{"id":7319,"date":"2015-01-11T12:20:07","date_gmt":"2015-01-11T12:20:07","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7319"},"modified":"2015-01-11T12:20:07","modified_gmt":"2015-01-11T12:20:07","slug":"os-estados-unidos-e-a-uniao-europeia-armaram-os-terroristas-no-iraque-e-na-siria-e-criaram-o-estado-islamico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7319","title":{"rendered":"Os Estados Unidos e a Uni\u00e3o Europeia armaram os terroristas no Iraque e na S\u00edria e criaram o Estado Isl\u00e2mico"},"content":{"rendered":"\n<p>Perante o avan\u00e7o do ex\u00e9rcito do Estado Isl\u00e2mico, os EUA e os seus aliados da UE tentam destruir com bombardeamentos indiscriminados a sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro dif\u00edcil de matar. Nenhuma guerra pode ser ganha apenas com bombardeamentos. E quem paga o pre\u00e7o s\u00e3o, mais uma vez, os martirizados povos do M\u00e9dio-Oriente, de novo e sempre v\u00edtimas da criminosa ac\u00e7\u00e3o do imperialismo.<\/p>\n<p>O objectivo inicial era acabar com o governo democr\u00e1tico da S\u00edria, mas para os aprendizes de feiticeiro foi uma m\u00e1 jogada.<\/p>\n<p>A inger\u00eancia dos Estados Unidos e da Uni\u00e3o Europeia no M\u00e9dio Oriente para destruir o Iraque e derrubar o governo constitucional de Bashar al Assad da S\u00edria, e o apoio econ\u00f3mico e militar que incluiu o fornecimento de armas nucleares a Israel foram determinantes para o aparecimento do ISIS-EIIL (Estado Isl\u00e2mico do Iraque) que inicialmente era constitu\u00eddo por grupos terroristas armados, financiados e treinados pela CIA e outras ag\u00eancias de intelig\u00eancia da Uni\u00e3o Europeia, e constitui agora um ex\u00e9rcito que semeia o terror em nome do Estado Isl\u00e2mico que pretende organizar um califado ao estilo medieval mas com armas de tecnologia de ponta entregues pelo imp\u00e9rio e seus aliados europeus.<\/p>\n<p>Perante o avan\u00e7o do ex\u00e9rcito do Estado Isl\u00e2mico os Estados Unidos e os seus aliados da Uni\u00e3o Europeia, entre assustados e assombrados, tentam destruir a sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o com bombardeamentos indiscriminados, pois perceberam demasiado tarde ter originado um monstro dif\u00edcil de matar. H\u00e1 analistas e especialistas no M\u00e9dio Oriente que afirmam que nem em trinta anos poder\u00e3o derrotar o ISIS-EIL e que poder\u00e1 tornar-se no segundo Vietname para o imp\u00e9rio e seus sequazes.<\/p>\n<p>O EIL transformou-se em Estado Isl\u00e2mico no Iraque e no Levante (ISIS pelas suas siglas em ingl\u00eas) quando, com o apoio e patroc\u00ednio dos Estados Unidos e seus c\u00famplices europeus iniciou e alargou as suas ac\u00e7\u00f5es terroristas na S\u00edria, para derrubar o presidente Bashar al-Assad. Os mortos s\u00edrios contam-se aos milhares como obra desses terroristas fan\u00e1ticos, dogm\u00e1ticos e totalmente fundamentalistas.<\/p>\n<p>O objectivo imediato desses terroristas que contam agora com um ex\u00e9rcito superior a 18 000 soldados, com refor\u00e7os provenientes do Reino Unido, de outros pa\u00edses da Europa e dos Estados Unidos, \u00e9 a autoproclama\u00e7\u00e3o do califado mundial que quer ser chamado Estado Isl\u00e2mico e ser reconhecido a n\u00edvel internacional.<\/p>\n<p>\u00c9 precisamente para negar a exist\u00eancia de um Estado Isl\u00e2mico que Washington e outros pa\u00edses e especialistas se referem aos jihadistas como ISIS e n\u00e3o como Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>O grupo jihadista ISIS que est\u00e1 a espalhar o seu terror pela S\u00edria e Iraque modificou o seu nome e em meados do m\u00eas de Julho proclamou o seu califado. Deixou de chamar-se Estado Isl\u00e2mico no Iraque e no Levante para se autodenominar Estado Isl\u00e2mico. O que significa o seu nome? Tem conota\u00e7\u00f5es distintas o uso de um e outro?<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria do grupo remonta a 2002 quando o jordano Abu Musab al Zarqaw, com o nome de Tawhid waal-Jihad, que jurou lealdade a Osama bin Laden no que um ano depois se tornou um ramo no Iraque da Al-Qaeda. Com a morte de Abu Musab al Zaraw em 2006 a Al-Qaeda criou o Estado Isl\u00e2mico do Iraque, que se fundiu com as mil\u00edcias do Iraque e S\u00edria, criando o actual Estado Isl\u00e2mico e do Levante. Adquiriu nesse momento o nome de EII.<\/p>\n<p>Em 2013, com esse nome e ainda como uma marca da Al-Qaeda, estende os seus tent\u00e1culos pela S\u00edria. O EIL transforma-se noutro dos grupos rebeldes que luta contra o regime de Bashar al Assad, com o apoio da Frente Al Nusra, o ramo da Al Qaeda na S\u00edria, O seu l\u00edder, o inimigo n\u00famero um dos Estados Unidos, AbuBakr al Baghadi ordena que o grupo terrorista comece a denominar-se Estado Isl\u00e2mico no Iraque e Levante (ISIL pelas suas siglas em Ingl\u00eas).<\/p>\n<p>O presidente Barack Obama explicou no passado 10 de Setembro a sua estrat\u00e9gia para acabar com o grupo terrorista. Refere-se sempre aos jihadistas por este acr\u00f3nimo e n\u00e3o como Estado Isl\u00e2mico, nome com que a organiza\u00e7\u00e3o quer ser conhecida.<\/p>\n<p>A correspondente da CNN para Assuntos Globais, Elisa Labott, assegura que Washington n\u00e3o quer reconhecer os seus planos para um califado, o mesmo achando Halzam Amirah Fernandez, especialista no Mediterr\u00e2neo e Mundo \u00c1rabe do Real Instituto Elcano. \u00abN\u00e3o utilizo o nome de Estado Isl\u00e2mico porque n\u00e3o \u00e9 um estado e a maioria dos mu\u00e7ulmanos n\u00e3o os considera isl\u00e2micos\u00bb declarou \u00e0 imprensa.<\/p>\n<p>Por seu lado John Daniszewski, vice-presidente da Associated Press afirma que a inclus\u00e3o do Levante no seu nome \u00e9 a tradu\u00e7\u00e3o mais exacta do nome do grupo e reflecte as suas aspira\u00e7\u00f5es de governar sobre uma ampla franja do M\u00e9dio Oriente.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre o ISIL e o ISIS refere-se \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o \u00e1rabe do nome. Segundo afirma a CNN, ISIS \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o para o Ingl\u00eas das siglas em \u00e1rabe para Dawla al Islamiya fi al iraq wa al Sham, ou o Estado Isl\u00e2mico no Iraque e al Sham. Dado que os planos da organiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundar um califado que se estenda desde a Turquia por toda a S\u00edria at\u00e9 ao Egipto e que inclua os territ\u00f3rios palestinos, Jord\u00e2nia e L\u00edbano, para muitos especialistas esta seria a op\u00e7\u00e3o mais correcta.<\/p>\n<p>No passado m\u00eas de Julho o Estado Isl\u00e2mico proclamou o califado nos territ\u00f3rios da S\u00edria e Iraque sob o seu controle. A partir desse momento, pode ser reconhecido com esse nome. Embora seja o nome mais utilizado nos media e nas declara\u00e7\u00f5es pol\u00edticas s\u00e3o cada vez os cr\u00edticos e as vozes que se negam a chamar-lhe assim para n\u00e3o reconhecer o \u00eaxito do seu califado. Haizam Amirah assegura \u00abque se o apresentarmos assim qualquer ataque ao Estado Isl\u00e2mico pode ser apresentado como uma guerra contra o Isl\u00e3o e para eles isso \u00e9 puro oxig\u00e9nio\u00bb<\/p>\n<p>Seja como for, qualquer que seja o nome dado, para al\u00e9m do nome o grupo jihadista \u00e9 conhecido pelas suas pr\u00e1ticas medievais, que incluem crucifica\u00e7\u00f5es, decapita\u00e7\u00f5es e desmembramentos p\u00fablicos com que chamou a aten\u00e7\u00e3o para o mundo inteiro.<\/p>\n<p>Estados Unidos \u2014 Estado Isl\u00e2mico<\/p>\n<p>Noam Chomsky, renomado escritor e fil\u00f3sofo americano criticou a pol\u00edtica norte-americana no M\u00e9dio Oriente e relacionou o aparecimento do Estado Isl\u00e2mico (EI) com a interven\u00e7\u00e3o daquele pa\u00eds no Iraque.<\/p>\n<p>Numa entrevista concedida a Truthout afirmou que o aparecimento do EI e a difus\u00e3o geral do jihadismo radical \u00e9 uma consequ\u00eancia bastante natural da press\u00e3o de Washington sobre a sociedade fr\u00e1gil do Iraque. \u00abCreio que os Estados Unidos s\u00e3o um dos criadores fundamentais do EIL As suas interven\u00e7\u00f5es destruidoras no M\u00e9dio Oriente e a guerra no Iraque foram as causas b\u00e1sicas do nascimento do EIIL\u00bb declarou Chomsky.<\/p>\n<p>Mais adiante e aludindo ao acordo no passado m\u00eas de Agosto entre o regime de Israel e o Movimento de Resist\u00eancia Isl\u00e2mica Palestiniana (HAMAS) denunciou o incumprimento do regime usurpador, enquanto a parte palestiniana segundo o escritor norte-americano, o cumpriu.<\/p>\n<p>Tendo em conta o apoio militar, econ\u00f3mico, diplom\u00e1tico e ideol\u00f3gico de Washington ao regime de Telavive, acusou as autoridades israelitas de continuar as suas pol\u00edticas expansionistas nos territ\u00f3rios ocupados, deixando os palestinianos em cant\u00f5es desmembrados.\u00bb<\/p>\n<p>Em refer\u00eancia \u00e0 recente agress\u00e3o israelita contra o povoado palestiniano da Faixa de Gaza durante a qual morreram mais de 2.160 pessoas, criticou o fornecimento de armas pelos Estados Unidos ao regime de Israel. \u00abNum dado momento as armas israelitas pareciam estar no fim e os Estados unidos apoiaram amavelmente o regime de Israel com armas mais avan\u00e7adas, o que lhe permitiu continuar a investida\u00bb, declarou.<\/p>\n<p>Pe\u00e7a-chave<\/p>\n<p>Chomsky assegura estar de acordo com as declara\u00e7\u00f5es recentes do escritor e ex. agente da CIA Graham Fuller que acusou os Estados Unidos de serem um dos criadores-chave do grupo terrorista, como resultado da guerra contra o Iraque iniciada em 2003. \u00abA situa\u00e7\u00e3o \u00e9 um desastre para os Estados Unidos, mas \u00e9 um resultado natural da sua invas\u00e3o\u00bb, afirmou Chomsky.<\/p>\n<p>\u00abUma das consequ\u00eancias graves da agress\u00e3o norte-americana e inglesa foi a de inflamar os conflitos sect\u00e1rios que est\u00e3o agora a destruir o Iraque, e que se estenderam por toda a regi\u00e3o com consequ\u00eancias terr\u00edveis\u00bb, acrescenta o acad\u00e9mico.<\/p>\n<p>Chomsky adverte que o fanatismo religioso n\u00e3o se propaga s\u00f3 nesses pa\u00edses do M\u00e9dio Oriente mas tamb\u00e9m nos Estados Unidos, fen\u00f3meno do que em parte responsabiliza o Partido Republicano.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o h\u00e1 muitos pa\u00edses no mundo em que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o acredite que a m\u00e3o de Deus guia a evolu\u00e7\u00e3o e onde quase a metade pensa que o mundo foi criado h\u00e1 alguns milhares de anos\u00bb, afirmou.<\/p>\n<p>\u00abE \u00e0 medida que o Partido Republicano foi ficando cada vez mais ao servi\u00e7o dos ricos e do poder das corpora\u00e7\u00f5es, n\u00e3o pode agora apelar \u00e0 opini\u00e3o p\u00fablica para apoiar as suas pol\u00edticas reais, e v\u00ea-se obrigado a recorrer a estes sectores como uma base de votantes, dando-lhes uma influ\u00eancia substancial sobre a pol\u00edtica,\u00bb denunciou Chomsky.<\/p>\n<p>Por seu lado Leon Panetta, que foi chefe do Pent\u00e1gono e da CIA, assegura que a guerra contra os jihadistas do Estado Isl\u00e2mico (EI) ser\u00e1 complexa e poder\u00e1 durar 30 anos devido \u00e0s decis\u00f5es tomadas pelo presidente Barack Obama. Em declara\u00e7\u00f5es ao USA Today afirmou \u00abPenso que estamos perante um tipo de guerra que poder\u00e1 durar 30 anos e que poderia criar amea\u00e7as para a L\u00edbia, Nig\u00e9ria, Som\u00e1lia e I\u00e9men\u00bb.<\/p>\n<p>Em concreto Panetta garante que Obama fracassou n\u00e3o pressionando o governo do Iraque para autorizar a perman\u00eancia de um contingente de tropas norte-americanas no pa\u00eds depois da retirada das tropas em 2011, achando que isso criou um vazio na seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>O jornalista Murad Sezer da Reuters garantiu que os ataques a\u00e9reos dirigidos pelos Estados Unidos na S\u00edria n\u00e3o conseguiram interromper o avan\u00e7o do Estado Isl\u00e2mico em Koban, pondo em d\u00favida a efic\u00e1cia da estrat\u00e9gia ocidental utilizada para acabar com o movimento jihadista.<\/p>\n<p>Praticamente depois de o Pent\u00e1gono ter alargado a sua campanha a\u00e9rea do Iraque at\u00e9 \u00e0 S\u00edria para combater os activistas do Estado Isl\u00e2mico os milicianos curdos afirmam que esses bombardeamentos tiveram um impacto m\u00ednimo para fazer retroceder posi\u00e7\u00f5es a esse movimento jihadista, informou The Guardian.<\/p>\n<p>\u00abN\u00e3o basta realizar ataques a\u00e9reos de forma isolada para derrotar o Estado Isl\u00e2mico, em Koban\u00bb afirma Idris Nassan porta-voz dos combatentes curdos. Est\u00e3o a atacar a cidade em tr\u00eas frentes e os avi\u00f5es de combate simplesmente n\u00e3o podem abater todos os activistas do Estado Isl\u00e2mico no terreno.<\/p>\n<p>Mesmo assim Nassan adverte que o Estado Isl\u00e2mico adaptou as suas pr\u00f3prias t\u00e1cticas militares para escapar a esses ataques a\u00e9reos, dispersando-se e escondendo-se ao ver os avi\u00f5es de combate. Na pr\u00e1tica os milicianos curdos s\u00e3o os que t\u00eam defendido a cidade de Koban. H\u00e1 den\u00fancias de que os jihadistas do EIL capturaram, torturaram, violaram e assassinaram milicianas curdas que defendiam a cidade.<\/p>\n<p>Nesse sentido o reconhecimento de que os bombardeamentos a\u00e9reos n\u00e3o s\u00e3o suficientes para combater o rumo da situa\u00e7\u00e3o desestabiliza os membros da coliga\u00e7\u00e3o liderada pelos Estados Unidos, incluindo o Governo do Reino Unido, que tamb\u00e9m apoia a ideia de que a guerra a\u00e9rea \u00e9 a melhor op\u00e7\u00e3o na luta contra o Estado Isl\u00e2mico.<\/p>\n<p>Apesar das vozes que insistem que a estrat\u00e9gia actual n\u00e3o \u00e9 a adequada para vencer os jihadistas, Nick Clegg, o vice primeiro-ministro brit\u00e2nico, afirma que n\u00e3o acredita que a solu\u00e7\u00e3o resida no aumento das for\u00e7as armadas terrestres como se se tratasse de uma luta convencional de \u00abestado contra estado\u00bb.<\/p>\n<p>Pela sua parte o primeiro-ministro David Cameron n\u00e3o se quer pronunciar sobre os bombardeamentos a\u00e9reos na S\u00edria at\u00e9 os liberas democratas e trabalhistas estarem de acordo.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida a situa\u00e7\u00e3o no Iraque, na S\u00edria, nos Estados \u00e1rabes que fazem parte da coliga\u00e7\u00e3o e na Turquia \u00e9 sumamente complexa tanto pelos interesses geopol\u00edticos e econ\u00f3micos das grandes potencias, a corrup\u00e7\u00e3o de muitos estados \u00e1rabes que se tem prestado ao jogo do imp\u00e9rio e seus aliados como pelos sentimentos religiosos fanatizados dos combatentes jihadistas.<\/p>\n<p>H\u00e1 analistas que criticam acidamente os Estados Unidos ao afirmar que n\u00e3o poder\u00e3o derrotar o Estado Isl\u00e2mico se at\u00e9 agora n\u00e3o foram capazes de vencer a Al-Qaeda que \u00e9 outra criatura gerada pelo Imp\u00e9rio e pela CIA. O Estado Isl\u00e2mico \u00e9 uma criatura mais monstruosa e mais radical e perguntam: \u00abTrata-se por acaso de preservar a unidade do Iraque? Ignacio Ramonet numa an\u00e1lise efectuada no Le Monde Diplomatique e imediatamente difundida por cubadebate, pergunta: \u00abMas ent\u00e3o por que come\u00e7ar a ofensiva actual armando maci\u00e7amente os peshmergas curdos que anunciam publicamente a sua inten\u00e7\u00e3o de separar-se e proclamar a independ\u00eancia do Curdist\u00e3o iraquiano? Ou talvez se trate, como se pretendeu em 2003, de estabelecer uma democracia aut\u00eantica no Iraque. Mas ent\u00e3o porque se tolerou at\u00e9 h\u00e1 pouco tempo que Nuri Al Maliki primeiro-ministro iraquiano de 2008 a 2014, fizesse uma pol\u00edtica escandalosamente discriminat\u00f3ria a favor dos xiitas contra os sunitas, empurrando estes para os bra\u00e7os do Estado Isl\u00e2mico?\u00bb<\/p>\n<p>Por outro lado, afirmou, \u00aba grande coliga\u00e7\u00e3o, constitu\u00edda em volta dos Estados Unidos para atacar o EI, que supera os quarenta pa\u00edses, parece demasiado heterog\u00e9nea e at\u00e9 contradit\u00f3ria. Por exemplo um dos seus pilares, a Ar\u00e1bia Saudita, \u00e9 uma das piores ditaduras do mundo, com milhares de presos pol\u00edticos nas suas masmorras, com pena de morte para os homossexuais, discrimina\u00e7\u00f5es aberrantes contra as mulheres, com uma concep\u00e7\u00e3o do Isl\u00e3o (o wanabismo) do mais retr\u00f3grado e mais integrista que existe, \u00e9 sobretudo um pa\u00eds que financiou durante anos o estado isl\u00e2mico, antes de descobrir como o Dr. Frankenstein que a sua cria\u00e7\u00e3o lhe fugiu das m\u00e3os. O Qatar outra espantosa ditadura que financia os Irm\u00e3os Mu\u00e7ulmanos em todo o mundo isl\u00e2mico\u2026 N\u00e3o h\u00e1 uma contradi\u00e7\u00e3o em querer fazer a guerra aos terroristas dos EI aliando-se a pa\u00edses que financiam abertamente outro terrorismo isl\u00e2mico?\u00bb<\/p>\n<p>Modifica-se a estrat\u00e9gia global<\/p>\n<p>\u00c9 \u00f3bvio que a decis\u00e3o do presidente Obama de come\u00e7ar uma nova guerra no Pr\u00f3ximo Oriente modifica muito a estrat\u00e9gia global dos Estados Unidos em mat\u00e9ria de conflitos e de prioridades geopol\u00edticas. Washington tinha decidido iniciar um movimento amplo de um novo avan\u00e7o para a \u00c1sia, onde se encontra o seu principal opositor para o S\u00e9culo XXI, a China e onde est\u00e1 hoje (e amanh\u00e3 muito mais) o centro econ\u00f3mico do mundo. Segundo os grandes c\u00e9rebros norte-americanos a Europa j\u00e1 n\u00e3o precisa (apesar da situa\u00e7\u00e3o no leste da Ucr\u00e2nia) de uma presen\u00e7a militar norte-americana forte.<\/p>\n<p>E embora os enredos do Pr\u00f3ximo Oriente v\u00e3o continuar a ser inextric\u00e1veis, j\u00e1 n\u00e3o p\u00f5em em perigo a seguran\u00e7a estrat\u00e9gica dos Estados Unidos, j\u00e1 que gra\u00e7as ao petr\u00f3leo e ao g\u00e1s xisto descobertos em territ\u00f3rio norte-americano a depend\u00eancia dos hidrocarbonetos do Pr\u00f3ximo Oriente deixou de ser significativa.<\/p>\n<p>A dupla moral do Imp\u00e9rio no M\u00e9dio Oriente foi demonstrada numa reportagem difundida pela Reuters quando afirma \u00abenquanto o Estado Isl\u00e2mico consolida as suas posi\u00e7\u00f5es na cidade de Koban, uma fonte na chancelaria dos Estados Unidos revela como os americanos mant\u00eam o di\u00e1logo com a elite pol\u00edtica curda na S\u00edria e apoiam os seus opositores.<\/p>\n<p>O portal da revista Foreign Policy informa que h\u00e1 anos Washington mantinha conversa\u00e7\u00f5es indirectas com o Partido curdo da Uni\u00e3o democr\u00e1tica S\u00edria (PYD), embora sempre o tenha negado. Como se descobriu, os Estados Unidos dialogavam com a for\u00e7a pol\u00edtica curda e quase ao mesmo tempo tratavam de garantir aos seus rivais ou seja \u00e0 mil\u00edcia curda do Conselho Nacional curdo (KNC das siglas em Ingl\u00eas) e reconcili\u00e1-los com a oposi\u00e7\u00e3o armada do Exercito S\u00edrio Livre, o governo de Bashar al Assad. Embora Washington tenha recusado os pedidos do PYD para realizar encontros formais, os Estados Unidos iniciaram conversa\u00e7\u00f5es indirectas com o grupo em 2012, segundo reconheceu ao Foreign Policy, o embaixador norte-americano na S\u00edria, Robert Ford.<\/p>\n<p>Segundo duas fontes curdas conhecedoras das reuni\u00f5es, as conversa\u00e7\u00f5es at\u00e9 poderiam estar a realizar-se desde que Ford abandonou a S\u00edria em 2011. As reuni\u00f5es realizaram-se atrav\u00e9s da Embaixada dos Estados Unidos em Paris, de acordo com as fontes citadas. Tanto Ford como os curdos se negaram a identificar o intermedi\u00e1rio dessas reuni\u00f5es.<\/p>\n<p>Aproximadamente na mesma altura Washington tratou de dar poderes \u00e0 coliga\u00e7\u00e3o rebelde no Conselho Nacional curdo, que tamb\u00e9m coopera com a oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria apoiada pelo Ocidente.<\/p>\n<p>Em Maio de 2012, uma delega\u00e7\u00e3o do KNC, liderada pelo seu ent\u00e3o presidente Abdul Hakim Bashar, visitou Washington e reuniu-se com Ford, com o secret\u00e1rio adjunto para os Assuntos de Pr\u00f3ximo Oriente, Jeffrey Feltman e o enviado dos Estados Unidos \u00e0 oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria, Frederic Hof.<\/p>\n<p>A prioridade para os americanos era introduzir o KNC na oposi\u00e7\u00e3o s\u00edria no ex\u00edlio, na \u00e9poca dirigida pelo Conselho Nacional S\u00edrio (CNS). Ford e Hof instaram o KNC a concentrar-se e superar as diferen\u00e7as do grupo com o CNS e a concentrar-se na elimina\u00e7\u00e3o de Assad, como o objectivo mais urgente, segundo um documento do Departamento de Estado elaborado ap\u00f3s uma das reuni\u00f5es e obtido pelo Foreign Policy.<\/p>\n<p>Por outro lado, Vladimir Astapovich, em RIA Novosti, informava que o ministro dos Neg\u00f3cios Estrangeiros da R\u00fassia Serguei Lavrov achava que \u00e9 evidente que nem o Estado Isl\u00e2mico, nem a Frente Al Nusra, nem a Al Qaeda poderiam fazer o que fazem sem apoio do exterior. Acrescentava que a R\u00fassia e os seus aliados no Conselho de Seguran\u00e7a da ONU procuram o meio de cortar os canais de financiamento a grupos terroristas como o Estado Isl\u00e2mico, a Al Qaeda e a Frente Al Nusra.<\/p>\n<p>Ignacio Ramonet informava \u00abNo passado 11 de Setembro \u2014 data mais que simb\u00f3lica \u2014 o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama dirigiu-se \u00e0 na\u00e7\u00e3o para anunciar a sua nova estrat\u00e9gia militar contra o Estado Isl\u00e2mico (EI) que segundo ele, representa uma amea\u00e7a para todo o M\u00e9dio Oriente\u00bb. Obama garantiu que as for\u00e7as norte americanas atacariam o EI \u00abesteja onde estiver\u00bb mesmo na S\u00edria. Esta nova estrat\u00e9gia passa pelo lan\u00e7amento de ataques a\u00e9reos \u00absistem\u00e1ticos\u00bb contra os jihadistas e o aumento do n\u00famero de especialistas militares norte americanos enviados para o Iraque para apoiar as tropas iraquianas em assuntos de treino militar, espionagem e equipamento.<\/p>\n<p>Obama acrescentou que o ex\u00e9rcito americano n\u00e3o participaria em ofensivas terrestres contra o EI e que Washington n\u00e3o tem inten\u00e7\u00e3o de lutar contra os jihadistas \u00aba s\u00f3s\u00bb. A for\u00e7a norte-americana \u2014 explicou \u2014 pode marcar uma diferen\u00e7a decisiva, mas n\u00e3o podemos fazer pelos iraquianos o que eles t\u00eam que fazer por si mesmos, como tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ocupar o posto dos aliados \u00e1rabes para garantir a seguran\u00e7a da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Barack Obama, que foi eleito em 2008 como cr\u00edtico da invas\u00e3o do Iraque em 2003 ordenada pelo seu predecessor George W. Bush, assegurou que n\u00e3o estava novamente a enviar tropas para o terreno. E num exemplo t\u00edpico de nega\u00e7\u00e3o freudiana (die Verneigung) declarou: Como comandante em chefe, n\u00e3o permitirei que os Estados Unidos se vejam novamente envoltos numa guerra no Iraque. Ou seja, j\u00e1 come\u00e7ou a guerra no Iraque.<\/p>\n<p>A primeira, mais conhecida como \u00abGuerra do Golfo\u00bb (1990-1991) foi liderada pelo presidente dos Estados Unidos George Bush \u00e0 frente de uma coliga\u00e7\u00e3o de trinta e quatro pa\u00edses que se opuseram, com autoriza\u00e7\u00e3o da ONU, a uma invas\u00e3o do Kuwait pelas for\u00e7as iraquianas de Saddam Hussein. Acabou com a derrota do Iraque e a evacua\u00e7\u00e3o do Kuwait.<\/p>\n<p>A segunda (2003-2010) foi desencadeada pelo presidente George W. Bush (filho do primeiro) numa atmosfera de paran\u00f3ia que se seguiu aos atentados do 11 de Setembro de 2001 e sob o falso pretexto de que Saddam Hussein possu\u00eda \u00abarmas de destrui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a\u00bb. A ONU n\u00e3o autorizou essa guerra. As for\u00e7as iraquianas foram derrotadas em poucas semanas, mas nunca se conseguiu a paz. O Iraque afundou num caos de viol\u00eancia de que n\u00e3o saiu ainda.<\/p>\n<p>Como as duas precedentes e ap\u00f3s vinte e cinco anos de luta, esta nova guerra n\u00e3o conseguiu o seu objectivo. Primeiro, porque nunca se ganhou uma guerra unicamente com bombardeamentos a\u00e9reos e segundo porque simplesmente os objectivos desta nova guerra n\u00e3o est\u00e3o nada claros, afirma Ramonet.<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que os Estados Unidos e a Europa armaram o Estado Isl\u00e2mico com o apoio da OTAN. A Rede Voltaire afirma: Pa\u00edses do Leste da Europa armaram o grupo jihadista Emirato Isl\u00e2mico no Iraque e no Levante (EIIL, ou Daesh, em \u00e1rabe), com a aprova\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o do Tratado do Atl\u00e2ntico Norte (OTAN). Isto foi revelado pelo jornal norte-americano The World Tribune, citando uma fonte diplom\u00e1tica an\u00f3nima.<\/p>\n<p>A fonte acrescentou que o EIIL (conhecido hoje como Estado Isl\u00e2mico) pediu m\u00edsseis antitanques, RPG, equipes de telecomunica\u00e7\u00f5es e fatos anti-bala aos pa\u00edses europeus como a Bulg\u00e1ria, Cro\u00e1cia, Rom\u00e9nia e Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Os servi\u00e7os de espionagem da OTAN facilitaram a entrega desse armamento afirmando que era ajuda humanit\u00e1ria \u00e0 S\u00edria, assegurou a fonte, para sublinhar depois que a Turquia desempenhou um papel crucial no equipamento do EI. O diplomata garantiu que o EI come\u00e7ou a pedir armas e equipamento militar desde os princ\u00edpios de 2013. Nesse sentido a Cro\u00e1cia proporcionou lan\u00e7a-foguetes e ve\u00edculos blindados, enquanto a Rom\u00e9nia cedeu os tanques. A Ucr\u00e2nia deu armamento para infantaria e a Bulg\u00e1ria as muni\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Devemos assinalar que as for\u00e7as iraquianas revelaram que os elementos do Emirato Isl\u00e2mico utilizam armamento israelita nas suas ofensivas dentro do territ\u00f3rio iraquiano.<\/p>\n<p>Os jihadistas do EI, que t\u00eam o apoio de pa\u00edses ocidentais e regionais, perpetram diversos actos criminosos tanto na S\u00edria como no Iraque, incluindo execu\u00e7\u00f5es sum\u00e1rias e sequestros em massa. Tica Font e Pere Ortega, activistas e investigadores pela paz, membros do Centro Delas d\u2019Etudis per la Pau garantem. Em meados de Agosto, numa reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria e urgente os ministros de Neg\u00f3cios Estrangeiros da Uni\u00e3o Europeia concordaram em apoiar a entrega de armas aos peshmerga do governo aut\u00f3nomo curdo. O acordo n\u00e3o foi un\u00e2nime, alguns ministros mostraram-se reticentes e outros como o do Reino Unido, a Fran\u00e7a, a It\u00e1lia e em menor grau a Alemanha exigiam um acordo e tomada de posi\u00e7\u00e3o forte. Por isso, os envios de armamento europeus n\u00e3o ser\u00e3o centralizados por Bruxelas nem requerem um acordo comum, cada pa\u00eds decidir\u00e1 se fornece ou n\u00e3o material militar aos combatentes do governo aut\u00f3nomo curdo e dever\u00e1 contar com o consentimento do governo iraquiano.<\/p>\n<p>Actualmente os Estados Unidos anunciaram que a CIA est\u00e1 encarregada de mandar directamente armas aos peshmerga. A Fran\u00e7a anunciou que enviou armas e a Alemanha acaba de anunciar que vai faze-lo e pediu aos pa\u00edses do antigo Pacto de Vars\u00f3via para mandarem muni\u00e7\u00f5es aos curdos, j\u00e1 que o armamento que possuem tem origem sovi\u00e9tica. O presidente da regi\u00e3o aut\u00f3noma do Curdist\u00e3o iraquiano, Masud Barzani, afirmou que o Ir\u00e3o foi o primeiro pa\u00eds que lhes entregou armas.<\/p>\n<p>Peshmerga significa \u00abaqueles que enfrentam a morte\u00bb e refere-se aos combatentes curdos do Iraque e do Ir\u00e3o, n\u00e3o aos membros do PKK da Turquia. Os peshmerga iraquianos s\u00e3o compostos pelas unidades armadas do Partido Democr\u00e1tico do Curdist\u00e3o (PDK) e a Uni\u00e3o Patri\u00f3tica do Curdist\u00e3o. De acordo com diversas fontes o n\u00famero de peshmerga oscila entre 100 000 e 190 000 efectivos armados. Na d\u00e9cada de 80 e 90 os peshmerga constitu\u00edam uma guerrilha que reivindicava um estado curdo e era fortemente combatida por Saddam Hussein pelas suas aspira\u00e7\u00f5es territoriais e independentistas, os peshmerga combateram contra o ex\u00e9rcito iraquiano durante a Guerra do Golfo e a invas\u00e3o Ocidental de 2003.<\/p>\n<p>Os peshmerga n\u00e3o fazem parte do ex\u00e9rcito iraquiano e s\u00e3o portanto brigadas armadas fora do controlo do governo do pa\u00eds, o qual n\u00e3o sufraga os seus sal\u00e1rios nem as armas, que se pagam com as vendas do petr\u00f3leo sob controlo curdo. O facto de no Iraque existir um ex\u00e9rcito e outras for\u00e7as armadas fora do controlo do estado representa por um lado uma fonte de tens\u00e3o interna relevante e por outro modernizar e armar brigadas poder\u00e1 modificar o equil\u00edbrio de for\u00e7as na regi\u00e3o, ao mesmo tempo que \u00e9 necess\u00e1rio avaliar as repercuss\u00f5es que no futuro pode ter um grupo armado curdo sobre a reivindica\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos curdos no Iraque, Ir\u00e3o, S\u00edria e Turquia de ter um territ\u00f3rio e um Estado pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>O motivo para armar e formar militarmente estas brigadas \u00e9 combater o Estado Isl\u00e2mico (EI), mas h\u00e1 tamb\u00e9m que avaliar o futuro impacto desta decis\u00e3o, a de armar e formar militarmente uns grupos cujo projecto pol\u00edtico \u00e9 o de construir um novo Estado, o Estado curdo.<\/p>\n<p>Em termos de legalidade, como j\u00e1 se mencionou, o destinat\u00e1rio das armas n\u00e3o \u00e9 o Estado do Iraque nem as suas for\u00e7as armadas mas sim um dos corpos regionais n\u00e3o controlados pelo governo do pa\u00eds e portanto n\u00e3o de acordo com a legalidade. Por outro lado, a legisla\u00e7\u00e3o espanhola expressa que se negaram exporta\u00e7\u00f5es quando havia ind\u00edcios racionais de que as armas podem ser utilizadas em ac\u00e7\u00f5es que perturbem a paz, a estabilidade, ou a seguran\u00e7a no \u00e2mbito mundial ou regional ou possam exacerbar as tens\u00f5es.<\/p>\n<p>Definitivamente e como sempre, os interesses pol\u00edticos imediatos antep\u00f5em-se ao bem comum e facilitam-se armas a for\u00e7as ilegais. Neste momento, combater o EI, aliando-se para isso a inimigos hist\u00f3ricos ou recentes sem levar a cabo avalia\u00e7\u00f5es sobre o impacto a longo prazo que as mesmas possam acarretar pode ser nefasto. Recordamos que no Afeganist\u00e3o se apoiaram os talib\u00e3s enquanto estes lutavam contra a ex-URSS, no Iraque deu-se apoio a Saddam Hussein enquanto inimigo do Ir\u00e3o. Bashar Al Assad foi demonizado e combatido e agora compartilhamos a luta contra o EI. Num per\u00edodo recente vimos aliados que se convertem em inimigos e inimigos que se convertem em amigos, enquanto a popula\u00e7\u00e3o civil sofre as consequ\u00eancias deste jogo de alian\u00e7as e partilha de poderes. Entretanto, as v\u00edtimas inocentes contam-se aos milhares e o mundo assiste a outra guerra imperial decretada pelos Estados Unidos e pelos seus amigos europeus.<\/p>\n<p>Tribunal Dignidade, Soberania, Paz contra a Guerra\/Comit\u00e9 Independ\u00eancia e Soberania para a Am\u00e9rica Latina. Correio electr\u00f3nico: tribunalpazecuador@yahoo.com<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Manuela Antunes<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tribunal Dignidade, Soberania, Paz contra a Guerra\/Comit\u00e9 Independ\u00eancia e Soberania para a Am\u00e9rica Latina\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7319\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7319","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1U3","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7319","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7319"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7319\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7319"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7319"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7319"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}