{"id":7408,"date":"2015-02-11T14:28:41","date_gmt":"2015-02-11T14:28:41","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7408"},"modified":"2017-08-25T00:47:56","modified_gmt":"2017-08-25T03:47:56","slug":"hsbc-lucrou-bilhoes-em-negocios-com-ditadores-e-traficantes-de-armas-e-diamantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7408","title":{"rendered":"HSBC lucrou bilh\u00f5es em neg\u00f3cios com ditadores e traficantes de armas e diamantes"},"content":{"rendered":"\n<p>O HSBC lucrou bilh\u00f5es de d\u00f3lares ao fazer neg\u00f3cios com traficantes de armas, ditadores, traficantes de diamantes e outros bandidos internacionais.<\/p>\n<p>Os arquivos agora revelados, com base em investiga\u00e7\u00f5es feitas na filial su\u00ed\u00e7a de private banking do HSBC, dizem respeito a contas que acumulam valores superiores a 100 bilh\u00f5es de d\u00f3lares (cerca de 88 mil milh\u00f5es de euros, praticamente metade do PIB portugu\u00eas).<\/p>\n<p>Os documentos, obtidos pelo <a href=\"http:\/\/www.icij.org\/project\/swiss-leaks\/banking-giant-hsbc-sheltered-murky-cash-linked-dictators-and-arms-dealers\" target=\"_blank\">Cons\u00f3rcio Internacional de Jornalistas<\/a> de Investiga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do jornal franc\u00eas Le Monde, denunciam rela\u00e7\u00f5es do banco com clientes envolvidos em esquemas ilegais, especialmente em ocultar centenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares das autoridades fiscais, onde tamb\u00e9m se encontram jogadores de futebol famosos, jogadores de t\u00eanis, ciclistas, estrelas de rock, atores de Hollywood, membros da realeza, pol\u00edticos, executivos de empresas e membros de fam\u00edlias tradicionalmente ricas.<\/p>\n<p>Estas revela\u00e7\u00f5es d\u00e3o uma luz sobre a rela\u00e7\u00e3o do crime internacional organizado e a finan\u00e7a, por outro lado aumentam o conhecimento sobre o comportamento potencialmente ilegal e anti\u00e9tico do HSBC, um dos maiores bancos do mundo.<\/p>\n<p>Os registros das contas revelados demonstram que alguns clientes fazem viagens at\u00e9 Genebra (Su\u00ed\u00e7a) para levantar grandes quantidades de dinheiro, \u00e0s vezes em notas usadas. Os arquivos tamb\u00e9m documentam a exist\u00eancia de enormes somas de dinheiro detidas por traficantes de diamantes que s\u00e3o conhecidos por operarem em zonas de guerra e venderam pedras preciosas para financiar conflitos armados, que causam um n\u00famero de mortes incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p>O HSBC, que possui escrit\u00f3rios em 74 pa\u00edses e territ\u00f3rios, distribu\u00eddos por seis continentes, num primeiro momento insistiu com o cons\u00f3rcio de jornalistas para destru\u00edrem os documentos que obtiveram.<\/p>\n<p>No passado m\u00eas, depois de ter sido informado de toda a extens\u00e3o das conclus\u00f5es da investiga\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, o HSBC deu uma resposta final, que foi mais conciliat\u00f3ria:<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s reconhecemos que a cultura de compliance &#8211; conjunto de disciplinas para fazer cumprir normas legais e regulamentares \u2013 e os padr\u00f5es de dilig\u00eancias na Swiss private banking do HSBC, bem como na ind\u00fastria em geral, foram significativamente menores do que s\u00e3o hoje\u201d.<\/p>\n<p>Na declara\u00e7\u00e3o escrita, o banco afirma que \u201cdeu passos significativos, ao longo dos \u00faltimos anos, para implementar reformas e excluir clientes que n\u00e3o encaixam nos novos padr\u00f5es rigorosos do HSBC, incluindo aqueles em que tivemos preocupa\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao seu cumprimento de obriga\u00e7\u00f5es fiscais\u201d.<\/p>\n<p>O banco acrescentou que reorientou este seu ramo de neg\u00f3cios. \u201cComo resultado deste reposicionamento, o Swiss private banking HSBC reduziu a sua base de clientes em quase 70% desde 2007\u201d.<\/p>\n<p>Os bancos esconderem dinheiro em para\u00edsos fiscais tem enormes implica\u00e7\u00f5es para as sociedades em todo o mundo. Estimativas conservadoras feitas por acad\u00eamicos apontam que cerca de 7,6 trilh\u00f5es de d\u00f3lares encontram-se em offshores, custando cerca de 200 bilh\u00f5es de euros aos tesouros nacionais.<\/p>\n<p>\u201cA ind\u00fastria offshore \u00e9 uma grande amea\u00e7a para as nossas institui\u00e7\u00f5es democr\u00e1ticas e para nosso contrato social b\u00e1sico\u201d, afirma o economista franc\u00eas Thomas Piketty, autor de O Capital no s\u00e9culo XXI. \u201cA opacidade financeira \u00e9 um dos principais motores do aumento da desigualdade no mundo inteiro. Permite que uma grande dos mais ricos e dos grandes grupos econ\u00f3micos paguem impostos insignificantes, enquanto n\u00f3s pagamos impostos elevados, para financiar bens e servi\u00e7os (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, infraestruturas), que s\u00e3o indispens\u00e1veis para o desenvolvimento\u201d.<\/p>\n<p>Os arquivos secretos obtidos pelo cons\u00f3rcio de jornalistas \u2013 que abrange contas at\u00e9 2007, associadas a mais de 100 mil pessoas individuais e coletivas de mais de 200 pa\u00edses \u2013 s\u00e3o uma vers\u00e3o a que o governo franc\u00eas teve acesso e partilhou com outros governos em 2010, levando a processos ou acordos por evas\u00e3o fiscal em v\u00e1rios pa\u00edses. Entre os pa\u00edses que receberam a documenta\u00e7\u00e3o incluiu est\u00e3o Estados Unidos, Espanha, It\u00e1lia, Gr\u00e9cia, Alemanha, Gr\u00e3-Bretanha, Irlanda, \u00cdndia, B\u00e9lgica e Argentina.<\/p>\n<p>Esquerda.net<\/p>\n<p>http:\/\/cartamaior.com.br\/?\/Editoria\/Economia\/HSBC-lucrou-bilhoes-em-negocios-com-ditadores-e-traficantes-de-armas-e-diamantes\/7\/32836<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7408\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[9],"tags":[],"class_list":["post-7408","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-s10-internacional"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Vu","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7408","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7408"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7408\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7408"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7408"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7408"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}