{"id":7110,"date":"2014-11-25T20:48:17","date_gmt":"2014-11-25T23:48:17","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7110"},"modified":"2017-11-09T16:21:35","modified_gmt":"2017-11-09T19:21:35","slug":"apresentacao-de-giorgos-marinos-membro-do-biro-politico-do-cc-do-kke-no-xvi-encontro-internacional-de-partidos-comunistas-e-operarios-no-equador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7110","title":{"rendered":"Apresenta\u00e7\u00e3o de Giorgos Marinos, Membro do Bir\u00f4 Pol\u00edtico do CC do KKE no XVI Encontro Internacional de Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios, no Equador"},"content":{"rendered":"<p><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" class=\"imagem\" title=\"imagem\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/lh5.googleusercontent.com\/-Novfay5d_PE\/VGmuEpY9aLI\/AAAAAAAAGl8\/OBULyl6Bfd4\/s912\/IMG_1331.jpg?w=747&#038;ssl=1\" alt=\"imagem\" \/><!--more--><strong><em>Novembro de 2014 &#8211; Partido Comunista da Gr\u00e9cia<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Agradecemos ao Partido Comunista do Equador, que acolhe o 16\u00b0 Encontro Internacional, e saudamos os Partidos Comunistas que participam.<\/p>\n<p>Expressamos nossa solidariedade internacionalista com o povo do Equador, com os povos da Am\u00e9rica Latina, com os comunistas e os movimentos populares que enfrentam a repress\u00e3o estatal, os ataques e as persegui\u00e7\u00f5es anticomunistas.<\/p>\n<p>Declaramos nossa vontade de intensificar os esfor\u00e7os para a liberta\u00e7\u00e3o dos tr\u00eas lutadores cubanos que, todavia, permanecem encarcerados nos EUA.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios acontecimentos demonstram que temos muito trabalho por fazer.<\/p>\n<p>O capitalismo se coloca mais agressivo e perigoso contra os povos e se caracteriza pela ofensiva em grande escala contra os direitos trabalhistas e populares, pelas crises e pelas guerras imperialistas.<\/p>\n<p>As tarefas dos comunistas s\u00e3o muito importantes e \u00e9 imprescind\u00edvel trocar experi\u00eancias sistematicamente acerca do desenvolvimento da luta em cada pa\u00eds, intensificar os esfor\u00e7os para coordenar nossas atividades e sentar as bases para o fortalecimento do Movimento Comunista Internacional.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 certo que a crise de superacumula\u00e7\u00e3o e superprodu\u00e7\u00e3o de capital, que estourou de maneira sincronizada em 2008 em muitos pa\u00edses, expressa a anarquia da produ\u00e7\u00e3o capitalista, suas contradi\u00e7\u00f5es, o aprofundamento da contradi\u00e7\u00e3o fundamental entre o car\u00e1ter social da produ\u00e7\u00e3o e do trabalho e a apropria\u00e7\u00e3o capitalista de seus resultados, no terreno do poder dos monop\u00f3lios e da propriedade capitalista sobre os meios de produ\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p>Ou seja, a realidade revela que a base da crise n\u00e3o \u00e9 uma ou outra forma da gest\u00e3o burguesa. A crise n\u00e3o \u00e9 produto do \u201cneoliberalismo\u201d ou da \u201catividade incontrolada dos bancos\u201d, como defendem as for\u00e7as do oportunismo, como o Partido da Esquerda Europeia (PIE, sigla em espanhol), na Europa. Tais posi\u00e7\u00f5es desorientam os povos, isentam o sistema capitalista e suas leis econ\u00f4micas, fomentam ilus\u00f5es de que existem formas de gest\u00e3o do sistema favor\u00e1veis ao povo, e apoiam a op\u00e7\u00e3o socialdemocrata de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, durante a crise capitalista, se manifestou um ataque em grande escala contra a classe oper\u00e1ria, os setores populares, os jovens, com consequ\u00eancias dolorosas para os sal\u00e1rios, as aposentadorias, os direitos trabalhistas e de seguridade social.<\/p>\n<p>O desemprego superou 30% da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>Durante a crise, o governo do PASOK socialdemocrata, em princ\u00edpio, e depois o governo de coaliz\u00e3o do partido liberal da ND e do PASOK, impuseram medidas antipopulares duras, decididas na Uni\u00e3o Europeia e no \u201cestado maior\u201d do capital. Antes da crise, promovem a reestrutura\u00e7\u00e3o capitalista com o fim de diminuir o pre\u00e7o da for\u00e7a de trabalho, o fortalecimento do antagonismo e da rentabilidade das grandes empresas.<\/p>\n<p>\u00c9 verdade que apesar da destrui\u00e7\u00e3o de for\u00e7as de produ\u00e7\u00e3o e de capital, apesar das expectativas fomentadas, somos testemunhas do estancamento ou at\u00e9 da recess\u00e3o da economia na UE, inclusive em Estados capitalistas fortes, como s\u00e3o a Alemanha, It\u00e1lia, Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A ofensiva antipopular se manifesta em todos os Estados europeus independentemente de seu d\u00e9ficit e d\u00edvida.<\/p>\n<p><strong>O estado maior burgu\u00eas pretende imobilizar o povo na l\u00f3gica de uma ou outra f\u00f3rmula de gest\u00e3o, na pol\u00edtica econ\u00f4mica \u201crestritiva\u201d ou \u201cexpansiva\u201d; recorrem novamente ao keynesianismo, apresentam como novas as mesmas doutrinas antipopulares j\u00e1 provadas. A conclus\u00e3o b\u00e1sica \u00e9 que cada f\u00f3rmula de gest\u00e3o burguesa, inclusive em condi\u00e7\u00f5es de crescimento da economia, possui como crit\u00e9rio os lucros dos monop\u00f3lios. Em consequ\u00eancia, as medidas contra os povos v\u00e3o continuar.<\/strong><\/p>\n<p>Na linha da gest\u00e3o, para al\u00e9m dos partidos burgueses tradicionais, tamb\u00e9m funcionam os novos partidos socialdemocratas com ra\u00edzes oportunistas, como SYRIZA na Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>No estrangeiro, inclusive na Am\u00e9rica Latina, este partido tenta criar uma impress\u00e3o positiva e se apresenta como uma for\u00e7a radical.<\/p>\n<p>No entanto, na pr\u00e1tica, apoia o desenvolvimento capitalista, a Uni\u00e3o Europeia imperialista e sua estrat\u00e9gia. Est\u00e1 a favor da perman\u00eancia da Gr\u00e9cia na OTAN e de suas \u201ccredenciais\u201d junto aos EUA e \u00e0s for\u00e7as do capital a n\u00edvel nacional e internacional.<\/p>\n<p>Sua pol\u00edtica se baseia no fortalecimento da competitividade e da rentabilidade do capital, n\u00e3o tem nada a ver com a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades populares e com a recupera\u00e7\u00e3o das perdas dos trabalhadores durante a crise. Recicla o desemprego e gerencia a pobreza.<\/p>\n<p><strong>Por outro lado, o KKE tenta organizar a luta trabalhadora e popular, apoia a luta do movimento classista, da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) e das demais organiza\u00e7\u00f5es militantes dos camponeses, dos trabalhadores aut\u00f4nomos das cidades, das mulheres e dos jovens. Entra em conflito com as for\u00e7as do capital e com a pol\u00edtica antipopular dos governos e da UE. Contribui com a organiza\u00e7\u00e3o da resist\u00eancia e luta para recuperar as perdas dos trabalhadores durante a crise. Luta pelo contra-ataque antipopular, pela alian\u00e7a popular, contra os monop\u00f3lios e o capitalismo.<\/strong><\/p>\n<p>A luta cotidiana do KKE nas f\u00e1bricas, nas empresas, nos setores, nos bairros populares, n\u00e3o se limita \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de melhores condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 venda da for\u00e7a de trabalho.<\/p>\n<p>Est\u00e1 vinculada ao esfor\u00e7o de reagrupar o movimento oper\u00e1rio, fortalecer a orienta\u00e7\u00e3o classista dos sindicatos, sua capacidade de reunir as for\u00e7as oper\u00e1rias em conflito com o capital, seus representantes pol\u00edticos e o sindicalismo patronal-governamental que constitui o ve\u00edculo da colabora\u00e7\u00e3o de classes e do enfraquecimento dos trabalhadores, e tem grande responsabilidade pelo retrocesso do movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Nosso partido est\u00e1 intensificando seus esfor\u00e7os para que a classe oper\u00e1ria, a classe social dirigente, construa sua alian\u00e7a com os setores populares, para que se reforce a luta antimonopolista-anticapitalista.<\/p>\n<p>Recentemente, em 1\u00b0 de novembro, milhares de trabalhadores, homens e mulheres, for\u00e7as populares e jovens participaram da grande mobiliza\u00e7\u00e3o nacional organizada pela Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), em Atenas, em coopera\u00e7\u00e3o com as demais organiza\u00e7\u00f5es militantes dos camponeses, dos trabalhadores aut\u00f4nomos da cidade, das mulheres, dos estudantes, contra o ataque do capital e da pol\u00edtica antipopular do governo e da UE.<\/p>\n<p>Mais de 1.000 sindicatos e outras organiza\u00e7\u00f5es do movimento popular tomaram a decis\u00e3o de participar da manifesta\u00e7\u00e3o e, entre eles, um n\u00famero significativo de sindicatos onde a PAME n\u00e3o possui representa\u00e7\u00e3o majorit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Durante a crise capitalista se intensificou a agressividade imperialista e se aprofundaram os antagonismos interimperialistas.<\/p>\n<p>No Mediterr\u00e2neo Sudeste, a interven\u00e7\u00e3o imperialista no Iraque e na S\u00edria continua, agora sob o novo pretexto da luta contra o \u201cEstado Isl\u00e2mico\u201d e os jihadistas.<\/p>\n<p>A Turquia n\u00e3o apenas continua a ocupa\u00e7\u00e3o de grande parte do Chipre, mas tamb\u00e9m questiona os direitos soberanos da ilha e da Gr\u00e9cia, viola as fronteiras, pisoteia os direitos soberanos. O antagonismo pelo controle dos hidrocarbonetos na regi\u00e3o est\u00e1 se intensificando.<\/p>\n<p>Israel continua seu ataque assassino contra o povo palestino e conta com o apoio dos EUA e da UE, que acusam a resist\u00eancia popular de terrorismo, equiparam o agressor com a v\u00edtima.<\/p>\n<p>Na Ucr\u00e2nia, a interven\u00e7\u00e3o da UE, dos EUA e da OTAN, o surgimento de for\u00e7as reacion\u00e1rias e at\u00e9, inclusive, fascistas na lideran\u00e7a estatal e governamental do pa\u00eds, al\u00e9m do antagonismo geral das pot\u00eancias da UE e da OTAN contra a R\u00fassia, criaram uma situa\u00e7\u00e3o explosiva.<\/p>\n<p>Estes acontecimentos, somados \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o do anticomunismo, \u00e0 tentativa de proibir o Partido Comunista da Ucr\u00e2nia e \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o de partidos comunistas na Europa e em outras regi\u00f5es do mundo, exigem aumentar a vigil\u00e2ncia e a solidariedade internacionalista.<\/p>\n<p>Cem anos depois da I Guerra Mundial e 75 anos depois da II Guerra Mundial, existe um grande risco de conflitos militares generalizados.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 o fio condutor destes acontecimentos? Quais s\u00e3o as verdadeiras causas das interven\u00e7\u00f5es imperialistas e das guerras?<\/strong><\/p>\n<p>No n\u00facleo do imperialismo, que \u00e9 a fase superior do capitalismo (n\u00e3o apenas uma express\u00e3o de uma pol\u00edtica exterior agressiva), est\u00e3o os monop\u00f3lios e os grandes grupos empresariais que competem para expandir suas atividades empresariais, pelo controle dos mercados, dos recursos naturais e dos canais de energia, que tamb\u00e9m se expressam a n\u00edvel interestatal.<\/p>\n<p>Isto se manifesta nos novos e velhos focos de tens\u00e3o e guerra. A guerra \u00e9 a continuidade da pol\u00edtica por outros meios violentos.<\/p>\n<p>Os comunistas possuem grande responsabilidade em educar e guiar a classe trabalhadora e os setores populares, para que superem as diferentes armadilhas montadas pelas burguesias e pelas organiza\u00e7\u00f5es imperialistas, conseguindo se organizar e mostrar sua for\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>Qualquer retrocesso dos partidos comunistas na luta pol\u00edtica independente, qualquer participa\u00e7\u00e3o nas contradi\u00e7\u00f5es e nos planos interburgueses, ou a participa\u00e7\u00e3o em governos de gest\u00e3o burguesa, trazem consequ\u00eancias dolorosas para os povos.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A luta de massas contra os planos imperialistas deve seguir de m\u00e3os dadas com a organiza\u00e7\u00e3o da luta para erradicar as causas que geram as guerras, para derrotar a barb\u00e1rie capitalista.<\/strong><\/p>\n<p>O KKE tem uma atua\u00e7\u00e3o multifacetada contra as guerras, as interven\u00e7\u00f5es e as amea\u00e7as imperialistas, por\u00e9m n\u00e3o se limita a isso.<\/p>\n<p>A linha de luta resultante do XIX Congresso de nosso partido, ocorrido em 2013, tem uma import\u00e2ncia mais geral. Assinala que, \u201cno caso de envolvimento da Gr\u00e9cia em uma guerra imperialista, qualquer que seja a forma assumida por sua participa\u00e7\u00e3o, o KKE deve estar preparado para dirigir a organiza\u00e7\u00e3o independente da resist\u00eancia oper\u00e1ria e popular, a fim de vincul\u00e1-la \u00e0 luta pela derrota da burguesia, tanto a nacional como a estrangeira como invasor\u201d.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p><strong>\u00c9 verdade que a estrat\u00e9gia dos partidos comunistas, a dire\u00e7\u00e3o b\u00e1sica de sua luta, se determina pelo car\u00e1ter de nossa \u00e9poca.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Isto determina o car\u00e1ter da revolu\u00e7\u00e3o e das for\u00e7as motrizes, a linha de agrupamento, a pol\u00edtica de alian\u00e7as, o trabalho ideol\u00f3gico-pol\u00edtico na classe oper\u00e1ria, para que sua luta se oriente \u00e0 derrota das causas da explora\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O desenvolvimento social se move para um n\u00edvel maior e n\u00e3o pode dar passos para tr\u00e1s por conta da contrarrevolu\u00e7\u00e3o e da derrocada do socialismo na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e nos demais pa\u00edses socialistas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ao longo do curso hist\u00f3rico ocorreram grandes conflitos sociais, vit\u00f3rias e derrotas das classes dirigentes em todas as fases. Produziram-se retrocessos, por\u00e9m o elemento decisivo era a lei geral da substitui\u00e7\u00e3o do sistema socioecon\u00f4mico velho pelo novo.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O capitalismo se desenvolveu, a concentra\u00e7\u00e3o e a centraliza\u00e7\u00e3o do capital criaram os monop\u00f3lios. <\/strong><strong>Os monop\u00f3lios e as empresas acionistas amadureceram. <\/strong><strong>Tamb\u00e9m amadureceram as condi\u00e7\u00f5es materiais para a constru\u00e7\u00e3o da nova sociedade socialista. Estes s\u00e3o os elementos b\u00e1sicos para a elabora\u00e7\u00e3o de uma estrat\u00e9gia revolucion\u00e1ria contempor\u00e2nea, cuja quest\u00e3o central ser\u00e1 o car\u00e1ter socialista da revolu\u00e7\u00e3o e a solu\u00e7\u00e3o da contradi\u00e7\u00e3o fundamental entre capital e trabalho.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A estrat\u00e9gia das \u201cetapas intermedi\u00e1rias\u201d entre o capitalismo e o socialismo opera no marco do sistema de explora\u00e7\u00e3o, posto que o poder e os meios de produ\u00e7\u00e3o permanecem nas m\u00e3os da burguesia e continuam a explora\u00e7\u00e3o capitalista e a anarquia.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Esta estrat\u00e9gia causou um atraso na luta do movimento comunista. \u00c9 um elemento de sua crise e conduz \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ou ao apoio de governos burgueses, \u00e0 busca de governos de \u201cesquerda\u201d de gest\u00e3o burguesa com consequ\u00eancias muito negativas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O fator subjetivo, o partido comunista e a classe trabalhadora \u201cse educam\u201d com base em uma solu\u00e7\u00e3o encontrada no marco do capitalismo, com a qual se perde um tempo valioso.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Infelizmente, isto n\u00e3o \u00e9 compreendido por alguns. Os defensores de tais percep\u00e7\u00f5es chegam ao ponto de acusar de sect\u00e1ria a posi\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vig\u00eancia do socialismo de sect\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Lenin, em sua obra \u201cSob uma bandeira estrangeira\u201d, ao referir-se a \u201cnossa \u00e9poca\u201d, iniciada com a I Guerra Mundial e consolidada pela Revolu\u00e7\u00e3o Socialista de Outubro de 1917, coloca a burguesia na \u201cmesma situa\u00e7\u00e3o\u201d em que encontravam os senhores feudais, al\u00e9m de falar da \u00e9poca do imperialismo e dos choques imperialistas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Vivemos nesta \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o do capitalismo para o socialismo e precisamos discutir profundamente sobre a estrat\u00e9gia que corresponde a nossa \u00e9poca.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O XIX Congresso do KKE avaliou que nos \u00faltimos 20 anos se desenvolveram ainda mais as condi\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias j\u00e1 maduras para o socialismo na Gr\u00e9cia. <\/strong>As rela\u00e7\u00f5es capitalistas na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, na Educa\u00e7\u00e3o, na Sa\u00fade, na Cultura, nos Esportes, nos meios de comunica\u00e7\u00e3o se ampliaram e se fortaleceram. Produziu-se uma maior concentra\u00e7\u00e3o do trabalho assalariado e de capital na ind\u00fastria manufatureira, no com\u00e9rcio, nas constru\u00e7\u00f5es, no turismo. Ap\u00f3s a aboli\u00e7\u00e3o do monop\u00f3lio estatal nas telecomunica\u00e7\u00f5es, em setores monopolizados de energia e de transportes, empresas de capital privado se desenvolveram.<\/p>\n<p>Aumentou significativamente a taxa de trabalho assalariado no conjunto do mercado trabalhista.<\/p>\n<p>Assim, o KKE chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que o povo grego se libertar\u00e1 das correntes da explora\u00e7\u00e3o capitalista e das uni\u00f5es imperialistas quando a classe trabalhadora com seus aliados levar a cabo a revolu\u00e7\u00e3o socialista e avan\u00e7ar na constru\u00e7\u00e3o do socialismo-comunismo.<\/p>\n<p><strong>A mudan\u00e7a revolucion\u00e1ria na Gr\u00e9cia ser\u00e1 socialista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>As for\u00e7as motrizes da revolu\u00e7\u00e3o socialista ser\u00e3o a classe trabalhadora como for\u00e7a dirigente, os semiprolet\u00e1rios, os setores populares oprimidos dos trabalhadores aut\u00f4nomos da cidade e os camponeses pobres.<\/strong><\/p>\n<p>O KKE atua em vistas da prepara\u00e7\u00e3o do fator subjetivo na perspectiva da revolu\u00e7\u00e3o socialista, ainda que o per\u00edodo de sua manifesta\u00e7\u00e3o dependa da situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria (quando os de cima j\u00e1 n\u00e3o podem governar como antes e os de baixo j\u00e1 n\u00e3o querem ser governados como antes), que \u00e9 uma quest\u00e3o objetiva.<\/p>\n<p><strong>As dire\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas que respondem \u00e0 necessidade da prepara\u00e7\u00e3o do partido e do movimento oper\u00e1rio e popular s\u00e3o o fortalecimento do KKE e da KNE, o reagrupamento do movimento trabalhador, a alian\u00e7a popular.<\/strong><\/p>\n<p>A Alian\u00e7a Popular expressa os interesses da classe trabalhadora, dos semiprolet\u00e1rios, dos trabalhadores aut\u00f4nomos e dos camponeses pobres, dos jovens e das mulheres, dos setores populares na luta contra os monop\u00f3lios e a propriedade capitalista, contra a assimila\u00e7\u00e3o do pa\u00eds \u00e0s uni\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>\u00c9 uma alian\u00e7a social com caracter\u00edsticas de movimento em dire\u00e7\u00e3o antimonopolista, anticapitalista.<\/p>\n<p>Os partidos que possuem tal linha participar\u00e3o nos organismos e nas fileiras da alian\u00e7a com seus dirigentes e membros, com os membros de suas organiza\u00e7\u00f5es juvenis, que s\u00e3o escolhidos nos \u00f3rg\u00e3os do movimento e atuam nas organiza\u00e7\u00f5es populares n\u00e3o como partidos, mas como componentes da alian\u00e7a. Isto \u00e9 certo para nosso partido tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>O movimento oper\u00e1rio, o movimento dos trabalhadores aut\u00f4nomos das cidades e dos camponeses e a forma de express\u00e3o de sua alian\u00e7a (Alian\u00e7a Popular) com objetivos antimonopolistas-anticapitalistas, com a atividade dirigente das for\u00e7as do KKE em condi\u00e7\u00f5es n\u00e3o revolucion\u00e1rias, constituem o germe para a forma\u00e7\u00e3o da frente oper\u00e1ria popular revolucion\u00e1ria em condi\u00e7\u00f5es revolucion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>O KKE examina cuidadosamente os processos que est\u00e3o em marcha na Am\u00e9rica Latina e o desenvolvimento do movimento oper\u00e1rio e popular.<\/p>\n<p>Apoia os esfor\u00e7os de Cuba contra o bloqueio dos EUA e contra a continuidade de todo tipo de ataques, condena o esfor\u00e7o de imposi\u00e7\u00e3o de golpes de Estado e de solu\u00e7\u00f5es reacion\u00e1rias.<\/p>\n<p>Expressa sua solidariedade com os lutadores colombianos das FARC-EP.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, consideramos necess\u00e1rio tratar alguns assuntos, tomando parte na discuss\u00e3o que se iniciou no Movimento Comunista Internacional sobre assuntos de import\u00e2ncia estrat\u00e9gica.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Latina, amplas massas populares, indignadas com a pol\u00edtica antipopular dos governos liberais e socialdemocratas, confiaram seu voto \u00e0s for\u00e7as pol\u00edticas que promoveram o al\u00edvio da pobreza, falaram de independ\u00eancia e de soberania destes pa\u00edses, focando na confronta\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es desiguais e na depend\u00eancia aos EUA.<\/p>\n<p><strong>Como avaliamos esta situa\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, n\u00e3o se pode silenciar o fato de que nestes estados o poder pol\u00edtico e os meios de produ\u00e7\u00e3o pertencem \u00e0 burguesia, que os lucros s\u00e3o o crit\u00e9rio do desenvolvimento, que se mant\u00e9m o regime de explora\u00e7\u00e3o do homem pelo homem.<\/p>\n<p>Este \u00e9 assunto fundamental. <strong>Os governos do \u201cprogressismo\u201d, com diferen\u00e7as de pa\u00eds ou outro, gerenciam o sistema capitalista. Alguns tomam medidas para aliviar as for\u00e7as populares da pobreza extrema e para assegurar um n\u00edvel m\u00ednimo de servi\u00e7os sociais para que se possa reproduzir a for\u00e7a de trabalho que continua sendo uma mercadoria<\/strong>. Alguns deles nacionalizam certas empresas privadas, sobretudo no setor da energia e dos recursos minerais.<\/p>\n<p>No entanto, este elemento n\u00e3o constitui uma mudan\u00e7a radical; ocorre no marco das rela\u00e7\u00f5es capitalistas gerais de produ\u00e7\u00e3o e da propriedade estatal (o capitalista coletivo) sem mudar o car\u00e1ter explorador do sistema.<\/p>\n<p>Existiam empresas estatais e servi\u00e7os sociais relativamente ampliados no per\u00edodo dos governos socialdemocratas em muitos pa\u00edses capitalistas da Europa, por\u00e9m havia um alto grau de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e as crises n\u00e3o foram evitadas.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, ao manter-se a base econ\u00f4mica capitalista, mant\u00e9m-se a anarquia da produ\u00e7\u00e3o, criam-se as condi\u00e7\u00f5es para a manifesta\u00e7\u00e3o da crise capitalista, aumenta-se o desemprego, a pauperiza\u00e7\u00e3o relativa e absoluta, a aboli\u00e7\u00e3o dos direitos conquistados no per\u00edodo anterior.<\/p>\n<p>A fun\u00e7\u00e3o das leis do capitalismo conduziu recentemente ao crescimento da infla\u00e7\u00e3o na Argentina, na Venezuela etc. a n\u00edveis muito altos, resultando a redu\u00e7\u00e3o do poder aquisitivo das fam\u00edlias populares. O vazio entre o crescimento da produtividade e os sal\u00e1rios reais est\u00e1 aumentando.<\/p>\n<p><strong>A refer\u00eancia \u00e0 dissimula\u00e7\u00e3o da taxa de pobreza n\u00e3o pode esconder o problema da pobreza generalizada, as causas que a geram e a regeneram, os capitais acumulados nas m\u00e3os dos capitalistas.<\/strong><\/p>\n<p>De qualquer maneira, em muitos pa\u00edses capitalistas s\u00e3o implantados programas de redu\u00e7\u00e3o da pobreza para evitar as erup\u00e7\u00f5es, para manipular a classe trabalhadora.<\/p>\n<p><strong>Em nossa opini\u00e3o, os partidos comunistas s\u00e3o obrigados a trabalhar persistentemente, firmemente com a finalidade de armar a classe trabalhadora, para que ela seja capaz de reclamar a riqueza que produz e que lhe pertence.<\/strong><\/p>\n<p>O<strong> Brasil<\/strong> \u00e9 a sexta pot\u00eancia capitalista do mundo.<\/p>\n<p>Tem uma ind\u00fastria forte e produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, infraestrutura significativa, recursos minerais, recursos energ\u00e9ticos. Tem uma classe trabalhadora numerosa.<\/p>\n<p>O capital monopolista amplia suas atividades particularmente na Am\u00e9rica Latina, na \u00c1frica, em muitas regi\u00f5es do mundo; participa da competi\u00e7\u00e3o interimperialista, utilizando tamb\u00e9m a participa\u00e7\u00e3o do Brasil no grupo BRICS.<\/p>\n<p>Cem grupos empresariais predominam na ind\u00fastria, na extra\u00e7\u00e3o de minerais, no setor agr\u00edcola e aliment\u00edcio, no sistema financeiro, no com\u00e9rcio, nos servi\u00e7os, com alta rentabilidade.<\/p>\n<p>Neste Estado, 53 milh\u00f5es de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza e 23 milh\u00f5es na extrema pobreza absoluta.<\/p>\n<p>5% das pessoas mais ricas tem uma renda que supera a de 50% das pessoas mais pobres.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os <strong>acontecimentos na Argentina<\/strong> ensinam a utopia que \u00e9 fomentar ilus\u00f5es de uma pol\u00edtica favor\u00e1vel ao povo no marco do capitalismo.<\/p>\n<p>Importantes grupos monopolistas nacionais e estrangeiros controlam todos os setores din\u00e2micos da economia, por exemplo, a ind\u00fastria sider\u00fargica, de autom\u00f3veis, de processamento de alimentos etc.<\/p>\n<p>Os governos da Argentina reestruturaram a alta d\u00edvida que aumentou durante (e depois) da crise de 2001. O povo, que n\u00e3o tem nenhuma responsabilidade com isso e nenhum benef\u00edcio, pagou e est\u00e1 pagando est\u00e1 d\u00edvida.<\/p>\n<p>A linha pol\u00edtica b\u00e1sica do governo \u00e9 o respaldo e o fortalecimento do capital da Argentina ante seus competidores na Am\u00e9rica Latina e no sistema imperialista internacional, al\u00e9m do aumento do grau de explora\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora.<\/p>\n<p>O governo promove importantes acordos econ\u00f4micos com a China, R\u00fassia, assim como com grupos monop\u00f3licos nos EUA, como a conhecida \u201cCHEVRON\u201d, para a explora\u00e7\u00e3o dos ricos dep\u00f3sitos de xisto (vaca morta).<\/p>\n<p>Estamos falando do Brasil e da Argentina, destacando que a situa\u00e7\u00e3o da classe trabalhadora e dos setores populares em outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que ocupam uma posi\u00e7\u00e3o inferior na pir\u00e2mide imperialista, onde tamb\u00e9m existem governos de \u201cesquerda\u201d, \u00e9 pior ainda.<\/p>\n<p>A confronta\u00e7\u00e3o destes problemas duradouros e a salvaguarda do direito ao trabalho, aos servi\u00e7os gratuitos de sa\u00fade e de educa\u00e7\u00e3o conquistados por Cuba, no curso ap\u00f3s a Revolu\u00e7\u00e3o, destacam a necessidade do socialismo, do poder popular.<\/p>\n<p><strong>O argumento acerca da mudan\u00e7a positiva da correla\u00e7\u00e3o de for\u00e7as a favor dos povos e dos partidos comunistas na Am\u00e9rica Latina n\u00e3o expressa a realidade. A participa\u00e7\u00e3o ou o apoio dos governos de \u201cesquerda\u201d, enfraquecem os processos radicais, fortalecem a posi\u00e7\u00e3o da socialdemocracia, t\u00eam um impacto negativo nos partidos comunistas.<\/strong><\/p>\n<p>Na Europa, partidos que levam o t\u00edtulo de partido comunista, como na Fran\u00e7a e na It\u00e1lia, participaram de governos de \u201cesquerdas\u201d e de \u201ccentro-esquerda\u201d. Esta experi\u00eancia foi dolorosa e impactou negativamente o movimento oper\u00e1rio. Estes governos exerceram uma pol\u00edtica antipopular dura, participaram de interven\u00e7\u00f5es imperialistas e o movimento comunista foi acusado de responsabilidades e falta de confiabilidade.<\/p>\n<p>Estes \u201cexperimentos\u201d levaram a cis\u00f5es, se converteram na ponte para o ressurgimento de for\u00e7as conservadoras e de partidos da direita no poder, que utilizaram a nega\u00e7\u00e3o das expectativas do povo, para impor uma pol\u00edtica antipopular dura.<\/p>\n<p><strong>A ideia do \u201cprogresismo\u201d, assim como a an\u00e1lise que embeleza o car\u00e1ter das uni\u00f5es interestatais, se integra ao chamado \u201cSocialismo do s\u00e9culo XXI\u201d, atrav\u00e9s do qual pretendem manipular os povos (sobretudo) da Am\u00e9rica Latina.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Trata-se de um ve\u00edculo de promo\u00e7\u00e3o da posi\u00e7\u00e3o oportunista da \u201chumaniza\u00e7\u00e3o\u201d do capitalismo, enaltece o parlamentarismo, enfraquece a luta revolucion\u00e1ria. Desde o primeiro momento de sua apari\u00e7\u00e3o, tentou caluniar o socialismo cient\u00edfico e a constru\u00e7\u00e3o socialista na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A utopia da democratiza\u00e7\u00e3o-transforma\u00e7\u00e3o do estado burgu\u00eas, do poder dos monop\u00f3lios e da promo\u00e7\u00e3o da economia capitalista \u201cmista\u201d se apresenta como o novo \u201cmodelo\u201d do socialismo.<\/strong><\/p>\n<p>Em lugar da classe trabalhadora, da classe de vanguarda, cuja miss\u00e3o hist\u00f3rica \u00e9 derrotar a explora\u00e7\u00e3o capitalista, aparece como \u201csujeito revolucion\u00e1rio\u201d uma mistura de movimentos com posi\u00e7\u00f5es socialdemocratas, de gest\u00e3o keynesiana do sistema. Em lugar da pol\u00edtica de alian\u00e7as necess\u00e1ria dos partidos comunistas, que contribuir\u00e1 para a concentra\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o das for\u00e7as oper\u00e1rias e populares em dire\u00e7\u00e3o anticapitalista-antimonopolista, aparece a coopera\u00e7\u00e3o de partidos comunistas com a socialdemocracia (de esquerda).<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>H\u00e1 muito anos o KKE luta contra a OTAN, que \u00e9 a alian\u00e7a pol\u00edtica e militar, o bra\u00e7o armado do imperialismo europeu e estadunidense, respons\u00e1vel por dezenas de interven\u00e7\u00f5es, guerras e golpes de estado. <strong>Nosso partido luta no sentido de desvincul\u00e1-la do povo como dono de seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n<p>As posi\u00e7\u00f5es que falam de \u201cdissolu\u00e7\u00e3o\u201d da OTAN, desconectadas da luta pela desvincula\u00e7\u00e3o de cada pa\u00eds, enfraquecem a luta contra este mecanismo assassino.<\/p>\n<p><strong>O KKE luta contra a UE, a uni\u00e3o imperialista interestatal na Europa, por sua desvincula\u00e7\u00e3o, com o poder e a riqueza nas m\u00e3os do povo, com o desenvolvimento de rela\u00e7\u00f5es de benef\u00edcio m\u00fatuo com outros estados e povos.<\/strong><\/p>\n<p>Nosso partido tem uma frente aberta contra as for\u00e7as burguesas e oportunistas que embelezam o papel da UE e a apoiam, como faz o Partido da Esquerda Europeia (PIE).<\/p>\n<p>O problema n\u00e3o \u00e9 apenas uma ou outra linha pol\u00edtica antipopular da UE, mas sua ess\u00eancia classista como uma uni\u00e3o dos monop\u00f3lios contra os povos.<\/p>\n<p><strong>Alguns camaradas nos perguntam por que o KKE se retirou do \u201cgrupo da esquerda\u201d do GUE\/NGL.<\/strong><\/p>\n<p>A estes camaradas, dizemos que o Comit\u00ea Central de nosso partido avaliou que este grupo se transformou no grupo parlamentar do PIE, que apoia a UE e que algumas de suas for\u00e7as apoiam interven\u00e7\u00f5es e guerras imperialistas, por exemplo, na L\u00edbia e na S\u00edria. Partidos como o Die Linke alem\u00e3o, SYRIZA, entre outros, promovem o anticomunismo, participam do ataque contra a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica e sua trajet\u00f3ria hist\u00f3rica, participam de eventos que alimentam os ataques contra Cuba.<\/p>\n<p><strong>O KKE n\u00e3o est\u00e1 integrado a nenhum grupo pol\u00edtico; seu grupo euro-parlamentar possui uma atividade ampla dentro e fora do parlamento europeu. Realizou v\u00e1rias interven\u00e7\u00f5es e est\u00e1 \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o dos Partidos Comunistas e Oper\u00e1rios. Os que predisseram o isolamento do KKE e tentaram caluni\u00e1-lo, ficaram expostos mais uma vez.<\/strong><\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Foi iniciada uma discuss\u00e3o acerca dos BRICS e \u00e9 necess\u00e1rio responder uma quest\u00e3o chave.<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a base objetiva, os crit\u00e9rios que determinam o car\u00e1ter dos BRICS, da coopera\u00e7\u00e3o interestatal entre Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul?<\/strong><\/p>\n<p>Seus pr\u00f3prios dados demonstram que se trata de estados capitalistas, elos importantes no sistema imperialista, com fortes monop\u00f3lios que controlam a economia.<\/p>\n<p>Um elemento b\u00e1sico \u00e9 o desenvolvimento desigual e as rela\u00e7\u00f5es d\u00edspares. O antagonismo dos BRICS, por exemplo, com os EUA e a UE, est\u00e1 combinado ao antagonismo entre os pr\u00f3prios estados dos BRICS porque, por exemplo, s\u00e3o diferentes as capacidades e os objetivos pol\u00edticos, econ\u00f4micos e militares da China e dos outros estados. Inclusive, as for\u00e7as que apoiam os BRICS se preocupam a respeito da desacelera\u00e7\u00e3o destas economias e isto \u00e9 apenas um aspecto dos acontecimentos, pois continuam gestando o estouro da crise que \u00e9 inerente ao capitalismo.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi iniciada uma discuss\u00e3o sobre o car\u00e1ter e o papel dos organismos interestatais na Am\u00e9rica Latina. Por exemplo, sobre a \u201cUni\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Sul-americanas\u201d (UNASUL), o \u201cMercado Comum do Sul\u201d (MERCOSUL), a \u201cComunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos\u201d (CELAC) e outras uni\u00f5es.<\/p>\n<p>A realidade demonstrou que se trata de organismos de estados capitalistas que, independentemente de se participam delas, s\u00e3o estados com governos que se autoproclamam de esquerda, se baseiam nos grandes grupos monopolistas e seus interesses. Este \u00e9 o ponto de partida das transa\u00e7\u00f5es comerciais e financeiras promovidas entre os estados membros e em suas rela\u00e7\u00f5es com outros pa\u00edses capitalistas ou uni\u00f5es imperialistas.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a forma\u00e7\u00e3o de uma rede cada vez mais densa de organismos interestatais capitalistas refor\u00e7a os mecanismos de coopera\u00e7\u00e3o entre os estados burgueses em um processo que, em \u00faltima inst\u00e2ncia, se dirige contra a luta popular.<\/p>\n<p>No marco do desenvolvimento desigual e das rela\u00e7\u00f5es interestatais d\u00edspares se destaca o papel dominante do Brasil e da Argentina, que utilizam estas uni\u00f5es para promover mais adiante seus interesses monopolistas.<\/p>\n<p>As rela\u00e7\u00f5es entre as uni\u00f5es da Am\u00e9rica Latina, EUA e da UE s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de antagonismo pelo controle dos mercados e, concomitantemente, s\u00e3o rela\u00e7\u00f5es de coopera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Alguns camaradas est\u00e3o refletindo sobre o car\u00e1ter da \u201cAlian\u00e7a Bolivariana para os Povos de Nossa Am\u00e9rica\u201d (ALBA), da qual participa Cuba.<\/p>\n<p>Nossa opini\u00e3o \u00e9 que o elemento b\u00e1sico que determina o car\u00e1ter da ALBA \u00e9 ser uma organiza\u00e7\u00e3o interestatal, onde predominam os estados capitalistas, e a participa\u00e7\u00e3o de Cuba n\u00e3o muda isto.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a derrocada do socialismo na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, promoveu-se a posi\u00e7\u00e3o de<strong> \u201cmundo multipolar\u201d<\/strong> como contrapeso aos EUA, ressaltando os BRICS e outras uni\u00f5es interestatais.<\/p>\n<p><strong>Objetivamente, trata-se de uma posi\u00e7\u00e3o baseada em uma aproxima\u00e7\u00e3o n\u00e3o classista do car\u00e1ter de estados capitalistas poderosos, velhos ou \u201cemergentes\u201d, em que predominam os monop\u00f3lios. Estes estados cumprem um papel essencial na exporta\u00e7\u00e3o de capitais, desempenham um papel protagonista na regi\u00e3o e mais amplamente, al\u00e9m de ocupar uma posi\u00e7\u00e3o importante no sistema imperialista.<\/strong><\/p>\n<p>O enfoque que defende um \u201cmundo multipolar\u201d como meio de assegurar a paz e os interesses populares \u00e9 err\u00f4neo. Na realidade, esta aproxima\u00e7\u00e3o trata o advers\u00e1rio como um aliado, induz as for\u00e7as populares a escolher entre imperialistas ou uni\u00f5es imperialistas, impacta o movimento oper\u00e1rio.<\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>Desde o primeiro momento em que ocorreu a contrarrevolu\u00e7\u00e3o, o KKE contribui com toda sua for\u00e7a com o reagrupamento do movimento comunista, com sua unidade na base revolucion\u00e1ria e na coordena\u00e7\u00e3o de sua luta.<\/p>\n<p>Vinte anos depois da derrubada contrarrevolucion\u00e1ria, a crise do Movimento Comunista continua.<\/p>\n<p>Percep\u00e7\u00f5es burguesas e oportunistas impactam ou s\u00e3o adotadas por partidos comunistas, regenerando a crise.<\/p>\n<p><strong>Caso n\u00e3o seja produzida uma ruptura, se a estrat\u00e9gia do movimento comunista n\u00e3o for ajustada \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o e \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o das for\u00e7as trabalhadoras e populares na luta pela derrota do capitalismo, se n\u00e3o for refor\u00e7ada a luta contra o oportunismo e n\u00e3o ficar claro que o socialismo \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o que pode satisfazer \u00e0s necessidades populares, a situa\u00e7\u00e3o se deteriorar\u00e1 nos pr\u00f3ximos anos.<\/strong><\/p>\n<p>A l\u00f3gica das particularidades nacionais tem sido o ve\u00edculo do \u201ceurocomunismo\u201d para renunciar \u00e0s leis cient\u00edficas da revolu\u00e7\u00e3o e da constru\u00e7\u00e3o socialista. Hoje em dia, o problema se manifesta com os mesmos ou similares argumentos.<\/p>\n<p>Naturalmente, todos os partidos comunistas em seus pa\u00edses devem estudar o desenvolvimento do capitalismo, da estrutura social e adotar as medidas necess\u00e1rias para ajustar sua estrat\u00e9gia e a t\u00e1tica, com a finalidade de desenvolver a luta classista com maior efic\u00e1cia.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, isto \u00e9 algo muito diferente de utilizar as \u201cparticularidades\u201d para justificar a substitui\u00e7\u00e3o do caminho revolucion\u00e1rio pelo parlamentarismo, pela degrada\u00e7\u00e3o do socialismo com algumas mudan\u00e7as governamentais de gest\u00e3o burguesa, como faz, por exemplo, o F\u00f3rum de S\u00e3o Paulo e outras for\u00e7as.<\/p>\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o socialista \u00e9 um processo unificado que come\u00e7a com a tomada do poder pela classe trabalhadora, para que se crie um novo modo de produ\u00e7\u00e3o, que predominar\u00e1 com a plena aboli\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es capitalistas, da rela\u00e7\u00e3o capital-trabalho assalariado.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A socializa\u00e7\u00e3o dos meios de produ\u00e7\u00e3o e a planifica\u00e7\u00e3o central s\u00e3o leis cient\u00edficas da constru\u00e7\u00e3o socialista, as condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades populares.<\/strong><\/p>\n<p>Estimados camaradas:<\/p>\n<p>As diferentes aproxima\u00e7\u00f5es em assuntos graves requerem uma discuss\u00e3o mais profunda. Isto \u00e9 ineg\u00e1vel. \u00c9 claro, ao mesmo tempo, nos vemos obrigados a participar e apoiar decisivamente a luta da classe oper\u00e1ria, dos setores populares, dos jovens, utilizar todas as possibilidades para coordenar nossas atividades.<\/p>\n<p>Neste sentido, propomos examinar conjuntamente algumas atividades comuns para o pr\u00f3ximo per\u00edodo.<\/p>\n<p>Entre elas, queremos mencionar as seguintes:<\/p>\n<ul type=\"disc\">\n<li>Apoio das lutas oper\u00e1rias pelos direitos trabalhistas, sociais e democr\u00e1ticos dos trabalhadores. Atividades coordenadas para o Primeiro de Maio. Destacar o 70\u00b0 anivers\u00e1rio da FSM.<\/li>\n<li>Campanha contra o anticomunismo, no dia 9 de maio de 2015, Dia da Vit\u00f3ria Antifascista.<\/li>\n<li>Intensifica\u00e7\u00e3o da luta contra as guerras imperialistas. Solidariedade com os povos que enfrentam amea\u00e7as, interven\u00e7\u00f5es e ocupa\u00e7\u00e3o imperialista, campanha contra a OTAN etc.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.solidnet.org\/greece-communist-party-of-greece\/cp-of-greece-speech-of-giorgos-marinos-member-of-the-pb-of-the-cc-of-the-kke-at-the-16th-international-meeting-of-communist-and-workers-parties-in-ecuador-en-ru-es-ar\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">http:\/\/www.solidnet.org\/greece-communist-party-of-greece\/cp-of-greece-speech-of-giorgos-marinos-member-of-the-pb-of-the-cc-of-the-kke-at-the-16th-international-meeting-of-communist-and-workers-parties-in-ecuador-en-ru-es-ar<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Novembro de 2014 &#8211; Partido Comunista da Gr\u00e9cia\nEstimados camaradas:\nAgradecemos ao Partido Comunista do Equador, que acolhe o 16\u00b0 Encontro Internacional, e saudamos os Partidos Comunistas que participam.\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7110\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[242,36],"tags":[],"class_list":["post-7110","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-eipco","category-c41-unidade-comunista"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1QG","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}