{"id":723,"date":"2010-08-09T01:35:45","date_gmt":"2010-08-09T01:35:45","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=723"},"modified":"2010-08-09T01:35:45","modified_gmt":"2010-08-09T01:35:45","slug":"o-expansionismo-nos-governos-lula-e-o-bndes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/723","title":{"rendered":"O expansionismo nos governos Lula e o BNDES"},"content":{"rendered":"\n<p align=\"justify\">21\/07\/2010, no site Meridiano 47<\/p>\n<p align=\"justify\">Durante os governos Lula, uma pol\u00edtica favor\u00e1vel ao fortalecimento do &#8220;capital nacional&#8221; ganhou for\u00e7a, na qual a internacionaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica constitui dimens\u00e3o relevante. Interessa-nos tra\u00e7ar um panorama breve dos investimentos brasileiros no exterior, com \u00eanfase sobre os IBD na Am\u00e9rica Latina (\u00e0 exce\u00e7\u00e3o do caso JBS\/Friboi nos EUA), em suas rela\u00e7\u00f5es com o BNDES. O objetivo \u00e9 a abordagem sobre a internacionaliza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de empresas brasileiras e o papel do BNDES neste processo, recorrendo \u00e0s opini\u00f5es de membros da pr\u00f3pria Institui\u00e7\u00e3o, de acad\u00eamicos e\/ou \u00e0 imprensa. Vale salientar que n\u00e3o \u00e9 nossa inten\u00e7\u00e3o condenar a pol\u00edtica econ\u00f4mica do governo Lula de incentivo ao fortalecimento do &#8220;capital nacional&#8221; (via conglomera\u00e7\u00e3o\/<\/p>\n<p>internacionaliza\u00e7\u00e3o), apenas apontar problemas e limites a respeito do expansionismo brasileiro.<\/p>\n<p align=\"justify\">A internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras chama aten\u00e7\u00e3o na inser\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mundial do Brasil neste in\u00edcio de s\u00e9culo. Para se ter uma id\u00e9ia, conforme o Ranking FDC\/2010, os investimentos diretos no exterior, no in\u00edcio dos anos 1990, variavam na casa das centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares, ao passo que em 2008 foi de mais de US$ 34 bilh\u00f5es (bruto). Ano em que, enquanto os fluxos de investimento externo sofriam uma forte redu\u00e7\u00e3o nas economias desenvolvidas; no Brasil, a tend\u00eancia \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o prosseguia. Por\u00e9m, em 2009, a crise financeira mundial atingiu tamb\u00e9m o pa\u00eds, afetando os investimentos no exterior, numa queda de 149,3% em rela\u00e7\u00e3o aos investimentos de 2008. Isto no que diz respeito ao total dos investimentos, pois as quinze maiores empresas nacionais prosseguiram nas suas estrat\u00e9gias expansionistas pelo mundo. (Ranking FDC, 2010; Sennes et al, 2009)<\/p>\n<p align=\"justify\">A import\u00e2ncia do BNDES no financiamento dessas estrat\u00e9gias \u00e9 inquestion\u00e1vel. Embora os financiamentos para opera\u00e7\u00f5es no exterior representem hoje menos de 20% dos desembolsos do Banco (a despeito dos aumentos significativos dos \u00faltimos anos), s\u00e3o decisivos ao expansionismo de empresas nacionais, fundamentalmente no que tange \u00e0 Am\u00e9rica Latina, principal destino dos investimentos brasileiros no exterior. E apesar da queda nos desembolsos para investimentos na regi\u00e3o verificada em 2009, de US$ 650 milh\u00f5es em 2008 para US$ 600 milh\u00f5es em 2009, a tend\u00eancia de 2010 tem sido \u00e0 expans\u00e3o caracter\u00edstica dos \u00faltimos anos (FDC, 2010).<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo mat\u00e9ria da Folha de S\u00e3o Paulo (27\/09\/2009), nos \u00faltimos sete anos, o valor liberado para investimentos na regi\u00e3o multiplicou por 3000%:<\/p>\n<p align=\"justify\">Com a crescente internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras e o aumento da concorr\u00eancia com os asi\u00e1ticos nos pa\u00edses vizinhos, a linha do programa BNDES-Exim para o setor saltou de US$ 42 milh\u00f5es em 2002 para uma estimativa de US$ 1,26 bilh\u00e3o neste ano, dos quais US$ 957 milh\u00f5es j\u00e1 foram liberados at\u00e9 o m\u00eas passado. (.) Segundo levantamento da consultoria Valora, o Brasil exportou US$ 5,673 bilh\u00f5es em servi\u00e7os de engenharia para os pa\u00edses latino-americanos em 2008, que representam uma participa\u00e7\u00e3o de 50% a 60% do mercado regional. A presen\u00e7a brasileira ocorre principalmente nas obras de infra-estrutura de gera\u00e7\u00e3o de energia, transportes e saneamento. (FSP, 27\/09\/2009, Caderno Dinheiro, B6)<\/p>\n<p align=\"justify\">As cr\u00edticas aos investimentos no exterior \u2013 que poderiam ser direcionados aos investimentos em infra-estrutura local \u2013 s\u00e3o recha\u00e7adas pelos defensores da internacionaliza\u00e7\u00e3o sob o argumento de que os IBD no exterior s\u00e3o, indiretamente, investimentos no pa\u00eds. Para Ana Claudia Alem e Carlos Eduardo Cavalcanti, respectivamente economista e engenheiro do BNDES: &#8220;(\u2026) a internacionaliza\u00e7\u00e3o viabiliza a entrada das empresas em setores que n\u00e3o podem ser atendidos via com\u00e9rcio (servi\u00e7os, por exemplo, n\u00e3o-comercializ\u00e1veis), o que \u00e9 de particular relev\u00e2ncia tendo em vista a possibilidade de est\u00edmulos indiretos \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es a partir das firmas multinacionais dom\u00e9sticas (as filiais podem importar equipamentos, insumos etc. de fornecedores do pa\u00eds de origem)&#8221; (2005: 57). O vice-presidente da Odebrecht para Am\u00e9rica Latina e Angola, Lu\u00eds Mameri, confirma, afirmando que &#8220;cerca 60% do que \u00e9 usado nas obras internacionais \u00e9 produzido no Brasil&#8221;, promovendo um efeito multiplicador na economia local. Tem a mesma opini\u00e3o o consultor do Banco Mundial e da FGV, Carlos Passos, para quem os desembolsos do Banco \u00e0s opera\u00e7\u00f5es no exterior seriam apenas uma atividade complementar, positiva ao crescimento da economia brasileira. (Revista Am\u00e9rica Economia, Nov.2009)<\/p>\n<p align=\"justify\">Atividade complementar que tende a avan\u00e7ar, segundo o Ranking 2010 da Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC). No m\u00e9dio prazo, as multinacionais brasileiras apostam na maior expans\u00e3o, adentrando a novos pa\u00edses por meio de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es. Um luxo, segundo o relat\u00f3rio em quest\u00e3o, ao qual a maior parte das organiza\u00e7\u00f5es pelo mundo n\u00e3o pode dar-se, devido \u00e0s quedas massivas nos seus demonstrativos financeiros. As empresas brasileiras possuiriam uma vantagem competitiva que s\u00f3 o tempo poder\u00e1 dizer se foi ou n\u00e3o devidamente aproveitada. A aposta do Ranking \u00e9 positiva e se deve a um exemplo arrojado: &#8220;Se as decis\u00f5es da JBS-Friboi em 2009 indicarem o que as empresas brasileiras est\u00e3o planejando fazer no exterior, ent\u00e3o o Brasil est\u00e1 preparado para um passeio emocionante&#8221; (2010:32)[1].<\/p>\n<p align=\"justify\">O segredo da &#8220;incr\u00edvel aventura global do Friboi&#8221;, como relata a revista Exame (01\/10\/2009), sobre a entrada da empresa no mercado norte-americano, est\u00e1 no bolso BNDES:<\/p>\n<p align=\"justify\">Nenhuma caracter\u00edstica espanta tanto os americanos quanto o inesgot\u00e1vel f\u00f4lego da JBS para aquisi\u00e7\u00f5es. Como, num neg\u00f3cio de margens t\u00e3o pequenas, e num momento em que todas as empresas do setor sofrem, os brasileiros conseguem tanto dinheiro para aquisi\u00e7\u00f5es? A resposta, como se sabe, est\u00e1 no bolso do BNDES, o banco estatal. Crescer por aquisi\u00e7\u00f5es \u00e9, quase sempre, uma estrat\u00e9gia arriscada. (\u2026) Mas a JBS nunca correu risco. Em cada uma das grandes aquisi\u00e7\u00f5es, l\u00e1 estava o BNDES fazendo um aporte de capital para tornar o neg\u00f3cio vi\u00e1vel sem sacrificar a sa\u00fade financeira da empresa.<\/p>\n<p align=\"justify\">Segundo mat\u00e9ria do jornal O Estado de S\u00e3o Paulo (15\/02\/2010)[2], a avidez por viabilizar multinacionais brasileiras j\u00e1 levou o BNDES a colocar pelo menos R$ 7,5 bilh\u00f5es no Friboi (com participa\u00e7\u00e3o acion\u00e1ria do Banco em torno de 22,36%). E em apenas dois anos, a empresa multiplicou a receita l\u00edquida por dez[3]. Exemplo de arrojo empresarial que o BNDES gostaria de ver reproduzido por outros agentes econ\u00f4micos, diante das oportunidades abertas pela crise atual \u00e0s compras de empresas no exterior por grupos brasileiros. Todavia, o estilo arrojado da empresa est\u00e1 entre os mais criticados, quando se trata de pol\u00eamicas em torno dos financiamentos do BNDES \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o. Segundo Eduardo Roche, da Modal Asset: &#8220;A internacionaliza\u00e7\u00e3o foi muito r\u00e1pida e a empresa est\u00e1 muito alavancada. A gest\u00e3o dos novos neg\u00f3cios ainda vai ser testada&#8221;, acrescentando que &#8220;Sem o BNDES, com certeza n\u00e3o teriam esse f\u00f4lego e ainda teriam se complicado muito&#8221; (idem).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na mesma mat\u00e9ria, outro analista (nome n\u00e3o revelado) chamou aten\u00e7\u00e3o para a dimens\u00e3o familiar da empresa e para o fato da Friboi ter comprado empresas em dificuldades em mercados afetados pela crise como fatores que devem afastar investidores. Os dois analistas consultados afirmam preferir os pap\u00e9is do rival Marfrig (que tamb\u00e9m recebeu apoio do BNDES, mas em propor\u00e7\u00e3o menor), que t\u00eam como mais s\u00f3lidos. Por sua vez, a rela\u00e7\u00e3o do BNDES com o Friboi levou o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Frigor\u00edficos (Abrafrigo), P\u00e9ricles Salazar a denunciar que a concentra\u00e7\u00e3o no setor, acabou criando &#8220;uma empresa (\u2026) que pode fazer o pre\u00e7o do boi e da carne. Imposs\u00edvel competir&#8221; (idem). De fato, com dinheiro do BNDES, o governo contribuiu para concentrar o neg\u00f3cio de carnes\/frigor\u00edficos nas m\u00e3os do grupo JBS\/Friboi.<\/p>\n<p align=\"justify\">Nos EUA, a rea\u00e7\u00e3o do Senado americano \u00e0 compra pela empresa das rivais National Beef (quarta maior do pa\u00eds) e Smithfield (quinta maior) levou os irm\u00e3os Batista \u00e0 desist\u00eancia da aquisi\u00e7\u00e3o. A empresa tamb\u00e9m enfrentou tornados e acusa\u00e7\u00f5es de discrimina\u00e7\u00e3o religiosa devido \u00e0 demiss\u00e3o de somalis mul\u00e7umanos que abandonavam a linha de produ\u00e7\u00e3o para rezar, trabalhadores estes &#8220;importados&#8221; a fim de se conseguir m\u00e3o-de-obra mais barata (foi preciso fechar um acordo e o barato n\u00e3o saiu t\u00e3o barato assim). Mas as vantagens de, via EUA, exportar carne para pa\u00edses (como Jap\u00e3o e Cor\u00e9ia) nos quais o produto brasileiro enfrenta barreiras sanit\u00e1rias devem compensar as dificuldades. (Exame, 01\/10\/2009)<\/p>\n<p align=\"justify\">O diretor de Planejamento do BNDES, Jo\u00e3o Carlos Ferraz, definiu o que atrai na empresa: os irm\u00e3os Batista, cujo apetite teria casado com o interesse do BNDES em formar empresas de peso global, seja em que setor for. &#8220;Eles t\u00eam um g\u00e1s, uma disposi\u00e7\u00e3o de crescimento impressionante&#8221; (ESP, 15\/02\/2010). Para Ferraz, embora n\u00e3o d\u00ea para colocar o Joesley Batista para produzir chips, &#8220;a moderniza\u00e7\u00e3o do Friboi profissionaliza os fornecedores no Brasil, onde permanecem o centro de decis\u00e3o da empresa e os empregos mais qualificados&#8221;. E mesmo reconhecendo ser mais desej\u00e1vel m\u00faltis de produtos de maior valor agregado, defende a empresa: &#8220;Claro que produzir carne n\u00e3o \u00e9 a mesma coisa que avi\u00e3o. Mas, se olharmos a trajet\u00f3ria do JBS, principalmente com a diversifica\u00e7\u00e3o dessa \u00faltima aquisi\u00e7\u00e3o [a Pilgrim&#8217;s], vemos que est\u00e3o indo pela cadeia da prote\u00edna, agregando por unidade de produto. H\u00e1 um movimento de sofistica\u00e7\u00e3o, dentro da ind\u00fastria deles&#8221; (idem).<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Am\u00e9rica Latina, principal destino dos IBD, al\u00e9m da Argentina (mais de 50% dos investimentos), os vizinhos que mais receberam desembolsos do BNDES entre 2007 e 2009 s\u00e3o a Rep\u00fablica Dominicana, com 19,9% dos investimentos; Chile, 10%; Venezuela, 9,8% e outros, com 4,7% (Am\u00e9rica Economia, nov. 2009). O BNDES disponibiliza suporte \u00e0s aquisi\u00e7\u00f5es e projetos de implanta\u00e7\u00e3o, expans\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o de empreendimentos, condicionando os financiamentos \u00e0s compras de insumos e equipamentos do Brasil (e claro que isto \u00e9 imperialismo). A seguir, alguns exemplos d\u00e3o uma no\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o de empresas brasileiras na regi\u00e3o, que vai muito al\u00e9m dos casos a serem mencionados devido \u00e0 maior dimens\u00e3o.<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Argentina, em 2003 a Petrobras adquiriu o controle da Perez Compac (empresa petrol\u00edfera argentina), incrementando sua presen\u00e7a no pa\u00eds desde ent\u00e3o; a Camargo Corr\u00eaa comprou a maior f\u00e1brica de cimento do pa\u00eds, a Loma Negra (2005); a JBS\/Friboi adquiriu as unidades da Swift argentina (2005); para projetos de amplia\u00e7\u00e3o de gasodutos foi contratada a construtora Odebrecht (2009). Em 2010, a Vale adquiriu os ativos argentinos da empresa anglo-australiana Rio Tinto (Projeto Pot\u00e1ssio Rio Colorado); e a Votorantim, que j\u00e1 possu\u00eda a\u00e7\u00f5es da sider\u00fargica AcerBrag, adquiriu 50% da Cementos Avellaneda; no setor de servi\u00e7os, o Banco do Brasil adquiriu o Banco da Patag\u00f4nia. Quase todos os neg\u00f3cios contaram com recursos do BNDES e empresas como Camargo Corr\u00eaa, Odebrecht, Friboi, Vale, Petrobras sabem que podem recorrer (e recorrem constantemente) aos financiamentos do Banco, mormente nas suas opera\u00e7\u00f5es internacionais em pa\u00edses latino-americanos. (Luce, 2008; Ranking FDC\/2010)<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Rep\u00fablica Dominicana, as empresas Odebrecht e Camargo Corr\u00eaa assumiram o comando das principais opera\u00e7\u00f5es no setor hidrel\u00e9trico (Hidrel\u00e9tricas Pinalito, Palomino e Las Placetas), com o apoio do BNDES. De fato, as duas empresas participam de praticamente todos os grandes projetos latino-americanos de engenharia\/constru\u00e7\u00e3o civil financiados pelo Banco. No Chile, as obras do metr\u00f4 de Santiago contaram com o apoio da Institui\u00e7\u00e3o e, recentemente, a Petrobras adquiriu a empresa chilena Esso Petrolera, expandindo seus neg\u00f3cios no pa\u00eds. Na Venezuela, a Hidrel\u00e9trica La Vueltosa e o metr\u00f4 de Caracas tamb\u00e9m contaram com recursos do banco estatal brasileiro. (Am\u00e9rica Economia, nov. 2009)<\/p>\n<p align=\"justify\">Mathias Luce (2008) aponta outros casos: no Uruguai, a Friboi e a Marfrig controlam mais de 70% da exporta\u00e7\u00e3o de carne do pa\u00eds. No Paraguai, estima-se que entre 90 e 95% da soja do pa\u00eds esteja em m\u00e3os de brasileiros, sem falar nas disputas em torno da Itaipu (de fato, controlada pelo Brasil). No Peru, a Petrobr\u00e1s \u00e9 hoje o segundo maior produtor do pa\u00eds (aproximadamente 100 mil barris di\u00e1rios); a Vale explora recursos de fosfato; a Votorantim comprou a maior produtora, refinaria, metal\u00fargica de zinco, e tamb\u00e9m a companhia mineira MinCo, que tem 66% das jazidas desse produto mineral; a Gerdau comprou a SiderPeru, maior sider\u00fargica do pa\u00eds, nestes dois \u00faltimos neg\u00f3cios as empresas contaram com recursos do BNDES. No Equador, a presen\u00e7a da Petrobras \u00e9 bastante relevante e conflitos t\u00eam surgido em torno da sua margem de lucro, sobretudo ap\u00f3s a expuls\u00e3o da Odebrecht do pa\u00eds. A empresa foi acusada pelo governo de cometer irregularidades na constru\u00e7\u00e3o de uma usina hidrel\u00e9trica (que teve de ser fechada depois de um ano de uso), al\u00e9m de den\u00fancias de corrup\u00e7\u00e3o em disputas por obras p\u00fablicas (algu\u00e9m duvida que tais acusa\u00e7\u00f5es possam ser verdadeiras?). (Luce, 2008)<\/p>\n<p align=\"justify\">Na Bol\u00edvia, segundo Luce, &#8220;o caso mais emblem\u00e1tico do sub-imperialismo brasileiro na regi\u00e3o&#8221;, durante 10 anos, da cria\u00e7\u00e3o da Petrobras Bolivia S.A. \u00e0s nacionaliza\u00e7\u00f5es do governo Evo Morales, a empresa brasileira consolidou-se como a maior empresa em atividade no pa\u00eds, controlando a explora\u00e7\u00e3o dos principais recursos minerais, exportando g\u00e1s boliviano ao Brasil a pre\u00e7os bastante inferiores aos de mercado e acumulando altas taxas de lucro. E embora reconhe\u00e7a que os acordos p\u00f3s-nacionaliza\u00e7\u00e3o tenham feito alguma justi\u00e7a aos bolivianos, o autor defende que a presen\u00e7a da empresa no controle da economia boliviana e as taxas de lucro decorrentes seguem altas. Entre outras quest\u00f5es tamb\u00e9m aponta para o fato de apenas 100 fam\u00edlias de grandes propriet\u00e1rios rurais brasileiros controlarem 32% da produ\u00e7\u00e3o boliviana de soja e 35% das exporta\u00e7\u00f5es do produto, denunciando que empr\u00e9stimos do BNDES ao governo boliviano estiveram condicionados a n\u00e3o viola\u00e7\u00e3o das propriedades dos brasileiros quando da implementa\u00e7\u00e3o do projeto de reforma agr\u00e1ria previsto pela nova constitui\u00e7\u00e3o. (Luce, 2008)<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o vamos abordar teoricamente o tema do sub-imperialismo (e a retomada do pensamento de Rui Mauro Marini), muito menos negar que as acusa\u00e7\u00f5es ao Brasil de pr\u00e1ticas imperialistas t\u00eam fundamentos concretos, mas interessa-nos chamar aten\u00e7\u00e3o \u00e0 outra dimens\u00e3o: a expans\u00e3o imperialista de pa\u00edses mais ricos sobre os mais pobres \u00e9 tamb\u00e9m elemento motor do desenvolvimento\/crescimento econ\u00f4mico. As obras de infra-estrutura (hidrel\u00e9tricas, rodovias, ferrovias, oleodutos, gasodutos, telecomunica\u00e7\u00f5es) de empresas brasileiras na regi\u00e3o, financiadas pelo BNDES, n\u00e3o deixam de ter efeitos positivos para a economia dos pa\u00edses em quest\u00f5es, a despeito das vantagens para o Brasil (bem maiores segundo os cr\u00edticos).<\/p>\n<p align=\"justify\">Vejamos o caso da Bol\u00edvia, o &#8220;mais emblem\u00e1tico do sub-imperialismo brasileiro&#8221;, o gasoduto Bol\u00edvia-Brasil, em princ\u00edpio, foi um neg\u00f3cio ruim para os dois pa\u00edses: para a Bol\u00edvia, por ver retirado de seu patrim\u00f4nio uma parcela consider\u00e1vel do g\u00e1s natural, mediante pre\u00e7os baixos; e ao Brasil, por ter imposto a depend\u00eancia de um combust\u00edvel de origem estrangeira com todas as implica\u00e7\u00f5es que esta situa\u00e7\u00e3o oferece \u00e0 economia e seguran\u00e7a de um pa\u00eds. Sem falar na altera\u00e7\u00e3o da \u00eanfase na matriz energ\u00e9tica \u2013 das hidroel\u00e9tricas para as termoel\u00e9tricas -, bastante question\u00e1vel do ponto de vista dos interesses nacionais (embora a importa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s boliviano n\u00e3o fosse empecilho para os investimentos nas hidroel\u00e9tricas)[4].<\/p>\n<p align=\"justify\">N\u00e3o obstante, com os acordos entre os governos Lula e Morales e os avan\u00e7os alcan\u00e7ados nas negocia\u00e7\u00f5es de pre\u00e7os e defini\u00e7\u00e3o de metas e prioridades favor\u00e1veis aos dois pa\u00edses, cuja \u00e0 car\u00eancia nos acordos anteriores pode ser debitada parte da responsabilidade pelos movimentos em prol das nacionaliza\u00e7\u00f5es, \u00e9 poss\u00edvel afirmar que, ao final das contas, a obra \u00e9 defens\u00e1vel: legou \u00e0 Bol\u00edvia um grande investimento de infra-estrutura e supriu uma car\u00eancia energ\u00e9tica brasileira. Depois, a integra\u00e7\u00e3o maior com o pa\u00eds vizinho (rico em recursos naturais, como o l\u00edtio, por exemplo) pode ser promissora para os dois pa\u00edses.<\/p>\n<p align=\"justify\">Com isto, n\u00e3o estamos a defender que nossos vizinhos devem abra\u00e7ar o expansionismo brasileiro porque, em termos de imperialismo, o Brasil seria melhor que os outros, mas \u00e9 evidente que \u00e9 mais f\u00e1cil negociar\/barganhar com um pa\u00eds perif\u00e9rico, sem grande poder de imposi\u00e7\u00e3o (inclusive militar), que o contr\u00e1rio. Da parte do Brasil, o mais acertado seria orientar o expansionismo econ\u00f4mico (se for para seguir nesta dire\u00e7\u00e3o) e sua pol\u00edtica diplom\u00e1tica no sentido de estimular a solidariedade e complementaridade entre os pa\u00edses latino-americanos, colocando \u00eanfase sobre a integra\u00e7\u00e3o\/coopera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o sobre a explora\u00e7\u00e3o (mais for\u00e7a motriz e menos obst\u00e1culo).<\/p>\n<p align=\"justify\">E como tudo se decide no campo da luta pol\u00edtica, a rea\u00e7\u00e3o ao &#8220;imperialismo&#8221; brasileiro da parte dos pa\u00edses receptores de investimentos (como ocorreu na Bol\u00edvia) e a concorr\u00eancia asi\u00e1tica podem contribuir para impor a integra\u00e7\u00e3o baseada na coopera\u00e7\u00e3o\/solidariedade sobre a tend\u00eancia \u00e0 explora\u00e7\u00e3o. E atuar diplomaticamente no sentido da coopera\u00e7\u00e3o\/integra\u00e7\u00e3o[5] \u00e9 o mais acertado n\u00e3o apenas por ser essa a atua\u00e7\u00e3o correta, sob qualquer ponto de vista &#8220;racional&#8221; (buscar a paz), mas tamb\u00e9m porque o Brasil tem conduzido uma a\u00e7\u00e3o expansionista (ou &#8220;imperialista&#8221;) relativamente solit\u00e1ria, centrada no poder econ\u00f4mico-financeiro, fundamental, mas sem &#8220;poder de bala&#8221;. Conforme Katz: &#8220;Las aspiraciones hegem\u00f3nicas [do Brasil] se asemejan a las ambiciones regionales de otras econom\u00edas intermedias del planeta. Pero Brasil carece de arsenales at\u00f3micos y no tiene experiencia en funciones militares for\u00e1neas. Se encuentra, por ahora, al margen del selecto club de las potencias que definen rumbos a escala global&#8221; (2009b).<\/p>\n<p align=\"justify\">Contudo, para Katz, a fim de sustentar a pol\u00edtica expansionista de suas corpora\u00e7\u00f5es, o Brasil se militariza com tecnologia francesa, sendo que o correlato militar da expans\u00e3o multinacional n\u00e3o se limita aos vizinhos fronteiri\u00e7os, estendendo-se \u00e0 presen\u00e7a no Haiti, cujo objetivo seria facilitar o ingresso de firmas brasileiras no Caribe e um assento no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU. O governo Lula estaria inclusive condicionando \u00e0 continuidade do MERCOSUL \u00e0 lideran\u00e7a do Brasil e, supostamente, o sub-imperialismo brasileiro contaria com a anu\u00eancia do governo Barack Obama, que teria no pa\u00eds um aliado contra as for\u00e7as hostis lideradas pela Venezuela. (Katz, 2009a)<\/p>\n<p align=\"justify\">As apostas do autor parecem por enquanto equivocadas, pois o acordo com a Fran\u00e7a contraria interesses comerciais da 1\u00aa pot\u00eancia; as rela\u00e7\u00f5es Brasil-EUA n\u00e3o t\u00eam sido das mais harm\u00f4nicas e promissoras, ao contr\u00e1rio das rela\u00e7\u00f5es Brasil-Venezuela. Quanto \u00e0 presen\u00e7a no Haiti, n\u00e3o parece relevante aos objetivos apontados e, ap\u00f3s o terremoto, h\u00e1 muita controv\u00e9rsia quanto aos dividendos que a reconstru\u00e7\u00e3o do pa\u00eds possa proporcionar (e seria melhor deixar tamanha mesquinharia de lado). A lideran\u00e7a do Brasil no Mercosul est\u00e1 dada pelo peso da sua economia e, mesmo que o pa\u00eds detivesse poder militar &#8220;de pot\u00eancia&#8221;, \u00e9 bastante fantasioso achar que invadiria qualquer vizinho a fim de submet\u00ea-los a formas de imperialismo militar, embora o poder simb\u00f3lico tenha efeitos igualmente poderosos. Mas o Brasil n\u00e3o tem poder militar para tanto e vai demorar muito para alcan\u00e7\u00e1-lo, se \u00e9 que um dia o alcan\u00e7ar\u00e1.<\/p>\n<p align=\"justify\">Em todo caso, este tipo de an\u00e1lise\/opini\u00e3o sobre a expans\u00e3o brasileira na Am\u00e9rica Latina tem crescido nos meios acad\u00eamicos e de comunica\u00e7\u00e3o e deve ser combatido com uma atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica\/comercial mais &#8220;branda&#8221;. Isto se o pa\u00eds for mesmo &#8220;optar&#8221; decididamente pela via expansionista de desenvolvimento\/crescimento econ\u00f4mico e tiver f\u00f4lego financeiro para tanto. At\u00e9 aqui, conforme Giambiagi, no jornal Valor Econ\u00f4mico (27\/07\/2009), o BNDES tem alcan\u00e7ado \u00eaxito na maioria das suas opera\u00e7\u00f5es e tem conseguido cumprir com os objetivos de lucro e pagamento de dividendos expressivos ao Tesouro \u2013 na m\u00e9dia de 2006\/08, foram 40% maiores que os da Petrobras. O problema seriam os aportes futuros, previstos [e confirmados] de forma a subsidiar pol\u00edticas antic\u00edclicas. Conforme Almeida:<\/p>\n<p align=\"justify\">O custo fiscal anual dos empr\u00e9stimos do Tesouro ao BNDES, caso se confirme mais um aporte de R$ 100 bilh\u00f5es [confirmado], dever\u00e1 variar entre R$ 5,2 bilh\u00f5es e R$ 13,8 bilh\u00f5es, segundo c\u00e1lculos do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea). Almeida acha que, provavelmente, o valor deve se situar pr\u00f3ximo a R$ 10 bilh\u00f5es, o que equivale a 85% dos recursos programados para o Bolsa-Fam\u00edlia em 2009, de R$ 11,9 bilh\u00f5es. (Estado de S\u00e3o Paulo, 07\/12\/2009)[6]<\/p>\n<p align=\"justify\">A crise de 2008 e as pol\u00edticas antic\u00edclicas empreendidas levaram a um endividamento maior do Banco junto \u00e0 Uni\u00e3o, insustent\u00e1vel no longo prazo, \u00e0 medida que demandaria empr\u00e9stimos maci\u00e7os junto ao Tesouro todos os anos. Conforme Giambiagi (Valor Econ\u00f4mico, 27\/07\/2009), &#8220;cedo ou tarde, ser\u00e1 preciso fazer escolhas dif\u00edceis&#8221;. Pereira e Sim\u00f5es (2010:10), tamb\u00e9m economistas do BNDES, apesar da defesa veemente do aporte para o BNDES e de todas as prospec\u00e7\u00f5es positivas que fazem sobre o retorno dos investimentos, admitem que: &#8220;A mensura\u00e7\u00e3o dos efeitos diretos relativos ao diferencial entre o custo de capta\u00e7\u00e3o do Tesouro e a taxa a ser recebida no cr\u00e9dito contra o BNDES s\u00f3 poder\u00e1 ser realizada com exatid\u00e3o ao final do per\u00edodo do empr\u00e9stimo (30 anos)&#8221;. E por certo n\u00e3o ser\u00e1 nada f\u00e1cil ao BNDES &#8220;desmamar as empresas&#8221;, como prop\u00f5e Arm\u00ednio Fraga (Isto \u00e9\/Dinheiro, 11\/11\/2009). Ou investir no novo, como defende Carlos Lessa: &#8220;O BNDES recebe um dinheiro de pai para filho e deveria us\u00e1-lo em atividades nobres, para criar coisas novas, n\u00e3o para financiar o que j\u00e1 existe&#8221; (idem).<\/p>\n<p align=\"justify\">Enfim, o papel &#8220;desenvolvimentista&#8221; do BNDES, como observou Giambiagi (2009) est\u00e1 envolto em controv\u00e9rsias\/pol\u00eamicas, muitas vezes contaminadas pelo vi\u00e9s ideol\u00f3gico dos debatedores. Para o economista do Banco, o tema tem sido muito pouco discutido em profundidade \u2013 &#8220;contam-se nos dedos as teses acad\u00eamicas sobre o assunto&#8221;. Desta perspectiva, seria interessante investigar em profundidade a autonomia da Institui\u00e7\u00e3o para cobrar do empresariado &#8220;eleito&#8221; metas de desempenho e cumprimento das regras contratuais estipuladas (mormente se o neg\u00f3cio der errado).<\/p>\n<p align=\"justify\">Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas:<\/p>\n<p align=\"justify\">* ALMEIDA, Mansueto: Nota T\u00e9cnica \u2013 Impacto Fiscal da Rela\u00e7\u00e3o entre Tesouro Nacional e BNDES; IPEA, 12 de novembro de 2009.<\/p>\n<p align=\"justify\">* ALEM, Ana Claudia; CAVALCANTI, Carlos Eduardo. O BNDES e o apoio \u00e0 internacionaliza\u00e7\u00e3o das empresas brasileiras: Algumas Reflex\u00f5es. Revista do BNDES, Rio de Janeiro, v. 12, n. 24, p.43-76, dez. 2005.<\/p>\n<p align=\"justify\">* FUNDA\u00c7\u00c3O DOM CABRAL. Ranking FDC das Transnacionais Brasileiras: Internacionaliza\u00e7\u00e3o segue crescendo. S\u00e3o Paulo, 2008.<\/p>\n<p align=\"justify\">* GIAMBIAGI, Fabio. O BNDES e as escolhas futuras. Valor Econ\u00f4mico, S\u00e3o Paulo, 27 de julho de 2009.<\/p>\n<p align=\"justify\">* GIAMBIAGI, F\u00e1bio; RIECHE, Fernando e AMORIM, Manoel. As Finan\u00e7as do BNDES: Evolu\u00e7\u00e3o Recente e Tend\u00eancias Revista do BNDES, Rio de Janeiro, v. 16, n. 31, p. 3-40, Jun. 2009<\/p>\n<p align=\"justify\">* KATZ, Claudio. America Latina frente a la crisis global. 2009. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.lahaine.org\/katz\" target=\"_blank\">http:\/\/www.lahaine.org\/katz<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">* KATZ, Claudio. Latinoam\u00e9rica V: El peculiar Ascenso de Brasil. 2009b. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.lahaine.org\/katz\" target=\"_blank\">http:\/\/www.lahaine.org\/katz<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">* LUCE, Mathias. La expansi\u00f3n del subimperialismo brasile\u00f1o, Patria Grande, dic. 2008<\/p>\n<p align=\"justify\">* PEREIRA, Thiago Rabelo e SIMOES, Adriano Nascimento. O papel do BNDES na aloca\u00e7\u00e3o de recursos: avalia\u00e7\u00e3o do custo fiscal do empr\u00e9stimo de R$ 100 bilh\u00f5es concedido pela Uni\u00e3o em 2009. Revista do BNDES 33, junho 2010\/<\/p>\n<p align=\"justify\">* RANKING TRANSNACIONAIS BRASILEIRAS 2010 \u2013 Funda\u00e7\u00e3o Dom Cabral (FDC). <a href=\"http:\/\/www.fdc.org.br\/pt\/Documents\/ranking_transnacionais_2010.pdf\" target=\"_blank\">http:\/\/www.fdc.org.br\/pt\/Documents\/ranking_transnacionais_2010.pdf<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">* SENNES, Ricardo; MENDES, Ricardo Camargo; KOHLMANN, Gabriel. Argumentos para um salto qualitativo da estrat\u00e9gia de inser\u00e7\u00e3o internacional do Brasil. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.prospectivaconsultoria.com.br\/attachments\/609\" target=\"_blank\">WWW.prospectivaconsultoria.com.br\/attachments\/609<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Peri\u00f3dicos:<\/p>\n<p align=\"justify\">* Jornal Folha de S\u00e3o Paulo (27\/09\/2009; 25\/06\/2010)<\/p>\n<p align=\"justify\">* Jornal O Estado de S\u00e3o Paulo (15\/02\/2010; 07\/12\/2009)<\/p>\n<p align=\"justify\">* Revista Am\u00e9rica Economia, nov. 2009.<\/p>\n<p align=\"justify\">* Revista Isto \u00e9 Dinheiro, 11 nov. 2009.<\/p>\n<p align=\"justify\">* Revista Exame, 01 out. 2009.<\/p>\n<p align=\"justify\">[1] Conforme o Ranking da FDC: &#8220;A JBS-Friboi foi a empresa que apresentou maior \u00edndice de transnacionalidade no Ranking 2010. Sendo a maior empresa privada do Brasil, ela possui 83,6% de suas vendas e 64,0% de seus funcion\u00e1rios no exterior. A empresa atua em sete pa\u00edses em cinco continentes, demonstrando uma grande capacidade de dispers\u00e3o geogr\u00e1fica&#8221; (2010:09).<\/p>\n<p align=\"justify\">[2] Dispon\u00edvel na vers\u00e3o online: <a href=\"http:\/\/estad%c3%a3o.com.br\/estadaodehoje\/20100215\/not_imp511466,0php\" target=\"_blank\">estad\u00e3o.com.br\/estadaodehoje\/20100215\/not_imp511466,0php<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">[3] Para Joesley Batista (um dos donos da JBS), eles \u00e9 que ajudam o Banco: &#8220;(\u2026) pagamos [o BNDES] com a\u00e7\u00f5es, ele recebeu a\u00e7\u00f5es. (\u2026) As pessoas falam: `Mas o BNDES investiu muito dinheiro&#8217;. O ponto \u00e9 que n\u00f3s fazemos coisas. (\u2026) Eu, como investidor, ando atr\u00e1s de um bom retorno. Por isso que eu defendo que n\u00f3s ajudamos o BNDES. N\u00f3s estamos a\u00ed ca\u00e7ando oportunidade para ele investir o dinheiro dele&#8221;. Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/www.pecuaria.com.br\/info.php?ver=7755\" target=\"_blank\">www.pecuaria.com.br\/info.php?ver=7755<\/a>.<\/p>\n<p align=\"justify\">[4] Utilizamos aqui a pesquisa de Let\u00edcia Nigro Leme, sob nossa orienta\u00e7\u00e3o, &#8220;A emerg\u00eancia de Evo Morales na Bol\u00edvia e as rela\u00e7\u00f5es Brasil-Bol\u00edvia no setor energ\u00e9tico&#8221;. Campinas, FACAMP, 2007<\/p>\n<p align=\"justify\">[5] Evitando conflitos tais como os da Petrobr\u00e1s e EBX na Bol\u00edvia; Odebrecht no Equador; Itaipu e brasiguaios no Paraguai; disputas comerciais entre Brasil e Argentina etc.<\/p>\n<p align=\"justify\">[6] Dispon\u00edvel em <a href=\"http:\/\/desafios2.ipea.gov.br\/003\/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=12975\" target=\"_blank\">HTTP:\/\/desafios2.ipea.gov.br\/003\/00301009.jsp?ttCD_CHAVE=12975<\/a><\/p>\n<p align=\"justify\">Angelita Matos Souza \u00e9 Professora de Ci\u00eancia Pol\u00edtica na Universidade Estadual Paulista \u2013 Unesp\/Mar\u00edlia. (<a href=\"https:\/\/mail.google.com\/mail\/h\/1hbrkz8kb06hz\/?v=b&amp;cs=wh&amp;to=angelitams%40uol.com.br\" target=\"_blank\">angelitams@uol.com.br<\/a>).<\/p>\n<p align=\"justify\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito: wikimedia.org\n\n\n\n\n\n\n\n\npor Angelita Matos Souza\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/723\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-723","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-bF","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=723"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/723\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}