3o do Comit\u00e9 Central do Partido Comunista de M\u00e9xico<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nFederico Pi\u00f1a*\nNo M\u00e9xico o massacre de Ayotzinapa, somado a um longo e tr\u00e1gico historial de viol\u00eancia estatal e mafiosa, despertou uma profunda c\u00f3lera popular e deu lugar a amplas mobiliza\u00e7\u00f5es de massa. Manifestam-se sinais de uma crise geral para a qual o actual poder, com o programa e os meios de que disp\u00f5e, n\u00e3o tem solu\u00e7\u00e3o. Mas est\u00e1 ainda em constru\u00e7\u00e3o a for\u00e7a organizada, revolucion\u00e1ria e de massas, capaz de abrir caminho a uma solu\u00e7\u00e3o.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7090\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[90],"tags":[],"class_list":["post-7090","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c103-mexico"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Qm","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7090","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7090"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7090\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7090"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7090"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7090"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}