{"id":7375,"date":"2015-01-27T19:35:00","date_gmt":"2015-01-27T19:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7375"},"modified":"2017-08-25T00:47:56","modified_gmt":"2017-08-25T03:47:56","slug":"ignacio-ramonet-o-fim-da-televisao-como-a-conhecemos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7375","title":{"rendered":"Ignacio Ramonet: O fim da televis\u00e3o como a conhecemos"},"content":{"rendered":"\n<p>A televis\u00e3o continua mudando rapidamente. Essencialmente, pelas novas pr\u00e1ticas de acesso aos conte\u00fados audiovisuais que observamos sobretudo entre as gera\u00e7\u00f5es jovens. Todos os estudos realizados sobre as novas pr\u00e1ticas de uso da televis\u00e3o nos EUA e na Europa indicam uma mudan\u00e7a acelerada.<\/p>\n<p><strong>Por Ignacio Ramonet*, na Carta Maior<\/strong><\/p>\n<p>Os jovens telespectadores passam do consumo \u201clinear\u201d da TV para um consumo de programas gravados e \u201c\u00e0 la carte\u201d em uma \u201csegunda tela\u201d (computador, tablet, smartphone). De receptores passivos, os cidad\u00e3os est\u00e3o passando a ser, mediante o uso massivo das redes sociais, \u201cprodutores-difusores\u201d, ou produtores-consumidores (prosumers).<\/p>\n<p>Nos primeiros anos da televis\u00e3o, o comportamento tradicional do telespectador era olhar os programas diretamente na tela de seu televisor da sala, mantendo-se frequentemente fiel a um mesmo (e quase \u00fanico) canal. Com o tempo, tudo isso mudou. E chegou a era digital. Na televis\u00e3o anal\u00f3gica, j\u00e1 n\u00e3o cabiam mais canais e n\u00e3o existia a possibilidade f\u00edsica para acrescentar novos, pois um bloco de frequ\u00eancia de seis mega-hertz equivale a um s\u00f3 sinal, um s\u00f3 canal. Mas, com a digitaliza\u00e7\u00e3o, o espectro radioel\u00e9trico se fraciona e se otimiza. A cada frequ\u00eancia de 6 MHz, em vez de um s\u00f3 canal, podem-se transmitir at\u00e9 seis ou oito canais, e dessa forma se multiplica a quantidade de canais. Onde antes havia sete, oito ou dez canais agora existem cinquenta, sessenta, setenta ou centenas de canais digitais&#8230;<\/p>\n<p>Essa explos\u00e3o do n\u00famero de canais dispon\u00edveis, particularmente por cabo e sat\u00e9lite, tornou obsoleta a fidelidade do telespectador a um canal de prefer\u00eancia e suprimiu a linearidade. Como consequ\u00eancia, abandonou-se a f\u00f3rmula do menu \u00fanico para consumir pratos \u00e0 la carte, simplesmente zapeando com o controle remoto entre a multiplicidade de canais.<\/p>\n<p>A inven\u00e7\u00e3o da web \u2013 h\u00e1 25 anos \u2013 favoreceu o desenvolvimento da internet e o surgimento do que chamamos de \u201csociedade conectada\u201d mediante todo tipo de links, desde o correio eletr\u00f4nico at\u00e9 as diferentes redes sociais (Facebook, Twitter, etc.) e mensagens de texto e imagem (WhatsApp, Instagram etc.). A multiplica\u00e7\u00e3o das novas telas, agora n\u00f4mades (computadores port\u00e1teis, tablets, smartphones) mudou totalmente as regras do jogo.<\/p>\n<p>A televis\u00e3o est\u00e1 deixando de ser progressivamente uma ferramenta de massas para se transformar em um meio de comunica\u00e7\u00e3o consumido individualmente atrav\u00e9s de diversas plataformas, de forma posterior e personalizada.<\/p>\n<p>Essa forma de ver programas gravados se alimenta em particular dos sites de replay dos pr\u00f3prios canais de televis\u00e3o, que permitem, via internet, um acesso n\u00e3o linear aos programas. Estamos presenciando o surgimento de um p\u00fablico que conhece os programas e as emiss\u00f5es, mas n\u00e3o conhece obrigatoriamente a grade de programa\u00e7\u00e3o e nem sequer o canal de difus\u00e3o ao qual esses programas originalmente pertencem.<\/p>\n<p>A essa oferta, j\u00e1 muito abundante, se somam agora os canais online da Gal\u00e1xia da Internet. Por exemplo, as dezenas de canais difundidos pelo YouTube, ou os sites de v\u00eddeos alugados sob demanda. At\u00e9 o ponto de j\u00e1 n\u00e3o sabermos sequer o que significa a palavra \u201ctelevis\u00e3o\u201d. Reed Hastings, diretor da Netflix, o gigante norte-americano de v\u00eddeos online (com mais de 50 milh\u00f5es de assinantes), declarou recentemente que \u201ca televis\u00e3o linear ter\u00e1 desaparecido em vinte anos porque todos os programas estar\u00e3o dispon\u00edveis na internet\u201d. \u00c9 poss\u00edvel, mas n\u00e3o \u00e9 certo.<\/p>\n<p>Os pr\u00f3prios televisores tamb\u00e9m est\u00e3o desaparecendo. Nos avi\u00f5es da companhia a\u00e9rea American Airlines, por exemplo, os passageiros da classe executiva j\u00e1 n\u00e3o disp\u00f5em de telas de televis\u00e3o, nem individuais nem coletivas. Agora, cada passageiro recebe um tablet para que ele mesmo fa\u00e7a seu pr\u00f3prio programa e se instale com o dispositivo da forma como achar melhor (encostado, por exemplo). Na Norvegian Air Shuttle, se vai ainda mais longe. N\u00e3o existem telas de televis\u00e3o no avi\u00e3o, nem tampouco entregam tablets, mas o avi\u00e3o tem internet wifi e a empresa parte do princ\u00edpio que cada passageiro leva uma tela (um computador port\u00e1til, ou tablet, ou smartphone) e que basta com que se conecte ao site da Norvegian para ver filmes, s\u00e9ries, programas de TV ou ler jornais (que j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o mais partilhados&#8230;).<\/p>\n<p>Jeffrey Cole, professor norte-americano da UCLA, especialista em internet e redes sociais, confirma que a televis\u00e3o ser\u00e1 vista cada vez mais pela Rede. \u201cNa sociedade conectada, a televis\u00e3o sobreviver\u00e1, mas diminuir\u00e1 seu protagonismo social, ao passo que as ind\u00fastrias cinematogr\u00e1fica e musical poderiam se desvanecer\u201d, diz.<\/p>\n<p>No entanto, Jeffrey Cole \u00e9 muito mais otimista do que o diretor da Netflix pois afirma que, nos pr\u00f3ximos anos, a m\u00e9dia de tempo dedicada \u00e0 televis\u00e3o passar\u00e1 de entre 16 a 18 horas semanais atualmente para at\u00e9 60 horas, dado que a televis\u00e3o, segundo Cole, \u201cvai saindo das casas\u201d e poder\u00e1 ser vista \u201ca todo momento\u201d gra\u00e7as a qualquer dispositivo com tela, apenas se conectando \u00e0 internet ou mediante a nova telefonia 5G.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso contar com a compet\u00eancia das redes sociais. Segundo o \u00faltimo relat\u00f3rio do Facebook, quase 30% dos adultos norte-americanos se informam por meio do Facebook e 20% do tr\u00e1fego das not\u00edcias prov\u00eam dessa rede social. Mark Zuckerberg afirmou h\u00e1 alguns dias que o futuro do Facebook ser\u00e1 em v\u00eddeo: \u201cH\u00e1 cinco anos, a maior parte do conte\u00fado do Facebook era texto. Agora, evolui para o v\u00eddeo porque \u00e9 cada vez mais f\u00e1cil gravar e compartilhar\u201d.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Twitter tamb\u00e9m est\u00e1 mudando de estrat\u00e9gia: est\u00e1 passando do texto ao v\u00eddeo. Em um recente encontro com os analistas de Wall Street, Dick Costolo, conselheiro do Twitter, revelou os planos do futuro pr\u00f3ximo dessa rede social: \u201c2015 ser\u00e1 o ano do v\u00eddeo no Twitter\u201d. Para os usu\u00e1rios mais antigos, isso tem o sabor de trai\u00e7\u00e3o. Mas, segundo Costolo, o texto, sua ess\u00eancia, os c\u00e9lebres 140 caracteres iniciais, est\u00e1 perdendo import\u00e2ncia. E o Twitter quer ser o ganhador na guerra do v\u00eddeo dos telefones port\u00e1teis.<\/p>\n<p>Segundo os planos da dire\u00e7\u00e3o do Twitter, podem-se subir v\u00eddeos do smartphone para a rede social a partir de agora, in\u00edcio de 2015. Passar\u00e1 dos escassos seis segundos atuais (possibilitados pelo aplicativo Vine) at\u00e9 acrescentar um v\u00eddeo t\u00e3o logo quanto poss\u00edvel diretamente na mensagem.<\/p>\n<p>O Google tamb\u00e9m quer agora difundir conte\u00fados visuais destinados a sua gigantesca clientela de mais de 1,3 bilh\u00f5es de usu\u00e1rios que consomem cerca de seis bilh\u00f5es de horas de v\u00eddeo por m\u00eas&#8230; Por isso, comprou o YouTube. Com mais de 130 milh\u00f5es de visitantes \u00fanicos por m\u00eas nos Estados Unidos, o YouTube tem uma audi\u00eancia superior \u00e0 do Yahoo!. Nos EUA, os 25 principais canais online do YouTube t\u00eam mais de um milh\u00e3o de visitantes \u00fanicos por semana. O YouTube capta mais jovens entre 18 e 34 anos do que qualquer outro canal norte-americano de televis\u00e3o a cabo.<\/p>\n<p>A aposta do Google \u00e9 que o v\u00eddeo na internet vai pouco a pouco acabar com a televis\u00e3o. John Farrell, diretor do YouTube na Am\u00e9rica do Sul, prev\u00ea que 75% dos conte\u00fados audiovisuais ser\u00e3o consumidos via internet em 2020.<\/p>\n<p>No Canad\u00e1, por exemplo, o v\u00eddeo na internet j\u00e1 est\u00e1 a ponto de substituir a televis\u00e3o como meio de consumo massivo. Segundo um estudo do instituto de pesquisa Ipsos Reid and M Consulting, \u201c80% dos canadenses reconhecem que, cada vez mais, veem mais v\u00eddeos online na rede\u201d, o que significa que, com tal massa cr\u00edtica (80%!), aproxima-se o momento em que os canadenses ver\u00e3o mais v\u00eddeos e programas online do que na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Todas essas mudan\u00e7as s\u00e3o percebidas claramente n\u00e3o apenas nos pa\u00edses ricos e desenvolvidos. Tamb\u00e9m s\u00e3o vistas na Am\u00e9rica Latina. Por exemplo, os resultados de um estudo realizado pela pesquisadora mexicana Ana Cristina Covarrubias (diretora da empresa Pulso Mercadol\u00f3gico) confirmam que a rede e o ciberespa\u00e7o est\u00e3o mudando aceleradamente os modelos de uso dos meios de comunica\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico \u2013 em particular, da televis\u00e3o. A pesquisa trata exclusivamente dos habitantes do Distrito Federal do M\u00e9xico e abrange grupos precisos da popula\u00e7\u00e3o: 1) jovens de 15 a 19 anos; 2) a gera\u00e7\u00e3o anterior, pais de fam\u00edlia entre 35 e 55 anos de idade com filhos de 15 a 19 anos. Os resultados revelam as seguintes tend\u00eancias: 1) tanto no grupo dos jovens como na gera\u00e7\u00e3o anterior, as novas tecnologias penetraram em grandes propor\u00e7\u00f5es: 77% possuem telefone m\u00f3vel, 74% possuem computador e 21%, tablet, e 80% t\u00eam acesso \u00e0 internet. 2) O uso da televis\u00e3o aberta e gratuita est\u00e1 caindo e se situa apenas em 69%, ao passo que o da televis\u00e3o paga est\u00e1 subindo e j\u00e1 alcan\u00e7a os 50%. 3) Por outro lado, aproximadamente a metade dos jovens que assistem televis\u00e3o (29%) usam o televisor como tela para ver filmes que n\u00e3o est\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o de TV: assistem DVD\/Blu-ray ou Internet\/Netflix. 4) O tempo de uso di\u00e1rio do telefone m\u00f3vel \u00e9 o mais alto de todos os aparelhos digitais de comunica\u00e7\u00e3o. O celular registra 3 horas e 45 minutos. O computador tem um tempo de uso di\u00e1rio de 2 horas e 16 minutos, e o tablet de 1 hora e 25 minutos; e a televis\u00e3o de apenas 2 horas e 17 minutos. 5) O tempo de visita a redes sociais \u00e9 de 138 minutos di\u00e1rios para Facebook e 137 para WhatsApp; para a televis\u00e3o, \u00e9 de apenas 133 minutos. Se somarmos todos os tempos de visitas a redes sociais, o tempo de exposi\u00e7\u00e3o di\u00e1ria \u00e0 internet \u00e9 de 480 minutos, o equivalente a 8 horas di\u00e1rias, ao passo que o da televis\u00e3o \u00e9 de apenas 133 minutos, equivalentes a 2 horas e 13 minutos. A tend\u00eancia indica claramente que o tempo dedicado \u00e0 televis\u00e3o foi rebaixado amplamente pelo tempo dedicado \u00e0s redes sociais.<\/p>\n<p>A era digital e a sociedade conectada j\u00e1 s\u00e3o, portanto, realidades para v\u00e1rios grupos sociais na Cidade do M\u00e9xico. E uma de suas principais consequ\u00eancias \u00e9 o decl\u00ednio da atra\u00e7\u00e3o pela televis\u00e3o, especialmente a de sinal aberto, como resultados do acesso aos novos formatos de comunica\u00e7\u00e3o e aos conte\u00fados oferecidos pelos meios digitais. O grande monop\u00f3lio do entretenimento que era a televis\u00e3o aberta est\u00e1 deixando de s\u00ea-lo para ceder espa\u00e7o aos meios digitais. Quando antes um cantor popular poderia ser visto por v\u00e1rios milh\u00f5es de telespectadores (cerca de 20 milh\u00f5es na Espanha) em um programa de s\u00e1bado \u00e0 noite, por exemplo, agora esse mesmo cantor precisa passar por 20 canais diferentes para ser visto por cerca de 1 milh\u00e3o de telespectadores.<\/p>\n<p>De agora em diante, o televisor estar\u00e1 cada vez mais conectado \u00e0 internet (\u00e9 o caso da Fran\u00e7a, para 47% dos jovens entre 15 e 24 anos). O televisor se reduz a uma mera tela grande de conforto, simples extens\u00e3o da web que procura os programas no ciberespa\u00e7o e na Cloud (\u201cNuvem\u201d). Os \u00fanicos momentos massivos de audi\u00eancia ao vivo, de \u201csincroniza\u00e7\u00e3o social\u201d que continuam reunindo milh\u00f5es de telespectadores, ser\u00e3o ent\u00e3o os notici\u00e1rios em caso de atualidade nacional ou internacional de car\u00e1ter espetacular (elei\u00e7\u00f5es, cat\u00e1strofes, atentados etc.), os grandes eventos esportivos ou as finais de jogos do tipo reality show.<\/p>\n<p>Tudo isso n\u00e3o \u00e9 apenas uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma t\u00e9cnica, a digital, que substitui a outra, a anal\u00f3gica, ou a internet que substitui a televis\u00e3o. Isso tem implica\u00e7\u00f5es de muitas ordens. Algumas positivas: as redes sociais, por exemplo, favorecem o interc\u00e2mbio r\u00e1pido de informa\u00e7\u00e3o, ajudam a organiza\u00e7\u00e3o dos movimentos sociais, permitem a verifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso do WikiLeaks&#8230; n\u00e3o restam d\u00favidas de que os aspectos positivos s\u00e3o numerosos e importantes.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m \u00e9 preciso considerar que o fato de a internet estar tomando o poder nas comunica\u00e7\u00f5es de massas significa que as grandes empresas da Gal\u00e1xia da Internet \u2013 ou seja, Google, Facebook, Facebook, YouTube, Twitter, Yahoo!, Apple, Amazon etc.\u2013, todas elas norte-americanas (o que j\u00e1 constitui um problema em si mesmo&#8230;), est\u00e3o dominando a informa\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria. Marshall McLuhan dizia que \u201co meio \u00e9 a mensagem\u201d, e a quest\u00e3o que se coloca agora \u00e9: qual \u00e9 o meio? Quando vejo um programa de TV na web, qual \u00e9 o meio? A televis\u00e3o ou a internet? E, em fun\u00e7\u00e3o disso, qual \u00e9 a mensagem?<\/p>\n<p>Sobretudo, conforme revelou Edward Snowden e como afirma Julian Assange em seu novo livro \u201cQuando Google encontrou o WikiLeaks\u201d, todas essas megaempresas acumulam informa\u00e7\u00f5es sobre cada um de n\u00f3s a cada vez que utilizamos a rede. Informa\u00e7\u00f5es que s\u00e3o comercializadas, vendidas a outras empresas. Ou tamb\u00e9m cedidas \u00e0s ag\u00eancias de intelig\u00eancia dos EUA, em particular a Ag\u00eancia Nacional de Seguran\u00e7a, a temida NSA. N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que uma sociedade conectada \u00e9 uma sociedade vigiada, e uma sociedade vigiada \u00e9 uma sociedade controlada.<\/p>\n<p><em>*Ignacio Ramonet \u00e9 jornalista espanhol. Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o e diretor de reda\u00e7\u00e3o do \u201cLe Monde Diplomatique\u201d em espanhol. Editorial N\u00ba: 231. Janeiro de 2015.<\/em><\/p>\n<p><em>Fonte: P\u00e1tria Latina<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7375\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-7375","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1UX","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7375","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7375"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7375\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7375"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7375"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7375"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}