{"id":7469,"date":"2015-02-28T14:17:24","date_gmt":"2015-02-28T14:17:24","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=7469"},"modified":"2015-02-28T14:17:24","modified_gmt":"2015-02-28T14:17:24","slug":"a-desilusao-a-hera-na-lapela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7469","title":{"rendered":"A desilus\u00e3o: a hera na lapela"},"content":{"rendered":"\n<p>Por <a href=\"http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/category\/colunas\/mauro-iasi\/\" target=\"_blank\">Mauro Luis Iasi<\/a>.<\/p>\n<p>(Blog da Boitempo)<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cToco el diamante,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>y lo volvi\u00f3 al carb\u00f3n,<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>y al atorrante lo sembr\u00f3<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>en la administraci\u00f3n\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u2013 <\/em>Silvio Rodriguez, \u201c<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=T8j61AlLJrY\" target=\"_blank\">La desilusi\u00f3n<\/a>\u201c<\/p>\n<p>Gosto da palavra desilus\u00e3o. \u00c9 como fazer o caminho inverso da ilus\u00e3o, como deixar de se iludir, ou como dizia Alfredo Moffat, desesperar, deixar de esperar. Lenin considerava uma das condi\u00e7\u00f5es objetivas de uma situa\u00e7\u00e3o revolucion\u00e1ria quando nos alertava que n\u00e3o bastaria o agravamento extremo da mis\u00e9ria das massas, mas era necess\u00e1rio que a isso se juntasse uma \u201cangustia\u201d, expressando que os trabalhadores n\u00e3o mais acreditariam que suas demandas podiam ser satisfeitas pelos caminhos institu\u00eddos numa determinada ordem.<\/p>\n<p>No entanto, sabemos, a desilus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente o caminho para alternativas revolucion\u00e1rias. No momento em que as ilus\u00f5es vendidas naufragam no mar agitado da hist\u00f3ria e na din\u00e2mica concreta da luta de classes, a desilus\u00e3o funciona como fermento para todo tipo de niilismo, de paralisia, de impot\u00eancia, condi\u00e7\u00e3o para que a classe trabalhadora volte a mergulhar na consci\u00eancia reificada e nas malhas t\u00e3o eficientes da ideologia, virando presa de alternativas conservadoras.<\/p>\n<p>James Joyce em um de seus belos contos dublinenses, nos descreve a cena de alguns trabalhadores \u00e0 frente de uma lareira no final de um dia de elei\u00e7\u00e3o esperando para receber o dinheiro que lhe prometeram pelo trabalho na captura do voto. Como chovia e fazia frio, eles contornaram a tarefa remunerada para se refugiar no calor da lareira. Traziam na lapela uma folha de hera que lembrava o dia da morte de Charles Steward Parnell (1846-1891), pol\u00edtico nacionalista que tivera um papel importante na causa irlandesa no Parlamento. O anivers\u00e1rio de sua morte e a hera na lapela representavam a persist\u00eancia da luta necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ocorre que v\u00e1rios deles ali coletavam votos para pol\u00edticos muito pouco nacionalistas e que sabiam claramente que n\u00e3o os representava, como fica claro numa fala de um deles. Diz o personagem defendendo um candidato oper\u00e1rio que havia sido acusado de ser um pobret\u00e3o:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u201cS\u00f3 porque \u00e9 oper\u00e1rio voc\u00ea diz isso? Que diferen\u00e7a existe entre um pedreiro honesto e um negociante, hein? Por acaso um oper\u00e1rio n\u00e3o tem direito de pertencer ao Conselho Municipal como qualquer pessoa? Muito mais direito at\u00e9 que esses parasitas que est\u00e3o sempre de chap\u00e9u na m\u00e3o diante de qualquer aristocrata\u201d.<\/p>\n<p>E completa:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">\u201cele \u00e9 um homem honesto, livre de qualquer suspeita, vai representar a classe oper\u00e1ria. Esse para quem voc\u00eas trabalham quer apenas arranjar um bom emprego\u201d.<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\">(\u201cA hera na lapela\u201d, em <em>Dublinenses<\/em>)<\/p>\n<p>Quando, num determinado momento hist\u00f3rico, uma for\u00e7a pol\u00edtica que logrou representatividade e legitimidade diante da classe trabalhadora para represent\u00e1-la desvia de seu rumo e sofre as auguras do transformismo, ele n\u00e3o perde de imediato a referencia dos trabalhadores, mas estes sabem que h\u00e1 algo errado.<\/p>\n<p>O comandante Ernesto Che Guevara, em um texto em que aborda os problemas do sectarismo, avalia que o principal e mais preocupante efeito dos desvios sect\u00e1rios \u00e9 a separa\u00e7\u00e3o entre a vanguarda e as massas. Quando ocorre um desvio, uma quebra dos princ\u00edpios de uma moral revolucion\u00e1ria (no caso o comandante fala do uso indiscriminado da viol\u00eancia, dos fuzilamentos e persegui\u00e7\u00f5es muitas vezes movidos por oportunismos pessoais), por mais que tentemos escond\u00ea-lo sob as justificativas de um discurso, por mais que os trabalhadores pare\u00e7am aceitar naquele momento, quando, nas suas palavras \u201cn\u00f3s n\u00e3o sabemos ou n\u00e3o queremos saber das coisas\u201d, \u00e9 importante destacar que os trabalhadores sabem, sempre sabem.<\/p>\n<p>A consci\u00eancia de classe \u00e9 produto de uma fus\u00e3o que resulta em uma identidade coletiva. \u00c9 muito mais que uma representa\u00e7\u00e3o por mandato, \u00e9 um novo pertencimento no qual um n\u00f3s se imp\u00f5e \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o individualista de maneira que os atos de uma vanguarda pol\u00edtica s\u00e3o nossos atos, sua fala \u00e9 nossa fala, seus objetivos s\u00e3o os nossos. Se por qualquer motivo a consci\u00eancia imediata dos trabalhadores percebe que \u201celes\u201d agem por seus pr\u00f3prios objetivos e que estes cada vez mais n\u00e3o s\u00e3o os nossos, se produz uma trinca nesta identidade, uma suspeita, e o diamante da consci\u00eancia se converte uma vez mais em carv\u00e3o, a consci\u00eancia conquistada em nova serialidade alienante.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que na superf\u00edcie do fen\u00f4meno tudo segue aparentemente como estava antes. Os s\u00edmbolos na lapela, os votos na urna\u2026 mas algo se rompeu. Os trabalhadores sabem.<\/p>\n<p>O contra-revolucion\u00e1rio, continua Che, n\u00e3o \u00e9 apenas o que luta contra as transforma\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u201caquele senhor que valendo-se de sua influ\u00eancia, consegue uma casa, consegue depois dois carros [\u2026] obt\u00e9m tudo que o povo n\u00e3o tem\u201d, e conclui: \u201ccontra-revolucion\u00e1rio \u00e9 todo aquele que contraria a moral revolucion\u00e1ria\u201d. N\u00e3o seria um desvio moralista de nosso querido comandante? Cremos que n\u00e3o. H\u00e1 uma moral revolucion\u00e1ria e quando ela se quebra, algo de muito importante de perde, sem o qual nenhum processo pol\u00edtico que se queira emancipat\u00f3rio \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>A base dos valores morais s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es que constituem a produ\u00e7\u00e3o material da vida. O pr\u00f3prio Che alerta aos que o escutam que eles s\u00e3o muito importantes nas tarefas de defesa (falava aos membros dos Comit\u00eas de Defesa da Revolu\u00e7\u00e3o), mas \u201cmenos importantes que o desenvolvimento da economia\u201d. \u00c9 mais importante ter inhame suficiente do que CDRs, ironiza o dirigente cubano. \u00c9 verdade, mas as rela\u00e7\u00f5es humanas, ainda que tenham no ato de produ\u00e7\u00e3o da vida um momento essencial (Luk\u00e1cs diria <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/Titulos\/visualizar\/para-uma-ontologia-do-ser-social-i\" target=\"_blank\">ontol\u00f3gico<\/a>), s\u00e3o amarradas por media\u00e7\u00f5es que se tornam t\u00e3o essenciais \u00e0 vida como o alimento e os instrumentos de trabalho sem os quais n\u00e3o vivemos: a linguagem, a arte, os valores que orientam nossa a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O problema do moralismo \u00e9 que ele fragmenta esta unidade do ser social. Acredita que os desvios morais produzem os desvios materiais e, portanto, podem ser corrigidos com prega\u00e7\u00f5es moralistas, com atribui\u00e7\u00e3o e expia\u00e7\u00e3o de culpas. Esta \u00e9 uma maneira de individualizar e personalizar os desvios. Mas mais que isso, \u00e9 funcional, pois uma vez personalizado e isolado de suas determina\u00e7\u00f5es pode-se estripa-los sem maiores consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>O sectarismo, os desvios de conduta, as pr\u00e1ticas deplor\u00e1veis que afastam as formas pol\u00edticas da classe de onde nasceram s\u00e3o express\u00e3o das contradi\u00e7\u00f5es de uma alternativa revolucion\u00e1ria agindo dentro da ordem jur\u00eddica e pol\u00edtica institu\u00edda que, por sua vez, tem por base, as rela\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas que constituem uma determinada sociabilidade, mais precisamente de uma alternativa que se rendeu ao p\u00e2ntano do pragmatismo. Mas esta \u00e9 uma contradi\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel, uma vez que toda alternativa transformadora deve por princ\u00edpio atuar na ordem existente para revolucion\u00e1-la. \u00c9 neste ponto que o aspecto \u00e9tico se torna importante. N\u00e3o podemos evitar o fato de que temos que atuar num contexto material existente, mas \u00e9 sempre bom lembrar os objetivos, as metas, os valores que constituem a base da consci\u00eancia de uma classe que quer e precisa ir al\u00e9m das fronteiras do existente. E nesta dimens\u00e3o os valores s\u00e3o essenciais.<\/p>\n<p>Os tempos s\u00e3o prop\u00edcios a transformismos e a ordem se prepara para recompensar os que se rendem. Neste momento, no qual as ilus\u00f5es fazem \u00e1gua, no qual a desilus\u00e3o abre seus bra\u00e7os gelados para receber os que se iludiram, precisamos ter muito cuidado. Um amigo latinoamericano (e nesses momentos amigos s\u00e3o coisa muito importante) que trabalha significativamente com mosaicos, transformando os cacos fragmentados em arte e mem\u00f3ria, me lembrou de poema de Benedetti. N\u00e3o sei como evitar a desilus\u00e3o, nem, como evitar que nossa classe embarque em alternativas conservadoras, mas se voc\u00ea estiver se sentindo sozinho e passar pela cabe\u00e7a que n\u00e3o h\u00e1 o que fazer a n\u00e3o ser se render a esta ordem de merda\u2026 bom, vai a\u00ed o apelo po\u00e9tico de nosso camarada Mario Benedetti. Espero que ajude:<\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><strong>N\u00e3o te rendas<\/strong>, ainda \u00e9 tempo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>De se ter objetivos e come\u00e7ar de novo,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Aceitar tuas sombras,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Enterrar teus medos<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Soltar o lastro,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Retomar o v\u00f4o.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><strong>N\u00e3o te rendas<\/strong> que a vida \u00e9 isso,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Continuar a viagem,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Perseguir teus sonhos,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Destravar o tempo,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Correr os escombros<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>E destapar o c\u00e9u.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em><strong>N\u00e3o te rendas<\/strong>, por favor, n\u00e3o cedas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o frio queime,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o medo morda,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o sol se esconda,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>E o vento se cale,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda existe fogo na tua alma.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda existe vida nos teus sonhos.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque a vida \u00e9 tua e teu tamb\u00e9m o desejo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque o tens querido e porque eu te quero<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque existe o vinho e o amor, \u00e9 certo.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque n\u00e3o existem feridas que o tempo n\u00e3o cure.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Abrir as portas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Tirar as trancas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Abandonar as muralhas que te protegeram,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Viver a vida e aceitar o desafio,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Recuperar o sorriso,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ensaiar um canto,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Baixar a guarda e estender as m\u00e3os<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Abrir as asas<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>E tentar de novo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Celebrar a vida e se apossar dos c\u00e9us.<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>N\u00e3o te rendas, por favor, n\u00e3o cedas,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o frio te queime,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o medo te morda,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda que o sol ponha e se cale o vento,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda existe fogo na tua alma,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Ainda existe vida nos teus sonhos<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque cada dia \u00e9 um novo come\u00e7o,<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque esta \u00e9 a hora e o melhor momento<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>Porque n\u00e3o est\u00e1s sozinho, porque eu te amo<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 30px;\"><em>(Mario Benedetti)<\/em><\/p>\n<p><strong>Mauro Iasi <\/strong>\u00e9 professor adjunto da Escola de Servi\u00e7o Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (N\u00facleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comit\u00ea Central do PCB. \u00c9 autor do livro <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/48#.Ul8Kh1Csh8E\" target=\"_blank\"><em>O dilema de Hamlet: o ser e o n\u00e3o ser da consci\u00eancia<\/em><\/a> (Boitempo, 2002) e colabora com os livros <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/cidades-rebeldes\" target=\"_blank\"><em>Cidades rebeldes: Passe Livre e as manifesta\u00e7\u00f5es que tomaram as ruas do Brasil<\/em><\/a> e <a href=\"http:\/\/www.boitempoeditorial.com.br\/v3\/titles\/view\/gy%C3%B6rgy-lukacs-e-a-emancipacao-humana\" target=\"_blank\"><em>Gy\u00f6rgy Luk\u00e1cs e a emancipa\u00e7\u00e3o humana<\/em><\/a> (Boitempo, 2013), organizado por Marcos Del Roio. Colabora para o <strong>Blog da Boitempo <\/strong>mensalmente, \u00e0s quartas.<\/p>\n<p>Fonte: http:\/\/blogdaboitempo.com.br\/category\/colunas\/mauro-iasi\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/7469\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[54],"tags":[],"class_list":["post-7469","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c65-lulismo"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-1Wt","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7469","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}