{"id":7370,"date":"2015-01-25T12:16:47","date_gmt":"2015-01-25T12:16:47","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7370"},"modified":"2015-01-25T12:16:47","modified_gmt":"2015-01-25T12:16:47","slug":"com-syriza-a-grecia-continua-atrelada-a-troika-a-otan-e-ao-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7370","title":{"rendered":"Com Syriza a Gr\u00e9cia continua atrelada \u00e0 Troika, \u00e0 OTAN e ao mercado!"},"content":{"rendered":"\n<p><em>De Roma para o Correio da Cidadania, Segunda, 21 de Janeiro de 2015.<\/em><\/p>\n<p>Pouco antes do Natal, o influente jornal alem\u00e3o, Handelsblatt, publicava um editorial onde eram citadas as declara\u00e7\u00f5es do carism\u00e1tico l\u00edder do Syriza (Partido da Esquerda Radical), Al\u00e9xis Tsipras, provocando o desencanto em muitos setores da sociedade grega que, ao votar no novo partido, acreditavam que com ele a Gr\u00e9cia poderia reconquistar a soberania e reconstruir a economia depois dos desastres provocados pela \u201cTroika\u201d (Uni\u00e3o Europeia, FMI e BCE).<\/p>\n<p>No editorial do Handelsblatt, Al\u00e9xis Tsipras dava a entender, bem claramente, que acabou a fase dos protestos de rua e das palavras de ordem contr\u00e1rias \u00e0 Uni\u00e3o Europeia, visto que com a transforma\u00e7\u00e3o do movimento em partido, a prioridade foi dotar o Syriza do necess\u00e1rio pragmatismo pol\u00edtico para gerenciar o futuro governo de colis\u00e3o que Al\u00e9xis Tsipras dever\u00e1 formar ap\u00f3s as elei\u00e7\u00f5es de 25 de janeiro.<\/p>\n<p>Por isso, para tranq\u00fcilizar o mercado e, sobretudo, os tecnocratas da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, Alexis Tsipras declarou ao Handelsblatt:\u201d&#8230;<em>O governo liderado por Syriza respeitar\u00e1 todas as obriga\u00e7\u00f5es que a Gr\u00e9cia assumiu, enquanto membro efetivo da Eurozona, visando alcan\u00e7ar o equil\u00edbrio or\u00e7amental e procurando atingir os objetivos fixados no \u00e2mbito da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia<\/em>&#8230;\u201d<\/p>\n<p>Depois, no dia 20, isto \u00e9 na v\u00e9spera das elei\u00e7\u00f5es, Al\u00e9xis Tsipras para ganhar o voto dos moderados e dos indecisos e assim alcan\u00e7ar um majorit\u00e1rio 35%, recorreu ao jornal conservador brit\u00e2nico, <em>Financial Times<\/em>, para prometer:\u201d&#8230;<em>O futuro governo chefiado por Syriza vai manter todos os compromissos que a Gr\u00e9cia assumiu anteriormente com a Uni\u00e3o Europeia em mat\u00e9ria or\u00e7amental e para eliminar o d\u00e9ficit. No mesmo tempo pretendemos introduzir na Gr\u00e9cia um novo contrato social para fechar o ciclo da austeridade e, consequentemente, alcan\u00e7ar a estabilidade pol\u00edtica e a seguran\u00e7a econ\u00f4mica<\/em>&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Os \u201cbrokers\u201d do mercado adoraram as declara\u00e7\u00f5es de Tsipras, enquanto em Bruxelas, o poliglota presidente do BCE, Mario Draghi, comentava alegremente em franc\u00eas \u201c&#8230;<em>Enfin Al\u00e9xis c\u2019est p\u00e1s um enfant terrible<\/em>! (Afinal esse Al\u00e9xis n\u00e3o \u00e9 um garoto mau!). Consequentemente a bolsa de valores de Atenas voltou a subir, depois da reca\u00edda no fim de novembro, quando a revista alem\u00e3 <em>Der Spigel<\/em>, alinhando-se a posi\u00e7\u00e3o dos falc\u00f5es do Parlamento Europeu, publicou uma reportagem sobre a poss\u00edvel sa\u00edda da Gr\u00e9cia da Eurozona, enfocando, por isso, a antiga milit\u00e2ncia comunista de Al\u00e9xis Tsipras e as vertentes esquerdistas (mao\u00edstas e trotskistas) do novo partido Syriza, como elementos fundamentais para impor ao novo governo a decis\u00e3o de abandonar a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e de voltar a inflacionadissima drakma, a antiga moeda da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>A provocat\u00f3ria reportagem do <em>Der Spigel<\/em> n\u00e3o teve efeitos e foi desmentida at\u00e9 por \u00c2ngela Merkel, visto que os emiss\u00e1rios do BCE e, sobretudo, da Comiss\u00e3o Europeia estavam negociando \u201cem off\u201d com Alexis Tsipras o futuro program\u00e1tico da Gr\u00e9cia, do momento que o governo do direitista Antonis S\u00e2mara estava com os dias contados. N\u00e3o \u00e9 casual que o presidente do BCE, Mario Draghi, nesses dias foi citado em todos os notici\u00e1rios das TV europ\u00e9ias dizendo: \u201c&#8230;<em>haver\u00e1 uma flexibiliza\u00e7\u00e3o or\u00e7amental para aumentar a liquidez em cada pa\u00eds da Uni\u00e3o Europeia, o que permitir\u00e1 a economia de respirar com novas fontes de financiamentos<\/em>&#8230;\u201d.<\/p>\n<p>Imediatamente Alexis Tsipras se alinhava \u00e0s posi\u00e7\u00f5es de Mario Draghi explicando que o novo curso da Gr\u00e9cia n\u00e3o vai desatender as regras fixadas em Bruxelas visto que : \u201c&#8230;<em>o governo liderado por Syriza vai renegociar a divida e alongar os tempos para seu pagamento, de forma a permitir a economia de sair da austeridade para assumir o crescimento<\/em>&#8230;\u201d<\/p>\n<p><strong>A crise econ\u00f4mica e a evolu\u00e7\u00e3o do SYRIZA<\/strong><\/p>\n<p>Em 2008 a crise econ\u00f4mica global atacou profundamente a economia da Gr\u00e9cia que n\u00e3o estava minimamente preparada para reagir como fizeram os outros paises da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia. Pelo contrario, a crise se aprofundou tornando-se sist\u00eamica ao multiplicar as nefastas conseq\u00fc\u00eancias desse processo, isto \u00e9: especula\u00e7\u00e3o, recess\u00e3o, corrup\u00e7\u00e3o, fraudes, evas\u00e3o fiscal, perda da soberania, economia ilegal (trabalho negro, contrabando e narcotr\u00e1fico) e, sobretudo o desemprego, que em 2009 atingiu 9,65% da popula\u00e7\u00e3o ativa.<\/p>\n<p>Este contexto evoluiu ao ponto de desagregar por completo a economia da Gr\u00e9cia, que com as r\u00edgidas medidas de austeridades impostas pela \u201cTroika\u201d (Uni\u00e3o Europeia, FMI. e BCE) implodiu. Por isso, hoje, 26,4% da popula\u00e7\u00e3o ativa grega est\u00e1 desempregada. Por\u00e9m, na computa\u00e7\u00e3o dos efeitos da crise se deve somar mais 6% de trabalhadores gregos desempregados que renunciaram procurar emprego pelos canais oficiais do momento que trabalhavam sem contrato. A metade desse \u201cex\u00e9rcito de reserva\u201d n\u00e3o recebe mais o subs\u00eddio desemprego ou outras formas de auxilio econ\u00f4mico, a n\u00e3o ser a ajuda alimentar das igrejas e dos in\u00fameros grupos de \u201cm\u00fatuo socorro solid\u00e1rio\u201d, que surgiram sobretudo em Atenas, Salonicco, Patrasso, Peristeri e Larissa.<\/p>\n<p>A Gr\u00e9cia conta com uma popula\u00e7\u00e3o de quase 11 milh\u00f5es, de que quatro vivem em regime de pobreza. Outros dois milh\u00f5es de gregos sobrevivem no \u00e2mbito da pobreza absoluta e um milh\u00e3o e meio j\u00e1 est\u00e1 rebaixado no n\u00edvel zero, isto \u00e9 vivem em condi\u00e7\u00f5es abaixo da pobreza. Por isso tudo, para os estrategistas de Bruxelas a evolu\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica da Gr\u00e9cia, se tornou um pesadelo do momento que o Partido Comunista da Gr\u00e9cia e a Frente Militantes de Todos os Trabalhadores (PAME) fatores da ruptura pol\u00edtica com a Uni\u00e3o Europeia e a OTAN, poderiam fazer explodir a qualquer momento a rebeli\u00e3o popular.<\/p>\n<p>Por absurdo, todas as vezes que a PAME conclamou as for\u00e7as da esquerda para manifestar unitariamente nas greves gerais, houve sempre uma dissens\u00e3o com a nova esquerda (Synaspismos, Akoa, DEA e KEDA). que depois, em 2004, com a forma\u00e7\u00e3o do SYRIZA (Coaliz\u00e3o da Esquerda Radical) manifestou abertamente sinais de hostilidade pol\u00edtica aprofundando a campanha anti-comunista.<\/p>\n<p>Um processo que a imprensa hel\u00eanica e a europeia exploraram \u201cad hoc\u201d, contribuindo ao fortalecimento do mito do SYRIZA, que \u00e9 apresentado como a forma\u00e7\u00e3o pol\u00edtica mais radical da esquerda grega, chefiada por lideran\u00e7as que haviam rompido com o marxismo-leninismo do KKE, juntamente a outras de origem mao\u00edsta, trotskista, ecologista e social-democratas que questionam a pol\u00edtica financeira da Uni\u00e3o Europ\u00e9ia sem desejar a ruptura.<\/p>\n<p>Foi nesse \u00e2mbito que Al\u00e9xis Tsipras, em 2006, concorreu \u00e0 prefeitura de Atenas liderando a lista \u201cAnohiti Poli\u201d (Cidade Aberta). Durante a campanha eleitoral Tsipras prometeu um amplo programa de medidas radicais em favor dos pobres tornando-se, assim, o novo l\u00edder da ent\u00e3o Coaliz\u00e3o da Esquerda Radical (Syriza).<\/p>\n<p><strong>Esquerda ou Social-democracia?<\/strong><\/p>\n<p>A complexa evolu\u00e7\u00e3o da crise econ\u00f4mica que atacou a Uni\u00e3o Europeia nos \u00faltimos dois anos e a atrelagem da Gr\u00e9cia \u00e0 Alemanha, foram os elementos pol\u00edticos do chamado \u201cpragmatismo levantino\u201d, com o qual Al\u00e9xis Tsipras direcionou a transforma\u00e7\u00e3o do SYRIZA em um novo partido social-democrata, que nas elei\u00e7\u00f5es antecipadas de 25 de janeiro dever\u00e1 enxugar ainda mais o antigo partido socialista reformista (PASOK), al\u00e9m de conquistar o voto dos moderados que ficaram descontentes com o partido direitista de S\u00e2maras e sobretudo dos indecisos da classe m\u00e9dia que querem recompor seus privil\u00e9gios econ\u00f4micos.<\/p>\n<p>Por isso, Al\u00e9xis Tsipras ao fechar a campanha eleitoral na pra\u00e7a Omionia de Atenas declarou:\u201d&#8230;O<em> medo acabou, a Gr\u00e9cia e a Europa v\u00e3o mudar&#8230;Domingo vamos escrever uma nova hist\u00f3ria sem virar p\u00e1gina. Simplesmente vamos mudar o tempo onde o SYRIZA vai assumir a responsabilidade hist\u00f3rica de abrir caminhos para uma pol\u00edtica alternativa na Europa&#8230;A Gr\u00e9cia deixar\u00e1 a experi\u00eancia neoliberal para seguir um modelo de prote\u00e7\u00e3o social e de crescimento&#8230;Realizando a renegocia\u00e7\u00e3o da divida sem a\u00e7\u00f5es unilaterais&#8230;O nosso partido vai encontrar o meio para por fim a cat\u00e1strofe da austeridade.<\/em>..\u201d<\/p>\n<p>Filtrando as palavras de Tsipras resulta evidente que SYRIZA, por um lado &#8211; mesmo com a maioria absoluta no Parlamento &#8211; vai fazer um governo de coaliz\u00e3o com o novo partido de centro-esquerda \u201cTo Potami\u201d (O Rio), criado pelo jornalista Stavros Theodorakis, que no governo do direitista S\u00e2maras, foi nomeado governador do Banco da Gr\u00e9cia e que, segundo algumas fontes se entende muito bem com o presidente da BCE, Mario Draghi.<\/p>\n<p>Por outro lado, o novo governo liderado por Al\u00e9xis Tsipras para diluir a promessa de realizar reformas estruturais radicais dever\u00e1 recorrer aos programas emergenciais para poder controlar e atenuar as press\u00f5es das bases eleitorais que, de imediato, v\u00e3o exigir medidas radicais para acabar com os programas de austeridade da Uni\u00e3o Europeia e com a agenda financeira imposta pela \u201cTroika\u201d (Uni\u00e3o Europ\u00e9ia, FMI e BCE).<\/p>\n<p>Se considerarmos que, em dezembro de 2012, o Comit\u00ea Central de SYRIZA aprovou uma mo\u00e7\u00e3o que reafirma a manuten\u00e7\u00e3o da Gr\u00e9cia na Uni\u00e3o Europeia e que, portanto assume a participa\u00e7\u00e3o no esquema estrat\u00e9gico da OTAN, \u00e9 praticamente impens\u00e1vel que o novo governo ir\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o de uma ruptura pol\u00edtica com Bruxelas. Tamb\u00e9m, \u00e9 fora de discuss\u00e3o esperar que o governo de Syriza v\u00e1 rejeitar a famosa agenda de austeridade imposta pela Comiss\u00e3o Europeia, inclusive por que o Banco da Gr\u00e9cia tem tempo at\u00e9 dia 25 de fevereiro para pagar uma parcela de sua divida, usando para isso a \u00faltima cota de 1,8 bilh\u00e3o de euros do pacote financeiro fixado pela \u201cTroika\u201d em 2013. Se o Banco da Gr\u00e9cia n\u00e3o efetua este pagamento no fim de fevereiro as agencias de rating e os institutos financeiros oficializar\u00e3o o default (bancarrota) da Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Por isso, o ministro alem\u00e3o das finan\u00e7as, Wolfgang Schaeuble, no dia 18 de janeiro, no momento em que todas as ag\u00eancias de pesquisas e de sondagens eleitorais gregas e europ\u00e9ias garantiam a vit\u00f3ria de SYRIZA, declarou com a m\u00e1xima tranq\u00fcilidade:\u201d&#8230;<em>As novas elei\u00e7\u00f5es na Gr\u00e9cia n\u00e3o mudar\u00e3o absolutamente nada na divida publica da Gr\u00e9cia. Qualquer governo que ser\u00e1 eleito dever\u00e1 respeitar e assumir os compromissos de seus precedecessores..<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>De fato, Al\u00e9xis Tsipras garantiu a realiza\u00e7\u00e3o imediata de programas emergenciais para retirar da indig\u00eancia e da pobreza extrema um ou at\u00e9 dois milh\u00f5es de gregos e assim revitalizar a economia com o consumo. Algo que, de longe, faz lembrar a assistencial \u201cBolsa Fam\u00edlia\u201d do presidente Lula. Programas que n\u00e3o modificam o \u201cstatus quo\u201d dos t\u00edtulos da divida, de que 80% est\u00e3o em m\u00e3os da \u201cTroika\u201d e apenas 10% na posse dos bancos gregos.<\/p>\n<p>Por outro lado, o SYRIZA nunca questionou a metodologia do pacote de ajuda financeira da \u201cTroika\u201d (254,4 bilh\u00f5es de euro), de que 81,3 bilh\u00f5es serviram para pagar as dividas contra\u00eddas com os bancos alem\u00e3es franceses e brit\u00e2nicos; 48,2 para recapitalizar os bancos gregos e as filiais dos bancos estrangeiros operantes na Gr\u00e9cia; 40,6 para pagar os juros dos institutos financeiros e 34,6 para reembolsar as dividas dos privados. Praticamente 81% da ajuda financeira da \u201cTroika\u201d (204,7 bilh\u00f5es de euro) foram desviados para o setor financeiro e apenas 4% (11,7 bilh\u00f5es) foram destinados para cobrir as \u201cnecessidades de caixa\u201d que a corrup\u00e7\u00e3o e as fraudes realizadas durante o governo de Antonis Samaras conseguiram esgotar em breve tempo.<\/p>\n<p>Para finalizar a experi\u00eancia neoliberal, impor um modelo de prote\u00e7\u00e3o social, redefinir o crescimento da economia e no mesmo tempo realizar a renegocia\u00e7\u00e3o da divida o novo governo de SYRIZA deveria aprovar de imediato uma tr\u00edplice reforma: fiscal, tribut\u00e1ria e patrimonial, para fazer pagar o custo da divida a todos aqueles que se beneficiaram: bancos, multinacionais, industriais, latifundi\u00e1rios, especuladores e a grande parte da classe m\u00e9dia. Al\u00e9m disso Al\u00e9xis Tsipras deveria propor uma lei extraordin\u00e1ria para reduzir o or\u00e7amento das For\u00e7as Armadas que nesses anos de crise nunca baixou!!!<\/p>\n<p>\u00c9 claro que, hoje, o partido SYRIZA n\u00e3o \u00e9 mais a Coliga\u00e7\u00e3o da Esquerda Radical de 2004. Tornou-se um partido social-democrata que quer ficar no poder. Por isso, dever\u00e1 garantir o controle social com a implementa\u00e7\u00e3o de eficazes medidas emergenciais que atenuam o peso das medidas de austeridade. Por outro lado dever\u00e1 responsabilizar-se pelo refor\u00e7o da lucratividade dos financiamentos efetuados pela BCE, pelas novas normas de competitividade que ser\u00e3o introduzidas na economia (privatiza\u00e7\u00e3o e flexibiliza\u00e7\u00e3o), pela sistematiza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos e \u201cdulcis in fundo\u201d por regulamentar, definitivamente nas costas dos gregos, o pagamento dos 254,4 bilh\u00f5es que a \u201cTroika\u201d emprestou em 2013.<\/p>\n<p><strong>*Achille Lollo \u00e9 jornalista italiano, correspondente do Brasil de Fato na It\u00e1lia, editor do programa TV \u201cQuadrante Informativo\u201d e colunista do &#8220;Correio da Cidadania&#8221;<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nAchille Lollo*\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7370\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[107],"tags":[],"class_list":["post-7370","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c120-grecia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1US","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7370","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7370"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7370\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7370"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7370"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7370"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}