{"id":7441,"date":"2015-02-20T13:12:11","date_gmt":"2015-02-20T13:12:11","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7441"},"modified":"2015-02-20T13:12:11","modified_gmt":"2015-02-20T13:12:11","slug":"sera-que-o-fmi-anexou-a-ucrania","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7441","title":{"rendered":"Ser\u00e1 que o FMI anexou a Ucr\u00e2nia?"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>entrevistado por Sharmini Peries<\/strong><\/p>\n<p>SHARMINI PERIES, Produtor Executivo da TRNN: Damos boas vindas \u00e0 interven\u00e7\u00e3o de Michael Hudson em The Real News Network. Foi acordado um cessar-fogo na Ucr\u00e2nia Oriental, ap\u00f3s uma maratona negocial de 17 horas entre o presidente russo Vladimir Putin e o presidente ucraniano Petro Poroshenko. Eles foram ladeados por outros l\u00edderes europeus que se mantiveram vigilantes. A R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia podem ter muitas diferen\u00e7as, mas o que eles t\u00eam em comum \u00e9 uma crise econ\u00f3mica que se agiganta, com pre\u00e7os do petr\u00f3leo a mergulharem do lado russo e uma guerra muito cara com que n\u00e3o contavam do lado ucraniano. Para conversar sobre tudo isto est\u00e1 aqui Michael Hudson. Ele \u00e9 um distinto professor e investigador de teoria econ\u00f3mica da Universidade de Missouri-Kansas City. O seu pr\u00f3ximo livro intitula-se<em>&#8220;Matando o hospedeiro: Como parasitas financeiros e a servid\u00e3o da d\u00edvida destru\u00edram a economia global&#8221; (&#8220;Killing the Host: How Financial Parasites and Debt Bondage Destroyed the Global Economy&#8221;). <\/em><\/p>\n<p>Michael, obrigado por estar aqui connosco.<\/p>\n<p>MICHAEL HUDSON: \u00c9 bom estar convosco.<\/p>\n<p>PERIES: Michael, numa entrevista recente publicada na revista <em>The National Interest <\/em>voc\u00ea disse que a maior parte do media cobrem a R\u00fassia como se ela fosse a maior amea\u00e7a \u00e0 Ucr\u00e2nia. A hist\u00f3ria sugere que o FMI pode ser mais perigoso. O que quis dizer com isso?<\/p>\n<p>HUDSON: Antes de mais nada, os termos com que o FMI concede empr\u00e9stimos exigem mais austeridade e uma retirada de todos os subs\u00eddios p\u00fablicos. A popula\u00e7\u00e3o ucraniana j\u00e1 est\u00e1 economicamente devastada. A condi\u00e7\u00e3o que o programa do FMI estabelece para fazer empr\u00e9stimos \u00e0 Ucr\u00e2nia \u00e9 que deve reembolsar as d\u00edvidas. Mas ela n\u00e3o tem a capacidade de pagar. Assim, h\u00e1 apenas um meio para fazer isso e esse meio \u00e9 o que o FMI tem dito \u00e0 Gr\u00e9cia e outros pa\u00edses para aplicar: Tem de come\u00e7ar a liquidar seja o que for que reste no dom\u00ednio p\u00fablico do pa\u00eds; ou seja, fazer os seus principais oligarcas a tomarem parcerias com investidores americanos ou europeus, de modo a que eles possam comprar direitos a monop\u00f3lios na Ucr\u00e2nia e permitirem a extrac\u00e7\u00e3o de renda.<\/p>\n<p>Isto \u00e9 o ataque duplo padr\u00e3o do FMI. A pancada n\u00famero um \u00e9: aqui est\u00e1 o empr\u00e9stimo \u2013 para pagar aos seus accionistas, de modo que agora deve a n\u00f3s, FMI, a quem n\u00e3o pode cancelar d\u00edvidas. Os termos deste empr\u00e9stimo seguem o Guia Ficcional: que voc\u00ea pode pagar a d\u00edvida externa obtendo um excedente or\u00e7amental interno, cortando despesa p\u00fablica e provocando uma depress\u00e3o ainda mais profunda.<\/p>\n<p>Esta ideia de que d\u00edvidas externas podem ser pagas espremendo receitas de impostos internos foi contestada por Keynes na d\u00e9cada de 1920 ao discutir as repara\u00e7\u00f5es alem\u00e3s. (No meu livro <em>Trade, Development and Foreign Debt <\/em>dediquei um cap\u00edtulo a rever a controv\u00e9rsia). N\u00e3o h\u00e1 desculpa para cometer este erro \u2013 a n\u00e3o ser que o erro seja deliberado e esteja destinado a fracassar, de modo a que o FMI possa ent\u00e3o dizer que foi uma surpresa para toda a gente e n\u00e3o \u00e9 culpa de ningu\u00e9m, o seu &#8220;programa de estabiliza\u00e7\u00e3o&#8221; desestabilizou ao inv\u00e9s de estabilizar a economia.<\/p>\n<p>A penalidade por seguir esta teoria econ\u00f3mica lixo deve ser paga pela v\u00edtima, n\u00e3o pelo vitimizador. Isto faz parte da estrat\u00e9gia do FMI de &#8220;culpar a v\u00edtima&#8221;.<\/p>\n<p>O FMI lan\u00e7a ent\u00e3o a sua pancada N\u00famero Dois. Ele diz: &#8220;Ah, voc\u00ea n\u00e3o pode nos pagar? Lamento que as nossas projec\u00e7\u00f5es estivessem t\u00e3o erradas. Mas voc\u00ea tem de encontrar algum meio para pagar \u2013 entregando quaisquer activos que a sua economia ainda possa ter em m\u00e3os internas.<\/p>\n<p>O FMI tem estado errado na Ucr\u00e2nia anos ap\u00f3s ano, quase tantos quanto tem estado errado na Irlanda ou na Gr\u00e9cia. As suas receitas s\u00e3o as mesmas daquelas devastadas economias do Terceiro Mundo a partir da d\u00e9cada de 1970.<\/p>\n<p>Assim, o problema agora torna-se apenas um: o que a Ucr\u00e2nia vai ter de vender para pagar as d\u00edvidas externas \u2013 incorridas sobretudo para travar a guerra que devastou a sua economia.<\/p>\n<p>Um activo que investidores estrangeiros querem \u00e9 a terra agr\u00edcola ucraniana. A Monsanto tem estado a comprar na Ucr\u00e2nia \u2013 ou melhor, a arrendar sua terra, porque a Ucr\u00e2nia tem uma lei contra a aliena\u00e7\u00e3o da sua terra agr\u00edcola a estrangeiros. E como mat\u00e9ria de facto, a sua lei \u00e9 muit\u00edssimo semelhante \u00e0quela, como informa o <em>Financial Times, <\/em>que a Austr\u00e1lia est\u00e1 a querer fazer para impedir compras chinesas e americanas de terra agr\u00edcola. [1]<\/p>\n<p>O FMI tamb\u00e9m insistir em que pa\u00edses devedores desmantelem regulamenta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas contra investimento estrangeiro, bem como regulamentos de protec\u00e7\u00e3o ao consumidor e protec\u00e7\u00e3o ambiental. Isto significa que o que aguarda a Ucr\u00e2nia \u00e9 uma pol\u00edtica neoliberal que garantidamente tornar\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o ainda pior.<\/p>\n<p>Nesse sentido, finan\u00e7a \u00e9 guerra. A finan\u00e7a \u00e9 a nova esp\u00e9cie de guerra, a utiliza\u00e7\u00e3o da finan\u00e7a e das vendas for\u00e7adas numa nova esp\u00e9cie de campo de batalha. Isto n\u00e3o ajudar\u00e1 a Ucr\u00e2nia. O que promete \u00e9 levar a mais uma crise mais adiante, muito rapidamente.<\/p>\n<p>PERIES: Michael, vamos dissecar a d\u00edvida nesta crise. A guerra levou a Ucr\u00e2nia a uma crise mais profunda. Fale acerca da devasta\u00e7\u00e3o que tem provocado e o que eles t\u00eam de fazer al\u00e9m do que o FMI est\u00e1 a tentar impor-lhes.<\/p>\n<p>HUDSON: Quando Kiev foi \u00e0 guerra contra a Ucr\u00e2nia Oriental, ela combatia primariamente a regi\u00e3o de minera\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o e a regi\u00e3o exportadora. Trinta e oito por cento das exporta\u00e7\u00f5es da Ucr\u00e2nia s\u00e3o para a R\u00fassia. Mas grande parte desta capacidade exportadora foi bombardeada at\u00e9 deixar de existir. Al\u00e9m disso, as companhias el\u00e9ctricas que alimentavam com electricidade as minas de carv\u00e3o foram bombardeadas. Assim, a Ucr\u00e2nia n\u00e3o pode sequer abastecer-se a si pr\u00f3pria com carv\u00e3o.<\/p>\n<p>O que \u00e9 t\u00e3o gritante acerca de tudo isto \u00e9 que apenas algumas semanas atr\u00e1s, em 28 de Janeiro, Christine Lagarde, a chefe do FMI, disse que o FMI n\u00e3o faz empr\u00e9stimos a pa\u00edses que est\u00e3o envolvidos em guerra. Isso seria financiar um lado ou o outro. Mas a Ucr\u00e2nia est\u00e1 envolvida numa guerra civil. A grande quest\u00e3o, portanto, \u00e9 quando o FMI come\u00e7ar\u00e1 a libertar o empr\u00e9stimo que tem sido discutido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os artigos do estatuto com o FMI dizem que ele n\u00e3o pode fazer empr\u00e9stimos a um pa\u00eds insolvente. Assim, como \u00e9 que pode participar de um empr\u00e9stimo de salvamento \u00e0 Ucr\u00e2nia se, primeiro, o pa\u00eds est\u00e1 em guerra (a qual tem de cessar totalmente) e, segundo, est\u00e1 insolvente.<\/p>\n<p>A \u00fanica solu\u00e7\u00e3o \u00e9 a Ucr\u00e2nia reduzir suas d\u00edvidas a investidores privados. E isso significa um bocado de investidores de hedge funds contestat\u00e1rios. O <em>Financial Times <\/em>de hoje tem um artigo a mostrar que um investigador americano sozinho, Michael Hasenstab, tem US$7 mil milh\u00f5es de d\u00edvidas da Ucr\u00e2nia e quer especular nisso, juntamente com o Templeton Global Bond Fund. [2] Como a Ucr\u00e2nia vai tratar os especuladores? E ent\u00e3o, finalmente, como \u00e9 que o FMI vai tratar o facto de que o fundo soberano da R\u00fassia emprestou \u20ac3 mil milh\u00f5es \u00e0 Ucr\u00e2nia em termos fortes atrav\u00e9s do estabelecido no acordo de Londres que n\u00e3o pode ser amortizado? Ser\u00e1 que o FMI vai insistir para que a R\u00fassia sofra o mesmo corte <em>(haircut) <\/em>que est\u00e1 a impor sobre os hedge funds? Tudo isto vai ser a esp\u00e9cie de conflito que vai exigir ainda muito mais esfor\u00e7o do que as solu\u00e7\u00f5es que vimos adoptadas nos \u00faltimos dias na frente de batalha militar.<\/p>\n<p>PERIES: Ent\u00e3o, como poderia a Ucr\u00e2nia imaginar uma sa\u00edda da crise?<\/p>\n<p>HUDSON: Ela provavelmente imagina um mundo de sonho na qual sair\u00e1 da crise com o Ocidente a dar-lhe US$50 mil milh\u00f5es e a dizer: aqui est\u00e1 todo o dinheiro de que precisa, gaste-o como quiser. Esta \u00e9 a extens\u00e3o da sua imagina\u00e7\u00e3o. \u00c9 fantasia, naturalmente. \u00c9 viver num mundo de sonho \u2013 excepto que h\u00e1 algumas semanas atr\u00e1s George Soros prop\u00f4s em<em>The New York Review of Books <\/em>e instou o Congresso e &#8220;o Ocidente&#8221; a darem US$50 mil milh\u00f5es \u00e0 Ucr\u00e2nia e encararem isso como um pagamento inicial aos militares ou \u00e0 R\u00fassia. Bem, disse Kiev imediatamente, sim, n\u00f3s s\u00f3 os gastaremos com armas defensivas. Defenderemos a Ucr\u00e2nia at\u00e9 o fim at\u00e9 \u00e0 Sib\u00e9ria quando exterminarmos os russos.<\/p>\n<p>Hoje um editorial do <em>Financial Times <\/em>dizia, sim, damos \u00e0 Ucr\u00e2nia os US$50 mil milh\u00f5es que Georges Soros pediu. [3] Vamos nos habilitar a fim de ter bastante dinheiro para combater a Nova Guerra Fria da Am\u00e9rica contra a R\u00fassia. Mas os europeus continentais dizem: &#8220;Espere um minuto. No fim disto, n\u00e3o haver\u00e1 mais ucranianos a combater. A guerra pode mesmo propagar-se \u00e0 Pol\u00f3nia e alhures, porque se o dinheiro que \u00e9 dado \u00e0 Ucr\u00e2nia \u00e9 realmente para o que a administra\u00e7\u00e3o Obama e Hillary e Soros est\u00e3o todos a pressionar \u2013 ir \u00e0 guerra com a R\u00fassia \u2013 ent\u00e3o a R\u00fassia vai dizer: &#8216;OK, se estivermos a ser atacados por tropas estrangeiras, vamos ter n\u00e3o s\u00f3 de bombardear as tropas, mas os aeroportos de onde elas est\u00e3o a vir e as esta\u00e7\u00f5es ferrovi\u00e1rias por onde passam. Vamos estender nossa pr\u00f3pria defesa na direc\u00e7\u00e3o da Europa&#8217;.&#8221;<\/p>\n<p>Aparentemente h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es de que Putin disse \u00e0 Europa: olhe, tem duas op\u00e7\u00f5es diante de si. Op\u00e7\u00e3o um: a Europa, Alemanha e R\u00fassia podem ser uma \u00e1rea muito pr\u00f3spera. Com mat\u00e9rias-primas da R\u00fassia e tecnologia europeia, podemos ser uma das \u00e1reas mais pr\u00f3speras do mundo. Ou, op\u00e7\u00e3o dois: Voc\u00ea pode ir \u00e0 guerra connosco e pode ser liquidada. Fa\u00e7a a sua escolha.<\/p>\n<p>PERIES: Michael, tempos interessantes e complexos na Ucr\u00e2nia, bem como no FMI. Obrigado por falar connosco em The Real News Network<\/p>\n<p>14\/Fevereiro\/2015<\/p>\n<p><strong>Notas <\/strong><\/p>\n<p><strong>[1] Jamie Smith, &#8220;Australia cracks down on foreign farm and property investors,&#8221; Financial Times, February 12, 2015. <\/strong><\/p>\n<p><strong>[2] Elaine Moore, &#8220;Contrarian US investor with $7bn of debt stands to lose most if Kiev imposes haircut,&#8221; Financial Times, February 12, 2015. <\/strong><\/p>\n<p><strong>[3] &#8220;The west needs to rescue the Ukrainian economy,&#8221; Financial Times editorial, February 12, 2015. <\/strong><\/p>\n<p>* Professor de Teoria Econ\u00f3mica, Universidade do Missouri, Kansas<\/p>\n<p><strong>O original encontra-se em <a href=\"http:\/\/therealnews.com\/t2\/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=31&amp;Itemid=74&amp;jumival=13211&amp;updaterx=2015-02-14+13%3A32%3A10\" target=\"_blank\">therealnews.com\/&#8230;<\/a> e em <a href=\"http:\/\/michael-hudson.com\/2015\/02\/victims-pay\/\" target=\"_blank\">michael-hudson.com\/2015\/02\/victims-pay\/<\/a> <\/strong><\/p>\n<p><strong>Este artigo encontra-se em <a href=\"http:\/\/resistir.info\/\" target=\"_blank\">http:\/\/resistir.info\/<\/a> .<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\npor Michael Hudson* \n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7441\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[125],"tags":[],"class_list":["post-7441","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c138-ucrania"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1W1","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7441","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7441"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7441\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7441"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7441"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7441"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}