{"id":7199,"date":"2014-12-01T15:25:08","date_gmt":"2014-12-01T15:25:08","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7199"},"modified":"2014-12-01T15:25:08","modified_gmt":"2014-12-01T15:25:08","slug":"palestina-o-atentado-mais-horrendo-e-a-ocupacao-e-colonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7199","title":{"rendered":"PALESTINA: O ATENTADO MAIS HORRENDO \u00c9 A OCUPA\u00c7\u00c3O E COLONIZA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"\n<p>Surpreendem em meio \u00e0 rea\u00e7\u00e3o dos grandes m\u00eddias e os dois pesos, duas medidas quando se trata da viol\u00eancia de um ou outro lado no denominado conflito palestino-israelense.<\/p>\n<p>As agress\u00f5es sionistas s\u00e3o silenciadas e os ataques por parte dos palestinos s\u00e3o aumentados. As primeiras s\u00e3o cometidas em defesa pr\u00f3pria e as segundas s\u00e3o terroristas e merecem ser desqualificadas da maneira mais en\u00e9rgica poss\u00edvel. Os primeiros s\u00e3o v\u00edtimas e suas agress\u00f5es s\u00e3o uma rea\u00e7\u00e3o ao que \u00e9 feito pelos segundos. Al\u00e9m disso, geralmente os meios de informa\u00e7\u00e3o, cuja linha editorial \u00e9 favor\u00e1vel ao sionismo, utilizam em sua capa uma imagem impactante e uma manchete n\u00e3o menos assombrosa. O fato \u00e9 que transfere a todo o coletivo palestino a responsabilidade do atentado e da rea\u00e7\u00e3o ao mesmo.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso mencionar que Mahmud Abbas, na qualidade de presidente da Autoridade Palestina, j\u00e1 condenou o atentado, por\u00e9m nem todos os palestinos mostram a mesma postura. A rea\u00e7\u00e3o de alguns na Faixa de Gaza elogiando o atentado e responsabilizando os israelenses n\u00e3o \u00e9 muito de se estranhar, dado que est\u00e3o muito presentes as consequ\u00eancias do massacre israelense com mais de 2.200 pessoas assassinadas, 11.000 feridos e 17.000 lares destru\u00eddos ou avariados, sem contar com meios para a reconstru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o do Estado sionista, como sempre, foi o castigo coletivo e desproporcional, apesar dos autores parecerem ter atuado por conta pr\u00f3pria. A primeira rea\u00e7\u00e3o foi destruir as casas de seus parentes, prender seus familiares e agregados. Por\u00e9m, o pior parece que est\u00e1 por vir, j\u00e1 que o Governo israelense promete responder com toda crueldade, utilizando novamente a express\u00e3o \u00abpunhos de ferro\u00bb.<\/p>\n<p>O ataque de Jerusal\u00e9m \u00e9 uma longa serie de agress\u00f5es brutais israelenses e de seus colonos. S\u00f3 a t\u00edtulo de exemplo, podemos citar o atropelamento do idoso Saleh Mileihat (70 anos) pelos colonos no m\u00eas de mar\u00e7o passado, em Ramala; o sequestro do menino palestino Mohammed Abu Khudair na porta de sua casa, em Shuafat, que posteriormente foi queimado vivo; o atropelamento de um menino na cidade de Yatta, em Hebr\u00f3n, em setembro; o assassinato de um menino palestino (13 anos) em outubro; o atropelamento de um menino palestino (cinco anos) pr\u00f3ximo a Bel\u00e9m, em novembro; e, por \u00faltimo, o enforcamento do jovem motorista de \u00f4nibus Yousef Ramuni no fim de semana passado, em Jerusal\u00e9m Oriental. Entre o primeiro e o \u00faltimo incidente, Israel lan\u00e7ou sua guerra contra Gaza com as tr\u00e1gicas consequ\u00eancias de morte e destrui\u00e7\u00e3o mencionadas.<\/p>\n<p>Por outro lado, a destrui\u00e7\u00e3o das casas dos familiares dos autores reflete a clara distin\u00e7\u00e3o entre israelenses e palestinos ante a \u00abjusti\u00e7a\u00bb israelense. Israel jamais demoliu as casas dos judeus que mataram palestinos. Aplicam as leis civis aos israelenses, por\u00e9m aos palestinos as militares, ainda que sejam cidad\u00e3os de Jerusal\u00e9m.<\/p>\n<p>As opera\u00e7\u00f5es e protestos em Jerusal\u00e9m se devem \u00e0 tentativa incessante por parte de Israel de retirar \u00e1rabes da cidade atrav\u00e9s de uma pol\u00edtica colonizadora, expulsando a popula\u00e7\u00e3o nativa palestina. \u00c9 um claro exerc\u00edcio de fazer invi\u00e1vel um futuro estado palestino com capital em Jerusal\u00e9m Oriental.<\/p>\n<p>O projeto urbano est\u00e1 orientado \u00e0 imposi\u00e7\u00e3o do juda\u00edsmo de Jerusal\u00e9m. Os palestinos de Jerusal\u00e9m t\u00eam, segundo as leis israelenses, a considera\u00e7\u00e3o de residentes permanentes, por\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o cidad\u00e3os de Israel. Existe uma clara discrimina\u00e7\u00e3o e s\u00e3o negadas a eles as permiss\u00f5es para ampliar, reconstruir ou manter suas casas. O or\u00e7amento municipal de Jerusal\u00e9m para servi\u00e7os b\u00e1sicos para os bairros palestinos \u00e9 insuficiente, sendo estes locais praticamente abandonados. Cabe tamb\u00e9m destacar o aumento de impostos e carestia das casas, e a aus\u00eancia f\u00edsica levar a perder o direito \u00e0 resid\u00eancia. Uma boa parte dos palestinos de Jerusal\u00e9m se viu obrigada a mudar para outras partes da Cisjord\u00e2nia.<\/p>\n<p>A cidade de Jerusal\u00e9m, anexada ilegalmente por Israel em 1980, est\u00e1 rodeada por numerosos assentamentos em constante crescimento habitados por centenas de milhares de colonos e submetida \u00e0 a\u00e7\u00e3o governamental sistem\u00e1tica para separar a cidade do resto da Cisjord\u00e2nia. Os protestos se referem tamb\u00e9m \u00e0 repress\u00e3o aos palestinos e ao perigo de sua expuls\u00e3o, assim como \u00e0 vontade palestina de fazer frente ao crescente extremismo israelense e a seus ataques \u00e0 explanada das mesquitas e proibi\u00e7\u00f5es \u00e0 ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cabe destacar que a pol\u00edtica de imposi\u00e7\u00e3o do juda\u00edsmo n\u00e3o termina em Jerusal\u00e9m, mas se estende ao resto da Cisjord\u00e2nia. H\u00e1 cerca de 200 assentamentos espalhados em zonas estrat\u00e9gicas para Israel, que possuem terras f\u00e9rteis e aqu\u00edferos no subsolo. Uma vez escolhidas, tudo que \u00e9 encontrado sobre o territ\u00f3rio \u00e9 destru\u00eddo com escavadoras, sendo constru\u00edda uma nova cidade normalmente no alto das colinas, onde s\u00e3o instalados os judeus provenientes de qualquer parte do mundo, sem nenhuma rela\u00e7\u00e3o com o lugar.<\/p>\n<p>Tudo at\u00e9 aqui descrito evidencia que o atentado mais horrendo \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o israelense das terras palestinas, inclusive Jerusal\u00e9m, e seu crime continuado \u00e9 a coloniza\u00e7\u00e3o e a tentativa de impor o juda\u00edsmo na Palestina.<\/p>\n<p>Cabe saudar a vota\u00e7\u00e3o do Parlamento espanhol, quase un\u00e2nime, a favor do estabelecimento de um estado palestino e a simpatia pela causa palestina. N\u00e3o obstante, a prolifera\u00e7\u00e3o de assentamentos israelenses torna mais que duvidosa a viabilidade do dito estado.<\/p>\n<p>Contudo, \u00e9 necess\u00e1rio expor que a rea\u00e7\u00e3o mais efetiva \u00e0 impunidade israelense \u00e9 a resposta dada pela sociedade civil basca e internacional, somando-se \u00e0 campanha de boicote a Israel enquanto n\u00e3o respeitar os direitos humanos. Apelamos ao cumprimento da legalidade internacional como \u00fanica resposta poss\u00edvel, dadas as circunst\u00e2ncias, como \u00fanica esperan\u00e7a para constru\u00e7\u00e3o dos direitos do povo palestino e, portanto, da paz.<\/p>\n<p>Fonte: <a href=\"http:\/\/www.naiz.eus\/es\/hemeroteca\/gara\/editions\/gara_2014-11-24-06-00\/hemeroteca_articles\/el-atentado-mas-horrendo-es-la-ocupacion-y-colonizacion\" target=\"_blank\">http:\/\/www.naiz.eus\/es\/hemeroteca\/gara\/editions\/gara_2014-11-24-06-00\/hemeroteca_articles\/el-atentado-mas-horrendo-es-la-ocupacion-y-colonizacion<\/a><\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAnis Hawari (membro da Associa\u00e7\u00e3o Palestina Biladi)\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7199\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[78],"tags":[],"class_list":["post-7199","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c91-solidariedade-a-palestina"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1S7","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7199","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7199"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7199\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7199"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7199"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7199"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}