{"id":7270,"date":"2014-12-19T00:14:20","date_gmt":"2014-12-19T00:14:20","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7270"},"modified":"2014-12-19T00:14:20","modified_gmt":"2014-12-19T00:14:20","slug":"greve-geral-na-italia-o-governo-do-pd-contra-os-trabalhadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7270","title":{"rendered":"Greve geral na It\u00e1lia: o governo do PD contra os trabalhadores"},"content":{"rendered":"\n<p>BDF-616 \u2013 Edi\u00e7\u00e3o de 18 a 24 de dezembro de 2014 \u2013 It\u00e1lia P\u00e1g 16 &#8211; Internacional<\/p>\n<p>LUTA SINDICAL &#8211; No dia 12 de dezembro, 60% dos trabalhadores italianos cruzaram os bra\u00e7os. Mais de 1,5 milh\u00e3o de pessoas participaram das 54 manifesta\u00e7\u00f5es da greve geral promovida pela CGIL, UIL e FIOM.<\/p>\n<p>Achille Lollo de Roma (It\u00e1lia) \u2014 Na It\u00e1lia, o dia 12 de dezembro tem um significado particular, porque foi nesse dia que, em 1969, os servi\u00e7os secre\u00adtos e a direita ma\u00e7\u00f4nica monitoraram os grupos neofascistas para fazer explodir a \u201cEstrat\u00e9gia da Tens\u00e3o\u201d, primeiro degrau para provocar a interven\u00e7\u00e3o golpista das For\u00e7as Armadas e enclausurar a esquer\u00adda e, sobretudo, o movimento sindical na ordem direitista da Otan.<\/p>\n<p>Por isso, os secret\u00e1rios confederais Su\u00adsanna Camusso, da CGIL, e Carmelo Bar\u00adbagallo, da UIL, juntamente a Maurizio Landini, secret\u00e1rio geral da Federa\u00e7\u00e3o dos Metal\u00fargicos (FIOM\/CGIL), decidi\u00adram que a greve geral de 24 horas deve\u00adria ser realizada no dia 12, para juntar o simbolismo pol\u00edtico da luta contra o gol\u00adpismo e o neofascismo, com a posi\u00e7\u00e3o fir\u00adme dos trabalhadores contra a nova Lei do Trabalho (Jobs Act), que ataca fron\u00adtalmente o artigo primeiro da Constitui\u00ad\u00e7\u00e3o, segundo o qual \u201ca It\u00e1lia \u00e9 uma rep\u00fa\u00adblica fundada no trabalho\u201d.<\/p>\n<p>1,5 milh\u00e3o nas ruas<\/p>\n<p>Esta greve geral \u2013 a primeira a ser re\u00adalizada desde 2006 contra um governo que diz ser de centro-esquerda \u2013 reali\u00adzou 54 manifesta\u00e7\u00f5es nas principais ci\u00addades italianas, juntando trabalhadores, estudantes, aposentados, desemprega\u00addos, imigrantes e os movimentos sociais. Uma realidade pol\u00edtica evidente que de\u00admonstra a ruptura de Matteo Renzi com as bases do PD, que, dessa forma, n\u00e3o controla mais a principal confedera\u00e7\u00e3o sindical, a CGIL, e a combativa federa\u00ad\u00e7\u00e3o dos metal\u00fargicos, a FIOM. Isso sig\u00adnifica que daqui por diante o PD de Ren\u00adzi n\u00e3o poder\u00e1 mais garantir ao mercado a necess\u00e1ria \u201cpaz social\u201d.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esta greve, que foi caracterizada por enfrentamentos entre os batalh\u00f5es de choque da pol\u00edcia e os movimentos sociais em Roma, Bolonha, Torino e Mi\u00adl\u00e3o tornou-se evidente as rupturas entre o governo e os sindicatos e tamb\u00e9m en\u00adtre o PD e os trabalhadores em geral. Isto porque os deputados e senadores da cha\u00admada \u201cEsquerda do PD\u201d e da \u201cTend\u00ean\u00adcia Minorit\u00e1ria\u201d mudaram seu posicio\u00adnamento pol\u00edtico ao votarem a nova Lei do Trabalho como Matteo Renzi exigiu.<\/p>\n<p>Infelizmente, os parlamentares dissi\u00addentes do PD se esqueceram do bl\u00e1 bl\u00e1 bl\u00e1 dos opositores e votaram o Jobs Act, para respaldar o novo grupo dirigente do PD. Por\u00e9m, \u00e9 preciso lembrar que antes dessa vota\u00e7\u00e3o, Renzi foi muito claro ao di\u00adzer aos deputados e senadores \u201cdissiden\u00adtes\u201d que nas pr\u00f3ximas elei\u00e7\u00f5es deveriam procurar outro partido \u2013 uma chantagem pol\u00edtica e emocional que pesou bastante na consci\u00eancia e, sobretudo, no bolso da maioria dos parlamentares do PD.<\/p>\n<p>Dilema<\/p>\n<p>Para muitos deles se apresentou o dile\u00adma: o que vou fazer sem o rico sal\u00e1rio de parlamentar? Posso renunciar a podero\u00adsa estrutura eleitoral do aparelho parti\u00add\u00e1rio do PD e renunciar a possibilidade de ser reeleito? Posso desistir dos benef\u00ed\u00adcios materiais que o Parlamento propor\u00adciona, sobretudo agora que o PD est\u00e1 no governo, al\u00e9m de dirigir as principais re\u00adgi\u00f5es e prefeituras?<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a maior parte dos parla\u00admentares do PD, para segurar sua cadei\u00adra no Parlamento, preferiu baixar a cabe\u00ad\u00e7a ao \u201cdiktat\u201d de Renzi.<\/p>\n<p>Na realidade, somente o pequeno gru\u00adpo de senadores \u201cdissidentes\u201d do PD, li\u00adgados ao ex- diretor do notici\u00e1rio de TV RAINEWS, Corradino Minneo, votou contra e mais tr\u00eas deputados dissiden\u00adtes que optaram n\u00e3o comparecer no dia da vota\u00e7\u00e3o. Um comportamento que deu um basta \u00e0s pol\u00eamicas sobre a expuls\u00e3o dos dissidentes e a consequente forma\u00ad\u00e7\u00e3o de um novo partido sob a dire\u00e7\u00e3o de Massimo D\u2019Alema. Ali\u00e1s, o mesmo, no dia da greve geral, em Bari, foi vaiado e chamado de \u201cvendido\u201d.<\/p>\n<p>Um contexto que a grande m\u00eddia, e em particular o jornal La Repubblica, acom\u00adpanhou com manchetes cubitais, dando sempre respalda a Renzi, que se apro\u00adveitou disso para desafiar com muita ar\u00adrog\u00e2ncia as lideran\u00e7as sindicais, apesar dessas terem pedido um encontro com o governo para tentar rever a nova Lei do Trabalho.<\/p>\n<p>A resposta do governo veio logo para demonstrar aos sindicatos que n\u00e3o temia a greve geral. Por isso, o ministro do In\u00adterior, Angelino Alfano, ordenou aos di\u00adretores da pol\u00edcia de choque reprimirem \u201cqualquer manifesta\u00e7\u00e3o n\u00e3o autorizada\u201d. Assim, na semana que antecedeu a greve geral houve uma desagrad\u00e1vel encena\u00ad\u00e7\u00e3o do \u201cpoder policial\u201d contra os piquetes de oper\u00e1rios que, em Roma, Terni, Bolo\u00adnha, N\u00e1poles e Turim protestavam pelo fechamento de suas f\u00e1bricas.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Alfano ordenou a re\u00adtirada dos batalh\u00f5es de choque das ru\u00adas somente quando o secret\u00e1rio-geral da FIOM-CGIL, Maurizio Landini, amea\u00ad\u00e7ou ocupar a capital com os metal\u00fargicos para interrogar e chamar a responsabili\u00addade do governo \u2013 ao participar em um desses piquetes e, portanto, ter presen\u00adciado os violentos espancamentos com cassetetes e os ataques com canh\u00f5es de \u00e1gua e bombas de g\u00e1s lacrimog\u00eaneo.<\/p>\n<p>De novo os metal\u00fargicos?<\/p>\n<p>A greve geral foi saudada por tr\u00eas li\u00adderan\u00e7as sindicais: Susanna Camusso, da CGIL; Carmelo Barbagallo, da UIL; e Maurizio Landini, da FIOM\/CGIL. Po\u00adr\u00e9m, foi Landini quem mais se destacou na semana que antecedeu a greve geral e depois na grande manifesta\u00e7\u00e3o de Roma. Uma ousadia e uma determina\u00e7\u00e3o pol\u00edti\u00adca que tem tudo a ver com a hist\u00f3ria da federa\u00e7\u00e3o dos metal\u00fargicos e a forma\u00ad\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de Landini, que aos 15 anos, come\u00e7ou a trabalhar como soldador em uma \u201ccooperativa vermelha\u201d, sendo j\u00e1 militante da juventude do PCI e filiado \u00e0 FIOM\/CGIL.<\/p>\n<p>De fato, as tem\u00e1ticas de Camusso e de Barbagallo foram muito \u201clight\u201d, n\u00e3o ar\u00adriscando o enfrentamento pol\u00edtico com o governo, para deixar aberta uma por\u00adta a eventuais negocia\u00e7\u00f5es. Praticamen\u00adte, debaixo dos tons e de certas frases proferidas com altera\u00e7\u00f5es verbais pa\u00adra acalmar a massa de oper\u00e1rios, estu\u00addantes, aposentados, desempregados e, sobretudo, mulheres n\u00e3o havia uma es\u00adpec\u00edfica vontade pol\u00edtica de brigar com o governo, tal como aconteceu em 2002 contra Berlusconi.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que Camusso e Barba\u00adgallo fizeram lindas interven\u00e7\u00f5es, cheias de corados adjetivos e de cr\u00edticas ao go\u00adverno s\u00f3 porque, naquele momento, sen\u00adtiram-se obrigados a faz\u00ea-las, pois, ca\u00adso contr\u00e1rio, todo o comando pol\u00edtico da greve geral passaria \u00e0s m\u00e3os dos meta\u00adl\u00fargicos da FIOM\/CGIL, liderados por Landini, que, por sua vez, sempre mani\u00adfestou posi\u00e7\u00f5es de esquerda.<\/p>\n<p>N\u00e3o podemos esquecer que esta gre\u00adve geral vem depois de anos e anos de conciliadora \u201cconcertaci\u00f3n\u201d por parte das dire\u00e7\u00f5es da CGIL e da UIL que, pa\u00adra tentar salvar a hist\u00f3rica alian\u00e7a com a CISL e, portanto, manter a chamada \u201cunidade nas lutas\u201d, na realidade, limi\u00adtaram a defesa dos trabalhadores aos m\u00ednimos termos. Tanto \u00e9 que hoje, na It\u00e1lia, o n\u00edvel do desemprego atingiu 13%, tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o do \u201cesp\u00edrito conciliador com os empres\u00e1rios\u201d dessas tr\u00eas confedera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por isso tudo, os metal\u00fargicos \u2013 que foram os mais atacados com o \u201ccontra\u00adto FIAT\u201d e com a desmobiliza\u00e7\u00e3o das f\u00e1\u00adbricas para o exterior \u2013 voltaram a assu\u00admir no movimento sindical um papel di\u00adrigente preponderante. De fato, n\u00e3o po\u00addemos esquecer que o Estatuto dos Tra\u00adbalhadores \u2013 que agora o PD de Mat\u00adteo Renzi acabou de desmontar \u2013 foi uma das grandes conquistas que os me\u00adtal\u00fargicos e a FIOM\/CGIL lograram em 1970, ap\u00f3s dois anos de dur\u00edssimas lutas e enfrentamentos contra os governos da Democracia Crist\u00e3.<\/p>\n<p>\u201cEssa luta ainda n\u00e3o acabou\u201d, diz Maurizio Landini<\/p>\n<p>Brasil de Fato \u2014 Como voc\u00ea avalia essa greve geral que mobilizou nas ruas mais de 1,5 milh\u00e3o de pessoas?<\/p>\n<p>Maurizio Landini: \u201c&#8230;Essa \u00e9 uma res\u00adposta, sobretudo, para aqueles que n\u00e3o acreditavam no sucesso da greve e pa\u00adra aqueles que n\u00e3o queriam um enfren\u00adtamento com o governo por ser um go\u00adverno do Partido Democr\u00e1tico. Na rea\u00adlidade, o sucesso da greve geral foi mui\u00adto importante porque demonstra que somente com a luta \u00e9 poss\u00edvel repre\u00adsentar os interesses dos trabalhadores e melhorar as condi\u00e7\u00f5es de trabalho, reivindicando um sistema de aposen\u00adtadoria mais justo e com a redu\u00e7\u00e3o da idade para se aposentar, reivindicando, tamb\u00e9m, o emprego para quem n\u00e3o o tem e, consequentemente, combater o trabalho prec\u00e1rio e todas as formas ne\u00adfastas de flexibiliza\u00e7\u00e3o. Essa greve ge\u00adral serviu, portanto, para recolocar es\u00adsas quest\u00f5es na ordem do dia. \u00c9 uma batalha que come\u00e7amos e que continu\u00adaremos a fazer juntos&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Brasil de Fato \u2014 Quando Matteo Renzi, estimulado pelo Banco Central Europeu e pela FIAT, de Marchionne, antecipou o projeto da nova Lei do Trabalho (Jobs Act) voc\u00ea logo assumiu uma posi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Pode explicar os motivos?<\/p>\n<p>Maurizio Landini: \u201c&#8230;As normas que o governo colocou no Jobs Act s\u00e3o erradas e injustas. S\u00e3o nor\u00admas que n\u00e3o servem para criar novos empregos, n\u00e3o enfrentam o problema dos trabalhadores prec\u00e1rios, n\u00e3o resol\u00advem outro grande problema que \u00f3 o de\u00adsemprego juvenil. Tampouco ajudar\u00e3o a It\u00e1lia a sair da crise econ\u00f4mica que, na pr\u00e1tica, enterrou o crescimento do pa\u00eds, por conta de gastos in\u00fateis, da corrup\u00e7\u00e3o e das m\u00faltiplas ilegalidades no mundo do trabalho e no social.<\/p>\n<p>Brasil de Fato \u2014 Por qual motivo a \u201cgrande m\u00eddia\u201d limita a greve geral a um protesto contra a cassa\u00e7\u00e3o do Art. 18?<\/p>\n<p>Maurizio Landini: \u201c&#8230;Na realidade, existe uma clara posi\u00ad\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de fechamento para dividir os trabalhadores e pod\u00ea-los submeter a tudo. Com essa nova Lei do Trabalho, o governo optou pela redu\u00e7\u00e3o dos direi\u00adtos, ap\u00f3s ter assumido as f\u00f3rmulas de quem acha que os novos empregos se criam somente desempregando. Pois, essa gente esqueceu que o trabalho \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o fundamental para os homens e as mulheres viverem e viverem com dignidade.<\/p>\n<p>Brasil de Fato \u2014 A greve geral conclui um ciclo de mobiliza\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Maurizio Landini: \u201c&#8230;Nada disso! Essa luta ainda n\u00e3o aca\u00adbou. Com a vota\u00e7\u00e3o no Parlamento do Jobs Act, n\u00f3s continuaremos a lutar porque o governo dever\u00e1 ainda imple\u00admentar essa nova lei e em algum mo\u00admento o governo dever\u00e1 tamb\u00e9m deci\u00addir o rumo das op\u00e7\u00f5es da sua pol\u00edtica econ\u00f4mica&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Achille Lollo \u00e9 jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na It\u00e1lia e editor do programa TV \u201cQuadrante Informativo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7270\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[101],"tags":[],"class_list":["post-7270","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c114-italia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Tg","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7270","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7270"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7270\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7270"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7270"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7270"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}