{"id":7369,"date":"2015-01-25T12:12:44","date_gmt":"2015-01-25T12:12:44","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7369"},"modified":"2015-01-25T12:12:44","modified_gmt":"2015-01-25T12:12:44","slug":"a-ue-nao-existe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7369","title":{"rendered":"A UE n\u00e3o existe"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>1 \u2013 Ascens\u00e3o e queda do mito europeu <\/strong><\/p>\n<p>A UE existe? N\u00e3o, o que existe \u00e9 um projeto de fundamentalismo neoliberal conduzido por tecnocratas. O que temos \u00e9 uma &#8220;uni\u00e3o&#8221; de desemprego, pobreza, desesperan\u00e7a e revolta cidad\u00e3, em que milh\u00f5es de pessoas s\u00e3o deixadas \u00e0 margem, esmagadas pela austeridade enquanto a oligarquia acumula riqueza e todas as hip\u00f3teses de equil\u00edbrio ou converg\u00eancia est\u00e3o exclu\u00eddas na pr\u00e1tica.<\/p>\n<p>Uma &#8220;uni\u00e3o&#8221; que se constr\u00f3i comandada pela oligarquia alem\u00e3 e que, face ao<\/p>\n<p>seu total fracasso<\/p>\n<p>, ensaia j\u00e1 solu\u00e7\u00f5es de extrema-direita como no leste europeu, e de que o drama ucraniano \u00e9 sintom\u00e1tico.<\/p>\n<p>Segundo o Eurostat o risco de pobreza ou exclus\u00e3o social atingia em 2013 na Gr\u00e9cia 35,7% da popula\u00e7\u00e3o, na Espanha 27,3%, na Rom\u00e9nia 40,4%, na Let\u00f3nia 35,1%, no Reino Unido 24,8%, na pr\u00f3pria Alemanha 20,3%. Em Portugal como se sabe era de 27,4%. No entanto, como estes dados se referem a medianas podemos avaliar os n\u00edveis de pobreza pelos respetivos sal\u00e1rios m\u00ednimos (brutos) que abrangem crescentes faixas de trabalhadores. Assim, na Rom\u00e9nia era de 157,5 \u20ac, na Let\u00f3nia de 286,66 \u20ac, na Pol\u00f3nia 392,73 \u20ac.<\/p>\n<p>A UE tornou-se at\u00e9 ris\u00edvel para seus pr\u00f3ceres como Christine Lagarde, ao afirmar temer que uma dieta de d\u00edvidas elevadas, crescimento fraco e desemprego se torne a nova normalidade na Europa. [1] A UE encaminha-se para nova recess\u00e3o e o sistema banc\u00e1rio apesar de todas as medidas apresentadas desde 2008 como condi\u00e7\u00f5es <em>sine qua non <\/em>para a &#8220;salva\u00e7\u00e3o&#8221; \u2013 de qu\u00ea?! \u2013 est\u00e1 t\u00e3o ou mais fragilizado que antes.<\/p>\n<p>A propaganda evolui no meio de ilus\u00f5es, n\u00e3o apenas sobre a realidade, mas sobre as solu\u00e7\u00f5es adotadas. Este falso otimismo \u00e9 apenas uma m\u00e1scara para impor aos povos a austeridade que toma a forma de uma guerra social. A estabilidade econ\u00f3mica da UE \u00e9 ilus\u00f3ria. Pior, a UE encontra-se na terr\u00edvel situa\u00e7\u00e3o de as \u00fanicas solu\u00e7\u00f5es que poderiam resolver os problemas existentes levariam \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos seus mitos e ambi\u00e7\u00f5es de grande pot\u00eancia continental, para onde os seus tratados pretendiam convergir.<\/p>\n<p>Para os impor, a propaganda dizia ser necess\u00e1rio a &#8220;Europa (?) falar a uma s\u00f3 voz&#8221;. Como se os interesses nacionais pouco ou nada importassem aos seus &#8220;ideais europe\u00edstas&#8221;. Que esp\u00e9cie de UE \u00e9 esta em que a \u00fanica igualdade estatu\u00edda \u00e9 para o capital multinacional? Em que os cidad\u00e3os s\u00e3o cada vez mais marginalizados, suas esperan\u00e7as e projetos de vida negados em nome da &#8220;efici\u00eancia dos mercados&#8221;. Em que a contesta\u00e7\u00e3o se generaliza e \u00e9 cada vez maior o descr\u00e9dito dos pol\u00edticos e das institui\u00e7\u00f5es que suportam este estado de coisas.<\/p>\n<p>Quaisquer que sejam os acontecimentos futuros, o poder enfeudado a Bruxelas\/Berlim afastou-se de tal modo das pessoas e dos seus problemas, que, face \u00e0 dissolu\u00e7\u00e3o do poder dos Estados e \u00e0 decad\u00eancia econ\u00f3mica, a contesta\u00e7\u00e3o a uma &#8220;uni\u00e3o&#8221; que na realidade n\u00e3o existe, continuar\u00e1 a acentuar-se.<\/p>\n<p>Que a UE n\u00e3o existe confirma-o Draghi ao afirmar, e com ele comentadores e pol\u00edticos do conformismo vigente, que o contrato social europeu \u00e9 obsoleto e h\u00e1 que substitu\u00ed-lo. \u00c9 a &#8220;nova ordem europeia&#8221; em marcha: o neofascismo. A oligarquia dominante, a finan\u00e7a e seus pol\u00edticos n\u00e3o est\u00e3o em estado de suportar uma liberdade e uma democracia em que as aspira\u00e7\u00f5es populares sejam tidas em conta.<\/p>\n<p><strong>2 \u2013 O euro uma aberra\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica e social <\/strong><\/p>\n<p>Com o euro foi preparado o caminho para os pa\u00edses deixarem de ter soberania. No Manifesto, Marx refere-se \u00e0 moeda, ao dinheiro, como a liga\u00e7\u00e3o social dominante \u00e0 qual todas as outras rela\u00e7\u00f5es se reduzem. A tese da neutralidade da moeda \u2013 um dos dogmas do monetarismo \u2013 conduz \u00e0 &#8220;independ\u00eancia&#8221; dos bancos centrais, entidades que n\u00e3o dependem do poder pol\u00edtico democr\u00e1tico, tendo como objetivo apenas garantir o que a oligarquia financeira define como priorit\u00e1rio e essencial. Os resultados est\u00e3o \u00e0 vista com o sistema financeiro europeu pr\u00f3ximo do caos, mascarado pela austeridade e pela comunica\u00e7\u00e3o social controlada.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os monet\u00e1rios resultam de compromissos e conflitos de interesses, nisto decorrem da distribui\u00e7\u00e3o do poder. A moeda \u00e9 um instrumento na luta entre indiv\u00edduos e grupos sociais \u00e0 volta da apropria\u00e7\u00e3o deste tipo de direito. O c\u00e1lculo monet\u00e1rio n\u00e3o tem sentido sen\u00e3o a partir de um conhecimento da distribui\u00e7\u00e3o de rendimentos. Ele \u00e9 portanto dependente da organiza\u00e7\u00e3o social e n\u00e3o pr\u00e9vio ou a sua ess\u00eancia. [2]<\/p>\n<p>A desorienta\u00e7\u00e3o que reina no sistema financeiro da UE pode ser avaliada pelo contorcionismo t\u00e9cnico a que o BCE recorre ao comprar t\u00edtulos classificados como &#8220;lixo&#8221;. \u00c9 esta a forma de mascarar a verdadeira situa\u00e7\u00e3o da banca europeia. Por\u00e9m, isto apenas aumenta o descr\u00e9dito do sector e da pr\u00f3pria moeda, o euro.<\/p>\n<p>O BCE colocou o interesse dos banqueiros acima dos interesses dos povos. O facto de largo conjunto de bancos terem colapsado ou terem-se arrastado na fraude (por ex. casos Barclays, Deutsch BanK, Dexia, etc). A falta de credibilidade do sistema ficou demonstrada quando bancos colapsaram ap\u00f3s terem passado nos testes de stress. Tal ocorreu na Irlanda, em Portugal, na Gr\u00e9cia \u2013 e depois de as regras terem sido supostamente tornadas mais eficazes, os bancos continuam a ir \u00e0 fal\u00eancia atulhados de casos fraudulentos, como no Dexia ou no BES, verdadeiro &#8220;case study&#8221; pol\u00edtico e econ\u00f3mico de todo o sistema financeiro da UE.<\/p>\n<p>O euro, com o seu BCE, mais parece uma arma de v\u00e2ndalos que procedem \u00e0 devasta\u00e7\u00e3o e ru\u00edna dos povos para manter o seu poder discricion\u00e1rio. Por\u00e9m, para que serve tudo isto? Dado que os pa\u00edses cederam o seu poder de criar dinheiro ao BCE e \u00e0 banca privada, aceitando o uso do euro, \u00e9 de facto poss\u00edvel irem \u00e0 fal\u00eancia. Isto apenas torna a pol\u00edtica do BCE mais idi\u00f3tica ao tornar ainda mais dif\u00edcil a vida dos pa\u00edses que se debatem para pagar as suas d\u00edvidas. [3]<\/p>\n<p>O euro \u00e9 um instrumento do dom\u00ednio alem\u00e3o, impondo a moeda que mais lhe conv\u00eam, n\u00e3o permitindo a cria\u00e7\u00e3o de moeda sem juros por bancos centrais dos Estados, dependentes do poder pol\u00edtico democr\u00e1tico. A cat\u00e1strofe n\u00e3o \u00e9 sair do euro, \u00e9 permanecer no euro que apenas trouxe estagna\u00e7\u00e3o, insuport\u00e1vel endividamento, depend\u00eancia e, consequentemente, inevit\u00e1vel pobreza.<\/p>\n<p><strong>3 \u2013 <em>LARGO AL FACTOTUM <\/em><\/strong><\/p>\n<p>No estado a que a UE chegou, pretende-se que as elei\u00e7\u00f5es sejam uma farsa. Uma farsa que faz lembrar o <em>&#8220;largo al factotum&#8221; <\/em>(deixem passar o faz-tudo) das Bodas de F\u00edgaro (Mozart \u2013 Da Ponte). A &#8220;mulher mais poderosa da Europa&#8221;, a Merkel, n\u00e3o passa do fact\u00f3tum do sr. Schauble, ignorante como qualquer fan\u00e1tica, tal como Isabel de Castela, obedecendo ao inquisidor Torquemada.<\/p>\n<p>Que dizer de Draghi, de Hollande, dos pol\u00edticos do &#8220;arco do poder&#8221; em Espanha, na Gr\u00e9cia, ou Portugal com Passos Coelho, Maria Lu\u00eds Albuquerque e Cavaco Silva? N\u00e3o passam de fact\u00f3tuns que mestre Miguel Urbano qualificava como uma &#8220;casta de aventureiros sem escr\u00fapulos que a pol\u00edtica de direita fez florescer e tornam o pa\u00eds um microcosmos do capitalismo no seu estado mais apodrecido.&#8221; [4]<\/p>\n<p>O Banco de Portugal \u00e9 na realidade um departamento do BCE. O seu governador \u00e9 um mero funcion\u00e1rio do BCE \u00e0s ordens dos burocratas para os quais os interesses do povo portugu\u00eas est\u00e3o resumidos nos formul\u00e1rios que lhes foram atribu\u00eddos. Os governadores limitam-se a cumprir ordens e olhar para o lado quanto \u00e0 m\u00e1 gest\u00e3o e \u00e0s fraudes.<\/p>\n<p>Vejam-se os presidentes da CE do inepto e subserviente Barroso a Junker, envolvido num esc\u00e2ndalo (rapidamente abafado) de acordos fiscais secretos no Luxemburgo a centenas de multinacionais. Centenas de milhares de milh\u00f5es de euros extorquidos aos pa\u00edses e aos povos! S\u00e3o indiv\u00edduos sem perfil, que agem como vozes do dono, repetem clich\u00e9s, esgotam promessas que, de t\u00e3o falseadas, se tornam meras mentiras que as pessoas ignoram ou desprezam.<\/p>\n<p>A austeridade \u00e9 aplicada com a argumenta\u00e7\u00e3o de pretender reconstituir um pretenso equil\u00edbrio econ\u00f3mico, resultado mec\u00e2nico duma &#8220;concorr\u00eancia livre e n\u00e3o falseada&#8221; que produziria mercados perfeitos. \u00c9 a economia a funcionar como uma m\u00e1quina hidr\u00e1ulica\u2026<\/p>\n<p>Em nome de uma hipot\u00e9tica efici\u00eancia, imp\u00f5e-se a l\u00f3gica do mercado como regulador absoluto ignorando os riscos que lhe est\u00e3o associados, como a corrup\u00e7\u00e3o, a fraude, as crises ditas &#8220;sist\u00e9micas&#8221;. Este &#8220;mercado livre&#8221;, com monop\u00f3lios e especula\u00e7\u00e3o, est\u00e1 espartilhado num conjunto de regras autorit\u00e1rias e determina\u00e7\u00f5es de agentes burocr\u00e1ticos. Por\u00e9m, construir ou reformular a sociedade de acordo com um modelo pr\u00e9-definido como ideal e perfeito e julgar as pessoas e as sociedades de acordo com esse modelo, releva da teologia fundamentalista. [5]<\/p>\n<p>Os pol\u00edticos do sistema nem sequer p\u00f5em a quest\u00e3o de avaliar se o tal equil\u00edbrio financeiro \u00e9 socialmente justo. A &#8220;ci\u00eancia econ\u00f3mica&#8221; vigente n\u00e3o passa de uma supersti\u00e7\u00e3o destinada a subordinar os povos e o funcionamento das economias nacionais aos interesses das megaempresas transacionais e seus multimilion\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u00c9 este o resultado do modelo defendido pela social-democracia\/socialismo reformista: um dr\u00e1stico retrocesso das condi\u00e7\u00f5es sociais, com a UE a desempenhar o papel da &#8220;Santa Alian\u00e7a&#8221; do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p><strong>4 \u2013 A Gr\u00e9cia j\u00e1 est\u00e1 a arder? <\/strong><\/p>\n<p>A simples hip\u00f3tese das elei\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia serem ganhas por um partido que n\u00e3o se afasta da social-democracia tradicional, provocou amea\u00e7as, quedas na bolsa, juros a subirem para inconceb\u00edveis 9,7%; quando o BCE fornece dinheiro \u00e0 banca privada sem custos e sem riscos.<\/p>\n<p>Os comentadores falaram em &#8220;nervosismo (!) dos mercados&#8221; e o FMI suspendeu a &#8220;ajuda&#8221; at\u00e9 ao novo governo. S\u00f3 n\u00e3o se percebe \u00e9 como uma &#8220;m\u00e3o invis\u00edvel&#8221; pode estar nervosa! Esta gente j\u00e1 n\u00e3o hesita em usar o obscurantismo e a estupidez como arma ideol\u00f3gica.<\/p>\n<p>O ministro alem\u00e3o das finan\u00e7as, Schauble, disse que &#8220;as pol\u00edticas definidas por Bruxelas (que mod\u00e9stia!), as reformas duras est\u00e3o a dar frutos (quais? a quem?), t\u00eam de ser mantidas e n\u00e3o h\u00e1 alternativas.&#8221; &#8220;As novas elei\u00e7\u00f5es n\u00e3o v\u00e3o alterar os compromissos que temos com o governo grego. Qualquer novo governo tem de manter os compromissos assumidos pelos antecessores.&#8221;<\/p>\n<p>Os nazis n\u00e3o pensavam de outra forma relativamente ao resto da Europa, s\u00f3 que a hipocrisia era menor. N\u00e3o escondiam ao que iam. Na imin\u00eancia da liberta\u00e7\u00e3o de Paris, a quest\u00e3o colocada pelo Alto Comando nazi foi: &#8220;Paris j\u00e1 est\u00e1 a arder?&#8221; A vers\u00e3o atual de Paris a arder para que a &#8220;Alemanha&#8221; triunfe \u00e9 a austeridade, o fogo lento que consume econ\u00f3mica e socialmente os povos.<\/p>\n<p>Na Gr\u00e9cia, como em Portugal e por toda a UE, a &#8220;ajuda&#8221; e os &#8220;frutos&#8221; de que falava Shauble, est\u00e3o envenenados, traduziu-se em mais mis\u00e9ria, desemprego, recess\u00e3o econ\u00f3mica, degrada\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es sociais e como vemos a instaura\u00e7\u00e3o do neofascismo liberal. Simultaneamente, as institui\u00e7\u00f5es passaram a exercer um controlo desmedido sobre as pol\u00edticas nacionais impondo um Estado hiperautorit\u00e1rio, designadamente uma estrutura de vigil\u00e2ncia e puni\u00e7\u00e3o anti-laboral e anti-social. [6]<\/p>\n<p>A democracia na UE tornou-se meramente formal com tratados que imp\u00f5em \u00e0 revelia dos povos as pol\u00edticas neoliberais, fechando as portas \u00e0s op\u00e7\u00f5es dos povos. A democracia como ato de participa\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o coletiva deixa de ser necess\u00e1ria face \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o da econometria neoliberal em ideologia. Cliques de &#8220;s\u00e1bios&#8221;, como os provenientes dos grandes grupos financeiros, decidem &#8220;o que \u00e9 melhor para n\u00f3s&#8221;, o povo, tal como no fascismo.<\/p>\n<p>Quando os pa\u00edses fragilizados por estes processos, mais precisavam de poder democr\u00e1tico para decidir o seu destino e respirar a liberdade da soberania, foram colocados sob in\u00edquas tutelas hipocritamente apelidadas de ajuda.<\/p>\n<p>Perante o aumento da contesta\u00e7\u00e3o \u00e0 burocracia de Bruxelas e \u00e0 ditadura de Berlim, a Alemanha ensaia um recuo estrat\u00e9gico com algumas apressadas promessas que apenas comprovam que tudo o que andaram a obrigar os outros a fazer, n\u00e3o estava apenas errado, era absurdo e socialmente criminoso.<\/p>\n<p>Mas s\u00e3o remendos que nada alteram do essencial das pol\u00edticas. Trata-se apenas de disfar\u00e7ar um pouco o descalabro de uma falsa UE incapaz de resistir \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es que originou na Gr\u00e9cia, que n\u00e3o representa sequer 2% do PIB da zona euro e 1,4% da UE.<\/p>\n<p>A UE n\u00e3o existe, o que existe \u00e9 um problema, uma guerra de classe contra os povos sob a designa\u00e7\u00e3o de UE. Que democracia, que vontade do povo se permite ent\u00e3o nesta UE? Que partidos democr\u00e1ticos aceitam esta chantagem? Portugal perdeu a soberania monet\u00e1ria, econ\u00f3mica e at\u00e9 a legislativa est\u00e1 drasticamente limitada. Uma chantagem que se exerce contra as op\u00e7\u00f5es eleitorais, como o PR se faz eco com os seus pseudo consensos.<\/p>\n<p>O Estado democr\u00e1tico e a soberania popular garantidos pela Constitui\u00e7\u00e3o, s\u00e3o as formas de proteger Portugal e os portugueses e nunca um poder esp\u00fario transferido para uma decadente UE contra os interesses nacionais.<a name=\"14b20b9a06ceb516_14b135e10f775f0e_14b12b0e61447634_notas\"><\/a><\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p>[1] Patrick Wintour in Brisbane, <em>The Guardian, <\/em>17 novembro 2014<\/p>\n<p>[2] Jacques Sapir, Les trous noirs de la science \u00e9conomique, Ed. Seuil, 2013, p. 239, 240, 242.<\/p>\n<p>[3] Geoff Davies, Sack the Economists &#8211; and Disband their Departments , Bwm Books, Canberra, 2014, p. 184<\/p>\n<p>[4] <a href=\"http:\/\/resistir.info\/mur\/mur_25dez14.html\" target=\"_blank\">Um zoo humano de inimigos do povo<\/a><\/p>\n<p>[5] Jacques Sapir, obra citada, p. 108, 128, 129<\/p>\n<p>[6] Jacques Sapir, obra citada, p. 98, 99<\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nDaniel Vaz de Carvalho\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7369\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7369","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1UR","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7369","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7369"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7369\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7369"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7369"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7369"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}