{"id":7468,"date":"2015-02-28T14:12:50","date_gmt":"2015-02-28T14:12:50","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7468"},"modified":"2015-02-28T14:12:50","modified_gmt":"2015-02-28T14:12:50","slug":"negociacoes-de-paz-na-colombia-a-ideia-dos-estados-unidos-e-nao-assinar-um-acordo-a-principal-meta-e-desarmar-as-farc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7468","title":{"rendered":"Negocia\u00e7\u00f5es de paz na Col\u00f4mbia: \u201cA ideia dos Estados Unidos \u00c9 n\u00e3o assinar um acordo. A principal meta \u00e9 desarmar as FARC\u201d"},"content":{"rendered":"\n<p>A an\u00e1lise de James Petras na CX36, segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015<\/p>\n<p>Coluna semanal do soci\u00f3logo James Petras exclusiva, em espanhol, na CX36. Transcrevemos esta an\u00e1lise que pode ser escutada em:<\/p>\n<p>http:\/\/www.ivoox.com\/james-petras-23-2-audios-mp3_rf_4126893_1.html<\/p>\n<p>MAB: Existem muitos temas e queremos tentar abarcar o maior n\u00famero possivel deles. Assim, podemos come\u00e7ar pela Venezuela.<\/p>\n<p>JP: A quest\u00e3o da Venezuela \u00e9 muito clara. Os Estados Unidos aumentaram os esfor\u00e7os para tombar o governo utilizando todos os mecanismos dispon\u00edveis, inclusive a for\u00e7a, a viol\u00eancia de rua, as mobiliza\u00e7\u00f5es das grandes empresas comerciais para provocar o desabastecimento. E tamb\u00e9m a propaganda midi\u00e1tica, onde toda a imprensa est\u00e1 atuando em conjunto com os Estados Unidos, acusando o governo de autoritarismo porque come\u00e7ou a prender os golpistas que atuam em v\u00e1rios cargos, inclusive o prefeito de Caracas, o senhor Antonio Ledesma, que assinou um documento p\u00fablico fazendo uma chamada para derrubar o governo.<\/p>\n<p>Esta pol\u00edtica surte efeito porque est\u00e1 aproveitando a crise econ\u00f4mica com a queda do pre\u00e7o do petr\u00f3leo para criar uma imagem de um pa\u00eds deteriorado e um presidente incompetente.<\/p>\n<p>Por fim, o governo come\u00e7ou pelo menos a tomar algumas medidas para estabilizar a Economia, mas s\u00e3o muito duras. Por exemplo, a desvaloriza\u00e7\u00e3o aumentou o custo de vida para as pessoas comuns.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m est\u00e3o tomando medidas fortes utilizando o controle dos aparatos estatais, a fim de castigar os que est\u00e3o tentando destruir a democracia. E esta interven\u00e7\u00e3o governamental recebe muitos aplausos da grande maioria do povo que est\u00e1 contra a impunidade da oposi\u00e7\u00e3o, que faz o que faz pensando que n\u00e3o pode ser castigada.<\/p>\n<p>Agora, com as \u00faltimas interven\u00e7\u00f5es de Maduro se tem mais confian\u00e7a que o governo est\u00e1 \u00e0 altura de tomar medidas, para proteger a democracia e o direito do governo de governar.<\/p>\n<p>MAB: Como voc\u00ea v\u00ea a rea\u00e7\u00e3o nos outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e no mundo em geral frente a isto que ocorre na Venezuela?<\/p>\n<p>JP: Todas as organiza\u00e7\u00f5es internacionais, sem exce\u00e7\u00e3o, particularmente as da Am\u00e9rica Latina, apoiam as medidas do governo, inclusive a necessidade de tomar medidas policiais contra os golpistas. Se algu\u00e9m tentar analisar, por exemplo, os v\u00e1rios grupos, grupos n\u00e3o alinhados que representam mais de 100 pa\u00edses, respaldam o governo e denunciam o golpismo norte-americano. Por\u00e9m, isso n\u00e3o aparece em nenhum meio de comunica\u00e7\u00e3o, nem na BBC, nem no New York Times que apresentam a opini\u00e3o do mundo e das organiza\u00e7\u00f5es latino-americanas. Simplesmente apresentam o assunto como uma repress\u00e3o do governo sem uma raz\u00e3o.<\/p>\n<p>A guerra propagand\u00edstica \u00e9 muito forte e tenta demonizar o governo para justificar e defender os golpistas, para que estes tenham as m\u00e3os livres. E a oposi\u00e7\u00e3o internacional ao golpismo \u00e9 muito importante, porque mostra que o governo de Maduro, diplomaticamente n\u00e3o est\u00e1 isolado. Neste momento, o golpismo norte-americano n\u00e3o tem nenhuma resson\u00e2ncia na Am\u00e9rica Latina, por\u00e9m segue adiante. Obama, como um louco violento, pensa que tudo pode ser resolvido com a for\u00e7a.<\/p>\n<p>Assim como fizeram na Ucr\u00e2nia, organizaram um golpe. Querem repetir, agora na Venezuela, o mesmo processo de propagandear contra o governo, demonizar e, depois, lan\u00e7arem-se com m\u00e3os livres a atacar o governo e tomar o controle do poder.<\/p>\n<p>MAB: Fala-se de \u2018golpe brando\u2019 na Venezuela e na Argentina. \u00c9 poss\u00edvel classific\u00e1-los assim?<\/p>\n<p>JP: Come\u00e7am brandos. Ou seja, utilizam a legalidade para influenciar a opini\u00e3o p\u00fablica, organizam marchas supostamente pac\u00edficas, mas, de repente, encontram outra oportunidade de lan\u00e7arem-se com medidas econ\u00f4micas de desabastecimento, especula\u00e7\u00e3o, press\u00f5es de empr\u00e9stimos e tudo mais, para enfraquecer o governo com medidas econ\u00f4micas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, primeiro protestos legais, depois medidas econ\u00f4micas e, posteriormente, visam formar uma alian\u00e7a com setores militares para tomar o poder. Por isso, n\u00e3o se pode separar as medidas brandas da trajet\u00f3ria violenta.<\/p>\n<p>\u00c9 um processo, ent\u00e3o, n\u00e3o se pode terminar o debate dizendo que \u00e9 um \u2018golpe brando\u2019. Porque \u2018um golpe brando\u2019 tem os mesmos efeitos que um golpe duro. Ou seja, v\u00e3o reverter as mudan\u00e7as sociais, as medidas progressistas, a independ\u00eancia da pol\u00edtica exterior e voltar ao que podemos chamar de ditadura do capital, do capital selvagem, que pode resultar em um retrocesso de tudo o que o povo ganhou nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>MAB: Neste marco, Petras, soube-se esta semana que os EUA nomearam um representante para sentar-se \u00e0 mesa das negocia\u00e7\u00f5es de paz da Col\u00f4mbia, que ocorre em Havana. E os EUA designaram, a pedido do governo da Col\u00f4mbia, um enviado especial, Bernard Aronson.<\/p>\n<p>JP: Sim, Bernard Aronson tem uma trajet\u00f3ria muito sinistra. No passado, esteve envolvido de muitas formas no apoio ao neoliberalismo, aos governantes autorit\u00e1rios na Am\u00e9rica Central, como padrinho dos chamados \u201ctratados de paz\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, est\u00e1 l\u00e1 para garantir que n\u00e3o haja nenhuma concess\u00e3o consequente por parte do governo para as FARC; quer assegurar que as FARC v\u00e3o se subordinar \u00e0 pol\u00edtica imperialista na Am\u00e9rica Central, como em El Salvador, na Guatemala. N\u00e3o \u00e9 nenhuma figura neutra. \u00c9 um partid\u00e1rio da militariza\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia, da repress\u00e3o \u00e0 insurg\u00eancia popular e, tamb\u00e9m, busca aprofundar o livre comercio e os tratados bilaterais entre Wall Street e Bogot\u00e1.<\/p>\n<p>Aronson \u00e9 um personagem sinistro e n\u00e3o podemos nos iludir que os EUA est\u00e3o como \u2018observadores\u2019. Est\u00e3o atuando nas negocia\u00e7\u00f5es em Havana, assegurando que o governo fa\u00e7a o m\u00ednimo de concess\u00f5es. E a linha dos EUA \u00e9, simplesmente, n\u00e3o assinar um pacto, mas fazer com que os dirigentes guerrilheiros sejam presos supostamente pelos crimes de guerra. Enquanto isso, os milhares de oficiais, civis, o ex-presidente (\u00c1lvaro) Uribe \u2013 que s\u00e3o os verdadeiros culpados, os assassinos pol\u00edticos \u2013 s\u00e3o os principais aliados de Aronson.<\/p>\n<p>MAB: Sim, tanto Aronson quanto Roberta Jacobson e John Kerry pediram \u00e0s FARC e ao ELN que demonstrem seu valor renunciando \u00e0 viol\u00eancia para sempre, eliminando-os.<\/p>\n<p>JP: Sim, desarm\u00e1-los e mat\u00e1-los. Eu acredito que \u00e9 a trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Uma vez que estejam desarmados, v\u00e3o sofrer a forte repress\u00e3o. A ideia de desarmar as FARC \u00e9 a principal meta, n\u00e3o \u00e9 nenhum acordo. E os acordos assinados s\u00e3o irrelevantes porque uma vez que o governo desarme as FARC, uma vez que comece a controlar o territ\u00f3rio, vai continuar com a repress\u00e3o pol\u00edtica favorecendo a minoria, as grandes empresas petroleiras e de carv\u00e3o. E deixar toda a ret\u00f3rica de paz e os acordos para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>MAB: A imprensa diz, com base nos comunicados do Ex\u00e9rcito da Col\u00f4mbia, que ontem mataram 3 guerrilheiros no sul do pa\u00eds, na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>JP: Sim, diariamente ocorre algum ataque nas comunidades progressistas no campo. Tanto as comunidades ind\u00edgenas como as de camponeses v\u00eam sofrendo muitas invas\u00f5es. Al\u00e9m das muitas v\u00edtimas da guerrilha, existem as da Marcha Patri\u00f3tica e de outras organiza\u00e7\u00f5es populares.<\/p>\n<p>No ano passado, mais de quatro dezenas de ativistas de direitos humanos sofreram ataques, assassinatos, encarceramentos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, a guerra na Col\u00f4mbia continua, apesar das conversa\u00e7\u00f5es de paz em Havana. Existe uma t\u00e1tica dupla aqui: falar de paz em Havana e continuar a guerra na Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>MAB: E todos estes temas que estamos abordando referem-se \u00e0s rela\u00e7\u00f5es dos EUA com a Am\u00e9rica Latina, Venezuela, Argentina, Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Hoje, lemos que aumenta a presen\u00e7a militar dos EUA no Peru, que passa de 125 soldados para 3.200<\/p>\n<p>.<\/p>\n<p>JP: A militariza\u00e7\u00e3o est\u00e1 em marcha, por varias raz\u00f5es.<\/p>\n<p>Primeiro, o outro lado da moeda \u00e9 que o Peru arde agora com muitas mobiliza\u00e7\u00f5es populares, protestos, tanto no campo, como nas comunidades, frente \u00e0 minera\u00e7\u00e3o em larga escala, como nas cidades. E frente \u00e0s mobiliza\u00e7\u00f5es populares, os EUA est\u00e3o fortalecendo a m\u00e3o repressiva do governo de Humala.<\/p>\n<p>Os processos de direitiza\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina e a repress\u00e3o est\u00e3o em ascens\u00e3o. Podemos v\u00ea-los, por exemplo, na mobiliza\u00e7\u00e3o supostamente em memoria de Nisman, na Argentina. Podemos v\u00ea-los nas campanhas de desestabiliza\u00e7\u00e3o na Venezuela. Podemos v\u00ea-los na militariza\u00e7\u00e3o da Col\u00f4mbia.<\/p>\n<p>Eu acredito que a explos\u00e3o dos esc\u00e2ndalos no Brasil \u00e9 outro fator detonante de recupera\u00e7\u00e3o da direita.<\/p>\n<p>De toda forma \u00e9 uma extens\u00e3o da militariza\u00e7\u00e3o global dos EUA com a interven\u00e7\u00e3o na S\u00edria, com a extens\u00e3o de drones utilizados no I\u00eamen, a volta de tropas ao Afeganist\u00e3o. Tudo \u00e9 uma nova onda direitizante de Obama, que quer impor o poder norte-americano a partir da for\u00e7a e viol\u00eancia, n\u00e3o a partir de negocia\u00e7\u00f5es de paz.<\/p>\n<p>Eu acredito que o terror global dos EUA provoca o terror individual em seu pr\u00f3prio pa\u00eds.<\/p>\n<p>MAB: Esta semana muda a Presid\u00eancia do Uruguai. Sai Jos\u00e9 Mujica e assume Tabar\u00e9 V\u00e1zquez.<\/p>\n<p>JP: Sim, existe um discurso de Mujica que me parece interessante e gostaria de coment\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Mujica disse uma coisa que \u00e9 verdade, por\u00e9m em jogo. Disse que \u201ca gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea n\u00e3o cria sociedades justas\u201d e cito textualmente: \u201c\u00e9 preciso vontade humana organizada para esta transforma\u00e7\u00e3o\u201d. Certo.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, que tipo de pol\u00edtica deve ter a organiza\u00e7\u00e3o humana visando uma transforma\u00e7\u00e3o? Obviamente, a Frente Ampla \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m ningu\u00e9m pode dizer que durante a presid\u00eancia de Mujica tivemos uma transforma\u00e7\u00e3o. A \u00fanica transforma\u00e7\u00e3o foi que entregaram a metade do territ\u00f3rio produtivo aos grandes investidores estrangeiros, que formam os cons\u00f3rcios agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, Mujica disse verdades como a que o espontane\u00edsmo n\u00e3o chega a alcan\u00e7ar transforma\u00e7\u00f5es, por\u00e9m tampouco elas s\u00e3o obtidas pelas organiza\u00e7\u00f5es pol\u00edticas que seguem a linha neoliberal de sua Presid\u00eancia.<\/p>\n<p>MAB: \u00c9 certo e acrescento que Joe Biden, como representante do governo dos EUA, chega esta semana para a posse.<\/p>\n<p>JP: \u00c9 um louco, cada vez que abre a boca caem p\u00e9rolas de merda. Por exemplo, de qualquer forma tenta intervir na pol\u00edtica e causa esc\u00e2ndalos, porque diz coisas que s\u00e3o espont\u00e2neas, sem pensar nas consequ\u00eancias. Em Washington \u00e9 considerado um palha\u00e7o, somente o mandam a viagens ao exterior para evitar esc\u00e2ndalos dom\u00e9sticos.<\/p>\n<p>Em todo caso, de uma forma ou de outra, representa a pol\u00edtica imperialista. Por\u00e9m, no caso da visita ao Uruguai, quer assegurar que V\u00e1zquez seguir\u00e1 a linha de sua campanha eleitoral, que foi a concilia\u00e7\u00e3o com o Pent\u00e1gono e o Departamento de Estado, ao inv\u00e9s de evitar qualquer aprofundamento nas rela\u00e7\u00f5es com a Venezuela, Argentina ou outros pa\u00edses do MERCOSUL. Querem que Tabar\u00e9 V\u00e1zquez aprofunde sua depend\u00eancia e v\u00ednculos carnais com Obama.<\/p>\n<p>MAB: Est\u00e1 sendo veiculado que as conversa\u00e7\u00f5es entre o Ir\u00e3 e o grupo dos 5+1 est\u00e3o concluindo. O que voc\u00ea sabe sobre isso?<\/p>\n<p>JP: \u00c9 evidente, (dizem) todos os ex-diplomatas, que o Ir\u00e3 n\u00e3o tem programas de armas nucleares. Segundo, as concess\u00f5es feitas pelo Ir\u00e3 s\u00e3o substanciais enquanto os compromisos rec\u00edprocos dos EUA s\u00e3o m\u00ednimos. Por exemplo, suspender as san\u00e7\u00f5es para os EUA \u00e9 um processo que pode se prolongar por dez anos.<\/p>\n<p>O Ir\u00e3 \u00e9 um pa\u00eds muito pac\u00edfico, que busca conciliar com os EUA e est\u00e1 disposto a pagar o pre\u00e7o para acabar com as san\u00e7\u00f5es e evitar a agress\u00e3o de Israel. Agora, inclusive em Israel, alguns setores oficialistas reconhecem que a campanha de (Benjamin) Netanyahu de atropelar as negocia\u00e7\u00f5es tem um efeito bumerangue. Para os EUA, um acordo com o Ir\u00e3 significa colaborar contra o ISIS e os grupos agressivos, contra a insurg\u00eancia violenta. Para os EUA isso tem muito valor porque permite fortalecer sua hegemonia no Iraque e na S\u00edria. Ent\u00e3o, Israel agora tem que se cuidar, pois est\u00e1 provocando a ira da Casa Branca por conta da intromiss\u00e3o. Da\u00ed, vem Netanyahu dirigir a palavra ante o Congresso. Isso gerou oposi\u00e7\u00e3o entre os ultrassionistas aqui, que est\u00e3o preocupados com a intromiss\u00e3o de Netanyahu que soa muito mal para a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Inclusive os mais fieis a Israel do Partido Democrata est\u00e3o anunciando que n\u00e3o v\u00e3o assistir \u00e0 confer\u00eancia.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, as perspectivas devem ser muito fact\u00edveis para um acordo com Ir\u00e3-EUA, por\u00e9m nunca se sabe porque os sionistas seguem tendo muita for\u00e7a.<\/p>\n<p>MAB: Resta algum tema que voc\u00ea tenha interesse em comentar?<\/p>\n<p>JP: Sim, poder\u00edamos comentar algo sobre a Gr\u00e9cia.<\/p>\n<p>Como disse em edi\u00e7\u00f5es passadas, o SYRIZA tem uma pol\u00edtica de ambiguidade, um discurso radical, por\u00e9m sempre tornou posi\u00e7\u00f5es conciliadoras.<\/p>\n<p>O pacto de sexta-feira passada \u00e9 terr\u00edvel, significa a continuidade da supervis\u00e3o de Bruxelas sobre a pol\u00edtica da Gr\u00e9cia. Ou seja, o SYRIZA se submeteu \u00e0 soberania norte-americana e \u00e0 diretriz de Bruxelas.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, aceitou impor reformas neoliberais sobre o pa\u00eds. O SYRIZA fala de lutar contra a evas\u00e3o fiscal, por\u00e9m Bruxelas insiste nas privatiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje em dia, percebo que um grande setor do SYRIZA est\u00e1 contra esse acord\u00f3 e vai provocar um conflito interno pela indignidade que Alexis Tsipras e seu Ministro da Fazenda aceitaram.<\/p>\n<p>Creio que a luta interna agora na Gr\u00e9cia vai se intensificar, pela capitula\u00e7\u00e3o do SYRIZA ante as exig\u00eancias de Bruxelas.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/www.radio36.com.uy\/entrevistas\/2015\/02\/24\/petras.html<\/p>\n<p>Tradu\u00e7\u00e3o: Partido Comunista Brasileiro (PCB)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7468\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[38],"tags":[],"class_list":["post-7468","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c43-imperialismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Ws","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7468","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7468"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7468\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7468"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7468"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7468"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}