{"id":756,"date":"2010-08-22T21:10:01","date_gmt":"2010-08-22T21:10:01","guid":{"rendered":"http:\/\/pcb.org.br\/portal2\/?p=756"},"modified":"2010-08-22T21:10:01","modified_gmt":"2010-08-22T21:10:01","slug":"nomeacao-de-uribe-para-investigacao-do-caso-da-flotilha-garante-fracasso-da-iniciativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/756","title":{"rendered":"Nomea\u00e7\u00e3o de Uribe para investiga\u00e7\u00e3o do caso da flotilha garante fracasso da iniciativa"},"content":{"rendered":"\n<p>No in\u00edcio deste m\u00eas, o governo de Israel anunciou que iria cooperar com uma das duas comiss\u00f5es internacionais criadas pela ONU para investigar o massacre da Flotilha da Liberdade de Gaza, ocorrido em 31 de maio. A iniciativa israelense foi considerada &#8220;sem precedentes&#8221; pelo secret\u00e1rio-geral da ONU, Ban Ki-moon. No entanto, os detalhes desta comiss\u00e3o e seus integrantes &#8211; particularmente o pol\u00eamico ex-presidente colombiano \u00c1lvaro Uribe V\u00e9lez &#8211; p\u00f5em sua imparcialidade em d\u00favida.<\/p>\n<p>A comiss\u00e3o \u00e9 formada por quatro pessoas &#8211; uma escolhida pela Turquia, outra por Israel e duas de uma lista fornecida por Israel. As duas \u00faltimas s\u00e3o o ex-primeiro-ministro neozeland\u00eas Geoffrey Palmer, que presidir\u00e1 a comiss\u00e3o, e Uribe, que servir\u00e1 como vice-presidente. Enquanto Palmer, especialista em direito internacional, \u00e9 uma escolha inconteste, a indica\u00e7\u00e3o de Uribe \u00e9 desconcertante. Aparentemente, o &#8220;equil\u00edbrio&#8221; nesta comiss\u00e3o envolve o equil\u00edbrio entre algu\u00e9m versado nas leis internacionais e de direitos humanos e algu\u00e9m que \u00e9 inflexivelmente contr\u00e1rio a elas. Esta no\u00e7\u00e3o de equil\u00edbrio enfraquece fatalmente a comiss\u00e3o antes mesmo do in\u00edcio de suas atividades e mancha o processo do direito internacional.<\/p>\n<p>Uribe \u00e9 um presidente controvertido, cujo governo se envolveu em graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos; vigil\u00e2ncia ilegal e ass\u00e9dio de defensores dos direitos humanos por parte do servi\u00e7o de intelig\u00eancia (DAS); viola\u00e7\u00f5es da lei internacional (como o bombardeio do territ\u00f3rio equatoriano); corrup\u00e7\u00e3o; crimes contra a humanidade e excessos cometidos pelo ex\u00e9rcito em sua guerra de contrainsurg\u00eancia patrocinada pelos EUA.<\/p>\n<p>O desprezo de Uribe pelos defensores dos direitos humanos \u00e9 not\u00f3rio. De acordo com a Human Rights First, &#8220;o presidente Uribe e outros funcion\u00e1rios do governo estigmatizaram [os defensores dos direitos humanos] como simpatizantes de terroristas e insinuaram a exist\u00eancia de liga\u00e7\u00f5es il\u00edcitas entre ONGs pr\u00f3-direitos humanos e grupos armados ilegais. Coment\u00e1rios irrespons\u00e1veis de funcion\u00e1rios governamentais na Col\u00f4mbia p\u00f5em em risco ainda maior a vida dos defensores dos direitos humanos e amea\u00e7am minar o valor e a credibilidade de seu trabalho&#8221; (&#8220;Defensores dos Direitos Humanos na Col\u00f4mbia&#8221;).<\/p>\n<p>Em setembro de 2009, a Col\u00f4mbia recebeu a visita de Margaret Sekaggya, relatora especial da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos da ONU para a situa\u00e7\u00e3o dos defensores dos direitos humanos. Sekaggya constatou que, entre os problemas constantes enfrentados pelos defensores dos direitos humanos na Col\u00f4mbia, est\u00e3o &#8220;a estigmatiza\u00e7\u00e3o por parte de funcion\u00e1rios do governo e personagens de fora do Estado; a vigil\u00e2ncia ilegal por parte dos servi\u00e7os de intelig\u00eancia estatais; a pris\u00e3o e a deten\u00e7\u00e3o arbitr\u00e1rias e o ass\u00e9dio judicial; e invas\u00f5es de propriedades de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o-governamentais e roubo de informa\u00e7\u00f5es&#8221; (&#8220;Informe da Relatora Especial&#8230;&#8221;, 4 de mar\u00e7o de 2010, pp. 13-18).<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios do governo colombiano atacam constantemente os defensores dos direitos humanos e membros da oposi\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social, qualificando-os de aliados de &#8220;terroristas&#8221;, ou seja, guerrilheiros esquerdistas.<\/p>\n<p>Uribe tem liderado esses ataques, qualificando os defensores dos direitos humanos de &#8220;turba de aluguel a servi\u00e7o do terrorismo que covardemente levanta a bandeira dos direitos humanos&#8221;, &#8220;charlat\u00e3es dos direitos humanos&#8221;, &#8220;colegas dos bandidos [ou seja, guerrilheiros]&#8221; e &#8220;frente intelectual das Farc [For\u00e7as Armadas Revolucion\u00e1rias da Col\u00f4mbia]&#8221;. E ele declarou que, &#8220;sempre que os terroristas e seus simpatizantes sentem que ser\u00e3o derrotados, apelam para a den\u00fancia de viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Uribe referiu-se \u00e0 Anistia Internacional e ao Human Rights Watch com termos especialmente duros: &#8220;A Anistia Internacional n\u00e3o condena as viola\u00e7\u00f5es da lei humanit\u00e1ria internacional pelos guerrilheiros e d\u00e1 legitimidade ao terrorismo. [&#8230;] [Os membros da AI] perambulam pelas ag\u00eancias europeias como ratos de biblioteca, mexericando \u00e0 meia-voz e minando as institui\u00e7\u00f5es colombianas&#8221;. Sobre o diretor da divis\u00e3o das Am\u00e9ricas do Human Rights Watch, Jos\u00e9 Miguel Vivanco, Uribe afirmou: &#8220;Antes que Vivanco, um defensor [e] c\u00famplice das Farc, viesse aqui para criticar nossa pol\u00edtica de seguran\u00e7a democr\u00e1tica, promov\u00edamos esfor\u00e7os s\u00e9rios para colocar o pa\u00eds nos trilhos &#8211; n\u00e3o tenho nada a aprender com o senhor Vivanco em rela\u00e7\u00e3o a direitos humanos&#8221; (&#8220;Defensores dos direitos humanos: sob o estigma do presidente Uribe,&#8221; Agencia de prensa &#8211; IPC, 23 de outubro de 2009).<\/p>\n<p>Isto \u00e9 apenas um breve panorama dos ataques sistem\u00e1ticos de Uribe contra os defensores dos direitos humanos. Em junho passado, uma miss\u00e3o internacional de direitos humanos investigou a maior vala comum do Hemisf\u00e9rio Ocidental &#8211; com cerca de 2.000 v\u00edtimas de execu\u00e7\u00f5es jogadas ali desde 2004 -, rec\u00e9m-descoberta na cidade colombiana de La Macarena. Ao mesmo tempo, Uribe viajou at\u00e9 esta mesma localidade, mas n\u00e3o para oferecer condol\u00eancias \u00e0s fam\u00edlias das v\u00edtimas, ou garantir que uma investiga\u00e7\u00e3o determinasse o que acontecera ali. Em vez disso, ele visitou os militares de uma base local &#8211; exatamente as pessoas que, segundo os relatos das v\u00edtimas, encheram aquela vala comum com aquele terr\u00edvel conte\u00fado &#8211; para elogi\u00e1-los por seu trabalho.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, Uribe declarou: &#8220;Quero que o pa\u00eds saiba que os terrositas agora pretendem frustrar nossa vit\u00f3ria parcial combinando seus meios de luta. Agora os porta-vozes dos terroristas falam de paz a fim de ganhar tempo e se recuperar antes que obtenhamos nossa vit\u00f3ria final. O terrorismo combina meios de luta &#8211; assim, alguns de seus porta-vozes falam de paz; outros v\u00eam at\u00e9 La Macarena em busca de maneiras de desacreditar as For\u00e7as Armadas e implic\u00e1-las em viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. N\u00e3o cairemos nesta armadilha, fiquem firmes!&#8221; (&#8220;Porta-vozes do terrorismo est\u00e3o propondo a paz para poder se recuperar: Uribe,&#8221; El Espectador, 25 de junho de 2010).<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil acreditar que Uribe, apesar de seu pavoroso hist\u00f3rico no quesito direitos humanos, tenha sido escolhido para integrar uma comiss\u00e3o da ONU sobre o tema. Al\u00e9m do pr\u00f3prio Uribe, qualquer representante do Estado colombiano precisa ser considerado suspeito quando se trata de investigar viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos, pois violadores oficiais e &#8220;extra-oficiais&#8221; sancionados pelo Estado agem impunemente; 98% desses casos permanecem sem investiga\u00e7\u00e3o (&#8220;Processos infundados contra defensores dos direitos humanos na Col\u00f4mbia&#8221;, fevereiro de 2009).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 dif\u00edcil acreditar que a Col\u00f4mbia, maior benefici\u00e1ria da &#8220;ajuda&#8221; militar dos EUA depois de Israel e Egito, e que aceitou abrigar sete novas bases militares norte-americanas em seu territ\u00f3rio no ano pasado, possa ser imparcial em rela\u00e7\u00e3o a Israel. Os governos israelense e colombiano compartilham uma abordagem ideol\u00f3gica de seus inimigos, baseada na cren\u00e7a de que o respeito aos direitos humanos n\u00e3o \u00e9 importante quando se trata de perseguir objetivos militares contra grupos rebeldes. N\u00e3o surpreende que tamb\u00e9m exista uma coopera\u00e7\u00e3o militar em grande escala entre esses dois Estados malignos.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, segundo informa\u00e7\u00f5es da imprensa, Israel se tornou o fornecedor n\u00famero um de armamentos para a Col\u00f4mbia, com dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares em materiais, &#8220;incluindo aeronaves Kfir, avi\u00f5es n\u00e3o tripulados, armas e sistemas de intelig\u00eancia&#8221; usados contra oponentes do regime colombiano (&#8220;Relatos: israelenses combatem guerrilheiros na Col\u00f4mbia&#8221;, Ynet, 10 de agosto de 2007). Segundo um funcion\u00e1rio de alto escal\u00e3o da Defesa israelense, &#8220;os m\u00e9todos de Israel de combate ao terror foram reproduzidos na Col\u00f4mbia&#8221; (&#8220;Ministro do Exterior da Col\u00f4mbia: compartilhamos sua resili\u00eancia&#8221;, 30 de abril de 2010).<\/p>\n<p>H\u00e1 um motivo para os latino-americanos se referirem com frequ\u00eancia \u00e0 Col\u00f4mbia como &#8220;o Israel da Am\u00e9rica Latina&#8221; &#8211; e tamb\u00e9m para o fato de o ent\u00e3o presidente eleito colombiano Juan Manuel Santos, ex-ministro da Defesa e bra\u00e7o direito de Uribe, ter manifestado seu orgulho com tal compara\u00e7\u00e3o (&#8220;Santos, orgulhoso pela Col\u00f4mbia ser comparada a Israel&#8221;, El Espectador, 6 de junho de 2010).<\/p>\n<p>A inclina\u00e7\u00e3o do governo colombiano a favor de Israel ficou clara durante uma visita do chanceler Jaime Bermudez ao Estado judeu em abril passado. O jornal The Jerusalem Post noticiou o desejo de Bermudez de &#8220;fortalecer a rela\u00e7\u00e3o militar da Col\u00f4mbia com Israel&#8221; e sua defesa da &#8220;necessidade de fazer mais na luta contra o terrorismo&#8221;. Confiante, ele previu que &#8220;o vencedor da elei\u00e7\u00e3o presidencial [colombiana] do m\u00eas que vem, seja quem for, ser\u00e1 um apoiador [de Israel]. Admiro seu povo. Admiro seu pa\u00eds e admiro voc\u00eas. Voc\u00eas t\u00eam muitos amigos na Col\u00f4mbia&#8221; (&#8220;Ministro do Exterior da Col\u00f4mbia: compartilhamos sua resili\u00eancia&#8221;).<\/p>\n<p>A admira\u00e7\u00e3o \u00e9 m\u00fatua: Uribe desempenha seu papel de investigador imparcial coberto de pr\u00eamios de v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es sionistas. Estes incluem o &#8220;Pr\u00eamio Luz para as Na\u00e7\u00f5es&#8221; do Comit\u00ea Judaico Americano e, aprofundando ainda mais a ambiguidade orweliana, o &#8220;Medalh\u00e3o de Ouro Presidencial por Humanitarismo&#8221; da B&#8217;nai Brith.<\/p>\n<p>Embora o governo da Col\u00f4mbia e Uribe tenham o direito de escolher seus amigos, isto &#8211; para dizer o m\u00ednimo &#8211; indica que n\u00e3o haver\u00e1 objetividade alguma no que concerne o papel do pol\u00edtico colombiano na comiss\u00e3o.<\/p>\n<p>Aparentemente, Israel s\u00f3 concordou em cooperar com este inqu\u00e9rito da ONU porque s\u00e3o poucas as chances de a comiss\u00e3o adotar uma posi\u00e7\u00e3o independente e dar um veredicto imparcial sobre o brutal ataque israelense contra a Flotilha da Liberdade de Gaza. De fato, Israel n\u00e3o quis cooperar com a outra comiss\u00e3o sobre o ataque, nomeada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU. \u00c9 sensato argumentar que a coopera\u00e7\u00e3o colombiana e israelense nesse assunto \u00e9 mais um passo para que os dois pa\u00edses, em conjunto, &#8220;fa\u00e7am mais na luta contra o terrorismo&#8221; (parafraseando a declara\u00e7\u00e3o de Bermudez em Israel).<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isto significa atacar os defensores dos direitos humanos e trabalhadores de ajuda humanit\u00e1ria e minar ainda mais o direito internacional e o respeito aos direitos humanos. Participar do encobrimento do assassinato brutal e ilegal de ativistas pr\u00f3-direitos humanos e retrat\u00e1-los como &#8220;terroristas disfar\u00e7ados&#8221; servir\u00e1 aos objetivos militares de ambos os pa\u00edses em sua luta para minar os defensores dos direitos humanos e as &#8220;comunidades inimigas&#8221; em seus respectivos territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>Esta comiss\u00e3o \u00e9 dissidente, carece de credibilidade e servir\u00e1 apenas para mostrar a influ\u00eancia dos Estados Unidos e de Israel sobre o gabinete de Ban Ki-moon. Tal comiss\u00e3o decepcionar\u00e1 qualquer um que espera uma investiga\u00e7\u00e3o neutra e imparcial, que revele a verdade sobre o massacre de 31 de maio. Esta comiss\u00e3o abala ainda mais a credibilidade da ONU e serve para transformar as leis internacionais e de direitos humanos em um jogo entre os violadores destas leis.<\/p>\n<p>*Jos\u00e9 Antonio Guti\u00e9rrez e David Landy s\u00e3o ativistas radicados na Irlanda e envolvidos, respectivamente, com o Centro de Solidariedade Latino-Americana e a Campanha de Solidariedade Palestina da Irlanda. Jos\u00e9 Antonio Guti\u00e9rrez escreve regularmente sobre a Col\u00f4mbia para o site\u00a0<a href=\"www.anarkismo.net\" target=\"_blank\">www.anarkismo.net<\/a>. Artigo publicado originalmente no site\u00a0<a href=\"http:\/\/electronicintifada.net\/v2\/article11449.shtml\">The Electronic Intifada.<\/a><\/p>\n<p>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/operamundi.uol.com.br\/opiniao_ver.php?idConteudo=1211\">http:\/\/operamundi.uol.com.br\/opiniao_ver.php?idConteudo=1211<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\n\n\nCr\u00e9dito:\u00a0ccb-galiza.org\n\n\n\n\n\n\n\n\nPor\u00a0Jos\u00e9 Antonio Guti\u00e9rrez e David Landy\n\u00a0\n<a class=\"moretag\" href=\"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/756\"> <\/a>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[34],"tags":[],"class_list":["post-756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-c39-colombia"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p659gw-cc","jetpack-related-posts":[],"jetpack_likes_enabled":true,"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/pcb.org.br\/portal2\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}