{"id":7373,"date":"2015-01-27T01:41:26","date_gmt":"2015-01-27T01:41:26","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7373"},"modified":"2015-01-27T01:41:26","modified_gmt":"2015-01-27T01:41:26","slug":"eua-uma-nacao-em-declinio-maioria-dos-estudantes-de-escolas-publicas-vive-na-pobreza","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7373","title":{"rendered":"&#8216;EUA, uma na\u00e7\u00e3o em decl\u00ednio&#8217;: maioria dos estudantes de escolas p\u00fablicas vive na pobreza"},"content":{"rendered":"\n<p>Relat\u00f3rio devastador revela trajet\u00f3ria descendente para a gera\u00e7\u00e3o atual de alunos. Pesquisadores falam do impacto da pobreza no aprendizado dos alunos.<\/p>\n<p>Jon Queally, Common Dreams<\/p>\n<p>Um novo estudo divulgado na sexta-feira mostra que mais da metade dos estudantes matriculados nas escolas p\u00fablicas americanas vive na pobreza, um c\u00e1lculo que o autor do relat\u00f3rio diz colocar os EUA no caminho para o decl\u00ednio social geral.<\/p>\n<p>Publicado pela Funda\u00e7\u00e3o Educacional do Sul, a nova an\u00e1lise usou o censo nacional mais recente dispon\u00edvel para confirmar que 51% dos estudantes ao redor das escolas p\u00fablicas da na\u00e7\u00e3o eram de baixa renda em 2013.<\/p>\n<p>De acordo com o relat\u00f3rio:<\/p>\n<p>Em 40 dos 50 estados, estudantes de baixa renda constituem n\u00e3o menos que 40% de todas as crian\u00e7as de escola p\u00fablica. Em 21 estados, crian\u00e7as que ganhavam almo\u00e7os gratuitos ou com pre\u00e7o reduzido eram a maioria dos estudantes em 2013.<\/p>\n<p>A maior parte dos estados com uma maioria de estudantes de baixa renda \u00e9 encontrada no Sul e no Oeste. 13 dos 21 estados com uma maioria de estudantes de baixa renda em 2013 localizavam-se Sul, e 6 dos outros 21 estados no Oeste.<\/p>\n<p>O Mississippi liderou a na\u00e7\u00e3o com a taxa mais alta: 71%, quase 3 em cada 4 crian\u00e7as de escola p\u00fablica no Mississippi eram baixa renda. A segunda taxa mais alta da na\u00e7\u00e3o foi encontrada no Novo M\u00e9xico, onde 68% de todos os estudantes de escola p\u00fablica eram de baixa renda em 2013.<\/p>\n<p>Em adi\u00e7\u00e3o \u00e0 documenta\u00e7\u00e3o do n\u00famero de estudantes que recebem alguma forma de assist\u00eancia do governo durante seu dia escolar, incluindo programas chave que oferecem almo\u00e7os gratuitos ou com pre\u00e7o reduzido, o relat\u00f3rio deixa claro que a pobreza dentre os mais jovens da na\u00e7\u00e3o est\u00e1 impactando diretamente e negativamente o aprendizado dos alunos e a habilidade do sistema publico educacional de alcan\u00e7ar sua meta em fornecer educa\u00e7\u00e3o adequada para todos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos mais considerar os problemas e as necessidades dos estudantes de baixa renda simplesmente como uma quest\u00e3o de justi\u00e7a,\u201d diz o relat\u00f3rio. \u201cSeus sucessos ou falhas nas escolas p\u00fablicas v\u00e3o determinar o corpo inteiro do capital humano e do potencial educacional que a na\u00e7\u00e3o possuir\u00e1 no futuro. Sem aprimorar o apoio educacional que a na\u00e7\u00e3o fornece aos seus estudantes de baixa renda &#8211; estudantes com as maiores necessidades e usualmente o menor apoio &#8211; as tend\u00eancias da \u00faltima d\u00e9cada ser\u00e3o prolongadas para uma na\u00e7\u00e3o n\u00e3o em risco, mas uma na\u00e7\u00e3o em decl\u00ednio.\u201d<\/p>\n<p>Falando com o Washington Post, Michael A. Rebell da Campanha por Igualdade Educacional na Faculdade de Professores na Universidade de Columbia notou como a taxa de pobreza tem aumentado mesmo com alguns indicadores econ\u00f4micos tendo melhorado. \u201cN\u00f3s sempre sabemos que esta \u00e9 a tend\u00eancia, que chegar\u00edamos a uma maioria, mas est\u00e1 aqui mais cedo do que o esperado,\u201d disse Rebell. \u201cMuitas pessoas no topo est\u00e3o se saindo muito bem, mas as pessoas na base n\u00e3o est\u00e3o se saindo bem mesmo. Essas s\u00e3o as pessoas que t\u00eam mais filhos e que os mandam para as escolas p\u00fablicas.\u201d<\/p>\n<p>As descobertas mais recentes aparecem enquanto o Departamento de Educa\u00e7\u00e3o e os legisladores no Congresso come\u00e7am um novo debate acerca da reautoriza\u00e7\u00e3o do Ato da Educa\u00e7\u00e3o Secund\u00e1ria e Elementar (ASEA), mais conhecido pelas vers\u00f5es atualizadas ou programas apoiados por aquela lei &#8211; Nenhuma Crian\u00e7a Deixada Para Tr\u00e1s (NCLB) sob o presidente George W. Bush e o Corrida Para o Topo (RTTT) sob o presidente Obama.<\/p>\n<p>Aqueles contr\u00e1rios ao programa, tanto democratas quanto republicanos, por causa de seus testes padronizados buscando um alto rendimento, est\u00e3o esperando que a reautoriza\u00e7\u00e3o da ASEA seja sua pr\u00f3xima oportunidade para apontar as falhas das solicitas codificadas em ambos NCLB e RTTT.<\/p>\n<p>Como Randi Weingarten, chefe da Federa\u00e7\u00e3o Americana de Professores, disse no inicio da semana passada em resposta a um discurso do Secret\u00e1rio de Educa\u00e7\u00e3o Arne Duncan: \u201cQualquer lei que n\u00e3o se refira aos nossos maiores desafios &#8211; financiar desigualdade, segrega\u00e7\u00e3o, os efeitos da pobreza &#8211; ir\u00e1 falhar ao tentar transformar as nossas crian\u00e7as e escolas, que tanto necessitam.\u201d<\/p>\n<p>Ela continuou, \u201ca pol\u00edtica educacional federal atual &#8211; Nenhuma Crian\u00e7a Deixada Para Tr\u00e1s, Corrida Para o Topo e desist\u00eancias &#8211; consagrou um foco no teste, n\u00e3o no aprendizado, especialmente testes com alta participa\u00e7\u00e3o e as consequ\u00eancias e san\u00e7\u00f5es que surgem disso. Isso \u00e9 errado, e \u00e9 por isso que existe uma chamada pela mudan\u00e7a. A estrat\u00e9gia de abandono e a Corrida para o Topo exacerbaram a fixa\u00e7\u00e3o por testes que foi colocada pela NCLB, permitindo que as san\u00e7\u00f5es e as consequ\u00eancias ofuscassem todo o resto. [Baseado no discurso de Duncan], parece que o secret\u00e1rio queira justificar e consagrar o status quo e isso \u00e9 preocupante.\u201d<\/p>\n<p>Em um artigo para a revista <em>The Nation<\/em> ano passado, os experts em educa\u00e7\u00e3o e pobreza Greg Kauffmann e Elaine Weiss descreveram um corpo enorme de pesquisa que mostrou os v\u00e1rios fatores associados com como a pobreza afeta o aprendizado, incluindo: a realiza\u00e7\u00e3o educacional dos \u201cfamiliares\u201d; como os pais l\u00eaem, brincam e respondem \u00e0s suas crian\u00e7as; a qualidade do cuidado e da educa\u00e7\u00e3o antecipados; acesso consistente \u00e0 servi\u00e7os de sa\u00fade mental e f\u00edsica e alimentos sadios.\u201d<\/p>\n<p>O que est\u00e1 faltando do debate amplo, de acordo com Kauffmann e Weis, \u00e9 a compreens\u00e3o do \u201cimpacto da pobreza concentrada &#8211; e da segrega\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e racial &#8211; nas conquistas estudantis\u201d e um contexto muito mais amplo. \u201c\u00c9 hora de pararmos de ignorar [os impactos da pobreza e da desigualdade educacionais],\u201d eles escreveram. \u201cAs ultimas d\u00e9cadas viram a polariza\u00e7\u00e3o do crescimento de renda, com o 1% do topo colhendo a grande maioria dos ganhos sociais, a classe m\u00e9dia diminuindo, e os da base perdendo o ch\u00e3o. Como resultado, a pobreza concentrada \u00e9 mais potente e relevante do que nunca.\u201d<\/p>\n<p>E de acordo com uma an\u00e1lise da SEF pela <em>Education Week<\/em>, as taxas em crescimento de pobreza dentre os estudantes ser\u00e3o, e deveriam ser, uma parte mais ampla do debate atual sobre pol\u00edticas de educa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>As escolas t\u00eam sido confrontadas com os desafios da pobreza por anos, mas cruzar o limiar da maioria certamente cria um ponto de conversa\u00e7\u00e3o poderoso em debates nos n\u00edveis local, estatal e federal sobre assuntos que falam desde igualdade e responsabilidade a apoios estudantis.<\/p>\n<p>\u201cEssa pobreza aprofundada ir\u00e1 complicar as discuss\u00f5es pol\u00edticas sobre como educar os estudantes americanos, como pesquisas anteriores mostraram, os estudante est\u00e3o em risco acad\u00eamico mais significativo em escolas com 40% ou mais de concentra\u00e7\u00e3o de pobreza,\u201d escreveu a <em>Education Week<\/em> quando cobriu as tend\u00eancias de crescimento da pobreza em 2013.<\/p>\n<p>E, como a Rules for Engagement j\u00e1 reportou, fam\u00edlias pobres est\u00e3o cada vez mais se mudando para os sub\u00farbios e vivendo em \u00e1reas com altas concentra\u00e7\u00f5es de pobreza, criando dimens\u00f5es para o debate.<\/p>\n<p>A nova maioria de estudantes de baixa renda \u00e9 outra realidade para os educadores americanos.<\/p>\n<p>http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Internacional\/-EUA-uma-nacao-em-declinio-maioria-dos-estudantes-de-escolas-publicas-vive-na-pobreza-\/6\/32685<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\nCarta Maior &#8211; 21\/01\/2015\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7373\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7373","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1UV","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7373","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7373\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}