{"id":7327,"date":"2015-01-13T23:48:36","date_gmt":"2015-01-13T23:48:36","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7327"},"modified":"2015-01-13T23:48:36","modified_gmt":"2015-01-13T23:48:36","slug":"israel-ajudou-a-matar-um-milhao-de-pessoas-em-ruanda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7327","title":{"rendered":"Israel ajudou a matar um milh\u00e3o de pessoas em Ruanda"},"content":{"rendered":"\n<p>Resumen Latinoamericano\/HispanTV, 4 de janeiro de 2015 \u2013 O governo de Israel foi um dos c\u00famplices do genoc\u00eddio de Ruanda (1994) ao enviar armas a esse pa\u00eds da \u00c1frica Central durante o massacre, assim informou, no s\u00e1bado, o di\u00e1rio israelense \u2018Haaretz\u2019.<\/p>\n<p>Segundo o informe, este vazamento ocorreu em fins do ano passado, no m\u00eas de dezembro, quando alguns advogados solicitaram os documentos sobre a exporta\u00e7\u00e3o de armas israelense para Ruanda durante esse genoc\u00eddio de 100 dias, que acabou com a morte de um milh\u00e3o de pessoas.<\/p>\n<p>No entanto, at\u00e9 essa data, os tribunais israelenses conseguiram evitar a publica\u00e7\u00e3o desses dados para esconder a rela\u00e7\u00e3o israelense com o caso, j\u00e1 que poderiam colocar em perigo a seguran\u00e7a do regime de Tel Aviv e de seus cidad\u00e3os.<\/p>\n<p>Depois de assegurar que essa brutalidade foi executada por meio de rifles, balas e granadas, entre outros tipos de armas, a investiga\u00e7\u00e3o indica que o regime de Israel ajudou a intensificar essa trag\u00e9dia.<\/p>\n<p>Com o objetivo de esclarecer os cap\u00edtulos mais obscuros das exporta\u00e7\u00f5es de guerra do governo de Israel, um grupo de advogados e ativistas israelenses manifestou que \u201ca venda de armas israelenses aos governos que cometeram genoc\u00eddio\u201d \u00e9 injustific\u00e1vel.<\/p>\n<p>Neste sentido, o advogado Eitay Mack, citou uma das comerciantes israelenses de armas, Sara Leibowitz-Dar, que ap\u00f3s sua visita ao \u201cvale da morte\u201d de Ruanda na \u00e9poca, mostrou-se orgulhosa de suas armas terem ajudado a matar imediatamente as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>De sua parte, o professor Yair Auron apontou que \u201cenviar armas a um pa\u00eds onde est\u00e1 ocorrendo um genoc\u00eddio \u00e9 o envio de armas \u00e0 Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial\u201d.<\/p>\n<p>O informe evidencia, tamb\u00e9m, a \u201cprofunda implica\u00e7\u00e3o\u201d do ent\u00e3o ministro israelense de assuntos estrangeiros, Shimon Peres, e do primeiro ministro e ministro de assuntos militares, Isaac Rabin, pois essas armas foram enviadas do aeroporto Ben Gurion, feito que necessitava de seu conhecimento e aprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>6 de abril de 1994 passou a ser uma data macabra n\u00e3o apenas para a hist\u00f3ria de Ruanda, mas para a hist\u00f3ria da humanidade.<\/p>\n<p>Nesse dia, o avi\u00e3o em que viajava o presidente da Ruanda, Juvenal Habyarimana, foi atingido durante a aterrissagem por dois m\u00edsseis, ocasionando sua morte.<\/p>\n<p>Habyarimana, que chegou ao poder declarando um golpe de Estado em 1973, era da etnia hutu, a majorit\u00e1ria do pa\u00eds. Imediatamente, os hutus atribu\u00edram a morte de seu l\u00edder a seus opositores: os tutsis, contra quem protagonizaram uma guerra civil anteriormente, em 1990.<\/p>\n<p>Portanto, o conflito interno ruand\u00eas ganhou em crueldade e se converteu em um enfrentamento de grande escala, que alcan\u00e7ou todos os cantos do pa\u00eds. O exterm\u00ednio se prolongou at\u00e9 julho e acabou, segundo as Na\u00e7\u00f5es Unidas, com a vida de um milh\u00e3o de pessoas, a maioria delas tutsis.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.resumenlatinoamericano.org\/?p=7459<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7327\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7327","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Ub","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7327","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7327"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7327\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7327"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7327"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7327"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}